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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lava Jato: Precisamos reagir contra operação desmonte, alerta Jordy

 
    
Do Portal PPS
    
O líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), alertou nesta terça-feira (11) para uma série de ações que estão sendo executadas pelo governo e também no Congresso Nacional com o objetivo de sufocar e desmontar a força-tarefa da Operação Lava Jato. Nas últimas semanas foram anunciados contingenciamento de recursos da Polícia Federal, delegados que atuavam exclusivamente no caso foram transferidos para outras áreas e, na Câmara e no Senado, voltaram a se intensificar negociações para a aprovação de propostas com o objetivo de limitar ou mesmo extinguir mecanismos como a delação premiada e a prisão coercitiva.
  
“É visível o esforço para enfraquecer a Lava Jato. Essas ações partem de grupos políticos que estão sendo investigados e, na tentativa de sufocar a operação, se utilizam de instrumentos do Executivo e do Legislativo para de enfraquecer a estrutura da força-tarefa e, por meio de projetos, limitar as ações da polícia e do Ministério Público. Precisamos reagir e sair em defesa na Lava Jato, que é a maior operação de combate à corrupção já realizada no Brasil”, defendeu o deputado.
  
Na avaliação de Arnaldo Jordy, o procedimento deveria ser o inverso. “Precisamos é aumentar o efetivo e os recursos para a força-tarefa. Com pouca estrutura vários casos correlatos a Lava Jato, que precisam seguir outra linha de investigação, estão sendo deixados de lado e podem até ser arquivados. Essa é a situação de investigações que envolvem empresas como a Queiroz Galvão, WTorre, Mossack Fonseca, banco FPB e Camargo Correa, acusada de desviar milhões das obras da usina de Belo Monte. Todos esses inquéritos estão parados aguardando o resultado de perícias nos materiais apreendidos. Trata-se de um trabalho espetacular que corre o risco de ser jogado no lixo”, alertou o líder do PPS.
  
Lava Jato e Mãos Limpas
  
Arnaldo Jordy disse ainda que se as ações de desmonte continuarem, a Lava Jato pode ter o mesmo destino da operação Mãos Limpas, deflagrada na Itália na década de 90. Ele lembra que em meio a histórica investigação, quando a Justiça italiana investigou mais de 5 mil pessoas por corrupção, incluindo aí centenas de empresários e parlamentares, além de 16 ministros e ex-ministros de Estado, o meio político do país, apavorado com o andamento do trabalho de procuradores, tentou aprovar uma lei que descriminalizava o financiamento ilegal dos partidos, o famoso caixa 2. A ideia, apresentada no início de 1993, acabou causando uma enorme reação popular e foi abortada.
  
Apesar de terem recuado na liberação do caixa 2, a cúpula do poder italiano conseguiu enfraquecer os investigadores da operação Mãos Limpas, que tinham como símbolo o procurador italiano Antonio Di Pietro. O resultado disso foi que, dos 5 mil investigados, menos de 100 pessoas chegaram a cumprir algum tipo de pena de prisão pelos escândalos de corrupção que dominavam toda a estrutura de poder da Itália.
  
“O que está acontecendo hoje no Brasil tem muita semelhança com os esforços montados na Itália e que, infelizmente, atrapalharam o combate à corrupção no país. Resultado disso foi que, mesmo com a Operação Mãos Limpas, a corrupção no país continuou entranhada nos governos seguintes, principalmente nos de Silvio Berlusconi. Não podemos deixar que isso se repita no Brasil, onde os procuradores da República já são alvo de ataques de diversos investigados pela operação Lava Jato, como é o caso do próprio presidente Michel Temer”, afirmou o líder do PPS.
  
Para Arnaldo Jordy, o Brasil não pode cometer o mesmo erro. “A pressão é grande e as reações ocorrem de todos os lados. Todos os que defendem uma apuração rigorosa dos escândalos e a punição de todos os que assaltaram os cofres públicos têm que estar vigilantes. Vivemos um bom momento e não podemos desperdiçar essa chance histórica”, defendeu Arnaldo Jordy.
  
10 medidas
  
E nesse momento histórico, ressalta o deputado, o Congresso deveria aprovar a íntegra das 10 medidas contra a corrupção que, em 30 de novembro do ano passado, foram completamente desfiguradas durante votação na Câmara. “São as medidas apresentadas pelo Ministério Público, com aval da sociedade, que darão sustentação para novas investigações. É isso que vai nos ajudar a fechar as torneiras por onde escorrem os bilhões da corrupção. É nosso dever aprovar esse legado da Lava Jato”, finalizou o parlamentar.
    
   
Foto: Robson Gonçalves
   
   

terça-feira, 25 de abril de 2017

Arnaldo Jordy: Senado corre contra o tempo para intimidar a Lava Jato

  
   
Do Portal PPS
  
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), demonstrou nesta terça-feira (25) preocupação com o avanço do projeto, no Senado Federal, que trata do abuso de autoridade. Após um pedido de vista, a matéria pode voltar à pauta e ser votada esta semana.
   
Para membros do Judiciário e do Ministério Público, o relatório do senador Roberto Requião (PMDB/PR) constitui verdadeira vingança contra a força-tarefa que investiga o esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato.
  
“Com exceções de pouquíssimos partidos, entre eles o PPS, as demais forças políticas no Senado correm contra o tempo para tentar impor um freio e, assim, intimidar a Lava Jato, ao articularem a “toque de caixa” a aprovação do projeto sobre abuso de autoridade”, disse Jordy.
   
O relatório de Requião é o único item da pauta da CCJ. O texto que ele apresentará é um substitutivo a um projeto, originalmente, apresentado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que é investigado no âmbito da Lava Jato e réu no Supremo Tribunal Federal por desvio de dinheiro público. O peemedebista também é alvo de uma dezena de inquéritos na Corte.
   
Limitações
     
Arnaldo Jordy também classificou como estranhas as manifestações de promotores e procuradores que defenderam a aprovação de resolução do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) que poderia prejudicar os trabalhos da Lava Jato.
   
A proposta limita o número de procuradores que uma unidade do Ministério Público pode ceder para uma investigação de outra unidade. A força-tarefa da Lava Jato conta com especialistas do Ministério Público de todo o país.
   
“Esta resolução causa muita estranheza, já que parece haver a articulação de “forças ocultas” que veem nesta resolução uma alternativa para afetar o andamento dos trabalhos da operação que é referência mundial na investigação de crimes de corrupção envolvendo altas autoridades”, disse o líder do PPS.
   
A tramitação da resolução está suspensa temporariamente, após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir vista para analisar melhor a matéria.
   
A resolução fixaria em 10% a quantidade de procuradores que uma unidade do MP poderia ceder. Quando Janot pediu vista, a votação estava em 8 a 1 a favor do texto. O total de conselheiros que votam é 10.
  

sexta-feira, 17 de março de 2017

Líder do PPS diz que investigações sobre frigoríficos podem evoluir para uma CPI

  
     
O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA), afirmou nesta sexta-feira (17) que acompanhará de perto os desdobramentos da operação “Carne Fraca”, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga o pagamento de suborno a fiscais agropecuários, mas que o caso pode evoluir para um pedido de abertura de CPI no Congresso Nacional.
   
“O Brasil acompanha, com perplexidade, o desencadeamento de uma operação policial para combater a corrupção e desta vez com a gravidade de que o suborno servia para acobertar fraudes contra o consumidor. E uma empresa que é alvo da Polícia Federal, a JBS, novamente aparece no meio do esquema. Vamos acompanhar o desenrolar das investigações, mas o caso pode resultar em um pedido de criação de uma comissão parlamentar de inquérito”, disse.
   
Jordy foi membro da CPI do BNDES que funcionou até fevereiro de 2016 na Câmara e também foi autor de um pedido de convocação para ouvir os executivos do grupo frigorífico JBS/Friboi no colegiado. O parlamentar lembra que a empresa contou, na época, com forte blindagem do PT e PMDB. O requerimento de oitiva dos empresários foi rejeitado por 15 votos a 9.
   
“Houve um acordo entre o PT e o senhor Eduardo Cunha (presidente da Câmara à época) na CPI para que os irmãos Wesley e Joesley não fossem convocados para explicar denúncias de suposto favorecimento aos empresários na obtenção de empréstimos milionários que foram concedidos pelo BNDES”, relatou o líder do PPS.
   
A Operação “Carne Fraca” da Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira, executivos das gigantes do setor de carnes JBS e BRF. Segundo a corporação, é a maior operação da história da PF. Já fpo determinado o bloqueio de até R$ 1 bi em contas de 46 investigados.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Com operação Leviatã, Jordy intensifica movimento para criar CPI de Belo Monte

   
  
Do Portal PPS  
   
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), intensificou a articulação para tentar conseguir as 171 assinaturas necessárias para criar a CPI de Belo Monte. O movimento ocorre após a Polícia Federal deflagrar, nesta quinta-feira (16), a operação Leviatã. Foram cumpridos mandados de prisão em Belém, Brasília e Rio de Janeiro.
  
A operação é consequência de um inquérito que apura pagamento de propina de 1% do valor das obras de Belo Monte, no Pará, a dois partidos políticos. O dinheiro teria sido pago por parte das empresas do consórcio construtor.
  
“É imperioso que esta Casa crie uma comissão parlamentar de inquérito para aprofundar uma investigação que envolve o suposto pagamento de cerca de 150 milhões de reais. O que era um indício se converte em uma investigação ampla e que envolve esquema de corrupção para fazer uma das maiores obras do Brasil”, justificou Jordy.
  
O líder do PPS já conta com dezenas de assinaturas e esperar concluir o processo nos próximos dias para cobrar da Câmara a instalação da comissão parlamentar de inquérito.
  
Desde o anúncio da construção de Belo Monte, feito no governo passado, Arnaldo Jordy tem promovido audiências públicas para cobrar do consórcio responsável pela obra o cumprimento das condicionantes acordadas com o Ministério Público Federal.
  
No ano passado, o parlamentar do PPS solicitou formalmente ao Ibama que determinasse a suspensão das atividades da usina hidrelétrica, que foi erguida no Rio Xingu, por descumprimento destas exigências.
  
Histórico
  
A iniciativa de Arnaldo Jordy , em buscar assinaturas para propor a criação da CPI de Belo Monte, surgiu logo após a construtora Andrade Gutierrez ter assinado, em novembro do ano passado, acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), onde executivos e ex-executivos da empreiteira admitem a formação de um complô para participar do empreendimento.