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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Chacina no Pará: Jordy cobra rigor na responsabilização de policiais


    
Do Portal PPS
  
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) cobrou rigor na responsabilização de policiais que participaram da execução de 10 trabalhadores rurais, durante a ação de reintegração de posse em Pau D’arco, sudeste do Pará, no dia 24 de maio de 2017.
  
Da tribuna da Câmara, Jordy, disse nesta terça-feira (29) que houve uma chacina, conforme aponta relatório de perícia divulgada pela Polícia Federal.
  
“Pedimos a apuração rigorosa por parte da Secretaria de Segurança Pública contra estes maus policiais que, mais uma vez, abateram dez trabalhadores que estavam lutando por uma posse de terra. Evidentemente, nada justifica (este excesso). Alguns policias a mando, provavelmente, do latifúndio, que executaram covardemente e barbaramente os trabalhadores”, disse o deputado paraense.
  
De acordo com os resultados da perícia da PF, a principal linha de investigação é de que não houve confronto e sim execução. Os policiais teriam atirado contra os trabalhadores rurais em uma ação planejada.
  
“Este é o laudo da Polícia Federal. É investigação feita pelos peritos do Instituto Renato Chaves e informado pelo secretário geral de Segurança Pública. Pedimos a rigorosa punição dos culpados pela chacina”, acrescentou Jordy.
  
De acordo com a perícia federal, foram seis as armas dos 29 policiais civis e militares que participaram da ação e efetivaram disparos. De acordo com o laudo, não há indícios de que os trabalhadores rurais tenham atirado.
      
   

sexta-feira, 21 de julho de 2017

ARTIGO - Olho por olho...

  
* Arnaldo Jordy
    
O problema da violência no campo que assola o Pará parece inaceitável, em um Estado com 1,2 milhão de hectares de terras, numa época em que há leis e instituições voltadas a promover a função social da terra, por meio da reforma agrária e de políticas agrícolas para fixar o homem no campo. Assim como a maioria dos sem-terra são pessoas realmente pobres que precisam plantar, também há quem os utilize como massa de manobra em ações de violência, com interesses financeiros. Da mesma forma, alguns policiais são seduzidos por pagamentos feitos por fazendeiros para que ajam como pistoleiros. A violência persiste, por razões que resistem às abordagens que colocam apenas um dos lados na condição de vítimas e o outro na de bandidos. 
   
No final do governo de Ana Júlia Carepa, em 2009, houve a operação denominada Paz no Campo, organizada para conter invasões de terras no sul do Pará, que acabou com uma série de acusações de abusos cometidos por policiais e mortes de camponeses no sul do Pará. Da mesma forma, agora, em 2017, dez mortes foram registradas na fazenda Santa Lúcia, em Pau D'Arco, também no sul do Pará, sendo nove homens e uma mulher. Um fio condutor une ações como essas, a força do dinheiro que arregimenta policiais para agir em favor de interesses privados. 
     
É o que parecer ter havido em Pau D'Arco, segundo revelado pelas primeiras investigações, ainda no aguardo dos laudos definitivos. Policiais militares de Redenção foram pagos por fazendeiros para massacrar os sem-terra, no dia 24 de maio deste ano. Essa já não é apenas a versão dos defensores dos direitos humanos, mas foi confirmada pelas polícias Civil, Militar e Federal, bem como pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Estado do Pará, que concluíram que o que houve foram execuções. É preciso, agora, que uma vez concluída a investigação e confirmados os crimes, haja a punição rigorosa dos culpados.
   
Além disso, o governo federal costuma se preocupar com a reforma agrária apenas quando há um massacre no campo. Jamais houve uma reforma agrária completa no Brasil. Fernando Henrique e Lula pelo menos mantiveram um certo ritmo de assentamentos. Já a ex-presidente Dilma Rousseff não fez uma desapropriação sequer, nem destinou qualquer hectare para a reforma agrária. Esta marca é considera a pior em 20 anos. Em seus cinco anos de governo, houve redução drástica na distribuição de terras. Apenas no apagar das luzes de sua gestão, em 1º de abril de 2016, ela decidiu assinar 21 decretos de desapropriação, totalizando 35 mil hectares destinados a assentamentos, além de quatro decretos de territórios quilombolas, segundo o Instituto Socioambiental.
   
A repetição periódica de incidentes como esse no campo mostra que o problema não é de hoje. E os números nos revelam que a violência vem piorando, tanto no campo, quanto nas cidades, cujas periferias também estão inchadas de pessoas pobres, sem emprego e oportunidade. Jovens que são vítimas preferenciais do crime, seja como mão-de-obra para quadrilhas, seja como vítimas de criminosos. 
   
Dados oficiais apontam que em 2016 o Pará teve 3.589 assassinatos, enquanto este ano, até o último dia 19 de julho, já houve 2.063 assassinatos no Pará. Tudo indica que as estatísticas serão ainda mais trágicas em 2017.
   
O Atlas da Violência 2017 do Ipea revela que a taxa de homicídios no Pará passou de 27,6 para cada 100 mil habitantes em 2005, para 45 a cada 100 mil em 2015, um crescimento de 62,7%, com alta de 5,3% entre 2014 e 2015. Em números absolutos, o Pará passou de 1.926 homicídios em 2005, para 3.675 em 2015. Uma variação de 90,8%. Entre 2014 e 2015, a alta foi de 6,6%, com 229 homicídios a mais neste ano. 
   
Algo tem que ser feito e acredito que passa pela valorização e profissionalização das forças de segurança. Uma ação como a que foi feita na fazenda Santa Lúcia, em Pau D’Arco, teria que ser feita sob rígida supervisão, gravada em vídeo e sob rigorosas normas de segurança. Os policiais militares precisam ter remuneração digna, para que não precisem fazer “bicos” para terceiros. Aliado a isso, é preciso olhar com atenção para a juventude pobre e negra, que tem as maiores vítimas da violência. É preciso atacar as causas estruturais dessa matança, para que os paraenses vivam em paz. 
   
A vingança e a justiça feita com as próprias mãos têm lavado ao paroxismo os índices de violência no nosso Estado. Mas a cultura do olho por olho, dente por dente, não pode prevalecer. 
  
     
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Pau D'Arco: Jordy lamenta que disputa de terra ainda faça vítimas no Pará

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) repercutiu nesta quinta-feira (13), a declaração oficial do Secretário de Segurança do Pará, General Jeannot Jansen, que, baseado nas investigações e na delação premiada de envolvidos na chacina de 10 trabalhadores rurais na fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco, afirmou que não houve confronto com os policiais na ocasião. O parlamentar lamentou que em pleno século 21, ainda ocorram disputas violentas na disputa de terra no Pará, defendendo uma apuração isenta e rigorosa por parte dos órgãos de investigação e punição para os possíveis culpados por mais esta tragédia.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/maEZjnnNCbk
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Comissão da Câmara pede à PF apuração rigorosa de chacina em Pau D´arco

  
    
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) integrou, nesta quarta-feira (28), uma comitiva de parlamentares que foi recebida pelo delegado geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Os deputados são membros da Comissão Externa destinada a acompanhar as investigações da chacina de Pau D´arco, na região sudeste do Pará, ocorrida na esteira da operação de reintegração da fazenda Santa Lúcia, na qual 10 pessoas – 9 homens e uma mulher - foram mortas, em 24 de maio último.
   
Os parlamentares foram solicitar ao delegado-geral, agilidade no inquérito levado a cabo pela PF e verificar o andamento das investigações, que estão sendo realizadas em conjunto com a polícia paraense.
   
Para Jordy, o aumento na escalada de violência no Estado, teve como um dos fatores, o afluxo de milhares de pessoas grandes projetos que acontecem na Amazônia, como por exemplo, a construção da hidrelétrica de Belo Monte, sem que a região tenha se preparado para receber dezenas de milhares de trabalhadores, o que gerou efeitos colaterais nocivos, como o aumento na prostituição, na mendicância, no tráfico de drogas e até de seres humanos.

Em relação à tragédia de Pau D´arco, o parlamentar paraense afirmou “que a disputa por terra levou a uma grave agressão, inclusive ao bom senso, onde 10 trabalhadores rurais foram mortos, um fato que precisa ser exemplarmente corrigido, após uma isenta e rigorosa apuração por parte dos órgãos de investigação, federal e estadual, para punição dos possíveis culpados por mais esta tragédia”.
   
Para Leandro Daiello, o trabalho conjunto que está sendo realizado, será inclusive usado como exemplo e referência em futuras cooperações com outros Estados. O delegado afirmou ainda “que não estão sendo poupados efetivos e recursos para o esclarecimento do que houve, para que não se tenha espaço para contradições”. Para ele, há uma grande possibilidade da apresentação de um relatório final ser apresentado em conjunto. 
   
Da reunião, ainda participaram os deputados Elcione Barbalho (PMDB/PA) e Eder Mauro (PSD/PA).
   
   
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Jordy lembra os 30 anos do assassinato de Paulo Fonteles e cobra investigação de chacinas no Pará

   
O líder do PPS na Câmara Federal, deputado Arnaldo Jordy (PA), lembrou os 30 anos do brutal assassinato em Belém, do ex-parlamentar, militante e defensor dos direitos humanos, Paulo Fonteles. Jordy rememorou sua trajetória e em seu nome, cobrou das autoridades, o combate à violência e a apuração das recentes chacinas, ocorridas no Pará.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/31CA_2M3ZJg
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Na Câmara Federal, Jordy fala sobre a violência no Pará

  
Em discurso na Câmara dos Deputados, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) falou sobre a escalada de violência no Pará, que teve em janeiro chacina de jovens inocentes, mortes de policiais e o assassinato de um jovem conselheiro tutelar em Itupiranga, tema de audiência pública pedida por Jordy no município.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/2uiyJfiYdJE
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar