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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Comissão Especial da Câmara receberá apoio de Ministério em investigação de vazamento de rejeitos em Barcarena

    
  
Deputados membros da Comissão Especial, criada pela Câmara Federal para acompanhar as recentes denúncias de possível vazamento de rejeitos da barragem da empresa norueguesa Hydro Alunorte, em Barcarena -, estiveram em reunião nesta quarta-feira (21), com o Ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, em Brasília/DF. 
   
Desde o último sábado (17), águas de tom avermelhado da chuva invadiram a cidade de Barcarena, bem como várias comunidades, causando temor na população de que esta lama possa estar contaminada com rejeitos da barragem da empresa Hydro. Imagens e vídeos que circularam nas redes sociais, apontam o transbordamento da barragem, remetendo à lembrança e os perigos do acidente ambiental ocorrido em Mariana (MG), em novembro de 2015.
  
A Hydro Alunorte é uma das maiores produtoras de alumina - matéria-prima do alumínio - do mundo, e segundo a empresa, a coloração vermelha da inundação é proveniente da terra próxima de ruas não pavimentadas, e não dos rejeitos de sua barragem.
    
No entanto, a suspeita de esta água vermelha - que já teria alcançado inclusive florestas, igarapés e rios da região -, resultou em vistoria de técnicos da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), com acompanhamento do Ministério Público Estadual, da Defesa Civil local e do Instituto Evandro Chagas – que coletou amostras de águas e efluentes para análise, cujo resultado deve ser divulgado nesta quinta-feira (22).
   
Para o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), o temor da população não é sem fundamento, “já que desde 2006, a região de Barcarena registrou ao menos 18 acidentes ambientais, decorrentes em sua maioria, de vazamentos de rejeitos industriais de empresas do pólo da região, afetando de sobremaneira e principalmente a saúde da população, por conta da contaminação das águas e do solo”.
   
José Sarney Filho disse que já havia solicitado informações do ocorrido, quando tomou conhecimento pela imprensa e que o ministério se dispõe a trabalhar em conjunto, oferecendo a experiência do Núcleo de Prevenção e Atendimento a Emergências Ambientais do IBAMA no Pará (NUPAEM/PA), para o acompanhamento das investigações. O Ministro afirmou ainda que “não concorda com o desenvolvimento a qualquer custo, em detrimento das questões sociais. Isso não é aceitável”. 
   
O grupo divulgou que aguardará o resultado das análises técnicas e químicas, e que uma visita da Comissão está programada para as instalações da Hydro nesta sexta-feira (23) às 9h e logo após se reunirão com a comunidade, em local a ser definido. Participaram ainda da audiência os deputados Edmilson Rodrigues (PSOL/PA), Elcione Barbalho (PMDB/PA), Eder Mauro (PSD/PA), além da presidente do IBAMA, Suely Araújo.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
    
   

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Jordy participa de debate sobre os 6 anos da Política Nacional de Resíduos Sólidos

    

O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) participou nesta quarta-feira, 3, de reunião da Frente Parlamentar Ambientalista, que debateu os seis anos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, seus avanços e perspectiva de futuro. O Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) participou do debate, juntamente com representantes de entidades de defesa do meio ambiente, parlamentares e autoridades.

   
O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e a presidente do IBAMA, Suely Araújo, participaram da programação e foram questionados por Jordy sobre o polêmico licenciamento da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
   

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Meio Ambiente: Jordy apresenta demandas do Pará a Ministro

 
  
O gerenciamento dos recursos hídricos, o recrudescimento do desmatamento na região Amazônica e a questão fundiária, foram alguns dos temas tratados pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) e pelo secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (SEMAS), Luiz Fernandes Rocha, com Ministro do Meio Ambiente (MMA), José Sarney Filho, nesta quarta-feira 8, em Brasília/DF.
   
Arnaldo Jordy questionou os motivos dos dados do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apresentarem um aumento da degradação da floresta amazônica. Os dados divulgados em maio, no Boletim de Transparência Florestal do Imazon, indicam 213 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal nos meses de fevereiro e março deste ano, representando um aumento de 113% em relação ao ano de 2015, quando o desmatamento atingiu 100 quilômetros quadrados. Já a degradação apresentou um aumento ainda mais assustador, de 339%.
   
Para o parlamentar, o país segue na contramão dos demais países, no tocante à preservação ambiental, apresentando na última conferência mundial sobre o meio ambiente, realizada em Paris (COP 21), metas extremamente tímidas e aquém das necessidades nacionais.
   
Sobre a questão hídrica, Jordy criticou o abandono dos comitês de bacias hidrográficas. “Os comitês não andam. Não existe nada”, afirmou o parlamentar, aferindo um excesso do poder da União na gestão ambiental, em detrimento dos demais entes federados.
   
Os comitês de bacias são organismos colegiados, que fazem parte do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, com o objetivo de preservação dos recursos hídricos, a biodiversidade, a fauna e a flora, para o bem-estar da população.
   
Em relação aos problemas de ordem fundiária enfrentados pelo Pará, Jordy foi enfático ao sugerir que um cadastro único, gerenciado pelo o Ibama, Incra e Iterpa, seria um começo para a solução do problema, que é um dos fatores geradores de violência no campo e de desmatamento.
   
Ele citou ainda reunião realizada pelo Agrário Nacional, Gersino Silva, com autoridades e representantes da sociedade civil em Belém, no último mês de março, para tratar de questões relativas aos conflitos fundiários e agrários no Estado.
  
Já Luiz Fernandes discutiu as compensações ambientais devidas ao Pará, por conta por exemplo, de obras como a construção de Belo Monte, que deixam um rastro de problemas socioambientais de toda ordem. "O Pará nunca recebeu um centavo das compensações ambientais devidas", declarou o secretário, citando que recentemente a União destinou 72% verbas que deveriam ser aplicadas em Unidades de Conservação no Estado, aos vizinhos Amazonas e Mato Grosso.

Sarney Filho determinou que a presidente do Ibama, Suely Araújo, que também participou da reunião, analisasse os dados relativos ao desmatamento, e busque formas para que os níveis voltem a apresentar redução. “Não podemos admitir que o desmatamento ilegal na Amazônia prospere”, afirmou o Ministro. Sarney também garantiu apoio para que o governo paraense tenha acesso ao financiamento do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, para o Plano Estadual de Recursos Hídricos.
  
O deputado Hélio Leite (DEM/PA),também participou da reunião.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar