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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Jordy destina emenda para reformas de escolas em Conceição do Araguaia

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) parabeniza os moradores de Conceição do Araguaia pela conquista da reforma das escolas estaduais 14 de Abril e Deocleciano Alves Moreira, que há vários anos se encontravam em estado precário, dificultando o aprendizado por parte dos alunos. Após pedido da comunidade, as novas escolas estão sendo reconstruídas, com recursos oriundos de emenda destinada por Jordy.
    
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/lAtTNtveJqY
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
    
  

sexta-feira, 24 de março de 2017

ARTIGO - Reformas, sim, mas com justiça

 
   
* Arnaldo Jordy
   
O projeto de reforma da Previdência apresentado pelo governo federal tem sido alvo de críticas, algumas muito pertinentes, e que devem surtir efeito, com modificações que preservem direitos de cidadãos que são, até hoje, desfavorecidos, tais como os trabalhadores rurais, os professores, as mulheres, as pessoas idosas e com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). É preciso que haja também uma regra de transição mais suave. Hoje, ela é implacável com algumas faixas de idade. Isso é inaceitável. Para isso, a bancada do PPS apresentou dez emendas, que espero que sejam acolhidas pelo Congresso, para que não haja injustiças com quem ainda precisa da garantia de direitos básicos.
  
A despesa com a Previdência aumenta na ordem de R$ 50 bilhões a cada ano, sem entrar no mérito se esse déficit é da seguridade social como um todo ou somente da Previdência, é inegável que após 70 anos da implantação do regime previdenciário no Brasil, este precisa ser reformado, para manter sua sustentabilidade, ou seja, para que possa continuar a existir no futuro, garantindo as aposentadorias das próximas gerações e o investimento do governo em outras áreas, como saúde e educação.
  
Tanto é necessária a reforma, que todos os presidentes anteriores a Michel Temer, desde Fernando Henrique Cardoso, passando por Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, tentaram fazer as mudanças necessárias na Previdência e não o fizeram. Alterações parciais foram feitas, mas não se pode mais adiar mudanças que sejam duradouras, de modo a garantir a saúde do sistema previdenciário e evitar a sua falência. Quando a Previdência foi constituída, havia sete trabalhadores ativos para cobrir um inativo. Agora, são apenas 2,4 trabalhadores para cada aposentado. O sistema logo se tornará insustentável. Felizmente, a longevidade da população brasileira quase que dobrou nos últimos anos. Nos últimos 100 anos, a expectativa de vida do brasileiro passou da média de 43 anos para 75, segundo o IBGE.
  
Não se pode querer, no entanto, dificultar o recebimento de benefícios por quem já vive em situação famélica, que são os beneficiários de BPC, muitos dos quais trabalharam a vida toda na informalidade, sem recolher à Previdência, mas que não podem ser abandonados para morrer à míngua. Não se pode querer, também, que trabalhadores rurais, muitos dos quais ainda sofrem com a ameaça do trabalho em regime de escravidão, nos rincões do Brasil, percam o acesso à aposentadoria rural. O aspecto de assistência social da Previdência precisa continuar. Reduzir o benefício de um salário para meio é desumano.
   
Felizmente, o governo recuou e retirou os servidores estaduais e municipais, entre os quais professores e policiais, do atual projeto de reforma da Previdência. Caberá agora aos Estados e Municípios ajustar suas próprias finanças, o que devem fazer sem demora, para que não fiquem sem situação parecida com a do Rio de Janeiro, que não tem dinheiro para pagar aposentadorias e outros benefícios.
   
Considero que antes de sacrificar os mais humildes, é preciso, isto sim, abrir a caixa-preta da Previdência, e fazer um debate às claras sobre o que deve ser mudado, verificar, por exemplo, quais são os dutos pelos quais escorre o dinheiro que é sonegado ao INSS. Sabemos que grandes empresas, públicas e privadas, bancos que ano após ano acumulam lucros, imunes a qualquer crise financeira, e grandes empresas, tais como a JBS, Vale, Bradesco, Itaú, dentre outras.
   
As desonerações concedidas aos empregadores somaram R$ 65 bilhões, concedidos em forma de incentivo ao setor produtivo, em 2015. Os governos passados, aliás, foram pródigos em conceder esses benefícios ao empresariado, em uma política desenvolvimentista de resultado duvidoso, como vemos agora, a exemplo de Eike Batista.
   
Fixar uma idade mínima para a aposentadoria, o ponto central da reforma, pode ser necessário para preservar o futuro da Previdência, porém, não se pode colocar todo o peso nas costas do trabalhador, que já é bombardeado com uma carga tributária altíssima e que vê, todos os dias, notícias de corrupção à esquerda e à direita. Esse cidadão não pode ser obrigado a cobrir todo o rombo da Previdência, enquanto o dinheiro público escorre pelo ralo dos “propinodutos”.
   
A dívida das empresas devedoras com a Previdência é estimada em R$ 426 bilhões e certamente continua a haver muita sonegação. Esses ralos precisam ser fechados. Além disso, segmentos que hoje são privilegiados com regras mais brandas de aposentadoria também precisam ser alcançados pela reforma, pois deixam de trabalhar muito cedo, com altos rendimentos Sempre fui contra esses privilégios. Quando me tornei vereador, ingressei na Justiça para contribuir para o Regime Geral da Previdência, renunciando aos privilégios da aposentadoria especial. O PPS apoia sim as reformas, que lamentavelmente outros governos não fizeram, mas não pode atingir direitos de quem já é prejudicado na sociedade.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
    

quinta-feira, 23 de março de 2017

Jordy esclarece posição do PPS quanto à reforma da previdência

  
Líder da bancada do PPS - Partido Popular Socialista, o deputado Arnaldo Jordy (PA) esclarece a posição do partido quanto à Previdência. Jordy enfatiza que é a favor das reformas estruturais no Brasil, inclusive da previdência, mas acredita que o projeto necessita de aperfeiçoamentos.
    
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/6-drHzL0YRY
    
    
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ENTREVISTA - Novo líder do PPS diz que prioridade do partido é o combate à corrupção

 
    
Publicado no Tribuna da Bahia 
  
O combate à corrupção e a reforma do Regimento Interno da Câmara dos Deputados estão entre as prioridades do PPS em 2017. A lista também inclui reformas como a da Previdência e a política.
  
Especificamente sobre a reforma da Previdência, o novo líder do partido, deputado Arnaldo Jordy (PA), defende que ela ocorra, desde que sejam levadas em consideração as desigualdades entre os trabalhadores brasileiros. “A sociedade brasileira ainda é profundamente excludente. Precisamos tratar desiguais de forma desigual”, afirmou.
  
Escolhido para liderar o PPS em 2017, Arnaldo Jordy está em seu segundo mandato na Câmara. Natural de Belém, tem 58 anos e é filiado ao PPS desde 1992, tendo passado antes pelo PMDB e pelo PCB.
    
Foi vereador e deputado estadual antes de se eleger deputado federal. Na Câmara, entre outras atividades, presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil entre 2012 e 2014.
  
Leia entrevista com o deputado Arnaldo Jordy:
  
Quais as prioridades do PPS em 2017?
  
Nós temos um conjunto de prioridades que já vinha sendo construído pela bancada ao longo do ano passado. Primeiro é o apoio integral a este “passar o Brasil a limpo”, que tem várias iniciativas, como a Lava Jato e as medidas de combate à corrupção. A outra prioridade: nós precisamos rever o nosso Regimento Interno [da Câmara dos Deputados]. Esse regimento foi feito há muitas décadas e às vezes agrava determinadas crises que são naturais das divergências do Parlamento. 
  
Outra questão são as chamadas reformas estruturais, entre elas a da Previdência e a do modelo federativo. O pacto federativo brasileiro é absolutamente insustentável. A reforma política também é indispensável para que o Brasil possa superar aquilo que oportunizou caixa dois, financiamento excessivo, muitas vezes com propina, com recursos vindos de atividades criminosas.
  
Qual o posicionamento do partido em relação à reforma da Previdência? 
É preciso fazer alterações no texto enviado pelo Executivo?
Nós somos a favor das reformas em geral. A reforma da Previdência é necessária. Quando foi instituída a Previdência na década de 40, nós tínhamos sete trabalhadores ativos para cobrir um inativo.
  
Hoje temos 1,8 ativo para um inativo. Essa conta está se esgotando. Se a gente não fizer alguma coisa agora, as próximas gerações já não terão esse instrumento para dar segurança à terceira idade, à velhice, àqueles que dedicaram suas vidas a construir a riqueza do Brasil. No entanto, eu acho que essa proposta que o governo apresentou precisa de reparos. 
  
Vivemos em um Brasil profundamente desigual. Temos ainda trabalho análogo a trabalho escravo, temos diferenças de teto e piso salarial que não têm paralelo nos países democráticos. A sociedade brasileira ainda é profundamente excludente. Precisamos tratar desiguais de forma desigual.
  
Por exemplo, um engenheiro em uma plataforma de petróleo não pode ter o mesmo tratamento daquele que está no escritório analisando projeto. Da mesma forma, uma mulher com tripla jornada tem um processo de desgaste que não é o mesmo do homem. São realidades distintas que precisam ser tratadas de formas distintas.
  
Que outros projetos o senhor elencaria como prioridade?
  
Nós temos a questão do modelo federativo. A Casa, inclusive, já estabeleceu uma comissão especial que trabalhou intensamente em 2015 e 2016. Existe um acúmulo considerável nas bancadas. É uma matéria tão necessária quanto as demais e também madura. 
  
Outra questão é que estamos vivendo uma guerra civil a partir da superlotação do sistema carcerário brasileiro. É preciso fazer urgentemente ajustes no Código Penal, no Código de Processo Penal. O Parlamento não pode ficar alheio a essa tragédia. Existem algumas matérias que estão tramitando na Casa que podem ser colocadas no Plenário. 
   
Outra questão diz respeito ao Código de Mineração. O Brasil é um país de produção mineral grande, isso pode ajudar a superar o desemprego. São 13 milhões de desempregados por conta da crise econômica e não podemos assistir a isso de braços cruzados. A ampliação do mercado de trabalho na atividade minerária pode ser potencializada. O código já foi discutido durante quatro anos, é preciso que ele possa andar.
  
  
Foto: L. Barbosa/Câmara dos Deputados