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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Comissão aprova projeto que prevê consulta vinculante para licenciamentos ambientais

      
A Comissão Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou nesta terça-feira (13), Projeto de Lei Complementar (PLP 404/14), do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), que estabelece o direito de Estados, municípios e Distrito Federal de manifestar-se de forma vinculante sobre o licenciamento ambiental, quando os impactos socioambientais de obras afetarem seus territórios. 
   
Atualmente, a competência para promover o licenciamento ambiental é regulamentada pela Lei Complementar 140/11. Essa lei define que cabe a um único ente federativo, - o governo federal -, licenciar atividades ou empreendimentos que coloquem em risco os recursos ambientais. A Lei permite que outros entes se manifestem a respeito, no entanto, em caráter não vinculante. 
   
De acordo com Jordy, o caráter não vinculante da consulta diminui o poder de barganha dos demais interessados no licenciamento. O deputado cita a construção da usina de Belo Monte, obra licenciada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que envolvia interesses de municípios como Altamira, Vitória do Xingu e Brasil Novo, além do governo do Pará. A competência concentrada na União impediu que a licença ambiental fosse discutida de forma ampla e que várias tragédias socioambientais causadas pela obra pudessem ser evitadas, de acordo com o parlamentar. 
   
A proposta também estende a consulta nos casos de concessão da licença prévia - etapa inicial do licenciamento ambiental referente à fase de planejamento - a matérias de competência da União, como em obras realizadas em dois ou mais Estados, área de fronteira, mar territorial, plataforma continental, zona econômica exclusiva e terras indígenas. 
    
A proposição foi relatada pelo deputado Roberto Balestra (PP/GO) e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e em caso de aprovação, será encaminhada para apreciação do plenário da Câmara.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Comissão aprova projeto para redistribuição e maior controle dos recursos no esporte

    
O colegiado da Comissão do Esporte aprovou, nesta quarta-feira (05), Projeto de Lei que redistribui recursos das lotéricas federais para o esporte nacional (PL 6718/16). A proposta, de autoria dos deputados Arnaldo Jordy (PPS/PA), César Halum (PRB/TO), Evandro Roman (PSD/PR) e outros parlamentares, altera a Lei Pelé (9.615/98).
   
Hoje, 2,7% da arrecadação bruta das loterias, cerca de R$ 800 milhões, são destinados ao esporte. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) fica com 63% desse valor, enquanto o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) recebe 37%.
    
O projeto reduz os percentuais do COB e do CPB para garantir 20% dos recursos à Confederação Brasileira de Desporto Escolar e 10% à Confederação Brasileira de Desporto Universitário, além de estabelecer um limite máximo de 20% dos recursos para custeio de despesas administrativas de cada uma das quatro instituições beneficiadas.
    
Em 2015 o COB utilizou R$ 36 milhões (14% do montante repassado ao Comitê) para gerir suas atividades administrativas, bem mais que o dobro do valor repassado às 29 Confederações.
   
Para Arnaldo Jordy, “busca-se com esta proposta, uma melhor redistribuição dos recursos públicos para as 29 confederações, impondo uma governança e um controle social mais rígido, de modo que os atletas, os principais interessados, sejam efetivamente alcançados, bem como o desporto educacional”.
    
Segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), o Brasil investiu R$ 7,7 bilhões no esporte de alto rendimento entre 2010 e 2014 e apenas R$ 500 milhões no desporto educacional no mesmo período.
   
Escolas sem esporte
   
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2014 apenas 43% das escolas das escolas do ensino básico da rede pública e privada, dispunham de quadras esportivas. 
     
Já a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar de 2015 revelou que 24,2% dos estudantes entre 13 e 17 anos não praticavam nenhuma aula de educação física, enquanto 64,8% dos alunos participavam de apenas uma aula de educação física por semana.
    
Tramitação
    
A proposta aprovada na Comissão do Esporte nesta quarta-feira será enviada para análise das Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
Com informações da Agência Câmara
    
    

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

ARTIGO - Energia: desrespeito ao consumidor

   
* Arnaldo Jordy 
     
Este ano se comemoram os 28 anos da sanção do Código de Defesa do Consumidor (CDC), lei que ajudou a conscientizar o cidadão sobre os seus direitos em qualquer relação de consumo, sejam bens ou serviços. Infelizmente, no caso dos serviços públicos ou de suas concessões à iniciativa privada, ainda falta muito para que o CDC seja aplicado, especialmente no que se refere ao respeito que merece o cidadão, situação que muita gente desconhece, tão acostumados que estão a receber serviços públicos ruins, tais como transporte público, abastecimento de água e saúde pública.
  
Mas, no caso da energia elétrica, a privatização e as sucessivas transferências dentro da iniciativa privada são motivos para que o consumidor anseie a tão propalada eficiência que a Celpa não tinha quando era uma empresa pública do governo do Estado e não tinha condições de aumentar seu investimento. A gestão mais eficiente da iniciativa privada era tida como uma das vantagens da privatização.
    
Entre as surpresas desagradáveis que o consumidor teve na pós-privatização está o preço das tarifas. O mais recente estudo do Dieese, publicado em agosto do ano passado, mostra que o reajuste acumulado para o consumidor residencial do Pará desde 1998, quando a Celpa foi privatizada, chega a 550%, enquanto que a inflação para este mesmo período de 20 anos desde o leilão, a serem completados este ano, medida pelo INPC do IBGE, é de 239%.
   
A disparada se deu em 19 reajustes seguidos autorizados pela Aneel e muitos percalços no caminho, como o seguro apagão do governo FHC, que foi cobrado anualmente até 2005; o reajuste da alíquota do ICMS sobre a energia elétrica, em 2001, que aumentou a tarifa em 27,48% para o consumidor residencial; e ‘tarifaços’ em 2003 (26,38%), 2008 (19,23%) e 2014 (34,34%), no governo Dilma, para coroar uma gestão desastrosa do setor elétrico; além do sistema de bandeiras tarifárias, que permitem o aumento do preço da energia a partir de um gatilho acionado pela falta de chuvas no país e que penaliza todos os consumidores, mas sobretudo os dos Estados produtores, que abastecem de energia o país de energia gerada pelas hidrelétricas e não deveriam ter esse custo adicional.
    
Todos estes reajustes pesaram mais sobre o consumidor residencial, já que o consumidor industrial usufrui de subsídios e também pode repassar parte dos seus custos para o consumidor. Mesmo assim, o reajuste acumulado para o setor industrial é de 402,79% desde a privatização, segundo o Dieese. A tudo isso se soma o desrespeito com que o consumidor paraense é tratado. Em 2014, já sob o controle da Equatorial, após ter sido vendida pela Rede pelo preço simbólico de 1 real, logo após o primeiro ano, teve um faturamento de mais de R$ 400 milhões.
   
Houve uma disparada de reclamações contra a Celpa no Procon do Pará, com quase 52% de todas as queixas direcionadas à concessionária de energia, superando as telefônicas. As causas eram cortes indevidos e cobranças exorbitantes para o mesmo padrão de consumo. Muitas vezes, o consumidor era ludibriado e induzido a reconhecer esses débitos. Recentemente, o Ministério Público Federal divulgou que houve mais de 5 mil reclamações por cobranças indevidas contra a concessionária no período nos últimos dois anos, e recomendou que a Aneel intensificasse as fiscalizações sobre a empresa.
  
Em 2014, fiz uma audiência pela Câmara dos Deputados no Centur, cujo auditório ficou lotado de pessoas com reclamações contra a concessionária, em um clima de revolta que continua até hoje. Também levei consumidores ao Ministério Público do Estado do Pará para que tomasse providências. Termos de Ajuste de Conduta foram assinados pela empresa, que criou mecanismos para que as reclamações não chegassem mais em peso ao Procon, mas o desrespeito com o consumidor continuou nas cobranças exorbitantes e nos cortes abusivos.
    
O artigo 22 do CDC assegura que os serviços públicos devem ser adequados, eficientes e seguros. Os serviços essenciais e contínuos, como água e luz, são abrangidos também pelo artigo 42, parágrafo único, que admite restituição em dobro das cobranças indevida. Os artigos 6 e 14 do CDC tratam do direito à reparação integral dos danos causados.
   
O paraense tem motivos para se considerar injustiça por pagar uma das tarifas mais altas do mundo, já que está entre os maiores produtores de energia do País: 17 milhões de quilowatts de Tucuruí, Belo Monte e outras. É o Estado que mais exporta energia, mas consome apenas 14% do que produz. Os 86% restantes abastecem outras unidades da federação, sem que o Estado receba um centavo de impostos, pois a cobrança do ICMS se dá no consumo. Para completar a tragédia, ainda temos 2 milhões de paraenses sem acesso a energia firme e de qualidade. Onde estão os investimentos obrigatórios pela concessionária? Em vez disso, o consumidor ainda tem que suportar a propaganda enganosa feita pela concessionária, que continua sugando de forma ilegal, exorbitante e arbitrária o consumidor paraense. O Ministério Público e as autoridades deveriam impedir essa tentativa de ludibriar o consumidor.
   
Por estes motivos, apresentei em 2015 o Projeto de Lei 1.524, para excluir do rateio da bandeira vermelha os Estados que consomem menos de 50% da energia hidrelétrica produzida em seus territórios, para livrar os consumidores paraenses de mais essa cobrança. Mas a melhor iniciativa contra o desrespeito da concessionária de energia é a busca de informação e a mobilização da sociedade, que deve fazer valer os seus direitos por um serviço público de qualidade, eficiente e que não vise somente o lucro a qualquer preço, principalmente quando esse preço é o sacrifício da população.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
    
  

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Jordy quer estudo de impacto socioeconômico para concessão de financiamento público acima de R$ 5 mi

      
  
Do Portal PPS
   
Projeto de Lei, de autoria do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), propõe que os empreendimentos, cujo valor financiamento público supere os R$ 5 milhões, tenham que apresentar um Estudo de Impacto Socioeconômico (EIS) e uma Proposta de Medidas de Impacto Socioeconômico (PMIS).
  
A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (23) na Câmara e foca empresas que queiram obter empréstimos de bancos públicos federais.
  
De acordo com o texto apresentado, os interessados nos financiamentos deverão fazer detalhado diagnóstico socioeconômico da área de influência do projeto com a completa descrição e análise dos recursos empregados e seus impactos. Condições de vida da população local, indicadores sociais e criação de novos postos são apenas alguns dos aspectos que terão que constar nestes estudos.
  
“Esperamos, com isso, que os recursos públicos sejam utilizados levando em conta sua função social. Acreditamos ser essencial que os projetos de investimento financiados com recursos públicos devam levar em consideração o impacto social que trarão para a comunidade circunvizinha, para os trabalhadores envolvidos no projeto e para a sociedade de uma maneira geral”, justifica o deputado do PPS.
  
Arnaldo Jordy ressalta que apesar de algumas instituições financeiras já exigirem tais contrapartidas é necessário que haja uma lei para uniformizar as regras.
  
“Diante da nítida escassez de recursos, a equidade, a transparência e a eficiência na alocação dos recursos públicos é uma necessidade que se impõe. Dessa forma é um grande desafio para todos os que estão envolvidos na gestão pública”, acrescentou o parlamentar.
  
   
Foto: Robson Gonçalves
   
  

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Meio Ambiente aprova projeto de Jordy que estabelece Plano de Ação de Emergência para barragens

  
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Federal, aprovou nesta quarta-feira (5), o Projeto de Lei 3775/15, do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), que determina a elaboração de Plano de Ação de Emergência (PAE) para todas as barragens construídas no País. O texto estabelece também o conteúdo mínimo do PAE.
   
A proposta recebeu parecer favorável do relator, deputado Roberto Balestra (PP/GO). O texto altera a Lei da Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334/10). Atualmente, a norma só exige a elaboração do PAE quando for constatado dano potencial em termos econômicos, sociais, ambientais ou de perda de vidas humanas.
   
O objetivo da mudança, segundo o deputado Arnaldo Jordy, é evitar tragédias como a que aconteceu em Mariana (MG), em 2015, quando o rompimento da barragem Fundão, da mineradora Samarco, provocou a morte de mais de 20 pessoas da comunidade de Bento Rodrigues, a 35 quilômetros do município mineiro. O rompimento também provocou danos irreparáveis rio Doce (entre MG e ES) e no litoral do Espírito Santo.
   
“O prejuízo poderia ser significativamente menor se houvesse um plano mais adequado para as providências a serem tomadas em caso de incidente de emergência”, afirmou Jordy.
   
A principal mudança é a determinação para que a fiscalização das barragens, a ser feita por órgão ambiental, também se concentre na avaliação de indicadores que comprovem a segurança da estrutura, conforme definido em regulamento. Atualmente, a vistoria é apenas documental. Ou seja, analisa os documentos entregues pelo responsável pela barragem.
   
Características do PAE
   
O texto aprovado estabelece que o órgão fiscalizador determinará a elaboração de um PAE para todas as barragens, independentemente da classificação de risco dessas construções.
   
O plano deverá conter todas as ações a serem executadas pelo empreendedor da barragem em caso de acidente, bem como identificar os agentes a serem notificados imediatamente a cada ocorrência.
   
O texto traz ainda outros pontos importantes. Primeiro, em caso de emergência, será criada uma “Sala de Situação”, que centralizará as ações a serem desenvolvidas e a comunicação com a sociedade, com participação de representantes do empreendimento, da defesa civil, dos órgãos fiscalizadores da atividade e do meio ambiente, dos sindicatos dos trabalhadores e dos municípios afetados.
   
Depois, exige a implantação de sirene de alerta nas comunidades que podem ser afetadas pelo rompimento da barragem e a realização periódica de exercícios simulados com essas comunidades.
   
O substitutivo determina ainda que o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (Snisb), gerenciado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), seja integrado ao Sistema Nacional de Informações e Monitoramento de Desastres (Sinide), que integra a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, e ao Sistema Nacional de Informações sobre Meio Ambiente (Sinima), este último gerenciado pelo Ministério do Meio Ambiente.
     
Tramitação
     
Já aprovado pela Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia, antes de ir ao Plenário, o PL 3775 será analisado ainda pelas comissões de Minas e Energia e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
  
Confira a íntegra da proposta:
http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=2056823
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 25 de abril de 2017

Arnaldo Jordy: Senado corre contra o tempo para intimidar a Lava Jato

  
   
Do Portal PPS
  
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), demonstrou nesta terça-feira (25) preocupação com o avanço do projeto, no Senado Federal, que trata do abuso de autoridade. Após um pedido de vista, a matéria pode voltar à pauta e ser votada esta semana.
   
Para membros do Judiciário e do Ministério Público, o relatório do senador Roberto Requião (PMDB/PR) constitui verdadeira vingança contra a força-tarefa que investiga o esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato.
  
“Com exceções de pouquíssimos partidos, entre eles o PPS, as demais forças políticas no Senado correm contra o tempo para tentar impor um freio e, assim, intimidar a Lava Jato, ao articularem a “toque de caixa” a aprovação do projeto sobre abuso de autoridade”, disse Jordy.
   
O relatório de Requião é o único item da pauta da CCJ. O texto que ele apresentará é um substitutivo a um projeto, originalmente, apresentado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que é investigado no âmbito da Lava Jato e réu no Supremo Tribunal Federal por desvio de dinheiro público. O peemedebista também é alvo de uma dezena de inquéritos na Corte.
   
Limitações
     
Arnaldo Jordy também classificou como estranhas as manifestações de promotores e procuradores que defenderam a aprovação de resolução do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) que poderia prejudicar os trabalhos da Lava Jato.
   
A proposta limita o número de procuradores que uma unidade do Ministério Público pode ceder para uma investigação de outra unidade. A força-tarefa da Lava Jato conta com especialistas do Ministério Público de todo o país.
   
“Esta resolução causa muita estranheza, já que parece haver a articulação de “forças ocultas” que veem nesta resolução uma alternativa para afetar o andamento dos trabalhos da operação que é referência mundial na investigação de crimes de corrupção envolvendo altas autoridades”, disse o líder do PPS.
   
A tramitação da resolução está suspensa temporariamente, após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir vista para analisar melhor a matéria.
   
A resolução fixaria em 10% a quantidade de procuradores que uma unidade do MP poderia ceder. Quando Janot pediu vista, a votação estava em 8 a 1 a favor do texto. O total de conselheiros que votam é 10.
  

quarta-feira, 19 de abril de 2017

PPS ajuda a aprovar projeto que socorre estados endividados

    
Do Portal PPS
     
A bancada do PPS na Câmara dos Deputados ajudou a aprovar, na noite desta terça-feira (18), o texto principal do Projeto de Lei Complementar (PLP) 343/17, que propõe um regime de recuperação para estados endividados em situação de calamidade fiscal. A proposta prevê, por exemplo, uma carência de três anos no pagamento das parcelas da dívida em troca de contrapartidas como a elevação de alíquotas de contribuição social de servidores, redução de incentivos tributários e privatizações.
   
Para o líder do PPS, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), a aprovação do projeto dá um novo fôlego para estados que estão em calamidade financeira ao permitir que os serviços públicos tenham continuidade, que os servidores voltem a receber seus salários em dia e que os estados recuperem sua capacidade de investimento. No entanto, o partido ainda quer aperfeiçoar a proposta durante a votação dos destaques nesta quarta-feira (19).
  
“Ainda vamos tentar aprovar um destaque para incluir no texto uma emenda que permite que os estados que fizeram o dever de casa tenham um bônus e possam renegociar suas dívidas com condições mais favoráveis. Assim, eles poderão entrar no regime de recuperação sem a contrapartida que é exigida aos estados devedores. Afinal, os que conseguiram cumprir com a responsabilidade fiscal não podem pagar solidariamente pela irresponsabilidade daqueles que desviaram dinheiro público em troca até de anel de 800 mil reais para a esposa”, afirmou Jordy, ao se referir ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que hoje está preso. A mulher dele ganhou o “mino” de presente de um empreiteiro que, em troca de favorecimentos em obras no estado, pagava propina a quadrilha chefiada pelo ex-governador.
  
Mais sobre o projeto
  
Entre as mudanças previstas no substitutivo aprovado está a que permite a assinatura de convênios para a prestação de serviços essenciais e para assistência social a pessoas com deficiência, idosos, mulheres e jovens em situação de risco enquanto durar o período da recuperação fiscal. Também foi alterado de 20% para 10% ao ano o percentual de redução das renúncias tributárias instituídas por lei estadual, exigida dos participantes do regime.
  
No caso da proibição de gastos com publicidade durante a recuperação, o substitutivo aprovado nesta terça-feira ampliou o rol das exceções ao incluir aquelas para educação no trânsito e outras de “demonstrada utilidade pública”. Também poderá haver despesas com publicidade relacionada às áreas de saúde e segurança.
  
O projeto permite ainda a celebração de convênios com organizações sociais (OSCs) que impliquem redução de despesa durante a vigência da recuperação fiscal. (Com informações da Agência Câmara de Notícias)
  
  
Foto: J Batista/Câmara dos Deputados
   
  

sexta-feira, 24 de março de 2017

Arnaldo Jordy critica projeto de terceirização aprovado na Câmara

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) afirma que votou contra o projeto de terceirização por acreditar que a aprovação do texto causará mais precarização nas relações de trabalho. "É um retrocesso na proteção dos direitos dos trabalhadores", declarou o parlamentar. 
   
Confira as demais razões no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/PsE59lpM2oY
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Jordy rechaça suposta manobra para ressuscitar anistia ao caixa 2

  
  
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), rechaçou a suposta manobra para que a projeto de que prevê perdão ao caixa 2 de campanha volte à pauta de votação do plenário da Câmara. Para ele, a proposta, se concretizada, é mais um desgaste à imagem da Casa. Ele avisou que a bancada do partido tem posição firme contra o projeto de anistiar doações ilegais.
  
“Nos parece, que é apenas especulação. Mas caso seja levada adiante, será uma desfaçatez, porque vai de encontro ao que pensa a sociedade brasileira. Já houve uma tentativa absurda e despropositada de anistiar políticos que praticaram esse tipo de crime, mas estamos atentos contra qualquer manobra”, afirmou Jordy.
   
Matéria publicada no jornal “O Estado de S. Paulo” (veja aqui) revela que líderes da base aliada estariam articulando um novo projeto de lei para garantir anistia ao crime de caixa 2, em resposta às novas investigações da Operação Lava Jato que apontam suposto envolvimento de parlamentares em atos de corrupção.
  
“O perdão ao crime de caixa 2 deve ser sepultado de vez pelo Parlamento brasileiro”, finalizou o líder do PPS.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Jordy comemora aprovação de projeto que evita o sacrifício de animais

    
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) apoia a aprovação do projeto que proíbe o sacrifício de animais saudáveis em centros de zoonoses, aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados. Uma boa notícia para os defensores dos animais.
   
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/e6dtxYxTegs 
  
    
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Jordy propõe aperfeiçoamento de projeto sobre autonomia dos partidos políticos


  
De acordo com o Líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy, o PPS é a a favor de que os partidos tenham responsabilidade e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) puna os partidos que não cumprem a lei, mas o partido não aceita que por um erro ou omissão de um dirigente partidário, que não prestou contas, todos os filiados sejam penalizados.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/Ht7F98t0r6M


  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

Jordy propõe aperfeiçoar projeto sobre autonomia dos partidos políticos

  
  
Do Portal PPS
  
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), elaborou duas emendas para tentar aperfeiçoar o Projeto de Lei 4424/2016, que trata da autonomia política dos partidos políticos. A urgência à matéria foi aprovada na noite desta terça-feira (7) pelo plenário da Casa.
  
Uma das mudanças sugeridas pelo parlamentar prevê multa para o dirigente partidário que deixar de prestar contas da legenda, conforme prevê a legislação eleitoral.
  
Jordy apresentou a emenda como alternativa ao projeto original que pune toda a agremiação, o que acaba prejudicando filiados que nada têm a ver com questões administrativas do partido.
  
A apresentação do projeto em tramitação na Câmara ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovar resolução que disciplina a criação, organização, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos. Com a aprovação da citada resolução a Justiça Eleitoral promoveu diversas alterações no funcionamento dos entes partidários.
  
Os defensores do PL 4424 afirmam que o TSE exorbitou das suas prerrogativas, ao criar, por exemplo, a sanção de “suspensão do registro de órgão partidário” quando o mesmo tiver contas julgadas como não prestadas.
  
A outra emenda que será apresentada pelo líder do PPS, em plenário restitui, no projeto em pauta, a prerrogativa de o Tribunal Superior Eleitoral expedir instruções para a “fiel execução” da Lei dos partidos políticos.
  
Jordy defende que a apreciação da matéria, iniciada na última segunda-feira (6), seja feita com total transparência e ampla discussão.
  
   
Foto: Robson Gonçalves
   
  

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

PPS propõe aperfeiçoar projeto sobre autonomia dos partidos políticos

  
    
Do Portal PPS
  
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), elaborou duas emendas para tentar aperfeiçoar o Projeto de Lei 4424/2016, que trata da autonomia política dos partidos políticos. A urgência à matéria foi aprovada na noite desta terça-feira (7) pelo plenário da Casa.
  
Uma das mudanças sugeridas pelo parlamentar prevê multa para o dirigente partidário que deixar de prestar contas da legenda, conforme prevê a legislação eleitoral.
  
Jordy apresentou a emenda como alternativa ao projeto original que pune toda a agremiação, o que acaba prejudicando filiados que nada têm a ver com questões administrativas do partido.
  
A apresentação do projeto em tramitação na Câmara ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovar resolução que disciplina a criação, organização, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos. Com a aprovação da citada resolução a Justiça Eleitoral promoveu diversas alterações no funcionamento dos entes partidários.
  
Os defensores do PL 4424 afirmam que o TSE exorbitou das suas prerrogativas, ao criar, por exemplo, a sanção de “suspensão do registro de órgão partidário” quando o mesmo tiver contas julgadas como não prestadas.
  
A outra emenda que será apresentada pelo líder do PPS, em plenário restitui, no projeto em pauta, a prerrogativa de o Tribunal Superior Eleitoral expedir instruções para a “fiel execução” da Lei dos partidos políticos.
  
Jordy defende que a apreciação da matéria, iniciada na última segunda-feira (6), seja feita com total transparência e ampla discussão.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ARTIGO - Foro privilegiado precisa acabar

   
  
* Arnaldo Jordy
   
O Senado Federal está prestes a apreciar Projeto de Emenda Constitucional que põe fim ao foro privilegiado de políticos e autoridades nas infrações penais comuns. Infelizmente, a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que apreciaria a matéria, na quarta-feira, 16, foi adiada por falta de quórum, a despeito da importância do tema, que mobiliza a sociedade em um esforço contra a impunidade.
   
Apesar de ter-se transformado em um instrumento de privilégios, o foro privilegiado, conceitualmente foi criado com o objetivo de evitar que autoridades fossem beneficiadas ou prejudicadas por decisões políticas, exaradas por juiz singular, imaginando que o magistrado em início de carreira, numa cidade do interior, poderia ter dificuldade para contrariar a estrutura de poder local ou, no sentido contrário, aquele que desafiasse o “status quo”, poderia ser vítima de uma armação que envolvesse juiz, promotor e delegado. Este instituto no entanto, virou instrumento de manobra pelas defesas dos acusados de crimes, que o utilizam para procrastinar as decisões judiciais.
   
Esta semana, o jornal “Folha de S. Paulo” publicou um levantamento informando que casos de foro privilegiado em julgamento no Supremo Tribunal se arrastam por até 18 anos. Nos últimos 10 anos (2005 a 2015), uma de cada três ações contra parlamentares no STF foi arquivada, ou seja, em 33% dos casos o Estado perdeu a obrigação de punir os acusados. Entre os casos mais notórios estão o do deputado Paulo Maluf, o senador Jader Barbalho e a senadora Marta Suplicy.
   
De acordo com o levantamento, são 84 ações contra 53 deputados e senadores hoje em andamento no Supremo. A maioria tramita há mais de sete anos, sem um desfecho. Quando um cidadão que tem ações contra si na Justiça comum obtém um cargo eletivo, ou se torna ministro, o caso é imediatamente remetido ao Supremo. Quando ele perde o cargo ou deixa o ministério, o caso volta à esfera comum, retornando à estaca zero. Este é o segredo da procrastinação.
   
Se a Justiça comum julgasse todos estes casos, a sentença seria mais rápida. Na Lava Jato, 22 processos receberam sentença do juiz Sergio Moro com tempo médio de um ano e seis meses!
   
Aliás, tratando-se de Lava Jato, em dois anos e sete meses, Sérgio Moro já proferiu 118 condenações. Juntas, somam 1.256 anos, 6 meses e 1 dia de prisão. Isso é muito mais do que 25 anos do STF, que não chegou neste período a 10 condenações.
   
Ao todo, tramitam onze Propostas de Emenda à Constituição que tratam do fim do foro privilegiado. Uma delas foi apresentada pela bancada do PPS, através do líder Rubens Bueno, por considerar o foro privilegiado uma patologia jurídica, que só tem protegido os poderosos de colarinho branco.
   
No Brasil, tem foro privilegiado, para as ações penais, o presidente da República, os ministros (civis e militares), todos os parlamentares, prefeitos, integrantes do poder judiciário, do Tribunal de Contas da União (TCU) e todos os membros do Ministério Público. São cerca de 20 mil pessoas. É um exagero.
   
O presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Roberto Carvalho Veloso, por exemplo, considera o foro um instrumento para a impunidade. Além disso, lembra que a Corte constitucional não é o lugar mais adequado para o julgamento desse tipo de ação. O tempo médio para julgamentos do STF é de 1.396 dias, de acordo com o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), João Ricardo dos Santos Costa, que defende a instrução e o julgamento para crimes comuns em primeira instância.
   
Um de seus mais veementes opositores tem sido o ministro Luiz Roberto Barroso que recentemente declarou a imprensa: “Foro por prerrogativa de função é um desastre para o país, minha posição é extremamente contra. É um péssimo modelo brasileiro e estimula fraude de jurisdição, na qual, quando nós julgamos, o sujeito renuncia, ou quando o processo avança, ele se candidata e muda a jurisdição. O sistema é feito para não funcionar”.
   
Fica aqui o nosso voto de que o Congresso ajude a Lava Jato a iniciar uma nova era, de menos impunidade e de Justiça mais efetiva, dando um passo largo contra a lentidão e a procrastinação, mudando a legislação que garante a tantos um tratamento desigual no Judiciário.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS
  
  

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

PPS apóia o fim do foro privilegiado

 
Em vídeo, o deputado Arnaldo Jordy (PA) explica a posição do PPS pelo fim do foro privilegiado, este instrumento que tem servido para atrasar a ação da Justiça e garantir a impunidade de poderosos.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/4ZTWfyatDjo
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

Jordy diz que foro privilegiado é “patologia jurídica”

  
Do Portal PPS  
     
O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), disse nesta quarta-feira (16) que o PPS apoia a aprovação do fim do foro privilegiado, já que esta prerrogativa dada a algumas autoridades de só serem julgadas em instâncias superiores da Justiça representa uma “patologia jurídica”.

Propostas que acabam com o foro especial estão sendo apreciadas paralelamente pelas comissões de Constituição e Justiça do Senado e da Câmara dos Deputados.
  
Jordy estima que mais de 20.000 pessoas detenham o foro privilegiado no Brasil. “O PPS apoia o fim desta excrescência, desta patologia jurídica que é o foro privilegiado. É lamentável que em 33% dos casos envolvendo estas autoridades, o Estado perdeu a capacidade de julgar e punir os criminosos”, justificou o deputado do PPS.
   
Na opinião do parlamentar, são muitos os que têm foro privilegiado e que têm usado a prerrogativa para ficar impunes após o cometimento de delitos. Arnaldo Jordy citou Proposta de Emenda à Constituição, de autoria do líder Rubens Bueno (PPS/PR), que extingue o foro privilegiado. A matéria está na CCJ da Câmara.
  
Levantamento elaborado pela “Folha de S.Paulo” mostra que há casos de foro privilegiado que se arrastam por até 18 anos.
  

Foto: Robson Gonçalves
  
  

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Escalpelamento: Câmara aprova proibição de registro de barco sem proteção de motor

    
Da Agência Câmara
Por Janary Júnior
  
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara Federal aprovou, nesta terça-feira (20), projeto de lei que impede a inscrição ou o registro de embarcação que não possua proteção no motor, eixo ou partes móveis.
   
A proposta  de  autoria (PL 5818/13), do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), altera a Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (Lei 9.537/97). Ela já havia sido aprovada, também de forma conclusiva, pela Comissão de Viação e Transportes e agora seguirá para apreciação do Senado.
  
O objetivo do projeto, segundo o relator na CCJ, deputado Rocha (PSDB/AC), é impedir os acidentes que ficaram conhecidos como “escalpelamento” – quando os cabelos se enroscam no eixo exposto do motor de pequenas embarcações, provocando o arrancamento brusco do couro cabeludo.
    
“Esse projeto certamente auxiliará, de forma definitiva, na redução ou eliminação desse terrível pesadelo que assombra as populações ribeirinhas”, disse Rocha.
    
Ajuste na legislação
    
Para o autor do projeto aprovado nesta terça pela CCJ, Arnaldo Jordy, "é preciso fazer uma melhoria na atual legislação, para proibir barcos e navios de obterem o registro ou a inscrição nas capitanias de portos se não tiverem a tampa protetora".
  
O parlamentar paraense também chama a atenção para os custos gerados ao já sobrecarregado sistema público de saúde, que arca com a falta de cuidado dos construtores, muitos dos quais artesanais e igualmente moradores das margens dos rios. “É inaceitável que fatos como o escalpelamento ainda aconteçam. De modo que o projeto apresentado e aprovado, possa extinguir para sempre este triste acidente, que causa danos e sofrimentos não apenas às vítimas, mas a todo grupo familiar”, completou. 
  
Fiscalização
  
A proposta permite também à autoridade marítima delegar aos municípios a fiscalização das embarcações, bem como a aplicação de multas em caso de descumprimento da exigência de trafegar com a proteção do motor.
  
O texto modifica ainda a Lei 10.233/01 para proibir a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) de autorizar a prestação de serviços de transporte de passageiros por empresas cujas embarcações não possuam proteção de motor, eixo ou partes móveis.
   
Confira a íntegra da proposta: PL-5818/2013
   
  

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Jordy diz que consulta obrigatória a cadastro de crianças pode ajudar no combate a adoção irregular

  
Por Emanuelle Brasil
Da Rádio Câmara
  
Juízes podem ser obrigados a consultar cadastro de crianças antes de decidir sobre a adoção. É o que prevê a medida aprovada na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara (Projeto de Lei 5547/13).
  
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8069/90) já prevê a inscrição de crianças e pais nos cadastros estadual e nacional, mas não obriga os magistrados a pesquisar o sistema antes de decidir sobre a adoção. Para o relator deputado Pompeo de Mattos do PDT do Rio Grande do Sul, essa brecha da lei pode facilitar fraudes:
  
"As vezes as crianças nem estão no cadastro e acabam sendo elas preferidas por conta de casais que também não estão cadastrados, aí vira um jogo, digamos assim, menor que não contempla o interesse maior que é a razão de ser da criança ao ser adotada"
  
O deputado Arnaldo Jordy, do PPS do Pará, que foi relator da CPI do Tráfico de Pessoas, acredita que o projeto pode combater esquemas de adoção irregular:
  
"Na Bahia, foi exatamente isso, crianças sacadas de seu convívio familiar para adoção em São Paulo à revelia do Cadastro Nacional. Então, isso é uma situação que é recorrente que sejam observados a transparência e a legalidade."
  
A lei atual permite a adoção de crianças fora do cadastro nos casos em que o pedido é feito por padrasto ou madrasta; por parente com o qual a criança tem vínculo de afinidade; por tutor de maiores de 3 (três) anos ou de adolescente.
  
O projeto também derruba a prioridade de adoção de crianças e adolescentes na comarca de origem, além de fixar em 48 horas o prazo para que todas as crianças e adultos habilitados sejam incluídos nos cadastros estaduais e nacional. 
   
  

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Projeto de Jordy institui pagamento a quem preservar ou recuperar o meio ambiente

    
Proprietários rurais, indígenas, comunidades tradicionais,incluindo pescadores, que usarem suas terras ou atividades em ações de preservação e recuperação ambiental poderão receber recursos financeiros por isso. É o que estabelece o projeto que cria a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, uma iniciativa do deputado federal e vice-líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy, juntamente com o líder do partido na Casa, Rubens Bueno. O projeto (PL 312/2015) foi aprovado nesta quinta-feira, 5 de novembro, na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara. É mais um passo para a instituição da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA), para incentivar a preservação e a recuperação ambiental no Brasil.
   
Com a política, todos aqueles que estimularem a conservação de ecossistemas, dos recursos hídricos, do solo, da biodiversidade, do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado poderão receber pelos serviços ambientais por meio de pagamento direto, melhorias sociais pactuadas com a comunidade, certificado de redução de emissões por desmatamento e degradação, entre outras modalidades.
   
De acordo com o substitutivo aprovado, os recursos para o pagamento dos serviços virão do Fundo Nacional do Meio Ambiente e também poderão ser captados recursos junto às agências multilaterais e bilaterais de cooperação internacional, de preferência em forma de doações e sem ônus para o Tesouro.
   
Originalmente, o projeto previa a criação de um fundo específico para o pagamento, com recursos captados, por exemplo, de percentuais do faturamento das concessionárias de geração de energia e mineradoras. No entanto, esse ponto foi retirado do projeto, mas pode voltar ao texto, como defende o PPS, já que a matéria ainda passará pelas comissões de Meio Ambiente, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça, antes de seguir para o Senado Federal.
   
O projeto também institui o Cadastro Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (CNPSA) e o Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais (PFPSA).

“Esse debate já está aqui (na Câmara) de 8 a 10 anos, sendo fortemente discutido. O Brasil está extremamente atrasado em relação a isso. Nós não temos como enfrentar a questão do desmatamento sem programas de serviço ambiental. Essa experiência positiva acontece no mundo inteiro. Na Amazônia, de onde eu venho, não tem sentido combater o desmatamento apenas com polícia e com ações repressivas do Ibama, do ICMBio, da Polícia Federal, seja do que for. É preciso criar uma alternativa para aquele cidadão que está lá no mato, com trinta malárias no corpo, tendo que dar o que comer para seus filhos. Se você não oferecer um outro arranjo produtivo, uma outra fonte de renda para que ele se convença que vale a pena manter a floresta em pé, ele vai continuar desmatando”, exemplificou Arnaldo Jordy.
  
"Trata-se de uma estratégia nova que busca garantir a preservação do meio ambiente. Só a punição a quem degrada não resolve o problema. Aqueles que buscam preservar merecem uma compensação e o caminho é esse", afirmou Rubens Bueno ao defender a aprovação do projeto, que teve como origem iniciativa apresentada anteriormente pelo deputado federal licenciado e secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim (PPS/SP).
  
Podem ser beneficiadas pela nova política áreas cobertas por vegetação nativa, de recuperação de cobertura vegetal, de plantio agroflorestal, unidades de conservação, territórios quilombolas, terras indígenas, de exclusão de pesca e de interesse turístico.
  
O pagamento pelos serviços ambientais levará em conta, entre outras coisas, o tamanho da área, o tipo da conservação e da recuperação ambiental e o desempenho socioambiental. Tudo é definido por contrato e submetido à fiscalização dos órgãos ambientais.
    
Com informações do Portal PPS
  
  

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Projeto de Jordy permite usar FGTS na compra de equipamentos de energia solar

      
Do Portal PPS
  
A Câmara dos Deputados analisa projeto de Lei, de autoria de Arnaldo Jordy (PPS/PA), que possibilitará ao trabalhador usar recursos da conta vinculada ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a instalação de sistemas de mini ou micro geração de energia, a partir do aproveitamento da luz solar.
   
O parlamentar justifica que o Brasil é um dos países com maior índice de irradiação solar, mas, apesar disso, essa fonte ainda é pouco explorada por aqui. Jordy lembra que a Alemanha - líder mundial de geração de eletricidade solar e nação cuja região com melhor irradiação solar recebe 40% menos raios solares que o pior local do Brasil (região Sul) -, já conta com 8,5 milhões de pessoas aproveitando o potencial do sol para gerar energia. 
   
“Portanto, um melhor aproveitamento do potencial de energia solar no Brasil significa não apenas segurança energética ao país, mas também uma enorme contribuição na geração de emprego e renda para os brasileiros”, explica o deputado paraense. 
   
Jordy acrescenta que a energia a partir desta matriz é uma tecnologia em ascensão em todo o mundo. “Passamos dos 5GW de capacidade instalada em 2005 para quase 200 ao final de 2014. Em 2012, foi a fonte que mais recebeu investimentos (1,5 bilhões de dólares) no mundo”, citou. O deputado diz ainda que somente com incentivos financeiros é possível dotar as residências com tais sistemas de geração em pequena escala. 
   
“A possibilidade de o cidadão utilizar os recursos da sua conta do FGTS para a aquisição de sistemas fotovoltaicos produziria um efeito de democratização e facilitação ao seu acesso, ocasionando em ganhos econômicos reais à população”, finalizou.
  
Depois de ser aprovado na Câmara, o projeto de Lei precisa passar pelo Senado antes de seguir para sanção presidencial.