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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Proposto por Jordy, Revolta da Cabanagem é relembrada na Câmara dos Deputados


        
Os 180 anos da Cabanagem foram relembrados durante uma audiência pública, ocorrida nesta terça-feira (22), na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, por iniciativa do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA).
  
A Cabanagem foi uma revolta social ocorrida de 1835 a 1840, durante o Império, na província do Grão-Pará, hoje Pará. Como os demais levantes ocorridos no período Regencial, foi um movimento contra o poder centralizador do Império.
    
Jordy disse que as atividades que relembram os quase dois séculos desde a Revolta dos Cabanos permitem que se analise esta passagem da história nacional, da forma como ela de fato ocorreu, ou seja, sem versões paralelas.
  
“É um momento que se revoga o silêncio ruidoso das versões oficiais que, deliberadamente, impedem que se possa ter uma visão critica e distinta do que foi a dominação imperial portuguesa contra pobres, negros, índios, caboclos que foram dizimados pela estrutura de poder vigente”, afirmou  o deputado do PPS.
    
Exposição
  
O curador da exposição “Nas Trilhas da Cabanagem” que ocupa o principal corredor da Casa, Emanuel José Franco Ferreira, foi um dos convidados da sessão. Ele disse que a mostra é algo inédito por reunir imagens, documentos e depoimentos em cem metros lineares de parede. 
   
“Em nível curatorial, foi um desafio fazer isto. E a partir desta iniciativa do deputado Jordy de trazer a cabanagem para ser vista e para ser relembrada, temos aqui um marco importante dentro da história do Pará”, elogiou.
  
Para o ex-presidente da OAB Nacional e atual representante do governo paraense em Brasília, Ophir Cavalcante, eventos como o proposto por Jordy colaboram para o resgaste da história do povo brasileiro. 
  
“O estado deve ter um compromisso para com sua história, para com sua a cultura. A história precisa ser conhecida por nós. E só poderemos fazer isto com atividades como estas apresentadas na Câmara dos Deputados”, disse Cavalcante.
  
O professor João Lúcio, representando o Arquivo Público do Pará, enfatizou a importância da união dos caboclos locais para o sucesso da cabanagem. Ele também participou dos debates na Comissão de Cultura.
  
“Toma-se a cidade e inicia-se um governo popular. Na sequência, o governo imperial tenta tomar de volta a cidade. Manda-se uma guarda militar mas a caboclada consegue derrotar a marinha imperial brasileira”, discorre o palestrante, ao lembrar um dos momentos da revolta.
  
A exposição, realizada pela Secretaria de Comunicação Social da Câmara, em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado do Pará, Secretaria de Estado de Cultura e Governo do Pará, segue aberta à visitação pública gratuitamente até o dia 21 de outubro, sempre das 9h às 17h. Logo após, a exposição seguirá para ser apresentadas nas cidades do Pará em que a revolta aconteceu. 
  
Mais informações podem ser obtidas pelo email cultural@camara.leg.br ou pelo telefone 0800-619619.

 
Com informações do Portal PPS

  

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Câmara Federal abre exposição sobre a Cabanagem

 
 
A Câmara dos Deputados promove a partir desta terça-feira (22), em Brasília/DF, a exposição “Nas Trilhas da Cabanagem", revolta social ocorrida de 1835 a 1840, durante o Império, na província do Grão-Pará, hoje Pará.
   
A exposição, que ficará por um mês em um dos locais de maior fluxo de pessoas da Câmara - o corredor de acesso ao Plenário Ulysses Guimarães é fruto de proposição do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), que contará ainda com audiência pública na Comissão de Cultura, em homenagem aos 180 anos do momento histórico. O curador da exposição, que terá fotos, cartazes e documentos da época é o professor Emanuel Franco Ferreira.
   
A audiência acontecerá às 10h desta terça, no plenário 10 do Anexo II, com transmissão pela TV Câmara na Internet. 
  
O levante
 
O período da revolta da Cabanagem foi marcado por um cenário de extrema pobreza, fome e doenças e o conflito aconteceu devido à irrelevância política a que a província foi relegada pelo Príncipe Regente após a Independência do Brasil de Portugal. O principal objetivo dos revoltosos era a conquista da independência da província do Grão-Pará. 
  
Antecedendo a revolta, houve uma mobilização na província para expulsar forças as que desejavam manter a região como colônia portuguesa. Muitos líderes locais da elite, ressentidos pela falta de participação nas decisões políticas do governo centralizador, se uniram ao movimento, insatisfeitos após a instalação do governo provincial. Os cabanos (índios e mestiços, em sua maioria) pretendiam obter melhores condições de vida (trabalho, moradia, comida); a elite (comerciantes e fazendeiros) queria obter maior participação nas decisões administrativas e políticas da província.
   
A revolta teve início em 06 de janeiro de 1835 com a tomada do quartel e do palácio do governo de Belém por tapuios, cabanos, negros e índios liderados pelo lavrador Antônio Vinagre. Terminou após cinco sangrentos anos de combates entre cabanos e tropas do governo central. Em 1840, muitos cabanos tinham sido presos ou mortos, e estima-se que cerca de 30 mil pessoas morreram durante o conflito. A revolta, no entanto, terminou sem que os cabanos atingissem seus objetivos.
 
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-7807