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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Jordy cobra parceria de governos para conter escalada da violência no Pará

   
Do Portal PPS
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) defendeu nesta quarta-feira (11) que haja um acordo entre os governos federal e estadual para conter a violência que chegou a níveis alarmantes no estado do Pará.
    
O parlamentar relatou que além da execução de jovens, as mortes de policiais já quase alcançam a duas dezenas em 2018.
   
“Já são 19 policiais este ano mortos no Estado do Pará e dezenas de jovens e cidadãos de bem sem nenhuma passagem policial, sem nenhum registro de delinquência que também estão sendo abatidos. Nós pedimos às autoridades competentes, ao Secretário de Segurança Pública, inclusive ao Ministro Jungmann, que possam estabelecer uma parceria. Nós precisamos de ajuda da Polícia Federal, dos órgãos de segurança federais em uma parceria para tentar conter isso”, cobrou Jordy.
  
Entre a noite de segunda-feira e a de ontem, 11 onze pessoas foram executadas na região metropolitana de Belém. E na noite da última terça-feira, durante tentativa de fuga em um dos presídios paraenses, 21 pessoas morreram, entre eles, um agente penitenciário.
  
“O que está por trás disso, segundo informações da polícia e da sociedade, é o Comando Vermelho, é o crime organizado, é o negócio do tráfico de drogas que está alimentando esta cadeia de violência que hoje se abate como nunca visto no Estado do Pará. Portanto, fica aqui o nosso apelo para que essa onda de violência possa ser sustada e para proteger policiais e civis que estão sendo vítimas”, acrescentou Arnaldo Jordy.
    
    
Foto: Robson Gonçalves
  
  

sexta-feira, 2 de março de 2018

ARTIGO - Não somos a casa da mãe joana

   
* Arnaldo Jordy
   
Assim como não se pode querer a Amazônia intocada, sem o aproveitamento produtivo das suas riquezas, também não se pode permitir que sua população seja ignorada, e pior ainda, prejudicada nas suas condições básicas de sobrevivência por uma grande indústria mineral estrangeira, que lucra bilhões escavando o solo da floresta e sugando o suor da nossa gente. É claro que estou falando da Hydro Alunorte, que não pode mais ser responsabilizada por um ou outro acidente pontual na região de Barcarena, e sim pela contumácia desses desastres ambientais. Foram onze vazamentos desde 2009, ou seja, mais do que um por ano.
   
Curiosamente, a Hydro Alunorte tem 34% do seu capital pertencente ao próprio governo da Noruega, país que é o principal mantenedor do Fundo Amazônia, juntamente com a Alemanha, destinado a apoiar projetos e ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento; promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia e apoio ao desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento no Brasil.
   
Entre 2009 e 2016, aquele país enviou 3,6 bilhões de reais para o fundo, administrado pelo BNDES. No ano passado, a chefe do governo norueguês anunciou que cortaria pela metade os recursos, em razão de falhas na política ambiental do governo federal. Até aí, tudo bem. Mas o governo norueguês não pode permitir que sua empresa faça aqui o que não faz na Europa, onde as leis ambientais são rígidas e a preocupação com o meio ambiente é muito presente na sociedade.
    
O que os noruegueses diriam ao saber que a Hydro utilizou dutos clandestinos para aliviar a pressão das suas bacias de contenção, contaminando sem permissão os rios que servem para a subsistência das populações ribeirinhas? Parece que, inspirada no velho imperialismo do século 19, a Noruega se acha no direito de fazer no Brasil o que não faz na Europa. E o pior, mesmo tendo sido condenada a pagar multa de 17 milhões de reais após o vazamento de lama tóxica em 2009, nada pagou, apesar da mortandade de peixes verificada na ocasião. Um estudo realizado pelo conceituado Instituto Evandro Chagas constatou aquilo que a empresa queria esconder: a contaminação dos cursos d’água.
   
Outra pesquisa, esta realizada pelo Laboratório de Química Analítica da Universidade Federal do Pará (UFPA), constatou que um em cada cinco moradores de Barcarena onde estão as empresas norueguesas está contaminado por chumbo, com uma concentração do elemento químico no corpo sete vezes maior do que a média mundial. O chumbo no organismo atinge os sistemas nervoso e respiratório e pode provocar problemas cognitivos nas crianças.
    
A despeito do discurso de responsabilidade social e ambiental do governo da Noruega, a empresa sempre nega e procura fugir da responsabilização pelos seus atos, como fez na sexta-feira passada, na visita de comitiva de parlamentares às instalações da Hydro em Barcarena, quando alegou desconhecimento da existência do duto clandestino que utilizava e que contaminava a água utilizada pela população.
   
Não se trata, aqui, de inviabilizar a indústria ou de manda-la embora do Pará, mas sim de fazê-la cumprir com sua obrigação, até mesmo porque a Hydro Alunorte recebe incentivos fiscais estaduais e federais para sua atividade e tem um lucro anual de R$ 5,5 bilhões com a extração de bauxita do nosso território. O mínimo que a Hydro pode fazer, agora, é compensar a população pelos prejuízos causados, suprindo as carências desses moradores, que até hoje não têm água potável, energia firme, saneamento e outros benefícios da vida moderna que a proximidade com uma grande empresa multinacional poderia proporcionar.
   
Estou propondo a suspensão da licença de funcionamento da empresa, pela não observância dos compromissos contratuais, que foram quebrados, e também a suspensão dos subsídios federais e estaduais. O que a Hydro Alunorte não pode é simplesmente vir aqui usar os insumos mais baratos, a mão de obra mais em conta, o porto de Vila do Conde, para fazer os negócios bilionários e gerar um prejuízo desse tamanho contra o meio ambiente amazônico, contra pessoas desprotegidas, como ribeirinhos e pescadores, e sair incólume disso. Nós, aqui, não somos a casa da mãe joana.
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal - PPS/PA
  
  

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Campanha conscientiza e combate a exploração sexual de crianças e adolescentes

 
  
O mandato do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) segue firme na luta contra a exploração sexual de criança e adolescentes. Neste sábado, 20, o parlamentar esteve juntamente com sua equipe na feira do Ver-o-Peso, para um trabalho de conscientização da população sobre e incentivo às denúncias para o Disque 100. Jordy foi o relator da CPI da Pedofilia na ALEPA, em 2009, que levantou cerca de 100 mil casos no Pará em cinco anos, percorreu 35 municípios do Estado e denunciou uma série de pessoas poderosas envolvidas com esse crime e incentivou a Justiça a acelerar o julgamento dos casos. A programação deste sábado incluiu uma performance teatral para ensinar sobre como identificar esse crime silencioso, que prejudica profundamente as vidas de crianças e jovens.
   
 
  
Por: Assessoria Parlamentar
    
  

quarta-feira, 15 de março de 2017

No Jornal Nacional, Jordy diz que não considerar caixa 2 crime é sepultar a Lava Jato

  
Do Portal PPS 
    
Contrário a possibilidade de anista para o crime de caixa 2, o líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), disse no Jornal Nacional (veja o vídeo aqui e abaixo) que tira-lo da “tipificação que hoje o ordenamento prevê como delito, como crime, significa sepultar a Lava Jato”.
    
  
No Congresso continua o debate sobre proposta de anistiar caixa dois
  
Jornal Nacional – TV Globo
   
  
Em Brasília, partidos políticos se manifestaram nesta terça (14) no congresso, contra a possibilidade de se anistar o crime de caixa dois. Depois de uma reunião de líderes dos partidos na Câmara, o líder do Psol disse que a anistia ao caixa dois ainda não está descartada na Casa. Caixa dois são recursos de campanha não contabilizados e não declarados perante a justiça eleitoral.
  
“É uma preocupação que o plenário vote uma anistia ao caixa dois, já que o próprio presidente da Câmara dos Deputados não descartou por completo a possibilidade de colocação dessa matéria na pauta, e quem tem o poder de pautar matérias é o presidente da Câmara”, disse Glauber Braga.
  
Rodrigo Maia não falou sobre o assunto nesta terça. O senador Cassio Cunha Lima, do PSDB, diz que não pode haver patrulha caso o tema seja proposto por algum parlamentar.
  
“Você não tem que patrulhar o momento para discutir essa ou aquela matéria. Se porventura algum parlamentar tomar essa iniciativa, não pode ser proibido nem patrulhado nem vedada a iniciativa parlamentar. Mas desconheço qualquer iniciativa nesse sentido”.
  
O líder do Democratas na Câmara disse que vai orientar o partido a votar contra qualquer projeto de anistia. A Rede Sustentabilidade e o PPS também são contra. “Tirar o caixa dois da tipificação que hoje o ordenamento prevê como delito, como crime, significa sepultar a Lava Jato”, afirmou Arnaldo Jordy.
  
À tarde, teve discussão no plenário. Deputados pedindo para o presidente Rodrigo Maia descartar qualquer possibilidade de anistia. Uma discussão que deve terminar no Supremo Tribunal Federal.
  
Nesta terça o ministro Marco Aurélio disse que caixa dois e corrupção são delitos diferentes, mas os dois são crimes. E assim, caixa dois, mesmo sem corrupção, deve ser punido. “Tem dois crimes, a corrupção e, se houver prestação de contas, a falsidade ideológica. Cabe distinguir em cada caso. Agora, caixa dois, se não houver prestação de contas, é crime”.
  
O ex-presidente do STF Ayres Britto, reafirmou nesta terça que caixa dois é crime. “A tradicionalidade do uso do caixa 2 não depura. É um atentado a ideia republicana de que eleição é para se disputar em igualdade e condição debaixo de toda licitude dos recursos impreados na campanha eleitoral”.
  
Em entrevista à GloboNews, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, defendeu o endurecimento da legislação para punir o caixa dois e disse que o Congresso, ao discutir a anistia ao caixa dois, quer anistiar é a corrupção.
  
“Hoje, é suicídio político discutir anistia de corrupção. Então, o que se faz é introduzir a discussão de anistia a caixa dois, mas o que se quer na verdade não é anistia o caixa dois. Essa é apenas uma roupagem mais aceitável, menos absurda para anistiar o que se busca, que é anistiar a corrupção”.
  
A assessoria da Presidência declarou que o presidente Michel Temer vai vetar qualquer iniciativa de anistia ao caixa dois.
  
  

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ARTIGO - O Brasil contra o crime organizado

  
   
* Arnaldo Jordy
  
Vivemos tempos sombrios de alta criminalidade nas ruas do país e domínio dos presídios pelo crime organizado. As casas penais se tornaram quartéis-generais de facções violentas que disputam o controle do tráfico de drogas, decretam sentenças de morte dentro e fora dos muros das penitenciárias e arregimentam adeptos entre os apenados para aumentar seu contingente do crime. Essa é uma situação que precisa mudar, sob o risco desse poder paralelo se tornar institucionalizado, financiando políticos e dominando governos e tribunais, como já vimos acontecer em países da América Latina, graças ao peso dos bilhões que esses grupos acumulam com suas atividades ilícitas.
  
Esse é um processo que vem de longa data, mas que foi negligenciado por sucessivos governos. O Fundo Penitenciário (Funpen), composto por taxas pagas em ações judiciais movidas contra a União e por percentual das apostas feitas nas loterias federais, não é usado na finalidade para a qual foi criado. Em 2015, de um saldo acumulado de mais de R$ 2 bilhões, só R$ 541 milhões foram destinados a esta finalidade no Orçamento, e somente R$ 46,4 milhões haviam sido aplicados até a metade do ano, segundo levantamento da ONG Contas Abertas. Agora, estamos pagando a conta desse descaso.
  
O combate ao crime organizado precisa ser repensado com urgência no Brasil. Até agora, o estado brasileiro tem se mostrado impotente para enfrentar esse problema, enquanto a violência nos presídios choca o Brasil e o mundo. No primeiro dia do ano, 56 presos foram massacrados em um presídio particular de Manaus. As cenas de pessoas decapitadas e mutiladas com requintes de crueldade correram o país, chocando a maioria das pessoas. Outras, indignadas com a criminalidade e a violência, chegaram a comemorar essas mortes. Apenas quatro dias depois, outros 33 presos foram dizimados em presídio estadual de Boa Vista, em uma resposta ao massacre de Manaus.
  
Vejam que esse tipo de violência avança sobre a região Norte, onde estão as fronteiras pelas quais a droga entra no Brasil. A facção que controlar esse fluxo de entorpecentes que passa pelo Brasil e que também vai para o exterior irá deter um poder econômico extraordinário. Não há dúvida de que é preciso aumentar a presença do estado nessas áreas. As fronteiras precisam deixar de ser zona de ninguém, pelas quais saem carros roubados no Brasil e entra a cocaína. E a presença do estado, em vez de aumentar, diminui. Nos últimos oito anos, o número de policiais rodoviários federais no Pará caiu de 472 para 373, quase cem policiais a menos. No mesmo período, os postos de fiscalização foram reduzidos à metade, de 20 para 10. Na Polícia Federal, os números não devem ser muito diferentes.
  
Também é preciso repensar o sistema de encarceramento. As prisões são verdadeiros depósitos de pessoas, a grande maioria pobres, nas quais se misturam condenados que cometeram crimes leves, de pouco potencial ofensivo, com bandidos criminosos, assassinos contumazes e líderes de facções criminosas. A arregimentação desses neófitos pelo crime organizado é algo automático, já que o estado não garante a segurança de ninguém dentro dos presídios. A filiação à organização A ou B passa a ser, para muitos, questão de sobrevivência.
  
A violência que transborda dos presídios invade também as ruas, invade as casas, mata inocentes. As facções não estão somente nas casas penais, estão organizando o crime fora dos muros dos presídios e quanto mais organizadas, mais difícil será derrota-las.
  
Portanto, é preciso separar os condenados perigosos dos demais, para que os presídios não se tornem escolas de formação de facínoras. Crimes menores precisam receber penas alternativas ou que haja cadeias separadas para quem comete crimes graves daqueles que têm penas leves. A população carcerária brasileira hoje é muito maior que a capacidade das penitenciárias brasileiras. Quase 40% dos presos são provisórios, ou seja, não foram sentenciados ainda.
  
Hoje, temos mais de 80 milhões de processos tramitando na Justiça brasileira. Se 1% forem processos criminais, e desses, 50% forem condenados, as cadeias iriam explodir. O déficit de vagas no sistema prisional brasileiro é de quase 350 mil vagas. Simplesmente, não dá para enfiar todos os criminosos nas cadeias existentes. O sistema prisional brasileiro, além de não ter condições de recuperar ninguém para a sociedade, forma bandidos piores do que quando entraram nas celas. Mas não é com uma política de extermínio que iremos resolver esse problema. Não adianta comemorar as mortes de presos. Não podemos considerar a violência natural, ou estaremos aceitando a barbárie.
  
A população carcerária brasileira ultrapassa 600 mil pessoas, das quais, 41% ainda aguardando julgamento, segundo dados do próprio Ministério da Justiça. As condições são péssimas, desumanas, e se torna difícil acreditar que alguém saia recuperado dali. Ainda segundo o Ministério da Justiça, 89% dos apenados não estudam e 84% não trabalham. Quem conseguir aos menos sobreviver já terá tido muita sorte.
   
A tarefa de melhorar o sistema penitenciário não deve ser exclusiva dos Estados. É preciso que haja uma conjugação de esforços, a partir de uma autoridade federal, que reúna os Estados, os municípios e as organizações da sociedade civil, para uma solução pactuada, com a responsabilidade exclusiva de pensar alternativas para o problema das penitenciárias. A educação e o trabalho devem ser aplicados nas penitenciárias, para tentar retirar os presos da influência das organizações criminosas, com métodos que sejam efetivos e seguros façam a diferença no futuro desses presos.
  
No Pará, instituições como a OAB e as faculdades de Direito poderia arregimentar formandos para participar de mutirões, juntamente com o Judiciário, que regularizassem a situação de boa parte dos presos, de modo a diminuir a pressão nas cadeias. Algo precisa ser feito com urgência, porque, até agora, o estado brasileiro está perdendo a batalha.
  
   
* Arnaldo Jordy é deputado federal e líder do PPS na Câmara
   
    

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Jordy: Dilma sairá por falsear as contas públicas

  
Do Portal PPS
    
Em pronunciamento feito na Câmara Federal, na tarde desta segunda-feira (18), o vice-líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy (PA), que a presidente Dilma Rousseff será destituída do cargo por ter cometido um crime grave contra as contas públicas.
  
“Ela sairá por falsear as contas públicas. Dilma resolveu pegar o atalho e convenceu sua equipe para usar a chamada contabilidade criativa. Foi um crime fiscal. E esta história de que isto foi praticado pelos presidentes, governadores e prefeitos é torrencialmente desmentindo pelos técnicos. Especialistas do TCU já demonstraram que isto foi uma pratica inédita do governo Dilma Rousseff”, justificou.
    
Durante aproximadamente 25 minutos, Jordy desmontou ponto a ponto a tese dos poucos aliados da presidente petista de que o processo de impeachment, que foi admitido na noite de ontem pela Câmara, trata-se de um golpe.
   
O parlamentar do PPS lembrou que o próprio Banco Central que é órgão ligado ao governo federal demonstrou em relatório que a chamada pedalada fiscal abalou o Tesouro Nacional.
  
Jordy disse ainda que o governo do PT cometeu estelionato eleitoral. Ele acusa Dilma de adotar medidas prejudiciais ao povo que eram apontadas por ela, durante a campanha de 2014, como algo que seria colocado em práticas por seus adversários.
   
“Dilma faz hoje, com requinte de crueldade, aquilo que era alvo de acusação contra seus opositores, caso estes assumissem a Presidência da República”, apontou ele, em outro trecho do discurso.
  
Ao final, o vice-líder conclui dizendo que o PPS não participará de nenhum acordo para proteger quem tem contas a prestar com a sociedade e com o Judiciário.
  
“Estamos absolutamente à vontade para agir porque este senhor que preside a Casa, o senhor Eduardo Cunha, não tem condições políticas e morais para continuar comandando esta Casa”, acrescentou.
 
 
Foto: Robson Gonçalves