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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

ARTIGO - Brasil, legião de excluídos

   
* Arnaldo Jordy
  
A concentração de renda no Brasil parece ser um problema que se arrasta em passos lentos ao longo dos anos. A Pnad Contínua do IBGE, divulgada nesta quarta-feira, 29, revelou que, em 2016, 50% dos trabalhadores brasileiros, ou 44,4 milhões de pessoas, tinham renda média menor que o salário mínimo em 2016, que era de R$ 880,00 naquele ano. No topo da pirâmide, 1% da população, ou cerca de 1 milhão de pessoas, tinha renda média de cerca de R$ 27 mil. A pesquisa revela que 5% dos trabalhadores brasileiros, ou 4,4 milhões de pessoas, sobrevivem com uma renda média de apenas R$ 73 por mês. Essas pessoas têm renda média mensal 360 vezes menor que o 1% mais bem aquinhoado. É a miséria absoluta. É inaceitável que o Brasil, que tem o 9º maior Produto Interno Bruno (PIB) do mundo, tenha uma distribuição de renda tão desequilibrada, aliás, a pior entre os dez países maiores PIBs do mundo, disparadamente.
     
O rendimento abaixo do salário mínimo previsto em lei é possível devido ao grande número de trabalhadores informais, sem carteira assinada, vendedores ambulantes ou donos de pequenos negócios, que vivem à margem do sistema de benefícios sociais, da Previdência, sem assistência à saúde, abandonados pelo poder público. Esse abismo que separa uma pequena elite econômica da grande massa de trabalhadores mal remunerados torna difícil qualquer tentativa de pacificação e de equilíbrio na sociedade brasileira. Haverá sempre uma tensão social que influenciará dos índices de violência aos resultados eleitorais. 
   
O avanço contra a desigualdade é lento e incompatível com a riqueza do país, que é autossuficiente na produção de bens de consumo, que tem o maior banco genético do mundo, que tem a maior fronteira agrícola produtiva do mundo, que tem um parque industrial da dimensão que nós temos, não deveria ter esse grau de desigualdade. A situação ainda é pior quando se compara a distribuição de renda entre as regiões brasileiras. O Sudeste concentra R$ 132,7 bilhões da massa de rendimentos dos brasileiros, valor que é superior à soma dos rendimentos em todas as demais regiões brasileiras. A região Norte aparece em último lugar, com massa de rendimentos de R$ 13,4 bilhões, atrás do Centro-Oeste, com R$ 21,8 bilhões; do Sul, com R$ 43,5 bilhões; e do Nordeste, com R$ 43,8 bilhões. Mesmo descontada a diferença entre as populações desses regiões, ainda somos muito pobres na região Norte e precisamos de políticas públicas que aliem o desenvolvimento à sustentabilidade. O estado brasileiro deixa de prover os menos favorecidos de serviços essenciais, de maneira perversa para um país rico como o nosso.
  
No momento em que se fala da necessidade de reformas no país, entre elas a trabalhista e a previdenciária, ambas importantes, mas com pontos que rejeito porque são contraditórios, propostos por um governo sem legitimidade e que pesarão ainda mais na situação dos extratos mais desfavorecidos da população, acho que seria o momento de se pensar a sério em uma reforma tributária que diminua a concentração de renda, tributando mais fortemente a renda, os ganhos de capital, os investimentos no mercado financeiro, o chamado dinheiro especulativo, que nem sequer vai para a produção e a geração de empregos, mas apenas multiplicam as riquezas de quem já está no topo da pirâmide.
   
Não se trata de aumentar os impostos sobre o consumo, nem tributar ainda mais o cidadão comum, o trabalhador brasileiro, que já carrega uma das cargas tributárias mais altas e injustas do mundo, mas sim de taxar as grandes fortunas, as grandes riquezas, de combater a sonegação, a evasão de riquezas para o exterior, essas mesmas cujos donos agora se aproveitaram da possibilidade de repatriação de recursos aberta pelo governo para legalizar fortunas de origem duvidosa. Como já foi dito, não se trata de taxar o setor produtivo, mas o capital especulativo e os altos salários, de modo a dar à grande maioria da população brasileira melhores condições de saúde, alimentação, moradia, transportes, educação de qualidade, lazer, enfim, tudo o que poderá fazer com que as pessoas se sintam incluídas e parte de uma nação, com direito a sonhar com o futuro.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
      
  

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Enquanto desemprego acelera, Planalto gasta tempo com defesa de Temer, afirma Jordy

     
   
Do Portal PPS
     
Enquanto o Palácio do Planalto se mobiliza para resolver a situação da crise política envolvendo diretamente o presidente da República, que se fragilizou após as revelações trazidas a público com a delação dos donos da JBS, a economia volta a mostrar resultados negativos. A opinião é do líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), ao comentar os novos números do desemprego no país.

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no país foi de 13,6% no trimestre encerrado em abril. Hoje, segundo o levantamento, são 14 milhões de brasileiros sem trabalho.

Foi a pior taxa de desemprego para o período desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. O número aferido agora pelo Instituto significa uma alta de 1 ponto percentual com relação ao trimestre encerrado em janeiro.

“Há 15 dias, percebemos uma série de movimentações, articulações e manobras vindas do Palácio do Planalto, mas todas elas visando apenas salvar o mandato do presidente da República, desde que as delações dos donos da JBS vieram à tona. Enquanto isto, o país sai dos trilhos. É bom lembrar que estes resultados do desemprego são frutos de uma política econômica desastrada adotada nos últimos anos do governo do PT, mas a atual gestão, em função da crise política, não tem dado sinais para reversão deste quadro”, avaliou Arnaldo Jordy.

O deputado do PPS defende que haja uma mobilização das instituições, principalmente do Congresso Nacional, para tirar o país do lamaçal em que foi jogado novamente.

“Os dias passam, as contas vencem, alguns perdem o emprego, e não se encontra uma solução para o impasse na classe política que impacta diretamente no campo econômico-social. É preciso reagir rapidamente a isto”, acrescentou o parlamentar.

Na avaliação do deputado Jordy, a solução para a crise política pode surgir se houver um “gesto de grandeza” do presidente da República e ele renunciar ao mandato.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Arnaldo Jordy alerta sobre crianças fora de escolas e creches no país

     
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), chamou a atenção nesta terça (16), para o grande número de crianças de até 4 anos de idade estão fora das escolas e creches públicas no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, das 10,3 milhões de crianças brasileiras com menos de 4 anos, 74,4% (7,7 milhões) não frequentavam escola ou creches, o que para o parlamentar, não cumpre o determinado pelo Plano Nacional de Educação (PNE) e prejudica em muito o período ideal de estímulos das crianças, atrasando seu processo de alfabetização.
    
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/uev4LwB5nJ0
     
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Jordy demonstra preocupação com elevado número de crianças fora de creches e escolas

 
   
Do Portal PPS 
   
Da tribuna, o líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), registrou, nesta quinta-feira (6) os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílio (PNAD), do IBGE sobre a situação das crianças menores de 4 anos e o acesso a creches e escolas públicas em todo o País.
  
Divulgado na semana passada, o levantamento mostra dados “dramáticos”, segundo o parlamentar do PPS.
  
De acordo com a pesquisa, 74,4%, ou seja, 7,5 milhões de crianças de até 4 anos estão fora das creches do Brasil. Somente no Estado do Pará, há 413 mil crianças nesta situação, o que representa quase 90%. Os dados se referem ao ano de 2015.
  
“A cidade de Belém, mais uma vez, entra para esse número de estatística preocupante com quase 70 mil crianças fora das instituições públicas por falta de vagas. Esse é mais um dado que faz com que se repense esta que talvez seja a principal política pública do Brasil, que é a área do conhecimento, do saber, da cultura, da ciência, da pesquisa que, infelizmente, coloca o Brasil no 83º no ranking do IDEB mundial”, afirmou Jordy.
   
A Pnad 2015 estimou que os 10,3 milhões de crianças com menos de 4 anos no país correspondem a 5,1% da população brasileira.
   
O Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em 2014, estabelece na sua primeira meta a universalização da educação infantil na pré-escola para crianças de 4 a 5 anos até 2016 e a ampliação da oferta de educação em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos até 2024.
     
  
Foto: Robson Gonçalves