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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

PT tentou salvar Cunha para evitar impeachment, lembra Jordy

  
Em pronunciamento na tribuna da Câmara, na sessão destinada à votação do pedido de cassação do deputado Eduardo Cunha, Arnaldo Jordy declarou voto a favor da cassação de Cunha e repôs a verdade sobre quem combateu desde o início os desmandos de Eduardo Cunha na Câmara, quando este ainda "flertava" com o PT, diante da possibilidade de evitar a abertura de processo no Conselho de Ética, em troca do arquivamento dos pedidos de impeachment de Dilma Rousseff.
  
Jordy foi o primeiro a entrar com representação contra Cunha na Corregedoria da Câmara, em documento secundado por quase 40 deputados, dos quais um único do PT: Henrique Fontana (RS). E mais: o afastamento de Eduardo Cunha da Câmara foi o resultado de representação entregue ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, assinada por cinco partidos: PPS, PSOL, PSDB, PSB e Rede.

"O Partido dos Trabalhadores se recusou a assinar aquela representação, é bom que se diga, isso está nos anais da Casa", discursou Jordy, sobre a estratégia de conveniência adotada pelo PT na ocasião, na tentativa de salvar Dilma do impeachment. "Não quero acusar a todos os parlamentares do Partido dos Trabalhadores, porque alguns se insurgiram contra aquele conluio que estava em marcha, para negociar o impeachment, para savalção do senhor Eduardo Cunha", disse Jordy.

"Não tenham o cinismo de vir aqui, de forma camuflada, de forma covarde, falsificando a verdade, os fatos", completou Jordy, sobre parlamentares que "flertaram" o tempo todo com Eduardo Cunha, e agora tentam dizer que sempre se opuseram ao peemedebista.
    
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/cxEm9N45vs0
  
  
   
Por: Assessoria Parlamentar
   
    

Jordy vota pela cassação de Eduardo Cunha.

   
Em vídeo, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) fala o que a maioria dos brasileiros espera hoje da Câmara dos Deputados: o resgate de um sentimento de pátria, de brasilidade , de senso de justiça e de recomposição dos valores éticos e republicanos, ao cassar Eduardo Cunha, que, ao exercer a presidência da Casa, usou seu poder para chantagear e extorquir empresários, impor medidas provisórias de acordo com seus interesses pessoal e se proteger das acusações que pesavam contra ele.
  
“Hoje, finalmente, depois de 11 longos meses e muitas medidas procrastinatórias, vamos finalmente cassar o mandato desse delinquente compulsivo”, disse Jordy, que lembrou ter sido o primeiro parlamentar a, em nome do PPS, entrar com representação contra Eduardo Cunha na Corregedoria da Casa.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui 
https://youtu.be/FPxLpqO7Id4
   
  
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Jordy questionará "pedalada" regimental de Cunha, que segurou representação contra si

   
   
Do Portal PPS
     
O vice-líder do PPS na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA), anunciou que entrará com uma questão de ordem na Casa para questionar decisão do presidente Eduardo Cunha (PMDB/RJ) que teria driblado o regimento, ao não devolver para a Corregedoria representação movida contra si. Em vez disto, Cunha nomeou o primeiro secretário da Mesa Diretora, deputado Beto Mansur (PRB/SP), para emitir parecer sobre a ação que foi protocolada por Jordy e por outros 29 deputados federais, de sete partidos políticos, no início de outubro.
  
Os parlamentares entendem que Cunha quebrou o decoro parlamentar quando, na CPI da Petrobrás, disse que não tinha contas bancárias no exterior. Autoridades da Suíça enviaram ao Ministério Público dados que apontam que o peemedebista é titular de diversas contas naquele país. Cunha é investigado pela Procuradoria Geral da República no âmbito da operação Lava Jato.
  
Jordy argumenta que o presidente da Câmara inovou ao indicar um membro da mesa para fazer uma parecer preliminar sobre a admissibilidade da representação apresentada por ele e pelos colegas diretamente na Corregedoria da Casa.
  
“Esta é mais uma pedalada regimental do senhor Eduardo Cunha que manobra para procrastinar o processo de tramitação do pedido de cassação protocolado por nós nesta Casa”, disse o vice-líder do PPS, em entrevista a jornalistas.
  
Arnaldo Jordy se baseia no parágrafo segundo do artigo primeiro do ato da Mesa (Ato 37/2009) que regulamenta os procedimentos sobre apreciação de representações relacionadas ao decoro parlamentar.
  
Não há, segundo análise feita pelo oposicionista, qualquer previsibilidade de o presidente da Câmara nomear um relator para dar juízo de valor sobre a aptidão do pedido de quebra de decoro. “O regimento diz que ele (Cunha) deveria ter remetido, observados os requisitos regimentais e legais, a representação para a apreciação do corregedor da Câmara”, acrescentou o deputado do PPS.
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Segundo processo contra Cunha tem início na Câmara

   
Da Agência Brasil
Por Carolina Gonçalves
  
Em reunião no início da tarde de hoje (28), a Mesa Diretora da Câmara deixou a cargo do primeiro vice-presidente do colegiado, Waldir Maranhão (PP/MA), a escolha do relator do segundo processo que corre na Casa contra o presidente Eduardo Cunha (PMDB/RJ).
  
Caberá a Beto Mansur, que exerce a função de primeiro-secretário, analisar a admissibilidade do caso, que tramitará na Corregedoria da Câmara.
   
A sindicância foi pedida pelo vice-líder do PPS na Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PA), e assinada por outros 29 deputados no início do mês. Como o documento para apurar a quebra de decoro é assinado por parlamentares e não por partidos, a petição ficou dependendo de uma decisão da Mesa.
  
Com o parecer de Mansur, o grupo votará pelo início ou não da tramitação do processo na Corregedoria, que terá de dar prazo para defesa do peemedebista e poderá fazer diligências e pedir acesso a documentos, nos mesmos moldes da tramitação do Conselho de Ética.
  
Mansur afirmou que ainda não leu o processo e não tem conhecimento sobre o que o grupo alega. Segundo assessores da Mesa Diretora, o relator não tem prazo para concluir a análise, mas a expectativa é que apresente uma posição na próxima reunião da Mesa que não tem data definida.
  
Aliado de Cunha, Beto Mansur garantiu que não se sente constrangido com a missão que recebeu. “Sinto-me confortável para relatar qualquer coisa. Temos de fazer a coisa dentro da normalidade. Aqui, quando analisamos uma coisa é dentro da lei e não por sermos ou não amigos”, afirmou.