segunda-feira, 20 de março de 2017

Jordy se renúne com comunidade de Santarém Novo

    
Santarém Novo recebeu neste sábado, 18, de manhã, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), na Câmara Municipal para um encontro com a população, conselheiros tutelares e lideranças da região. Em pauta, obras e serviços para melhorar a vida dos moradores. Jordy colocou o mandato à disposição para as demandas dos cidadãos. Participaram o prefeito Pedrinho (PSDB), vereadores Gladistone Oliveira (PPS ) e José Nazareno (PR) e o secretário de Cultura, Sandro Loureiro.
  




  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
   

Deputados do PPS debatem reforma da previdência


Em seminário da bancada do PPS - Partido Popular Socialista nesta quinta, 16, na Câmara dos Deputados, o líder do partido, deputado Arnaldo Jordy (PA), reafirmou que o projeto de reforma da Previdência precisa abrigar a realidade desigual da sociedade brasileira, e não aplicar as mesmas regras dos trabalhadores urbanos aos pequenos agricultores de regiões afastadas. Jordy lembrou que os trabalhadores domésticos só tiveram seus direitos trabalhistas reconhecidos apenas em 2015. Em muitas regiões, ainda existe a ameaça do trabalho escravo. Por isso, o texto do governo precisa passar por mudanças.
    
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/bhzZaCE85ZU
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 17 de março de 2017

Líder do PPS diz que investigações sobre frigoríficos podem evoluir para uma CPI

  
     
O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA), afirmou nesta sexta-feira (17) que acompanhará de perto os desdobramentos da operação “Carne Fraca”, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga o pagamento de suborno a fiscais agropecuários, mas que o caso pode evoluir para um pedido de abertura de CPI no Congresso Nacional.
   
“O Brasil acompanha, com perplexidade, o desencadeamento de uma operação policial para combater a corrupção e desta vez com a gravidade de que o suborno servia para acobertar fraudes contra o consumidor. E uma empresa que é alvo da Polícia Federal, a JBS, novamente aparece no meio do esquema. Vamos acompanhar o desenrolar das investigações, mas o caso pode resultar em um pedido de criação de uma comissão parlamentar de inquérito”, disse.
   
Jordy foi membro da CPI do BNDES que funcionou até fevereiro de 2016 na Câmara e também foi autor de um pedido de convocação para ouvir os executivos do grupo frigorífico JBS/Friboi no colegiado. O parlamentar lembra que a empresa contou, na época, com forte blindagem do PT e PMDB. O requerimento de oitiva dos empresários foi rejeitado por 15 votos a 9.
   
“Houve um acordo entre o PT e o senhor Eduardo Cunha (presidente da Câmara à época) na CPI para que os irmãos Wesley e Joesley não fossem convocados para explicar denúncias de suposto favorecimento aos empresários na obtenção de empréstimos milionários que foram concedidos pelo BNDES”, relatou o líder do PPS.
   
A Operação “Carne Fraca” da Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira, executivos das gigantes do setor de carnes JBS e BRF. Segundo a corporação, é a maior operação da história da PF. Já fpo determinado o bloqueio de até R$ 1 bi em contas de 46 investigados.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

ARTIGO - É hora de acabar com os privilégios

     
* Arnaldo Jordy
  
O Brasil vive discussão acirrada acerca da reforma da Previdência. Está claro que algo precisa ser feito para garantir que as futuras gerações tenham condições de usufruir do benefício da aposentadoria. Não se pode aceitar, no entanto, que somente os trabalhadores paguem a conta, quando sabemos que em nosso país ainda existem privilégios e benesses para apenas alguns segmentos. A Previdência, quando foi instituída, tinha sete trabalhadores na ativa para um aposentado. Hoje, são 2,4 trabalhadores para cada inativo. 
  
Além disso, precisamos discutir o que pouca gente fala, as dividas de empresas com a Previdência Social, que somam R$ 416 bilhões, entre elas, as maiores instituições financeiras do País, que obtém grandes lucros, como Itaú, Bradesco e outras.
  
O momento não é fácil, atravessamos a pior crise econômica e fiscal da história recente. As despesas do governo superam em muito as receitas. O País fechou 2016 com um déficit primário, que é quando o valor gasto pelo governo excede a sua arrecadação, de 2,47% do seu PIB. Em 2015, o déficit foi de 1,8%. O resultado do setor público consolidado de 2016, antes do pagamento de juros da dívida, foi negativo em R$ 155,791 bilhões. A projeção da Fazenda para este ano é de um déficit de R$ 139 bilhões apenas no governo central. Esse é o tamanho do rombo do governo, causado pelo descalabro de gastos do governo anterior.
   
Esse momento de crise pode ser aproveitado para que se mude alguma coisa no Brasil. Um exemplo é o pagamento de salários acima do teto constitucional, que é o vencimento de um ministro do STF, atualmente em R$ 33,7 mil. São muitos os casos de agentes públicos que ganham muito acima desse valor: são 11 mil servidores que se aproveitam de brechas na lei e da incorporação de “penduricalhos” nos salários ao longo do tempo.
   
Também são muitas as categorias que recebem aposentadoria precoce. Com plano de previdência próprio, ex-senadores e ex-deputados recebem, em média, R$ 14,1 mil por mês de aposentadoria, enquanto a média dos benefícios pagos pelo INSS é de R$ 1.862, segundo levantamento feito pelo “O Estado de S. Paulo” no final do ano passado. Os reajustes pagos aos parlamentares também são repassados às aposentadorias. O teto para os congressista é de R$ 33.763, enquanto que o do INSS é de R$ 5.189,82. O PPS está propondo a revisão dessa situação dos parlamentares.
   
Também merece atenção o regime para os militares. Mesmo merecendo um regime especial, sem dúvida, por conta de suas atividades, é preciso que haja um esforço para ajustar a aposentadoria dos militares ao esforço geral em torno da reforma da Previdência.
   
As aposentadorias precoces são outro ponto de críticas ao Judiciário, que usa esse expediente, vejam só, para punir os juízes que cometem deslizes éticos. A punição que mais parece um prêmio é reservada aos magistrados e membros do Ministério Público acusados de delitos graves, e inclui o recebimento muitas vezes integral dos vencimentos. Há um conjunto de juristas que considera essa punição apenas a continuidade do pagamento de salário a quem deixou de merecê-lo.
   
Outro exemplo de privilégio que recentemente foi notícia nacional são as aposentadorias pagas por 16 Estados a ex-governadores. Muitos desses Estados estão quebrados, com salários de funcionários públicos atrasados, alguns ainda não pagaram totalmente o 13º aos seus servidores, mas destinam um valor que soma R$ 37 milhões por ano a este fim. Algumas pensões são pagas a quem ocupou o cargo por poucos meses ou até mesmo por poucos dias. 
   
A lista inclui pagamento de auxílio-moradia para quem tem casa e condições de pagar por ela e outros favores que remetem ao nascimento do Brasil, quando seu território foi dividido em capitanias hereditárias e cujos donos, os amigos do rei tinham direito de vida e de morte sobre tudo dentro do seu quinhão. Desde então, o sentimento patrimonialista faz com que grupos sirvam-se do público como se fosse privado, ainda que a lei diga o contrário.
  
Mas não é possível falar sobre privilégios no Brasil sem citar um que não é pecuniário, mas uma anomalia jurídica que permite aos seus beneficiários procrastinar o cumprimento da justiça. É o foro privilegiado, que faz com que o presidente da República, ministros, parlamentares, prefeitos, integrantes do Judiciário, do TCU e do Ministério Público tenham ações penais julgadas não pela justiça comum, mas pelo sobrecarregado STF, que leva, em média, 18 anos para julgar essas ações. Com isso, 68% dos casos que prescrevem sem julgamento. Hoje, são mais de 20 mil agentes públicos que têm foro privilegiado.
   
Já está mais do que na hora do Congresso tomar a dianteira e seguir o clamor popular, adotando uma pauta em defesa da igualdade entre os cidadãos, acabando com privilégios como o foro privilegiado, os supersalários, as aposentadorias precoces e outros que tornam o Brasil menos justo. É hora de construir um Brasil sem privilégios.
    
   
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
    
  

Projeto de Jordy assegura participação da mulher em toda chapa eleitoral para o Executivo

    
  
Do Portal PPS
  
Projeto de Lei apresentado pelo líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy (PA), prevê que na composição das chapas de candidatos a cargo eletivos no Poder Executivo, em todos os níveis, será assegurada a participação da mulher. O texto foi apresentado nesta quarta-feira (16) na Casa.
  
Caso a proposta seja aprovada, quase 6 mil cargos poderão ser ocupados por mulheres, já que só de município o Brasil tem 5570. Pelo texto de Jordy, a composição da chapa deve ter a participação de ambos os sexos, ou seja, as mulheres poderão disputar tanto o cargo principal quanto o de vice. A regra também valeria para as chapas de governador e de presidente da República.
  
“A legislação brasileira deve contemplar instrumentos que garantam a paridade de representação de homens e mulheres nos cargos eletivos. Este projeto garante a paridade entre homens e mulheres nestas representações em todos os entes da federação. Isto cria um efeito muito positivo para inserção das mulheres na política e impactará na formulação da política pública”, justificou Jordy.
  
O parlamentar comparou a situação do Brasil com a de outros países e constatou baixa representação feminina na política. No caso do Legislativo brasileiro, de um total de 190 países, nossa nação ocupa a posição de 116 no ranking de representação da mulher nas casas legislativas.
  
“Nosso país é superado neste aspecto por nações como Jordânia, Síria, Somália, Líbia, Marrocos, Indonésia, Iraque, Paquistão, entre outros. Apesar de pontuais progressos, o Brasil está muito distante da paridade entre homens e mulheres, que continuam sub-representadas nos cargos eletivos”, acrescentou o líder do PPS.
  
Se o projeto for aprovado na Câmara, segue direto para o Senado, antes de ir a sanção presidencial.
  
  
Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara
  
  

quinta-feira, 16 de março de 2017

PPS votará contra criação de Liderança da Maioria e da Oposição na Câmara dos Deputados

  
  
Do Portal PPS  
 
Em meio a um discurso para que a administração pública seja mais austera, a Câmara dos Deputados pretende ampliar a estrutura da Casa e criar mais duas Lideranças Parlamentares: da Maioria e da Oposição. E cada uma destas novas representações contará com nove vice-líderes.

O líder do PPS na Casa, deputado Arnaldo Jordy (PA), anunciou nesta quarta-feira (15) que a bancada votará contra a proposta de Resolução, que é de iniciativa da Mesa Diretora. Além disso, Jordy elaborou uma emenda ao projeto que veda a criação de cargos e de estrutura física para assessorar estas novas lideranças.

A intenção da Mesa Diretora é aprovar um requerimento de urgência e votar o mérito da criação das novas lideranças ainda esta semana. “O PPS é contra a criação destas lideranças que já têm seus representantes exercendo normalmente suas prerrogativas. Já existe um líder do governo e um da minoria, assim como seus respectivos vice-líderes. Não tem sentido criar estas novas representações. Na nossa avaliação, há uma clara intenção em se criar novas estruturas procrastinatórias de plenário”, explicou Jordy.

De acordo com o projeto da Mesa Diretora, o líder da Oposição será indicado pelos líderes das representações que expressem posição contrária ao governo federal. No caso da Maioria, o líder será designado pelo partido ou bloco parlamentar integrado pela maioria absoluta dos membros da Câmara.

“Em tempos de crise, a Câmara caminha na contramão da eficiência administrativa. Criar estas representações é ampliar o gasto público. E esta iniciativa não contará com o apoio de nossa bancada”, finalizou o deputado do PPS.
   
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

Seminário: Especialistas apontam mitos da reforma da Previdência e apontam caminhos

    
    
Do Portal PPS
   
Os mitos em torno da reforma da Previdência, essencial para o país, precisam ser derrubados. Informações falsas divulgadas pela oposição devem ser rebatidas para que não se crie um sentimento de revolta na população. No entanto, alguns pontos da Proposta de Emenda à Constituição enviada pelo governo e em apreciação no Congresso Nacional precisam sofrer mudanças para não penalizar os trabalhadores. Essas foram algumas conclusões de especialistas na área que participaram nesta quinta-feira (16), na Câmara dos Deputados, em Brasília, de seminário promovido pela bancada do PPS. Nery: Não é verdade que os brasileiros irão “trabalhar até morrer”
    
O consultor do Senado Federal Pedro Nery criticou o que chamou de “mitos da Reforma da Previdência”. Ele rebateu “algumas inverdades” que vêm sendo divulgadas sobre a proposta (PEC 287/2016) do governo. Segundo Nery, não é verdade que os brasileiros irão “trabalhar até morrer”, como vem sendo alardeado na mídia e nas redes sociais.
   
“O aumento da expectativa de vida da população justifica a aposentadoria aos 65 anos de idade para homens e mulheres”, enfatizou, ao citar dados do IBGE que mostram que os brasileiros estão vivendo cada vez mais em todas as regiões do país: a média da idade de sobrevida das pessoas aposentadas no Brasil é de 82 anos no Nordeste e 84 anos, nos estados do Sul e Sudeste.
  
De acordo com Nery, também não é verdade que as alterações vão prejudicar os trabalhadores mais pobres, como criticam os oposicionistas da reforma. O especialista citou como exemplo a concessão das aposentadorias por idade mínima e por tempo de contribuição.
  
“Esta faixa da população não terá o valor da aposentadoria reduzida, até porque a Constituição Federal não permite que se receba o inferior ao salário mínimo. Já o trabalhador que está há mais tempo no mercado formal, que aposentar por tempo de contribuição, poderá ser afetado por causa da aplicação do redutor de cálculo, o chamado fator previdenciário”, explicou.
  
Atualmente, o cálculo das aposentadorias é feito em cima dos 80 melhores salários do trabalhador. Os outros 20% são descartados. “E isso não vai mudar. Não haverá perda de direitos”, acrescentou.
  
No entanto, Pedro Nery declarou que a exigência dos 49 anos de contribuição para obter aposentadoria integral, como prevê a PEC, poderá afetar as pessoas que sempre tiveram salários “muito estáveis e baixos”. O especialista ainda reconheceu que a Seguridade Social, que engloba, por exemplo, as aposentadorias rurais, é deficitária.
  
Mulheres e homens
  
Outro ponto polêmico da PEC 287, o estabelecimento da idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem, também foi tratado pelos especialistas. O consultor da Câmara dos Deputados e ex-secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim, afirmou que como a expectativa de vida das mulheres hoje é maior do que a dos homens não faz sentido que eles se aposentem antes. “Com relação a idade, não faz sentido a mulher se aposentar antes”, afirmou Rolim, ressaltando no entanto que a mulher precisaria ser compensada pelo tempo em que trabalha em casa sem remuneração e por, no mercado de trabalho, ainda receber menos do que o homem executando a mesma função.
  
Ele explicou que em 1995 uma mulher recebia em média 66% do salário de um homem para realizar o mesmo trabalho. Em 2014, esse percentual saltou para 81%. O cenário melhorou, mas ainda não alcançou a igualdade. “Nós entendemos que faria mais sentido complementar a aposentadoria da mulher do que antecipar a aposentadoria. No mundo todo 67 países já igualaram a idade de aposentadoria para homens e mulheres e muitos outros estão em processo de transição para implantar isso”, ponderou o consultor da Câmara.
  
Ao defender a necessidade da reforma, Rolim afirmou ainda que seria uma irresponsabilidade não fazê-la. “Iria levar a inviabilidade de todas as políticas sociais no Brasil. Se ficar do jeito que está daqui a alguns anos 80% do caixa da União terá que ser usado para cobrir os gastos da Previdência”, alertou.
  
Ele também fez uma crítica ao uso da Previdência como principal ferramenta de distribuição de renda. “A principal política de combate a pobreza no Brasil é a Previdência, e não deveria ser. Deveria ser a educação e a geração de emprego e renda. Hoje deixamos a pessoa a vida inteira na pobreza e quando ela fica idosa nós compensamos com a aposentadoria, tirando ela da linha da pobreza”, criticou o consultor da Câmara.
  
Regra de transição
  
Já a consultora da Câmara Elisangela Batista fez críticas à regra de transição única adotada na PEC tanto para servidores públicos como para os contribuintes do regime geral da Previdência. O mecanismo só alcança mulheres acima de 45 anos e homens a partir dos 50 anos. De acordo com ela, o governo “deu muito para alguns e nada para os outros”.
  
Citando números, ela mostrou, por exemplo, que no serviço público só entram na regra de transição 39% dos homens e 44% das mulheres. Exemplificou ainda que no regime geral, cuja idade mínima para transição é a mesma, será vantajoso para quem se encaixar nessa faixa. “Ela será muito melhor do que hoje, pelo fator previdenciário. O impacto para esse pessoal é relevante. Mas para quem está fora, as regras para acesso à aposentadoria serão muito mais duras”, alertou.
  
Nesse sentido, Elisangela Batista propõe que se faça uma transição “em escadinha”, escalonada, respeitando o princípio da idade mínima da PEC. “Se pegaria a data de nascimento e para cada ano teria uma data de aposentadoria”, sugeriu a consultora da Câmara.
  
  
Fotos: Robson Gonçalves