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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

ARTIGO - Esporte precisa de uma “Lava Jato”

   
* Arnaldo Jordy
  
Depois de cerca de dois anos em prisão domiciliar em um dos endereços mais caros do mundo, seu apartamento de luxo na Trump Tower, em Nova York, o ex-presidente da CBF José Maria Marin foi mandado sem dó nem piedade, aos 85 anos, para o presídio do Brooklyn, o chamado “cadeião” de Nova York, após condenação pela Justiça norte-americana em seis crimes que, juntos, poderão levar a uma pena de 120 anos. Marin foi condenado em júri popular por organização criminosa, fraude financeira e lavagem de dinheiro envolvendo a negociação de direitos da Copa Libertadores e da Copa América.
   
O cartola torna-se, assim, o primeiro dirigente do futebol brasileiro condenado por corrupção, só que fora do país. A pena só será conhecida no início de 2018, mas a justiça determinou o início do cumprimento imediato da sentença de prisão. Aparentemente, nenhum recurso ou indulto, comuns no Brasil, poderá livrar Marin de pagar por sua participação no maior escândalo de corrupção na história do futebol. Só ele teria recebido 6,5 milhões de dólares em propinas.
   
A situação da corrupção no esporte brasileiro é constrangedora. O sucessor de Marin, Marco Polo Del Nero, é acusado pelos mesmos crimes do antecessor e não pode viajar para acompanhar jogos da seleção ou cumprir compromissos internacionais, tendo deixado de participar do sorteio dos grupos da Copa da Rússia, por receito de ser preso, como aconteceu com Marin, detido na Suíça em 2015. Há uma semana, foi suspenso por 90 dias do comando da CBF pelo Comitê de Ética da Fifa. Antes deles, Ricardo Teixeira, que presidiu a CBF por 20 anos, também foi indiciado no “Fifagate”, por integrar quadrilha que teria desviado 15 milhões de euros em receitas do futebol.
   
Pior que os 7 a 1 que o Brasil levou na Copa do Mundo de 2014, na maior humilhação já sofrida pelo escrete canarinho, é a falta de seriedade e respeito da entidade máxima do futebol brasileiro com a paixão do torcedor, que paga caro para sustentar a corrupção dos cartolas e está cada vez mais distante dos estádios por causa da má gestão.
   
No esporte amador, a situação não é diferente, embora em escala menor, como mostram os pífios resultados do Brasil obtidos nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Ambos os eventos realizados no Brasil, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, serviram de repasto para corruptos, que fraudaram licitações de obras e desviaram até ingressos. Felizmente, hoje, muitos deles estão na cadeia, como o ex-presidente da Câmara Henrique Alves e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, foi preso em outubro deste ano, sob a suspeita de haver intermediado pagamento de propina para escolha do Rio como sede olímpica.
   
Em outra ocasião, já falei sobre a necessidade de haver maior controle sobre os recursos públicos que são destinados a federações e confederações para custear atletas e incentivar o desporto. São essas entidades amadoras que têm o poder de levar o esporte ao cidadão comum, às crianças e jovens que podem encontrar aí o caminho para a cidadania, para a formação educacional e profissional. Quantos jovens brasileiros poderiam ser atletas de alto desempenho, mas nunca tiveram acesso a uma quadra ou equipamentos esportivos, porque eles não existem em 55% das escolas públicas?
  
Nove entre doze confederações que tiveram suas contas avaliadas pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apresentaram problemas de desvio de recursos. Sou relator na Comissão de Esportes da Câmara de um projeto que vai alterar a Lei Agnelo/Piva, para introduzir mecanismos de controle de gestão e incluir atletas profissionais no processo de escolha dos dirigentes dessas confederações. Haverá mudança de regramento, para eliminar vícios como reeleições eternas e falta de prestação de contas de recursos públicos. É preciso modernizar a gestão.
   
Chegou a hora de se fazer uma “Lava Jato” no esporte, para desvendar a trama de tantos desvios no esporte amador e no futebol profissional, que atrasam o desenvolvimento dos atletas e limitam o acesso da população à prática esportiva. O brasileiro quer comemorar vitórias, mas para isso precisa se livrar das práticas que enfraquecem as suas entidades desportivas. 
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Jordy: Brasil deveria se inspirar em investigações que levaram dirigentes do esporte para cadeia no EUA

  
       
Do Portal PPS
    
O líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), afirmou nesta terça-feira (07) que autoridades brasileiras deveriam se inspirar em investigações conduzidas pelos Estados Unidos que levaram à cadeia ou a julgamento dirigentes de entidades desportivas.
   
Uma destas figuras é o ex-presidente da CBF, José Maria Marin que está sendo julgado em Nova York. Ele foi preso há cerca de dois anos e é acusado de receber propinas em negociações de direitos de TV em edições da Copa América e ainda suborno em contratos da Copa do Brasil.
    
“Estas ações dão exemplo para o Brasil. É preciso que as autoridades brasileiras se inspirem nesta ação saneadora dos EUA e possam tomar as devidas providências em relação às diversas irregularidades que são praticadas por aqui e que desviam milhões do esporte brasileiro em prejuízo da construção da cidadania”, disse deputado do PPS.
   
O parlamentar elogiou a postura do Ministério Público e da Justiça americana.
   
COB
   
Jordy lembrou ainda de outros casos de fraudes em instituições que representam o esporte nacional como a que resultou na prisão do ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, ocorrida em outubro passado.
   
“Virou comum esta prática de fraudes aqui no desporto brasileiro. O senhor Carlos Nuzman foi preso e está afastado da entidade, o senhor Ricardo Teixeira [ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol] também é alvo de investigações e há outras várias federações que estão na mira da Justiça”, acrescentou.
   
Ricardo Teixeira é investigado por supostamente ter participado de um esquema de compra de votos para o Catar ser o país sede da Copa de 2022. A Justiça da França teria encontrado o equivalente a R$ 71 milhões em uma conta suspeita de titularidade do ex-dirigente.
   
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Deputados defendem responsabilidade solidária de times para combater abuso sexual no futebol

     
   
Da Agência Câmara
Por Lara Haje
  
Deputados defenderam a responsabilidade solidária de times e clubes de futebol para combater os crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Para parlamentares integrantes da Comissão de Direitos Humanos, não apenas os abusadores devem ser responsabilizados.

A posição foi defendida em audiência pública para avaliar a implementação do pacto pela proteção das crianças e dos adolescentes firmado entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os clubes esportivos e a CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 2014.

O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que presidiu a CPI, disse que este é um dos pontos que precisam ser corrigidos na legislação. A CPI elaborou projeto de lei (PL 8038/14) que cria mecanismos para o controle e a fiscalização de escolas de formação de atletas destinadas a crianças e adolescentes. A proposta já foi aprovada na Comissão de Esporte e aguarda parecer na Comissão de Seguridade Social e Família.
  
A Comissão de Direitos Humanos vai fazer levantamento de outros projetos que tratem de abuso de crianças e adolescentes no futebol para pedir ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, prioridade e celeridade na tramitação deles na Casa.
  
Outros abusos
  
Na audiência, a procuradora do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, Regina Duarte da Silva, afirmou que as situações de abuso no futebol incluem também exploração econômica de adolescentes; excesso de carga de treinamento; alojamentos inadequados; ausência de formalização de contrato; lesão ao direito à convivência familiar; excesso de testes ou “peneiras”, com intuito exclusivamente arrecadatório pelos clubes; tráfico humano; e lesão ao direito à educação.
  
Conforme a procuradora, o sucesso só alcança 1% das crianças e adolescentes que tentam a carreira e, por isso, é essencial a formação educacional para que eles tenham outras opções profissionais no futuro.
  
    
Foto: Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
  
  

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

ARTIGO - Queremos Copa Verde sem discriminação

   
Arnaldo Jordy *
   
Estamos às vésperas do início de mais uma edição da Copa Verde, competição da Confederação Brasileira de Futebol que ganhou um significado especial desde que se tornou uma vitrine de ações voltadas para o meio ambiente e a sustentabilidade, ainda que a Conmebol, entidade que reúne as confederações dos países da América do Sul, tenha retirado o principal atrativo para os clubes em termos de competição, que era a vaga para a Copa Sul-Americana.
   
Para compensar, a CBF definiu que os vencedores da Copa Verde e da Copa do Nordeste entrarão direto nas oitavas de final da Copa do Brasil, direito que este ano coube ao Paysandu, campeão em 2016, e ao Santa Cruz, atual campeão da Copa do Nordeste. A atitude da Conmebol foi lamentável, pois mudou uma regra depois de decidida a competição.
   
Mas não vamos desistir da Copa Verde, que passa a ser considerada a primeira competição carbono zero do futebol mundial, a partir deste ano, com a ampliação das ações de sustentabilidade. Neste ponto, quero lembrar que tudo começou com uma ideia do jornalista de O Liberal Carlos Ferreira, que a apresentou a mim, durante uma audiência da Comissão de Esportes da Câmara dos Deputados, em Belém, em 2015. Por que não dar significado ao verde da copa e transformá-la em uma vitrine para a sustentabilidade, chamando a atenção do mundo para a Amazônia e para o futebol da região?
    
Acrescentei outras sugestões à ideia de Carlos Ferreira e a levei ao secretário-geral da CBF, Walter Feldman, ele próprio um ambientalista, que ficou absolutamente empolgado com a ideia, executada já em 2016, com enorme sucesso. Este ano, o Ministério do Meio Ambiente assinou protocolo para apoiar as ações de preservação ambiental da competição, que terá a participação de 18 clubes das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Do Pará, além de Remo e Paysandu, o Águia de Marabá também está na competição. Participei da assinatura do protocolo de intenções com o Ministério do Meio Ambiente, a 15 de fevereiro, em Brasília, com o ministro Sarney Filho, Walter Feldman, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, e o vice-presidente da CBF, Antônio Nunes.
   
Em 2016, a troca de ingressos por garrafas pet, em máquinas instaladas em locais de grande circulação, resultou em 13 mil ingressos trocados por quase duas toneladas de garrafas pet, encaminhadas para quatro cooperativas ligadas ao Movimento Nacional de Catadores de Resíduos. A troca só não foi efetuada em Belém por causa da grande demanda por ingressos das torcidas de Remo e Paysandu, clubes que precisam da renda dos jogos em dinheiro. Nos Estados do Acre e do Amapá, a oportunidade incentivou a ida aos estádios e foi adotada também em outros Estados e competições.
   
Este ano, as ações de sustentabilidade serão ampliadas. Os ingressos serão fabricados em papel com dez tipos de sementes brasileiras, que poderá ser plantado para dar origem a novas plantas; serão produzidos para os jogos copos eco, com escudos dos clubes e identificação visual da Copa Verde, que poderá ser comprado e levado como recordação ou devolvido em troca do mesmo valor que foi pago por ele, reduzindo o uso de descartáveis de plástico nos estádios; a terceira novidade é o lixo zero nos locais de jogos e arredores. Tudo será separado para reciclagem com métodos de coleta seletiva, em ação inspirada na torcida japonesa, durante a Copa do Mundo no Brasil, que recolhia todos o lixo dos locais dos jogos. 
   
Encaminhamos à CBF pedido para que a Copa Verde deste ano homenageie o médico e ambientalista Camilo Vianna, um pioneiro na defesa do meio ambiente na Amazônia, por sua grande contribuição, ao longo da vida, para a difusão das ideias que agora defendemos na Copa Verde.
   
Outra iniciativa de 2016 mantida este ano, diante do inegável sucesso, é o concurso de redação para estudantes da rede pública, algo com poder para difundir a educação ambiental para as próximas gerações e consolidar a mudança de consciência que queremos. No ano passado, a estudante do ensino médio na Escola Estadual Justo Chermont, em Belém, Oziane Rebeca Miranda da Costa, de 15 anos, ganhou passagens aéreas para ir com um acompanhante a Brasília, assistir à final da Copa Verde entre Gama e Paysandu. A estudante de Manaus Samara Martins ganhou o mesmo prêmio. Ambas viveram a experiência de conhecer a capital federal e certamente ampliar seu entusiasmo com o conhecimento, única forma que um jovem pobre tem de dar um salto na vida.
   
Simbolicamente, o clube que vencer a Copa Verde receberá, além do troféu tradicional, um troféu vivo, que é uma muda de árvore a ser plantada pelo clube. O torcedor mais apaixonado por títulos e troféus se perguntará o que representa tudo isso, diante do que foi tirado do vencedor, que é a possibilidade de disputar uma competição internacional? E mais, a premiação pela Copa Verde é muito inferior à da Copa do Nordeste.
  
Os clubes participantes da Copa Verde vão ratear entre si R$ 810 mil, o que corresponde a apenas 4,4% do que será dividido entre os participantes da Copa do Nordeste: R$ 18,520 milhões. Isso é um absurdo, uma discriminação odiosa que precisa ser revista pela CBF, que deveria levar em conta que Remo e Paysandu estão entre os dez maiores públicos e rendas dos últimos dez anos, mesmo não estando na série A do Campeonato Brasileiro. 
    
Contra essa disparidade, estive na quarta-feira, 22, na sede da CBF no Rio de Janeiro, acompanhado do secretário-geral Walter Feldmann e do vice-presidente Antônio Carlos Nunes, para solicitar à CBF que a premiação da Copa Verde passe para R$ 1,8 milhão, o que representa 10% do valor destinado para a Copa do Nordeste, considerando que o futebol da Amazônia deveria ser tão prestigiado quanto o do Nordeste, pela força imensa da sua torcida. Além disso, os custos da prática do futebol no Norte são os maiores do Brasil. A Copa Verde valoriza o futebol da Amazônia, pois suas ações terão visibilidade até mesmo internacional, pois as ideias que são apresentadas através dela certamente serão copiadas por outros países. Para isso, precisamos ter paciência e persistência para alcançar o resultado esperado, mas não devemos aceitar discriminação.
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal e líder da bancada do PPS na Câmara
   
  

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Sustentabilidade: Jordy parabeniza apoio do Ministério do Meio Ambiente à Copa Verde 2017

   

O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), participou nesta quarta-feira (15), no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, de assinatura de protocolo de intenções para o desenvolvimento das ações e atividades socioambientais e de sustentabilidade da Copa Verde 2017, competição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que terá a participação de 18 clubes das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. O protocolo foi assinado pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, pelo o vice-presidente da CBF, Antônio Nunes, pelo secretário-geral da CBF, Walter Feldman e pelo presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Gilberto Occhi.
   
A competição foi a primeira de iniciativa sustentável no futebol brasileiro. Em 2016, os torcedores puderam trocar garrafas pet por ingressos, configurando a primeira competição carbono zero do futebol brasileiro. No total, foram 1.951 quilos de garrafas pet trocados por 13 mil ingressos. Os resíduos foram destinados a quatro cooperativas do Movimento Nacional de Catadores para reciclagem. 
    
Segundo a CBF, neste ano, em continuação ao projeto, será levantada a bandeira do Carbono Zero, com ações de compensação das emissões de gás carbônico e de preservação do meio ambiente.
  
Em sua fala, Jordy lembrou que algumas das iniciativas da Copa Verde foram definidas em reuniões realizadas em Belém (PA) e que o tema da sustentabilidade é de extrema importancia a toda sociedade, sugerindo ainda ações junto às torcidas organizadas, o que poderá, segundo ele, colaborar para a pacificação nos estádios. De acordo com o líder do PPS, “com o protocolo ora assinado, a Copa Verde ganhará em importância, valorizando diretamente os clubes que dela participam”, ressaltou o parlamentar paraense.
  
Sarney Filho lembrou que a Copa Verde, que está em sua quarta edição, foi considerada a primeira competição carbono zero do futebol mundial – o CO2 (gás carbônico) emitido com a realização dos jogos foi compensado por meio do plantio de 1.122 mudas nativas. “A competição também nos ajudará a difundir melhor o combate ao desmatamento da Amazônia, a gestão de resíduos sólidos, a preservação da fauna e da flora, entre outras questões prioritárias”, afirmou.
  
Para o vice-presidente da CBF, Augusto Nunes, a intenção é consolidar o campeonato como referência mundial em competição sustentável. “A imagem do Brasil no exterior está muito associada ao futebol. Queremos que o mundo passe a conhecer também o que a Amazônia representa de melhor para o Brasil”, afirmou.
  
Lançamento
  
O lançamento da edição de 2017 da Copa Verde será feito nesta sexta-feira (17), no palácio Setentrião, sede do governo do Amapá, em Macapá, momento em que serão conhecidas as novidades previstas para a Copa Verde 2017, que se juntam às ações adotadas no ano passado, quando o Paysandu, clube paraense, foi campeão ao vencer o Gama no placar agregado nas finais, de 3 a 2. Os dois foram os primeiros a receber o ecológico Troféu Vivo, que é uma muda de árvore a ser plantada na sede do clube vencedor.
  
Os torcedores que quiserem acompanhar os jogos nos estádios poderão novamente trocar garrafas PET por ingressos. Na edição 2017, que terá jogos até 15 de maio, além do Troféu Vivo, haverá novamente concurso de redação para estudantes sobre a conscientização ecológica e a presença nos jogos do Vermelhão, mascote oficial do campeonato inspirado na arara-vermelha-grande, animal ameaçado de extinção e encontrado em estados onde estão sediados os clubes participantes do torneio. O vencedor terá acesso direto às oitavas de final da Copa do Brasil de 2018.
    
  
Por: Assessoria Parlamentar / Com informações do G1 e Ministério do Meio Ambiente
  
    

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Jordy defende clubes do Norte e Nordeste na Copa Verde

 
Em pronunciamento na Câmara, o deputado Arnaldo Jordy falou sobre futebol paraense. Parabenizou o Clube do Remo pela eleição do ex-deputado federal Manoel Ribeiro para a presidência, e protestou contra a exclusão do Paysandu Sport Clube e do Santa Cruz, campeões, respectivamente, da Copa Verde e da Copa do Nordeste, de participação da Copa Sul-Americana de 2017.
  
“Simplesmente a Conmebol, depois do jogo jogado, depois da regra estabelecida, resolveu excluir esses dois clubes de disputar a Sul-Americana no ano que vem” disse Jordy, que anunciou que os dois clubes vão recorrer da decisão, que considerou escandalosa.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/INyVLJK1-s4
   
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O futebol, paixão do brasileiro merece respeito, afirma Jordy

     
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) ouviu na CPI da Máfia do Futebol o jornalista Sílvio Barsetti, autor de reportagens com sérias denúncias contra a CBF, especialmente na gestão do ex-presidente Ricardo Teixeira, que está preso. No vídeo, Jordy pede respeito com o futebol, essa paixão nacional, cuja crise tem reflexo na recente desclassificação na Copa América e nos 7 x 1 para a Alemanha.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui  https://youtu.be/rnez0ILm8Kk
    
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Nos negócios do futebol não há transparência, diz Jordy

    
  
Do Portal PPS
  
Membro da CPI da Máfia do Futebol da Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) criticou a gestão do esporte mais popular no país.
  
Foi durante o depoimento, no colegiado, do empresário Kléber Leite, dono da empresa de marketing esportivo Klefer. A empresa foi alvo de operação da Polícia Federal em maio do ano passado e é suspeita de ter feito negócios ilegais com a Traffic, de José Hawilla que, assim como o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, cumpre prisão domiciliar nos Estados Unidos.
  
“Não temos transparência na gestão dos eventos esportivos. Há uma relação de desconfiança por causa das espertezas que ocorrem em geral nestes negócios sejam nos grandes eventos ou nos pequenos. A maioria destes grandes eventos gera grandes escândalos de ordem policial”, disse Jordy.
  
O vice-líder do PPS perguntou a Kleber Leite se a empresa dele teve algum envolvimento nos negócios investigados por autoridades policiais dos Estados Unidos. Leite, que já foi presidente do Clube de Regatas Flamengo, negou participação nas operações suspeitas.
  
Ao final, Arnaldo Jordy sugeriu à CPI que requisitasse à Justiça Federal cópia de decisão que bloqueou contas bancárias da empresa do cartola. O pedido foi atendido pela presidência da CPI. O bloqueio das contas da empresa durou três meses.
  
Envolvimento
  
O ex-presidente do Flamengo é sócio da Klefer Marketing Esportivo, que detém um contrato de R$ 128 milhões com a CBF em torno da exploração da Copa do Brasil entre 2015 e 2022. 
  
O contrato passou a ser investigado pelo FBI, a polícia federal norte-americana, depois que o empresário José Hawilla, preso nos Estados Unidos por envolvimento no escândalo da Fifa, denunciou o pagamento de propina para o acordo contratual. Hawilla é dono da Traffic, empresa que detinha direitos sobre a Copa do Brasil até 2014 e sobre importantes competições sul-americanas. Hawilla já foi condenado por fraude bancária.
  
Em maio do ano passado, a sede da Klefer, no Rio de Janeiro, foi alvo de operação da Polícia Federal e do Ministério Público, a pedido da Justiça dos Estados Unidos. 
   
    
Foto: Robson Gonçalves
  
  

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Copa Verde prova que o futebol pode ser um instrumento de conscientização ambiental


   
O secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Walter Feldman, destacou em sessão da CPI do Futebol, na Câmara dos Deputados, o esforço do deputado federal Arnaldo Jordy em incluir ações de sustentabilidade e educação ambiental na realização da Copa Verde, que, em suas próximas edições, será ainda mais sustentável, fazendo jus ao nome e ajudando, ainda mais, a divulgar a importância da preservação da Amazônia.
   
“Essa mudança estruturante na Copa Verde se deve ao Arnaldo Jordy, deputado federal do Pará”, disse Feldman, que prometeu levar à Fifa o paradigma de como o futebol pode ser um instrumento de conscientização ambiental, “nesse momento dramático de aquecimento global”, afirmou o secretário.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/8orwkTGqEW4
  
  
  
  
   
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Ações de sustentabilidade da Copa Verde serão ampliadas

   
  
O sucesso das ações sociais e ambientais na Copa Verde de 2016 deverá ser ampliado para as próximas edições, com a entrada de novos patrocinadores e parceiros, e atingir também outras competições locais e nacionais, entre elas, o Campeonato Paraense. Um exemplo é a troca de garrafas pet por ingressos, uma ideia bem sucedida, que teve grande adesão dos torcedores do Acre, Amazonas e Mato Grosso do Sul, e que poderá ser utilizada também em outros Estados na Copa Verde do próximo ano e no Parazão de 2017. 
    
Os temas foram discutidos nesta quarta-feira, 25, em reunião de avaliação e apresentação de relatório da Copa Verde 2016, no Crowne Plaza, em Belém, com a participação do secretário-geral da CBF Walter Feldman, do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), do jornalista Carlos Ferreira – idealizadores e incentivadores da inclusão do conceito de sustentabilidade na Copa Verde -, do presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Adelson Torres, do diretor da FPF José Ângelo Miranda, e de representantes do Clube do Remo e do Paysandu Sport Clube.
    
O Remo foi representado pelo presidente, André Cavalcante, e o Paysandu pelo diretor Comercial, Gil Portela. Sobraram sugestões de aperfeiçoamento, não só das ações de sustentabilidade, quanto da competição em si e das ações de marketing e de mobilização envolvidas. Um grupo executivo será formado com representantes das instituições que participaram da reunião, para encaminhar propostas junto à CBF e ao Esporte Interativo, que tem os direitos da competição, para que se amplie os patrocínios, de modo a aumentar as cotas dos clubes.
   
Jordy sugeriu a ampliação do alcance do concurso de redação para estudantes de escolas públicas, que, este ano, levou uma estudante de Belém e outra de Manaus a Brasília, para a grande final da Copa Verde. Na primeira versão, 3,6 mil crianças fizeram redações. Além disso, 1,5 milhão de garrafas pet foram trocadas por 13.008 ingressos, o que representa quase duas toneladas de material reciclável recolhido; o envolvimento das torcidas organizadas em ações de cidadania, de modo a retirá-las da marginalidade; e a inclusão de cooperativas de catadores de material reciclável, justamente em um momento de crise envolvendo os catadores que ficaram sem ocupação após o fechamento do lixão do Aurá.
   
“Precisamos dar escala ao concurso de redação nas escolas; imagino que grande resultado seria estimular a garotada a chegar aí, na final da Copa Verde”, disse Jordy, sobre a empolgação das estudantes Oziane Costa, da Escola Estadual Justo Chermont, de Belém; e Samara Martins, da Escola Municipal Jarlece da Conceição Zaranza, de Manaus, que visitaram Brasília e estiveram na final da competição. Jordy lembrou que no último Enem, do qual participaram 6,2 milhões de estudantes, houve 570 mil zeros na redação, “quase 10% das provas”, daí a importância de se incentivar o concurso de redação.
    
Um relatório foi apresentado aos participantes da reunião, com destaque a adesão do Governo do Estado de São Paulo no esforço pela redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. Em acordo celebrado com a CBF, a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo irá fazer o plantio de 1.122 árvores nativas, o equivalente a 0,7 hectares, para compensar as emissões de CO2 (gás carbônico) feitas no curso da Copa Verde.
    
A novidade da sustentabilidade na Copa Verde será tema de um especial da TV Cultura de São Paulo, a ser exibido no dia 3 de maio, ao vivo, em São Paulo, das 12h às 13h. O secretário executivo da CBF, Walter Feldman, convidou Jordy a participar do programa.
  
  
Por; Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Jordy diz que CPI precisa apontar caminhos para coibir máfia do futebol

   
  
Do Portal PPS 
    
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) defendeu nesta terça-feira (17) que a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga irregularidades na Fifa e na CBF precisa aperfeiçoar a legislação de modo a coibir práticas de corrupção no futebol.
  
A declaração foi dada durante o depoimento do pai do atacante Neymar Júnior, o empresário Neymar da Silva, Santos à CPI. Santos foi convocado pelo colegiado para explicar como funcionam os contratos milionários fechados no mundo do futebol.
  
O empresário e o filho, que hoje atua no clube espanhol Barcelona, são alvos da Justiça brasileira por supostamente terem cometido sonegação fiscal. Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal determinou o bloqueio de quase R$ 200 milhões de Neymar, de seus pais e de suas empresas. O atacante é acusado de sonegar impostos entre 2011 e 2013.
  
“Precisamos apontar caminhos para superar aquilo que provocou a chamada máfia do futebol. Sou um daqueles que entendem que há muito a aperfeiçoar na nossa legislação que é promiscua neste chamado mercado do futebol”, disse Jordy.
  
Jordy lamentou que a grande maioria dos jogadores profissionais de futebol do Brasil ainda sofra com baixos salários e péssimas condições de trabalho.
  
“Apenas 82 por cento deste exército de profissionais ganham até 3 salários. E um detalhe: eles ganham este valor enquanto estão em atividade porque depois que se aposentam muitos estão em situação de mendicância ou perto disto. Nos importa muito as relações entre clubes e profissionais”, observou o deputado do PPS.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
   

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Jordy comemora sucesso da Copa Verde sustentável

      
  
O deputado Arnaldo Jordy esteve nesta terça-feira, 10, no estádio Walmir Campelo Bezerra, em Brasília, para torcer pelo Pará na final da Copa Verde 2016, e parabenizar o Paysandu pela conquista inédita. Jordy, juntamente com o jornalista Carlos Ferreira, propôs e a CBF acatou uma série de ações de sustentabilidade para a competição, entre as quais, a troca de garrafas pet por ingressos, plantio de árvores pelas equipes e um concurso de redação sobre sustentabilidade para estudantes da rede pública de Belém e de Manaus. 
   
Na foto, Jordy está ao lado das duas estudantes vencedoras do concurso de redação: Oziane Rebeca Miranda da Costa, 15 anos, do segundo ano do ensino médio na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Justo Chermont, no bairro da Pedreira, em Belém, e Samara Martins, da rede pública de Manaus (AM).
  
O concurso teve como tema “Redação Carbono Zero – Consciência Ambiental”. Na foto, com Jordy, está o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, um entusiasta das ações de sustentabilidade na Copa Verde; o prefeito de Bragança, Padre Nelson, com a camisa do Paysandu; o procurador-geral de Justiça do Pará, Marcos Antônio das Neves; e o defensor público da União Anginaldo Vieira.
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Jordy quer ouvir dirigentes da CBF e do Bom Senso F.C. na CPI da Máfia do Futebol

     

  
A CPI da Máfia do Futebol, na Câmara dos Deputados, aprovou nesta quarta-feira (4), através de requerimento do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) a realização de audiência para ouvir o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o atual presidente Marco Polo Del Nero e representante do movimento Bom Senso Futebol Clube.
  
Marco Polo Del Nero deve inquirido sobre quais providências estão sendo tomadas pela entidade no sentido de aprimorar os mecanismos de governança daquela instituição, sobretudo no que concerne à ética e transparência.
   
Já Ricardo Teixeira deve prestar esclarecimentos de denuncias de corrupção, envolvendo a Federação Internacional de Futebol – FIFA e a Confederação Brasileira de Futebol – CBF, em contratos de patrocínios e de transmissão televisiva de torneios, como a Copa do Mundo, alvo de investigações de governos de vários países.
   
Outros membros da CPI também requisitaram a presença de Marco Polo e de Ricardo Teixeira. Teixeira coleciona diversas denuncias de corrupção, como lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
   
O deputado paraense também teve aprovado requerimento convidando Ricardo Borges Martins, diretor de Estratégia e Comunicação do Bom Senso Futebol Clube, movimento que luta pela renovação e reformulação do principal esporte nacional, para colaborar com os trabalhos da Comissão de Inquérito.
   
“São fartas as evidências de que o futebol brasileiro esteja contaminado com negociatas ilegais, como pagamento de propina para realização de contratos. Portanto, devemos ouvir estas pessoas, de modo que possamos passar a limpo este esporte que é uma das maiores paixões dos brasileiros. Investigar e esclarecer o que deve ser esclarecido”, afirmou o parlamentar, que é vice-líder do PPS na Câmara.
   
Máfia internacional
   
Os parlamentares investigam denúncias de irregularidades cometidas por dirigentes da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Investigações feitas pela Justiça dos Estados Unidos, apontam para um esquema mundial de propinas e subornos na comercialização de jogos e direitos de marketing de competições de futebol.
  
José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é investigado juntamente com outros seis cartolas. Marin foi detido pela polícia federal norte-americana em maio do ano passado, na Suíça, e hoje cumpre prisão domiciliar em Nova York.
   
Os empresários José Margulies e Alejandro Burzaco, que confessaram ter subornado dirigentes da Conmebol, também tiveram a convocação aprovada pelos parlamentares.
   
 
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 27 de abril de 2016

CPI da Máfia do Futebol aprova proposta de Jordy para ouvir ex-presidente da CBF nos EUA

      
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia de Futebol) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (26), a ida de integrantes do colegiado aos Estados Unidos tomar depoimentos do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin e do empresário José Hawilla, e fundador do Grupo Traffic. A data da viagem ainda não foi definida.
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), é  autor de um dos requerimentos de diligências para ouvir o empresário e o ex-presidente da CBF, e justificou em seu pedido a importância dos depoimentos de Marin e Hawilla para o andamento dos trabalhos da CPI.
  
“Acusado pelos crimes de fraude eletrônica, extorsão, obstrução de justiça e lavagem de dinheiro, Hawilla foi indiciado e se declarou culpado. Em dezembro de 2014 fez um acordo com a justiça americana em que aceitou devolver cerca de US$ 151 milhões. Desde então, Hawilla permanece nos Estados Unidos, onde mora há dois anos, em liberdade.”
  
Jordy ainda afirmou que já existem tratativas com a embaixada dos EUA no Brasil e as procuradorias gerais da União e dos EUA para que os depoimentos aconteçam em breve.
  
O vice-líder do PPS teve aprovado na mesma reunião requerimento de convite para ouvir o jornalista Juca Kfouri, comentarista dos canais ESPN e da UOL, A comissão também definiu convidar o jornalista Jamil Chade, correspondente internacional do jornal O Estado de São Paulo.
  
A Comissão
  
A CPI investiga as denúncias de crimes cometidos por dirigentes da Fifa, entre eles o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF. Juntamente com outros seis cartolas, Marin foi detido em maio do ano passado na Suíça, mas hoje cumpre prisão domiciliar em Nova York.
  
Investigação feita pela Justiça dos Estados Unidos aponta para a existência de um esquema mundial de propinas e subornos relativo a comercialização de jogos e direitos de marketing de competições de futebol.A comissão tem 120 dias, contados a partir do ato de criação (29 de fevereiro), ou seja, até 28 de junho, para concluir os trabalhos.
   
    
Com informações da Agência Câmara
  
  

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Máfia do Futebol: Jordy solicita documentos a órgãos de investigação

  
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia do Futebol da Câmara Federal, vai solicitar informações e documentos a diferentes órgãos sediados no Brasil e no exterior para auxiliar os trabalhos do colegiado. A CPI aprovou nesta quarta-feira (13) requerimentos apresentados por parlamentares.
   
O grupo investiga denúncias de irregularidades cometidas por dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Investigações feitas pela Justiça dos Estados Unidos, apontam para um esquema mundial de propinas e subornos na comercialização de jogos e direitos de marketing de competições de futebol.
   
Neste sentido, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) teve aprovados cinco requerimentos de sua autoria, onde solicitam à polícia federal brasileira, à justiça norte-americana e à Fifa, o compartilhamento de todos os documentos e informações, relacionados às investigações de fraudes que envolvem os ex-presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e Jose Maria Marin. Outro solicita informações de processos contra os ex-dirigentes ao Ministério Público Federal, envolvendo fraudes no futebol nacional.
   
O vice-líder do PPS também teve aprovado pelo colegiado, requerimento onde é solicitado o compartilhamento de informações com a CPI em funcionamento no Senado, que também investiga crimes no futebol brasileiro. “Nós não podemos desprezar o trabalho já acumulado pela CPI do Senado”, justificou o deputado paraense.
   
Máfia internacional
   
José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é investigado juntamente com outros seis cartolas. Marin foi detido em maio do ano passado, na Suíça, e hoje cumpre prisão domiciliar em Nova York.
   
  
Com informações da Agência Câmara

   
  

sábado, 19 de dezembro de 2015

Proposta amplia a Copa Verde e inclui ações voltadas ao meio ambiente

    
  
A nova Copa Verde, ampliada para inclusão de clubes pelo ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), deverá fazer jus ao nome, passando a incluir uma série de ações de cunho socioambiental, com novos patrocinadores interessados nessa vertente de marketing, e a participação de craques dos principais clubes da competição, tais como Remo e Paysandu, em ações de divulgação para o bem do ambiente. É o que propõe o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), que coordena o projeto e foi porta voz da apresentação à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), durante reunião na quinta-feira, 17.
  
Participaram da reunião representantes das Federações de Futebol do Pará, Amapá e Acre, o presidente do Paysandu Sport Clube, Alberto Maia; o diretor do Clube do Remo André Cavalcante; o presidente interino da CBF, o deputado Marcus Vicente, presidente interino da CBF, o vice-presidente Antônio Carlos Nunes, e o secretário-geral da entidade máxima do futebol brasileiro, Walter Feldman, um entusiasta dessa transformação da Copa Verde, cujo projeto, aliás, surgiu de uma ideia de um jornalista de O Liberal, o colunista de esportes Carlos Ferreira, em conversa com Jordy, durante audiência da Comissão de Esportes da Câmara dos Deputados em Belém, em agosto deste ano.
  
Catadores de material reciclável e até mesmo as torcidas organizadas, hoje relegadas à marginalidade, devem ser incluídas em atividades de cunho ambiental, bem como estudantes de escolas públicas, em ações de conscientização, como concurso de frases sobre o meio ambiente, para divulgação nos estádios.
  
"Queremos dar significado à Copa Verde", diz Jordy, sobre ações ambientais como a troca de ingressos por material reciclável, atividade que pode envolver tanto os catadores, quanto as torcidas organizadas, num incentivo à conscientização sobre a coleta seletiva de lixo. A opção de trocar, por exemplo, garrafas pet por ingressos, por atrair patrocinadores como a Coca-Cola, que poderia reaproveitar esse material reciclável, e reforçar sua presença na Amazônia em termos de marketing, já que possui fábrica e Manaus (AM), e tem no Pará um grande mercado consumidor.
  
Outras grandes empresas instaladas na região também poderão atender ao apelo de patrocinar uma Copa com as cores da Amazônia e voltada para a sustentabilidade. Com isso, a Copa Verde teria um incremento de sua receita, que hoje é ínfima se comparada com a Copa do Nordeste, por exemplo. Os ganhos dos clubes participantes da Copa Verde também seriam multiplicados em grandes ações de marketing ambiental, que ecoariam nas suas torcidas.
    
"Remo e Paysandu estão entre os clubes que mais dão renda em todo o Brasil com suas torcidas", considera Jordy, que considera no projeto a capitalização desse potencial em favor dos próprios clubes. O reforço da marca Copa Verde também seria aproveitado pelos clubes, com o licenciamento de produtos associados às marcas de Remo e Paysandu.
  
O projeto ainda será discutido com o poder público, e uma reunião com representantes dos governos dos Estados que estão na Copa Verde deverá ser realizada a 13 de janeiro. A ideia é reforçar o apoio institucional à Copa Verde, bem como ampliar ainda mais a competição, dos atuais 18 para até 24 clubes, tornando-a cada vez mais uma grande e rentável competição.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Escândalo da Fifa: proposta por Jordy, comissão aprova moção de apoio às investigações

   
  
A Comissão do Esporte da Câmara Federal aprovou, nesta quarta-feira (17), moção de apoio às investigações realizadas pelo governo norte-americano na Federação Internacional de Futebol – FIFA, proposta pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA). 
  
Aprovada por unanimidade, a moção manifesta apoio às investigações da polícia federal (FBI) e do departamento de justiça americana, que apuram um esquema de corrupção generalizada na entidade máxima do esporte no mundo, e que culminaram na prisão de sete dirigentes da entidade, em Zurique (Suíça), entre os quais o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol – CBF, José Maria Marin. As apurações provocaram ainda a renúncia de Joseph Blatter do cargo de presidente da instituição.
   
Segundo o documento aprovado, há fortes indícios que a FIFA é vítima do esquema de corrupção desde 1974, período em que ex-presidente João Havelange assumiu a entidade. Mesmo após inúmeras denúncias, o grupo criminoso conseguiu manter seu poder influenciando negativamente o esporte em vários dos 193 países representados na entidade, com falcatruas envolvendo políticos, empresas de marketing e produtos esportivos, veículos de comunicação e atletas.
   
Para Arnaldo Jordy, “a Câmara Federal e esta Comissão deve dar total apoio às investigações que estão sendo levadas a cabo pelas autoridades judiciais e policiais estadunidenses, doa a quem doer, no sentido de apurar as irregularidades. Isto faz bem para o futebol e ao esporte de maneira geral, no Brasil e no mundo”.
  
A proposta prevê ainda a formação de uma comitiva de parlamentares da Comissão de Esporte para entregar o documento na embaixada americana.
 
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-7807
 
 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Jordy apresenta moção em apoio às investigações do FBI contra corrupção no futebol


    

Do Portal PPS
  
Foi apresentado nesta quarta-feira (10), pedido de autoria do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), para que a Câmara dos Deputados aprove moção em apoio às investigações conduzidas pelo FBI – a Polícia Federal Americana - pela investigação do esquema de corrupção generalizada na Fifa (Federação Internacional de Futebol).
   
No último 27, a pedido das autoridades americanas, sete dirigentes da Fifa, suspeitos de corrupção, foram presos, na Suíça, onde fica localizada a sede da entidade. Acusados de um esquema de corrupção que envolveria cerca de US$ 100 milhões, os dirigentes estavam hospedados em um hotel cinco estrelas em Zurique, capital do país, onde acontece anualmente um congresso da entidade. Dentre os integrantes da entidade que foram detidos, está o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin.
   
No requerimento apresentado na comissão de Esporte, Jordy pede ainda que a Casa crie uma comitiva de parlamentares para entregar a carta de apoio ao FBI na embaixada dos Estados Unidos, em Brasília.
   
“Esta comissão da Câmara reitera o apoio às investigações realizadas pela polícia americana e transmite sua confiança nos princípios e conceitos democráticos e da justiça dos Estados Unidos para que a entidade máxima do futebol mundial consiga se livrar deste esquema criminoso”, justificou Jordy no documento.
  
O requerimento será analisado na próxima reunião da Comissão de Esporte da Câmara.
    
  

terça-feira, 9 de junho de 2015

CBF: Jordy questiona negociação de contratos na gestão Marin

  
   
Do Portal PPS
  
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Esporte da Câmara, nesta terça-feira (9), o vice-líder do PPS, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), questionou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo del Nero, se ele negociou contratos elaborados na época em que José Maria Marin era o dirigente da entidade.
  
Marin e outros dirigentes da Fifa foram presos, no final de maio, na Suíça, durante operação da Interpol e a pedido da Justiça dos Estados Unidos sob a acusação de corrupção e diversos outros crimes.
   
Jordy perguntou ao presidente da CBF se procedia a informação de que ele (Del Nero) era “homem forte” da entidade, antes mesmo de ele assumir o posto máximo da entidade brasileira de futebol.
  
O parlamentar citou reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, que revela a existência de e-mails trocados entre empresas e agentes que demonstram que o atual chefe da CBF era a pessoa incontornável em todas as negociações na entidade desde que Ricardo Teixeira deixou a CBF em março de 2012. Mesmo despachando da Federação Paulista de Futebol, ele teria recebido empresários em São Paulo para tratar de contratos da CBF. 
    
“Vossa senhoria era homem forte da CBF, antes de se tornar presidente da entidade. O senhor confirma esta especulação dita aqui no Estadão?”, indagou o deputado do PPS. Arnaldo Jordy também indagou se Del Nero assinou contratos investigados pela Justiça americana.
  
O presidente da CBF respondeu que não assinou tais contratos. Apenas chancelou balanços contábeis da entidade, após a saída de Marin da Confederação Brasileira de Futebol.
   
O deputado também perguntou ao dirigente que tipo de estratégia a CBF adotará para dar maior apoio a clubes e federações de futebol no Norte e no Nordeste. “Qual é a política, nesta nova roupagem da CBF, a ser adotada para os estados que têm sido esquecidos, no Norte e no Nordeste, que não levam tanta atenção como os grandes centros de futebol no Sul e no Sudeste?”, finalizou Jordy, que não obteve resposta de Marco Polo del Nero.