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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Comissão vai ao Planalto cobrar resoluções sobre a Lei Kandir

  
        
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), líder do PPS na Câmara, integrou uma comissão de deputados, deputadas e prefeitos de vários Estados e siglas partidárias, que foram recebidos nesta quarta-feira (21), pelo presidente interino da República, Rodrigo Maia.
  
A audiência foi agendada pela bancada paraense, mineira e pela Comissão Especial da Câmara que analisa as mudanças na Lei Kandir - presidida por Arnaldo Jordy -, e serviu pedir o apoio de Rodrigo Maia ao projeto que estabelece novos critérios de compensação dos Estados pelas perdas com a Lei Kandir (PLP 221/98), que isentou de ICMS produtos voltados para a exportação, como forma de tornar o país mais competitivo no exterior.
  
A legislação previa transferências da União para os Estados para reduzir estas perdas, mas a medida acabou causando prejuízos bilionários, segundo estudos de várias entidades, como a FGV.
   
Para Jordy, “o que houve foi um confisco federativo, onde as perdas dos Estados produtores, com o Pará, podem chegar a mais de 700 bilhões de reais nos 20 anos de vigência desta Lei, que não só trouxe prejuízos financeiros, mas também um penoso efeito social, pois muitos postos de trabalhos, por exemplo, não foram criados”.
   
O parlamentar paraense afirmou ainda “que há um trabalho para convencimento dos técnicos do Ministério da Fazenda, reticentes quanto às propostas de compensação das perdas -, o que poderia inclusive acontecer num encontro de contas -, que possibilite uma efetiva recuperação da capacidade financeira dos Estados e dos municípios afetados”.
   
Rodrigo Maia sugere uma solução pactuada para o tema, de modo a garantir o futuro, já que para ele, é pouco provável que possa acontecer uma reposição das perdas. No entanto, ele foi cético quanto a um consenso no Congresso Nacional, dentro do prazo final dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para uma nova legislação, que é 30 de novembro. “O grande impasse está justamente na discussão dessas perdas, de mais de 700 bilhões, pois o governo nem teria como pagar esse montante”, concluiu Maia.
   
“Dupla pancada”
    
A comissão especial da Lei Kandir na Câmara ouviu na última terça (20), o diretor para Assuntos Parlamentares e Relações Institucionais da Fenafisco, Pedro Lopes de Araújo Neto. Aos deputados, ele criticou a lei, que representou uma “dupla pancada” nas finanças estaduais. Primeiro por desonerar as exportações, antes tributadas pela alíquota de ICMS de até 13%. Depois, por obrigar os estados a honrar os créditos de ICMS sobre os insumos utilizados pelas empresas nos produtos exportados.
    
Para Araújo Neto, a desoneração da exportação também provocou um efeito perverso na economia, ao incentivar o setor primário em detrimento do industrial. “No momento que foi dada a não incidência pela Lei Kandir, esses produtos [primários e semielaborados] ficaram mais baratos. Aconteceu de haver um estímulo à exportação de produto primário e, ao mesmo tempo, o desestímulo à industrialização”, criticou.
   
De acordo com uma nota técnica da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa), entre 1997 e 2016, o Pará perdeu R$ 37 bilhões com a Lei Kandir. Só ano passado, teriam sido R$ 3 bilhões. Com esse valor, o investimento em educação poderia ter sido duplicado, já que foi utilizada pelo Estado em 2016, a mesma quantia na área.
   
  
Por: Assessoria Parlamentar
Com informações da Agência Câmara e Agência Pará
Foto: Palácio do Planalto
  
  

terça-feira, 11 de abril de 2017

Em reunião com Temer, Jordy alerta sobre real necessidade de flexibilizar reforma da Previdência

  
    
Do Portal PPS
    
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), elogiou a promoção, pelo Palácio do Planalto, de um diálogo franco com os deputados federais sobre a reforma da Previdência. Foi durante encontro, ocorrido nesta terça-feira (11), entre ministros, líderes da base governista e o presidente Michel Temer. No entanto, Jordy alertou o presidente sobre a real necessidade de se flexibilizar o texto original do governo.
   
A preocupação externada durante a reunião no Palácio do Planalto, segundo Jordy, é porque o governo precisa de pelo menos 308 votos a favor da Emenda Constitucional.
  
“O que se pretende não é desfigurar a reforma, o PPS entende que a reforma precisa e será feita. Mas a exigência de um quórum qualificado pede que o governo atenda as propostas dos partidos que visam tão somente aperfeiçoar o texto original”, justificou o parlamentar.
  
Jordy levou seis propostas a Temer
  
O deputado aproveitou o encontro para apresentar ao presidente da República seis emendas, das nove que o partido na Câmara apresentou na Comissão Especial, com as quais o líder garantiu que a bancada dará os votos favoráveis para a PEC, quando ela for a plenário.
  
Na reunião, o líder do PPS sugeriu ao governo ainda que crie uma força-tarefa com a participação de diversos setores da administração federal para receber os recursos não pagos por grandes devedores da Previdência. “É preciso enfrentar e cobrar esta dívida das grandes empresas em relação ao INSS”, disse.
  
Jordy também propôs ao presidente Temer que na reforma da Previdência seja incluído um dispositivo para que o governo crie um programa que estimule a contratação de mão-de-obra a partir dos 55 anos de idade. Uma das emendas apresentadas pela bancada tem este objetivo.
  
“A mudança nos critérios de concessão da aposentadoria não tem como parâmetro o fato do aumento na expectativa de vida do brasileiro? Então, o país precisa estimular o emprego entre aqueles que, hoje, se encontram fora do mercado de trabalho por questão de idade”, acrescentou.
  
O parlamentar também defendeu mudanças na idade mínima de aposentadoria para mulheres, benefício especial para professores, policiais e profissionais da saúde que são submetidos a atividade de risco, além de flexibilização das normas de transição.
      
  
  
Foto: Portal Planalto
    
  

terça-feira, 5 de julho de 2016

PPS defende parlamentarismo e políticas sociais em reunião com Temer

  
A bancada do PPS se reuniu nesta terça-feira, 5, com o presidente interino, Michel Temer, e fez propostas como a defesa do parlamentarismo, contra o 'presidencialismo de coalizão', que é responsável por tantas e seguidas crises políticas no Brasil; também, que se faça uma cruzada em favor da educação, após a vergonha que foi divulgação de relatório da Unesco que deixou o Brasil em 83ª lugar em educação básica, atrás de muitos outros países da América Latina, alguns mais pobres que o Brasil, como a Bolívia; e que a superação da crise econômica não sacrifique as políticas públicas essenciais para a população, como saúde, educação e geração de emprego e renda. "São sugestões que levamos a ele que achamos que vão ajudar a valorizar os trabalhadores brasileiros", disse o deputado Arnaldo Jordy (PA).
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/GXXmohVXUI0
  

  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

Por sugestão de Jordy, Temer promete rediscutir a Lei Kandir

    
   
Do Portal PPS
  
Em audiência com a bancada do PPS, ocorrida no Palácio do Planalto, o presidente da República em exercício, Michel Temer, garantiu que encaminhará para análise da equipe econômica proposta levada pelo deputado federal Arnaldo Jordy (PA) para rediscutir a Lei Kandir.
  
A Lei Complementar no 87/1996, conhecida como Lei Kandir, promoveu significativas mudanças no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), entre as quais a desoneração deste tributo de competência estadual sobre as exportações de produtos primários e semielaborados.
   
No entanto, a regra tem causado perdas bilionárias ao estado do Pará. Desde a entrada em vigor da Lei, de acordo com informações de Jordy, a União deve ao Pará mais de R$ 32 bilhões pelo não repasse de compensações pela desoneração do minério de ferro.
     
“O presidente da República nos assegurou que o assunto (revisão da Kandir) será levada para estudo da equipe econômica. É uma notícia que agrada aos paraenses. É preciso destacar que não há como um estado sobreviver do ponto de vista fiscal quando quase a terça parte de sua produção é excluída da base de tributação do seu principal imposto”, justifica.
  
Jordy é autor de uma Proposta de Emenda à Constituição que devolve aos Estados a cobrança de ICMS sobre o minério que é alvo de exportação. A matéria tramita na Câmara dos Deputados.
   
Regularização fundiária
   
Arnaldo Jordy também apresentou a Michel Temer proposta para elaboração de um cadastro único com dados da questão fundiária no Pará. Para o parlamentar, a regularização de terras deve ser precedida pela coleta de dados a partir de informações conjuntas da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Incra e institutos estaduais.
   
Jordy destacou ainda o pacto pela educação proposto pelo colega de partido, senador Cristovam Buarque (DF), que também estava presente ao encontro no Planalto.
    
“É preciso que este país priorize a educação. Não há nação desenvolvida que não tenha investido pesado nesta área. E o PPS está disposto a colaborar para que o Brasil avance muito neste campo”, concluiu.
   
  
Fotos: Beto Barata/PR