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sexta-feira, 30 de março de 2018

ARTIGO - Quem quer justiça no Brasil?

   
* Arnaldo Jordy
   
A entrevista do juiz Sérgio Moro no programa Roda Vida, da TV Cultura, nesta segunda-feira, 26, não apenas bateu recordes de audiência e de comentários nas redes sociais, como serviu para relembrar aos brasileiros a importância da operação Lava Jato e do combate à corrupção sistêmica para o país. Essa chaga é responsável por desvios que chegam a 220 bilhões por ano, dinheiro que sai dos cofres públicos para os bolsos dos corruptos. Somente as operações escandalosas perpetradas na Petrobras e desvendadas pela Lava Jato causaram prejuízo de seis bilhões aos cofres da estatal.
   
O dilema que se coloca é muito claro: temos a opção de continuar a apoiar a Lava Jato para o bem do Brasil e a recuperação da sua imagem, ou concordamos que somos tolerantes a corrupção e iremos afundar cada vez mais na barbárie, no vale-tudo, no desprezo às leis e ao Judiciário. Nesse caso, vamos passar a achar normal que um gerente da Petrobras devolva 98 milhões de dólares após ser flagrado pelas investigações, ou que uma grande empreiteira como a Odebrecht tenha um departamento estruturado apenas para pagar propina, não só no Brasil, como também no exterior, onde suas operações fora da lei já foram responsáveis pela queda de um presidente, Pedro Pablo Kuczynski, do Peru, que renunciou após escândalo de compra de votos com dinheiro da empreiteira brasileira.
   
Ao admitir sua culpa e renunciar, Kuczynski mostrou muito mais dignidade do que políticos brasileiros envolvidos até o pescoço com a corrupção, mas que insistem em fingir que são vítimas, ao invés de fazer a necessária autocrítica e deixar o caminho livre para que a justiça seja feita, pelo bem do país. 
  
É inaceitável a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal para que reveja a regra da prisão em segunda instância. É bom salientar para os desavisados que desde o Código Penal de 1941 prevalece a regra da prisão em segunda instância, que veio até 2009, quando se decidiu pela prisão em última instância, por conta do mensalão. A partir de 2016 se restabeleceu a regra original da prisão em segunda instância. É preciso lembrar que 191 dos 194 países da ONU adotaram a prisão em primeira ou segunda instância, entre eles, França e Estados Unidos, berços de democracias duradouras e estáveis. 
   
Alterar isso por um casuísmo eleitoral, para beneficiar um candidato que corre o risco de ser preso, de fato avilta o Judiciário. Infelizmente, essa pressão parte não só de fora, mas também de dentro da Corte. É também uma pressão a favor da impunidade para o andar de cima, para o criminoso de colarinho branco, que sempre se beneficiou da lentidão do grau recursal da Justiça no Brasil, onde quem tem bons advogados dificilmente vai para a cadeia.
   
Sem falar que a revisão esdrúxula dessa regra tiraria da cadeia centenas de condenados que já cumprem pena após condenação em segunda instância, também na área criminal, incluindo pedófilos e assassinos. Seria a celebração da impunidade e a volta de uma regra que permitiu a protelação de prisões de condenados até a prescrição do crime ou a chegada do criminoso a uma idade avançada, que o impede de pagar pelos seus crimes na cadeia, como vimos agora com Paulo Maluf, que, logo no começo da sua pena, ganhou direito a prisão domiciliar, por questões humanitárias, porque já tem 86 anos.
   
Concordo com o juiz Sérgio Moro quando ele diz que a mudança da jurisprudência sobre prisão em segunda instância seria um retrocesso terrível para os avanços da operação Lava Jato, responsável por 188 condenações contra 123 pessoas, que somam 1.861 anos e 20 dias de penas, em um país onde a impunidade para crimes de colarinho branco sempre foi a regra. Em janeiro deste ano, foi divulgado um balanço informando que a Lava Jato já havia condenado, na primeira instância e segunda instância, ao longo de quatro anos, no Paraná e no Rio de Janeiro, um total de 144 pessoas, a maioria delas, 113, em Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro. O quadro muda de figura quando os denunciados têm foro privilegiado e são julgados pelo STF. Das 100 pessoas incluídas em 36 denúncias da Lava Jato ao STF, nenhuma foi condenada até agora.
   
Não é a toa que a Lava Jato é aprovada pela imensa maioria dos brasileiros, grande parte dos quais está disposta a ir às ruas para defender a punição dos corruptos, em uma mudança da cultura que sempre privilegiou o jeitinho e as tentativas de se dar bem em tudo. Essa é uma conduta que precisa mudar também no cotidiano de cada um, para o bem do país. Cada um quer pergunte à sua consciência: que justiça queremos no Brasil?
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal - PPS/PA
   
  

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

ARTIGO - Lava Jato corre risco

   
* Arnaldo Jordy
   
Os brasileiros foram surpreendidos, no início desta semana, pela declaração do novo diretor da Polícia Federal, Fernando Segóvia, de que a mala com R$ 500 mil em dinheiro com a qual o ex-deputado Rocha Loures foi filmado correndo em uma rua do centro de São Paulo, entregue por um emissário do empresário Joesley Batista, por si só não representa uma prova contra o presidente Michel Temer, alvo de dois pedidos de inquérito pela Procuradoria Geral da República.
    
Para Segóvia, o inquérito foi encerrado precocemente e a conclusão pela acusação de corrupção contra o presidente não restou provada, numa crítica à Procuradoria Geral da República, que estabeleceu o prazo. O novo diretor geral da PF deu a declaração polêmica durante sua cerimônia de posse, diante do próprio Temer, que fez questão de comparecer ao ato para o qual foi convidado por Segóvia, que se disse “lisonjeado” pela sua presença. Não poderia haver momento mais inoportuno para tal declaração do novo diretor da PF, que, segundo notícias, foi indicado ao cargo por José Sarney e Eliseu Padilha, ambos investigados na Lava Jato. Se uma mala cheia de dinheiro não representa “materialidade criminosa”, fica difícil saber o que representa.
   
As declarações de Segóvia pegaram mal em um momento em que, como foi previsto, a Lava Jato atinge nomes de outros grandes partidos além do PT e enfrenta resistências abertas e declaradas dentro do parlamento. A CPI da JBS hora em curso tentou, por exemplo, convocar procuradores ligados ao ex-PGR Rodrigo Janot para depor, numa clara tentativa de desacreditar as investigações contra o presidente Temer e membros da cúpula do PMDB na Câmara e no Senado.
   
Há uma tentativa de julgar não os criminosos desmascarados pela Lava Jato, mas os responsáveis pela investigação no Ministério Público Federal. Rodrigo Janot explicou que os atos da investigação foram feitos com autorização do Supremo e realizados por policiais federais, que fizeram um trabalho de excelência na coleta de provas. A celeridade da investigação não foi um defeito, mas uma qualidade. 
   
É clara a tentativa de politizar a Lava Jato, como se fosse o interesse da investigação desacreditar este ou aquele grupo político. Quem faz isso age como se não soubesse o que fez nos verões passados. O ex-presidente Lula, em declarada campanha política à Presidência em 2018, tenta atrair a Lava Jato para o jogo, agindo como se fosse um perseguido político. Não é nada disso. O juiz Sérgio Moro faz um trabalho técnico, fundamentado em provas claras do tráfico de influência que Lula e sua sucessora, Dilma Rousseff, praticaram com as grandes empreiteiras do país, que exerciam sua influência direta nas maiores estatais brasileiras.
   
Este é um momento em que a sociedade brasileira precisa apoiar a Lava Jato. Se alguém tem dúvida da urgência desse propósito, basta observar a situação do Rio de Janeiro, classificado pelo juiz Sérgio Moro como o mais acabado modelo de corrupção sistêmica já encontrado no país. Esta semana, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, seu antecessor e mais um deputado estadual foram presos na operação “Cadeia Velha”, suspeitos de receber propinas de R$ 500 milhões de empresas de ônibus.
   
O ex-governador por dois mandatos Sérgio Cabral está preso e três vezes condenado, com sentenças que somadas alcançam 72 anos de prisão. Se condenado em todas as acusações de corrupção, lavagem de dinheiro, pertencimento a organização criminosa e evasão de divisas, as penas somadas podem chegar a até 300 anos. Esta semana, outros dois ex-governadores, Antony e Rosinha Garotinho, também foram presos, por crime eleitoral. O povo do Rio de Janeiro assiste a tudo isso perplexo, enquanto as contas públicas estão em frangalhos e o governador Pezão não consegue honrar o pagamento do funcionalismo. É isso que a corrupção é capaz de fazer com o estado brasileiro.
   
Nunca antes no Brasil figuras como Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Antônio Palocci, Geddel Vieira Lima, Eike Batista, Marcelo Odebrechet ou os irmãos Joesley e Wesley Batista cogitaram ir para a cadeia por corrupção. Por isso, é importante que a sociedade brasileira apoie a Lava Jato e exija a punição dos culpados.
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Jordy: Michel Temer e Lula têm histórias semelhantes

  
O líder do PPS na Câmara Federal, deputado Arnaldo Jordy (PA) falou sobre o grave momento por que passa a República, onde o atual presidente, Michel Temer, e o ex-presidente Lula, de forma inédita, foram denunciados por corrupção passiva, tendo este último recebido do juiz Sérgio Moro, pena de mais de 9 anos de prisão. Jordy comenta ainda a simetria dos acusados em suas defesas, onde, por exemplo, atacam a operação Lava Jato, que está passando o país a limpo, combatendo a impunidade e a corrupção.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/Ma9j0hZA4pY
  
   
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 12 de maio de 2017

ARTIGO - O Brasil é o Sérgio Moro

   
* Arnaldo Jordy
    
Em seu depoimento como denunciado em um dos cinco processos a que responde na operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a estratégia de negar tudo de que é acusado. Em mais uma tentativa de politizar o depoimento, afirmou que o que estava em julgamento era o seu "jeito de governar", para passar a ideia de que estaria sendo perseguido por agir em favor das camadas mais populares. Não é bem assim. Os governos de Lula e de sua sucessora, Dilma Rousseff, fizeram alguma distribuição de renda, por meio do programa Bolsa Família, mas também foram igualmente generosos com a banca, os agiotas internacionais, com o pagamento de juros da maior dívida pública da história. Seu jeito de governar quebrou o país e levou ao desemprego de 13 milhões de pessoas, o dado mais dramático da crise que vive hoje o Brasil.
     
A autodefesa de Lula diante do juiz Sérgio Moro, em seu depoimento em Curitiba, passa a ideia de que é perseguido porque nos 14 anos de seu projeto fez muito pela população, apesar dos escândalos de corrupção, uma ideia da qual um partido de esquerda deveria se envergonhar. A afirmação comum no anedotário político brasileiro de que há político que rouba, mas faz, sempre foi combatida pelo próprio PT, antes de chegar ao poder. Hoje, um total de 25 amigos ou aliados de Lula o denuncia à Justiça, entre eles, confidentes como o pecuarista José Carlos Bumlai e o publicitário João Santana. O ex-presidente já responde a cinco processos. Será que tudo é mentira? Ou uma conspiração, como questionou o juiz Moro?
   
O ex-presidente Lula também poderia alegar que seu "jeito de governar" deixou o país no caminho do crescimento e da justiça social, mas não foi isso que aconteceu. A dívida pública brasileira alcançou no ano passado mais de R$ 3,9 trilhões. O governo brasileiro gastou, em 2016, R$ 1,338 trilhão somente com o pagamento de juros e serviços. O desgaste começou no primeiro governo de Dilma Rousseff, quando o Brasil teve cinco trimestres consecutivos de encolhimento da economia.
   
Em 2015, o PIB brasileiro foi negativo em 3,8%, enquanto que no resto do mundo cresceu em média 4%. A inflação disparou com um "tarifaço" de energia elétrica que se seguiu à eleição de 2014. O desemprego disparou, o crédito acabou, os juros subiram, a população parou de comprar, a arrecadação caiu e o Brasil se viu na mais grave crise fiscal de sua história. A fragilidade da nossa economia acelera um processo de desindustrialização, diante da competição com países como a China, agravando a falta de empregos. Um déficit público de R$ 170 bilhões foi a herança desse período.
   
A população brasileira percebeu a gravidade da crise que se aproximava e foi às ruas em inúmeras ocasiões, pedindo o afastamento da presidente, cuja avaliação positiva despencou para apenas 8%. A crise nas contas públicas levou às "pedaladas". O governo ignorou a Lei de Responsabilidade Fiscal e editou decretos para créditos suplementares sem a autorização do Congresso. O desrespeito à lei levou ao impeachment. O Brasil, até agora, tenta superar a crise.
   
A política econômica dos governos petistas não teve norte, surfou no crescimento internacional durante o governo Lula, que fez alianças com grandes grupos econômicos, sobretudo as empreiteiras, das quais os governistas obtiveram vantagens pessoais. Lula chegou a se tornar uma espécie de garoto propaganda da Odebrecht no exterior, mas não fez qualquer reforma estrutural que garantisse sustentabilidade ao crescimento econômico, limitou-se a incentivar o consumo pela oferta de crédito e a conceder incentivos fiscais ao setor privado, numa típica bolha que estourou nos primeiros soluços de crise mundial. Enquanto outros países se recuperaram rapidamente, o Brasil ainda marca passo com as contas públicas em frangalhos.
   
E não adianta colocar a culpa no colo alheio. O atual governo precisa voltar a equilibrar as despesas e as receitas, ainda que isso não lhe renda muita popularidade. Mas o remédio amargo da racionalidade fiscal precisa ser aplicado. Apenas, não aceito que a população mais pobre e desprotegida seja a mais sacrificada, nem perca direitos que são essenciais. Aliás, é bom lembrar que o governo atual é fruto da escolha por duas vezes consecutivas das alianças feitas por Lula e Dilma.
   
Do outro lado, temos o juiz Sérgio Moro, que tenta fazer o certo, ou seja, que as leis sejam cumpridas. Ficou claro que Moro não persegue Lula, como alguns tentam fazer crer, para apresentar o ex-presidente com a imagem de vítima para uma eventual eleição em 2018. Moro é um exemplo de servidor público que faz o que tem que fazer, juntamente com o Ministério Público Federal e toda a força-tarefa da Lava Jato. Chega de tolerância com os crimes de corrupção, responsáveis por uma sangria estimada em mais de R$ 200 bilhões por ano. O juiz Sérgio Moro representa o combate à impunidade, uma causa que o Brasil tem a obrigação de abraçar e que outrora ja foi bandeira de luta de alguns que hoje estão vendo o Sol nascer quadrado. O que assistimos na tomada de depoimento de Lula por Moro, independentemente da paixões políticas, foi a afirmação do Estado democrático de direito, um ato que poderia ser rotineiro em um país que não aceita que haja alguns acima da lei, por mais poderosos que sejam. O Brasil é Moro.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Jordy diz que foi frustrada tentativa do PT de politizar interrogatório de Lula

     
Do Portal PPS
  
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), classificou como frustrada a tentativa de o PT politizar o depoimento do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao juiz Sérgio Moro.
  
Segundo a Polícia Militar do Paraná, cerca de 5 mil pessoas foram a Curitiba, nesta quarta-feira, acompanhar o interrogatório do petista que é réu em cinco ações penais. Lula ficou frente a frente com Moro para falar do apartamento tríplex, que segundo as investigações, seria fruto de um pagamento de propina ao ex-presidente.
   
“Houve uma tentativa de politização do ato, mas por outro lado, houve uma mobilização frustrada para dar solidariedade ao senhor Lula que está denunciado em vários processos. Esta tentativa de politização teve como resposta o equilíbrio, o respeito, a civilidade deste jovem juiz que hoje representa milhões de brasileiros no desejo de combater a corrupção e a impunidade”, disse Jordy.
   
Para o líder do PPS, o interrogatório de alguém que já foi um dos mais populares presidentes do país “revelou a afirmação das instituições e do processo democrático brasileiro”.
   
Para Jordy, o ato de ontem dividiu-se em dois projetos.
   
“Foram dois projetos, duas concepções de país: de um lado, alguém que representa a maior crise gerada na história do Brasil, 13 milhões de desempregados e um processo de desindustrialização do parque nacional, além de toda a corrupção que esteve sob seu governo. E por outro lado, um jovem representando a Lava Jato que está passando o Brasil a limpo”, resumiu o parlamentar paraense.
   
Arnaldo Jordy acrescentou que a Justiça, hoje, conquistou um patamar em que “ninguém está abaixo ou acima da lei”.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

sexta-feira, 5 de maio de 2017

ARTIGO - Lava Jato ameaçada

  
Arnaldo Jordy *
    
Começou a acontecer o que já se previa desde que a Operação Lava Jato mostrou-se eficiente e implacável com os crimes do colarinho branco, colocando atrás das grades políticos de prestígio, como os ex-ministros José Dirceu e Antônio Palocci, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, além de alguns dos empresários mais ricos do Brasil, com Marcelo Odebrecht e Eike Batista. Forças agem para enfraquecer a investigação e a punição aos culpados, com interferências no trabalho dos procuradores e juízes da operação, sob o pretexto de que o Sérgio Moro estaria cometendo exageros nas prisões preventivas, consideradas muito prolongadas.
  
No Supremo Tribunal Federal, cresce a pressão para libertar os presos provisórios da Lava Jato, mesmo os já condenados, para que possam recorrer em liberdade. José Dirceu, por exemplo, já condenado pelo juiz Sérgio Moro a 32 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa no âmbito da Lava Jato, tem direito a recorrer em liberdade. Mas o que justifica a prisão preventiva do ex-ministro é a sua capacidade de recorrer à prática criminosa, inclusive interferindo contra a Justiça. José Dirceu continuou a cometer os mesmo crimes depois de condenado no mensalão e após a prisão.
   
Na última terça-feira, o procurador Deltan Dallagnol divulgou nova denúncia, tornando público que o ex-ministro teria recebido R$ 2,4 milhões em propina durante a sua condenação no Mensalão. Apontado como o chefe da organização criminosa, José Dirceu teria continuado a agir no submundo da corrupção até ser preso novamente. O ministro Gilmar Mendes, no entanto, fez questão de desautorizar de forma veemente, com palavras duras, a intenção dos procuradores da Lava Jato de emitir a nova denúncia, pelo fato da iniciativa ter sido tomada no dia em que o Supremo votaria um habeas corpus em favor do ex-ministro.
   
A decisão foi tomada com maioria de três a dois na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, com votos favoráveis à soltura de José Dirceu dados pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, e votos contrários do decano Celso de Mello e do relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin. O entendimento da 2ª Turma é de que não há risco de cometimento da prática de novos delitos e que, agora, José Dirceu só poderá ser preso após a condenação em segunda instância.
   
Essa decisão era aguardada no mundo jurídico, em especial, pelos advogados dos réus, que agora, irão pedir o mesmo tratamento aos seus clientes que estão presos, e que não foram condenados em segunda instância. O primeiro efeito deste “afrouxamento” do STF já foi produzido. O ex-ministro Antônio Palocci, que recentemente havia demonstrado interesse em delatar o que sabe, depois dessa decisão, reconsiderou a questão, imaginando a possibilidade de ser solto.
   
Só não contava com a decisão tomada logo em seguida pelo ministro Edson Fachin, na última quarta-feira, que confirmou seu entendimento sobre a matéria e negou o pedido de Palocci monocraticamente. E mais, decidiu também levar o caso ao plenário da corte, para que o conjunto dos ministros do STF tome a decisão final. Com isso, existe a expectativa de que o pleno possa revisar a interpretação dada pela 2ª Turma. Não seria estranho que o encontro do ministro Gilmar Mendes com o deputado Arlindo Chinaglia, do PT, em um hotel em Portugal, em imagem que “viralizou” na Internet, estivesse produzindo seus efeitos.
   
Os jovens que, na avaliação do ministro Gilmar Mendes, fizeram uma brincadeira juvenil, desmontaram um dos maiores esquemas de corrupção do mundo, como já é reconhecido, pelos tentáculos que lançou sobre outros países da América Latina. A Lava Jato não é, de maneira alguma, brincadeira de criança. A operação precisa ser incentivada para continuar a denunciar e cobrar a punição de envolvidos. Sem desmerecer as razões de ordem jurídica que o Supremo tinha para conceder o habeas corpus, não considero que este seja o momento adequado para a soltura dos agraciados com habeas corpus, porque isso, na verdade, fragiliza a Lava Jato.
   
Da mesma maneira, também ganhou liberdade o empresário Eike Batista, metido até o pescoço na corrupção que afundou o estado do Rio de Janeiro; o pecuarista José Carlos Bumlai, que emprestou dinheiro ao PT em troca de favorecimento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e era muito próximo do ex-presidente Lula; e o ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu.
   
Não podemos esquecer, para sermos justos, que segundo o Conselho Nacional de Justiça, temos 211 mil presos provisórios no Brasil e segundo o mesmo CNJ, em torno de 30% desses presos provisórios, ao final, são absolvidos pela Justiça, o que significa mais de 60 mil presos no sistema carcerário que mereceriam o mesmo tratamento dado a José Dirceu. Esse é um desafio da Justiça brasileira.
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Lista de Fachin: Jordy reafirma seu apoio às investigações da Lava Jato

  
O líder do PPS - Partido Popular Socialista na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA) repercutiu a divulgação da lista de investigados na Lava Jato e delatados por dirigentes da Odebretch, na qual estão 8 ministros, 24 senadores e 42 deputados, dentre outros, e onde mais de 70% dos envolvidos são de partidos como o PMDB, PT e PSDB. O parlamentar reafirmou seu apoio ao juiz Sérgio Moro e ao Procurador Rodrigo Janot, citando a extrema urgência na reforma política, pois segundo ele, é inadmissível que mais de 200 bilhões de reais sejam desviados anualmente em atos de corrupção.
     
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/X2pT_WNpVbc   
   
    
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 30 de março de 2017

Combate à corrupção: Jordy comemora três anos da operação Lava Jato

  
Arnaldo Jordy (PA), líder do PPS - Partido Popular Socialista na Câmara dos Deputados, parabenizou os 3 anos da Operação Lava Jato, que está passando o país a limpo, ao combater escândalos de corrupção nos mais altos escalões do governo, e apoiada pela população, que no último domingo levou milhares de pessoas às ruas, em cidades de 22 Estados. 
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/3MsZJq1FsbM
   
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Jordy participa de manifestação em apoio à Lava Jato

  
    
As investigações da Lava Jato não podem parar. Estamos com a Justiça e o Ministério Público em defesa das Medidas contra a Corrupção. Confira mais imagens de como foi a manifestação em Belém, neste domingo (4).
   




      
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Jordy: prisão de Cunha é afirmação da democracia

  
A prisão do ex-deputado Eduardo Cunha é uma afirmação da democracia brasileira, do Poder Judiciário e todas as instituições que combatem a impunidade e a corrupção no País. A declaração é do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), que foi o primeiro a protocolar denúncia contra Eduardo Cunha.
  
"Não ficamos felizes pela prisão, mas pelo cumprimento da justiça e pela afirmação da democracia no Brasil", disse Jordy, que considera que não há mais autoridade que se possa dizer acima da lei, nem "colarinho branco" que possa escapar da Justiça. 
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/0SV7LrSnAHs
    
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

Prisão de Cunha: Brasil vive maturidade das suas instituições, diz Jordy

   
Do Portal PPS
     
O vice-líder do PPS na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA), afirmou nesta quarta-feira (19) que o Brasil vive a maturidade de suas instituições, ao comentar a prisão de Eduardo Cunha, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento no esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato.
  
Jordy foi o primeiro deputado federal a pedir que a Corregedoria da Casa investigasse a conduta de Cunha, tão logo surgiram as primeiras denúncias contra o peemedebista. O parlamentar do PPS também assinou representação entregue à Procuradoria Geral da União (PGR), onde diversos partidos pediram
  
“Esta decisão da Justiça Federal mostra que nossas instituições estão maduras e que não decidem ao sabor de quem quer que seja, por mais poderosos que sejam os interesses daqueles que não querem que a investigação avance”, disse.
  
Arnaldo Jordy disse que, em hipótese alguma, esteja comemorando a prisão do ex-presidente da Câmara.
  
“O Brasil de hoje não suporta impunidade. E torço para que venha uma eventual delação de Eduardo Cunha e que se esclareçam todos os fatos e responsáveis que participaram deste grandioso esquema de corrupção envolvendo a Petrobras”, acrescentou.
  
Uma das principais acusações contra Cunha se transformou em denúncia que tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF). Diz respeito ao recebimento de 1,3 milhão de francos suíços (R$ 5,2 milhões) para viabilizar aquisição de um campo de petróleo em Benin (África), pela Petrobras, em 2011. A propina teria abastecido contas secretas na Suíça, usadas por Cunha e por sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz que também é ré na ação.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Jordy vai ao STF pedir providências contra Cunha e o fim da impunidade

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) foi um dos parlamentares que esteve na terça-feira, 3, no Supremo Tribunal Federal, para pedir ao ministro Ricardo Lewandowski pressa nas providências contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, “esse meliante compulsivo, sobre o qual toda semana aparecem denúncias de pagamento de propina.
  
Na reportagem, Jordy também cita a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o ex-presidente Lula, e o pedido de abertura de investigação contra a presidente Dilma, o senador Aécio Neves e dezenas de outros personagens de nove partidos, quebrando a tese de que existe seletividade nas investigações da Lava Jato.
  
Para Jordy, o que está ocorrendo é uma afirmação do sistema democrático brasileiro, no qual o Brasil está sendo passado a limpo, em um o processo que exige coragem, como a que tem demonstrado o PPS. “Estamos parabenizando o procurador-geral, Rodrigo Janot, e o juiz Sérgio Moro, que representam esse país que quer vencer, que quer superar a crise, que quer denunciar a corrupção, que não quer mais a impunidade nos crimes de colarinho branco”, disse Jordy. 
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/z2-0xvRutMA
     
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 30 de março de 2016

Jordy: Medidas contra corrupção chegam para dar basta no lamaçal que toma conta do país

  
Do Portal PPS
    
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), que é vice-líder do partido na Câmara, afirmou nesta quarta-feira (30) que o pacote de medidas entregues por representantes do Ministério Público Federal ao Congresso Nacional pode ser um “basta no lamaçal que estamos assistindo”.
  
O conjunto de sugestões, que foi subscrito por mais de dois milhões de brasileiros, contém 10 medidas para prevenir, punir e recuperar dinheiro público. Várias das medidas propostas já tramitam no Legislativo e dependem de aprovação.
  
“São dez medidas para que esta Casa aprove e ajude a dar um basta neste lamaçal que constrange a sociedade e que estamos assistindo. Este pacote traz junto a voz das ruas, dizendo que o Brasil não aceita mais a corrupção e a impunidade”, disse o parlamentar do PPS.
  
Jordy lembrou dos bilhões de reais desviados apenas nos dois maiores escândalos na gestão do PT no Palácio do Planalto: o mensalão e o petrolão. Juntos, os dois casos somam quase R$ 21 bilhões.
  
Disse ainda que quase 40% dos mais de 5 mil municípios brasileiros passam por investigação envolvendo improbidade administrativa.
  
“Este é um câncer da sociedade e esperamos que estes bilhões que foram desviados da administração pública sejam recuperados e investidos em politicas públicas”, acrescentou o parlamentar.
   
  

quarta-feira, 16 de março de 2016

Jordy: Lula usa Casa Civil para se refugiar da Justiça

 
  
Do Portal PPS
  
Para o vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser o novo ministro-chefe da Casa Civil serve apenas como manobra para tentar driblar as investigações que há contra ele na esfera comum da Justiça brasileira.

“É lamentável, é dantesca esta situação vivida no Brasil. Um ex-presidente da República agora se refugia da Justiça, ao se abrigar na Casa Civil. Aliás, esta pasta, pelo histórico, já teve como titulares nomes como Antônio Palocci, José Dirceu e Erenice Guerra. Um deles está preso e os outros estão sendo investigados, ou seja, estão na fila para serem condenados, assim como Lula”, lembrou Jordy.

O deputado do PPS acredita que o resultado pode não ser o esperado por Lula, PT e por Dilma, que tentam tirar o ex-presidente da mira do juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da operação Lava Jato, no âmbito da Justiça Federal. Ministros de Estado só podem ser processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Esta nomeação de Lula não ameniza sua situação. É cada vez mais constrangedora sua situação e as evidências, agora com a delação do senador Delcídio do Amaral, as implicações são grandes. E não creio que o Supremo Tribunal Federal vá negligenciar naquilo que vá fazer. E acho que vá faltar ministério para tanta gente no PT que está enrolada na justiça com corrupção”, acrescentou o deputado paraense.

Contra Lula há um pedido de prisão, elaborado pelo Ministério Público de São Paulo, mas que foi remetido para Curitiba e que deveria ser analisado por Sérgio Moro. Com a ida de Lula para o ministério de Dilma, o caso deve ser enviado para o STF.
  
  
Foto: Robson Gonçalves