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sexta-feira, 16 de março de 2018

ARTIGO - Sangue no campo tem que acabar

   
* Arnaldo Jordy
  
Não é possível que em pleno século 21, no Pará, um Estado com 1,3 milhão de quilômetros quadrados de extensão, a grilagem de terras e a cobiça de latifundiários sobre áreas, sobretudo, de florestas, ainda seja a razão de tantos crimes de morte que destroem famílias, deixam crianças órfãs e dão ao Pará a imagem de terra sem lei, onde defensores dos direitos humanos e do meio ambiente são assassinados sem a menor cerimônia, em tocaias ou massacres, muitos perpetrados com a ajuda de maus policiais, que não honram a farda que vestem e mancham a imagem da corporação a qual pertencem, formada em sua maioria por pessoas honestas e que também são sacrificadas pela violência urbana. Essa guerra precisa acabar.
    
No ano passado, houve a triste constatação de que policiais militares e civis perpetraram o massacre de dez trabalhadores rurais em Pau D’Arco, no sul do Pará, em uma desastrada ação de cumprimento de mandado de prisão na fazenda Santa Lúcia, invadida por posseiros, em um caso de grande repercussão. Mais um caso para comprovar o que diz o Relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), publicado no ano passado, segundo o qual, em 32 anos, ocorreram 45 massacres de trabalhadores na luta pela terra no país, com mais de 200 mortes, sendo que 26 desses massacres tiveram o Pará como palco, com 125 assassinatos. Em outro levantamento, a BBC Brasil informou, em julho do ano passado, que nove entre dez mortes em conflitos pela posse da terra ocorreram na Amazônia Legal. Em três anos, foram 132 vítimas fatais.
    
As condições para que estas mortes ocorram continuam de pé, causadas pela grilagem, com a consequente insegurança jurídica que envolve titulação de terras. Esta semana, foi deflagrada no Pará pela Polícia Federal a Operação Apáte, que investiga a tentativa ilegal de posse de mais de 100 mil hectares no Pará pela Agropalma, nos municípios de Moju, Acará, Tailândia e Belém, lesando populações inteiras do nordeste paraense. O esquema foi descoberto porque a empresa passou a reivindicar a posse de terras que ficavam entre as suas propriedades, e foi denunciada por um cidadão que descobriu que seu terreno legítimo era alvo de tentativa de apropriação pela empresa, que tentava unir terras distantes uma da outra como se fossem contínuas.
    
Em 2010, o Conselho Nacional de Justiça fez uma inspeção e anulou 5 mil títulos de terra em uma única correição nas vara agrárias do Pará, o que dá uma ideia do tamanho da fraude que ocorre por aqui. 
   
Tudo isso é decorrente da falta de regularização fundiária no Pará. Por isso, faço um apelo para que o Iterpa, o Incra, a SPU e todos os órgãos que cuidam da questão fundiária, para que unifiquem seus cadastros em prol da solução desse problema. Os números mostram que 70% da grilagem ocorre em áreas não regularizadas. Isso aponta o caminho que devemos seguir. A comparação desses cadastros poderá demonstrar o que é terra privada e o que é pública, o que pertence à União, ao Estado ou ao Município.
   
Outro exemplo ocorreu esta semana, na desocupação por ordem judicial das fazendas Campo de Boi I e II, em Ipixuna do Pará, cumprida pela Polícia Militar. Nesse caso, os posseiros tinham um documento do Iterpa informando que a posse requerida pelos supostos proprietários contra os invasores se referia a outra área, que não aquela. Mesmo assim, a reintegração foi concedida e cumprida pela Polícia Militar.
   
Enquanto essa insegurança fundiária persistir, o problema vai continuar, porque a titularidade é questionável. Há uma relação clara entre os falsos títulos de terra e os casos de violência e mortes no campo, onde impera a pistolagem e os defensores dos direitos humanos acabam pagando com a vida.
   
Os crimes de pistolagem nem sempre são relacionados com a disputa de terras, mas mostram o pouco valor dado à vida humana no Estado. Em agosto do ano passado, o professor de sociologia e militante da área da saúde Paulo Henrique Souza foi morto a tiros em Igarapé-Açu, no nordeste do Estado, após denunciar desvios na saúde e na educação naquele município. No início de 2017, o conselheiro tutelar Rondineli Maracaipe foi morto em Itupiranga, após denúncias contra milícias que executavam adolescentes. Na semana passada, Paulo Sérgio Almeida do Nascimento, membro da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia, foi morto a tiros em Barcarena.
   
MARIELLE
   
Não poderia deixar de mencionar a morte brutal e covarde da brava vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes. Não a conheci, mas sei da sua luta em favor da redução das desigualdades e do combate às injustiças e do seu compromisso de construir valores mais humanos e solidários. O Brasil não pode se calar diante de mais esse crime vergonhoso.
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal - PPS/PA
  
  

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Chacina no Pará: Jordy cobra rigor na responsabilização de policiais


    
Do Portal PPS
  
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) cobrou rigor na responsabilização de policiais que participaram da execução de 10 trabalhadores rurais, durante a ação de reintegração de posse em Pau D’arco, sudeste do Pará, no dia 24 de maio de 2017.
  
Da tribuna da Câmara, Jordy, disse nesta terça-feira (29) que houve uma chacina, conforme aponta relatório de perícia divulgada pela Polícia Federal.
  
“Pedimos a apuração rigorosa por parte da Secretaria de Segurança Pública contra estes maus policiais que, mais uma vez, abateram dez trabalhadores que estavam lutando por uma posse de terra. Evidentemente, nada justifica (este excesso). Alguns policias a mando, provavelmente, do latifúndio, que executaram covardemente e barbaramente os trabalhadores”, disse o deputado paraense.
  
De acordo com os resultados da perícia da PF, a principal linha de investigação é de que não houve confronto e sim execução. Os policiais teriam atirado contra os trabalhadores rurais em uma ação planejada.
  
“Este é o laudo da Polícia Federal. É investigação feita pelos peritos do Instituto Renato Chaves e informado pelo secretário geral de Segurança Pública. Pedimos a rigorosa punição dos culpados pela chacina”, acrescentou Jordy.
  
De acordo com a perícia federal, foram seis as armas dos 29 policiais civis e militares que participaram da ação e efetivaram disparos. De acordo com o laudo, não há indícios de que os trabalhadores rurais tenham atirado.
      
   

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Jordy pede apuração rigorosa e isenta de massacre em Pau D'Arco

 
Arnaldo Jordy lamentou a morte de 10 trabalhadores rurais na fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco, na região sudeste do Pará na última semana, vitimadas em mais um conflito agrário. O deputado do PPS defendeu uma apuração isenta e rigorosa por parte dos órgãos de investigação e punição para os possíveis culpados por mais esta tragédia.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/EM9E4T2b9lo
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
 
 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

ARTIGO - Os sem reforma

  
* Arnaldo Jordy
    
Em pleno século XXI, o Brasil ainda é um país onde existem condições de trabalho semelhantes à escravidão. É o que dizem relatórios do Ministério do Trabalho sobre os mais de 700 trabalhadores resgatados em 2016 pelas suas equipes de fiscalização. Um indicador criminoso, que constrange qualquer cidadão do país que é o 8º maior PIB do mundo. Temos a mais avançada tecnologia de fibra ótica, 120 milhões de pessoas usando telefonia celular online, mas também, contraditoriamente, ainda temos 900 mil pessoas sem registro civil e 6 milhões de analfabetos trabalhando em condições sub-humanas.
   
Infelizmente, a proposta de Reforma Trabalhista aprovada na Câmara não ampara suficientemente essa massa de trabalhadores esquecidos que sobrevivem nos rincões do Brasil, sobretudo no Norte e no Nordeste. Para esses trabalhadores rurais, ainda estamos no século XIX, quando o Brasil aboliu oficialmente a escravidão, mas deixou seus antigos escravos abandonados na mais extrema miséria. Eles não têm sindicatos nem acesso à imprensa, nem ao Ministério Público e na maioria das vezes, não existem para o Estado.
   
Por esse motivo, mesmo sendo favorável às reformas estruturais de que o Brasil precisa, votei contra o projeto da Reforma Trabalhista na Câmara, mesmo reconhecendo alguns pequenos e pontuais avanços, como a regulamentação do tele trabalho e o fim da obrigatoriedade do imposto sindical para os não sindicalizados. Apesar das alterações que ela produz na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), aumentará a vulnerabilidade do trabalhador brasileiro mais fragilizado.
   
Naqueles locais onde há forte organização de trabalhadores e tradição de luta sindical, com bons advogados e assessoria técnica, a hipossuficiência do trabalho é reduzida. Mas, onde essa relação é mais precária, a Justiça do trabalho é a única reparadora de direitos.
   
Também incomoda na Reforma Trabalhista o fim da necessidade de homologação das rescisões trabalhistas diretamente nos sindicatos das categorias. O texto diz que ela passará a ser feita na própria empresa, na presença dos advogados do empregador e do funcionário, que poderá ter assistência do sindicato.
   
É preciso considerar que o projeto foi pouco discutido, com mais 116 artigos novos incluídos uma semana antes de sua votação e pouco tempo para debates. Na Câmara, o projeto precisava ser aprovado apenas na comissão especial e já poderia ir direto ao Senado. Em negociação com o governo, os deputados aprovaram um requerimento de tramitação em regime de urgência, que permitiu em troca levar a análise do texto ao plenário principal da Casa, garantindo a ampliação do debate sobre o projeto. Mas não foi possível incluir todas as alterações que julguei necessárias, por isso me posicionei contrariamente ao projeto.
   
Por outro lado, é inegável que a CLT precisa de mudanças. É uma legislação de 1943, criada pelo Estado Novo de Getúlio Vargas, imposta por decreto, que foi e é muito importante para garantir os direitos dos trabalhadores, mas temos que reconhecer que o mundo do trabalho mudou bastante nos últimos 73 anos. Temos trabalhadores urbanos, muitos deles envolvidos em atividades tecnológicas. Novas relações de trabalho surgiram de mudanças na sociedade no século XXI. A Internet permite que surjam empresas que nem sequer necessitam da presença física do trabalhador.
  
É preciso reconhecer que existem novas modalidades de trabalho em um mundo em constante transformação. A empresa e o empregado podem precisar de um trabalho remoto, ou seja, em casa, ou que se cumpra uma jornada de 12 horas, desde que seguida de 36 horas de descanso. Contratos temporários podem ter uma regulamentação específica. É preciso mudar alguns pontos dessa legislação, para que ela dê conta dos tempos atuais.
  
Não há problema em flexibilizar certas regras que vão facilitar a empregabilidade e ajudar a reverter o desastroso índice de 13 milhões de desempregados deixados pela crise causada pelo governo anterior. Não se pode querer simplesmente criminalizar as empresas, porque elas geram os empregos que o país precisa, mas é necessário que haja justiça.
   
Infelizmente, a reforma não contempla quem está de fora desse ambiente de primeiro mundo que temos nas grandes metrópoles. Há um grande contingente de esquecidos na massa trabalhadora, estimados pelo IBGE em 40% da mão de obra do país. São as pessoas que trabalham sem carteira assinada, na mais completa informalidade, vendendo bugigangas nas ruas ou comida nas esquinas ou de porta em porta. Para estes, os benefícios da CLT nunca chegaram em 70 anos de existência da lei.
   
É possível imaginar os benefícios que a regularização dessa massa de trabalhadores traria, por exemplo, para a previdência social, no momento em que o déficit da seguridade é um ponto de debate crucial para o país. Uma reforma trabalhista para ser completa, deveria contemplar também esses esquecidos do campo e das cidades. O mundo se modernizou, as relações entre capital e trabalho mudaram, no entanto, não podemos esquecer que este é um país profundamente desigual.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Arnaldo Jordy vota contra proposta de reforma trabalhista

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), votou nesta quarta-feira (26), no plenário da Câmara, contra a Reforma Trabalhista, por entender que as propostas apresentadas acarretarão em retirada de direitos e um aumento da vulnerabilidade do trabalhador brasileiro, principalmente nas regiões menos desenvolvidas, com o Norte e o Nordeste.
   
O parlamentar explicou ainda que houve uma quebra de acordo, pois as propostas de melhorias para o projeto, através dos destaques, não foram apreciadas, prejudicando desta forma, a legislação que protege a classe trabalhadora.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/HqfwnOEOvV8
   
    
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 24 de março de 2017

Arnaldo Jordy critica projeto de terceirização aprovado na Câmara

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) afirma que votou contra o projeto de terceirização por acreditar que a aprovação do texto causará mais precarização nas relações de trabalho. "É um retrocesso na proteção dos direitos dos trabalhadores", declarou o parlamentar. 
   
Confira as demais razões no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/PsE59lpM2oY
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 17 de março de 2017

ARTIGO - É hora de acabar com os privilégios

     
* Arnaldo Jordy
  
O Brasil vive discussão acirrada acerca da reforma da Previdência. Está claro que algo precisa ser feito para garantir que as futuras gerações tenham condições de usufruir do benefício da aposentadoria. Não se pode aceitar, no entanto, que somente os trabalhadores paguem a conta, quando sabemos que em nosso país ainda existem privilégios e benesses para apenas alguns segmentos. A Previdência, quando foi instituída, tinha sete trabalhadores na ativa para um aposentado. Hoje, são 2,4 trabalhadores para cada inativo. 
  
Além disso, precisamos discutir o que pouca gente fala, as dividas de empresas com a Previdência Social, que somam R$ 416 bilhões, entre elas, as maiores instituições financeiras do País, que obtém grandes lucros, como Itaú, Bradesco e outras.
  
O momento não é fácil, atravessamos a pior crise econômica e fiscal da história recente. As despesas do governo superam em muito as receitas. O País fechou 2016 com um déficit primário, que é quando o valor gasto pelo governo excede a sua arrecadação, de 2,47% do seu PIB. Em 2015, o déficit foi de 1,8%. O resultado do setor público consolidado de 2016, antes do pagamento de juros da dívida, foi negativo em R$ 155,791 bilhões. A projeção da Fazenda para este ano é de um déficit de R$ 139 bilhões apenas no governo central. Esse é o tamanho do rombo do governo, causado pelo descalabro de gastos do governo anterior.
   
Esse momento de crise pode ser aproveitado para que se mude alguma coisa no Brasil. Um exemplo é o pagamento de salários acima do teto constitucional, que é o vencimento de um ministro do STF, atualmente em R$ 33,7 mil. São muitos os casos de agentes públicos que ganham muito acima desse valor: são 11 mil servidores que se aproveitam de brechas na lei e da incorporação de “penduricalhos” nos salários ao longo do tempo.
   
Também são muitas as categorias que recebem aposentadoria precoce. Com plano de previdência próprio, ex-senadores e ex-deputados recebem, em média, R$ 14,1 mil por mês de aposentadoria, enquanto a média dos benefícios pagos pelo INSS é de R$ 1.862, segundo levantamento feito pelo “O Estado de S. Paulo” no final do ano passado. Os reajustes pagos aos parlamentares também são repassados às aposentadorias. O teto para os congressista é de R$ 33.763, enquanto que o do INSS é de R$ 5.189,82. O PPS está propondo a revisão dessa situação dos parlamentares.
   
Também merece atenção o regime para os militares. Mesmo merecendo um regime especial, sem dúvida, por conta de suas atividades, é preciso que haja um esforço para ajustar a aposentadoria dos militares ao esforço geral em torno da reforma da Previdência.
   
As aposentadorias precoces são outro ponto de críticas ao Judiciário, que usa esse expediente, vejam só, para punir os juízes que cometem deslizes éticos. A punição que mais parece um prêmio é reservada aos magistrados e membros do Ministério Público acusados de delitos graves, e inclui o recebimento muitas vezes integral dos vencimentos. Há um conjunto de juristas que considera essa punição apenas a continuidade do pagamento de salário a quem deixou de merecê-lo.
   
Outro exemplo de privilégio que recentemente foi notícia nacional são as aposentadorias pagas por 16 Estados a ex-governadores. Muitos desses Estados estão quebrados, com salários de funcionários públicos atrasados, alguns ainda não pagaram totalmente o 13º aos seus servidores, mas destinam um valor que soma R$ 37 milhões por ano a este fim. Algumas pensões são pagas a quem ocupou o cargo por poucos meses ou até mesmo por poucos dias. 
   
A lista inclui pagamento de auxílio-moradia para quem tem casa e condições de pagar por ela e outros favores que remetem ao nascimento do Brasil, quando seu território foi dividido em capitanias hereditárias e cujos donos, os amigos do rei tinham direito de vida e de morte sobre tudo dentro do seu quinhão. Desde então, o sentimento patrimonialista faz com que grupos sirvam-se do público como se fosse privado, ainda que a lei diga o contrário.
  
Mas não é possível falar sobre privilégios no Brasil sem citar um que não é pecuniário, mas uma anomalia jurídica que permite aos seus beneficiários procrastinar o cumprimento da justiça. É o foro privilegiado, que faz com que o presidente da República, ministros, parlamentares, prefeitos, integrantes do Judiciário, do TCU e do Ministério Público tenham ações penais julgadas não pela justiça comum, mas pelo sobrecarregado STF, que leva, em média, 18 anos para julgar essas ações. Com isso, 68% dos casos que prescrevem sem julgamento. Hoje, são mais de 20 mil agentes públicos que têm foro privilegiado.
   
Já está mais do que na hora do Congresso tomar a dianteira e seguir o clamor popular, adotando uma pauta em defesa da igualdade entre os cidadãos, acabando com privilégios como o foro privilegiado, os supersalários, as aposentadorias precoces e outros que tornam o Brasil menos justo. É hora de construir um Brasil sem privilégios.
    
   
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
    
  

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Jordy quer combate efetivo ao trabalho escravo no país

   
Relatórios do Ministério do Trabalho revelam que quase 700 trabalhadores foram resgatados de situações análogas à escravidão em 2016, pelas equipes do Ministério Público do Trabalho, um indicador constrangedor para o Brasil, afirmou o deputado Arnaldo Jordy em discurso na Câmara dos Deputados. O líder do PPS - Partido Popular Socialista destacou que as relações de trabalho precisam ser modernizadas, para combater a alta taxa de desemprego do país, mas a reforma trabalhista não pode resultar, em hipótese alguma, em perdas de direitos para os trabalhadores, nem aprofundar as desigualdades que ainda existem no país.
    
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/Y_vfN5TVTCs
  
    
   
Por: Assessoria Parlamentar 
  
  

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Previdência social: Jordy defende mudanças em projeto do governo

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) apoiou o adiamento da votação da reforma da Previdência para o próximo ano. Desse modo, será possível discutir melhor o assunto na comissão especial sobre o tema. Jordy adiantou que o PPS irá propor uma série de mudanças, para não prejudicar, por exemplo, as pessoas com deficiência, ou os trabalhadores rurais, atingidos por pontos da proposta do governo, além da idade mínima para a aposentadoria. 
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/g_Bq0ryW-eM
   
  
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 9 de agosto de 2016

PPS não concorda com a perda de direitos dos trabalhadores, afirma Jordy

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) fala sobre a polêmica envolvendo o projeto de renegociação das dívidas dos Estados. Jordy esclarece que a iniciativa do mesmo foi do governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Mesmo assim, o PT, que antes o defendia, agora na oposição, tenta mobilizar a sociedade contra o projeto.
 
“Eles foram proponentes e defendiam esse projeto no início”, esclarece Jordy, que critica a “dupla personalidade” do partido. Jordy também informa que o PPS é contra pontos do projeto que agridem os interesses dos trabalhadores, como o aumento da cota previdenciária de 11% para 14%, o fim dos concursos públicos e o fim da progressão e da ascensão funcional. “São questões que nós não podemos concordar e precisamos sensibilizar o governo para que possa revisar”, disse Jordy.
   
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/qaZhYtbPz8s
   
    
  
Por: Assessoria Parlamentar
    
   

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pedido por Jordy, comissão vai discutir garantias de saúde e segurança para trabalhadores da mineração

  
  
A comissão especial do novo Código de Mineração (PL 37/11 e apensados) realiza audiência pública, nesta quarta-feira (16), para discutir a necessidade de garantias dos direitos à segurança e à saúde dos trabalhadores e das comunidades atingidas pela atividade minerária no Brasil. O encontro também deverá abordar os impactos da mineração em unidades de conservação ambiental.
  
A iniciativa do debate é dos deputados Arnaldo Jordy (PPS/PA), Chico Alencar (Psol/RJ) e Padre João (PT/MG). Eles destacam que o relatório apresentado em agosto pelo deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) ainda provoca dúvidas com relação a garantias trabalhistas e ambientais.
  
O atual Código de Mineração (Decreto-Lei 227/67) foi publicado durante o regime militar. Para atualizá-lo, o governo federal enviou, em 2013, uma nova proposta (PL 5807/13), que se juntou a outros seis projetos de lei (PL 37/11 e apensados) sobre o assunto que já tramitavam na Câmara dos Deputados desde 2011. Na legislatura passada, Quintão apresentou um substitutivo, mas o texto não chegou a ser votado. Foram convidados para a audiência de amanhã:

- a assessora política do Instituto de Estudos Econômicos e Sociais (Inesc), Alessandra Cardoso;

- o presidente do Departamento Profissional Nacional Extrativo (Depronex/CNTI), Oniro da Silva Camilo;

- o representante do Movimento Nacional pela Soberania Popular frente à Mineração (MAM), Jarbas Vieira;

- o representante da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Guilherme Werlang;

- o vereador de Florianópolis Afrânio Bopré (Psol); e

- representantes da Confederação Nacional do Ramo Químico da Central Única dos Trabalhadores (CNQ/CUT); do WWF Brasil; e da Ação Sindical Mineral.

A reunião será realizada no plenário 13, a partir das 14 horas e será transmitida pela TV Câmara e pela Internet.
  
Confira a íntegra dos projetos: PL-37/2011 / PL-5807/2013