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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

País precisa de novo rumo, afirma Cristovam Buarque

    
   
O senador Cristovam Buarque (PPS/DF) participou nesta sexta-feira, 1,do diálogo Novo Rumo para o Brasil, realizado pelo PPS em Belém (PA), com a presença do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) e lideranças estaduais do partido, no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará. Questionado pela imprensa presente, o parlamentar, que é ex-governador do Distrito Federal e ex-ministro da Educação, confirmou que é pré-candidato do partido à Presidência da República, com uma plataforma fundamentada na melhoria da qualidade dos serviços públicos oferecidos à população, especialmente educação e segurança. Buarque defendeu um novo rumo para o país, fundamento no respeito à população e na mudança de paradigmas na economia, para que o país possa exportar não só produtos agrícolas, mas também tecnologia.
  
Diante de uma plateia de centenas de participantes, sobretudo jovens estudantes, Buarque destacou que a população brasileira deve parar de se contentar com pouco e exigir saúde pública de qualidade, boas escolas e tranquilidade para andar nas ruas. Para isso, os gastos públicos dirigidos para o que realmente importa e será revertido para o bem do país.
  
A crise política e econômica do país foi tema dos questionamentos dos participantes, entre os quais, o ex-secretário de Saúde Hélio Franco, a presidente da Fundação Santa Casa, Rosângela Monteiro; o presidente estadual do PPS, Everaldo Nunes, e demais lideranças do partido. Buarque criticou os políticos que agem movidos apenas por interesses pessoais e defendeu que o país precisa de mais pensadores para propor soluções para o Brasil, num momento em que os próprios partidos políticos tem bandeiras confusas e não sabem para que lado seguir.
   
“Hoje cada um só pensa no seu umbigo, na sua família, na sua corporação, não se consegue pensar o país como um todo”, disse o senador, que não espera bons resultados de uma eleição movida pela raiva e pelos interesses pessoais, ao falar sobre o pleito de 2018. Para Buarque, o primeiro compromisso a ser buscado pelos políticos deve ser o respeito da população. Para isso, é preciso acabar com muitos dos privilégios dos quais usufruem as elites dos três poderes. “Precisamos acabar com as mordomias”, defendeu, antes de falar sobre o controle dos gastos públicos e o equilíbrio das contas, que são necessários para evitar que o país caia numa ditadura, pelo descontrole total do governo.
   
Além da irresponsabilidade dos governantes, Buarque criticou também a impunidade que ainda grassa no país, e citou como exemplo a nova ordem de soltura dos empresários de ônibus que abasteciam de propina chefes do Executivo e do Legislativo no Rio de Janeiro, como exemplo de falta de respeito com os brasileiros. “Essa cumplicidade que existe entre juízes, políticos e homens de negócios contra o povo leva à desagregação”, disse o senador, que previu que a qualquer momento, a pessoas irão resistir em pagar impostos, diante do roubo de que é vítima.
   
“O próximo presidente precisa ter um discurso que mostre que ele vai trazer a coesão graças ao fim dos privilégios, graças ao fim dos privilégios e graças a governar com responsabilidade”, defendeu, antes de pedir que o país passe a ter um rumo. Para ele, o atual governo de Michel Temer colocou o país em um rumo errado para o crescimento da economia, que são os mesmos de sempre, o agronegócio e a indústria automobilística, em vez de incentivar as indústrias tecnológicas, que são o futuro de qualquer país. “Nenhum país vai chegar onde deseja exportando apenas bens agrícolas e automóveis”, afirmou, antes de criticar o predomínio dos combustíveis fósseis, que já começam a cair em desuso em muitos países desenvolvidos. “Precisamos olhar o futuro, precisamos de um rumo”, afirmou.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

PPS pede a presidente do STF análise sobre reconhecimento da homofobia e transfobia no país

   

Parlamentares e membros do grupo Diversidade, do PPS, foram recebidos pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministra Cármen Lucia, nesta terça-feira (24) para pedir celeridade quanto à ADO 26 (Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão) ajuizada pelo partido em 2012, e que determina a equiparação da homofobia e transfobia ao crime de racismo. O relator da ADO é o ministro Celso de Mello. 

Segundo o coordenador do núcleo de Diversidade do PPS, Eliseu Neto, a ação pede que o Supremo declare a omissão do Congresso Nacional por não ter votado o projeto de lei que equipara atos de homofobia ou transfobia a atos de racismo, com a inserção da orientação sexual e de identidade de gênero na legislação geral de discriminações (Lei nº 7716).

O líder da bancada do partido na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), ressaltou a importância da proposição, pois é um grande passo para que se coloque um fim à discriminação que vitima todos os anos milhares de homossexuais no país.

Cármen Lucia afirmou que apoia a ADO e aguarda apenas a liberação do relator para colocar a proposta em votação no plenário do Supremo, a qual, inclusive, já tem parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Também participaram da reunião o senador Cristovam Buarque e Raquel Dias, integrante do Secretariado Nacional do partido e representante do núcleo Igualdade Racial 23.

Por: Assessoria Parlamentar
  
  

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

PPS defende planejamento para o Brasil do futuro

   
    
O Partido Popular Socialista (PPS) está empenhado em acompanhar as mudanças provocadas pela revolução tecnológica pela qual passa o Brasil e o mundo, e pretende construir uma plataforma e um programa para servir ao Brasil pelas próximas décadas, como alternativa para dar rumo e coesão ao Brasil, após a histórica crise pela qual o Brasil passa. A afirmação é do senador Cristovam Buarque (PPS/PA), que participou, nesta sexta-feira, 13, juntamente com o ministro da Cultura, Roberto Freire, da abertura do I Simpósio Estadual de Eleitos, Dirigentes e Lideranças do PPS/PA, com o tema “Desafios e Perspectivas para as Novas Gestões Municipais”, no auditório do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), em Belém.
   
Cristovam Buarque anunciou que no próximo Congresso do PPS, o partido deverá discutir a mudança de paradigma, para que seja capaz de responder pelos desafios que se apresentam ao Brasil para os próximos 30 ou 50 anos. Tanto Cristovam Buarque, quanto Roberto Freire, destacaram que a participação no atual Governo Federal decorre da responsabilidade do partido com a superação dessa que é uma das piores crises pela qual passa o país, com 13 milhões de desempregados, além da violência desenfreada e matanças nos presídios. “Tem também a barbárie que não se vê, 13 milhões de analfabetos, serviços públicos precários, após 13 anos de governo irresponsável e sem rumo”, disse Cristovam Buarque.
   
A partir de 2018, quando o país escolhera o presidente da República, o partido poderá optar pelo rumo próprio. “Participamos do Governo do presidente Temer, em quem não votamos, porque temos a obrigação de fazer com que ele atravesse esses dois anos, para por ordem na falta de ordem de encontramos”, disse Cristovam.
   
Dá mesma forma, o ministro da Cultura disse que o governo Temer não é o governo que o PPS escolheu, mas é o governo com o qual tem responsabilidade, após a intervenção constitucional que mudou a presidência da República. “O momento é de ter a militância política que o momento exige”, disse Roberto Freire. Para ele, após a intervenção constitucional da qual o PPS participou, o partido passou a ter responsabilidade no governo. “Isso aconteceu no impeachment de Collor. Não votamos também em Itamar, que assumiu por imposição constitucional. Dissemos ao PT que aquele governo era da nossa irresponsabilidade, e dizíamos da irresponsabilidade do PT, que não assumiu responsabilidade alguma no governo Itamar e foi fazer oposição ao governo”, lembrou Roberto Freire.
   
Cristovam Buarque defendeu a responsabilidade fiscal e o controle de gastos, mas ressaltou que o PPS quer reformas que tenham “a cara e o cheiro do povo”, não que beneficiem apenas o mercado financeiro. “Queremos uma reforma fiscal que toque nas grandes fortunas, nos bens de luxo, nos depredadores dos bens naturais, que preserve os pobres e a juventude desse país”, disse Cristovam Buarque, que lamentou o processo de desagregação social, que leva até os jovens brasileiros a migrar para outros países.
   
Após ser incentivado a se lançar candidato à Presidência da República, em 2018, pelo presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisa (Fapespa), Eduardo Costa, Cristovam Buarque foi instado a falar sobre como deve ser feito o processo de desenvolvimento da Amazônia, já que agências oficiais de fomento e bancos públicos estão enfraquecidos.
    
Cristovam Buarque defendeu que todo planejamento para a Amazônia deve levar em consideração os milhões de brasileiros que habitam na região, e que uma proposta de longo prazo deve considerar a sustentabilidade de toda a nação brasileira.
   
Roberto Freire destacou que a revolução científica e tecnológica é profunda e citou Marx, quando disse que “tudo que é sólido se desmancha no ar”, ao referir-se às mudanças da Revolução Industrial. Na época, artesãos tentaram quebrar as máquinas a vapor, para impedir a mudança, mas foi inútil. Da mesma forma, hoje, não dá para fugir de mudanças nas relações sociais, dos novos modos de produzir e de novas consciências.
   
As mudanças, disse Freire, devem atingir até mesmo a forma de representação política. Ele lembrou que na Europa, a tendência é que correntes de opinião se tornem partidos políticos fundamentados na participação. Como exemplo, citou o Podemos, da Espanha, que nasceu de uma ocupação de protesto.
   
Freire criticou o modelo de reforma política que favorece os grandes partidos, justamente os responsáveis pela crise ética na representatividade política, e penaliza os partidos pequenos, que não participaram dos escândalos de corrupção.
   
“O Brasil é um dos países que menos permite a liberdade de organização. A Espanha, de uma ocupação, criou o Podemos. A Itália, o Cinco Estrelas, patrocinado por um comediante italiano, após o fim dos partidos tradicionais, com a operação Mãos Limpas. É um novo expressar. Nós não temos essa oportunidade”, disse Freire, que citou como exemplo as dificuldades da Rede Sustentabilidade frente ao monopólio dos grandes partidos, com tempo de televisão e fundo partidário.
   
Roberto Freire criticou a proliferação de partidos como negócio, apenas pela cobiça sobre o fundo partidário, mas criticou a limitação à criação de novos partidos com base em pensamentos de mudança. “Que se criem partidos para buscar novas representações e que possam interpretar o momento político”, defendeu.
   
MUNICÍPIOS
   
O Simpósio foi aberto pelo presidente estadual do PPS, Everaldo Nunes. Em seguida, o deputado federal Arnaldo Jordy mediou o debate entre os participantes, entre os quais, prefeitos do PPS e de outros partidos aliados, vereadores, secretários, militantes e um público interessado que lotou o auditório do TCM, cujo presidente, conselheiro Cezar Colares, destacou a importância da busca de qualificação dos gestores municipais, e louvou a atitude do PPS, de reuniu os eleitos para orientação sobre as gestões.
   
O deputado Arnaldo Jordy agradeceu presença de todos prestigiaram o Simpósio para refletir sobre os desafios que estão colocados para todos os gestores municipais. Ele destacou o crescimento do PPS no Pará. “O PPS saiu vitorioso desse processo eleitoral, cresceu em número de votos e em governança. Os prefeitos que foram apoiados pelo PPS também estão se aproximando do debate, para entender a crise brasileira no ente mais importante, que é o município, e a crise moral que corrói boa parte das certezas que a sociedade brasileira tem e que precisa redimensiona-las”, disse Jordy.
   
A programação do Simpósio do PPS continuou no sábado, pela manhã, com o painel: “Desafios das Cidades: Controle social e gestão eficiente, criativa, ética e transparente”, com mediação do presidente estadual do PPS, Everaldo Nunes, tendo como debatedores o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, o procurador do Ministério Público do Estado do Pará (MP/PA) Nelson Medrado e o senador Cristovam Buarque.
   
Às 14h começou o painel: “Crise econômica e o Desenvolvimento Regional”, tendo como debatedores Eduardo Costa (Fapespa), o economista Mário Ribeiro e o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Alex Fiúza.
   
Às 16h, começou o painel de encerramento, com o tema: “PPS e as Perspectivas para 2018/2020”, tendo como mediadora a secretária geral do PPS/PA, Eleanor Palhano, como expositor o presidente nacional do PPS, deputado Davi Zaia, e como debatedores Everaldo Nunes, Marilda Natal (vice-presidente do PPS/PA), o prefeito de Castanhal, Pedro Coelho; o prefeito de Santana do Araguaia, Pedro Paraná; o prefeito de Alenquer, Frei Juraci; o prefeito de Santana do Araguaia, Zé do Quinta; o vereador de Santarém Dayan Serique e o vice-presidente do PPS/PA, Agenor Sarraf, de Melgaço, no Marajó.
    
   
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

PPS promove hoje e amanhã Simpósio Desafios e Perspectivas para as novas gestões municipais

  
  
O PPS promove hoje e amanhã o I Simpósio Estadual de Eleitos, Dirigentes e Lideranças do PPS-PA, no auditório do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), com o tema "Desafios e Perspectivas para as Novas Gestões Municipais". A abertura será às 17h, com a presença do ministro da Cultura, Roberto Freire, do senador Cristovam Buarque (PPS/DF) e do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA). Cristovam Buarque também lança em Belém o livro "Mediterrâneos Invisíveis", que trata de trata de questões como migrações, terrorismo, exclusão social e a busca pelo progresso, com suas limitações e alternativas. O evento é aberto e qualquer pessoa pode se inscrever no local. Participe conosco e venha ajudar a mudar o Brasil.
   
  
Agende-se
Encontro Estadual PPS Pará
Data: 13 e 14 janeiro de 2017
Horário: 17h
Local: Auditório do TCM/Belém
Inscrições: https://www.doity.com.br/simpsio-estadual-de-eleitos-dirigentes-e-lideranas-do-pps-pa2017
    
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
   

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

PPS realiza simpósio estadual sobre os desafios para as novas gestões municipais

  
O PPS obteve um crescimento expressivo nas eleições de 2016. No Pará, elegeu quatro prefeitos, três vice-prefeitos e 52 vereadores com uma campanha pelo voto consciente e transformador, de resgate da boa política. O resultado das urnas consolidou o PPS como a oitava força política no Estado. Nos próximos quatro anos, o partido governará mais de 200 mil eleitores no Estado. Por isso, parabenizamos nossos dirigentes e filiados pelo trabalho dedicado nas eleições e pelo resultado obtido nas urnas. 
   
Devemos estreitar cada vez mais as nossas relações e ações partidárias, consolidar e ampliar nossa influência no estado, com o objetivo de continuarmos a crescer em 2018. Ocupar os espaços de governo, parlamentar e nos movimentos sociais é a garantia para implementação de nosso programa, fazendo política de forma planejada, competente e ética.
    
Pela trajetória que o PPS tem cumprido, queremos também parabenizar todos os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores que estão concluindo seus mandatos neste ano, que, com reconhecido esforço, ajudaram a construir essa caminhada até aqui.
   
Aos novos prefeitos, vices e vereadores eleitos, desejamos sucesso em seus novos desafios. O momento atual é de grave crise política, econômica, social e ética, e nos impõem a necessidade de maior integração partidária, visando realizar gestões municipais e mandatos legislativos honestos, inovadores, criativos e competentes.
     
Nos dias 13 e 14 de janeiro, no auditório do Tribunal de Contas dos Municípios - TCM, em Belém, teremos uma grande oportunidade de colocar em prática esse esforço de integração. Por isso, convidamos todos os dirigentes partidários, atuais prefeitos e vices, os vereadores com mandato; e os Prefeitos, Vice-prefeitos e vereadores eleitos nestas eleições para participar do Encontro Estadual do PPS. 
  
Teremos a presença do presidente licenciado do PPS e ministro da Cultura, Roberto Freire; do prefeito reeleito de Vitória (ES), Luciano Rezende, um belíssimo exemplo de gestão municipal, e do senador Cristovam Buarque (PPS/DF), conhecido por sua defesa intransigente da educação e uma liderança nacional no PPS, atual presidente da Fundação Astrogildo Pereira, que vem lançar em Belém o seu livro: "Mediterrâneos Invisíveis".
 
   
Agende-se
Encontro Estadual PPS Pará
Data: 13 e 14 janeiro de 2017
Horário: 17h
Local: Auditório do TCM/Belém
Inscrições: https://www.doity.com.br/simpsio-estadual-de-eleitos-dirigentes-e-lideranas-do-pps-pa2017
   
     
Por: PPS Pará
   

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

ARTIGO - As urnas falaram. E agora?

    
*Arnaldo Jordy
   
As urnas falaram. neste domingo, e o recado foi claro. Os brasileiros rejeitaram o atual modelo político nacional e a falta de respostas sobre a crise política e econômica derivada da corrupção sistemática e da ineficiência do Estado para resolução de seus problemas cotidianos. A narrativa do "golpe", propalada pelos partidos contrários ao impeachment, foi também veementemente derrotada, da forma mais democrática possível, nas urnas, o que revela a rejeição dos brasileiros a um projeto de poder que jogou o país na mais profunda crise da história.
   
Dados do TSE indicam que o PT, o partido mais votado em 2012, com 17,4 milhões, caiu para 6,8 milhões de votos nesta eleição, perdendo 60,9% de seus eleitores. Das 630 prefeituras conquistadas em 2012, no primeiro turno, elegeu apenas 256 prefeitos. Ficando, entre as capitais, apenas com Rio Branco, e disputa o segundo turno em Recife. Em nossa região Norte, o partido diminuiu em 70% o número de prefeitos. Até no Nordeste, onde está a base mais fiel do partido, esse número caiu 37,7%. No Sul, a perda foi de quase 57% e no Sudeste, seu berço, de quase 75%, incluindo a cidade de São Paulo, onde sequer chegou ao segundo turno. A maior queda ocorreu no Centro-Oeste, onde o número de prefeitos do PT caiu em mais de 85%. Esse cenário retrata a repulsa do eleitor, que deixou para o partido que governou o país durante 13 anos um ambiente hostil para a pretensão da retomada do poder. 
   
Mas o recado foi para todos. Segundo dados do TSE, a soma de votos nulos, brancos e abstenções superou o primeiro ou segundo colocado na disputa para prefeito em 21 capitais. Em Belém, esse índice chegou a quase 30%, equivalente aos dois candidatos que foram para o segundo turno. Temos que registrar que também foi a eleição mais violenta em número de mortos da nossa modesta história eleitoral. 
   
O PMDB, que elegeu o maior número de prefeitos, por conta de sua enorme capilaridade federativa, teve que enfrentar o ônus da compreensível impopularidade do presidente Michel Temer; o que retirou o partido da disputa dos maiores colégios eleitorais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O PSDB capitalizou o maior crescimento, mas vive uma disputa interna com a pretensão e vigor eleitoral, demonstrada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
   
Lembremos que desde os protestos de 2013, a sociedade vem dando sinais claros de que existe uma crise de representação política profunda, uma crise dos partidos, uma crise da visão que a sociedade tem em relação à política. Uma demonstração clara que não aceita a política do toma-lá-dá-cá, do fisiologismo, a falta de ética, a corrupção e a irresponsabilidade da maioria dos governantes.
  
A crise ética, no entanto não é só na política. A operação Lava Jato já condenou 69 grandes empresários do país. O mesmo cidadão que critica o político demagogo, mentiroso ou corrupto, não pode achar normal pagar propina para o agente de trânsito, que sonega, que cobra ágio se tiver que passar um recibo de serviço que presta. Da mesma forma que há o político corrupto, há também o eleitor corrupto, que vende seu voto, como se viu nessa e em outras eleições. Uma sociedade corrupta e desonesta produz políticos corruptos e desonestos também.
  
Isso obriga, principalmente, os partidos políticos a se reinventarem. Precisamos ver surgir uma nova representação, que não precisa começar do zero, mas a partir de uma profunda reflexão sobre o mal que o pragmatismo político adotado causou, ao abrir mão dos escrúpulos, ignorando a ética e o compromisso com a República.
  
O Brasil sai das eleições municipais, demonstrando muito bem o que não quer, mas sem deixar claro o que vislumbra daqui para frente. Como bem sugere o senador Cristovam Buarque, essa nova representação não deve estar centrada unicamente na economia, mas interessada em promover uma revolução a partir da educação, para garantir direitos e oportunidades iguais para as pessoas de todas as classes sociais. Uma nova organização política que saiba se modernizar e se adaptar ao século 21, liberta dos grilhões do populismo que serve de instrumento para condução das massas, mas que poucas mudanças efetivas e estruturantes consegue no seio da sociedade.
   
Para além desse momento, no curto prazo, os eleitores exigem prioridade na discussão de uma reforma política séria e de mudanças na legislação eleitoral, além da aprovação de medidas urgentes no combate a corrupção, tarefa dos senadores e deputados a quem compete propor e votar mudanças neste sentido.
  
Como costuma acontecer, a eleição de domingo preparou o cenário para a próxima disputa. As cartas estão na mesa. Quem tiver ouvidos que ouça.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA