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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Jordy diz que TCU não merece mais uma gestão de Aroldo Cedraz

 
  
Do Portal PPS
  
Vice-líder do PPS na Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PA) fez nesta terça-feira (1) um duro discurso contra a possível recondução de Aroldo Cedraz para presidência do Tribunal de Contas da União (TCU).
  
É que o Tribunal decide hoje (2) quem deverá presidir a Corte no próximo ano. Pela tradição da Corte, o presidente e seu vice são eleitos em sessão sigilosa para mandatos de um ano, prorrogáveis por mais um. Porém, o ministro Aroldo Cedraz está na mira de uma sindicância interna do TCU e de investigações da própria operação Lava Jato, sob suspeita de influência envolvendo seu filho, o advogado Tiago Cedraz, cujo escritório já atuou em diversos processos no tribunal de contas.
  
Em sua delação premiada, o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, afirmou ter pago R$ 1 milhão para que Tiago trabalhasse a favor da empreiteira no tribunal. Ele relatou ainda pagamentos de R$ 50 mil mensais para que o advogado repassasse informações privilegiadas da corte.
  
“O Tribunal de Contas da União – órgão inerente ao Estado Democrático de Direito; instrumento fundamental para a boa gestão da coisa pública; peça primordial para a concretização da transparência do processo de tomada de decisão administrativa não pode e não deve continuar a ser presidido por mais um ano por um ministro sob suspeição”, afirmou o parlamentar do PPS.
  
Jordy destacou que em um país sério, numa democracia séria, jamais se aceitaria conviver tranquilamente com tamanha suspeita, muito menos reeleger essa pessoa para presidente do órgão que fiscaliza o dinheiro público.
  
O parlamentar mencionou ainda que a eleição do presidente do TCU é livre. Acrescentou que os ministros não são obrigados a votar no Cedraz e que é tradição o presidente ser reconduzido.
  
“Entretanto basta eles votarem em outro ministro e o TCU se livra dessa suspeita indecorosa de ser presidido por um ministro envolvido com seu filho na gravíssima acusação de venda de decisões”, defendeu Arnaldo Jordy.
 

Foto: Robson Gonçalves
 
 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Jordy solicita novas informações ao TCU sobre filho do presidente da Corte

  
Do Portal PPS
  
O vice-líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy (PA), protocolou nesta quinta-feira (16) pedido de informações ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre denúncias que envolvem o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente da Corte, Aroldo Cedraz, a quem o documento é endereçado.
  
Na última terça-feira, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão no escritório de advocacia de Tiago. Ele é citado na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessôa, da UTC. Pessoa disse ter contratado o filho de Aroldo Cedraz para ter acesso privilegiado a informações de investigações conduzidas pelo TCU sobre a UTC. 
  
Em delação premiada, o empreiteiro apontou que o filho do presidente da Corte de Contas recebia R$ 50 mil para repassar à empresa informações relevantes. Cedraz teria recebido ainda R$ 1 milhão por um processo que discutia a obra para montagem da usina de Angra 3.
   
Jordy já havia cobrado explicações do Tribunal, mas com o surgimento de novas investidas da força tarefa da operação Lava Jato, decidiu complementar o pedido de informações.
  
O parlamentar requer ainda a lista dos processos, de 2007 a 2015, que foram peticionados pelo escritório de advocacia de Tiago Cedraz no TCU e as medidas adotadas pelo tribunal diante do conhecimento dos fatos mencionados.
  
“Trata-se de uma denúncia grave, que precisa ser apurada com urgência pela Corregedoria desta Corte, além de outros indícios de tráfico de influência no âmbito do TCU”, justifica o deputado do PPS no ofício.
   

terça-feira, 7 de julho de 2015

Belo Monte: Jordy quer investigação do Tribunal de Contas da União

    
 
Em audiência com o Presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, nesta terça-feira (7), o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) discutiu questões envolvendo a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA).
    
Acompanhado por representantes de organizações não governamentais e do vice-governador do Pará, Zequinha Marinho, a reunião serviu para que várias denúncias, envolvendo aquela que é a maior obra do PAC, fossem apresentadas ao presidente do órgão fiscalizador. As principais reclamações são relacionadas ao não cumprimento das condicionantes socioambientais previstas em contrato, e que prejudicam as populações ribeirinhas, indígenas e das cidades da área de influência da construção, às margens do Rio Xingu.
  
Segundo Arnaldo Jordy, as medidas compensatórias – 23 ao todo -, foram firmadas pelo Consórcio Construtor de Belo Monte com o Poder Público, os municípios impactados e com as comunidades de Altamira e região. De acordo com informações, nem 30% destas condicionantes estariam prontas, enquanto a usina já teria 70% de suas obras concluídas.
  
“Belo Monte causou em Altamira, por exemplo, uma explosão populacional sem controle e planejamento, resultando em uma explosão nos índices de violência urbana, mendicância, exploração sexual de adolescentes e mulheres, e até tráfico humano”, afirmou o parlamentar paraense.

Jordy também citou indícios de irregularidades no processo de indenizações das famílias que foram retiradas das áreas onde os canteiros de obras foram instalados e afirmou já ter requerido várias vezes informações e relatórios do consórcio construtor, porém sem nenhum retorno.
  
Carolina Piwowarczyk, do Instituto Instituto Socioambiental (ISA), apresentou e entregou ao presidente do TCU, uma cópia de um relatório preparado pela entidade, no qual são listadas varias irregularidades, e pelo qual a entidade afirma não haver condições para que seja expedida a licença de operação da usina.
  
Brent Milikan, do Movimento Xingu Vivo, chamou a atenção para os impactos ambientais da obra, que poderão refletir em mudanças climáticas sérias para a região, bem como a grande dependência do país em fontes hidrelétricas para geração de energia elétrica, que invariavelmente gera danos ambientais.
  
O presidente do TCU, ante as explanações, afirmou que é como estar vendo um filme antigo, pois as irregularidades relatadas foram presenciadas por ele quando da construção das hidrelétricas de Paulo Afonso, Xingó e de Sobradinho, na Bahia, e que esperava que fatos como os narrados não estivessem mais ocorrendo. Cedraz reafirmou a necessidade do comprimento da Lei 9.433/97, que estabelece os comitês de Bacia e o gerenciamento dos recursos hídricos no país, que minimizaria problemas como os apontados em Belo Monte.
  
Segundo Cedraz, o TCU iniciou investigações das irregularidades em Belo Monte por conta do volume de recursos públicos envolvidos. A obra que estava orçada inicialmente em 19 bilhões de reais, já teria custado mais de R$ 30 bilhões, com cerca de 80% destes recursos, oriundos de fundos públicos, como do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e de vários fundos de pensão.
   
Delação Premiada
  
Denúncias fornecidas pelo presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, à Justiça Federal, dentro da operação Lava Jato, revelou o pagamento de propina em contratos de Belo Monte a dois partidos políticos: PT e PMDB e ao ex-ministro e senador Edison Lobão (PMDB).
  
A Camargo Corrêa, empresa integrante do consórcio construtor, detém 16% dos contratos do consórcio responsável pela construção da usina, o que representa R$ 5,1 bilhão. Foram pagos, a título de propina, cerca de R$ 51 milhões para cada um dos partidos.
  
Segundo Jordy, “muitas destas condicionantes talvez estivessem concluídas pelo Consórcio Construtor, não fossem os desvios de recursos aos corruptos apontados nas investigações. Estas propinas foram pagas com dinheiro público, causando o descaso e sofrimento de uma região inteira, que viu na construção da usina, chances de dias melhores”.
  
Arnaldo Jordy é autor de uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC), na Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara, para que o colegiado, com o auxílio do TCU (Tribunal de Contas da União), realize auditorias nos recursos públicos utilizados na construção da polêmica hidrelétrica.
  
    
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-7807