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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

ARTIGO - Ninguém deve estar acima da lei

   
* Arnaldo Jordy
   
O Brasil acompanhou nesta quarta-feira, 2 de agosto, a votação do pedido de autorização para que o Supremo Tribunal Federal pudesse investigar o presidente Michel Temer pela acusação de corrupção passiva cometida no exercício do cargo, algo inédito na história brasileira. Mas o resultado da votação foi vergonhoso para a sociedade brasileira, que rejeita cada vez mais a corrupção, como mostram as pesquisas de opinião. No entanto, como já era esperado, a Câmara dos Deputados decidiu na contramão do momento histórico que estamos vivendo, conferindo ao governo 263 votos (91 a mais do que os 172 necessários para arquivar a denúncia até o final do mandato), contra 227 que votaram a favor da autorização da investigação.
  
A "vitória" do governo foi na verdade uma derrota tanto para o Brasil, que espera ver todos os casos de corrupção investigados e punidos os culpados, quanto, de certa forma, para o próprio governo, que teve apenas 36 votos de diferença a seu favor na Câmara, com evidências de que o apoio da base, em parte, foi conseguido através de favores e benesses concedidos com o dinheiro público, numa prática, aliás, que o governo anterior, da ex-presidente Dilma, também usou para tentar escapar do impeachment.
   
O governo, agora com o novo desenho de fidelidade dos partidos e parlamentares, se torna ainda mais refém da troca de favores aos grupos e interesses que o mantiveram no poder, na mesma prática corrupta do governo anterior. O modus operandi de ambos é semelhante. Temer liberou R$ 1,8 bilhão em emendas para escapar do julgamento do STF, enquanto Dilma pagou R$ 3 bilhões no primeiro semestre do ano passado para tentar escapar do impeachment. Nada disso, no entanto, impediu que ela fosse derrubada. Do mesmo modo, a fidelidade dos aliados de Temer não tem a solidez que aparenta, vai depender de mais e mais benesses, afundando mais e mais a política no fisiologismo do loteamento de cargos federais e outros favores.
  
Não adianta querer minimizar a gravidade da denúncia contra o presidente. Ele próprio afirmou, quando oito dos seus ministros eram investigados pela Lava Jato, que qualquer um deles que fosse denunciado pela Procuradoria Geral da República seria afastado imediatamente para responder às acusações que lhe imputavam. Temer, agora, entrou em contradição com ele mesmo, ao não fazer isso em relação a si próprio, o que é muito mais grave, porque se trata do principal mandatário do país. Ele apega-se agora ao cargo como a uma tábua de salvação, ignorando o interesse público e as pesquisas que apontam cerca de 86% de rejeição popular ao governo, impopularidade até maior que a de Dilma Rousseff durante o impeachment.
  
Por isso, tanto lá, no governo Dilma, envolvido na maior crise de corrupção da história, o “petrolão”, como também agora, quando temos pela primeira vez no Brasil um presidente acusado de corrupção passiva no exercício do cargo, votei pela saída do presidente e apuração rigorosa das acusações. Da mesma forma, fui o primeiro a denunciar o ex-deputado Eduardo Cunha na Corregedoria da Câmara e defendi sua cassação. O prejuízo causado pela corrupção no Brasil é estimado em R$ 220 bilhões ao ano. Acho que essa é uma das questões centrais para a sociedade brasileira: o combate à corrupção e à impunidade. 
  
Dilma Rousseff deixou o país com 13 milhões de desempregados e as contas públicas em frangalhos. Mas não será um governo afundado em denúncias de corrupção que irá tirar o Brasil da crise. A equipe econômica tem méritos, conseguiu conter o agravamento dos prejuízos na economia, mas a crise ética tira credibilidade do governo e atrapalha a retomada do crescimento econômico. A mudança na meta fiscal e o aumento do PIS/Cofins dos combustíveis são medidas recentes que não estavam previstas. O desemprego até agora não dá sinais de redução de forma estrutural. 
  
Devemos proteger a Lava Jato de tentativas de desmonte e de encerramento precoce. As investigações têm que continuar doa a quem doer, com a compreensão de que a lei tem que ser para todos, sejam os empresários mais ricos do país, sejam os políticos mais poderosos, todos devem responder pelos seus crimes. O Brasil agradece.
    
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Brasil vive ano difícil e precisa de reformas, afirma Jordy

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) fez um balanço de 2016, um ano difícil e tenso para a maioria dos brasileiros, com a maior crise econômica da nossa história, 12 milhões de desempregados e juros altos. Apenas os banqueiros lucraram, pois o Brasil pagou cerca de R$ 500 bilhões somente em juros e amortização da dívida em 2015. Foi um ano traumático também na política, com o impeachment da presidente, a cassação de Eduardo Cunha e da Lava Jato.
  
“Para 2017, é importante que a opinião pública acompanhe os trabalhos da Câmara, para que possamos pautar as reformas que o Brasil precisa, protegendo os interesses dos mais excluídos, dos trabalhadores, daqueles mais desassistidos pelo estado brasileiro. É isso que o PPS espera, com a sensação da missão cumprida entre nós”, diz Jordy.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/O86pdYDxIqs
  
  
   
Por: Assessoria Parlamentar
   
   

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

PPS vai defender os interesses do país, independente do governo.

   
O Senado concluiu um longo processo, iniciado na Câmara, de afastamento da presidente Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade. Dilma desrespeitou a Constituição e por isso foi cassada. “Estamos iniciando um novo ciclo, para superar a mais grave crise econômica gerada na história recente do país, com 12 milhões de desempregados e uma inflação sem controle”, disse Jordy, que condenou o pagamento de juros e serviços da dívida pública no valor de 522 bilhões de reais em 2015, pelo governo que agora caiu.

“Por tudo isso é que estamos apostando em um novo caminho, independente da agenda do presidente Temer, que precisa ser avaliado a cada momento, o papel do PPS e das forças comprometidas com o desenvolvimento do país é apostar numa agenda que responda aos interesses do país, independente de ser a agenda do governo”, disse Jordy, que defendeu a reconstrução daquilo que foi destruído no governo passado.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui 
  
 
  
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  








terça-feira, 30 de agosto de 2016

Impeachment: País precisa virar essa página da sua história, afirma Jordy

     
O País precisa ultrapassar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, para voltar a crescer, após virar essa página difícil da sua história. “Mesmo nós, no cumprimento de nossa obrigação constitucional, isso não é desejado por nós”, disse Jordy, que lamentou a insistência de Dilma na tese do “golpe parlamentar”.
    
“É patético, numa sessão em que o rito da Constituição está sendo minuciosamente cumprido, inclusive fiscalizado pela suprema corte, numa sessão solene presidida pelo presidente do Supremo Tribunal, ela falar em golpe, com as instituições todas funcionando, a imprensa nacional e internacional gravando, tudo ocorrendo como preza a nossa Constituição”, disse Jordy, que aponta um ato de desespero de Dilma, que insiste em não fazer uma autocrítica diante dos crimes praticados contra a Constituição e que, por isso, está impedida de continuar governando.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/p8i2hlKjO0k
     
     

Por: Assessoria Parlamentar
  
  

Arnaldo Jordy: É patético ver Dilma falar em golpe parlamentar

   
  
Do Portal PPS
     
O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), classificou, nesta segunda-feira (29), de “patético” e “caricato” o discurso da presidente afastada Dilma Rousseff que, em sua defesa no processo de impeachment e diante dos senadores, disse que é “vítima de um golpe parlamentar”.
  
“Quero lamentar o desespero da presidente da afastada. Falar em golpe parlamentar numa sessão que cumpre, religiosamente, os ritos impostos pela Constituição Federal e que está sendo presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) é caricato demais. É uma cena patética que o Brasil assistiu”, disse o deputado do Pará.
  
Jordy comentou que Dilma Rousseff esteve no Senado Federal para “prestar contas dos atropelos do seu governo”. Acrescentou que espera daquela Casa Legislativa resposta para um processo que cumpre estritamente os preceitos legais e constitucionais.
  
“Esperamos que, em breve, esta página da nossa lamentável história possa ser passada a limpo com o afastamento definitivo da presidente da República, como prevê a Constituição democrática do Brasil”, disse.
   
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

terça-feira, 10 de maio de 2016

Jordy diz que decisão de presidente interino da Câmara é péssima para imagem do país

    
A intempestiva decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP), de anular a votação da admissibilidade do impeachment na Casa foi algo muito ruim para imagem do país. A avaliação é do vice-líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy (PA).
  
Para o deputado do PPS, apesar de Maranhão recuar, horas depois, e revogar a própria medida que causou embaraço no país inteiro e repercutiu nos principais dos jornais do mundo, o presidente em exercício tem que ser responsabilizado pelos seus graves atos.
  
“A decisão do presidente da Câmara foi péssima para a imagem do Brasil, inclusive no cenário internacional. Ele causou uma insegurança jurídica que é muito ruim para um país que tem instituições sólidas e em pleno funcionamento. Não pode o presidente de uma Casa Legislativa anular uma votação que obedeceu todo o trâmite legislativo só porque não concorda com os efeitos dela”, disse Arnaldo Jordy.
  
Partidos de oposição decidiram ainda na segunda-feira entrar com representação no Conselho de Ética pedindo a abertura de processo de cassação contra Maranhão. O partido dele, o PP, também estuda expulsar o deputado dos quadros da legenda.
  
O vice-líder afirmou que é provável que o presidente interino da Câmara tenha articulado a medida com lideranças políticas que ainda apoiam Dilma Rousseff. Waldir Maranhão votou contra o impeachment da presidente e, segundo os jornais, teve encontros no último fim-de-semana com o ministro José Eduardo Cardozo e com o governador maranhense, Flávio Dino (PCdoB).
  
“O presidente da Mesa Diretora lançou o artefato, mas não foi engenharia dele”, resumiu o deputado do PPS.
  
Ficha Suja
  
Waldir Maranhão é alvo de inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Lava Jato da Policia Federal, que investiga esquema de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras. O parlamentar foi citado pelo doleiro Alberto Youssef como um dos deputados do PP beneficiados por propinas de contratos da Petrobras.
  
O nome do presidente em exercício da Câmara é mencionado também em inquéritos que apuram crime de lavagem de dinheiro no esquema investigado pela Operação Miqueias da Policia Federal, que trata de desvio de recursos de fundos de pensão e lavagem de dinheiro.
 
 
Foto: Robson Gonçalves
 
 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Para Jordy, desemprego histórico é mais uma das faces perversas do governo Dilma

  
Do Portal PPS
  
O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), avaliou nessa quarta-feira (20) que a taxa de desemprego registrada no país no último trimestre entristece a todos e que é mais uma das faces perversas do governo de Dilma Rousseff.
  
Divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Mensal mostrou que o nível de trabalhadores que perderam o emprego aumentou mais uma vez e ficou em 10,2% no período entre novembro de 2015 e fevereiro de 2016.
  
O resultado é o pior da série iniciada em 2012. A população desocupada totalizou 10,4 milhões no período e cresceu mais de 40% em um ano.
  
“Este é um dado que deixa o Brasil triste. O desemprego é mais uma das faces perversas do governo de Dilma que também atinge recordes em outras áreas. A gestão dela foi a que mais pagou recursos aos banqueiros. Basta ver os juros da dívida pública federal que chega a 68% do nosso PIB. Ela é candidata com grande potencial a levar um troféu por ter conseguido alcançar grandes registros negativos na história econômica do país”, afirmou o parlamentar paraense.
  
Para Jordy, a saída de Dilma da presidência da República, pelo impeachment, deverá produzir efeitos positivos no campo econômico, já que a petista não tem credibilidade alguma. E que o PPS deverá pressionar para que a questão do emprego seja uma das prioridades da nova gestão.
  
Pauta pós impeachment
  
Arnaldo Jordy criticou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que, nesta quarta-feira, disse que haverá uma paralisia no Congresso Nacional até que o Senado decida se a presidente da República, Dilma Rousseff, será ou não afastada do cargo.
  
Na avaliação do deputado do PPS, manter a Câmara parada pode interessar principalmente o peemedebista que é alvo de um processo de cassação no Conselho de Ética da Casa.
  
“Há matérias como a PEC da Saúde (1/2015) que aumenta o repasse de recursos da União para serviços de saúde e que pode perfeitamente ser concluída na Câmara. Espero que os líderes não aceitem esta tese de paralisar os trabalhos”, disse Jordy.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Jordy: Dilma sairá por falsear as contas públicas

  
Do Portal PPS
    
Em pronunciamento feito na Câmara Federal, na tarde desta segunda-feira (18), o vice-líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy (PA), que a presidente Dilma Rousseff será destituída do cargo por ter cometido um crime grave contra as contas públicas.
  
“Ela sairá por falsear as contas públicas. Dilma resolveu pegar o atalho e convenceu sua equipe para usar a chamada contabilidade criativa. Foi um crime fiscal. E esta história de que isto foi praticado pelos presidentes, governadores e prefeitos é torrencialmente desmentindo pelos técnicos. Especialistas do TCU já demonstraram que isto foi uma pratica inédita do governo Dilma Rousseff”, justificou.
    
Durante aproximadamente 25 minutos, Jordy desmontou ponto a ponto a tese dos poucos aliados da presidente petista de que o processo de impeachment, que foi admitido na noite de ontem pela Câmara, trata-se de um golpe.
   
O parlamentar do PPS lembrou que o próprio Banco Central que é órgão ligado ao governo federal demonstrou em relatório que a chamada pedalada fiscal abalou o Tesouro Nacional.
  
Jordy disse ainda que o governo do PT cometeu estelionato eleitoral. Ele acusa Dilma de adotar medidas prejudiciais ao povo que eram apontadas por ela, durante a campanha de 2014, como algo que seria colocado em práticas por seus adversários.
   
“Dilma faz hoje, com requinte de crueldade, aquilo que era alvo de acusação contra seus opositores, caso estes assumissem a Presidência da República”, apontou ele, em outro trecho do discurso.
  
Ao final, o vice-líder conclui dizendo que o PPS não participará de nenhum acordo para proteger quem tem contas a prestar com a sociedade e com o Judiciário.
  
“Estamos absolutamente à vontade para agir porque este senhor que preside a Casa, o senhor Eduardo Cunha, não tem condições políticas e morais para continuar comandando esta Casa”, acrescentou.
 
 
Foto: Robson Gonçalves
   
  

terça-feira, 29 de março de 2016

Jordy manifesta solidariedade a OAB

  
Do Portal PPS
  
Da tribuna da Casa, o vice-líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy expressou sua solidariedade à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), cuja diretoria foi alvo de intimidação, ao entregar, na ultima segunda-feira (28), novo pedido de impeachment contra a presidente da República na Câmara dos Deputados.
  
Militantes de poucos partidos que ainda restam na base governista, muitos deles servidores da Câmara, foram os protagonistas dos momentos de hostilização contra os membros da OAB. Havia também, de outro lado, pessoas a favor do impeachment de Dilma Rousseff e apoiadores da medida proposta pelos advogados.
  
“Essa decisão da Ordem dos Advogados do Brasil foi quase que unânime. E isto evidentemente que sepulta essa história de golpe que já está virando caricata. Não há golpe nenhum! O que há é um processo de respeito aos marcos democráticos, da legalidade brasileira de apreciação de crimes de responsabilidade da presidente da República. Por isto, manifestamos o nosso apoio, o nosso apreço e a nossa solidariedade à Ordem dos Advogados do Brasil.”, disse o parlamentar PPS.
  
Jordy lembrou que o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou no sentido de expressar que o impeachment é algo constitucional.
  
Cunha
  
O deputado do PPS fez questão também de refutar qualquer insinuação de que seu partido participará de eventual acordo para proteger o mandato do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). O peemedebista é réu no Supremo, no âmbito da operação Lava Jato. Também é alvo de um processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.
  
“Quero informar que o Partido Popular Socialista não participa, não participou e nem participará de qualquer tipo de acordo no sentido de atenuar os graves crimes e o envolvimento do Sr. Eduardo Cunha, Presidente desta Casa, diante dos crimes e das denúncias a que responde não só aqui, mas em outros lugares”, destacou Jordy.
  
  

segunda-feira, 28 de março de 2016

Não vai ter golpe, não!

  
* Arnaldo Jordy
  
Felizmente, a Operação Lava Jato destampa, como nunca visto antes, o fétido esgoto da corrupção política e empresarial que há décadas vem forjando nossa cultura de poder. Diante de uma verdade que se revela desmoronando, de forma dolorosa, mitos e crenças que davam suporte à existência de muitos ídolos e valores, é natural o desespero e o clamor descontrolado dos detentores do poder. E esse processo de escândalos, que poderia parecer de uma nota só, começa a ampliar-se e alcançar para além do alvo original, desnudando o argumento pífio de haver seletividade nas apurações. 
  
O jogo de interesses, no entanto, é sofisticado e complexo e é preciso certo cuidado. A recente lista da Odebrecht é um exemplo. Uma relação de 200 nomes, onde deliberadamente misturam-se doações legais, portanto permitidas pela legislação, com práticas criminosas e ilegais de doações no caixa dois, tentando botar todo mundo no ‘mesmo saco’ e com isso criminalizar a todos, indistintamente. Foi percebida a velha manobra. Dizer que todo mundo é ladrão é uma velha tática de nivelar por baixo e proteger os criminosos e delinquentes. 
  
Mas, concretamente, diante dos fatos, o que cabe é pressionar as instituições julgadoras, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, que, mesmo com suas falhas, imperfeições e interesses, é o que temos de mais eficaz na Democracia. Fora da lei é a barbárie.
   
A tentativa da presidente Dilma e do PT de qualificar como ‘golpe’ o pedido de impeachment que tramita no Congresso, já com rito definido pelo próprio STF, já não convence a opinião pública, nem as instituições democráticas e muito menos a maioria dos juristas do país e a OAB. No STF, pelo que tem revelado a maioria dos ministros, a visão é de que o julgamento do impeachment está dentro da lei. E, agora, com o anunciado desembarque do PMDB da base de apoio, o momento do governo é de total agonia. 
  
O único caminho possível para atenuar o isolamento do governo seria uma agenda de superação do cenário econômico, o que é improvável. Os erros na condução da economia e o descuido com as contas públicas levaram o País a uma recessão que, ao mesmo tempo em que depende da solução da crise política, ajuda a torná-la mais grave. As previsões são alarmantes. O PIB que caiu 3,8% em 2015 prevê queda de 6% neste ano e mais 3,2% em 2017. Não há paralelo na história do Brasil de uma recessão tão grande em um tempo tão curto.
   
Recessão e desemprego (que neste ano prevê alcançar 11 milhões de trabalhadores), quando causados por quebra de confiança na autoridade e na capacidade do governo de encontrar saídas, costumam ser duradouros e perversos para a maioria, e com isso acabam anulando anteriores esforços de redução das desigualdades sociais. Hoje, pela primeira vez desde a virada do século, o Brasil registrou, em 2015, aumento na desigualdade, segundo os dados do economista Marcelo Nery, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgados dia 22 de março. De acordo com ele, o índice de Gini do Brasil, que é o principal indicador da desigualdade social usado no mundo, inverteu a curva benigna que vinha mantendo desde 2000 até 2014. 
  
Além disso, dados do Ministério do Trabalho e Emprego confirmam esse efeito perverso da recessão sobre o emprego e a renda. Em 2015, o país fechou mais de 1,54 milhões de vagas formais, o pior resultado em 24 anos.
  
Diante desse quadro gravíssimo, o destino do país e principalmente dos mais pobres é debelar as crises. Passar o país a limpo, dando todo o apoio ao juiz Sérgio Moro e ao procurador Rodrigo Janot no combate à impunidade e apreciar o impeachment da presidente Dilma, nos marcos da legalidade. Nada de golpe, vamos apreciar o impeachment !
   
  

* Arnaldo Jordy é deputado federal, vice-líder do PPS na Câmara
   
  

quarta-feira, 9 de março de 2016

Jordy: Se Dilma tivesse grandeza, renunciaria

  
Do Portal PPS
  
Da tribuna da Câmara, o vice-líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy (PA), afirmou hoje (9) que a crise política, o caos na economia e as denúncias de crime eleitoral envolvendo a campanha de Dilma Rousseff são elementos suficientes para que ela renuncie ao cargo. E que, se a petista permanecer, o processo de impeachment contra ela irá avançar.
  
“A presidente Dilma se tivesse grandeza renunciava ao cargo, se não a proposta do impeachment, que esta Casa haverá de apreciar, avançará. Também me parece que está chegando perto o TSE da comprovação de que houve recurso irregular no financiamento da campanha dela, o que levaria, talvez, no melhor caminho, à convocação de uma nova eleição para dar direito ao povo de reconduzir o caminho institucional do Brasil”, analisou Jordy.
  
Na avaliação do parlamentar do PPS, a crise na economia é gravíssima. Lembrou que o desemprego já atinge 10 milhões de brasileiros e que a dívida pública brasileira se aproxima dos 70% do Produto Interno Bruto (PIB).
  
O vice-líder do PPS também mencionou que o envolvimento dos governos do PT com crimes que estão sendo investigados pela Justiça nada têm a ver com a oposição.
  
“Roberto Jefferson, que era da base do governo, resolveu denunciar o esquema e aí foi investigado o que gerou o escândalo do mensalão. A situação do petróleo foi do mesmo jeito. Uma empresa holandesa denunciou, porque pagou propina para obter alguns contratos na Petrobras. Então, o Ministério Público e a Polícia Federal, no cumprimento da sua missão constitucional, foram apurar o caso.
  
Agora, o senador Delcídio do Amaral, do Partido dos Trabalhadores, líder do governo, resolve fazer uma delação premiada, abrindo o jogo das entranhas apodrecidas do poder. o que a Oposição tem a ver com isso?”, disse.
  
Arnaldo Jordy disse ainda esperar que no dia 13 de março o povo que quer servir ao Brasil vá às ruas para dizer que não aceita mais os desmandos do atual governo.
    

Foto: Robson Gonçalves
   
  

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

ARTIGO - Uma saída para o Brasil: nem Dilma, nem Cunha !

  
Arnaldo Jordy*
  
Vivemos sem dúvida a mais grave crise econômica, ética e política do país. O desemprego já persegue quase 10 milhões de brasileiros; a inflação em 12 meses atingiu 10,48%; oito em cada dez produtos e serviços, segundo o IBGE, registraram aumento em novembro; o déficit fiscal em 120 bilhões, dos quais 50 bilhões das “pedaladas”; dívida pública em 70% do PIB, marca recorde na história econômica brasileira. As contas de luz subindo com aumentos médios em 2015 de 51,27%. No mesmo período a gasolina ficou 19,35% mais cara. E para completar, o Brasil pagará este ano 820 bilhões só de juros e serviços da dívida pública para os agiotas e banqueiros do mercado financeiro, correndo o risco de emplacar o terceiro ano em recessão, o que não acontecia entre nós há mais de um século.
  
O governo Dilma não é capaz de apontar uma saída que nos permita, sequer, preservar as conquistas alcançadas nas últimas 3 décadas, que incluiu no ambiente de consumo e da cidadania mais de 25 milhões de brasileiros, que frequentavam as estatísticas de extremamente pobres.
  
Agravando a situação temos uma crise ética-política não menos grave, que alimenta a crise econômica. Nela, vemos até agora mais de 62 políticos no exercício do mandato, a maioria do PT, PMDB e PP, condenados, presos e denunciados, entre os quais o malfeitor presidente da Câmara Eduardo Cunha e Renan Calheiros, presidente do Senado. Dois ex-presidentes (Genoíno e Dirceu) e dois ex-tesoureiros (Delúbio e Vaccari) do PT, o ex-líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, o senador Jáder Barbalho, o senador Collor de Melo, dentre tantos. 
  
Como sair da crise e qual o caminho? Só existem dois possíveis. Um seria a mudança completa de rumo, um novo pacto, a partir da própria presidente, de dissolver o desbotado e ineficaz sistema de poder que herdou e consolidou. Isso ela não fez e nem será capaz de fazer. O outro é o caminho constitucional do IMPEACHMENT, que deve ser analisado com zelo e responsabilidade, mas nada tem de golpe e de conservador. Vejamos: quem propôs o impeachment foi Hélio Bicudo, fundador do PT, deputado federal, vice-prefeito de São Paulo pelo PT, professor de direito, defensor dos Direitos Humanos que denunciou o esquadrão da morte em São Paulo; a advogada Janaina Paschoal, que é professora de direito da USP, foi militante de esquerda e “cara pintada” do movimento de rua “Fora Collor” que depôs o então presidente Collor de Melo e o também jurista Miguel Reale Jr.
  
Como “de direita”? Como um governo que tem na sua base orgânica de poder, Sarney, Collor, Maluf, Delfim Neto, Jáder, Romero Jucá, Kátia Abreu, Edson Lobão, Eduardo Cunha, Michel Temer e outras figuras conhecidas, pode denunciar a oposição “de direita”?
   
O Instituto do IMPEACHMENT é previsto no art. 85 da Constituição Federal, inciso V e VI, que fala em crime de responsabilidade orçamentária e fiscal, as chamadas “pedaladas”, que é conduta vedada pela Carta Magna, ou seja, de forma dolosa, Dilma liberou gastos fora do orçamento, comprometendo ativos de bancos públicos (CEF, BB, BNDES e etc.), com decretos sem registro e sem autorização do Congresso, daí os impactos negativos colhidos agora nos números catastróficos da economia. Como “golpe”? Se esse mesmo mecanismo foi usado 28 vezes pelo PT quando em oposição a Itamar Franco, FHC e Collor? E como dizer que Dilma não pode ser impedida porque, ao contrário de Eduardo Cunha, seria proba e sem dinheiro na Suíça? A Constituição Federal não diz que IMPEACHMENT se dá só por crime de improbidade, e sim por crime de responsabilidade administrativa e orçamentária. A sociedade brasileira não tem que escolher entre Dilma e Cunha e sim contra ambos. E mais, quem escolheu o PMDB como parceiro? Quem escolheu Michel Temer para vice? Quem acabou de ceder às chantagens fisiológicas do PMDB, dando-lhe 7 ministérios e mais poder? Quem tentou recentemente um acordo com Cunha prometendo-lhe 3 votos do PT no Conselho de Ética para salvar a presidente do IMPEACHMENT?
  
Ora, não nos façam rir. Isso tudo foram opções políticas conscientes que não podem ser colocadas no colo da oposição. A sociedade nada tem a ver com isso! Somos todos vítimas desse governo desmoralizado e sem projeto para o país!
  
O Brasil que resiste e renasce dessa crise está representado por Joaquim Barbosa, Sergio Moro, Rodrigo Janot e milhões de homens e mulheres de bem que não fazem escolha seletiva no combate a corrupção. “Nem Dilma e nem Cunha” com fé, coragem e sem medo do futuro.
  
  
*Arnaldo Jordy é deputado federal - PPS/PA

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Jordy disse esperar que STF decida pelo afastamento de Eduardo Cunha

  
  
Do Portal PPS
      
O deputado Arnaldo Jordy (PA), vice-líder do PPS na Câmara, disse nesta quarta-feira (16) esperar que o STF (Supremo Tribunal Federal) acate o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo afastamento cautelar do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) da presidência da Câmara. Para ele, a presença de Cunha no cargo é nefasta à democracia e ao Parlamento.
  
Janot pediu também que Eduardo Cunha seja afastado do cargo de deputado. “Eu espero que o Supremo dê abrigo a esse pedido e o afaste sumariamente o mais rápido possível para o bem desta Casa. As provas contra Cunha são robustas, principalmente por seu envolvimento na Operação Lava Jato”, afirmou.
  
Na avaliação do parlamentar, as recorrentes tentativas para barrar o processo de cassação por quebra de decoro no Conselho de Ética e a utilização do cargo em benefício próprio para evitar a continuidade dos processos contra ele foram fundamentais para a ação do Ministério Público. “Esta Casa não pode continuar a ser conduzida por uma pessoa desse nível que usa do poder para se proteger. Isso é um fato inominável”, afirmou Jordy.
  
O ministro Teori Zavascki , que é o relator designado para analisar o envolvimento de políticos na Lava Jato, é quem dará parecer sobre o pedido do MP.
  
Arnaldo Jordy destacou também a importância do momento em que vive o país. “Temos deputados e senadores sendo investigados, tramita na Câmara o pedido de impeachment da presidente da República, mas as instituições estão funcionando normalmente. Vivemos a normalidade democrática”, disse Arnaldo Jordy.
  

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Jordy: Sociedade está saturada de Eduardo Cunha e de Dilma Rousseff

   
    
Do Portal PPS
    
Ao lembrar da decisão do Diretório do PPS, tomada no último fim-de-semana em Brasília, favorável ao impeachment, o vice-líder do partido na Câmara, Arnaldo Jordy (PA) disse que o povo brasileiro não tolera mais a corrupção. E que a sociedade defende a saída da presidente da República e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). E que se houver comprovação de que o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), tenha ligação com as chamadas pedaladas fiscais, que seja promovida a devida representação contra ele.
  
O pronunciamento foi feito nesta segunda-feira (7) da tribuna da Casa. “A sociedade está saturada dos dois. Tem que tirar Dilma, tem que tirar o Eduardo. E se for o caso, o vice-presidente da República. A sociedade não aguenta mais. A sociedade está intolerante, felizmente, com o problema da corrupção. Felizmente, o povo começa a entender que corrupção mata, que desqualifica o processo de cidadania”, disse o parlamentar
  
Jordy criticou ainda a tentativa de o PT desqualificar o pedido de impeachment da presidente da República. “Não entendemos que o impeachment seja golpe. Está previsto na Carta Magna. Já foi aplicado por duas vezes na democracia. Não é algo estranho ao ordenamento jurídico. O PT não tem autoridade para questionar o impeachment, haja vista que o partido já pediu pelo menos uma 30 vezes impeachment contra presidentes e por qualquer razão. Foi assim contra Itamar Franco, foi assim contra Fernando Henrique e outros tantos”, lembrou o deputado do PPS
  
O deputado paraense disse que as pedaladas fiscais foram comprovadas e fundamentam o pedido de impeachment contra Dilma.
  
“As pedaladas se enquadram neste conceito de crime de responsabilidade. O governo, dolosamente, cometeu a irregularidade. Todos aqueles que ferirem aqueles dispositivos estão passiveis de serem enquadrados”, mencionou.
    
  
Foto: Robson Gonçalves
    
  

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Para Jordy, é caricato PT dizer que impeachment é golpe

 
  
Do Portal PPS
  
O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), destacou na noite desta quarta-feira (2) que a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff é algo absolutamente previsto na Constituição Federal, o que afasta a tese absurda propagada pelo Partido dos Trabalhadores de que a medida é um golpe.
  
“Não há nenhum processo alheio ao ordenamento jurídico do país. Vamos seguir com a apreciação do impeachment que é absolutamente previsto na Constituição Federal. É caricato aqui o PT falar em golpe de impeachment de quem quer que seja”, disse o parlamentar do plenário da Casa.
  
Não há contrapartida
  
Arnaldo Jordy fez questão de esclarecer que a abertura do processo de impeachment não tem relação com qualquer acordo envolvendo a votação do processo de cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Casa. A declaração foi em reação à fala da deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ) que disse que a oposição iria poupar o presidente da Câmara no Conselho.
  
“O PPS não fez nenhum acordo e é bom que se diga eu não vi nenhum gesto do PCdoB em nenhum lugar da casa. Foi silencio total em relação ao senhor Eduardo Cunha e a opinião pública viu isto”, afirmou o parlamentar.
  
O anúncio do acolhimento do pedido de impedimento da presidente que havia sido protocolado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. ocorreu no fim da tarde desta quarta e já provoca reações nos principais movimentos sociais do Brasil.
  
Movimentos como Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos já anunciaram atos em vários cantos do país para apoiar a tramitação do impeachment.
  
  
Foto: Robson Gonçalves