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sexta-feira, 8 de junho de 2018

ARTIGO - O planeta pede ajuda

     
  
* Arnaldo Jordy
  
O dia 5 de junho é dedicado mundialmente ao Meio Ambiente. Sem dúvida, há o que comemorar, pois a consciência ambiental teve crescimento planetário nas últimas décadas, no entanto, os desafios são graves e urgentes e temos muito a fazer em relação a esse tema. Minimizar os problemas sérios que ameaçam o planeta representa uma sentença de morte para muitas espécies e uma ameaça para a humanidade. Quanto mais tarde agirmos, será pior. A mensagem da Organização das Nações Unidas para a data, este ano, teve como foco a poluição provocada pelo plástico, material que hoje causa os maiores danos à natureza. De acordo com a ONU, a cada ano, são despejadas 13 milhões de toneladas desse material nos oceanos, afetando as condições de vida de 600 espécies marinhas, sendo que 90 delas estão ameaçadas de extinção.
    
A ONU informa que, por ano, são consumidas até 5 trilhões de sacolas plásticas em todo o mundo. No período de tempo de apenas um minuto, são compradas 1 milhão de garrafas plásticas em todo o globo. Não é à toa que 90% da água engarrafada e muitos dos alimentos que consumimos contêm partículas microscópicas de plástico, cuja matéria-prima é o petróleo e que leva, em média, 400 anos para se degradar na natureza. Hoje se sabe que nos últimos dez anos, o mundo produziu mais plástico do que durante todo o século 20, e no caso do Brasil, só 20% do plástico é reciclado, como de resto na maioria dos países. Por isso, mais de 100 nações assumiram este ano compromisso com políticas públicas para evitar o descarte desse material, além de investimento na limpeza de praias e florestas.
   
Mas a questão ambiental tem muitos outros desafios no Brasil, como debatemos na sessão especial da Câmara dos Deputados que realizamos na terça-feira. Uma delas, que diz respeito à nossa região, é o problema do desmatamento. Reduzir a derrubada de árvores é a principal contribuição brasileira no esforço global contra o aquecimento, como signatário da mais recente Conferência da ONU sobre o clima, realizada no ano passado, na Alemanha, mas ainda estamos muito longe do nosso objetivo. Depois de um recuo entre 2012 e 2014, quando ficou entre 4,6 mil e 5 mil quilômetros quadrados por ano, segundo números do INPE, o desflorestamento da Amazônia voltou a crescer, em 2016, para 8 mil quilômetros quadrados, e continuou alto no ano seguinte, com 6,9 mil quilômetros quadrados. O Pará, em 2017, perdeu 2.400 quilômetros quadrados de floresta, o que corresponde a 350 campos de futebol.
    
Para proteger a floresta, também é indispensável tornar obrigatória a instalação dos comitês de bacias hidrográficas, para preservar os recursos hídricos, que se tornarão ativos cada vez mais valiosos e disputados no futuro. Projeto de lei que apresentei garante recursos aos Estados e Municípios, por meio dos comitês, para o fornecimento de água potável e esgotamento sanitário. A criação dos comitês é parte da lei que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos e estabelece a criação de colegiados para conciliar e debater os interesses relacionados ao aproveitamento das águas.
    
Outro tema relevante e diretamente ligado à saúde da população é o uso crescente de agrotóxicos, que precisa ser melhor regulamentado. O Brasil é o quarto maior produtor mundiais de grãos, mas é disparadamente o maior consumidor mundial de produtos agrotóxicos. Não se pode querer ampliar ainda mais esse consumo, como previsto em projeto de lei que tramita na Câmara, para que liberação dos agrotóxico passe a ser feita somente pelo Ministério da Agricultura, sem a participação do Ibama e do Ministério da Saúde, facilitando a entrada desses produtos. Hoje se sabe que os agrotóxicos prejudicam, por exemplo, a sobrevivência das abelhas, responsáveis pela polinização da maioria das espécies vegetais.
    
Outro projeto de minha autoria, que espero seja votado em um esforço em favor do meio ambiente, aperfeiçoa a legislação que trata do tráfico de animais silvestres, que é frouxa e obsoleta na proteção da fauna brasileira. Hoje, é mais lucrativo para os traficantes de animais pagar multas e cumprir sanções e continuar a cometer o crime. Sei do caso de um traficante de animais que já foi preso 27 vezes e continua na mesma prática ilegal.
   
A agenda governamental é importante, mas, antes de tudo, é preciso que cada um mude sua consciência para a importância das prática ambientalmente sustentáveis, por exemplo, separando o lixo para reciclagem, depositando material que poderá ser reaproveitado em pontos de coleta, evitando o descarte de produtos tóxicos no meio ambiente e respeitando as leis ambientais. Se cada um fizer a sua parte, já teremos um grande avanço.
    
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal - PPS/PA
   
  

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Jordy promove Sessão Solene na Câmara para debater questão indígena

   
Arnaldo Jordy (PPS/PA) demonstrou preocupação com o futuro dos povos indígenas brasileiros, durante sessão solene, proposta pelo parlamentar, realizada nesta quarta-feira (19) no plenário da Câmara dos Deputados. Para o deputado paraense, o Congresso não deve aprovar a PEC 215/2000 que transfere para o Legislativo o poder de demarcação de terras habitadas pelos índios. Jordy lamentou ainda que, durante os últimos cinco séculos, os índios vêm sendo vítimas do que chamou de “extermínio oficial”, onde mais de 3 milhões de índios foram dizimados, e hoje, não passam de 800 ou 900 mil.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/dfiGUWdpEkc
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 9 de março de 2017

Jordy fala sobre a luta pela emancipação e do combate à violência contra mulheres

   
Em um período de cem anos, as mulheres promoveram uma revolução em direção à independência e à conquista do mercado de trabalho, mas ainda são vítimas de violência dentro do próprio ambiente familiar. No Brasil, a cada duas horas, uma mulher é assassinada. De 1980 a 2013, mais de 100 mil mulheres tiveram morte violenta em nosso país, na maioria dos casos, em crimes cometidos por seus companheiros. O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) fala, em vídeo, do desafio que é mudar esse quadro, bem como de aumentar a participação feminina na política. Hoje, só 10% dos congressistas são mulheres.
    
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/RRGkT-7VHJk
   
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes


    
  
Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, uma data para nos lembrar que precisamos proteger nossos jovens da pedofilia e do tráfico de pessoas. Um caminho será a apreciação, pelo Senado, do Projeto de Lei 7.370/14, já aprovado pela Câmara, que muda a legislação, para facilitar o acesso a dados de telefone e internet.
   
Quando estiver em vigor, a Polícia ou o Ministério Público poderá requisitar de quaisquer órgãos ou empresas informações cadastrais da vítima ou de suspeitos. Esse projeto de lei é um dos resultados da CPI do Tráfico de Pessoas, presidia por Jordy em 2013 e 2014. 
  
Veja aqui a tramitação do projeto http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=611445
  
  
Por: Assessoria Parlamentar