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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Comissão aprova medidas contra a corrupção. Jordy não aceita retrocesso

    
A Comissão Especial da Câmara criada para analisar o pacote de Dez Medidas contra a Corrupção finalmente aprovou, na madrugada de quinta, 24, as propostas do Ministério Público Federal, subscritas por mais de dois milhões de pessoas, que não suportam mais a corrupção. As medidas colocam no ordenamento jurídico aquilo que está na Operação Lava Jato.

“Mas tudo isso está ameaçado, porque o boato que está correndo é que alguns partidos estão elaborando um projeto substitutivo, que revoga as medidas que nós aprovamos na comissão e mais do que isso, promove a anistia dos crimes de caixa dois”, alertou Jordy, que pediu a mobilização da opinião pública para cobrar dos deputados que isso não ocorra. “Não podemos frustrar a grande maioria dos brasileiros que querem o fim da corrupção”, disse Jordy.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://www.youtube.com/watch?v=H0FkFGz3o8Q
        
    
   
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Jordy sobre anistia: Por enquanto, 2 a zero para a pressão popular

  
Do Portal PPS
  
O vice-líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy (PA), afirmou nesta quinta-feira (24) que a pressão da sociedade tem surtido efeito sobre a Câmara que, mais uma vez, adiou a votação de emenda que anistiaria quem praticou caixa 2 eleitoral.

É que pela segunda vez fracassou a manobra de alguns partidos políticos para aprovar uma alteração na legislação para livrar políticos da prática de receber irregularmente recursos para campanhas.
  
Diversos partidos chegaram a aprovar urgência para apreciar o pacote anticorrupção recém-aprovado por comissão especial da Casa, o que serviria de “carona” para parlamentares destas legendas apresentarem dispositivo para anistiar o caixa 2. Também rejeitaram votar nominalmente a matéria, mas houve um esvaziamento em plenário na sequência. A falta de acordo fez a matéria sair de pauta.

“Por enquanto, temos 2 a zero para a pressão popular. A vigilância da sociedade tem sido e será sempre essencial para evitar que este tipo de absurdo seja aprovado aqui no Parlamento”, disse.
  
Nas redes sociais, os internautas não perdoaram a manobra da Câmara. No twitter, a hashtag #AnistiaCaixa2Não foi o assunto mais comentado no Brasil. E ocupou o quarto lugar no chamado trending topics mundial.
  
Mais cedo, Jordy havia dito que que o PPS não participou e não participará de nenhum acordo que vise anistiar aqueles praticaram o caixa 2 eleitoral.
  
“O PPS não participou de acordo nenhum, não assinou documento nenhum no sentido de tentar jogar por terra todo o esforço que foi feito ontem na Comissão que aprovou as medidas anticorrupção. Então, é preciso destacar que nosso partido não participa de nenhum acordo para revogar ou dar anistia a quem quer que seja”, esclareceu Jordy.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
    
  

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

PPS é contra anistia a caixa dois e contra supersalários no Judiciário

  
Em pronunciamento na tribuna da Câmara, o vice-líder do PPS, Arnaldo Jordy (PA), reiterou que o partido não aceita a anistia ao caixa dois eleitoral que é cogitada por algumas lideranças partidárias, para tentar aliviar as medidas de combate à corrupção em discussão no Congresso, por inspiração da Operação Lava Jato. “Nossa posição é muito clara, estamos dispostos a discutir a responsabilização do Judiciário e do Ministério Público em um outro projeto e dizer que nessas medidas, nem promotores, nem juízes estarão desafetos à responsabilidade contida nesse pacote.
  
Também temos simpatia às medidas que estão sendo tomadas contra os salários que excedem o chamado teto constitucional”, disse Jordy, que considera os supersalários uma “anomalia jurídica” que precisa ser combatida, assim como a aposentadoria compulsória com vencimentos integrais para magistrados que praticam crime de qualquer natureza. “Eles não podem mais ser premiados nessa condição”, disse Jordy. 
      
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/QuoYQoafw8U
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

terça-feira, 6 de setembro de 2016

ARTIGO - O Golpe Constitucional !

  
Arnaldo Jordy*
  
O Senado federal concluiu na quarta-feira (31) um longo processo de julgamento, que resultou no afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade. Dilma desrespeitou a Constituição e a lei de responsabilidade fiscal e foi cassada em um momento traumático para o Brasil, como o foi também o afastamento de Collor de Melo, justamente o primeiro presidente eleito pelo voto direto, após 21 anos de trevas na ditadura militar.
   
Agora, nos vemos de novo diante de um grande desafio. O que era sonho foi transformado em uma decepção, quando as conquistas sociais construídas nos últimos 25 anos, nos governos de Itamar, FHC e mesmo no de Lula, desmoronaram pela má condução da economia na era Dilma, especialmente quando a então presidente estabeleceu como objetivo se reeleger a qualquer preço, estourando o limite de gastos em um descalabro orçamentário e financeiro, que ajudou a quebrar o país. 
  
Quando Dilma falou que faria “o diabo” para ganhar a eleição, ela não estava brincando. Ocultou a crise que se avolumava como uma avalanche, e "pedalou" para fingir que tudo estava bem e o governo merecia ser eleito.
    
O quadro econômico decorrente deste estelionato foi alarmante. Uma recessão que já dura quase três anos, com a redução do PIB em quase 8% e a renda per capita em mais de 9% no biênio 2015/2016. O desemprego com mais de 11 milhões de trabalhadores; a falência de mais de 100 mil empresas em 2015; o endividamento de 63 milhões de pessoas, devolvendo milhares de famílias à pobreza. O corte brutal dos programas sociais e uma dívida pública equivalente a 68% do PIB e que nos levou a pagar 522 bilhões de reais só de juros e serviços desta dívida aos agiotas do sistema financeiro.
   
Assim, a caricata tese do "golpe" virou apenas uma peça de marketing, a ponto de não atrair ninguém para o protesto anunciado em frente ao Senado, durante a referida votação decisória.
   
O impeachment, portanto, é um remédio legal, constitucional, e foi aplicado corretamente no caso Dilma, assim como o foi também no caso Collor. O resultado da votação era mais do que previsível por todos.
  
O que não foi legal, nem constitucional, foi o fatiamento da ação, que resultou numa meia condenação: a cassação do mandato de Dilma, com a preservação de seus direitos políticos, com as bênçãos de Renan Calheiros e o beneplácito do presidente do STF, Ricardo Lewandowski.
   
De uma hora para outra, a Constituição foi emendada com uma simples "canetada", engendrada pelo PT e pelo seu antigo aliado, o PMDB. Isso sim, o verdadeiro golpe, e o que é pior, com a suspeita de que a armação poderá beneficiar a nefasta figura do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, ainda a ser julgado pelo plenário, com a perspectiva de também ser cassado e de outros eventuais políticos alcançados pela Operação Lava Jato.
  
Será que Cunha irá reivindicar também para si o direito de uma meia condenação? Poderá Cunha e outros eventuais cassados requererem a manutenção de seus direitos políticos, para que possam se eleger novamente em 2018, e continuarem a exigir propina, como está fartamente provado no caso de Cunha?
   
É claro que a decisão de separar as votações na apreciação do Impeachment foi inconstitucional. O artigo 52, parágrafo único da Carta Magna não aceita nenhuma outra interpretação que não seja a perda dos direitos políticos.
   
É preciso estar atento. Os políticos, implicados na Operação Lava Jato, de tudo farão para escapar de suas condenações, e a brecha está aí. Esperamos que a sociedade brasileira esteja atenta e não aceite este golpe constitucional!
   
  
*Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA