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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

ARTIGO - Bolsonaro e a Previdência

  
* Arnaldo Jordy

O governo Bolsonaro elabora a proposta que é o seu desafio maior na macroeconomia, a reforma da Previdência. De fato, o déficit previdenciário é um problema que não pode mais ser adiado. Fosse qual fosse o presidente eleito, ele teria que mudar a forma como o sistema previdenciário é financiado. Um estudo elaborado para a Câmara dos Deputados no ano passado mostrou que as aposentadorias consomem hoje 41% do orçamento do governo, quando há 20 anos, em 1997, já eram 35%. Nesse ritmo, em 2027 seriam 63% e em 2030, 70%.
  
As razões para isso são em grande parte demográficas: há 100 anos, em 1919, a expectativa de vida do brasileiro era de meros 46 anos, hoje é de cerca de 80. Além disso, as famílias têm menos filhos e isso diminui a mão de obra trabalhadora e as contribuições à Previdência. Há cada vez menos jovens para custear com suas contribuições as aposentadorias dos mais velhos, que são cada vez em maior número. Por uma questão matemática, a Previdência precisa mudar.
   
Além disso, e para piorar, a recuperação de postos de trabalho, depois da crise que abalou o país desde 2013, se dá pela informalidade, e com a esmagadora maioria sem contribuição para a Previdência, com perspectiva de aumento do número de pessoas que ficarão desamparadas no futuro. 
   
O debate, agora, é como fazer isso. O que não se pode admitir agora é, como na proposta do governo Temer, sacrificar somente as camadas mais desprotegidas da população: trabalhadores rurais, pessoas que exercem atividades insalubres, que vivem do Benefício de Prestação Continuada (BPC), mulheres que ganham menos que os homens etc, ao mesmo tempo em que se preservam privilégios de segmentos como juízes, setores militares, parlamentares e outros, que têm regimes próprios de previdência.
   
Falo disso à vontade porque quando fui vereador de Belém, renunciei à aposentadoria especial do Instituto de Previdência Parlamentar do Município (IPPMB), que produzia regalias para os vereadores. Entrei na Justiça contra a aposentadoria especial e depois, juntamente com o então vereador Nelson Chaves, conseguimos a extinção do instituto.
    
Na condição de líder do PPS na Câmara dos Deputados, decidimos com a bancada incluir no relatório o fim dos privilégios e a inclusão de todos no regime geral, com a concordância do relator.
   
Não se pode sacrificar unicamente os trabalhadores, que foram os únicos dos três pilares que formam o financiamento previdenciário: governo, empresários e trabalhadores, que desde sempre cumpriram com suas obrigações, descontando compulsoriamente da sua renda a parte destinada à Previdência, enquanto os governos falharam em diversas ocasiões, e as grandes empresas acumulam dívidas que chegam a 460 bilhões de reais, algumas implicadas em escândalos.
   
Não se deve permitir que a Previdência quebre e arraste consigo as finanças nacionais, que hoje acumulam um déficit fiscal de 149 bilhões de reais. Exemplos de estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que não conseguem pagar salários e aposentadorias em dia, servem de alerta para que se faça uma reforma previdenciária séria, abrangendo todas as categorias, retirando privilégios de quem se acha intocável e garantindo a quem trabalhou duro a vida inteira o merecido descanso com uma aposentadoria condizente com suas necessidades.
   
  
*Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA
  
  

terça-feira, 9 de maio de 2017

Reforma da Previdência: Jordy garante destaque para direitos de agentes penitenciários

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) conseguiu nesta terça-feira (9), obter o compromisso do presidente Carlos Marun e do relator Arthur Maia, da Comissão Especial da Reforma da Previdência, para a obtenção das assinaturas necessária para apresentação de destaque em Plenário, de modo a garantir o direito dos agentes penitenciários, que tinham sidos excluídos na semana passada, dos benefícios que atendem outras categorias de segurança pública.
  
O compromisso é fruto de ponderação que o deputado paraense fez sobre um destaque apresentado PPS, que garante idade mínima para aposentadoria de 55 anos aos agentes, expostos aos mesmos riscos das demais categorias policiais. 
     
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/305hFk6OEc4

  
   
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Jordy participa de debate sobre reforma da previdência no Sindifisco/PA

   
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) compareceu ao café da manhã promovido pelo Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sidifisco/PA), na segunda-feira, 10, pela manhã, para discutir a reforma da Previdência. A matéria é complexa e Jordy deixou claro sua posição, que é contrária ao texto original, como veio do governo. 
   
Por isso, o PPS apresentou 10 emendas para corrigir situações que são prejudiciais às mulheres, que precisam ter um tempo menor para aposentadoria, porque têm dupla jornada; aos trabalhadores rurais, que têm desgaste maior em sua atividade e uma vida produtiva menor; aos professores, que pela sua atividade específica, precisam de tratamento diferenciado; a manutenção do salário mínimo para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), aquele que é pago a idosos e pessoas com deficiência; a manutenção do acúmulo de aposentadoria e pensão por morte, para evitar o que seria um confisco desse benefício; e na regra de transição, que é muito dura e precisa ser suavizada, para não prejudicar quem já contribuiu durante quase toda a sua vida e está próximo de se aposentar pelas regras atuais. 
    
Jordy espera que as emendas sejam abrigadas no texto do relator da reforma da Previdência. O parlamentar também defendeu que seja promovidos estímulos para que as empresas contratem pessoas com mais de 55 anos, para que elas possam cumprir o tempo necessário para a aposentadoria. “Mostramos essas ideias ao Sindicato e quero mais uma vez parabenizar pela fertilidade do debate”, disse Jordy.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/uOOjs0PNVAQ
  
   
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 11 de abril de 2017

Em reunião com Temer, Jordy alerta sobre real necessidade de flexibilizar reforma da Previdência

  
    
Do Portal PPS
    
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), elogiou a promoção, pelo Palácio do Planalto, de um diálogo franco com os deputados federais sobre a reforma da Previdência. Foi durante encontro, ocorrido nesta terça-feira (11), entre ministros, líderes da base governista e o presidente Michel Temer. No entanto, Jordy alertou o presidente sobre a real necessidade de se flexibilizar o texto original do governo.
   
A preocupação externada durante a reunião no Palácio do Planalto, segundo Jordy, é porque o governo precisa de pelo menos 308 votos a favor da Emenda Constitucional.
  
“O que se pretende não é desfigurar a reforma, o PPS entende que a reforma precisa e será feita. Mas a exigência de um quórum qualificado pede que o governo atenda as propostas dos partidos que visam tão somente aperfeiçoar o texto original”, justificou o parlamentar.
  
Jordy levou seis propostas a Temer
  
O deputado aproveitou o encontro para apresentar ao presidente da República seis emendas, das nove que o partido na Câmara apresentou na Comissão Especial, com as quais o líder garantiu que a bancada dará os votos favoráveis para a PEC, quando ela for a plenário.
  
Na reunião, o líder do PPS sugeriu ao governo ainda que crie uma força-tarefa com a participação de diversos setores da administração federal para receber os recursos não pagos por grandes devedores da Previdência. “É preciso enfrentar e cobrar esta dívida das grandes empresas em relação ao INSS”, disse.
  
Jordy também propôs ao presidente Temer que na reforma da Previdência seja incluído um dispositivo para que o governo crie um programa que estimule a contratação de mão-de-obra a partir dos 55 anos de idade. Uma das emendas apresentadas pela bancada tem este objetivo.
  
“A mudança nos critérios de concessão da aposentadoria não tem como parâmetro o fato do aumento na expectativa de vida do brasileiro? Então, o país precisa estimular o emprego entre aqueles que, hoje, se encontram fora do mercado de trabalho por questão de idade”, acrescentou.
  
O parlamentar também defendeu mudanças na idade mínima de aposentadoria para mulheres, benefício especial para professores, policiais e profissionais da saúde que são submetidos a atividade de risco, além de flexibilização das normas de transição.
      
  
  
Foto: Portal Planalto
    
  

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Avançam as negociações entre parlamentares do PPS e relator da reforma da Previdência

 
 
Do Portal PPS
   
Em uma nova rodada de negociações, parlamentares federais do Partido Popular Socialista conseguiram com o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (BA), que também é filiado ao partido, a sinalização de que alguns pontos defendidos pela bancada entrarão no parecer do deputado baiano.
  
Deputados do PPS e o senador Cristovam Buarque (DF) se reuniram na manhã desta quarta-feira (5) para debater o texto que está sendo apreciado por uma comissão especial da Câmara. Participaram do encontro o líder da bancada na Casa, deputado Arnaldo Jordy (PA), a deputada Carmen Zanotto (SC) e o deputado Marcos Abrão (GO).
  
Entre os pontos que o PPS defende e que podem ser incorporados ao relatório de Maia está o que trata sobre as regras de transição para quem já está no mercado de trabalho.
  
O relator também disse aos parlamentares do seu partido que emenda que garante a acumulação de pensões e aposentadores até o valor de dois salários mínimos pode entrar no seu texto.
  
Outra proposta apresentada por deputados do PPS, também subscritas pelo senador Cristovam, e que atende aos anseios dos trabalhadores rurais também deve ser atendida no parecer da reforma da Previdência.
  
“Esse trabalho está sendo feito com a contribuição dos mais diversos partidos e hoje tivemos uma reunião bastante produtiva, onde boa parte das emendas que foram apresentadas pela bancada será absorvida para o nosso relatório. O PPS está dando uma significativa contribuição no sentido de aperfeiçoar essa PEC que é fundamental para o Brasil”, destacou Maia.
  
A bancada também solicitou a Arthur Maia que garanta em seu parecer emenda que possibilita manter para portadores de deficiências severas o pagamento de um salário mínimo, além da permissão para que estas possam voltar a trabalhar sem perder o benefício.
  
“A emenda estimula a inserção produtiva no mercado de trabalho das pessoas com deficiência”, justificam os autores da proposta.
  
      
(Com a colaboração de Michelle Martins)
Foto: Robson Gonçalves
   
    

sexta-feira, 31 de março de 2017

Previdência: PPS quer reforma que preserve direitos

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), afirma que o PPS é a favor das reformas estruturais e necessárias para o país, como a da previdência. O parlamentar, no entanto, reforça que a proposta apresentada pelo governo, como está, não conta com o apoio do partido, motivo pelo qual o PPS apresentou 10 emendas ao texto, para corrigir distorções e preservar direitos da população. 
        
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/UDdBt0720LU
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 24 de março de 2017

ARTIGO - Reformas, sim, mas com justiça

 
   
* Arnaldo Jordy
   
O projeto de reforma da Previdência apresentado pelo governo federal tem sido alvo de críticas, algumas muito pertinentes, e que devem surtir efeito, com modificações que preservem direitos de cidadãos que são, até hoje, desfavorecidos, tais como os trabalhadores rurais, os professores, as mulheres, as pessoas idosas e com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). É preciso que haja também uma regra de transição mais suave. Hoje, ela é implacável com algumas faixas de idade. Isso é inaceitável. Para isso, a bancada do PPS apresentou dez emendas, que espero que sejam acolhidas pelo Congresso, para que não haja injustiças com quem ainda precisa da garantia de direitos básicos.
  
A despesa com a Previdência aumenta na ordem de R$ 50 bilhões a cada ano, sem entrar no mérito se esse déficit é da seguridade social como um todo ou somente da Previdência, é inegável que após 70 anos da implantação do regime previdenciário no Brasil, este precisa ser reformado, para manter sua sustentabilidade, ou seja, para que possa continuar a existir no futuro, garantindo as aposentadorias das próximas gerações e o investimento do governo em outras áreas, como saúde e educação.
  
Tanto é necessária a reforma, que todos os presidentes anteriores a Michel Temer, desde Fernando Henrique Cardoso, passando por Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, tentaram fazer as mudanças necessárias na Previdência e não o fizeram. Alterações parciais foram feitas, mas não se pode mais adiar mudanças que sejam duradouras, de modo a garantir a saúde do sistema previdenciário e evitar a sua falência. Quando a Previdência foi constituída, havia sete trabalhadores ativos para cobrir um inativo. Agora, são apenas 2,4 trabalhadores para cada aposentado. O sistema logo se tornará insustentável. Felizmente, a longevidade da população brasileira quase que dobrou nos últimos anos. Nos últimos 100 anos, a expectativa de vida do brasileiro passou da média de 43 anos para 75, segundo o IBGE.
  
Não se pode querer, no entanto, dificultar o recebimento de benefícios por quem já vive em situação famélica, que são os beneficiários de BPC, muitos dos quais trabalharam a vida toda na informalidade, sem recolher à Previdência, mas que não podem ser abandonados para morrer à míngua. Não se pode querer, também, que trabalhadores rurais, muitos dos quais ainda sofrem com a ameaça do trabalho em regime de escravidão, nos rincões do Brasil, percam o acesso à aposentadoria rural. O aspecto de assistência social da Previdência precisa continuar. Reduzir o benefício de um salário para meio é desumano.
   
Felizmente, o governo recuou e retirou os servidores estaduais e municipais, entre os quais professores e policiais, do atual projeto de reforma da Previdência. Caberá agora aos Estados e Municípios ajustar suas próprias finanças, o que devem fazer sem demora, para que não fiquem sem situação parecida com a do Rio de Janeiro, que não tem dinheiro para pagar aposentadorias e outros benefícios.
   
Considero que antes de sacrificar os mais humildes, é preciso, isto sim, abrir a caixa-preta da Previdência, e fazer um debate às claras sobre o que deve ser mudado, verificar, por exemplo, quais são os dutos pelos quais escorre o dinheiro que é sonegado ao INSS. Sabemos que grandes empresas, públicas e privadas, bancos que ano após ano acumulam lucros, imunes a qualquer crise financeira, e grandes empresas, tais como a JBS, Vale, Bradesco, Itaú, dentre outras.
   
As desonerações concedidas aos empregadores somaram R$ 65 bilhões, concedidos em forma de incentivo ao setor produtivo, em 2015. Os governos passados, aliás, foram pródigos em conceder esses benefícios ao empresariado, em uma política desenvolvimentista de resultado duvidoso, como vemos agora, a exemplo de Eike Batista.
   
Fixar uma idade mínima para a aposentadoria, o ponto central da reforma, pode ser necessário para preservar o futuro da Previdência, porém, não se pode colocar todo o peso nas costas do trabalhador, que já é bombardeado com uma carga tributária altíssima e que vê, todos os dias, notícias de corrupção à esquerda e à direita. Esse cidadão não pode ser obrigado a cobrir todo o rombo da Previdência, enquanto o dinheiro público escorre pelo ralo dos “propinodutos”.
   
A dívida das empresas devedoras com a Previdência é estimada em R$ 426 bilhões e certamente continua a haver muita sonegação. Esses ralos precisam ser fechados. Além disso, segmentos que hoje são privilegiados com regras mais brandas de aposentadoria também precisam ser alcançados pela reforma, pois deixam de trabalhar muito cedo, com altos rendimentos Sempre fui contra esses privilégios. Quando me tornei vereador, ingressei na Justiça para contribuir para o Regime Geral da Previdência, renunciando aos privilégios da aposentadoria especial. O PPS apoia sim as reformas, que lamentavelmente outros governos não fizeram, mas não pode atingir direitos de quem já é prejudicado na sociedade.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
    

quinta-feira, 23 de março de 2017

Jordy esclarece posição do PPS quanto à reforma da previdência

  
Líder da bancada do PPS - Partido Popular Socialista, o deputado Arnaldo Jordy (PA) esclarece a posição do partido quanto à Previdência. Jordy enfatiza que é a favor das reformas estruturais no Brasil, inclusive da previdência, mas acredita que o projeto necessita de aperfeiçoamentos.
    
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/6-drHzL0YRY
    
    
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 21 de março de 2017

Jordy debate reforma da previdência na Unama

   
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) participou na segunda-feira, 20, do seminário “Desafios da Reforma da Previdência”, na Universidade da Amazônia - UNAMA, e afirmou que o partido irá apresentar pelo menos dez emendas ao projeto do governo, para assegurar direitos dos desprotegidos: mulheres, trabalhadores rurais, professores, pessoas com deficiência e estabelecendo regras de transição mais suaves.
   
Para Jordy, o governo terá dificuldades em aprovar o projeto do jeito que está. Jordy esclareceu que o PPS - Partido Popular Socialista tem compromisso com as reformas, no entanto, quer que sejam combatidos privilégios e sonegações que hoje existem e que sejam cobradas as dívidas de grandes empresas com a Previdência Social, como os bancos, a Petrobras, a JBS, hoje investigada por fraudes, e outras. A dívida das empresas com a Previdência chega a R$ 426 bilhões. Mais de 400 pessoas participaram do debate.
  
A mesa redonda teve como expositores o deputado Jordy e o técnico da Câmara Ezequiel Nascimento; como debatedora, a jornalista Ursula Vidal, da REDE Sustentabilidade. Também participaram do seminário o desembargador do Trabalho José de Alencar e a professora da Uepa Jane Neves. A abertura coube à coordenadora do curso de Enfermagem da Unama, Renata Lopes.
  


    
     
Texto/Fotos: Assessoria Parlamentar
  
  

segunda-feira, 20 de março de 2017

Deputados do PPS debatem reforma da previdência


Em seminário da bancada do PPS - Partido Popular Socialista nesta quinta, 16, na Câmara dos Deputados, o líder do partido, deputado Arnaldo Jordy (PA), reafirmou que o projeto de reforma da Previdência precisa abrigar a realidade desigual da sociedade brasileira, e não aplicar as mesmas regras dos trabalhadores urbanos aos pequenos agricultores de regiões afastadas. Jordy lembrou que os trabalhadores domésticos só tiveram seus direitos trabalhistas reconhecidos apenas em 2015. Em muitas regiões, ainda existe a ameaça do trabalho escravo. Por isso, o texto do governo precisa passar por mudanças.
    
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/bhzZaCE85ZU
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 17 de março de 2017

ARTIGO - É hora de acabar com os privilégios

     
* Arnaldo Jordy
  
O Brasil vive discussão acirrada acerca da reforma da Previdência. Está claro que algo precisa ser feito para garantir que as futuras gerações tenham condições de usufruir do benefício da aposentadoria. Não se pode aceitar, no entanto, que somente os trabalhadores paguem a conta, quando sabemos que em nosso país ainda existem privilégios e benesses para apenas alguns segmentos. A Previdência, quando foi instituída, tinha sete trabalhadores na ativa para um aposentado. Hoje, são 2,4 trabalhadores para cada inativo. 
  
Além disso, precisamos discutir o que pouca gente fala, as dividas de empresas com a Previdência Social, que somam R$ 416 bilhões, entre elas, as maiores instituições financeiras do País, que obtém grandes lucros, como Itaú, Bradesco e outras.
  
O momento não é fácil, atravessamos a pior crise econômica e fiscal da história recente. As despesas do governo superam em muito as receitas. O País fechou 2016 com um déficit primário, que é quando o valor gasto pelo governo excede a sua arrecadação, de 2,47% do seu PIB. Em 2015, o déficit foi de 1,8%. O resultado do setor público consolidado de 2016, antes do pagamento de juros da dívida, foi negativo em R$ 155,791 bilhões. A projeção da Fazenda para este ano é de um déficit de R$ 139 bilhões apenas no governo central. Esse é o tamanho do rombo do governo, causado pelo descalabro de gastos do governo anterior.
   
Esse momento de crise pode ser aproveitado para que se mude alguma coisa no Brasil. Um exemplo é o pagamento de salários acima do teto constitucional, que é o vencimento de um ministro do STF, atualmente em R$ 33,7 mil. São muitos os casos de agentes públicos que ganham muito acima desse valor: são 11 mil servidores que se aproveitam de brechas na lei e da incorporação de “penduricalhos” nos salários ao longo do tempo.
   
Também são muitas as categorias que recebem aposentadoria precoce. Com plano de previdência próprio, ex-senadores e ex-deputados recebem, em média, R$ 14,1 mil por mês de aposentadoria, enquanto a média dos benefícios pagos pelo INSS é de R$ 1.862, segundo levantamento feito pelo “O Estado de S. Paulo” no final do ano passado. Os reajustes pagos aos parlamentares também são repassados às aposentadorias. O teto para os congressista é de R$ 33.763, enquanto que o do INSS é de R$ 5.189,82. O PPS está propondo a revisão dessa situação dos parlamentares.
   
Também merece atenção o regime para os militares. Mesmo merecendo um regime especial, sem dúvida, por conta de suas atividades, é preciso que haja um esforço para ajustar a aposentadoria dos militares ao esforço geral em torno da reforma da Previdência.
   
As aposentadorias precoces são outro ponto de críticas ao Judiciário, que usa esse expediente, vejam só, para punir os juízes que cometem deslizes éticos. A punição que mais parece um prêmio é reservada aos magistrados e membros do Ministério Público acusados de delitos graves, e inclui o recebimento muitas vezes integral dos vencimentos. Há um conjunto de juristas que considera essa punição apenas a continuidade do pagamento de salário a quem deixou de merecê-lo.
   
Outro exemplo de privilégio que recentemente foi notícia nacional são as aposentadorias pagas por 16 Estados a ex-governadores. Muitos desses Estados estão quebrados, com salários de funcionários públicos atrasados, alguns ainda não pagaram totalmente o 13º aos seus servidores, mas destinam um valor que soma R$ 37 milhões por ano a este fim. Algumas pensões são pagas a quem ocupou o cargo por poucos meses ou até mesmo por poucos dias. 
   
A lista inclui pagamento de auxílio-moradia para quem tem casa e condições de pagar por ela e outros favores que remetem ao nascimento do Brasil, quando seu território foi dividido em capitanias hereditárias e cujos donos, os amigos do rei tinham direito de vida e de morte sobre tudo dentro do seu quinhão. Desde então, o sentimento patrimonialista faz com que grupos sirvam-se do público como se fosse privado, ainda que a lei diga o contrário.
  
Mas não é possível falar sobre privilégios no Brasil sem citar um que não é pecuniário, mas uma anomalia jurídica que permite aos seus beneficiários procrastinar o cumprimento da justiça. É o foro privilegiado, que faz com que o presidente da República, ministros, parlamentares, prefeitos, integrantes do Judiciário, do TCU e do Ministério Público tenham ações penais julgadas não pela justiça comum, mas pelo sobrecarregado STF, que leva, em média, 18 anos para julgar essas ações. Com isso, 68% dos casos que prescrevem sem julgamento. Hoje, são mais de 20 mil agentes públicos que têm foro privilegiado.
   
Já está mais do que na hora do Congresso tomar a dianteira e seguir o clamor popular, adotando uma pauta em defesa da igualdade entre os cidadãos, acabando com privilégios como o foro privilegiado, os supersalários, as aposentadorias precoces e outros que tornam o Brasil menos justo. É hora de construir um Brasil sem privilégios.
    
   
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
    
  

quinta-feira, 16 de março de 2017

Seminário: Especialistas apontam mitos da reforma da Previdência e apontam caminhos

    
    
Do Portal PPS
   
Os mitos em torno da reforma da Previdência, essencial para o país, precisam ser derrubados. Informações falsas divulgadas pela oposição devem ser rebatidas para que não se crie um sentimento de revolta na população. No entanto, alguns pontos da Proposta de Emenda à Constituição enviada pelo governo e em apreciação no Congresso Nacional precisam sofrer mudanças para não penalizar os trabalhadores. Essas foram algumas conclusões de especialistas na área que participaram nesta quinta-feira (16), na Câmara dos Deputados, em Brasília, de seminário promovido pela bancada do PPS. Nery: Não é verdade que os brasileiros irão “trabalhar até morrer”
    
O consultor do Senado Federal Pedro Nery criticou o que chamou de “mitos da Reforma da Previdência”. Ele rebateu “algumas inverdades” que vêm sendo divulgadas sobre a proposta (PEC 287/2016) do governo. Segundo Nery, não é verdade que os brasileiros irão “trabalhar até morrer”, como vem sendo alardeado na mídia e nas redes sociais.
   
“O aumento da expectativa de vida da população justifica a aposentadoria aos 65 anos de idade para homens e mulheres”, enfatizou, ao citar dados do IBGE que mostram que os brasileiros estão vivendo cada vez mais em todas as regiões do país: a média da idade de sobrevida das pessoas aposentadas no Brasil é de 82 anos no Nordeste e 84 anos, nos estados do Sul e Sudeste.
  
De acordo com Nery, também não é verdade que as alterações vão prejudicar os trabalhadores mais pobres, como criticam os oposicionistas da reforma. O especialista citou como exemplo a concessão das aposentadorias por idade mínima e por tempo de contribuição.
  
“Esta faixa da população não terá o valor da aposentadoria reduzida, até porque a Constituição Federal não permite que se receba o inferior ao salário mínimo. Já o trabalhador que está há mais tempo no mercado formal, que aposentar por tempo de contribuição, poderá ser afetado por causa da aplicação do redutor de cálculo, o chamado fator previdenciário”, explicou.
  
Atualmente, o cálculo das aposentadorias é feito em cima dos 80 melhores salários do trabalhador. Os outros 20% são descartados. “E isso não vai mudar. Não haverá perda de direitos”, acrescentou.
  
No entanto, Pedro Nery declarou que a exigência dos 49 anos de contribuição para obter aposentadoria integral, como prevê a PEC, poderá afetar as pessoas que sempre tiveram salários “muito estáveis e baixos”. O especialista ainda reconheceu que a Seguridade Social, que engloba, por exemplo, as aposentadorias rurais, é deficitária.
  
Mulheres e homens
  
Outro ponto polêmico da PEC 287, o estabelecimento da idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem, também foi tratado pelos especialistas. O consultor da Câmara dos Deputados e ex-secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim, afirmou que como a expectativa de vida das mulheres hoje é maior do que a dos homens não faz sentido que eles se aposentem antes. “Com relação a idade, não faz sentido a mulher se aposentar antes”, afirmou Rolim, ressaltando no entanto que a mulher precisaria ser compensada pelo tempo em que trabalha em casa sem remuneração e por, no mercado de trabalho, ainda receber menos do que o homem executando a mesma função.
  
Ele explicou que em 1995 uma mulher recebia em média 66% do salário de um homem para realizar o mesmo trabalho. Em 2014, esse percentual saltou para 81%. O cenário melhorou, mas ainda não alcançou a igualdade. “Nós entendemos que faria mais sentido complementar a aposentadoria da mulher do que antecipar a aposentadoria. No mundo todo 67 países já igualaram a idade de aposentadoria para homens e mulheres e muitos outros estão em processo de transição para implantar isso”, ponderou o consultor da Câmara.
  
Ao defender a necessidade da reforma, Rolim afirmou ainda que seria uma irresponsabilidade não fazê-la. “Iria levar a inviabilidade de todas as políticas sociais no Brasil. Se ficar do jeito que está daqui a alguns anos 80% do caixa da União terá que ser usado para cobrir os gastos da Previdência”, alertou.
  
Ele também fez uma crítica ao uso da Previdência como principal ferramenta de distribuição de renda. “A principal política de combate a pobreza no Brasil é a Previdência, e não deveria ser. Deveria ser a educação e a geração de emprego e renda. Hoje deixamos a pessoa a vida inteira na pobreza e quando ela fica idosa nós compensamos com a aposentadoria, tirando ela da linha da pobreza”, criticou o consultor da Câmara.
  
Regra de transição
  
Já a consultora da Câmara Elisangela Batista fez críticas à regra de transição única adotada na PEC tanto para servidores públicos como para os contribuintes do regime geral da Previdência. O mecanismo só alcança mulheres acima de 45 anos e homens a partir dos 50 anos. De acordo com ela, o governo “deu muito para alguns e nada para os outros”.
  
Citando números, ela mostrou, por exemplo, que no serviço público só entram na regra de transição 39% dos homens e 44% das mulheres. Exemplificou ainda que no regime geral, cuja idade mínima para transição é a mesma, será vantajoso para quem se encaixar nessa faixa. “Ela será muito melhor do que hoje, pelo fator previdenciário. O impacto para esse pessoal é relevante. Mas para quem está fora, as regras para acesso à aposentadoria serão muito mais duras”, alertou.
  
Nesse sentido, Elisangela Batista propõe que se faça uma transição “em escadinha”, escalonada, respeitando o princípio da idade mínima da PEC. “Se pegaria a data de nascimento e para cada ano teria uma data de aposentadoria”, sugeriu a consultora da Câmara.
  
  
Fotos: Robson Gonçalves
  
  

segunda-feira, 13 de março de 2017

PPS quer mudança no projeto de reforma da Previdência do governo.

     
  
O projeto de reforma da Previdência do governo, do jeito que está dificilmente será aprovado pelo Congresso. Por isso, a bancada do PPS vai apresentar várias emendas, para corrigir pontos que considera prejudiciais aos trabalhadores, em especial aos professores, mulheres, pessoas com deficiência, a população rural, entre outros. Dentre essas emendas, a que estabelece uma regra de transição do atual sistema para o futuro. A afirmação foi feita pelo líder do partido na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA), durante seminário sobre o tema no auditório da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços dos Estados do Pará e Amapá (Fetracom-PA/AP).
   
Para uma plateia lotada de sindicalistas ligados à União Geral dos Trabalhadores (Ugt Brasil), Jordy afirmou que não é mais possível adiar a reforma da Previdência, que já foi tentada por todos os ex-presidentes da República, desde Fernando Henrique Cardoso, até Lula, pois se chegou a um ponto em que há apenas 2.4 trabalhadores para manter um aposentado. “Quando a Previdência foi constituída, havia sete trabalhadores ativos para cobrir um inativo”, disse Jordy, mostrando que desse jeito, logo a Previdência será insustentável para as futuras gerações.
   
No entanto, Jordy garantiu que o sacrifício não pode ser apenas dos trabalhadores, dos mais humildes, pois há uma dívida de R$ 426 bilhões de empresas junto à Previdência, que contribuíram grandemente para o atual rombo. “São empresas que devem e contribuíram para esse déficit da Previdência, porque não vão pagar?”, questiona Jordy, que cita números da Controladoria Geral da União, sobre dívidas de empresas como Vale, Bradesco, Itaú, Caixa, JBS, Varig e Vasp. “O debate precisa dizer como essas empresas vão pagar esse déficit”, afirma o deputado, que critica também o atual modelo de previdência dos parlamentares. “Também precisamos mexer nessa estrutura”, completa.
    
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
    

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Bancada do PPS promove ciclo de palestras sobre a Reforma da Previdência

   
  
Do Portal PPS
  
Por iniciativa da liderança do PPS da Câmara e no Senado, começou nesta quarta-feira (8) um ciclo de palestras para debater e esclarecer os principais pontos da Reforma da Previdência, tema que promete agitar o Congresso Nacional nos próximos dias.
  
Nessa primeira rodada, o convidado foi o ex-secretário de Políticas de Previdência Social e consultor legislativo de orçamento da Câmara dos Deputados, Leonardo Rolim, que abordou questões que interferem diretamente na previdência, como: questões demográficas, mercado de trabalho e financeiro.
  
Para o líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy (PA), esse é um tema bastante complexo, daí a necessidade do partido em convidar especialistas e estudiosos para esclarecer mais sobre esse tema que vai impactar diretamente na vida das pessoas. “O Brasil é um país absurdamente desigual, em que regras simples e generalistas não vão alcançar a realidade e os benefícios que cada um brasileiro está esperando do Congresso Nacional”
  
Esse foi o primeiro encontro de um ciclo de debates sobre o assunto, que contou com a participação do senador Cristovam Buarque (PPS/DF), parlamentares e assessores técnicos do partido. A bancada pretende encerrar essa rodada com um workshop aberto ao público.
  
  

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ENTREVISTA - Novo líder do PPS diz que prioridade do partido é o combate à corrupção

 
    
Publicado no Tribuna da Bahia 
  
O combate à corrupção e a reforma do Regimento Interno da Câmara dos Deputados estão entre as prioridades do PPS em 2017. A lista também inclui reformas como a da Previdência e a política.
  
Especificamente sobre a reforma da Previdência, o novo líder do partido, deputado Arnaldo Jordy (PA), defende que ela ocorra, desde que sejam levadas em consideração as desigualdades entre os trabalhadores brasileiros. “A sociedade brasileira ainda é profundamente excludente. Precisamos tratar desiguais de forma desigual”, afirmou.
  
Escolhido para liderar o PPS em 2017, Arnaldo Jordy está em seu segundo mandato na Câmara. Natural de Belém, tem 58 anos e é filiado ao PPS desde 1992, tendo passado antes pelo PMDB e pelo PCB.
    
Foi vereador e deputado estadual antes de se eleger deputado federal. Na Câmara, entre outras atividades, presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil entre 2012 e 2014.
  
Leia entrevista com o deputado Arnaldo Jordy:
  
Quais as prioridades do PPS em 2017?
  
Nós temos um conjunto de prioridades que já vinha sendo construído pela bancada ao longo do ano passado. Primeiro é o apoio integral a este “passar o Brasil a limpo”, que tem várias iniciativas, como a Lava Jato e as medidas de combate à corrupção. A outra prioridade: nós precisamos rever o nosso Regimento Interno [da Câmara dos Deputados]. Esse regimento foi feito há muitas décadas e às vezes agrava determinadas crises que são naturais das divergências do Parlamento. 
  
Outra questão são as chamadas reformas estruturais, entre elas a da Previdência e a do modelo federativo. O pacto federativo brasileiro é absolutamente insustentável. A reforma política também é indispensável para que o Brasil possa superar aquilo que oportunizou caixa dois, financiamento excessivo, muitas vezes com propina, com recursos vindos de atividades criminosas.
  
Qual o posicionamento do partido em relação à reforma da Previdência? 
É preciso fazer alterações no texto enviado pelo Executivo?
Nós somos a favor das reformas em geral. A reforma da Previdência é necessária. Quando foi instituída a Previdência na década de 40, nós tínhamos sete trabalhadores ativos para cobrir um inativo.
  
Hoje temos 1,8 ativo para um inativo. Essa conta está se esgotando. Se a gente não fizer alguma coisa agora, as próximas gerações já não terão esse instrumento para dar segurança à terceira idade, à velhice, àqueles que dedicaram suas vidas a construir a riqueza do Brasil. No entanto, eu acho que essa proposta que o governo apresentou precisa de reparos. 
  
Vivemos em um Brasil profundamente desigual. Temos ainda trabalho análogo a trabalho escravo, temos diferenças de teto e piso salarial que não têm paralelo nos países democráticos. A sociedade brasileira ainda é profundamente excludente. Precisamos tratar desiguais de forma desigual.
  
Por exemplo, um engenheiro em uma plataforma de petróleo não pode ter o mesmo tratamento daquele que está no escritório analisando projeto. Da mesma forma, uma mulher com tripla jornada tem um processo de desgaste que não é o mesmo do homem. São realidades distintas que precisam ser tratadas de formas distintas.
  
Que outros projetos o senhor elencaria como prioridade?
  
Nós temos a questão do modelo federativo. A Casa, inclusive, já estabeleceu uma comissão especial que trabalhou intensamente em 2015 e 2016. Existe um acúmulo considerável nas bancadas. É uma matéria tão necessária quanto as demais e também madura. 
  
Outra questão é que estamos vivendo uma guerra civil a partir da superlotação do sistema carcerário brasileiro. É preciso fazer urgentemente ajustes no Código Penal, no Código de Processo Penal. O Parlamento não pode ficar alheio a essa tragédia. Existem algumas matérias que estão tramitando na Casa que podem ser colocadas no Plenário. 
   
Outra questão diz respeito ao Código de Mineração. O Brasil é um país de produção mineral grande, isso pode ajudar a superar o desemprego. São 13 milhões de desempregados por conta da crise econômica e não podemos assistir a isso de braços cruzados. A ampliação do mercado de trabalho na atividade minerária pode ser potencializada. O código já foi discutido durante quatro anos, é preciso que ele possa andar.
  
  
Foto: L. Barbosa/Câmara dos Deputados
  

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Previdência social: Jordy defende mudanças em projeto do governo

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) apoiou o adiamento da votação da reforma da Previdência para o próximo ano. Desse modo, será possível discutir melhor o assunto na comissão especial sobre o tema. Jordy adiantou que o PPS irá propor uma série de mudanças, para não prejudicar, por exemplo, as pessoas com deficiência, ou os trabalhadores rurais, atingidos por pontos da proposta do governo, além da idade mínima para a aposentadoria. 
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/g_Bq0ryW-eM
   
  
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Emenda do PPS muda o PL 257, que agora não congela salários, não proíbe concurso público e nem aumenta a previdência

 
Meus amigos, temos visto nesses dias de uma guerra de informações sobre o PL 257. O projeto de lei de renegociação das dívidas dos Estados foi apresentado por Dilma Rousseff, em março de 2016, impondo uma série de condições para aliviar a cobrança contra os Estados por 20 anos, já que muitos deles estão falidos e com salários dos servidores em atraso.

O projeto de Dilma proibia o reajuste de salários e a realização de concurso público por dois anos, além de outras medidas de aperto fiscal propostas pelo governo, tais como o aumento da contribuição previdenciária de 11 para 14 % e o fim das progressões e ascensões funcionais.

Dilma Rousseff foi afastada do governo, mas o governo interino de Michel Temer continuou a tocar o projeto, que interessa aos Estados. Nós, do PPS, nos opomos desde início às maldades contra os servidores públicos e apresentamos emenda para que fossem retiradas do projeto.

Por pressão do PPS e de outros partidos e entidades sindicais, o governo federal recuou e aceitou retirar do texto o congelamento das remunerações dos servidores públicos estaduais por dois anos. A suspensão da contratação de servidores por dois anos também saiu do texto do substitutivo que foi aprovado no dia 10 de agosto, assim como o aumento da contribuição previdenciária do servidor público. Em lugar do congelamento dos salários, foi aprovada a reposição pelo IPCA (inflação) do ano anterior.

Quanto ao PT, partido de Dilma Rousseff, que apresentou o projeto e que apoiava a iniciativa do governo da petista, agora na oposição, passou a atacar a iniciativa e a culpar os partidos da base do governo de querer tirar os direitos dos servidores, através do projeto que o governo deles apresentou.

É a mesma situação do sujeito que bate uma carteira e ao ser percebido, sai correndo e gritando: “Pega, ladrão!”, para confundir a multidão.

Portanto, informe-se sobre a origem e a tramitação do PL 257, cujos destaques ainda serão votados pela Câmara. O PPS vai estar atento para os trabalhadores não paguem a conta.
 
  

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

ARTIGO - Previdência para quem a sustenta

  
* Arnaldo Jordy
  
A reforma da Previdência no Brasil está na ordem do dia. É quase um consenso que depois de setenta anos de existência, do crescimento da população e da massa de trabalhadores nesse período, é necessário que haja uma reformulação. Essa já era uma intenção do governo da presidente afastada, Dilma, e continua a ser uma necessidade para a administração do presidente interino, Michel Temer.
  
O Brasil precisa pensar no seu futuro e como continuará a pagar as aposentadorias da previdência oficial diante do crescimento da população idosa e do aumento da expectativa de vida dos trabalhadores. Sendo necessário, não podemos, porém cometer injustiças ou retirar direitos legítimos dos contribuintes e aposentados.
  
Quando foi instituído, o sistema previdenciário indicou seus protagonistas e financiadores, a saber: o empregado, o empregador e o governo, cada um com valor de contribuição equivalente a 6% do salário do trabalhador.
  
E daí para frente, como se comportaram esses protagonistas? Bem, o trabalhador fez a sua parte, pagando fielmente a sua parcela, já que não poderia mesmo escapar do desconto obrigatório em seu salário, já definido no contracheque, na fonte, como se diz.
  
O mesmo não se pode dizer dos demais parceiros dessa sociedade previdenciária. O governo federal, já em 1967, quando decidiu reunir os diversos institutos de aposentadoria existentes, em uma só instituição, o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), com a justificativa de unificar o caixa da Previdência, e torná-la mais forte, logo usou o dinheiro dos trabalhadores para financiar a construção da ponte Rio-Niterói, na época, uma espécie de cartão postal do regime militar, e a Transamazônica, até hoje inacabada e nos atormentando sem trafegabilidade, mas aí já é outra história.
   
Só quatro anos depois, o governo militar do Brasil decidiu preencher uma lacuna, com a justíssima criação da aposentadoria rural, um benefício reservado aos homens do campo, sem que houvessem, necessariamente, contribuído para qualquer instituto de previdência, por inexistência dos mesmos. Era mais uma questão de assistência social, que propriamente de previdência.
  
O governo, como se viu, usou o caixa da Previdência para diversas finalidades, como hoje se faz com o FGTS, para financiar a política de habitação. E, às vezes, para cobrir rombos do Tesouro nacional em gastos de natureza duvidosa. 
   
Mas, e o empregador, o terceiro dos protagonistas? Um número é suficiente para definir seu comportamento nesse processo. A dívida do empresariado com a Previdência Social atinge a estratosférica soma de R$ 472 bilhões. Isso mesmo, bilhões.
   
Não é que nossos governantes tenham sido rigorosos demais ao fixar a parte que cabe ao empresariado na conta da Previdência. Na verdade, até o ano passado, as desonerações concedidas a alguns empregadores somaram R$ 65 bilhões, concedidos em forma de incentivo ao setor produtivo. Os governos petistas, mas não só estes, foram pródigos em conceder esses benefícios a setores do empresariado, em uma política desenvolvimentista de resultado duvidoso, como vemos agora.
   
A conclusão lógica que decorre desses fatos é que não cabe ao trabalhador, que paga direitinho a sua parte, receber ainda mais encargos para fechar a conta da Previdência no futuro. O trabalhador já fez a sua parte para que o sistema funcione, ao cumprir com a sua obrigação, que é a contribuição sistemática e infalível.
   
É necessário dizer isso porque a questão que domina o debate sobre a reforma da previdência é o estabelecimento de uma idade mínima para a aposentadoria, como se isso bastasse para resolver todos os problemas da Previdência. Como se quem nada deve, deva pagar a conta de quem não geriu bem os recursos, ou de quem deixou de pagar o que deveria.
  
Fixar uma idade mínima para a aposentadoria poderá até ser necessário, com vistas no futuro da Previdência, porém, sem exageros, sem colocar nas costas do trabalhador o peso desse ajuste. Sejamos coerentes, o brasileiro é bombardeado todos os dias por notícias de corrupção e roubo do dinheiro público, e ainda tem que responder pelo enorme rombo da Previdência? Enquanto isso, continua a escorrer pelo ralo dos 'propinodutos' o suado dinheiro dos nossos impostos.
   
Ao reformular a Previdência, temos que cuidar de dividir a responsabilidade, e fazer com que as partes cumpram o que foi acordado como obrigação legal, e que as novas normas arbitradas sejam de fato obedecidas.
   
   
*Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA
    
  

terça-feira, 9 de agosto de 2016

PPS não concorda com a perda de direitos dos trabalhadores, afirma Jordy

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) fala sobre a polêmica envolvendo o projeto de renegociação das dívidas dos Estados. Jordy esclarece que a iniciativa do mesmo foi do governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Mesmo assim, o PT, que antes o defendia, agora na oposição, tenta mobilizar a sociedade contra o projeto.
 
“Eles foram proponentes e defendiam esse projeto no início”, esclarece Jordy, que critica a “dupla personalidade” do partido. Jordy também informa que o PPS é contra pontos do projeto que agridem os interesses dos trabalhadores, como o aumento da cota previdenciária de 11% para 14%, o fim dos concursos públicos e o fim da progressão e da ascensão funcional. “São questões que nós não podemos concordar e precisamos sensibilizar o governo para que possa revisar”, disse Jordy.
   
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/qaZhYtbPz8s
   
    
  
Por: Assessoria Parlamentar