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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Os velhos e novos desafios

   
* Arnaldo Jordy
   
A eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República teve, entre outros, três aspectos centrais, o compromisso com a ordem e a segurança, o antipetismo e o combate à corrução. Os dois últimos estão mais associados à crise econômica que se revela a maior da história da República brasileira.
  
Um dos efeitos mais perversos desta a crise que se abateu sobre o país, de forma mais aguda, desde 2013, gerando manifestações espontâneas de protestos por todo o Brasil, que surpreenderam a todos, foi o agravamento da concentração de renda no Brasil, um problema que sempre foi grave e que não será solucionado facilmente, nem mesmo com o fim da recessão e uma diminuição dos números assustadores do desemprego, que atinge hoje mais de 13 milhões de brasileiros.
   
O Coeficiente de Gini, um indicador que serve para medir a distribuição da renda nas sociedades, vai de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, mais desigual é a distribuição da riqueza em um determinado país. Foi divulgado esta semana, que este índice aumentou de 0,546 em 2016, para 0,549 no ano passado, no Brasil.
   
Outro indicador, o Índice de Palma, mostra a diferença entre a parcela da riqueza apropriada pelos 10% da população com maiores rendas, em comparação à parcela apropriada pelos 40% com menores rendimentos, e mostra que os 20,7 milhões de brasileiros que estavam no topo da pirâmide social recebiam, em 2017, três vezes e meio a mais que a renda média dos 82,8 milhões de brasileiros que estão na base das faixas de rendimento.
   
Infelizmente, o Pará está entre os estados nos quais o rendimento familiar caiu entre 2016 e 2017, de 875 reais para 873 reais por mês, uma diminuição de 0,2%, mesmo índice registrado, na média, para todo o Brasil, com renda familiar mensal passando de 1.515 reais para 1.511, resultado da estagnação da economia dos últimos anos. Enquanto a renda se manteve estável, muitos preços continuaram a subir e a comida diminuiu na mesa, causando insatisfação entre a população.
   
Também nesta semana, foi divulgado pelo IBGE que havia, em 2017, cerca de 55 milhões de brasileiros abaixo da linha de pobreza, dos quais, 3,8 milhões no Pará, com um acréscimo de 30 mil pessoas nessa faixa no ano passado no Estado, e mais 2 milhões que empobreceram, em 2017, em todo o Brasil. Junto com a pobreza, a miséria também aumenta e pessoas nessa situação são mais facilmente cooptadas por organizações criminosas de traficantes.
   
O brasileiro foi às urnas e escolheu para a presidência a proposta que lhe pareceu mais adequada para combater a violência e a corrupção, problemas que afligem o cidadão há muito tempo. Ninguém suporta mesmo tanta violência e o dinheiro público escorrendo pelo ralo dos crimes de colarinho branco, mas o novo governo precisa levar em consideração que a redução dos indicadores de violência passa principalmente pelo desenvolvimento sustentável da economia, com a redução da desigualdade e da pobreza.
  
Recuperar o emprego e a renda que o brasileiro perdeu é fundamental para pacificar o país e sustentar um crescimento econômico que devolva a dignidade que parte do povo brasileiro perdeu, juntamente com a capacidade de andar de cabeça erguida por ter condições de sustentar sua família.
   
  
*Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA.
  
  

sexta-feira, 27 de julho de 2018

ARTIGO - Investimento em educação é estratégico

  
* Arnaldo Jordy
  
Uma pesquisa de doutorado feita na Universidade de São Paulo (USP) demonstra que quanto mais se investe na educação, mais se reduz a criminalidade. Não tenho dúvida de que aí está o principal caminho para que o país supere os terríveis indicadores de violência que temos observado em todo o Brasil. De acordo com a economista Kalinka Leia Becker, em sua tese para o departamento de Economia da Esalq/USP, cada aumento de 1% no investimento em educação reduz em 0,1% o índice de criminalidade no médio e longo prazos. Para chegar a esse resultado, ela coletou e comparou dados sobre taxas de homicídios e de investimentos em educação nos Estados entre 2001 e 2009. E mais, a mesma pesquisa informa que cada ano de estudo a mais no ensino médio representa 11% a mais de chance de inclusão no mercado de trabalho. 
  
A pesquisa também aponta outros fatores que podem diminuir a violência entre os estudantes, como o cuidado com o entorno da escola e com a comunidade a qual ela serve. A simples oferta de atividades de esporte, cultura e lazer, como formas de socialização, já é capaz de reduzir a violência no entorno das escolas.
  
Essa relação entre investimento em educação e redução da criminalidade também é o caminho apontado pela população brasileira, em pesquisa divulgada a 3 de abril deste ano, pela Confederação Nacional da Indústria, em parceria com o movimento Todas pela Educação, segundo a qual, 77% dos brasileiros concordam com a afirmação de que o problema da violência no Brasil se relaciona de forma direta com a baixa qualidade da educação no País. A mesma pesquisa da CNI também mostra que é crescente a insatisfação do brasileiro com a qualidade da educação pública.
  
Outra conclusão da pesquisa da CNI é que já está na hora da educação ser também considerada uma área estratégica para o país, inclusive do ponto de vista econômico, para aumentar a nossa capacidade de gerar riqueza e reduzir a desigualdade gritante na sociedade. De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio, a Pnad do IBGE, metade dos trabalhadores teve renda média inferior a um salário mínimo em 2016, e a parcela de 1% com maiores rendimentos recebia 36 vezes mais que os 50% mais pobres.
   
A necessidade de melhorar a educação é urgente. Semana passada, veio à tona o fraco desempenho dos estudantes brasileiros na avaliação internacional do Pisa, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo a qual, 61% dos brasileiros não conseguem chegar até a última questão da primeira parte da prova à qual foram submetidos. Para se ter ideia, entre os estudantes da Finlândia, só 6% não conseguiram concluir a prova no tempo estipulado. Na Colômbia, o resultado foi de 18%. E na mais recente avaliação do Pisa, o Brasil ficou em 65º lugar. É lamentável e preocupante. 
   
Tenho acompanhado o desempenho do Pará na educação, e a situação é grave, apesar de avanços nos últimos anos. No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), estamos em 23º lugar, entre 27 estados da Federação. Mesmo assim, o Pará passou do índice de 2,8 em 2005, para o índice médio de 4,5 em 2015, acima da meta programada de 4,0, mas ainda abaixo do índice ideal de 6,0, capaz de garantir o aprendizado em um fluxo escolar adequado e próximo do índice das escolas particulares, que foi de 6,1. A expectativa é de que, em 2021, o Pará tenha alcançado 5,0, com o avanço na qualidade do ensino das séries mais avançadas do ensino fundamental e do ensino médio, que têm tido fraco desempenho.
   
A valorização da educação é uma questão que precisa envolver toda a sociedade, sobretudo as famílias, que têm que exigir qualidade na educação. Essa consciência já surgiu e tende a aumentar cada vez mais. Os brasileiros querem uma educação condizente com o tamanho do país, para que possa finalmente se desenvolver e crescer com segurança. Por isso, é importante que cada eleitor cobre de seus candidatos o compromisso com a educação como prioridade.
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal - PPS/PA 
    
  

sexta-feira, 25 de maio de 2018

ARTIGO - Educação contra a desigualdade

      
* Arnaldo Jordy
   
A educação continua sem ter a devida prioridade no Brasil, como comprovam os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) relativos a 2017, divulgados na semana passada pelo IBGE. Estamos em 2018 e o nosso país ainda não cumpriu a meta contida no Plano Nacional de Educação (PNE) para 2015, que era a queda da taxa de analfabetismo no país para 6,5%. Entre 2015 e 2017, a taxa caiu de 7,2% para 7%, ainda muito distante do patamar que deveria ter sido alcançado há três anos, muito pouco para um país que assumiu o compromisso de erradicar o analfabetismo até 2024.
    
A Pnad aponta que há absurdos 11,5 milhões de analfabetos no país, um resultado que escancara os efeitos da desigualdade social e da concentração de renda e que relega ao esquecimento e à miséria grandes setores da população, sobretudo, no Norte e Nordeste. De acordo com a pesquisa, os analfabetos são em grande parte pessoas idosas, pretas ou pardas, sem acesso a serviços públicos e benefícios sociais, esquecidos por todos. Boa parte da queda do índice de analfabetismo se dá naturalmente pela alta taxa de mortalidade desse grupo. Entre as pessoas idosas, a taxa de analfabetismo é de 19,3%. Para a faixa etária entre 15 e 60 anos, é de 7%. Na região Norte, a taxa é de 8% e no Nordeste, incríveis 14,5%.
   
O Pará ainda é um dos Estados com alta taxa de analfabetismo: 8,6%, segundo a última Pnad, o que corresponde a 532 mil pessoas nessa condição com idades acima de 15 anos. Mas houve queda em relação à pesquisa anterior, de 2016, cuja taxa para o Pará era de 9,3%. Isso indica que 27,2 mil adultos foram alfabetizados no Pará no período de um ano. A queda do índice de analfabetismo no Pará foi três vezes maior que a média nacional e teve impacto positivo na taxa nacional, o que é motivo de festejo, ainda que haja muito a ser feito, sobretudo em termos de redução da desigualdade, agravada pela crise econômica que se arrasta desde antes de 2014.
   
O mesmo IBGE informa que 50% dos trabalhadores brasileiros, ou 44,4 milhões de pessoas, têm renda média menor que o salário mínimo. No topo da pirâmide, 1% da população, ou cerca de 1 milhão de pessoas, têm renda média de cerca de R$ 27 mil. Cerca de 5% dos trabalhadores brasileiros, ou 4,4 milhões de pessoas, sobrevivem com uma renda média de apenas R$ 73 por mês, uma renda média mensal 360 vezes menor que a do 1% mais rico.
   
São muitos os brasileiros que, jovens ainda, têm que abandonar os estudos e a expectativa de uma vida profissional produtiva para trabalhar desde infância, em condições de informalidade causadas pela falta de escolaridade. Hoje, quem tem apenas o ensino fundamental, dificilmente consegue emprego com carteira assinada.
   
Para evoluir e crescer, o Brasil precisa incluir mais pessoas nos processos educativos e produtivos, e para isso, precisa investir mais em educação, sobretudo a fundamental, que cria a base sobre a qual será erigida uma vida profissional. Já propus, em projeto de lei, que mais recursos de royalties do petróleo fossem destinados a custear a educação pública, bem como a saúde, para pagar melhor os professores, melhorar as escolas e qualificar a educação, para melhorar os resultados do Brasil, que em avaliações internacionais, já ocupou o 84º lugar em rankings sobre qualidade da educação básica.
  
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris, já apontou que o Brasil gasta, anualmente, US$ 3,8 mil (R$ 11,7 mil) por aluno do primeiro ciclo do ensino fundamental (até a 5ª série), o que é menos da metade do valor médio gasto por ano com estudante nos países desenvolvidos, que é que é de US$ 8,7 mil. Isso não pode continuar. Não podemos economizar com o que realmente importa para o futuro do país.
   
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 23 de março de 2018

Jordy parabeniza população de municípios do Pará que receberão cursos de medicina

  

O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) participou, nesta quarta-feira (21), no Ministério da Educação, da assinatura de termos de compromisso dos municípios do Pará selecionados para receberem novos cursos de medicina. A solenidade aconteceu no auditório do Ministério, com a presença do ministro Mendonça Filho.
   
Ao lado dos prefeitos do municípios contemplados - Castanhal, Pedro Coelho; de Bragança, Raimundo Oliveira e de Cametá, Waldoli Valente -, e de secretários municipais, Jordy parabenizou e elogiou o empenho de todos nesta importante conquista, que segundo ele "permitirá inclusive a fixação de profissionais médicos nestes e demais municípios do interior do Estado".
   
Pelo termo, as prefeituras se comprometem com o Governo Federal, a apoiar o processo de seleção da instituição que implantará o curso de medicina no município e garantir suporte técnico e infraestrutura.
    
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 21 de março de 2018

Jordy parabeniza merendeira paraense premiada em concurso nacional do MEC

    
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), parabenizou a merendeira Maria Claudia Ferreira dos Santos, da escola José Alves Cunha, do Tapanã, em Belém, uma das cinco vencedoras do 2º concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A solenidade de premiação aconteceu nesta terça-feira (20), no MEC em Brasília. 
  
O concurso, que recebeu mais de 2 mil inscrições de todo país, premiou cinco merendeiras, uma de cada região. Maria Cláudia, representando a região Norte, venceu com a Macarronada Paraense, prato que também leva o tradicional jambu. 
  
Para Jordy, “é uma grata e justa homenagem àqueles profissionais responsáveis pela alimentação de mais de 45 milhões de estudantes de nossas escolas em todo país”. 
  
“Fiquei muito feliz em ganhar o prêmio, principalmente, pelo reconhecimento dessa profissão que eu amo. Costumo dizer que a merendeira nunca pode faltar, e é assim que lido com meu trabalho, de forma séria e respeitosa”, avalia Maria Claudia, revelando ainda que seu segredo para vencer foram dois ingredientes: amor e carinho. 
  
De acordo com o MEC, o objetivo do concurso é valorizar o papel das merendeiras e merendeiros que trabalham diariamente em prol da alimentação de qualidade nas escolas públicas do Brasil, promovendo assim, a alimentação saudável, além de mobilizar a comunidade escolar para a temática da educação alimentar e nutricional. 
    
A receita de Maria Claudia fará ainda parte de um livro, contendo as principais receitas do concurso.
    
 
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 7 de março de 2018

No FNDE, Jordy pede liberação de recursos para educação no Pará

   
   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) foi recebido nesta terça-feira (6) pelo presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Sílvio Pinheiro, para tratar da liberação de recursos de emendas parlamentares para a área de educação do Pará, da ordem de 3 milhões de reais, destinada a escolas de todo Estado. 
    
“São emendas importantes, que estamos tentando destravar junto ao governo federal, e que permitirão a construção e reformas de unidades escolares”, afirmou Jordy, que ainda apresentou ao executivo, uma relação de obras inacabadas em seu Estado. 
   
Silvio Pinheiro afirmou que se empenhará a verificar as pendências necessárias para que os recursos possam ser efetivamente aplicados, revelando que uma resolução do FNDE, publicada na última semana, tratando sobre obras inacabadas, possibilitará o estudo e análise destas obras, de modo que soluções sejam buscadas.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

ARTIGO - Marajó: educação e pobreza

  
* Arnaldo Jordy 
  
Enquanto a corrupção sangra R$ 220 bilhões por ano dos cofres públicos, o Brasil segue precaríssimo em educação e saúde públicas de qualidade e afundado em problemas decorrentes da miséria, tais como a exploração sexual, a prostituição infantil, a violência e o desemprego. No Pará, temos uma região que é a expressão dessa realidade, de uma situação de abandono à própria sorte que perdura há séculos, o Marajó, cujo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de seus municípios escancara toda uma situação de carência da população e abandono.
    
Neste semestre passado percorri 12 dos 16 municípios do arquipélago, prestando contas do meu mandato, conversando com a população, prefeitos, entidades, entregando emendas parlamentares, e cada vez me convenço que são dois os maiores desafios imediatos para superar essa realidade de maneira emergencial: educação e ampliação dos programas sociais. 
  
O IDH, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), é uma medida resumida do progresso de uma determinada região em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O indicador criado pela ONU serve como contraponto ao Produto Interno Bruto (PIB), que mede a soma das riquezas de um determinado local, enquanto que o IDH serve para avaliação de como essa riqueza beneficia a população.
  
O índice vai de 0 a 1 e os locais com IDH abaixo de 0,499 têm sérios problemas em seu desenvolvimento humano; os que estão entre 0,500 e 0,799 têm desempenho mediano e apenas os que estão acima de 0,800 têm alto desenvolvimento. Em 2013, todos ficamos chocados com o fato de Melgaço, no Marajó, ter o menor IDH do país, 0,418, assim como 8 dos 16 municípios da arquipélago estavam entre os piores indicadores do Brasi em educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança de vida ao nascer) e renda (PIB per capita): Chaves, Anajás, Afuá, Curralinho, Breves, Portel, Bagre e Gurupá. No Atlas anterior, de 2010, Melgaço também havia sido o município paraense pior colocado, à frente apenas de outros seis municípios. Em 2010, metade da sua população de 24 mil habitantes era analfabeta e apenas 681 jovens frequentavam o ensino médio. O Pnud informa que a dimensão que mais contribuiu para o baixo IDH do município foi a educação, com índice de apenas 0,207, seguido da renda, com 0,454, enquanto a longevidade, que representa a expectativa de vida ao nascer, teve índice de 0,776. 
   
O Censo de 2010 constatou que o Marajó tinha 130 mil alunos matriculados no ensino fundamental, número que caia abruptamente para 16 mil alunos no ensino médio, enquanto apenas 1 mil alunos cursavam ensino técnico ou profissional. O sonho de uma universidade do Marajó ainda é distante, embora UFPA e UEPA tenham aumentado o número de vagas em seus campi avançados após mobilizações da sociedade das quais participei. O Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago de Marajó (PDTSAM), lançado por Lula em 2007, nunca saiu do papel.
   
O que fazer de imediato? É preciso urgentemente ampliar os programas sociais do governo, com um olhar diferenciado para o Marajó, ampliar a proteção à criança e ao adolescente e prover serviços básicos, como água potável, que ainda falta naquela região, definindo uma estratégia que possa superar de forma rápida essa situação. 
   
Definir também as bases de um ajuste curricular que possa atrair mais os alunos, agregando conteúdos que possam estimular sua participação, incentivar equipes pedagógicas em parceria com os pais e a comunidade, para o alcance de metas, definir o grau de colaboração entre os entes federativos (municípios, estados e a União, incluindo as duas universidades públicas, UFPA e UEPA), adequar essa estratégia em função da territorialidade, ou seja, pensar o território (que no Marajó destoa do restante do Brasil), com base em arranjos locais de desenvolvimento da educação, como previsto no Plano Nacional de Educação, em seu Artigo 7º, que estabelece que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios atuem em regime de colaboração, visando o alcance de metas e a implementação das estratégias que são objeto do PNE, como um maior investimento per capita em educação básica, incluindo transporte escolar e merenda.
   
Essas são algumas iniciativas, entre outras que poderão ser tomadas para reverter de forma emergencial situações degradantes causadas pela pobreza e a falta de perspectivas. Mas os governos devem adotar políticas públicas que não sejam meros paliativos, que mudem o cenário social no Marajó e de outras regiões onde a pobreza atrasa o futuro e empurra crianças e jovens para um turbilhão que os devora. Com educação e atenção integral, em algumas gerações haverá um aumento da renda da população e a melhoria dos indicadores de saúde que tanto nos envergonham.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Direitos humanos devem integrar diretrizes da educação, decide Comissão

   
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), da Câmara Federal aprovou na segunda-feira (12), por unanimidade, projeto de lei (PL 256/11) que inclui os direitos humanos entre as diretrizes a serem observadas pela educação básica (ensinos fundamental e médio). A proposta, do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei 9394/96). 
    
Segundo o autor, “os princípios fundamentos dos direitos humanos não são suficientemente conhecidos pela sociedade, em parte porque a LDB não determina com clareza que os conteúdos curriculares da educação básica devem ter por diretriz sua difusão”.
  
Ainda de acordo com o texto aprovado, é de conhecimento geral que os estudantes brasileiros pouco conhecem as intenções positivas e expressas na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, instituída pela ONU em 1948, que estabelece os fundamentos dos Direitos Humanos modernos. 
   
O relator da proposta na CCJC foi o deputado Luiz Couto (PT/PB), que elogiou a proposta e afirmou em seu voto, que “considerando que o Brasil é signatário do Tratado -, assinado por vários líderes mundiais no Palais de Chaillot, Paris -, esse deve ter seu aproveitamento no âmbito de nosso espaço nacional e da legislação interna”.
   
O projeto foi avaliado e aprovado anteriormente pela comissão de Educação e Cultura e agora segue para análise do Senado Federal. 
    
Recordista
    
Segundo o Guinness, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento traduzido no maior número de línguas. Em dezembro de 2012, o site oficial da Declaração Universal dos Direitos Humanos relatava a existência de 403 traduções disponíveis.
     
Confira a íntegra da proposta - PL-256/2011
   
Saiba mais sobre Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão
  
* https://nacoesunidas.org/direitoshumanos
* https://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_Universal_dos_Direitos_Humanos
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Jordy recebe condecoração por seu trabalho em prol da educação

     
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) recebeu, nesta quarta-feira (10), do Presidente da Associação dos Pesquisadores do Estado do Pará – APESPA, Raimundo Nonato Santos, Certificado de Honra ao Mérito, por seu trabalho em prol da educação no Pará, como em seu questionamento ao Ministério da Educação, que promoveu corte de verbas que prejudicam as atividades principais universidades federais no Pará; no apoio a cooperativas que oferecem cursos pré-vestibular a estudantes do Marajó e na liberação de verbas oriundas tanto do FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, quanto através de emendas parlamentares.
   
Jordy também questiona o descaso com a educação nacional, pois o Brasil está figura entre os oito piores países no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de aprendizado de jovens na área de ciências, atrás de países como Trinidad e Tobago, Costa Rica, Qatar, Colômbia e Indonésia. O país ficou na 63ª posição entre as 70 nações.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Jordy solicita liberação de recursos no Ministério da Educação

  
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) e o vice-diretor do centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Antônio César Lima, foram recebidos em audiência pelo Ministro da Educação, Mendonça Filho, nesta quarta-feira (14), para tratar de demandas da educação no Estado.
  
Segundo Arnaldo Jordy, a UEPA é a segunda maior universidade do Pará, numa região onde várias cidades figuram na lista com os menores IDH´s - Índice de Desenvolvimento Humano do país, e, por conseguinte, com baixas notas no IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Apesar das dificuldades, Jordy afirmou “que a UEPA vem conseguindo, compromissada, ampliar o número de vagas, acima da média nacional, mas naturalmente, carece de mais recursos, necessitando da liberação de verbas oriundas tanto do FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, quanto de emendas parlamentares”.
  
César Lima pleiteou recursos do FNDE para a Ação Saberes Indígenas - coordenado pela UEPA no Estado -, que busca aprimorar o ensino nas escolas indígenas, e envolve professores da instituição, das Secretarias de Educação e professores indígenas, além de alunos das licenciaturas de Ciências da Religião e do curso de Letras – Língua Portuguesa. “Todos os alunos das turmas de Licenciatura Intercultural Indígena da UEPA participam do projeto e com apoio de bolsas, e visam a formação dos professores indígenas, inserindo estes acadêmicos em sala de aula nas comunidades tribais”, completou.
   
A solicitação de liberação de duas emendas parlamentares, uma para a construção de uma quadra poliesportiva para a UEPA no município de Conceição do Araguaia e outra para equipamentos dos cursos da área tecnológica da instituição em Redenção, também foram pleiteadas, no que foi acatado pelo Ministro, que afirmou a importância das ações, revelando ainda que dará início em um programa de investimentos nos 100 municípios com os menores IDH do país, "no que certamente deverá atender vários municípios da Amazônia, em especial da região marajoara".
    
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

ARTIGO - Mãos à obra pela educação

     
  
* Arnaldo Jordy
  
O Brasil continua nas piores posições em diferentes rankings de avaliação da educação. O mais recente deles, do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), indicador da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade que reúne países desenvolvidos, considerado a principal avaliação da educação básica no mundo, indica estagnação no desempenho escolar dos alunos brasileiros, com resultados ainda em níveis muito baixos. O país ocupa a 63° colocação entre os 70 países avaliados.
  
Os dados divulgados na terça-feira, 6, revelaram que as médias dos alunos brasileiros com idades entre 15 e 16 anos não avançaram nas três áreas avaliadas: matemática, leitura e ciências. A pesquisa verificou o desempenho dos estudantes de 70 economias globais em uma escala de proficiência que vai até 6, nessas três áreas. O nível 2 é considerado pelo Pisa como o mínimo para que o jovem possa viver com autonomia, utilizando seus conhecimentos para aproveitar oportunidades. Porém, 70,25% dos nossos adolescentes obtiveram notas abaixo do nível 2 em matemática. Isso significa que sete em cada dez estudantes brasileiros de 15 anos não sabem o mínimo de matemática para serem capazes de exercer sua cidadania, de acordo com parâmetros adotados pelo Pisa. Pelo ranking, deduzimos que nossos estudantes de 15 anos não conseguem interpretar enunciados de um problema, identificar o que está sendo solicitado e nem realizar tarefas simples dessa disciplina.
   
No Brasil, há aproximadamente 1,7 milhão de jovens de 15 a 17 anos que deveriam estar cursando o ensino médio, mas não estão matriculados. Segundo o Observatório do Plano Nacional de Educação – PNE, atualmente, apenas 61,4% dos jovens dessa idade cursam essa etapa da educação básica.
   
Ainda nos recentes resultados do Pisa, a avaliação de ciências foi de 401 pontos, valor significativamente inferior à média dos estudantes dos países membros da OCDE, que é de 493. Outro dado a observar são os resultados do penúltimo Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Quase 7 milhões de jovens prestaram o exame, com 502 mil redações com nota zero. Tristemente, esses jovens terão poucas oportunidades no mundo globalizado. Um dos efeitos é o agravamento da desigualdade em relação aos países desenvolvidos. 
   
Tudo isso indica a necessidade de uma reforma do ensino médio. Um projeto de lei vinha vem sendo discutido desde 2013 no Congresso, mas a discussão é muito mais antiga, remonta 15 anos. Além disso, a Emenda Constitucional nº 59, de 2009, determina que a universalização da educação deveria ser implementada progressivamente até 2016, ou seja, que toda a criança de 4 a 17 anos deveria estar na escola até o fim deste ano. Praticamente o ano acabou e com ele a meta não cumprida. Agora, o governo federal decidiu se antecipar, por considerar o tema urgente, e apresentou como medida provisória.
  
Alguns pontos da reforma apresentada pelo governo são pacíficos, como a maior ênfase em matemática e linguagens e o aumento da carga horária, que passaria de cinco para sete horas. Teríamos como efeito a melhoria do desempenho dos alunos nessas disciplinas, que teriam mais horas de aula. Na mesma linha de reformas adotadas em outros países, haverá mais disciplinas optativas e menos obrigatórias, para que o estudante escolha sua área desde cedo: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou formação técnica e profissional.
   
Haverá, dessa forma, mais utilidade para o ensino médio, que hoje serve apenas como requisito para se entrar numa faculdade. É claro que há críticas à proposta. Acho desnecessária a retirada do ensino da arte e da educação física, bem como das disciplinas de sociologia e filosofia. Elas integram o conteúdo necessário no desenvolvimento do aluno-cidadão, reflexivo e critico, ainda que estejam em parte da jornada. Entre os estudantes, muitos que mantêm as escolas ocupadas, entre outras questões, criticam que as escolas não serão obrigadas a oferecer todas as especialidades. Assim, um aluno que queira uma área não oferecida na sua escola, terá que trocar de instituição. São pontos a considerar.
  
Todas essas questões tem que ser discutidas na tramitação do projeto, na busca do aperfeiçoamento, mas é certo que o ensino médio precisa melhorar, para atender às necessidades dos indicadores globais sobre educação básica.
   
A maior reclamação dos estudantes é que a reforma não resolve o principal problema da educação, que é a falta de recursos e a desvalorização do professor. Os estudantes se queixam do excessivo número de alunos por turma e da falta de condições materiais das escolas públicas. A precariedade do ensino público é notória e os protestos de estudantes não podem ser ignorados. É certo que faltam recursos para a educação e para a saúde, e esse será um embate permanente ainda mais, daqui pra frente em tempos de crise. Mas as mudanças são inadiáveis.
   
Ninguém precisa repetir que a Educação é prioridade e que é a verdadeira chave para o desenvolvimento da qualquer sociedade. É hora de deixar o discurso de lado e agir. Mãos à obra!
     
   
* Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA
  
  

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

PEC 241: Jordy votou contra por discordar de cortes na saúde e educação

  
A partir de 2017, o Brasil não poderá gastar mais do que arrecada, a não ser o equivalente à inflação do ano anterior. É o contrário do que acontecia no governo da Dilma, que deixou um déficit de R$ 170 bilhões, quebrou a responsabilidade fiscal e cometeu “pedaladas”, que resultaram em 13 milhões de desempregados.
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) é a favor do ajuste, mas votou CONTRA a PEC 241, por achar que não se pode penalizar a Saúde com perdas de até R$ 76 bilhões, e a Educação, que terá cortes de até R$ 52 bilhões até 2025. “A Saúde já está na UTI no Brasil, nos precisamos é de mais investimentos. Na Educação, o Brasil está em 83º lugar no IDEB [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] mundial, isso é uma vergonha”. Jordy defende cortes em outras áreas, como excessos no Judiciário, onde mais de 10 mil magistrados recebem acima do teto constitucional. 
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/JGzm9NCh-tQ
     
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

Jordy diz que saúde e educação não podem ser penalizadas no ajuste fiscal

  
Do Portal PPS
    
O vice-líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy (PA), disse nesta quarta-feira (26) que o ajuste fiscal proposto pelo governo federal deveria ter excluído a saúde e a educação dos limites impostos pela PEC 241, cuja tramitação foi concluída na Casa nesta madrugada.
   
Jordy votou contra a matéria nos dois turnos em que ela tramitou na Câmara. O parlamentar disse ser favorável ao corte de gastos na esfera federal, mas acredita que a saúde e educação, nos moldes atuais, já sofrem com a carência de recursos. Ele culpou o governo do PT, que ocupou o Palácio do Planalto nos últimos 13 anos, pela desordem fiscal.
  
“O povo agora está ‘pagando o pato’ por conta dos gastos excessivos do governo passado. Eles foram feitos além da arrecadação. Sou a favor do ajuste fiscal, mas votei contra a PEC porque este ajuste não poderia escolher a saúde e educação para cortar investimentos. A saúde está na UTI. Precisamos é de mais investimentos. A educação, que coloca o Brasil em 83ª. posição no IDEB mundial, necessita de mais recursos. São duas áreas que foram penalizadas”, justificou o deputado.
   
Arnaldo Jordy destaca que a União pode tirar recursos de outras áreas e poupar a saúde e educação.
  
“Existem outras fontes para fazer o ajuste e poupar estas duas áreas. Por que não cortar os excessos no Judiciário? Mais de 10 mil magistrados estão ganhando acima do teto. Dias destes, a Câmara queria construir um shopping center. Então é porque tem dinheiro sobrando”, citou o parlamentar.
  
A PEC 241 segue agora para análise do Senado Federal.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

ARTIGO - Ajuste fiscal não pode sacrificar a saúde e a educação

  
* Arnaldo Jordy
  
A discussão da PEC 241 tomou conta dos noticiários e redes sociais no Brasil. Foram muitos os debates e as polêmicas em torno do tema, mas uma coisa é indiscutível: a necessidade de se fazer o ajuste fiscal no país, devido à irresponsabilidade dos governos Lula e Dilma com as contas públicas. É inevitável promover o equilíbrio das contas públicas e para isso, se faz necessário cortar despesas para acomodá-las às receitas ou cobrir gastos com mais arrecadação. Sem isso, a dívida pública continuará expandindo-se até o ponto do calote ou da sua redução, em termos reais pela via socialmente deletéria da inflação. Os dois cenários tem uma só consequência: o agravamento do conflito distributivo brasileiro, penalizando ainda mais os mais pobres da sociedade.
   
No momento, a ampliação de receitas pelo aumento ou criação de novos impostos não está em pauta, e seria um absurdo numa sociedade que gasta 36% do seu PIB com a carga tributária e fiscal. A PEC 241, apresentada pelo governo, é uma estratégia de contenção dos gastos em todas as esferas públicas, com rebatimento direto no investimento em serviços públicos (construção de escolas e hospitais; melhorias em rodovias, portos e aeroportos; ampliação da malha ferroviária), e no orçamento com pessoal (contratação de policiais, médicos e professores) e demais aplicações. A irresponsabilidade fiscal dos governos anteriores produziu uma conta que será paga por todos.
   
Além disso, a crise produz ainda danos que já sentimos na pele nos últimos anos: aumento da inflação; rebaixamento do grau de risco para investidores; alta na taxa básica de juros (Selic); dificuldades no gerenciamento da política monetária nacional, fatores que agravaram a crise econômica (desemprego, instabilidade, perda de direitos trabalhistas e previdenciários, dentre outros).
   
Este ano, o desemprego no Brasil superou os 10%. São mais de 12 milhões de desempregados em decorrência da recessão. O déficit fiscal, que é o número que mostra o quanto as despesas superam as receitas, fechou em R$ 170,5 bilhões este ano. Em 2015, o déficit já havia sido de R$ 115 bilhões. Tudo isso era impensável em anos anteriores. Sem dinheiro para pagar os juros da dívida pública, o governo viu essa conta se descontrolar, chegando a comprometer 68% do PIB. Em 2015, o Brasil pagou R$ 522 bilhões apenas em juros e serviços da dívida pública.
   
Embora tentem agora empurrar o ônus da impopularidade dessas reformas para seu antigo aliado, Michel Temer, foi o segundo governo de Dilma que propôs o ajuste fiscal, com duros apertos nos gastos públicos. Não por um acaso, a queda do apoio popular de Dilma poucos meses após sua eleição, em 2014, se deveu ao "estelionato eleitoral" do governo, que, para ganhar as eleições, convenceu a população de que tudo estava bem nas contas públicas, adiando de forma criminosa as reformas necessárias.
  
Falo isso para afirmar que é imprescindível promover o ajuste das contas públicas, equilibrar receita e despesa, reduzir a dívida pública, proporcionar as condições para a queda dos juros e da inflação e restituir a confiança ao empresariado, para que haja a queda do desemprego. O desempenho ruim da economia derruba a arrecadação e gera um círculo vicioso recessivo. A discussão agora é, como e onde ajustar. Essa é uma escolha que elege quem perde mais e quem perde menos. E em nosso entendimento, não podemos penalizar a população menos assistida, principalmente em áreas como saúde e educação.
   
Com a aprovação da PEC 241, haverá queda do investimento em educação na ordem de R$ 58 bilhões em dez anos (até 2026), segundo estimativa da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação. Em relação à saúde, a estimativa de desinvestimento é de R$ 75 bilhões no mesmo período, segundo estimativa do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
   
Não podemos aceitar que a saúde pública pague essa conta. O SUS já está na "UTI" e não pode sofrer tal volume de cortes. Da mesma forma, o Brasil, que ocupa o 83º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mundial, não pode frear, nem desestimular investimentos na educação pública.
   
Outras escolhas são possíveis? Claro que são. Por que não cortamos gastos no orçamento dos legislativos, do Judiciário, dos tribunais de contas? Por que não fazemos uma auditoria da dívida pública, para redução dos juros e amortizações que consumiram em 2014, 45% do orçamento executado da União, contra, 3,7% gastos em educação e 4,0% em saúde? Sem isso, jamais poderia votar a favor da PEC 241 da forma como foi apresentada. Afirmando minha história e princípios políticos, votei contra!
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA
   
  

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Jordy vota contra cortes na saúde e na educação

  
É preciso equilibrar as contas públicas, mas não com o sacrifício da educação e da saúde. Por isso, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) votou contra a Proposta de Emenda Constitucional 241, a chamada de PEC dos gastos públicos. O parlamentar considera que o SUS já está na “UTI”, e poderá perder cerca de 34 bilhões até 2025.
  
Na educação, o Brasil ocupa o 83º lugar no IDEB mundial, e não pode descobrir essa área estratégica. “Por isso nosso voto foi contra, apesar de concordar com a necessidade de se fazer ajuste fiscal no Brasil”, disse Jordy, que aponta a irresponsabilidade do governo Dilma pelo déficit de R$ 170 bilhões no Orçamento e pelo pagamento de R$ 522 bilhões pelo governo à banca internacional, com juros altíssimos, em 2015.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/_tcOV2luGCo

   
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Brasil precisa de investimento para se tornar um país olímpico, afirma Jordy

   
Os primeiros Jogos Olímpicos da América Latina, realizados no Brasil, deixaram saudades, após as brilhantes festas de abertura e de encerramento, e do melhor desempenho do País na história. Mesmo assim, ainda ficamos longe da meta de 30 medalhas, mesmo tendo investido mais de R$ 50 bilhões, dos quais R$ 25 bilhões em dinheiro público.
  
“Isso porque ainda não temos a infraestrutura necessária para permitir a prática do esporte em grande escala no Brasil, já que 55% das escolas públicas, por exemplo, não tem sequer uma quadra. Na Amazônia, são 75% das escolas sem quadras”, disse Jordy, que recomenda que se aproveite o entusiasmo com a Olimpíada “para tornar o Brasil um país efetivamente olímpico”, disse Jordy, que protocolou pedido de audiência pública na Câmara para discutir o aumento do investimento em esporte no Brasil. 
   
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/Ka42aDrwVHI
    
   
   
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

ARTIGO - Um país olímpico começa na educação básica

  
  
* Arnaldo Jordy
   
O Brasil inteiro parou para acompanhar, este mês, a disputa da Olimpíada, que, pela primeira vez, é realizada no Rio de Janeiro, com uma magnífica abertura que encantou a todos. Por um período, o Brasil inteiro está no foco da mídia internacional, que acompanha não só o desenrolar das disputas nos espaços olímpicos, mas também observa com curiosidade os costumes que fazem a identidade do povo brasileiro, assim como também os seus problemas, causados pela desigualdade, que gera violência e assusta os turistas.
   
Os tapumes coloridos ajudam a esconder a pobreza das favelas, mas não escondem os nossos verdadeiros problemas. O espectador que assiste avidamente aos jogos pela televisão, ou nos estádios, lamenta o fraco desempenho atlético dos brasileiros. Uma vez, a cada quatro anos, gostaríamos de ver o esporte brasileiro brilhando, ganhando medalhas e disputando de igual para igual com potências do esporte, como Estados Unidos, China, Rússia e outros.
   
O fato é que o nosso desempenho continua dentro dos padrões brasileiros. Em Londres, 2012, nosso País ficou em 22º lugar, com 17 medalhas, sendo três de ouro. Em Pequim, 2008, ficamos no 23º lugar, com 15 medalhas, sendo três de ouro. No Rio, não deve ser muito diferente. Até esta sexta, 19, estamos em 13º lugar, com 15 medalhas, sendo cinco de ouro.
   
Esse é o nosso padrão de desempenho nos jogos olímpicos. Não poderíamos, de uma hora para outra, passar a abocanhar medalhas em todas as modalidades, ainda que os jogos sejam disputados em nosso país. Milagres não acontecem, ainda que o desempenho individual de alguns atletas seja mesmo extraordinário e nos emocione, como foi o caso das medalhas de Rafaela Silva, no Judô, e de Thiago Braz, no salto com vara. A força de vontade das nossas atletas no futebol feminino também emocionou o Brasil, pelo amor à camisa e dedicação com que jogam. 
   
Assim como eles, há muitos atletas brasileiros que se superam em seu afinco nos treinamentos e são recompensados com a glória olímpica. São casos isolados que só comprovam as nossas debilidades. Não temos trabalho de base, não temos a formação de atletas como política de Estado, não temos a educação atrelada ao esporte, como deveria ser.
   
Um dado alarmante é que no Brasil, 55% das escolas que são construídas pelo poder público não têm sequer uma quadra de esportes. São agrupamentos de salas de aula, sem outros equipamentos para desenvolver a atividade esportiva, assim como não têm laboratórios para a iniciação científica. É no ensino básico que encontramos a raiz dos nossos problemas.
   
O resultado disso é alarmante. Dos 48 milhões de jovens em idade escolar que poderiam estar praticando esportes, só 47% praticam, duas vezes por semana, qualquer modalidade esportiva no Brasil. Esses números são do IBGE e informam que, na Amazônia, o quadro é ainda pior, só 24% dos jovens praticam qualquer modalidade esportiva. 
   
Países com bom desempenho nos jogos têm um processo permanente de formação e valorização dos atletas, que são incentivados a treinar e a desenvolver seu talento desde a infância. No Brasil, o que as forças armadas fazem, incorporando os atletas em suas fileiras, para que tenham a profissão de militar enquanto treinam, deve ser aplaudido, mas é apenas um paliativo. 
   
A formação dos atletas deve vir desde a base, das escolas fundamentais, que selecionariam aqueles com talento para uma vida voltada para o esporte, como fazem a maioria dos países, inclusive alguns infinitamente mais pobres que o Brasil, como Jamaica, Cuba e Quênia, e outros emergentes, como a Rússia. Aí sim, seríamos recompensados na Olimpíada com um desempenho de atletas capaz de orgulhar o Brasil. 
   
O programa Atleta na Escola, do Ministério dos Esportes, a única iniciativa nesse sentido, ainda conseguiu dobrar, em dois anos, entre 2013 e 2015, o número de crianças participantes, de 2 milhões para 4 milhões de crianças. Isso, em um universo de 48 milhões de jovens em idade escolar, ainda é muito pouco. 
   
Pior ainda se observarmos o orçamento do programa Atleta na Escola: escassos 45 milhões de reais por ano. Para se ter uma ideia, somente Pedro Barusco, o ex-gerente da Petrobras apanhado em roubalheira na estatal pela Lava Jato, fez acordo para devolver 350 milhões de reais aos cofres públicos, ou seja, quase oito vezes mais do que é gasto no programa. 
   
Outra iniciativa seria incentivar a participação das mulheres, que, como na política, ainda tem um papel muito pequeno no esporte. A participação feminina, aliás, reflete sua própria inclusão social. 
   
Mas, o mais importante, é a transformação que o esporte seria capaz de proporcionar também na vida daqueles jovens que teriam acesso à prática esportiva, uma alternativa capaz de tirar muitos deles das ruas, das drogas e de um futuro incerto. Precisamos aprender a usar o esporte não só como fonte de orgulho, mas também como instrumento para a transformação social.
   
  
*Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA.
   
  

quinta-feira, 21 de julho de 2016

ARTIGO - Brasil reprovado na educação

  
* Arnaldo Jordy
  
Ninguém precisa mais dizer que a educação deve ser prioridade e que é a verdadeira chave para o desenvolvimento de qualquer país. Todos sabem disso, até mesmo os governantes que pouco ou nada fazem ou fizeram para melhorar a qualidade do ensino, mas usam a educação como mote publicitário e eleitoreiro. Foi o caso da presidente afastada Dilma Rousseff, que lançou como lema de seu segundo e malfadado governo a "Pátria Educadora".
   
Ora, o tempo e os fatos provaram que a Pátria Educadora de Dilma Rousseff era nada mais que um bordão criado pelo publicitário João Santana, de triste memória. A crise econômica que seu governo escondeu para garantir a reeleição obrigou o governo federal a fazer, logo depois da eleição, brutais cortes no Orçamento, que não pouparam a educação e os programas sociais responsáveis por garantir o ingresso de jovens em faculdades, como foi o caso do FIES.
   
De educadora, a pátria deixada por Dilma Rousseff tem muito pouco. Mas a culpa não é só dela e sim de sucessivos governos que não cuidaram da educação como deveriam, em um descaso de séculos.
   
Não fosse assim, o Brasil não teria passado vergonha em Cuba, onde, em junho deste ano, foi realizada a reunião do Parlamento da América Latina e Caribe, o chamado Parlatino, no qual tive a honra de participar como um dos representantes do Congresso Nacional.
   
Na ocasião, foram apresentados os números do Relatório sobre Capital Humano, do Fórum Econômico Mundial, sobre o êxito dos países em preparar sua juventude para uma vida produtiva e bem sucedida, ou seja, sobre a qualidade da educação que os países oferecem, para que nossas crianças tenham condições, no futuro, de gerar renda. Para que nossos jovens sejam bem sucedidos e para que o Brasil supere o ciclo da pobreza de sua população.
   
O Brasil, cuja posição na economia mundial oscila em torno da oitava colocação em Produto Interno Bruto (PIB), ficou em um humilhante 83º lugar no Índice de Capital Humano do Fórum Econômico Mundial, atrás de países como o Uruguai (60º), a Costa Rica (62º), a Bolívia (77º) e o Paraguai (82º). Cuba, na 36ª posição, lidera o ranking da educação na região, mesmo tendo sofrido por 57 anos o embargo econômico dos Estados Unidos. Essa pequena ilha no Caribe consegue um desempenho impressionante na educação, assim como na saúde, na segurança pública, enquanto o Brasil patina nessas áreas.
   
Calculado desde 2013, o Índice de Capital Humano compara 130 países pelo uso que fazem do potencial de sua população. Sintetiza indicadores de ensino, capacitação e emprego para cinco grupos etários, de menores de 15 anos até maiores de 65 anos, como qualidade de escolas primárias, taxa de desemprego e treinamento no trabalho.
   
O Fórum Econômico Mundial considera que, em longo prazo, a educação é o mais importante fator para a economia de qualquer país. Não é a toa que os cinco primeiros colocados tem economias muito sólidas: Finlândia, Noruega, Suíça, Japão e Suécia.
   
Para que possamos chegar ao nível de países que se beneficiam, em suas economias, de uma população bem educada, precisamos começar pela educação básica. Com uma pontuação de 64.51, o Brasil tem mais de 35% do seu capital humano ainda subdesenvolvido.
   
Esse desempenho foi puxado para baixo, principalmente, pela falta de preparo dos jovens de 0 a 14 anos. Neste ranking específico, o Brasil foi o 100º entre 130 países.
   
Pesa contra o Brasil a chamada "taxa de sobrevivência em educação básica", que é a capacidade que o aluno tem de sair bem preparado do ciclo primário de ensino (98º lugar), e a qualidade da educação primária (118º lugar).
   
Por isso, tenho dito que não podemos aceitar que o governo Temer corte as verbas de programas como o FIES e o PRONATEC, da mesma forma, não deve haver cortes na saúde e em programas sociais, para não penalizar ainda mais a população mais desprotegida.
   
  
*Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA
   
    

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Atraso do Brasil na educação é vergonhoso, afirma Jordy

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) foi à tribuna da Câmara comentar o ranking divulgado pelo Fórum Econômico Mundial e Unesco, sobre a qualificação do capital humano em 130 países, no qual o Brasil aparece em um vergonhoso 83º lugar, atrás de países como Uruguai, Costa Rica e Bolívia, mesmo tendo a 8ª economia do planeta.
  
Uma das razões apontadas para o insucesso é o descaso com a educação básica. O único país da América Latina e Caribe que está entre os 40 melhor avaliados é a pequena ilha de Cuba. “Essa posição do Brasil é uma vergonha, o Brasil que desvia 100 bilhões por ano de corrupção, se localiza entre os últimos países em atenção à educação do seu povo”, disse Jordy.
    
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/-m9xqgPzgXg
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Jordy recebe o prefeito de Limoeiro do Ajuru

  
 
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) recebeu nesta quarta-feira, 29, em Belém, o prefeito de Limoeiro de Ajuru, Amarildo Gonçalves Pinheiro, juntamente com secretários e lideranças do município, para tratar de assuntos relacionados à saúde e à educação no município.
  
Jordy é autor de emenda parlamentar que libera recursos para a reforma da Escola João Ludovice, em Limoeiro.
  
Por: Assessoria Parlamentar