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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Jordy é entrevistado sobre política nacional no canal RedeVida

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) participou na quarta-feira (8), de entrevista no Programa Frente a Frente do canal REDEVIDA de televisão, com apresentação dos jornalistas José Maria Trindade e Denise Rothenburg, onde falou sobre política nacional. Confira.
   
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/oHaQvwT0sjA
    
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
    
  

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ENTREVISTA - Novo líder do PPS diz que prioridade do partido é o combate à corrupção

 
    
Publicado no Tribuna da Bahia 
  
O combate à corrupção e a reforma do Regimento Interno da Câmara dos Deputados estão entre as prioridades do PPS em 2017. A lista também inclui reformas como a da Previdência e a política.
  
Especificamente sobre a reforma da Previdência, o novo líder do partido, deputado Arnaldo Jordy (PA), defende que ela ocorra, desde que sejam levadas em consideração as desigualdades entre os trabalhadores brasileiros. “A sociedade brasileira ainda é profundamente excludente. Precisamos tratar desiguais de forma desigual”, afirmou.
  
Escolhido para liderar o PPS em 2017, Arnaldo Jordy está em seu segundo mandato na Câmara. Natural de Belém, tem 58 anos e é filiado ao PPS desde 1992, tendo passado antes pelo PMDB e pelo PCB.
    
Foi vereador e deputado estadual antes de se eleger deputado federal. Na Câmara, entre outras atividades, presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil entre 2012 e 2014.
  
Leia entrevista com o deputado Arnaldo Jordy:
  
Quais as prioridades do PPS em 2017?
  
Nós temos um conjunto de prioridades que já vinha sendo construído pela bancada ao longo do ano passado. Primeiro é o apoio integral a este “passar o Brasil a limpo”, que tem várias iniciativas, como a Lava Jato e as medidas de combate à corrupção. A outra prioridade: nós precisamos rever o nosso Regimento Interno [da Câmara dos Deputados]. Esse regimento foi feito há muitas décadas e às vezes agrava determinadas crises que são naturais das divergências do Parlamento. 
  
Outra questão são as chamadas reformas estruturais, entre elas a da Previdência e a do modelo federativo. O pacto federativo brasileiro é absolutamente insustentável. A reforma política também é indispensável para que o Brasil possa superar aquilo que oportunizou caixa dois, financiamento excessivo, muitas vezes com propina, com recursos vindos de atividades criminosas.
  
Qual o posicionamento do partido em relação à reforma da Previdência? 
É preciso fazer alterações no texto enviado pelo Executivo?
Nós somos a favor das reformas em geral. A reforma da Previdência é necessária. Quando foi instituída a Previdência na década de 40, nós tínhamos sete trabalhadores ativos para cobrir um inativo.
  
Hoje temos 1,8 ativo para um inativo. Essa conta está se esgotando. Se a gente não fizer alguma coisa agora, as próximas gerações já não terão esse instrumento para dar segurança à terceira idade, à velhice, àqueles que dedicaram suas vidas a construir a riqueza do Brasil. No entanto, eu acho que essa proposta que o governo apresentou precisa de reparos. 
  
Vivemos em um Brasil profundamente desigual. Temos ainda trabalho análogo a trabalho escravo, temos diferenças de teto e piso salarial que não têm paralelo nos países democráticos. A sociedade brasileira ainda é profundamente excludente. Precisamos tratar desiguais de forma desigual.
  
Por exemplo, um engenheiro em uma plataforma de petróleo não pode ter o mesmo tratamento daquele que está no escritório analisando projeto. Da mesma forma, uma mulher com tripla jornada tem um processo de desgaste que não é o mesmo do homem. São realidades distintas que precisam ser tratadas de formas distintas.
  
Que outros projetos o senhor elencaria como prioridade?
  
Nós temos a questão do modelo federativo. A Casa, inclusive, já estabeleceu uma comissão especial que trabalhou intensamente em 2015 e 2016. Existe um acúmulo considerável nas bancadas. É uma matéria tão necessária quanto as demais e também madura. 
  
Outra questão é que estamos vivendo uma guerra civil a partir da superlotação do sistema carcerário brasileiro. É preciso fazer urgentemente ajustes no Código Penal, no Código de Processo Penal. O Parlamento não pode ficar alheio a essa tragédia. Existem algumas matérias que estão tramitando na Casa que podem ser colocadas no Plenário. 
   
Outra questão diz respeito ao Código de Mineração. O Brasil é um país de produção mineral grande, isso pode ajudar a superar o desemprego. São 13 milhões de desempregados por conta da crise econômica e não podemos assistir a isso de braços cruzados. A ampliação do mercado de trabalho na atividade minerária pode ser potencializada. O código já foi discutido durante quatro anos, é preciso que ele possa andar.
  
  
Foto: L. Barbosa/Câmara dos Deputados
  

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Anistia é a expressão do velho Brasil, diz Arnaldo Jordy

  
  
Do Diário do Poder
Por Gabriel Garcia
  
Incluir no pacote de combate à corrupção a anistia ao caixa dois de campanha é levar o Brasil às 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral, no Monte Pascoal, em 22 de abril de 1500. O descobrimento do Brasil. Para o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), a anistia “é a expressão do velho Brasil, da corrupção, dos coronéis, da impunidade e do enriquecimento ilícito”.
  
Em entrevista ao Diário do Poder, Jordy afirmou que o “nervosismo da anistia” navega pelas caravelas da delação premiada do empreiteiro Marcelo Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo ele, uma parcela dos políticos brasileiros atravessa águas agitadas: “Está encostando a cabeça no travesseiro à base de Lexotan”.
  
Vice-líder do seu partido na Câmara, Jordy foi vereador por quatro mandatos, candidato duas vezes a prefeito de Belém (PA) e deputado estadual pelo Pará. Ele está no segundo mandato como deputado federal.
  
Como o senhor avalia a tentativa de anistia ao caixa dois de campanha?
   
É a expressão do velho Brasil, da corrupção, dos coronéis, da impunidade e do enriquecimento ilícito. Finalmente, o Brasil vive novo momento e nova mentalidade, que está resistindo à velha prática política.
   
Há uma relação com a delação do Marcelo Odebrecht?
   
O nervosismo dessa anistia é o desespero daqueles envolvidos na delação da Odebrecht. Passamos terça-feira (22) e quarta-feira (23) sem votar nada. De repente, na quinta-feira (24), que, normalmente, só se vota questões de consenso, ficamos nesta guerra campal para tentar impedir que essa grande pizza pudesse ir ao forno, contrariando milhões de brasileiros que se sentem representados pela Lava Jato, operação que começa a mudar o perfil carcerário brasileiro.
  
Qual é o novo perfil carcerário?
     
Pela primeira vez, deixa de ser só negro, pobre e pessoa humilde que sequer tem um defensor público para advogar a sua causa. Agora, (o perfil carcerário) tem frequência de pessoas que cometeram crimes colarinho branco e corrupçao, empresários e políticos.
  
Marcelo Odebrecht virou fantasma que assombra os políticos?
  
De alguns políticos, sim. Não creio que a maioria do Congresso tenha algo a temer. Mas outra parcela está encostando a cabeça no travesseiro à base de Lexotan. Muita gente está dormindo forçada, preocupada com o futuro.
  
O adiamento enfraquece o pacote de combate à corrupção?
  
Na minha opinião, fortalece. É uma matéria muito técnica. Houve forte debate na comissão do ponto de vista penal e jurídico. Claro que precisamos ter cuidado. Um erro, ainda que inadvertido, pode produzir efeitos colaterais preocupantes. É preciso que os deputados estudem a matéria e apresentem os destaques para melhorá-la, mas nada de anistia.
  
O senhor acredita que a pressão social ajudará?
  
O adiamento prepara a opinião pública e as entidades da sociedade civil que estão mobilizadas no combate à corrupção para que cobrem dos seus deputados, exigindo que não façam parte dessa pizza que está indo ao forno, que possam manter as dez medidas (de combate à corrupção). Ou seja, foi uma medida saudável o adiamento.
  
  
Publicado originalmente em http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=69469035742