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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Jordy participa de homenagem ao Círio de Nossa Senhora de Nazaré, na Câmara dos Deputados

  
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) participou, nesta quarta-feira (11), de sessão solene em homenagem ao Círio de Nossa Senhora de Nazaré, realizada no plenário Ulysses Guimarães, da Câmara Federal.
  
“Nós nos encantamos, mesmo aqueles que participam anualmente de uma das maiores manifestações religiosas do mundo, que é a procissão do Círio de Nazaré, este ano novamente nos encheu de emoção”, afirmou Jordy. Segundo o parlamentar, o Círio extrapola o conceito religioso, pois representa uma grande confraternização das famílias paraenses.
  
O vice-líder do PPS lembrou do reconhecimento do Círio de Nazaré pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 2004 como Patrimônio Cultural Brasileiro e em 2014 pela Unesco, como Patrimônio Cultural da Humanidade. Por iniciativa de Jordy, em 2011 a Câmara Federal promoveu a exposição dos Mantos de Nazaré, um dos principais símbolos do Círio, com grande repercussão.
    
O Círio de Nazaré, instituído em 1793, acontece no segundo domingo de outubro na capital do Pará, Belém, em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, reunindo cerca de dois milhões de pessoas em todos os cultos e procissões.
    
  
Por Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Proposto por Jordy, Revolta da Cabanagem é relembrada na Câmara dos Deputados


        
Os 180 anos da Cabanagem foram relembrados durante uma audiência pública, ocorrida nesta terça-feira (22), na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, por iniciativa do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA).
  
A Cabanagem foi uma revolta social ocorrida de 1835 a 1840, durante o Império, na província do Grão-Pará, hoje Pará. Como os demais levantes ocorridos no período Regencial, foi um movimento contra o poder centralizador do Império.
    
Jordy disse que as atividades que relembram os quase dois séculos desde a Revolta dos Cabanos permitem que se analise esta passagem da história nacional, da forma como ela de fato ocorreu, ou seja, sem versões paralelas.
  
“É um momento que se revoga o silêncio ruidoso das versões oficiais que, deliberadamente, impedem que se possa ter uma visão critica e distinta do que foi a dominação imperial portuguesa contra pobres, negros, índios, caboclos que foram dizimados pela estrutura de poder vigente”, afirmou  o deputado do PPS.
    
Exposição
  
O curador da exposição “Nas Trilhas da Cabanagem” que ocupa o principal corredor da Casa, Emanuel José Franco Ferreira, foi um dos convidados da sessão. Ele disse que a mostra é algo inédito por reunir imagens, documentos e depoimentos em cem metros lineares de parede. 
   
“Em nível curatorial, foi um desafio fazer isto. E a partir desta iniciativa do deputado Jordy de trazer a cabanagem para ser vista e para ser relembrada, temos aqui um marco importante dentro da história do Pará”, elogiou.
  
Para o ex-presidente da OAB Nacional e atual representante do governo paraense em Brasília, Ophir Cavalcante, eventos como o proposto por Jordy colaboram para o resgaste da história do povo brasileiro. 
  
“O estado deve ter um compromisso para com sua história, para com sua a cultura. A história precisa ser conhecida por nós. E só poderemos fazer isto com atividades como estas apresentadas na Câmara dos Deputados”, disse Cavalcante.
  
O professor João Lúcio, representando o Arquivo Público do Pará, enfatizou a importância da união dos caboclos locais para o sucesso da cabanagem. Ele também participou dos debates na Comissão de Cultura.
  
“Toma-se a cidade e inicia-se um governo popular. Na sequência, o governo imperial tenta tomar de volta a cidade. Manda-se uma guarda militar mas a caboclada consegue derrotar a marinha imperial brasileira”, discorre o palestrante, ao lembrar um dos momentos da revolta.
  
A exposição, realizada pela Secretaria de Comunicação Social da Câmara, em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado do Pará, Secretaria de Estado de Cultura e Governo do Pará, segue aberta à visitação pública gratuitamente até o dia 21 de outubro, sempre das 9h às 17h. Logo após, a exposição seguirá para ser apresentadas nas cidades do Pará em que a revolta aconteceu. 
  
Mais informações podem ser obtidas pelo email cultural@camara.leg.br ou pelo telefone 0800-619619.

 
Com informações do Portal PPS

  

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Câmara Federal abre exposição sobre a Cabanagem

 
 
A Câmara dos Deputados promove a partir desta terça-feira (22), em Brasília/DF, a exposição “Nas Trilhas da Cabanagem", revolta social ocorrida de 1835 a 1840, durante o Império, na província do Grão-Pará, hoje Pará.
   
A exposição, que ficará por um mês em um dos locais de maior fluxo de pessoas da Câmara - o corredor de acesso ao Plenário Ulysses Guimarães é fruto de proposição do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), que contará ainda com audiência pública na Comissão de Cultura, em homenagem aos 180 anos do momento histórico. O curador da exposição, que terá fotos, cartazes e documentos da época é o professor Emanuel Franco Ferreira.
   
A audiência acontecerá às 10h desta terça, no plenário 10 do Anexo II, com transmissão pela TV Câmara na Internet. 
  
O levante
 
O período da revolta da Cabanagem foi marcado por um cenário de extrema pobreza, fome e doenças e o conflito aconteceu devido à irrelevância política a que a província foi relegada pelo Príncipe Regente após a Independência do Brasil de Portugal. O principal objetivo dos revoltosos era a conquista da independência da província do Grão-Pará. 
  
Antecedendo a revolta, houve uma mobilização na província para expulsar forças as que desejavam manter a região como colônia portuguesa. Muitos líderes locais da elite, ressentidos pela falta de participação nas decisões políticas do governo centralizador, se uniram ao movimento, insatisfeitos após a instalação do governo provincial. Os cabanos (índios e mestiços, em sua maioria) pretendiam obter melhores condições de vida (trabalho, moradia, comida); a elite (comerciantes e fazendeiros) queria obter maior participação nas decisões administrativas e políticas da província.
   
A revolta teve início em 06 de janeiro de 1835 com a tomada do quartel e do palácio do governo de Belém por tapuios, cabanos, negros e índios liderados pelo lavrador Antônio Vinagre. Terminou após cinco sangrentos anos de combates entre cabanos e tropas do governo central. Em 1840, muitos cabanos tinham sido presos ou mortos, e estima-se que cerca de 30 mil pessoas morreram durante o conflito. A revolta, no entanto, terminou sem que os cabanos atingissem seus objetivos.
 
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-7807