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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Jordy diz que silêncio de Bumlai é postura covarde

     

Do Portal PPS
   
Vice-líder do PPS na Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PA) criticou o que classificou de “postura covarde” a do empresário José Carlos Bumlai, que manteve-se calado ao ser questionado por integrantes da CPI do BNDES, ocorrida nesta terça-feira (1).
  
Bumlai foi convocado a prestar esclarecimentos, mas recorreu ao Supremo Tribunal Federal, onde obteve um habeas corpus que lhe assegurou o direito de permanecer em silêncio no colegiado, já que é investigado no âmbito da operação Lava Jato.
  
“Esta sua postura é covarde diante dos interesses do país, diante desta Casa e da opinião pública. Lamentavelmente, pessoas como senhor sempre apostou na impunidade porque era amiguinho de autoridades Seu silêncio é ensurdecedor e desrespeitoso sobre como trata este Parlamento”, afirmou o deputado do PPS.
  
Jordy reclamou que o depoente sequer respondeu perguntas simples e que não implicam em produção de provas contra si. O deputado perguntou quantas empresas Bumlai possuía. O empresário não respondeu.
  
Mesmo diante das negativas do depoente, o vice-líder insistiu nos questionamentos. Indagou se Bumlai conhecia o delator Fernando Soares ou se teve negócios com ele. Também perguntou se o ex-presidente Lula, de quem o empresário é amigo, pediu dinheiro para pagar dívidas de uma nora do petista. Também quis saber com quem o depoente tratou para obter facilidades na concessão de empréstimos do BNDES a uma de suas empresas.
  
  

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Para Jordy, prisão de Bumlai mostra que há muito o que se investigar no BNDES

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) disse nesta terça-feira (24) que a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, efetuada pela Polícia Federal, mostra que a CPI do BNDES tem muito ainda o que investigar em relação aos empréstimos concedidos pelo banco de fomento.
   
Os contratos de empréstimo do BNDES com empresas de Bumlai estão no alvo da nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça. Policiais federais estiveram na sede do banco e intimaram a presidência a entregar cópias dos contratos e seus processos de aprovação, realizados entre 2005 e 2012.
   
Serão investigados três empréstimos a duas empresas do pecuarista, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: São Fernando Açúcar e Álcool e São Fernando Energia, que somam R$ 518 milhões.
   
“Esta prisão afasta qualquer ilação feita por alguns aqui que não quiseram a convocação do senhor Bumlai. Alguns queriam dizer que era um requerimento gracioso, somente para satanizar o ex-presidente Lula e o próprio governo. A meu ver, esta prisão tem razão de ser à luz das investigações do Judiciário”, afirmou o parlamentar durante reunião do colegiado.
   
José Carlos Bumlai foi preso em Brasília, horas antes de ter que prestar depoimento à CPI do BNDES. A oitiva foi fruto de um requerimento de autoria de Arnaldo Jordy.
   
O juiz Sérgio Moro, responsável pelo mandado de prisão do pecuarista, chegou a se desculpar pelas circunstâncias da detenção de Bumlai e autorizou a ida do convocado à comissão parlamentar de inquérito na próxima terça-feira (1).
   
Jordy sugeriu ao presidente da comissão, deputado Marcos Rotta (PMDB/AM), que marque uma audiência entre os membros do colegiado e o juiz Moro para tratar das denúncias que se referem ao BNDES. O deputado do PPS também quer um encontro com o procurador geral da República, Rodrigo Janot, para também discutir o tema.
  
  

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Solicitado por Jordy, CPI do BNDES ouvirá José Carlos Bumlai na próxima semana

   
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES marcou para a próxima terça-feira (24) a reunião para ouvir o pecuarista José Carlos Bumlai. Amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele foi citado por delatores da Operação Lava Jato como tendo intermediado reuniões de Lula com empresários.
  
A convocação de Bumlai, aprovada pela CPI no último dia 12, foi proposta por cinco deputados, entre eles Arnaldo Jordy (PPS/PA). Em seu requerimento, ele cita notícia veiculada pela imprensa sobre um empréstimo supostamente irregular feito pelo BNDES a Bumlai para a construção da Usina São Fernando, no Mato Grosso do Sul. Essa usina estaria próxima da falência. A dívida de Bumlai com os bancos seria de R$ 1,2 bilhão, dos quais R$ 300 milhões seriam do BNDES e R$ 81 milhões do Banco do Brasil.
   
“A vinculação do senhor Bumlai às questões relativas a empréstimos irregulares ao que parece não se resume a contrato envolvendo o nome do BNDES, mas também a outros fatos que foram destaque na mídia nacional. A CPI avançará bastante se conseguir esclarecer boa parte das denúncias que fartamente circulam nos veículos de comunicação”, afirmou o vice-líder do PPS.
  
Na semana passada, o deputado Carlos Zarattini (PT/SP) apresentou questão de ordem para que a votação de requerimento que convocava o empresário fosse anulada. Segundo ele, os requerimentos foram aprovados depois que a Ordem do Dia do Plenário já tinha começado. O Regimento Interno da Câmara proíbe votações depois de iniciada a Ordem do Dia. 
  
Porém, o presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB/AM), manteve a convocação, justificando que a inclusão do requerimento de Arnaldo Jordy na pauta foi feita com a concordância do Plenário da comissão. “Em função da aprovação, todos os requerimentos relacionados ao mesmo assunto foram aprovados”, disse.
  
Além de Jordy, também pediram a convocação de Bumlai os deputados Augusto Coutinho (SD/PE), João Gualberto (PSDB/BA), Miguel Haddad (PSDB/SP) e Sergio Vidigal (PDT/ES).

A reunião está marcada para 14h30, em local a ser definido e será transmitida pela TV Câmara, através da Internet.
  
  
Com informações da Agência Câmara
  
  

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A partir de requerimento de Jordy, CPI do BNDES convoca Bumlai, amigo de Lula

  
   
Do Portal PPS
  
A CPI do BNDES aprovou nesta quinta-feira (12) a convocação do empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula para prestar esclarecimentos sobre denúncia de tráfico de influência para beneficiar empresas que tomaram empréstimos do banco de fomento. O requerimento é de autoria do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA).
  
Bumlai também é alvo da Lava Jato. Foi apontado pelo delator Fernando Soares como alguém que intermediou encontros entre representantes da Sette Brasil e o presidente Lula para favorecer negócios da empreiteira que está envolvida no esquema de desvios de recursos da Petrobras.
  
A convocação de Bumlai foi aprovada por 13 votos favoráveis e três contrários. O governo tentou evitar a aprovação do pedido, mas foi derrotado pelo plenário da CPI.
  
“A vinculação do senhor Bumlai às questões relativas a empréstimo irregular ao que parece não se resume a contrato envolvendo o nome do BNDES, mas também a outros fatos que foram destaque na mídia nacional. A CPI avançará bastante se conseguir esclarecer boa parte das denúncias que fartamente circulam nos veículos de comunicação”, disse o deputado.
  
A CPI do BNDES também aprovou a convocação de Pedro Barusco, um dos delatores da Operação Lava-Jato, que esteve na direção da Sete Brasil, formada para fornecer sondas de exploração para a Petrobras e que conta com empréstimos do banco.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Para Jordy, governistas tentam impedir avanço da CPI do BNDES

   
  
Do Portal PPS
  
Vice-líder do PPS na Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PA) criticou a blindagem imposta pelos governistas na CPI do BNDES que impediram a convocação do ex-ministro Antônio Palocci para depor no colegiado. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) detectou movimentações financeiras nas contas de Palocci e de suas empresas que chegam aos R$ 215 milhões.
  
A oposição também tentou convocar o pecuarista José Carlos Bumlai, mas os governistas manobraram até que a sessão fosse encerrada em virtude do início da ordem do dia no plenário da Casa. O requerimento, de autoria de Arnaldo Jordy, ficou para ser apreciado na próxima reunião deliberativa da CPI.
  
Os governistas também derrotaram um simples convite feito pelos deputados de oposição para ouvir o procurador Marinus Marsico que chegou a pedir a suspensão de novos empréstimos do BNDES a empresas, alegando gestão temerária da instituição financeira.
  
“Foi uma sessão constrangedora da comissão parlamentar de inquérito. Um técnico do TCU para prestar esclarecimentos sequer pode ser convidado. Não foi convocado o ex-ministro Palocci, não foi convocado o pecuarista Bumlai. Há uma blindagem do PT com apoio da base para encerrar esta CPI”, apontou Jordy.
   
Para o parlamentar, os trabalhos da CPI passam a ficar comprometidos, já que a base governista tem, insistentemente, blindado figuras do meio político e empresarial. Ele citou como exemplos a não convocação de sócios do grupo JBS, do ex-presidente Lula, entre outros.