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quinta-feira, 16 de março de 2017

Seminário: Especialistas apontam mitos da reforma da Previdência e apontam caminhos

    
    
Do Portal PPS
   
Os mitos em torno da reforma da Previdência, essencial para o país, precisam ser derrubados. Informações falsas divulgadas pela oposição devem ser rebatidas para que não se crie um sentimento de revolta na população. No entanto, alguns pontos da Proposta de Emenda à Constituição enviada pelo governo e em apreciação no Congresso Nacional precisam sofrer mudanças para não penalizar os trabalhadores. Essas foram algumas conclusões de especialistas na área que participaram nesta quinta-feira (16), na Câmara dos Deputados, em Brasília, de seminário promovido pela bancada do PPS. Nery: Não é verdade que os brasileiros irão “trabalhar até morrer”
    
O consultor do Senado Federal Pedro Nery criticou o que chamou de “mitos da Reforma da Previdência”. Ele rebateu “algumas inverdades” que vêm sendo divulgadas sobre a proposta (PEC 287/2016) do governo. Segundo Nery, não é verdade que os brasileiros irão “trabalhar até morrer”, como vem sendo alardeado na mídia e nas redes sociais.
   
“O aumento da expectativa de vida da população justifica a aposentadoria aos 65 anos de idade para homens e mulheres”, enfatizou, ao citar dados do IBGE que mostram que os brasileiros estão vivendo cada vez mais em todas as regiões do país: a média da idade de sobrevida das pessoas aposentadas no Brasil é de 82 anos no Nordeste e 84 anos, nos estados do Sul e Sudeste.
  
De acordo com Nery, também não é verdade que as alterações vão prejudicar os trabalhadores mais pobres, como criticam os oposicionistas da reforma. O especialista citou como exemplo a concessão das aposentadorias por idade mínima e por tempo de contribuição.
  
“Esta faixa da população não terá o valor da aposentadoria reduzida, até porque a Constituição Federal não permite que se receba o inferior ao salário mínimo. Já o trabalhador que está há mais tempo no mercado formal, que aposentar por tempo de contribuição, poderá ser afetado por causa da aplicação do redutor de cálculo, o chamado fator previdenciário”, explicou.
  
Atualmente, o cálculo das aposentadorias é feito em cima dos 80 melhores salários do trabalhador. Os outros 20% são descartados. “E isso não vai mudar. Não haverá perda de direitos”, acrescentou.
  
No entanto, Pedro Nery declarou que a exigência dos 49 anos de contribuição para obter aposentadoria integral, como prevê a PEC, poderá afetar as pessoas que sempre tiveram salários “muito estáveis e baixos”. O especialista ainda reconheceu que a Seguridade Social, que engloba, por exemplo, as aposentadorias rurais, é deficitária.
  
Mulheres e homens
  
Outro ponto polêmico da PEC 287, o estabelecimento da idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem, também foi tratado pelos especialistas. O consultor da Câmara dos Deputados e ex-secretário de Políticas de Previdência Social, Leonardo Rolim, afirmou que como a expectativa de vida das mulheres hoje é maior do que a dos homens não faz sentido que eles se aposentem antes. “Com relação a idade, não faz sentido a mulher se aposentar antes”, afirmou Rolim, ressaltando no entanto que a mulher precisaria ser compensada pelo tempo em que trabalha em casa sem remuneração e por, no mercado de trabalho, ainda receber menos do que o homem executando a mesma função.
  
Ele explicou que em 1995 uma mulher recebia em média 66% do salário de um homem para realizar o mesmo trabalho. Em 2014, esse percentual saltou para 81%. O cenário melhorou, mas ainda não alcançou a igualdade. “Nós entendemos que faria mais sentido complementar a aposentadoria da mulher do que antecipar a aposentadoria. No mundo todo 67 países já igualaram a idade de aposentadoria para homens e mulheres e muitos outros estão em processo de transição para implantar isso”, ponderou o consultor da Câmara.
  
Ao defender a necessidade da reforma, Rolim afirmou ainda que seria uma irresponsabilidade não fazê-la. “Iria levar a inviabilidade de todas as políticas sociais no Brasil. Se ficar do jeito que está daqui a alguns anos 80% do caixa da União terá que ser usado para cobrir os gastos da Previdência”, alertou.
  
Ele também fez uma crítica ao uso da Previdência como principal ferramenta de distribuição de renda. “A principal política de combate a pobreza no Brasil é a Previdência, e não deveria ser. Deveria ser a educação e a geração de emprego e renda. Hoje deixamos a pessoa a vida inteira na pobreza e quando ela fica idosa nós compensamos com a aposentadoria, tirando ela da linha da pobreza”, criticou o consultor da Câmara.
  
Regra de transição
  
Já a consultora da Câmara Elisangela Batista fez críticas à regra de transição única adotada na PEC tanto para servidores públicos como para os contribuintes do regime geral da Previdência. O mecanismo só alcança mulheres acima de 45 anos e homens a partir dos 50 anos. De acordo com ela, o governo “deu muito para alguns e nada para os outros”.
  
Citando números, ela mostrou, por exemplo, que no serviço público só entram na regra de transição 39% dos homens e 44% das mulheres. Exemplificou ainda que no regime geral, cuja idade mínima para transição é a mesma, será vantajoso para quem se encaixar nessa faixa. “Ela será muito melhor do que hoje, pelo fator previdenciário. O impacto para esse pessoal é relevante. Mas para quem está fora, as regras para acesso à aposentadoria serão muito mais duras”, alertou.
  
Nesse sentido, Elisangela Batista propõe que se faça uma transição “em escadinha”, escalonada, respeitando o princípio da idade mínima da PEC. “Se pegaria a data de nascimento e para cada ano teria uma data de aposentadoria”, sugeriu a consultora da Câmara.
  
  
Fotos: Robson Gonçalves
  
  

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Para Jordy, mudanças na Lei Rouanet permitirão a democratização dos recursos

   
Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, o líder do PPS - Partido Popular Socialista deputado Arnaldo Jordy, se congratulou com o ministro da Cultura, Roberto Freire, que mudou a Lei Rouanet para estabelecer um teto de captação, para que não sejam viabilizados apenas grandes projetos, em mercados já desenvolvidos, para passar a atender regiões que hoje não são abandonadas, como o Norte e o Nordeste. A mudança sinaliza um avanço na democratização dos recursos para a cultura. Jordy lembra que alguns grandes projetos financiados pela Lei Rouanet, hoje, são investigados em CPI na Câmara, cujos resultados irão surpreender muita gente. Com a mudança, a distribuição de recursos se torna mais democrática e acessível.
      
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/6tWXFmorHEI
   
  
  
Por: Asssessoria Parlamentar
  
   

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Jordy destaca mudanças a serem promovidas pelo MinC na Lei Rouanet

    
  
Do Portal PPS
     
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), disse nesta quarta-feira (15) que as mudanças que devem ser promovidas pelo MinC (Ministério da Cultura) na Lei Rouanet permitirão a democratização e a descentralização dos recursos públicos. A declaração foi dada em plenário.

“A instrução normativa da pasta fará mudanças significativas, como a criação de um teto de captação para cada projeto e a instituição de novas contrapartidas. A bancada do PPS parabeniza a decisão de democratização da Lei Rouanet já que ela existe para quem não tem oportunidade. Se não fosse assim, deixaria de ser um incentivo e passaria a ser financiamento. A cultura brasileira merece ser valorizada”, disse Jordy.

O deputado lembrou que o ministro Roberto Freire tem grande apreço pela cultura.

“Conforme Freire, a cultura tem uma dimensão muito maior do que a simples expressão de uma identidade nacional, tendo cada vez mais participação na economia brasileira, na geração de novos empregos e na superação de crise”, destacou.

O deputado também lembrou que o Ministério da Cultura pretende aumentar o investimento em projetos de caráter permanente, como museus.
  
   

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Previdência social: Jordy defende mudanças em projeto do governo

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) apoiou o adiamento da votação da reforma da Previdência para o próximo ano. Desse modo, será possível discutir melhor o assunto na comissão especial sobre o tema. Jordy adiantou que o PPS irá propor uma série de mudanças, para não prejudicar, por exemplo, as pessoas com deficiência, ou os trabalhadores rurais, atingidos por pontos da proposta do governo, além da idade mínima para a aposentadoria. 
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/g_Bq0ryW-eM
   
  
    
Por: Assessoria Parlamentar