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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Solicitado por Jordy, CPI vai ouvir dirigentes do movimento Bom Senso Futebol Clube

     
Da Agência Câmara
  
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia do Futebol promove audiência pública na terça-feira (28) com os diretores-executivos do movimento Bom Senso Futebol Clube, Enrico Ambrogini e Ricardo Borges Martins
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), um dos que solicitou o debate, argumenta que esse movimento pela renovação e reformulação do futebol brasileiro pode colaborar com os trabalhos da CPI, que apura denúncias de corrupção envolvendo a FIFA e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
   
No Congresso Nacional, o Bom Senso já cobrou a inclusão de contrapartidas ao refinanciamento da bilionária dívida dos clubes com a União, previsto pela Medida Provisória 695/15. “Sabendo que o Bom Senso FC tem como foco central realizar melhorias estruturais no futebol praticado no Brasil, dentre elas a política salarial dos seus jogadores. Assim, o comparecimento de representantes do movimento é fundamental para debater o assunto”, ressaltou Jordy.
   
Já o deputado Fábio Sousa (PSDB/GO), lembra que o movimento Bom Senso FC foi fundado oficialmente em 30 de setembro de 2013, e que nasceu da iniciativa de diversos jogadores preocupados com o atual estado do futebol brasileiro. “Com manifestações em campo, o movimento foi capaz de mobilizar a opinião pública em torno das principais bandeiras para o início de uma profunda reforma no esporte”, completou.
    
A audiência pública está marcada para as 14h30, em local a definir. Em seguida, haverá reunião ordinária para votar requerimentos.
  
A CPI
  
A CPI investiga as denúncias de crimes cometidos por dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa), entre eles o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF. Juntamente com outros seis cartolas, Marin foi detido em maio do ano passado na Suíça, mas hoje cumpre prisão domiciliar em Nova York.
  
Investigação feita pela Justiça dos Estados Unidos aponta para a existência de um esquema mundial de propinas e subornos relativo à comercialização de jogos e direitos de marketing de competições de futebol.
     
  

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O futebol, paixão do brasileiro merece respeito, afirma Jordy

     
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) ouviu na CPI da Máfia do Futebol o jornalista Sílvio Barsetti, autor de reportagens com sérias denúncias contra a CBF, especialmente na gestão do ex-presidente Ricardo Teixeira, que está preso. No vídeo, Jordy pede respeito com o futebol, essa paixão nacional, cuja crise tem reflexo na recente desclassificação na Copa América e nos 7 x 1 para a Alemanha.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui  https://youtu.be/rnez0ILm8Kk
    
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Nos negócios do futebol não há transparência, diz Jordy

    
  
Do Portal PPS
  
Membro da CPI da Máfia do Futebol da Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) criticou a gestão do esporte mais popular no país.
  
Foi durante o depoimento, no colegiado, do empresário Kléber Leite, dono da empresa de marketing esportivo Klefer. A empresa foi alvo de operação da Polícia Federal em maio do ano passado e é suspeita de ter feito negócios ilegais com a Traffic, de José Hawilla que, assim como o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, cumpre prisão domiciliar nos Estados Unidos.
  
“Não temos transparência na gestão dos eventos esportivos. Há uma relação de desconfiança por causa das espertezas que ocorrem em geral nestes negócios sejam nos grandes eventos ou nos pequenos. A maioria destes grandes eventos gera grandes escândalos de ordem policial”, disse Jordy.
  
O vice-líder do PPS perguntou a Kleber Leite se a empresa dele teve algum envolvimento nos negócios investigados por autoridades policiais dos Estados Unidos. Leite, que já foi presidente do Clube de Regatas Flamengo, negou participação nas operações suspeitas.
  
Ao final, Arnaldo Jordy sugeriu à CPI que requisitasse à Justiça Federal cópia de decisão que bloqueou contas bancárias da empresa do cartola. O pedido foi atendido pela presidência da CPI. O bloqueio das contas da empresa durou três meses.
  
Envolvimento
  
O ex-presidente do Flamengo é sócio da Klefer Marketing Esportivo, que detém um contrato de R$ 128 milhões com a CBF em torno da exploração da Copa do Brasil entre 2015 e 2022. 
  
O contrato passou a ser investigado pelo FBI, a polícia federal norte-americana, depois que o empresário José Hawilla, preso nos Estados Unidos por envolvimento no escândalo da Fifa, denunciou o pagamento de propina para o acordo contratual. Hawilla é dono da Traffic, empresa que detinha direitos sobre a Copa do Brasil até 2014 e sobre importantes competições sul-americanas. Hawilla já foi condenado por fraude bancária.
  
Em maio do ano passado, a sede da Klefer, no Rio de Janeiro, foi alvo de operação da Polícia Federal e do Ministério Público, a pedido da Justiça dos Estados Unidos. 
   
    
Foto: Robson Gonçalves
  
  

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Jordy quer ouvir dirigentes da CBF e do Bom Senso F.C. na CPI da Máfia do Futebol

     

  
A CPI da Máfia do Futebol, na Câmara dos Deputados, aprovou nesta quarta-feira (4), através de requerimento do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) a realização de audiência para ouvir o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o atual presidente Marco Polo Del Nero e representante do movimento Bom Senso Futebol Clube.
  
Marco Polo Del Nero deve inquirido sobre quais providências estão sendo tomadas pela entidade no sentido de aprimorar os mecanismos de governança daquela instituição, sobretudo no que concerne à ética e transparência.
   
Já Ricardo Teixeira deve prestar esclarecimentos de denuncias de corrupção, envolvendo a Federação Internacional de Futebol – FIFA e a Confederação Brasileira de Futebol – CBF, em contratos de patrocínios e de transmissão televisiva de torneios, como a Copa do Mundo, alvo de investigações de governos de vários países.
   
Outros membros da CPI também requisitaram a presença de Marco Polo e de Ricardo Teixeira. Teixeira coleciona diversas denuncias de corrupção, como lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
   
O deputado paraense também teve aprovado requerimento convidando Ricardo Borges Martins, diretor de Estratégia e Comunicação do Bom Senso Futebol Clube, movimento que luta pela renovação e reformulação do principal esporte nacional, para colaborar com os trabalhos da Comissão de Inquérito.
   
“São fartas as evidências de que o futebol brasileiro esteja contaminado com negociatas ilegais, como pagamento de propina para realização de contratos. Portanto, devemos ouvir estas pessoas, de modo que possamos passar a limpo este esporte que é uma das maiores paixões dos brasileiros. Investigar e esclarecer o que deve ser esclarecido”, afirmou o parlamentar, que é vice-líder do PPS na Câmara.
   
Máfia internacional
   
Os parlamentares investigam denúncias de irregularidades cometidas por dirigentes da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Investigações feitas pela Justiça dos Estados Unidos, apontam para um esquema mundial de propinas e subornos na comercialização de jogos e direitos de marketing de competições de futebol.
  
José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é investigado juntamente com outros seis cartolas. Marin foi detido pela polícia federal norte-americana em maio do ano passado, na Suíça, e hoje cumpre prisão domiciliar em Nova York.
   
Os empresários José Margulies e Alejandro Burzaco, que confessaram ter subornado dirigentes da Conmebol, também tiveram a convocação aprovada pelos parlamentares.
   
 
Por: Assessoria Parlamentar