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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

ARTIGO - Esporte precisa de uma “Lava Jato”

   
* Arnaldo Jordy
  
Depois de cerca de dois anos em prisão domiciliar em um dos endereços mais caros do mundo, seu apartamento de luxo na Trump Tower, em Nova York, o ex-presidente da CBF José Maria Marin foi mandado sem dó nem piedade, aos 85 anos, para o presídio do Brooklyn, o chamado “cadeião” de Nova York, após condenação pela Justiça norte-americana em seis crimes que, juntos, poderão levar a uma pena de 120 anos. Marin foi condenado em júri popular por organização criminosa, fraude financeira e lavagem de dinheiro envolvendo a negociação de direitos da Copa Libertadores e da Copa América.
   
O cartola torna-se, assim, o primeiro dirigente do futebol brasileiro condenado por corrupção, só que fora do país. A pena só será conhecida no início de 2018, mas a justiça determinou o início do cumprimento imediato da sentença de prisão. Aparentemente, nenhum recurso ou indulto, comuns no Brasil, poderá livrar Marin de pagar por sua participação no maior escândalo de corrupção na história do futebol. Só ele teria recebido 6,5 milhões de dólares em propinas.
   
A situação da corrupção no esporte brasileiro é constrangedora. O sucessor de Marin, Marco Polo Del Nero, é acusado pelos mesmos crimes do antecessor e não pode viajar para acompanhar jogos da seleção ou cumprir compromissos internacionais, tendo deixado de participar do sorteio dos grupos da Copa da Rússia, por receito de ser preso, como aconteceu com Marin, detido na Suíça em 2015. Há uma semana, foi suspenso por 90 dias do comando da CBF pelo Comitê de Ética da Fifa. Antes deles, Ricardo Teixeira, que presidiu a CBF por 20 anos, também foi indiciado no “Fifagate”, por integrar quadrilha que teria desviado 15 milhões de euros em receitas do futebol.
   
Pior que os 7 a 1 que o Brasil levou na Copa do Mundo de 2014, na maior humilhação já sofrida pelo escrete canarinho, é a falta de seriedade e respeito da entidade máxima do futebol brasileiro com a paixão do torcedor, que paga caro para sustentar a corrupção dos cartolas e está cada vez mais distante dos estádios por causa da má gestão.
   
No esporte amador, a situação não é diferente, embora em escala menor, como mostram os pífios resultados do Brasil obtidos nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Ambos os eventos realizados no Brasil, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, serviram de repasto para corruptos, que fraudaram licitações de obras e desviaram até ingressos. Felizmente, hoje, muitos deles estão na cadeia, como o ex-presidente da Câmara Henrique Alves e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, foi preso em outubro deste ano, sob a suspeita de haver intermediado pagamento de propina para escolha do Rio como sede olímpica.
   
Em outra ocasião, já falei sobre a necessidade de haver maior controle sobre os recursos públicos que são destinados a federações e confederações para custear atletas e incentivar o desporto. São essas entidades amadoras que têm o poder de levar o esporte ao cidadão comum, às crianças e jovens que podem encontrar aí o caminho para a cidadania, para a formação educacional e profissional. Quantos jovens brasileiros poderiam ser atletas de alto desempenho, mas nunca tiveram acesso a uma quadra ou equipamentos esportivos, porque eles não existem em 55% das escolas públicas?
  
Nove entre doze confederações que tiveram suas contas avaliadas pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apresentaram problemas de desvio de recursos. Sou relator na Comissão de Esportes da Câmara de um projeto que vai alterar a Lei Agnelo/Piva, para introduzir mecanismos de controle de gestão e incluir atletas profissionais no processo de escolha dos dirigentes dessas confederações. Haverá mudança de regramento, para eliminar vícios como reeleições eternas e falta de prestação de contas de recursos públicos. É preciso modernizar a gestão.
   
Chegou a hora de se fazer uma “Lava Jato” no esporte, para desvendar a trama de tantos desvios no esporte amador e no futebol profissional, que atrasam o desenvolvimento dos atletas e limitam o acesso da população à prática esportiva. O brasileiro quer comemorar vitórias, mas para isso precisa se livrar das práticas que enfraquecem as suas entidades desportivas. 
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O futebol, paixão do brasileiro merece respeito, afirma Jordy

     
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) ouviu na CPI da Máfia do Futebol o jornalista Sílvio Barsetti, autor de reportagens com sérias denúncias contra a CBF, especialmente na gestão do ex-presidente Ricardo Teixeira, que está preso. No vídeo, Jordy pede respeito com o futebol, essa paixão nacional, cuja crise tem reflexo na recente desclassificação na Copa América e nos 7 x 1 para a Alemanha.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui  https://youtu.be/rnez0ILm8Kk
    
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Nos negócios do futebol não há transparência, diz Jordy

    
  
Do Portal PPS
  
Membro da CPI da Máfia do Futebol da Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) criticou a gestão do esporte mais popular no país.
  
Foi durante o depoimento, no colegiado, do empresário Kléber Leite, dono da empresa de marketing esportivo Klefer. A empresa foi alvo de operação da Polícia Federal em maio do ano passado e é suspeita de ter feito negócios ilegais com a Traffic, de José Hawilla que, assim como o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, cumpre prisão domiciliar nos Estados Unidos.
  
“Não temos transparência na gestão dos eventos esportivos. Há uma relação de desconfiança por causa das espertezas que ocorrem em geral nestes negócios sejam nos grandes eventos ou nos pequenos. A maioria destes grandes eventos gera grandes escândalos de ordem policial”, disse Jordy.
  
O vice-líder do PPS perguntou a Kleber Leite se a empresa dele teve algum envolvimento nos negócios investigados por autoridades policiais dos Estados Unidos. Leite, que já foi presidente do Clube de Regatas Flamengo, negou participação nas operações suspeitas.
  
Ao final, Arnaldo Jordy sugeriu à CPI que requisitasse à Justiça Federal cópia de decisão que bloqueou contas bancárias da empresa do cartola. O pedido foi atendido pela presidência da CPI. O bloqueio das contas da empresa durou três meses.
  
Envolvimento
  
O ex-presidente do Flamengo é sócio da Klefer Marketing Esportivo, que detém um contrato de R$ 128 milhões com a CBF em torno da exploração da Copa do Brasil entre 2015 e 2022. 
  
O contrato passou a ser investigado pelo FBI, a polícia federal norte-americana, depois que o empresário José Hawilla, preso nos Estados Unidos por envolvimento no escândalo da Fifa, denunciou o pagamento de propina para o acordo contratual. Hawilla é dono da Traffic, empresa que detinha direitos sobre a Copa do Brasil até 2014 e sobre importantes competições sul-americanas. Hawilla já foi condenado por fraude bancária.
  
Em maio do ano passado, a sede da Klefer, no Rio de Janeiro, foi alvo de operação da Polícia Federal e do Ministério Público, a pedido da Justiça dos Estados Unidos. 
   
    
Foto: Robson Gonçalves
  
  

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Jordy diz que CPI precisa apontar caminhos para coibir máfia do futebol

   
  
Do Portal PPS 
    
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) defendeu nesta terça-feira (17) que a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga irregularidades na Fifa e na CBF precisa aperfeiçoar a legislação de modo a coibir práticas de corrupção no futebol.
  
A declaração foi dada durante o depoimento do pai do atacante Neymar Júnior, o empresário Neymar da Silva, Santos à CPI. Santos foi convocado pelo colegiado para explicar como funcionam os contratos milionários fechados no mundo do futebol.
  
O empresário e o filho, que hoje atua no clube espanhol Barcelona, são alvos da Justiça brasileira por supostamente terem cometido sonegação fiscal. Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal determinou o bloqueio de quase R$ 200 milhões de Neymar, de seus pais e de suas empresas. O atacante é acusado de sonegar impostos entre 2011 e 2013.
  
“Precisamos apontar caminhos para superar aquilo que provocou a chamada máfia do futebol. Sou um daqueles que entendem que há muito a aperfeiçoar na nossa legislação que é promiscua neste chamado mercado do futebol”, disse Jordy.
  
Jordy lamentou que a grande maioria dos jogadores profissionais de futebol do Brasil ainda sofra com baixos salários e péssimas condições de trabalho.
  
“Apenas 82 por cento deste exército de profissionais ganham até 3 salários. E um detalhe: eles ganham este valor enquanto estão em atividade porque depois que se aposentam muitos estão em situação de mendicância ou perto disto. Nos importa muito as relações entre clubes e profissionais”, observou o deputado do PPS.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
   

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Jordy quer ouvir dirigentes da CBF e do Bom Senso F.C. na CPI da Máfia do Futebol

     

  
A CPI da Máfia do Futebol, na Câmara dos Deputados, aprovou nesta quarta-feira (4), através de requerimento do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) a realização de audiência para ouvir o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o atual presidente Marco Polo Del Nero e representante do movimento Bom Senso Futebol Clube.
  
Marco Polo Del Nero deve inquirido sobre quais providências estão sendo tomadas pela entidade no sentido de aprimorar os mecanismos de governança daquela instituição, sobretudo no que concerne à ética e transparência.
   
Já Ricardo Teixeira deve prestar esclarecimentos de denuncias de corrupção, envolvendo a Federação Internacional de Futebol – FIFA e a Confederação Brasileira de Futebol – CBF, em contratos de patrocínios e de transmissão televisiva de torneios, como a Copa do Mundo, alvo de investigações de governos de vários países.
   
Outros membros da CPI também requisitaram a presença de Marco Polo e de Ricardo Teixeira. Teixeira coleciona diversas denuncias de corrupção, como lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
   
O deputado paraense também teve aprovado requerimento convidando Ricardo Borges Martins, diretor de Estratégia e Comunicação do Bom Senso Futebol Clube, movimento que luta pela renovação e reformulação do principal esporte nacional, para colaborar com os trabalhos da Comissão de Inquérito.
   
“São fartas as evidências de que o futebol brasileiro esteja contaminado com negociatas ilegais, como pagamento de propina para realização de contratos. Portanto, devemos ouvir estas pessoas, de modo que possamos passar a limpo este esporte que é uma das maiores paixões dos brasileiros. Investigar e esclarecer o que deve ser esclarecido”, afirmou o parlamentar, que é vice-líder do PPS na Câmara.
   
Máfia internacional
   
Os parlamentares investigam denúncias de irregularidades cometidas por dirigentes da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Investigações feitas pela Justiça dos Estados Unidos, apontam para um esquema mundial de propinas e subornos na comercialização de jogos e direitos de marketing de competições de futebol.
  
José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é investigado juntamente com outros seis cartolas. Marin foi detido pela polícia federal norte-americana em maio do ano passado, na Suíça, e hoje cumpre prisão domiciliar em Nova York.
   
Os empresários José Margulies e Alejandro Burzaco, que confessaram ter subornado dirigentes da Conmebol, também tiveram a convocação aprovada pelos parlamentares.
   
 
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Máfia do Futebol: Jordy solicita documentos a órgãos de investigação

  
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia do Futebol da Câmara Federal, vai solicitar informações e documentos a diferentes órgãos sediados no Brasil e no exterior para auxiliar os trabalhos do colegiado. A CPI aprovou nesta quarta-feira (13) requerimentos apresentados por parlamentares.
   
O grupo investiga denúncias de irregularidades cometidas por dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Investigações feitas pela Justiça dos Estados Unidos, apontam para um esquema mundial de propinas e subornos na comercialização de jogos e direitos de marketing de competições de futebol.
   
Neste sentido, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) teve aprovados cinco requerimentos de sua autoria, onde solicitam à polícia federal brasileira, à justiça norte-americana e à Fifa, o compartilhamento de todos os documentos e informações, relacionados às investigações de fraudes que envolvem os ex-presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e Jose Maria Marin. Outro solicita informações de processos contra os ex-dirigentes ao Ministério Público Federal, envolvendo fraudes no futebol nacional.
   
O vice-líder do PPS também teve aprovado pelo colegiado, requerimento onde é solicitado o compartilhamento de informações com a CPI em funcionamento no Senado, que também investiga crimes no futebol brasileiro. “Nós não podemos desprezar o trabalho já acumulado pela CPI do Senado”, justificou o deputado paraense.
   
Máfia internacional
   
José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é investigado juntamente com outros seis cartolas. Marin foi detido em maio do ano passado, na Suíça, e hoje cumpre prisão domiciliar em Nova York.
   
  
Com informações da Agência Câmara

   
  

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Proposto por Jordy, Zico deve apresentar propostas para FIFA na Câmara Federal

  
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) teve aprovado nesta quarta-feira (26), na Comissão de Esportes da Câmara Federal, seu pedido de audiência pública, para que seja ouvido Artur Antunes Coimbra, o Zico, que recentemente anunciou sua candidatura à presidência da Federação Internacional de Futebol – FIFA. 
   
De acordo com a proposta apresentada, será uma oportunidade para o reconhecido jogador brasileiro, de expor e debater seus objetivos frente à entidade, com o colegiado da Comissão. 
Para o autor do requerimento, a candidatura de Zico, pode ajudar na reconstrução da imagem dos dirigentes brasileiros em relação à entidade mundial do futebol, pois nossa passagem pela instituição não teria sido das melhores. “Temos tristes memórias em relação à FIFA, pois por muitos anos, a partir de 1974, a administração de João Havelange sempre esteve envolvida em denúncias e irregularidades, que contaminou inclusive a cartolagem brasileira”, afirmou Jordy, reassaltando que a candidatura de Zico, por conta de seu caráter, pode abrir uma janela de oportunidades, na busca da modernização do esporte também no país. 
  
O Brasil, apesar de cinco títulos mundiais de futebol, figura apenas na 17ª colocação em relação a receita no esporte, dentre os países. 
   
“Zico foi um grande atleta e ainda é referência como desportista, como dirigente, como técnico e como pai, sendo uma pessoa exemplar e que pode representar com dignidade o país na FIFA”, afirmou o deputado Roberto Góes (PDT/AP), para o qual o Brasil merece um grande nome na disputa. 
  
Para viabilizar sua candidatura, Zico precisa ter no mínimo, a chancela de cinco associações nacionais, segundo o regimento eleitoral da FIFA. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já teria garantido o apoio ao ex-jogador. 
   
O requerimento foi aprovado por unanimidade e recebeu ainda apoiamento dos deputados Fernando Monteiro (PP/PE) e Edinho Bez (PMDB/SC). A data da audiência ainda não foi definida.


Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-7807
  
  

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Jordy leva debates do Plano Nacional do Esporte para Belém

  
Arnaldo Jordy, deputado pelo PPS do Pará, protocolou na Comissão do Esporte (CESPO) da Câmara Federal, requerimento visando levar as discussões do Plano Nacional do Esporte para a região Norte, mais especificamente Belém (PA).
  
O governo federal, através do Ministério do Esporte está definindo um plano nacional para o desenvolvimento esportivo, que visa organizar - estabelecendo metas e objetivos -, para construir uma visão de longo prazo para o esporte nacional. No entanto, o foco atual é a organização das Olimpíadas de 2016.
   
De acordo com Jordy, que é vice-presidente da Subcomissão Especial do Plano Nacional do Desporto, “é necessário ouvir quem vive o esporte nos Estados e Municípios, quem o constrói e quem utiliza esses serviços. E estadualizar a discussão, favorece uma construção mais democrática e ainda mais pautada pelas necessidades reais da população”.
  
Ainda segundo Jordy, a Subcomissão em conjunto com a CESPO, será receptora dessas informações, consolidando os resultados dos debates nas regiões, costurando e interagindo com a comunidade desportiva, de forma a contemplar o máximo possível todas as demandas nacionais.
   
Para a audiência, deverão ser convidados represententes do Ministério do Esporte; da Secretaria de Estado de Esporte do Pará; do Conselho Regional de Educação Física; do Grupo de Trabalho do Sistema Nacional do Esporte; da Federação Paraense de Desporto Escolar; do Departamento Educacional de Atividades Físicas – Deaf e do Instituto Atletas pelo Brasil e Esporte e Educação.
  
Zico na FIFA
   
Arnaldo Jordy também deu entrada na CESPO em pedido de audiência pública para ouvir Artur Antunes Coimbra, o Zico, que anunciou sua candidatura à presidência da Federação Internacional de Futebol – FIFA. Será uma oportunidade para o reconhecido jogador brasileiro, de expor e debater seus objetivos à presidência da entidade, de acordo com o requerimento apresentado pelo deputado paraense, e que será apreciado pelo colegiado.
  
  

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Escândalo da Fifa: proposta por Jordy, comissão aprova moção de apoio às investigações

   
  
A Comissão do Esporte da Câmara Federal aprovou, nesta quarta-feira (17), moção de apoio às investigações realizadas pelo governo norte-americano na Federação Internacional de Futebol – FIFA, proposta pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA). 
  
Aprovada por unanimidade, a moção manifesta apoio às investigações da polícia federal (FBI) e do departamento de justiça americana, que apuram um esquema de corrupção generalizada na entidade máxima do esporte no mundo, e que culminaram na prisão de sete dirigentes da entidade, em Zurique (Suíça), entre os quais o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol – CBF, José Maria Marin. As apurações provocaram ainda a renúncia de Joseph Blatter do cargo de presidente da instituição.
   
Segundo o documento aprovado, há fortes indícios que a FIFA é vítima do esquema de corrupção desde 1974, período em que ex-presidente João Havelange assumiu a entidade. Mesmo após inúmeras denúncias, o grupo criminoso conseguiu manter seu poder influenciando negativamente o esporte em vários dos 193 países representados na entidade, com falcatruas envolvendo políticos, empresas de marketing e produtos esportivos, veículos de comunicação e atletas.
   
Para Arnaldo Jordy, “a Câmara Federal e esta Comissão deve dar total apoio às investigações que estão sendo levadas a cabo pelas autoridades judiciais e policiais estadunidenses, doa a quem doer, no sentido de apurar as irregularidades. Isto faz bem para o futebol e ao esporte de maneira geral, no Brasil e no mundo”.
  
A proposta prevê ainda a formação de uma comitiva de parlamentares da Comissão de Esporte para entregar o documento na embaixada americana.
 
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-7807
 
 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Jordy apresenta moção em apoio às investigações do FBI contra corrupção no futebol


    

Do Portal PPS
  
Foi apresentado nesta quarta-feira (10), pedido de autoria do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), para que a Câmara dos Deputados aprove moção em apoio às investigações conduzidas pelo FBI – a Polícia Federal Americana - pela investigação do esquema de corrupção generalizada na Fifa (Federação Internacional de Futebol).
   
No último 27, a pedido das autoridades americanas, sete dirigentes da Fifa, suspeitos de corrupção, foram presos, na Suíça, onde fica localizada a sede da entidade. Acusados de um esquema de corrupção que envolveria cerca de US$ 100 milhões, os dirigentes estavam hospedados em um hotel cinco estrelas em Zurique, capital do país, onde acontece anualmente um congresso da entidade. Dentre os integrantes da entidade que foram detidos, está o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin.
   
No requerimento apresentado na comissão de Esporte, Jordy pede ainda que a Casa crie uma comitiva de parlamentares para entregar a carta de apoio ao FBI na embaixada dos Estados Unidos, em Brasília.
   
“Esta comissão da Câmara reitera o apoio às investigações realizadas pela polícia americana e transmite sua confiança nos princípios e conceitos democráticos e da justiça dos Estados Unidos para que a entidade máxima do futebol mundial consiga se livrar deste esquema criminoso”, justificou Jordy no documento.
  
O requerimento será analisado na próxima reunião da Comissão de Esporte da Câmara.
    
  

terça-feira, 9 de junho de 2015

CBF: Jordy questiona negociação de contratos na gestão Marin

  
   
Do Portal PPS
  
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Esporte da Câmara, nesta terça-feira (9), o vice-líder do PPS, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), questionou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo del Nero, se ele negociou contratos elaborados na época em que José Maria Marin era o dirigente da entidade.
  
Marin e outros dirigentes da Fifa foram presos, no final de maio, na Suíça, durante operação da Interpol e a pedido da Justiça dos Estados Unidos sob a acusação de corrupção e diversos outros crimes.
   
Jordy perguntou ao presidente da CBF se procedia a informação de que ele (Del Nero) era “homem forte” da entidade, antes mesmo de ele assumir o posto máximo da entidade brasileira de futebol.
  
O parlamentar citou reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, que revela a existência de e-mails trocados entre empresas e agentes que demonstram que o atual chefe da CBF era a pessoa incontornável em todas as negociações na entidade desde que Ricardo Teixeira deixou a CBF em março de 2012. Mesmo despachando da Federação Paulista de Futebol, ele teria recebido empresários em São Paulo para tratar de contratos da CBF. 
    
“Vossa senhoria era homem forte da CBF, antes de se tornar presidente da entidade. O senhor confirma esta especulação dita aqui no Estadão?”, indagou o deputado do PPS. Arnaldo Jordy também indagou se Del Nero assinou contratos investigados pela Justiça americana.
  
O presidente da CBF respondeu que não assinou tais contratos. Apenas chancelou balanços contábeis da entidade, após a saída de Marin da Confederação Brasileira de Futebol.
   
O deputado também perguntou ao dirigente que tipo de estratégia a CBF adotará para dar maior apoio a clubes e federações de futebol no Norte e no Nordeste. “Qual é a política, nesta nova roupagem da CBF, a ser adotada para os estados que têm sido esquecidos, no Norte e no Nordeste, que não levam tanta atenção como os grandes centros de futebol no Sul e no Sudeste?”, finalizou Jordy, que não obteve resposta de Marco Polo del Nero.