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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ARTIGO - Ninguém acima da lei

  
* Arnaldo Jordy 
   
O Supremo Tribunal Federal mostrou ao decidir ontem por quase unanimidade (10 votos a 1) encaminhar à Câmara dos Deputados a segunda denúncia do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, que não está disposto a recuar no esforço de combater a corrupção, ao lado da Procuradoria, da Polícia Federal e de todos que fazem a operação Lava Jato. A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, já havia dado o alerta na sessão anterior, ao avisar que "a Lava Jato não vai parar", apesar da mudança na chefia do Ministério Público e de questionamentos à condução da colaboração dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Foi a segunda derrota seguida do governo no Supremo, depois de não conseguir afastar o procurador Rodrigo Janot da investigação sobre Temer.
    
A segunda denúncia contra Temer, mesmo tratando de alguns fatos anteriores ao início do seu mandato, desnuda com base em delações, especialmente do corretor Lúcio Funaro, o esquema corrupto de lideranças do PMDB na Câmara, envolvendo ministros do atual governo: Moreira Franco e Eliseu Padilha, com ex-ministros e ex-deputados que estão presos: Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha e Rocha Loures, envolvidos em cobranças de propina da Odebrecht e da JBS, em troca de vantagens na Caixa e na Petrobras, durante o governo de Dilma Rousseff. Temer seria um dos líderes do grupo, juntamente com Cunha, no que a denúncia chamou de organização criminosa. Funaro relatou ter levado dinheiro vivo para Geddel. Na mesma denúncia, Temer também é suspeito de obstrução de Justiça.
  
Como se vê, a denúncia é grave e não adianta tentar minimizá-la com argumentos como a estabilidade da economia, que não avança por causa da crise de credibilidade do governo, que continua a dedicar boa parte da sua energia e também recursos à defesa de Temer. Um presidente que governa com apenas 3,4% de aprovação, como constatado na pesquisa CNT/MDA divulgada esta semana, fica na condição de refém dos seus aliados, obrigado a atender a interesses de grupos, que nem sempre são os mesmos da Nação. Por isso, vou votar pela admissão da denúncia na Câmara, que é a permissão para que o Supremo investigue o presidente. Uma vez que o mesmo passe à condição de réu, o seu afastamento entra na pauta do Senado.
  
O ex-procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, desnudou o esquema de parte do PMDB na Câmara e também, em outra denúncia, as atividades da suposta organização criminosa de líderes do mesmo partido no Senado. Seis senadores do PMDB foram incluídos no "quadrilhão" e respondem, juntos, a mais de 40 inquéritos de improbidade. São eles: Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá, Valdir Raupp, Edison Lobão e o ex-presidente José Sarney. Juntos, eles teriam desviado R$ 864 milhões, valor que é 17 vezes maior que a fortuna encontrada no apartamento ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.
   
Não menos graves são as revelações feitas pelo ex-ministro Antônio Palocci sobre as relações do ex-presidente Lula com o patriarca Emílio Odebrecht, numa espécie de pacto que lembra muito os filmes de máfia, num compromisso que continuou no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Palocci chegou a ser o terceiro nome mais importante na hierarquia dos governos petistas e revelou detalhes sobre o esquema de financiamento ilegal do seu partido, com direito a uma conta sem limite para saques a qualquer momento. Palocci deve ter farta munição para provar o que diz, senão, não ousaria pedir para delatar, sabendo de todas as regras que envolvem o processo.
   
O Brasil avançou no combate à corrupção e agora, a sociedade espera que a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, dê continuidade às investigações dos grandes esquemas que chocaram o país nos últimos anos, reveladas pela operação Lava Jato. Em um momento importante e delicado para o Brasil. Ela terá a chance de mostrar que o combate à corrupção não deve ser personalizado em uma ou outra figura, como o juiz Sérgio Moro ou o ex-procurador Rodrigo Janot, mas deve ser missão institucional do Ministério Público e do Judiciário.
  
Pela primeira vez se combate a corrupção de forma estrutural. Nunca antes se viu alguns dos empresários mais ricos do país na cadeia por corrupção ativa, como Eike Batista, Marcelo Odebrecht e os irmãos Joesley e Wesley Batista; nem grandes lideranças políticas denunciadas e condenadas por recebimento de propina, como o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Antônio Palocci. 
  
A sociedade não deve aceitar o discurso que tenta justificar a corrupção como prática inevitável. A Lava Jato tem aí o seu maior mérito, provar que é possível combater a corrupção de forma estrutural. São 603 investigados, 314 quebras de sigilo bancário, 185 inquéritos concluídos, 35 sequestros de bens e valores e R$ 79 milhões repatriados. Por tudo isso, a operação merece ter todo o apoio da sociedade. Que cada um, no dia a dia, possa empunhar essa bandeira. A ética precisa prevalecer na política e na sociedade e todos estão sujeitos a investigação. Ninguém deve estar acima da lei.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
   
  

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Nova denúncia contra Temer é devastadora, diz líder do PPS na Câmara

    
O líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), avaliou como “gravíssima” e “devastadora” a nova denúncia apresentada pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. Para Janot, o peemedebista é suspeito der corrupção, obstrução de justiça e organização criminosa.
  
Segundo o parlamentar do PPS, o atual pedido para processar o presidente da República traz elementos fortes e consistentes como a delação do corretor de valores, Lúcio Bolonha Funaro.
  
Nos anexos de sua colaboração, já homologada pelo Supremo, o corretor afirmou ter buscado R$ 1 milhão em espécie, supostamente pagos pela Odebrecht, no escritório do advogado e ex-deputado José Yunes, amigo do presidente, e que os recursos seriam divididos entre Temer e Geddel Vieira Lima, ex-auxiliar do presidente.
  
Para Arnaldo Jordy, é apresentada agora uma série de elementos que dificultam ainda mais a vida do peemedebista na Casa.
  
“A denúncia atual é gravíssima e devastadora. Lá atrás, quando a Casa apreciou o pedido do PGR para autorizar o STF a processar Temer, além das delações dos executivos da JBS, a PGR se baseou nas gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, durante encontro com o presidente Temer no Palácio do Jaburu. Some-se a isto tudo, meses depois, a delação de Funaro, a prisão de Geddel e apreensão de uma fortuna na casa de um dos principais ex-auxiliares do presidente. Então, são agravantes que precisam ser levados em consideração pela Câmara dos Deputados neste momento”, explicou o líder do PPS.
  
No mês passado, o plenário da Câmara rejeitou a denúncia contra Michel Temer. Com o novo pedido de Rodrigo Janot, o STF deve enviar em breve o processo para os deputados federais autorizarem ou não os ministros da Suprema Corte a investigar Temer.
  
Quadrilhão
  
Jordy destacou ainda que, em relação à primeira denúncia, há outro fator que pesa negativamente contra Temer neste instante. A PGR aponta a formação de uma organização criminosa supostamente liderada pelo presidente Michel Temer.
  
“Estamos diante de graves acusações que mostrariam a formação de um quadrilhão, liderado pelo presidente da República. São denúncias sérias e consistentes contra nomes fortes do PMDB. Alguns deles estão presos. Há também figurões que estavam ou estão na antessala de Michel Temer. Entre os crimes associados a este grupo estão corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e evasão de divisas, conforme o relatório da PF”, ressaltou o deputado.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
    
  

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Jordy se solidariza com Rodrigo Janot em ataques à Lava Jato.

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS), líder do PPS, se solidarizou com o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, alvo de ataques do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que afirmou que Janot é despreparado para o cargo. Arnaldo Jordy identifica nas declarações, uma forma de desqualificar as investigações da operação Lava Jato, da qual o juiz federal Sérgio Moro também é vítima por parte de senadores do PT.
   
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/4sP5jXs1-AE 
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
   
      






terça-feira, 27 de junho de 2017

Jordy: novas denúncias reforçam pedido para renúncia de Michel Temer

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), renovou, nesta terça-feira (27), o pedido para que o presidente da República, Michel Temer, renuncie ao mandato, por considerar que ele não reúne mais condições de continuar presidindo o país, ante o agravamento das denúncias, reveladas nas últimas horas, e pela formalização de pedido da Procuradoria Geral da República à Câmara dos Deputados, para julgamento de Temer pelo STF, por prática de corrupção passiva.
    
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/EU57PeDjJhA
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 20 de junho de 2017

Autorização para processar Temer: PPS tem tradição em votar a favor de investigações, afirma Jordy

    
    
Do Portal PPS
  
O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA), declarou nesta terça-feira (19) que o partido tem a tradição de cobrar e votar favoravelmente a pedidos de investigações, “desde que estas não sejam meramente graciosas”, o que parece não ser o caso que envolve o presidente da República, Michel Temer, e as delações dos executivos da JBS.
  
Jordy afirmou que consultará a bancada sobre o eventual pedido de autorização para processar Temer que pode ser apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, caso a Procuradoria Geral da República (PGR) ofereça denúncia sobre o tema ao Supremo Tribunal Federal (STF).
  
“Estas declarações minuciosas levam a crer que se trata de uma quadrilha instalada nas últimas gestões do poder central. São declarações que fulminam tanto Temer quanto o PT. O presidente atual perde a credibilidade e se vulnerabiliza ainda mais diante do quadro. Temos a tradição de pedir investigações desde que não graciosas, como é o caso agora, mas vamos consultar a bancada sobre os procedimentos”, adiantou o líder do PPS.
  
O parlamentar paraense disse que há duas saídas para o presidente da República, diante da crise política que se instalou desde que veio à tona o conteúdo da delação de Joesley Batista, incluindo o áudio gravado com o próprio presidente.
  
“Ou ele (Temer) renuncia ou enfrentará o impeachment, já que, em tese, teria ocorrido o crime de responsabilidade”, destacou.
  
Arnaldo Jordy lembrou que foi na gestão do PT, que o grupo liderado por Joesley Batista se notabilizou por alcançar benesses do governo federal, por meio do pagamento de propinas a agentes públicos.
  
“A JBS foi uma das empresas considerada cartão de visita da administração lulo-petista. Com o PT, a companhia chegou onde chegou, inclusive cooptando o PMDB”, finalizou.
    
    
Foto: Robson Gonçalves
  
    

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Janot pede a deputados aceleração em tramitação de propostas anti-corrupção

  
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) integrou uma comissão de líderes partidários que se reuniu nesta terça-feira (6), com o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, a convite deste, para tratar das propostas de combate à corrupção que tramitam na Câmara Federal.
  
Em nota divulgada, o procurador-geral esclareceu que pediu apoio aos parlamentares para aprovação do pacote contra a corrupção que está parado no Congresso e que visa a aprimorar a lei.
   
Vice-líder do PPS, Arnaldo Jordy elogiou a iniciativa do procurador, e ressaltou a importância das medidas apresentadas por procuradores, que receberam mais de 2 milhões de assinaturas: “em um momento importante para o país como esse, em que investigações como da operação Lava Jato varrem o país, precisamos fortalecer e avançar as Leis”.
   
Indefinição
  
Uma Comissão Especial, a ser instalada para elaborar um relatório sobre as propostas, ainda aguarda a indicação de membros de partidos, como PT e PMDB.
   
Entre as propostas que tramitam na Câmara, estão dez medidas sugeridas pelos procuradores, com mudanças específicas em leis penais e processuais, como a que propõe tornar crime o enriquecimento ilícito por parte de agentes públicos; o aumento de penas para crimes de corrupção, que também se tornaria hediondo e a aceleração de ações de improbidade administrativa, envolvendo desvios de recursos. Os procuradores também sugerem a criminalização do caixa 2 (doação de campanha não declarada), incluindo punição para o candidato que for beneficiário.
   
  
Por: Assessoria Parlamentar
 
  

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Jordy diz que Temer tem que afastar banda podre do PMDB

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) afirmou em discurso, no Plenário da Câmara, que o presidente interino Michel Temer precisa se livrar da banda podre do PMDB. A declaração foi após a imprensa veicular a informação da existência de um pedido de prisão da Procuradoria Geral da República contra o senador e presidente do Senado, Renan Calheiros, além do ex-presidente José Sarney, do ex-ministro e senador Romero Jucá, flagrados em gravação do delator Sérgio Machado, e do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. O pedido está sob análise do ministro Teori Zavascki, do STF.
   
“Para recuperar a credibilidade é preciso afastar esta banda pobre, que contamina o conjunto da obra”, disse Jordy, que é vice-líder do PPS.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui youtu.be/k9dy7f0JZ38
    
  
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Deputados do PPS pedem que PGR denuncie Bolsonaro por apologia à tortura

  
Os deputados federais do PPS Arnaldo Jordy (PA), Carmen Zanotto (SC) e Eliziane Gama (MA) solicitaram nesta quinta-feira (28) que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denuncie o também deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) por apologia ao crime.
  
Na representação, os parlamentares sustentam que Bolsonaro deve ser enquadrado no artigo 287 do Código Penal, após dedicar seu voto ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, durante a sessão que aprovou a admissibilidade do processo de impeachment, na Casa, contra a presidente Dilma Rousseff. Ustra cometeu graves crimes contra perseguidos políticos, principalmente o de tortura.
  
“Diante deste quadro, resta evidente que, ao reverenciar a abjeta memória de um torturador facínora e desumano, o representado praticou apologia de criminoso, conduta típica assim definida pelo Código Penal”, menciona um dos trechos da representação.
  
Jordy, Zanotto e Gama alegam que a imunidade parlamentar não protege Bolsonaro que, neste caso específico, atentou contra a democracia. Os deputados citam decisão do ministro Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em 2015, ao julgar recurso extraordinário sobre inviolabilidade civil das opiniões de parlamentares.
   
“Ora, ao reverenciar práticas de tortura ocorridas em período ditatorial, o representado, a toda evidência, afastou-se do contexto democrático, não lhe sendo lícito escudar-se em uma importante garantia para o exercício livre do mandato parlamentar para fazer apologia a um criminoso já falecido. Imunidade parlamentar não pode ser interpretada como “impunidade parlamentar””, justificam os autores da petição.
   
Apologia é crime que pode resultar em detenção, de três a seis meses, ou multa. Clique aqui e confira íntegra da representação contra Bolsonaro
  
  
Com informações do Portal PPS
  
  

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Jordy diz espera que PGR acolha pedido de afastamento de Cunha

  
  
Do Portal PPS
  
Vice-líder do PPS, o deputado Arnaldo Jordy (PA) afirmou que tem esperança de que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, acolha pedido feito por um grupo de deputados federais para que Eduardo Cunha (PMDB/RJ) seja afastado da Presidência da Câmara.

Líderes e deputados do PPS, PSDB, Rede, PSOL e PSB protocolaram nesta quarta-feira (25), no gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, documento em que defendem e apontam elementos para o afastamento do peemedebista da Presidência da Câmara. Jordy é um dos que assinaram a petição e também participou do protocolo na Procuradoria.
  
No documento, os parlamentares afirmam que Cunha tem usado o cargo para atrapalhar o andamento do processo contra ele no Conselho de Ética, onde é acusado de quebrar o decoro parlamentar ao afirmar, na CPI da Petrobras, que não tinha contas no exterior. Dias depois a Justiça da Suíça confirmou que Eduardo Cunha e parente tinham mais de R$ 20 milhões depositados no país. Os parlamentares citam ainda a demissão de diretores da Casa como exemplo de perseguições.
  
“O senhor Eduardo Cunha está, de forma acintosa, prejudicando os trabalhos na Casa que visam apurar, no Conselho, sua conduta ética. A situação no país é grave e tenho a esperança de que o PGR vai acolher nosso pedido de afastamento”, disse o deputado paraense.
    
   

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Arnaldo Jordy protocola na PGR pedido de acesso a contas de Cunha na Suíça

 
  
Do Portal PPS 

O vice-líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), protocolou na manhã desta quarta-feira (14) ofício pedindo ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cópias de todas as informações enviadas pela Justiça da Suíça referentes às contas do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).
   
Documentos enviados pelo Ministério Público suíço às autoridades brasileiras apontariam o caminho do dinheiro que foi supostamente repassado a contas bancárias atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados e familiares no país europeu. Os documentos reforçam as delações feitas por Fernando Baiano ao juiz federal Sérgio Moro.
  
Para Jordy, as informações são necessárias para impulsionar as representações na Corregedoria da Câmara e no Conselho de Ética, assinada por 46 parlamentares de vários partidos, solicitando o afastamento de Cunha da Presidência da Casa e a abertura de processo por quebra de decoro.
  
“Esses documentos são indispensáveis não só para sustentar a materialidade, bem como para fortalecer o peso da representação. O afastamento é importante não só para que Cunha possa se defender, mas também para que esta Casa não seja contaminada por essas denúncias, que são gravíssimas”, defendeu Jordy.
  
O vice-líder do PPS disse ainda que a documentação encaminhada pela Justiça suíça ao Ministério Público comprova que Eduardo Cunha mentiu quando, em depoimento espontâneo à CPI do Petrolão, declarou que não tinha nenhuma conta no exterior.
  
“Agora, ele (Cunha) não pode mais alegar perseguição e que não tem nada a ver com este esquema criminoso”, argumentou Arnaldo Jordy.
  
Foto: Robson Gonçalves

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Vice-líder do PPS pede à PGR, nesta quarta, cópias das contas de Cunha

   
Do Portal PPS

  
O vice-líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), protocolará, às 11h desta quarta-feira (14), ofício pedindo à Procuradoria-Geral da República (PGR) cópias de todas as informações enviadas pela Suíça referentes às contas do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).
   
Documentos enviados pelo Ministério Público suíço às autoridades brasileiras apontam o caminho do dinheiro supostamente repassado a contas bancárias atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados e familiares no país europeu.
  
Para Jordy, as informações são necessárias para instruir o processo de afastamento e para que a Casa tenha ciência dos detalhes sobre as denúncias envolvendo o presidente.
   
Na semana passada, o pepessista ingressou, com parlamentares de vários partidos, na Corregedoria da Câmara com pedido de investigação de Eduardo Cunha. “Esses documentos são indispensáveis para sustentar a materialidade e para fortalecer o peso da representação. O afastamento é importante não só para que Cunha possa se defender, mas também para que esta Casa não seja contaminada por essas denúncias, que são graves”, defendeu Jordy.
   
Conselho de Ética
  
O deputado Arnaldo Jordy é um dos signatários, entre os 49 parlamentares de sete partidos, da representação contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética. O documento foi entregue ao colegiado na tarde desta terça-feira (13) e pede a cassação de Cunha por quebra de decoro por seu envolvimento no escândalo da Petrobras.
  
É a primeira representação em 2015 no Conselho de Ética contra um investigado na Operação Lava Jato.
  
  

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Jordy assina nota sobre denúncia de crimes praticados por Eduardo Cunha

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), com parlamentares de diversos partidos, divulgaram nota nesta quinta-feira (20), sobre o recebimento pelo Supremo Tribunal Federal – STF, de denúncia contra o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, apresentada pela Procuradoria Geral da República – PGR.
  
EM DEFESA DA REPRESENTAÇÃO POPULAR
  
A denúncia contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, por corrupção e lavagem de dinheiro, apresentada pela Procuradoria Geral da República, é gravíssima. Com robusto conjunto probatório, ela não apenas reforça as informações sobre o envolvimento de Cunha no esquema criminoso investigado pela Operação Lava Jato, como expõe o Parlamento brasileiro e torna insustentável a sua permanência na Presidência da Casa.
  
O Ministério Público acusa Eduardo Cunha de corrupção e lavagem de dinheiro – referente ao recebimento de US$ 5 milhões de um lobista e outras milionárias transações. Apurou-se também que Cunha se utilizou de requerimentos de informação para chantagear empresários que estariam com parcelas de propina em atraso – requerimentos esses originados em seu gabinete e assinados pela então deputada Solange Almeida. 
  
A diferença da condição de um investigado em inquérito para a de um denunciado é notória. Neste caso, Cunha é formalmente acusado de ter praticado crimes. Com a denúncia do Ministério Público, a situação torna-se insustentável para o deputado, que já demonstrou utilizar o poder derivado do cargo em sua própria defesa. 
  
Exercer a Presidência da Câmara dos Deputados exige equilíbrio, postura ética e credibilidade. A responsabilidade de dirigente maior de uma das casas do Poder Legislativo é incompatível com a condição de denunciado. Em defesa do Parlamento, clamamos pelo afastamento imediato de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara dos Deputados.
  
Parlamentares do PSOL, PSB, PT, PPS, PDT, PMDB, PR, PSC, PROS, PTB.
     
Brasília, 20 de agosto de 2015