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terça-feira, 28 de março de 2017

Em CPI, Jordy ressalta mudanças para aperfeiçoar Lei Rouanet

 
 
Do Portal PPS
   
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) ressaltou, nesta terça-feira (28), a importância das mudanças promovidas pela atual gestão do Ministério da Cultura nas regras para concessão do benefício.

Foi durante oitiva em que foi ouvido na CPI da Lei Rouanet o irmão e empresário da cantora Cláudia Leite, Cláudio de Oliveira Inácio Júnior.
  
Em outubro de 2016, Cláudio, que é dono da produtora Ciel, teve rejeitada a prestação de contas de um projeto de shows da cantora baiana, pelo Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que havia sido autorizado a captar recursos via Lei Rouanet.
  
“Há uma deformação estrutural desta lei. Quero parabenizar o ministro Roberto Freire que anunciou a portaria 1702 que diz que a prestação de contas agora tem que ser online. Hoje, há entre 20 e 30 mil processos atrasados. Está sendo feita uma auditoria de R$ 100 milhões em restos a pagar”, disse Arnaldo Jordy, que é membro da CPI.
  
O deputado do PPS criticou ainda o que chamou de injustiça com os pequenos artistas e produtores culturais. Para ele, a Lei Rouanet privilegia as grandes produções na concessão de benefícios.
  
“A formatação desta Lei está errada para quem está no anonimato e com talento possa ter uma chance de existir neste mercado cultural que gera emprego e renda. Por isto, quero festejar as medidas. É possível mudar e o Ministério da Cultura já está mudando por ato administrativo”, acrescentou.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

sexta-feira, 3 de março de 2017

ARTIGO - Mais cultura


* Arnaldo Jordy
  
Há quem veja a cultura como algo fútil, sem utilidade prática no dia a dia das pessoas. Alguns chegam ao absurdo de dizer que em vez de cultura, a verba deveria ir para a saúde e a educação. 
  
Não é por aí, como se essas atividades fossem excludentes entre si, particularmente em nosso país, que detém o 8º PIB do planeta. 
  
Através da cultura, nos enxergamos como Nação, com toda a nossa diversidade de linguagens, sotaques e diferenças culturais. Pelo cinema, pela música, pelo teatro, nos encontramos e somos capazes de nos entender. Isso sem falar na oportunidade de termos lazer de qualidade para nossas horas de folga. Lazer esse que também gera empregos e garante a sobrevivência de muitas famílias.
   
Como exemplo, tivemos agora, nesse carnaval, no Rio de Janeiro, um aquecimento na economia de R$ 3,2 bilhões. O desfile do Galo da Madrugada, tradicional bloco de Pernambuco, que, anualmente, reúne 2 milhões de foliões pelas ruas de Recife, foi o campeão entre todos os outros blocos dos principais carnavais do Brasil em captação de recursos de incentivo fiscal via Lei Rouanet. Foram R$ 5 milhões captados em dez anos. Só para o carnaval de 2017, foram investidos R$ 100 mil em incentivos fiscais promovidos pela referida lei, valor que corresponde a 10% do custo total do bloco. O retorno para a economia é certo. São 24 mil empregos diretos e indiretos criados, entre costureiras, figurinistas, vendedores, taxistas, técnicos de montagem de palco e camarotes, da rede hoteleira, entre outros, com mil pessoas envolvidas diretamente no bloco.
    
Mais do que isso, atrações como Galo da Madrugada tornam o carnaval de Pernambuco um dos mais procurados do Brasil, com estimativa de 1,7 milhão de turistas passando pelo Estado neste período. O investimento total no carnaval pernambucano, entre poder público e iniciativa privada, chega a R$ 40 milhões, com retorno garantido. Isso mostra que valorizar a cultura popular traz dividendos. Em todo o Brasil, os locais que fazem isso têm maior apelo turístico e geram muitos mais empregos nessa área.
   
Isso mostra também que a Lei Rouanet, quando bem aplicada e fiscalizada, pode cumprir sua função de democratizar a distribuição de recursos para a cultura e valorizar as manifestações localizadas em Estados cujo mercado cultural é consolidado, como os do Sudeste, de onde sai a maioria dos filmes, novelas e grandes shows musicais. Mas o que se viu nos últimos anos, pelo menos desde 2001, foi uma grande frouxidão na fiscalização desses recursos, da qual se aproveitaram algumas quadrilhas para se locupletar do dinheiro de incentivos fiscais concedidos via lei de incentivos. Tudo está sendo investigado na CPI em curso na Câmara dos Deputados.
   
O passivo deixado sem fiscalização no Ministério da Cultura pelos governos anteriores é de aproximadamente 20 mil projetos, sobre os quais não houve qualquer tipo de verificação sobre sua execução, dando margem a desvios e corrupção, como vem sendo investigado na operação Boca Livre, da Polícia Federal. 
   
As investigações apontam que agentes intermediários cadastravam os projetos no Ministério da Cultura e captavam os recursos junto às empresas financiadoras. Em contrapartida, ficavam com 25% a 30% do valor liberado para cada projeto. Há suspeitas de superfaturamento, de uso de notas fiscais “frias” e de projetos simulados e duplicados, tudo isso sem qualquer fiscalização pelo Minc.
   
A operação Boca Livre, deflagrada em 2011, teve inquérito policial aberto em 2014 e uma segunda fase aberta em 2016, para apurar desvios estimados pela PF em R$ 5 bilhões, por meio de projetos de marketing e eventos institucionais, que sequer deveriam ter sido contemplados pela Lei Rouanet, pois só interessam a grandes empresas, que, dessa forma, custeiam com dinheiro de impostos grandes eventos de divulgação.
   
Nada disso significa que a Lei Rouanet deve acabar ou que é danosa. No encontro que tivemos com o ministro da Cultura, Roberto Freire, artistas e produtores culturais, em Belém, ficou clara a grande demanda por apoio na Amazônia, enquanto artistas consagrados são contemplados, como a baiana Cláudia Leitte, e aqui não questiono os méritos da cantora, que conseguiu captar R$ 1,2 milhão via Lei Rouanet para a realização de uma turnê plenamente comercial, que não precisa de incentivo para lotar suas plateias. Não é à toa que o Tribunal de Contas da União quer que a consagrada artista devolva esse valor aos cofres públicos.
   
Nossa expectativa é de que a nova gestão do Minc mude esse quadro. Uma força-tarefa será instalada para avaliar o passivo de quase 20 mil projetos que não foram fiscalizados. Freire também já anunciou a ampliação da representação Norte do Minc, que terá aumentada sua presença na Amazônia, passando a ser uma das maiores do país, num primeiro passo para a tão sonhada democratização dos recursos para a cultura.
   
A maior presença do Minc na Amazônia é parte de um plano maior para aumentar a influência do ministério nas decisões sobre quais áreas receberão incentivos. Uma proposta é que a cada projeto de grande valor aprovado para o Sudeste se destine parte desses recursos para projetos na região Norte e Centro-Oeste, por exemplo. Quanto às estatais, estas deverão ser obrigadas a investir parte dos seus recursos para a cultura nas regiões mais depreciadas, conforme análise de um Comitê Gestor da Lei Rouanet. Precisamos de uma distribuição mais justa dos recursos para a cultura, para compensar a colonização cultural sobre a nossa região, além de gerar empregos e renda para os que fazem a cultura.
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
    
  

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Para Jordy, mudanças na Lei Rouanet permitirão a democratização dos recursos

   
Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, o líder do PPS - Partido Popular Socialista deputado Arnaldo Jordy, se congratulou com o ministro da Cultura, Roberto Freire, que mudou a Lei Rouanet para estabelecer um teto de captação, para que não sejam viabilizados apenas grandes projetos, em mercados já desenvolvidos, para passar a atender regiões que hoje não são abandonadas, como o Norte e o Nordeste. A mudança sinaliza um avanço na democratização dos recursos para a cultura. Jordy lembra que alguns grandes projetos financiados pela Lei Rouanet, hoje, são investigados em CPI na Câmara, cujos resultados irão surpreender muita gente. Com a mudança, a distribuição de recursos se torna mais democrática e acessível.
      
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/6tWXFmorHEI
   
  
  
Por: Asssessoria Parlamentar
  
   

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Jordy destaca mudanças a serem promovidas pelo MinC na Lei Rouanet

    
  
Do Portal PPS
     
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), disse nesta quarta-feira (15) que as mudanças que devem ser promovidas pelo MinC (Ministério da Cultura) na Lei Rouanet permitirão a democratização e a descentralização dos recursos públicos. A declaração foi dada em plenário.

“A instrução normativa da pasta fará mudanças significativas, como a criação de um teto de captação para cada projeto e a instituição de novas contrapartidas. A bancada do PPS parabeniza a decisão de democratização da Lei Rouanet já que ela existe para quem não tem oportunidade. Se não fosse assim, deixaria de ser um incentivo e passaria a ser financiamento. A cultura brasileira merece ser valorizada”, disse Jordy.

O deputado lembrou que o ministro Roberto Freire tem grande apreço pela cultura.

“Conforme Freire, a cultura tem uma dimensão muito maior do que a simples expressão de uma identidade nacional, tendo cada vez mais participação na economia brasileira, na geração de novos empregos e na superação de crise”, destacou.

O deputado também lembrou que o Ministério da Cultura pretende aumentar o investimento em projetos de caráter permanente, como museus.
  
   

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Freire promete descentralizar recursos para cultura e aumentar presença na Amazônia

   
   
O ministro da Cultura, Roberto Freire, teve um encontro produtivo com representantes de diferentes segmentos culturais do Pará, na manhã desta sexta-feira, 13, no auditório do antigo Instituto de Artes do Pará (IAP), em Nazaré, cujo auditório ficou lotado de pessoas interessadas nas propostas de Freire. O ministro declarou estar empenhado em democratizar e descentralizar a Lei Rouanet, para garantir que seus recursos cheguem a regiões como a Amazônia. 
   
"A partir do final de janeiro, vamos ver como definir para a Lei Rouanet algum nível de intervenção para distribuição dos projetos”, disse Freire, durante a reunião, que foi intermediada pelo deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), responsável por trazer o ministro da Cultura a Belém.
    
Freire revelou que pretende adotar um modelo parecido com o da privatização das telefônicas, quando um consórcio que ganhava o direito de explorar uma área densamente povoada, era também obrigado a responder por outra região menos populosa e lucrativa. Da mesma forma, Freire pretende que a empresa que captar recursos para um grande projeto no Sudeste, responda também por um projeto importante na Amazônia ou no Nordeste.
    
Freire anunciou também a constituição de um Comitê Gestor da Lei Rouanet, para intermediar a relação do Ministério da Cultura com as estatais, para que estas não financiem apenas projetos na região Sudeste, mas distribuam os recursos destinados à cultura, democraticamente, entre as regiões, e contemplando projetos que interessa ao Ministério da Cultura, e não apenas aos captadores da lei, que são empresários e visam exclusivamente o lucro.
    
Como exemplo, citou um projeto da Grêmio Literário e Recreativo Português, cuja biblioteca, a Fran Paxeco, considerada a terceira do Brasil em número de obras raras, tem um projeto de participar com parte de se acervo em uma exposição em Chicago (EUA). O projeto foi aprovado pela Lei Rouanet, mas não conseguiu captar recursos. Nesse caso, o Comitê Gestor poderia indicar uma empresa estatal ou outra responsável por grandes projetos empresariais, a atender também o projeto localizado na Amazônia.
    
O deputado Arnaldo Jordy reforçou a necessidade de uma distribuição mais justa dos recursos para a cultura, para compensar a colonização cultural do Sudeste sobre a nossa região. Jordy lembrou a importância da geração de renda e emprego pelo mercado cultural, numa região que não tem a indústria desenvolvida. "Precisamos de maior simetria, mais justa, na distribuição dos recursos para a cultura, no lugar da colonização cultural pela região Sudeste. Isso incomoda quem faz cultura na Amazônia”, disse Jordy.
   
Freire também garantiu aumentar a presença do Ministério da Cultura no Pará, para estreitar o diálogo com os representantes da cultura, e a manutenção dos Pontos de Cultura, para garantir a descentralização do apoio às manifestações culturais. À tarde, em encontro com secretários de Cultura dos Estados do Amazonas, do Amapá e do Pará, no gabinete do secretário Paulo Chaves, na Secretaria de Estado de Cultura, Roberto Freire defendeu a ideia de criar escritórios regionais do Ministério da Cultura, exclusivamente para controlar a aplicação dos recursos da Lei Rouanet.
  
Outro assunto discutido foi a possibilidade de criação de um fórum de secretários de cultura da Amazônia. O ministro quer fazer mudanças na Lei Rouanet, de modo a fomentar a cultura da região Norte, através de compensações pelas empresas que, hoje, só investem na região Sudeste. Essas empresas, especialmente estatais, teriam um percentual obrigatório para investimento na Amazônia. 
   
Freire lamentou que a Amazônia não tenha nenhum outro museu federal, além do Museu Paraense Emílio Goeldi, e defendeu a ideia da criação do Museu do Homem Amazônico, sobre a história da ocupação humana na região, bem como a valorização dos museus e bibliotecas em geral da região. Participaram da reunião, além de Paulo Chaves, o secretário de Cultura do Amapá, Vicente Cruz; e representantes da Secretaria de Cultura do Amazonas, Mimosa Maia Paiva, Cleia Viana e Rejane Barbosa.
   
   
Por: Assessoria Parlamentar
   
   

sábado, 14 de janeiro de 2017

Freire e Jordy têm encontro com secretários da Amazônia

  
   
O ministro da Cultura, Roberto Freire, e o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) tiveram encontro, na tarde desta sexta, 13, com os secretários de Cultura do Pará, Paulo Chaves; do Amapá, Vicente Cruz, e com representantes da Secretaria de Cultura do Amazonas, Mimosa Maia Paiva, Cleia Viana e Rejane Barbosa. Em pauta, a melhor distribuição dos recursos para a área cultural, de modo a contemplar os Estados da região Norte. Freire propôs a criação de escritórios regionais do Minc na Amazônia, dedicados a fiscalizar a aplicação de recursos da Lei Rouanet, e meios de fazer com que empresas, especialmente estatais, que fazem grandes investimentos em cultura no Sul e Sudeste, sejam obrigadas a contemplar, com um percentual dos recursos, projetos na Amazônia e no Nordeste.
   
Outra proposta é a criação de um Fórum de secretários de Cultura da Amazônia, para reforçar o diálogo com o Minc. Freire também falou sobre a ideia de criar um museu federal do Ministério da Cultura na região, que poderá ser o Museu do Homem Amazônico, contando a história da ocupação humana no Norte do Brasil.
   
  
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

Freire promete descentralizar recursos para cultura e aumentar presença na Amazônia


     
O ministro da Cultural, Roberto Freire, teve um encontro muito produtivo com representantes de diferentes segmentos culturais do Pará, na manhã desta sexta-feira, 13, no auditório do antigo Instituto de Artes do Pará (IAP), em Nazaré, cujo auditório ficou lotado de pessoas interessadas nas propostas de Freire, que declarou estar empenhado em democratizar e descentralizar a Lei Rouanet, para garantir que seus recursos cheguem a regiões como a Amazônia. “A partir do final de janeiro, vamos ver como definir para a Lei Rouanet algum nível de intervenção para distribuição dos projetos”, disse Freire, durante a reunião, que foi intermediada pelo deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), responsável por trazer o ministro da Cultura a Belém.
   
Freire revelou que pretende adotar um modelo parecido com o da privatização das telefônicas, quando um consórcio que ganhava o direito de explorar uma área densamente povoada, era também obrigado a responder por outra região menos populosa e lucrativa. Da mesma forma, Freire pretende que a empresa que captar recursos para um grande projeto no Sudeste, responda também por um projeto importante na Amazônia ou no Nordeste.
    
Freire anunciou também a constituição de um Comitê Gestor da Lei Rouanet, para intermediar a relação do Ministério da Cultura com as estatais, para que estas não financiem apenas projetos na região Sudeste, mas distribuam os recursos destinados à cultura, democraticamente, entre as regiões, e contemplando projetos que interessa ao Ministério da Cultura, e não apenas aos captadores da lei, que são empresários e visam exclusivamente o lucro.
   
Como exemplo, citou um projeto da Grêmio Literário e Recreativo Português, cuja biblioteca, a Fran Paxeco, considerada a terceira do Brasil em número de obras raras, tem um projeto de participar com parte de se acervo em uma exposição em Chicago (EUA). O projeto foi aprovado pela Lei Rouanet, mas não conseguiu captar recursos. Nesse caso, o Comitê Gestor poderia indicar uma empresa estatal ou outra responsável por grandes projetos empresariais, a atender também o projeto localizado na Amazônia.
  
Arnaldo Jordy reforçou a necessidade de uma distribuição mais justa dos recursos para a cultura, para compensar a colonização cultural do Sudeste sobre a nossa região. O parlamentar lembrou a importância da geração de renda e emprego pelo mercado cultural, numa região que não tem a indústria desenvolvida. “Precisamos de maior simetria, mais justa, na distribuição dos recursos para a cultura, no lugar da colonização cultural pela região Sudeste. Isso incomoda quem faz cultura na Amazônia”, disse Jordy.
   
Freire também garantiu aumentar a presença do Ministério da Cultura no Pará, para estreitar o diálogo com os representantes da cultura, e a manutenção dos Pontos de Cultura, para garantir a descentralização do apoio às manifestações culturais.
  
 
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

Jordy e Roberto Freire visitam biblioteca do Grêmio Literário Português


    
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) acompanhou nesta sexta-feira (13), o ministro da Cultura, Roberto Freire, em visita à Biblioteca Fran Paxeco, do Grêmio Literário Português, uma das maiores do Brasil em número de obras raras.
   
Logo em seguida, Jordy e Freire participam de encontro com artistas e produtores culturais paraenses no auditório do antigo IAP, em Nazaré. Em pauta, a democratização dos recursos para a cultura, que precisam beneficiar a Amazônia, e a valorização da Lei Rouanet, que precisa ser utilizada pelos verdadeiros artistas, sem desvio de recursos por empresas mal intencionadas. Freire anunciou um programa de valorização de bibliotecas e museus e disse que o Pará precisa de mais museus federais
   


  
  
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Lei Rouanet: Jordy pede a Ministério informações sobre aplicação de recursos

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), que integra a CPI da Câmara Federal que investiga irregularidades na aplicação da Lei Rouanet, teve aprovado nesta terça-feira (8), requerimento de solicitação de informações ao Ministério da Cultura.
    
O vice-líder do PPS solicitou levantamentos detalhados, relativos aos últimos cinco anos, dos repasses de recursos para as regiões brasileiras, bem como de quantos projetos foram aprovados e executados sob a Lei de incentivos, no mesmo período. 
   
Para Jordy, “o pedido tem como objetivo aprofundar os conhecimentos, por parte do colegiado da CPI, das ações tomadas pelo Ministério em relação à Lei Rouanet e averiguar possíveis deformações na política pública para o setor cultural no país”.
    
Ainda segundo o parlamentar, um levantamento do ano de 2013 revela que dos R$ 1,3 bilhão investidos no setor pela Lei Rouanet, apenas duas unidades da federação do Sudeste ficaram com 75% do total destes recursos e que toda a região Amazônica só teve acesso a 0,43% da verba disponível.
   
“Isto é um crime do ponto de vista do modelo federativo. Não estou reivindicando a simetria de dois mercados absolutamente distintos, mas um mínimo de piso e teto, é preciso que seja estabelecido”, completou o deputado paraense.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Deputado pede a CPI para ouvir Claudia Leitte sobre irregularidade na Lei Rouanet

  
Do Portal PPS
     
Integrante da CPI da Lei Rouanet na Câmara, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) apresentou requerimento em que solicita audiência pública para ouvir a cantora Claudia Leitte. O Ministério da Cultura exige que a artista devolva R$ 1,2 milhão aos cofres públicos e alega que sua produtora usou esta verba para uma turnê através da Lei Rouanet, mas não cumpriu regras legais de distribuição e venda de ingressos.

Instalada em 4 de outubro, a comissão parlamentar de inquérito investiga o uso irregular de recursos concedidos a projetos culturais oriundos a partir de benefícios fiscais da União.
  
No caso de Claudia Leitte, o Ministério identificou irregularidades nas contas do projeto que incluiu uma série de 12 shows entre maio, junho e julho de 2013 em Rio Branco (AC), Macapá (AP), Belém (PA), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), São Luiz (MA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Brasília (DF).
  
O Minc diz que a devolução dos recursos pela produtora Ciel, de Claudia Leitte, é devida “ao não atendimento das medidas de democratização de acesso pactuadas”.
  
“A audiência proposta é uma boa oportunidade para a cantora e seus produtores esclarecerem as constatações feitas por técnicos do Ministério da Cultura. A Lei Rouanet exige que seus beneficiários sigam regras rígidas para os incentivos fiscais concedidos”, justifica o deputado do PPS.
     
Pela Lei, aqueles que receberem verbas da Rouanet e tiverem suas contas finais reprovadas ficam inabilitados por três anos para receberem novos recursos.
   
O requerimento de Arnaldo Jordy ainda não tem data para ser apreciado.
   
  

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Em CPI, Jordy cobra mais apoio para artistas da Amazônia

   
Em reunião da CPI da Lei Rouanet, na terça-feira, 18, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) reclamou da grande distorção na distribuição dos recursos, que vão, em sua maioria absoluta, para Rio e São Paulo, enquanto a região Norte fica praticamente sem nada. Principal instrumento de financiamento da cultura, a Lei Rouanet destinou ao setor quase R$ 1,3 bilhão em 2013, dos quais 75% exclusivamente para Rio e São Paulo.
  
A Amazônia toda recebeu menos de 0,5%. “Isto é um crime do ponto de vista do modelo federativo. O mínimo de simetria nós deveríamos que ter, para não agravar as desigualdades”, afirmou Jordy, diante da ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda. A CPI apura desvios no setor. Para Jordy, nada justifica tanto apoio a projetos de celebridades com carreiras consolidadas no mercado cultural, que cobram R$ 620 por ingresso, enquanto mestres do carimbo e artistas de outras manifestações populares ficam à míngua.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/D9TQzX62nf8 
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Jordy diz que Lei Rouanet privilegia RJ e SP, além de celebridades

      
  
Do Portal PPS
  
Integrante da CPI que investiga irregularidades na aplicação da Lei Rouanet, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) disse nesta terça-feira (18) que há deformações graves na principal política pública para o setor da Cultura no país.
   
Durante audiência pública com a ex-ministra Ana de Holanda, que prestou esclarecimentos na comissão parlamentar de inquérito, Jordy disse que a Lei Rouanet sempre privilegiou os estados do Rio de Janeiro e São Paulo no patrocínio de projetos culturais.
   
Segundo o parlamentar, levantamento de 2013 mostra que dos R$ 1,3 bilhão investidos no setor pela Lei Rouanet, as duas unidades da federação do Sudeste ficaram com 75% do total destes recursos. Ele citou que, por outro lado, toda a região Amazônica só teve acesso a 0,43% desta verba.
   
“Isto é um crime do ponto de vista do modelo federativo. E claro, não estou aqui reivindicando a simetria de dois mercados absolutamente distintos, mas o mínimo de piso e teto precisávamos estabelecer, para tratar os desiguais de forma desigual”, disse Jordy.
   
Arnaldo Jordy criticou ainda o direcionamento do dinheiro da Lei Rouanet para artistas consagrados no cenário nacional e internacional.
   
“Na minha opinião, nada justifica um projeto de incentivo estritamente mercadológico para financiar celebridades altamente consagradas no mercado. Não admito uma cantora consagrada do Nordeste que cobra 600 reais de ingressos ser subsidiada pela Lei Rouanet. É um absurdo. Não vou citar nomes e não acho que houve dolo, mas há uma deformação do modelo de política pública para a cultura”, afirmou o deputado do PPS, que foi bastante aplaudido na comissão.
   
O deputado paraense citou o exemplo de mestres de Carimbó e do Maracatu que têm dificuldades em continuar suas atividades culturais devido ao não acesso a recursos públicos.
   
“Eles estão à míngua enquanto celebridades recebem recursos polpudos”, resumiu.
    
  

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

CPI da Lei Rouanet: Jordy quer ouvir atriz que denunciou gestão Dilma por chantagear artistas

    
Do Portal PPS
    
O vice-líder do PPS na Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PA), apresentou nesta quarta-feira (5) requerimento com convite a atriz Alessandra Maestrini. A artista, em um programa de rádio, disse que a gestão de Dilma Rousseff perseguiu vários amigos dela e ameaçou tirar patrocínio estatal caso estes profissionais não se alinhassem às diretrizes político-ideológicas do Partido dos Trabalhadores e do governo federal.
  
O pedido é para que a atriz participe de audiência pública na CPI da Lei Rouanet, que foi recém-criada na Câmara dos Deputados.
  
A entrevista de Alessandra Maestrini foi dada em maio deste ano à Rádio Jovem Pan, segundo argumentou o deputado. Entre outros grandes papéis, ela interpretou a diarista Bozena no seriado Toma Lá Dá Cá, da TV Globo. Ela também é cantora.
  
A atriz contou detalhes sobre como o governo petista tentava cercear a atuação da classe artística no Brasil.
  
“Algumas pessoas foram demitidas por isso, e houve programas que acabaram, por ordem do governo. Uma das estratégias usadas pela antiga administração era a retirada de patrocínio [por meio de publicidades das grandes companhias estatais, como a Petrobras]. Pessoas do governo ligavam e ordenavam: ‘demitam, cancelem o programa’”, revelou à Rádio Jovem Pan.
  
Sem revelar nomes para não expor os seus colegas, a atriz explicou como se dava a ameaça entre líderes políticos com as emissoras, pedindo “a cabeça” de quem se opunha a eles (governo).
  
“Eu não posso falar porque vou expor meus amigos. A emissora entrava em contato com o artista avisando que o governo havia ligado ameaçando. Quem ligou eu não sei, não era comigo que estavam falando”, afirmou.
  
A CPI na Câmara foi instalada para investigar a concessão de benefícios fiscais concedidos por aplicação da Lei Rouanet. A comissão tem 15 membros e funciona desde meados de setembro de 2016.