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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A Pátria em crise

   
* Arnaldo Jordy 
  
A passagem do dia 7 de setembro este ano foi marcada pelo grave momento de crise econômica e política vivida pelo Brasil. O país precisa urgentemente resgatar o sentimento de soberania duramente conquistada com o sangue derramado de milhões de brasileiros que lutaram pela Independência. No Pará, os cabanos se levantaram contra o opressor na defesa de um Brasil para os brasileiros. Hoje, a luta pela dignidade continua no urgente combate à corrupção, essa chaga que envergonha a maioria dos brasileiros, e pela construção de um projeto de país mais justo, desenvolvido, soberano e sustentável.
   
Felizmente, os fatos conspiraram para que um bandido que já deveria estar preso, Joesley Batista, entregasse inadvertidamente à Justiça as provas de sua própria corrupção para tentar manipular o Judiciário a seu favor, cooptando também um procurador federal, Marcelo Miller, e oferecendo provas importantes e válidas, sim, mas em troca de implodir o Supremo Tribunal Federal e a própria Lava Jato, tudo para escapar incólume de graves acusações e ainda, como ele mesmo disse, "fechar o caixão" da política brasileira, jogando a todos na vala comum da corrupção, enquanto ele se radicaria em outro país com suas empresas abastecidas com dinheiro público, certamente rindo da cara de todos nós.
  
Seu intento de botar os três poderes da República no chão, entretanto, não vingou, ainda que estejam sob graves suspeitas, como disse a presidente da Suprema Corte, Cármen Lúcia. Felizmente, ficou claro que o que houve foram insinuações e tentativas de chegar ao procurador-geral via Marcelo Miller, e aos ministros do Supremo via o advogado e ex-ministro José Eduardo Cardozo. Mas nenhuma acusação grave pesa contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nem contra qualquer ministro do Supremo. Joesley Batista, ao contrário do que pretendia, deverá perder os benefícios da delação premiada que fez e provavelmente pagará na cadeia pelos seus crimes, que começaram pelo uso do dinheiro público, via BNDES, nos governos petistas. Rodrigo Janot, aliás, com equilíbrio e firmeza mandou investigar a participação do ex-procurador federal Marcelo Miller no acordo fechado com Joesley Batista, medida indispensável para preservar o bom andamento da Lava Jato.
   
Na semana passada, a Procuradoria Geral da República fez a denúncia de todos os envolvidos do PP no Petrolão. Esta semana, foi a vez do chamado “quadrilhão” do PT, também envolvidos em desvios bilionários das Petrobras. Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff estão entre os denunciados pela PGR. Ambos são suspeitos de participar de organização criminosa que recebeu R$ 1,485 bilhão em propina para políticos do PT. Lula é apontado por Janot como líder e "grande idealizador" da organização criminosa. Somente Lula teria recebido R$ 230,8 milhões de propina entre 2004 e 2012 da Odebrecht, OAS e Schahin, com recursos desviados de contratos firmados com a Petrobras.
  
A situação de Lula e Dilma se agrava ainda mais com as denúncias feitas pelo ex-ministro Antônio Palocci, que deu depoimento contundente, detalhado e preciso à Lava Jato. Palocci foi um dos cinco quadros de maior peso nas estruturas de poder dos governos petistas, juntamente com Lula, Dilma, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro João Vaccari. Não se trata, portanto, de um depoimento qualquer. 
    
Assim como o PT não deve escapar ileso dos graves atos que cometeu durante seus 13 anos de governo, outros grandes partidos, PMDB, PP e figuras do PSDB, também devem responder pelos crimes que escandalizam a nação, como a cobrança direta de propina em dinheiro vivo entregue em malas. Os mais de R$ 51 milhões encontrados em um apartamento utilizado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima e os pagamentos feitos por Joesley Batista ao ex-deputado Rocha Loures e ao primo do senador Aécio Neves são provas de que de que ainda há muito para ser investigado. Geddel, segundo o áudio gravado por Joesley Batista com Temer, era seu homem de confiança, assim como da confiança do ex-deputado Eduardo Cunha. É difícil de acreditar que os R$ 51 milhões encontrados no apartamento eram apenas dele.
   
O que cabe agora é cobrar para que os criminosos e denunciados não tirem partido das tentativas de desmoralizar a Lava Jato para escapar incólumes. Afinal, é o que está ajudando a passar o Brasil a limpo. Essa deve ser a cobrança da sociedade brasileira em defesa da Pátria, que precisa da continuidade da operação. 
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
   

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Para Jordy, Lula participava de esquema de corrupção e condenação era esperada

    
   
Do Portal PPS
   
O líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), classificou nesta quarta-feira (12) de “previsível e esperada” a decisão do juiz Sérgio Moro de condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão na ação penal que envolve o caso de compra e reforma de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral paulista. Para ele, a condenação vai acirrar a disputa política no país já que reforça o entendimento de que Lula participava de todo esquema de corrupção instalado nos governos do PT.
  
“Não é possível que o ex-presidente Lula não participasse, não soubesse e fosse totalmente alheio a tudo que se assistia de denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro, ou seja, dessa predação que foi praticada no Brasil nos governos do PT. Não é à toa que ele responde por cinco processos”, declarou Arnaldo Jordy.
  
O deputado ressaltou ainda que as decisões do juiz Sérgio Moro têm sido muito zelosas, criteriosas e jurídicas. “Eu creio que ele tomou uma decisão acertada. Todas as evidências apontam que de fato o tríplex pertencia a ele. É certo que Lula deve recorrer. Vamos aguardar a confirmação da sentença por outras instâncias da justiça brasileira, a mesma que hoje vêm atingindo outras esferas da República, que condenou outras pessoas de vários partidos”, completou.
  
Na sentença, o juiz Sérgio Moro afirma que ex-presidente recebeu R$ 2,25 milhões de propinas da empreiteira OAS, incluindo aí o tríplex do Guarujá, em troca do favorecimento da empresa no esquema de desvio de dinheiro da Petrobrás.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
    
  

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Jordy reafirma pedido para que Michel Temer renuncie à presidência

   
Na tribuna do Plenário, o líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), afirmou que a situação do país é grave, acentuada pelas as recentes denúncias de Joesley Batista (JBS) contra o presidente Michel Temer, que teria recebido propina em esquema de corrupção no governo do Partido dos Trabalhadores. Jordy reafirmou o pedido de renúncia feito pelo PPS ao presidente, de modo a possibilitar a reconstituição da normalidade democrática, afirmando ainda que o Brasil perde mais de R$ 200 bilhões ao ano com corrupção.
      
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/ekPJpSIht9c
   
    
   
Por: Assessoria Parlamentar
    
  

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Delações explicam blindagem da JBS na CPI do BNDES, afirma Jordy

   
No plenário da Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) lembrou que a bancada do PPS foi quem propôs, em 2011, a CPI do BNDES (instalada em 2015), na qual o parlamentar foi autor de requerimento de convocação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, para prestar esclarecimentos sobre os suspeitos e duvidosos financiamentos obtidos, da ordem de 11 bilhões de reais do BNDES, e que agora, com as delações, fica explicado o porquê do requerimento não ter sido aprovado pela maioria dos deputados da Comissão. O parlamentar assinou esta semana, requerimento para abertura da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – Câmara e Senado) para investigação das atividades da JBS.
   
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/ILRYPuWS54Q
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 29 de março de 2017

Minas e Energia aprova auditoria em verbas para construção de Belo Monte

  
     
A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (29), uma proposta de auditoria a ser realizada pela comissão, com o auxílio do Tribunal de Contas da União – TCU e órgãos correlatos, no montante de recursos aplicados na construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
  
Trata-se da Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) 4/15, do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), relatado pelo deputado Altineu Côrtes (PMDB/RJ), que analisará a suspeita irregularidades na polêmica obra no município de Altamira, no Pará, alvo de inúmeras denúncias, inclusive com delações de diretores de empreiteiras do consórcio construtor, na operação Lava Jato
   
Principal obra do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal, Belo Monte foi orçada inicialmente em 19 bilhões de reais. Porém, seu custo final teria ultrapassado os 35 bilhões de reais. Em novembro do ano passado, a construtora Andrade Gutierrez confessou ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a existência de um cartel, juntamente com a Odebrecht e a Camargo Corrêa, para a realização das obras e para a operação da usina.
  
Revelações fornecidas pelo delator Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa à justiça federal, revelou o pagamento de propina em contratos da obra a dois partidos políticos: PT e PMDB. A Camargo Corrêa obteve 16% dos contratos do consórcio responsável pela construção da usina, o que representou R$ 5,1 bilhão. Segundo o executivo, foram pagos, a título de propina, cerca de R$ 51 milhões para cada um dos partidos políticos.
  
O senador Edison Lobão (PMDB/MA), que há época era Ministro de Minas e Energia, teria recebido 10 milhões de reais do esquema através da Camargo Corrêa, em 2011 e também da Construtora Odebrecht, segundo delação de seu ex-presidente, Benedicto Júnior.
  
Relatório da Polícia Federal, aponta que mais quatro senadores do PMDB comandavam o esquema de desvios de empresas que construíram Belo Monte: Renal Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA).
  
O deputado paraense, que luta pelos direitos das comunidades afetadas pela construção da hidrelétrica, questiona o consórcio construtor, que alegava falta de verbas para a realização das condicionantes sociais previstas em contrato, para que os impactos sociais e ambientais fossem minimizados.
    
“Há indícios mais do que suficientes do mal uso do recurso públicos nesta obra, além do descaso com a população local, o que demanda urgente e ampla auditoria do TCU, como órgão de controle, nos contratos da usina hidrelétrica”, justificou o Líder do PPS.
   
“Como não havia dinheiro para os investimentos sociais acordados em contratos e agora surgem denúncias de pagamentos milionários de propina pelas empreiteiras a partidos? Isso é um desrespeito para com a população de toda uma região”, afirmou jordy, que realizou várias audiências públicas, tanto Altamira como em Brasília para discutir questões referentes às condicionantes, quer com a proposta de auditoria, tornar público este volume tão grande de verbas públicas foi gerido e quem foi beneficiado com os desvios.
  
Recursos públicos
  
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, financiou mais de 70% do empreendimento por meio de empréstimo no valor de R$ 22,5 bilhões concedidos à Norte Energia S.A. em novembro de 2012. Dentre os acionistas do projeto, encontram-se dois dos principais fundos de pensão brasileiros: Petros e Funcef, cada um com participação de 10% na sociedade.
   
As investigações deverão consolidadas em um relatório, cujo resultado final será encaminhado às autoridades competentes.
   
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
    

sexta-feira, 17 de março de 2017

Líder do PPS diz que investigações sobre frigoríficos podem evoluir para uma CPI

  
     
O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA), afirmou nesta sexta-feira (17) que acompanhará de perto os desdobramentos da operação “Carne Fraca”, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga o pagamento de suborno a fiscais agropecuários, mas que o caso pode evoluir para um pedido de abertura de CPI no Congresso Nacional.
   
“O Brasil acompanha, com perplexidade, o desencadeamento de uma operação policial para combater a corrupção e desta vez com a gravidade de que o suborno servia para acobertar fraudes contra o consumidor. E uma empresa que é alvo da Polícia Federal, a JBS, novamente aparece no meio do esquema. Vamos acompanhar o desenrolar das investigações, mas o caso pode resultar em um pedido de criação de uma comissão parlamentar de inquérito”, disse.
   
Jordy foi membro da CPI do BNDES que funcionou até fevereiro de 2016 na Câmara e também foi autor de um pedido de convocação para ouvir os executivos do grupo frigorífico JBS/Friboi no colegiado. O parlamentar lembra que a empresa contou, na época, com forte blindagem do PT e PMDB. O requerimento de oitiva dos empresários foi rejeitado por 15 votos a 9.
   
“Houve um acordo entre o PT e o senhor Eduardo Cunha (presidente da Câmara à época) na CPI para que os irmãos Wesley e Joesley não fossem convocados para explicar denúncias de suposto favorecimento aos empresários na obtenção de empréstimos milionários que foram concedidos pelo BNDES”, relatou o líder do PPS.
   
A Operação “Carne Fraca” da Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira, executivos das gigantes do setor de carnes JBS e BRF. Segundo a corporação, é a maior operação da história da PF. Já fpo determinado o bloqueio de até R$ 1 bi em contas de 46 investigados.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

CPI da Lei Rouanet: Jordy quer ouvir atriz que denunciou gestão Dilma por chantagear artistas

    
Do Portal PPS
    
O vice-líder do PPS na Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PA), apresentou nesta quarta-feira (5) requerimento com convite a atriz Alessandra Maestrini. A artista, em um programa de rádio, disse que a gestão de Dilma Rousseff perseguiu vários amigos dela e ameaçou tirar patrocínio estatal caso estes profissionais não se alinhassem às diretrizes político-ideológicas do Partido dos Trabalhadores e do governo federal.
  
O pedido é para que a atriz participe de audiência pública na CPI da Lei Rouanet, que foi recém-criada na Câmara dos Deputados.
  
A entrevista de Alessandra Maestrini foi dada em maio deste ano à Rádio Jovem Pan, segundo argumentou o deputado. Entre outros grandes papéis, ela interpretou a diarista Bozena no seriado Toma Lá Dá Cá, da TV Globo. Ela também é cantora.
  
A atriz contou detalhes sobre como o governo petista tentava cercear a atuação da classe artística no Brasil.
  
“Algumas pessoas foram demitidas por isso, e houve programas que acabaram, por ordem do governo. Uma das estratégias usadas pela antiga administração era a retirada de patrocínio [por meio de publicidades das grandes companhias estatais, como a Petrobras]. Pessoas do governo ligavam e ordenavam: ‘demitam, cancelem o programa’”, revelou à Rádio Jovem Pan.
  
Sem revelar nomes para não expor os seus colegas, a atriz explicou como se dava a ameaça entre líderes políticos com as emissoras, pedindo “a cabeça” de quem se opunha a eles (governo).
  
“Eu não posso falar porque vou expor meus amigos. A emissora entrava em contato com o artista avisando que o governo havia ligado ameaçando. Quem ligou eu não sei, não era comigo que estavam falando”, afirmou.
  
A CPI na Câmara foi instalada para investigar a concessão de benefícios fiscais concedidos por aplicação da Lei Rouanet. A comissão tem 15 membros e funciona desde meados de setembro de 2016.
  
  

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

PT tentou salvar Cunha para evitar impeachment, lembra Jordy

  
Em pronunciamento na tribuna da Câmara, na sessão destinada à votação do pedido de cassação do deputado Eduardo Cunha, Arnaldo Jordy declarou voto a favor da cassação de Cunha e repôs a verdade sobre quem combateu desde o início os desmandos de Eduardo Cunha na Câmara, quando este ainda "flertava" com o PT, diante da possibilidade de evitar a abertura de processo no Conselho de Ética, em troca do arquivamento dos pedidos de impeachment de Dilma Rousseff.
  
Jordy foi o primeiro a entrar com representação contra Cunha na Corregedoria da Câmara, em documento secundado por quase 40 deputados, dos quais um único do PT: Henrique Fontana (RS). E mais: o afastamento de Eduardo Cunha da Câmara foi o resultado de representação entregue ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, assinada por cinco partidos: PPS, PSOL, PSDB, PSB e Rede.

"O Partido dos Trabalhadores se recusou a assinar aquela representação, é bom que se diga, isso está nos anais da Casa", discursou Jordy, sobre a estratégia de conveniência adotada pelo PT na ocasião, na tentativa de salvar Dilma do impeachment. "Não quero acusar a todos os parlamentares do Partido dos Trabalhadores, porque alguns se insurgiram contra aquele conluio que estava em marcha, para negociar o impeachment, para savalção do senhor Eduardo Cunha", disse Jordy.

"Não tenham o cinismo de vir aqui, de forma camuflada, de forma covarde, falsificando a verdade, os fatos", completou Jordy, sobre parlamentares que "flertaram" o tempo todo com Eduardo Cunha, e agora tentam dizer que sempre se opuseram ao peemedebista.
    
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/cxEm9N45vs0
  
  
   
Por: Assessoria Parlamentar
   
    

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

ARTIGO - As “tenebrosas transações” de Belo Monte

  
* Arnaldo Jordy 
  
Quem, como eu, tem denunciado os acontecimentos pertinentes à construção da Usina de Belo Monte comemorou, na semana passada, a notícia de que a Justiça Federal suspendeu a licença de operação da hidrelétrica, em decorrência do atraso no cumprimento das chamadas condicionantes. As obras e serviços teriam que ser feitas para mitigar os transtornos da população atingida por mais este enclave na Amazônia. Uma obra faraônica no meio da floresta que agravou nossos problemas sociais e destruiu o meio ambiente para atender, em parte, aos interesses do restante do país, sem nada contribuir para o nosso desenvolvimento.
   
Não é à toa que, o Ministério Público Federal já propôs 26 ações judiciais contra a Usina de Belo Monte, em razão de obrigações descumpridas pela construtoras desde 2010, especialmente relacionadas às populações indígenas e ribeirinhos.
   
Em audiência pública em Altamira, a 25 de agosto, entreguei pessoalmente à presidente do Ibama, Suely Araújo, documento solicitando a suspensão da licença de operação, para forçar a Norte Energia a cumprir com o que foi acordado com Ibama e a população paraense, como a conclusão das obras de saneamento, por exemplo. Até hoje, grande parte da população remanejada por causa do projeto sofre com a falta de abastecimento de água. O hospital construído na cidade ainda não funciona por falta de equipamentos.
   
Construída para gerar 11 mil megawatts de energia para abastecer o sistema interligado nacional, Belo Monte atraiu mais de 30 mil trabalhadores a Altamira, fazendo explodir os indicadores de problemas sociais, além de prejudicar nove povos indígenas, mas não foi capaz de levar energia a todos os paraenses, por exemplo. Ainda pagamos a 2ª mais cara tarifa na conta de luz, por conta da baixa densidade demográfica do Pará, e a nossa grande Extensão territorial.
   
Mas Belo Monte teve ainda outra consequência nefasta e revoltante, que soa como sarcasmo para quem acompanha o sofrimento da população sem água potável e que vive em casas de péssima qualidade construídas para as famílias remanejadas para a construção da usina: foi a fonte da propina que abasteceu as campanhas de velhos “caciques” do PMDB desde 2010, e do PT. Como revelado, mais uma vez, esta semana, pelo jornal “Folha de S. Paulo”.
   
Enquanto a floresta era derrubada e a Volta Grande do Xingu era destruída, Jader Barbalho, Romero Jucá, Renan Calheiros e Valdir Raupp, com a cobertura do então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, dividiam a propina paga pelas empreiteiras em forma de doação eleitoral aos diretórios do PMDB, indica relatório da Polícia Federal, ao qual o jornal teve acesso.
   
De acordo com a Folha, a Polícia Federal já tem indícios de que o PMDB e seus senadores receberam propina das empresas que construíram a usina de Belo Monte, por meio de doações legais, segundo relatório que integra o inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal (STF).
   
Um dos indícios é o volume de contribuições que o PMDB recebeu das empresas que integram o consórcio que construiu a hidrelétrica: R$ 159,2 milhões nas eleições de 2010, 2012 e 2014, na soma das doações oficiais de nove empresas que integram o consórcio construtor de Belo Monte, para o diretório nacional, diretórios estaduais e comitês financeiros do partido.
   
Para se ter ideia dessa montanha de dinheiro, é mais que o dobro do que todas as empreiteiras envolvidas na Lava Jato doaram à campanha de Dilma Rousseff em 2014.
   
Convocado a meu pedido pela CPI do BNDES, o ex-presidente da Construtora Camargo Corrêa, Dalton Avancini, declarou que a construção de Belo Monte serviu para o pagamento de propina ao PT e ao PMDB.
   
Depois disso, o ‘propinoduto’ de Belo Monte já foi citado por uma série de delatores da Lava Jato, como o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, que revelou aos procuradores que o consórcio que fez a obra da usina teve de pagar suborno de 1% sobre o valor do contrato, de R$ 13,4 bilhões. Segundo essa versão, o suborno seria de R$ 134 milhões. Outro delator, Flávio Barra, da AG Energia, afirmou que boa parte da propina foi paga por meio de doações oficiais ao partido.
   
O ex-líder do governo Dilma no Senado, Delcídio do Amaral, também revelou que os quatro senadores peemedebistas comandavam esquemas de desvios de empresas do setor elétrico, e que os quatro receberam as maiores contribuições de suas campanhas não de empresas, mas do PMDB.
   
Vamos agora esperar a conclusão do inquérito e o desenrolar do processo no STF. Quem prejudica a população mais pobre da Amazônia em troca de propina tem que pagar pelos seus crimes. O discurso da urgência em atender os interesses do país, construindo a maior obra do PAC, com a finalidade de equilibrar a oscilante matriz energética brasileira, era só uma fachada para o “propinoduto” que beneficiava o PT e o PMDB, ou, como diz a letra do ilustre Chico Buarque, enquanto “dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída, em tenebrosas transações”.
   
  
*Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA
  
  

terça-feira, 9 de agosto de 2016

PPS não concorda com a perda de direitos dos trabalhadores, afirma Jordy

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) fala sobre a polêmica envolvendo o projeto de renegociação das dívidas dos Estados. Jordy esclarece que a iniciativa do mesmo foi do governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Mesmo assim, o PT, que antes o defendia, agora na oposição, tenta mobilizar a sociedade contra o projeto.
 
“Eles foram proponentes e defendiam esse projeto no início”, esclarece Jordy, que critica a “dupla personalidade” do partido. Jordy também informa que o PPS é contra pontos do projeto que agridem os interesses dos trabalhadores, como o aumento da cota previdenciária de 11% para 14%, o fim dos concursos públicos e o fim da progressão e da ascensão funcional. “São questões que nós não podemos concordar e precisamos sensibilizar o governo para que possa revisar”, disse Jordy.
   
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/qaZhYtbPz8s
   
    
  
Por: Assessoria Parlamentar
    
   

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Jordy quer auditoria nas obras de Belo Monte

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) auditoria nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, após a revelação, feita em delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez, na Operação Lava Jato, de pagamento de propina ao PMDB ao PT, em forma de doação oficial nas campanhas de 2010, 2012 e 2014, com prejuízo para populações vulneráveis. “A maior obra do PAC é também a maior repassadora de propinas para essas empreiteiras que estão envolvidas na Lava Jato”, lamentou Jordy.
  
Belo Monte custou quase R$ 32 bilhões financiados pelo BNDES, mas o dinheiro não foi suficiente para evitar os transtornos às populações que foram transferidas de seus locais de moradia, e que hoje estão sem condições de abastecimento de água, por exemplo. Ao PT e ao PMDB, no entanto, couberam mais de R$ 300 milhões no esquema de tráfico de influência do governo.
    
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/Ebt3dUB9gcA  
   
    
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

CPI do BNDES: Vice-líder do PPS pedirá em relatório paralelo indiciamento de Pimentel

    
    
Do Portal PPS
    
Vice-líder do PPS na Câmara e membro da CPI do BNDES, o deputado Arnaldo Jordy (PA) prepara relatório paralelo onde pedirá o indiciamento do atual governador de Minas Gerais e ex-ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, suspeito de receber vantagens indevidas de empresa que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição vinculada ao MDIC.
  
A proposta do deputado de oposição é em reação ao relatório oficial apresentado nesta terça-feira (16) no colegiado por José Rocha (PR/BA) que não traz nenhum pedido de indiciamento.
  
O parlamentar do PPS pretende protocolar o parecer alternativo na próxima reunião da CPI. A solicitação de indiciamento de Pimentel terá como base documentos oficiais recebidos pela comissão parlamentar de inquérito que reforçam a necessidade de aprofundamento das investigações contra o atual governador mineiro.
  
“Esta Casa já está de posse de dados enviados pelo Coaf que são movimentações estranhas, para ser bondoso no termo, e que foram praticadas pelo senhor Pimentel e de toda aquela rede que são alvo, inclusive de órgãos de investigação deste país”, justificou.
  
À CPI foram enviados dados sigilos da OPR Consultoria que seria ligada Pimentel. Os deputados também receberam informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) sobre movimentações financeiras de empresas ligadas ao ex-ministro, bem como de transações efetuadas diretamente por ele.
  
O deputado do PPS pretende ainda levar cópia de seu relatório ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União.
  
Pizza
  
Arnaldo Jordy lamentou que a CPI, após meses de trabalho não tenha sequer cumprido a sua pauta de requerimentos. “Cerca de 2/3 das propostas aqui apresentadas sequer foram apreciadas. Saio frustrado porque não ouvimos o senhor Pimentel, o grupo JBS, entre outros que foram a razão de ser desta comissão”, acrescentou.
  
O parlamentar também lamentou que a CPI, em determinado momento, tenha se recusado a ouvir um técnico do TCU que investigou irregularidades no BNDES.
 
Os trabalhos da comissão foram prorrogados até a semana que vem para que o parecer do relator seja votado. O pedido de vista foi concedido por 48 horas pelo presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB/AM) e a sessão de hoje foi suspensa.
   

Foto: Robson Gonçalves
 
 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Jordy: CPI trata escândalo como miragem

  
  
Do Portal PPS
   
Ao blindar políticos e figuras-chave que estão no raio de investigação da operação Lava Jato, o relatório final da CPI da Petrobras trata o escândalo como uma “miragem”. A crítica é do vice-líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PA).
   
“Esta foi uma semana inusitada e gerou muita estranheza, muita preocupação e muita indignação por parte da maioria dos homens e mulheres de bem deste país. Nós assistimos ao relator da CPI da Petrobras apresentar o parecer praticamente dizendo que nada aconteceu na estatal. O relatório diz que tudo isso é uma miragem, que nada aconteceu na Petrobras, que não houve desvios”, afirmou o parlamentar paraense.
   
O parecer de Luiz Sérgio Luiz Sérgio (PT/RJ) apresentou não contém o indiciamento de nenhum político ou outra autoridade com foro privilegiado. Nesta quinta-feira, o texto começou a ser discutido, mas em virtude do início da Ordem do Dia no Plenário, o processo de análise da matéria foi interrompido.
   
Jordy disse que enquanto a CPI da Petrobras ignora o esquema de corrupção na estatal, a força-tarefa da Lava-Jato, em paralelo, revela “todo dia, toda semana, novos escândalos, novas denúncias, novas prisões, novos envolvimentos, novas práticas dilapidadoras desse patrimônio que é a Petrobras”.
   
O parlamentar também criticou afirmação da presidente da República, Dilma Rousseff, feita na Finlândia nesta semana, de que no governo dela não há corrupção.
   
“É exatamente o contrário a que os brasileiros estão assistindo, também todos os dias, nos noticiários: falência de gestão, crise econômica, crise moral, membros do Partido dos Trabalhadores cumprindo pena na cadeia, ex-ministros denunciados. E nós aqui assistindo a esse surto da Presidente, que diz que nada está acontecendo no seu governo em relação à corrupção”, destacou.
   
Cunha
  
O parlamentar comentou ainda sobre os que fazem críticas seletivas a Dilma Rousseff ou ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), investigado no âmbito da Lava Jato por ser titular de contas secretas na Suíça que teria recebido recursos oriundos de propina da Petrobras. Dilma é alvo de de diversos pedidos de impeachment protocolados na Câmara dos Deputados. Também teve suas contas reprovadas por unanimidade no Tribunal de Contas da União (TCU).
   
“Acho que não podemos ser seletivos nas coisas. Este país precisa apurar, doa a quem doer, essas responsabilidades. Alguns partidos são de uma nota só, só criticam o senhor Eduardo Cunha e fazem vista grossa ao que está acontecendo com a presidente da República, com outros segmentos e personalidades. E outros fazem exatamente o inverso. Então, não podemos mais ser seletivos. Nós temos que apurar as improbidades, as irregularidades, os desvios, os crimes praticados. É isto que a opinião pública deste País quer: que este País possa ser passado a limpo”, afirmou.
   
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Ex-presidente diz que Camargo Corrêa pagou propina de R$ 20 mi por Belo Monte

  

Da Agência Câmara
Por Janary Júnior
  
O ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, confirmou na tarde desta terça-feira (6), que a empreiteira se comprometeu a pagar a partidos políticos propina correspondente a 1% da sua parcela no contrato de construção da Usina de Belo Monte. Isso teria resultado no pagamento de propina de cerca de R$ 20 milhões.
  
Em resposta ao deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), ele falou que o PMDB foi o único partido que foi mencionado pelo ex-diretor de Energia da Camargo Corrêa, Luiz Carlos Martins, responsável pela negociação da propina, como destinatário das verbas. “Isso me foi reportado pelo diretor [Luiz Carlos]. Eu tenho responsabilidade por não ter proibido [isso]”, disse Avancini, que depõe neste momento na CPI do BNDES.
    
As afirmações do ex-dirigente da construtora fazem parte do acordo de delação premiada que ele fez com o Ministério Público Federal e já haviam sido noticiadas em junho passado.
    
A Camargo Corrêa faz parte de um consórcio contratado pela Norte Energia – concessionária que vai operar a hidrelétrica – para construir Belo Monte (PA). Fazem parte ainda do consórcio outras noves construtoras, como Odebrecht e Andrade Gutierrez. A Camargo possui 16% deste consórcio.
  
Realidade
   
A construção da Usina de Belo Monte (PA) só saiu do papel porque o BNDES estruturou o financiamento da hidrelétrica, afirmou Dalton Avancini, em resposta ao deputado Alexandre Baldy (PSDB/GO). 
   
Segundo ele, as tarifas de energia previstas no projeto para o futuro concessionário não tornavam atrativa a participação da Camargo Corrêa no empreendimento. Por causa disso, a empresa não quis entrar na licitação para escolha do concessionário, que foi ganha pela Norte Energia.
    
A Camargo foi posteriormente contratada pela Norte Energia, junto com outras noves construtoras, para construir a hidrelétrica.
    
Avancini explicou aos deputados que a construtora não fez contratos diretos com o banco para financiar a parte da Camargo Corrêa na construção da Usina de Belo Monte (PA). Afirmou ainda que não vê ligação entre os empréstimos do BNDES às empresas para financiar obra de infraestrutura e a Operação Lava Jato. Segundo ele, o banco é rigoroso na concessão dos financiamentos e não havia atrelamento entre as concessões e pagamentos de propina.
   
Durante seu depoimento, o ex-presidente da construtora disse que nunca ouviu falar em pagamento de propina para diretores ou funcionários do banco. Ele disse também que a Camargo não foi beneficiária do empréstimo para a construção de Belo Monte, já que os recursos foram contratados pela Norte Energia.
     
Condenação
    
Em julho, o ex-executivo da Camargo Corrêa foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 15 anos e 10 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa. Avancini é um dos ex-executivos da construtora envolvidos em corrupção na Petrobras, investigada na Operação Lava-Jato.
  
A Camargo Corrêa participou de consórcios de empresas responsáveis por obras das refinarias Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR); Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP); e Abreu e Lima (Renest), em Pernambuco, e do Gasoduto Urucu-Manaus (AM). Dalton Avancini esteve, em maio, na CPI da Petrobras.
  
Atualmente ele se encontra em prisão domiciliar, depois que fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
   
Os deputados Arnaldo Jordy e Carlos Melles (DEM/MG) foram os autores dos requerimentos para realização da audiência pública.
   
  

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Jordy reapresentará requerimento para JBS na CPI do BNDES

     
Do Estadão 
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), afirmou nesta quarta-feira, 9 que irá reapresentar o requerimento de convocação à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dos irmãos Batista, principais acionistas da JBS, uma das empresas que mais doou dinheiro na última campanha eleitoral.
  
"O grupo JBS é poderoso e houve um acordo entre o PMDB e o PT para proteger a companhia", afirmou ele após reunião da comissão.
  
A convocação dos irmãos Batista foi a única rejeitada nesta tarde pelo plenário da CPI. O requerimento foi derrotado por 15 votos a 9 em votação nominal. Entre os 23 requerimentos votados na comissão, apenas os 3 que envolviam a JBS foram rejeitados.
  
Com o objetivo de preservar uma das maiores financiadoras de campanha do País, Jordy afirmou que alguns deputados da comissão solicitaram que ele retirasse seu requerimento que convocava os controladores da companhia. Dos 27 deputados membros da comissão 20 receberam doação da JBS na última campanha política.
  
O presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), disse que a CPI está ganhando corpo e preferiu "não diminuir a opção que os parlamentares fizeram de não aprovar a convocação dos irmãos Batista".
     
  

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Jordy pede quebra sigilos de agência ligada ao PT

 
  
Do Portal PPS
    
A CPI do BNDES recebeu requerimento de autoria do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) para que a comissão tenha acesso aos sigilos fiscal, bancário e telefônico da Pepper, agência de comunicação que trabalhou nas duas campanhas da presidente Dilma Rousseff.
   
A Pepper Comunicação, também responsável pelas contas do PT nas mídias sociais, foi alvo de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal no dia 25 de junho de 2015, na segunda fase da operação Acrônimo.
  
O pedido de quebra de sigilo é baseado na informação de que a empresa de comunicação recebeu dinheiro do BNDES por prestação de serviços e repassou para outra agência de publicidade – a Oli, que pertenceria a Carolina Oliveira, mulher do governador mineiro Fernando Pimentel (PT). A Oli também recebeu, indiretamente, recursos de empresas que obtiveram empréstimos com o BNDES.
   
“Trabalhamos com a informação de que teriam sido repassados, pelo menos, R$ 3,6 milhões para a empresa da mulher do governador. É bom lembrar que o atual governador foi ministro do Desenvolvimento, pasta a qual é vinculado o BNDES, pois entre as empresas que repassaram dinheiro as estas agências de comunicação estão grandes grupos corporativos com interesses junto ao banco de fomento”, justificou o deputado do PPS.
  
Para que os sigilos sejam quebrados e enviados à CPI, os deputados precisam aprová-lo em sessão deliberativa que ainda não tem data para ocorrer.
 
Foto: Robson Gonçalves
 
 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Jordy: PT traiu populações do Xingu ao receber propina de empreiteiras de Belo Monte

  
    
Do Portal PPS
Por Valéria de Oliveira
   
O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), classificou de “punhalada com um punhal enferrujado nas costas das populações ribeirinhas, indígenas e de trabalhadores rurais” a atitude do PT de receber propina das empreiteiras que constroem a usina de Belo Monte, enquanto as condicionantes que minorariam os efeitos deletérios da obra não são cumpridas.
  
O empresário Milton Pascowitch, preso pela operação Lava Jato, declarou ter pago propina de mais de R$ 532 em dinheiro vivo ao PT. Quem desembolsou o dinheiro foi a empreiteira Engevix, que faz parte do consórcio de Belo Monte. 
  
“É lamentável que o PT, que ficou a vida inteira se dizendo defensor dos interesses dos desprotegidos da sociedade, esteja sorrindo esse sorriso generoso, caridoso de propina para as grandes empreiteiras, deixando as populações que o partido jurou apoiar subjugadas pelos interesses que agora ele defende e privilegia”, disse o parlamentar.
  
Traição
  
“É uma traição. Não consigo ver de outra forma o favorecimento dessas grandes empresas em troca de propina. É mais um episódio do lamaçal em que o PT envolveu o Brasil e que prejudica de forma capital populações que acreditaram, outrora, que o PT pudesse fazer um governo comprometido com o interesse dos trabalhadores”, protestou o vice-líder do PPS.
  
Jordy disse que a prática não o surpreende, pois esta é a segunda vez que um delator da operação Lava Jato informa sobre o repasse de dinheiro ao Partido dos Trabalhadores em troca de participação nas obras da usina no Pará. 
  
“Não é a primeira vez que um delator do esquema do petrolão denuncia que para obtenção de contratos com a maior obra do PAC – quase R$ 40 bilhões – a negociação se deu à base de propina. Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa, também afirmou que teve de pagar R$ 51 milhões para o PT e R$ 51 milhões pata o PMDB para conseguir 16% de participação nos contratos de Belonte”, lembrou o deputado.
  
Jordy disse que é lamentável que venha ocorrendo o pagamento de propina, enquanto o cumprimento das condicionantes, que protegem populações ribeirinhas, indígenas, pequenos produtores rurais não foram cumpridas e quase 70% da obra já estão prontos. Segundo o parlamentar, a licença para funcionamento está para ser liberada.
  
“Não tem 30% sequer das condicionantes cumpridas”, informou. O deputado contou que realizou uma reunião em Belém com a presidente do Ibama, Marilene Ramos, a representante das populações indígenas, Socorro Arara, representantes do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União, do ISA (Instituto Socioambiental) e do Movimento Xingu Vivo, que é um conjunto de organizações do qual fazem parte mais de 30 entidades.
  
“Os efeitos colaterais dessa usina são deletérios, realmente prejudiciais aos interesses dessas populações. As condicionantes são previsões contratuais para amenizar os impactos ambientais e sociais da obra. Em qualquer país civilizado do mundo isso acontece antes de a obra ser iniciada, mas aqui ela já está para ser concluída e nada”, disse Jordy. 
  
O deputado declarou esperar que “com esse constrangimento moral” o Ibama não libere a licença de funcionamento para a usina de Belo Monte antes que as condicionantes definidas em contrato sejam totalmente cumpridas.
    
  
Foto: Robson Gonçalves