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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ARTIGO - Ninguém acima da lei

  
* Arnaldo Jordy 
   
O Supremo Tribunal Federal mostrou ao decidir ontem por quase unanimidade (10 votos a 1) encaminhar à Câmara dos Deputados a segunda denúncia do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, que não está disposto a recuar no esforço de combater a corrupção, ao lado da Procuradoria, da Polícia Federal e de todos que fazem a operação Lava Jato. A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, já havia dado o alerta na sessão anterior, ao avisar que "a Lava Jato não vai parar", apesar da mudança na chefia do Ministério Público e de questionamentos à condução da colaboração dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Foi a segunda derrota seguida do governo no Supremo, depois de não conseguir afastar o procurador Rodrigo Janot da investigação sobre Temer.
    
A segunda denúncia contra Temer, mesmo tratando de alguns fatos anteriores ao início do seu mandato, desnuda com base em delações, especialmente do corretor Lúcio Funaro, o esquema corrupto de lideranças do PMDB na Câmara, envolvendo ministros do atual governo: Moreira Franco e Eliseu Padilha, com ex-ministros e ex-deputados que estão presos: Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha e Rocha Loures, envolvidos em cobranças de propina da Odebrecht e da JBS, em troca de vantagens na Caixa e na Petrobras, durante o governo de Dilma Rousseff. Temer seria um dos líderes do grupo, juntamente com Cunha, no que a denúncia chamou de organização criminosa. Funaro relatou ter levado dinheiro vivo para Geddel. Na mesma denúncia, Temer também é suspeito de obstrução de Justiça.
  
Como se vê, a denúncia é grave e não adianta tentar minimizá-la com argumentos como a estabilidade da economia, que não avança por causa da crise de credibilidade do governo, que continua a dedicar boa parte da sua energia e também recursos à defesa de Temer. Um presidente que governa com apenas 3,4% de aprovação, como constatado na pesquisa CNT/MDA divulgada esta semana, fica na condição de refém dos seus aliados, obrigado a atender a interesses de grupos, que nem sempre são os mesmos da Nação. Por isso, vou votar pela admissão da denúncia na Câmara, que é a permissão para que o Supremo investigue o presidente. Uma vez que o mesmo passe à condição de réu, o seu afastamento entra na pauta do Senado.
  
O ex-procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, desnudou o esquema de parte do PMDB na Câmara e também, em outra denúncia, as atividades da suposta organização criminosa de líderes do mesmo partido no Senado. Seis senadores do PMDB foram incluídos no "quadrilhão" e respondem, juntos, a mais de 40 inquéritos de improbidade. São eles: Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá, Valdir Raupp, Edison Lobão e o ex-presidente José Sarney. Juntos, eles teriam desviado R$ 864 milhões, valor que é 17 vezes maior que a fortuna encontrada no apartamento ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.
   
Não menos graves são as revelações feitas pelo ex-ministro Antônio Palocci sobre as relações do ex-presidente Lula com o patriarca Emílio Odebrecht, numa espécie de pacto que lembra muito os filmes de máfia, num compromisso que continuou no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Palocci chegou a ser o terceiro nome mais importante na hierarquia dos governos petistas e revelou detalhes sobre o esquema de financiamento ilegal do seu partido, com direito a uma conta sem limite para saques a qualquer momento. Palocci deve ter farta munição para provar o que diz, senão, não ousaria pedir para delatar, sabendo de todas as regras que envolvem o processo.
   
O Brasil avançou no combate à corrupção e agora, a sociedade espera que a nova procuradora-geral, Raquel Dodge, dê continuidade às investigações dos grandes esquemas que chocaram o país nos últimos anos, reveladas pela operação Lava Jato. Em um momento importante e delicado para o Brasil. Ela terá a chance de mostrar que o combate à corrupção não deve ser personalizado em uma ou outra figura, como o juiz Sérgio Moro ou o ex-procurador Rodrigo Janot, mas deve ser missão institucional do Ministério Público e do Judiciário.
  
Pela primeira vez se combate a corrupção de forma estrutural. Nunca antes se viu alguns dos empresários mais ricos do país na cadeia por corrupção ativa, como Eike Batista, Marcelo Odebrecht e os irmãos Joesley e Wesley Batista; nem grandes lideranças políticas denunciadas e condenadas por recebimento de propina, como o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Antônio Palocci. 
  
A sociedade não deve aceitar o discurso que tenta justificar a corrupção como prática inevitável. A Lava Jato tem aí o seu maior mérito, provar que é possível combater a corrupção de forma estrutural. São 603 investigados, 314 quebras de sigilo bancário, 185 inquéritos concluídos, 35 sequestros de bens e valores e R$ 79 milhões repatriados. Por tudo isso, a operação merece ter todo o apoio da sociedade. Que cada um, no dia a dia, possa empunhar essa bandeira. A ética precisa prevalecer na política e na sociedade e todos estão sujeitos a investigação. Ninguém deve estar acima da lei.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
   
  

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A Pátria em crise

   
* Arnaldo Jordy 
  
A passagem do dia 7 de setembro este ano foi marcada pelo grave momento de crise econômica e política vivida pelo Brasil. O país precisa urgentemente resgatar o sentimento de soberania duramente conquistada com o sangue derramado de milhões de brasileiros que lutaram pela Independência. No Pará, os cabanos se levantaram contra o opressor na defesa de um Brasil para os brasileiros. Hoje, a luta pela dignidade continua no urgente combate à corrupção, essa chaga que envergonha a maioria dos brasileiros, e pela construção de um projeto de país mais justo, desenvolvido, soberano e sustentável.
   
Felizmente, os fatos conspiraram para que um bandido que já deveria estar preso, Joesley Batista, entregasse inadvertidamente à Justiça as provas de sua própria corrupção para tentar manipular o Judiciário a seu favor, cooptando também um procurador federal, Marcelo Miller, e oferecendo provas importantes e válidas, sim, mas em troca de implodir o Supremo Tribunal Federal e a própria Lava Jato, tudo para escapar incólume de graves acusações e ainda, como ele mesmo disse, "fechar o caixão" da política brasileira, jogando a todos na vala comum da corrupção, enquanto ele se radicaria em outro país com suas empresas abastecidas com dinheiro público, certamente rindo da cara de todos nós.
  
Seu intento de botar os três poderes da República no chão, entretanto, não vingou, ainda que estejam sob graves suspeitas, como disse a presidente da Suprema Corte, Cármen Lúcia. Felizmente, ficou claro que o que houve foram insinuações e tentativas de chegar ao procurador-geral via Marcelo Miller, e aos ministros do Supremo via o advogado e ex-ministro José Eduardo Cardozo. Mas nenhuma acusação grave pesa contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nem contra qualquer ministro do Supremo. Joesley Batista, ao contrário do que pretendia, deverá perder os benefícios da delação premiada que fez e provavelmente pagará na cadeia pelos seus crimes, que começaram pelo uso do dinheiro público, via BNDES, nos governos petistas. Rodrigo Janot, aliás, com equilíbrio e firmeza mandou investigar a participação do ex-procurador federal Marcelo Miller no acordo fechado com Joesley Batista, medida indispensável para preservar o bom andamento da Lava Jato.
   
Na semana passada, a Procuradoria Geral da República fez a denúncia de todos os envolvidos do PP no Petrolão. Esta semana, foi a vez do chamado “quadrilhão” do PT, também envolvidos em desvios bilionários das Petrobras. Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff estão entre os denunciados pela PGR. Ambos são suspeitos de participar de organização criminosa que recebeu R$ 1,485 bilhão em propina para políticos do PT. Lula é apontado por Janot como líder e "grande idealizador" da organização criminosa. Somente Lula teria recebido R$ 230,8 milhões de propina entre 2004 e 2012 da Odebrecht, OAS e Schahin, com recursos desviados de contratos firmados com a Petrobras.
  
A situação de Lula e Dilma se agrava ainda mais com as denúncias feitas pelo ex-ministro Antônio Palocci, que deu depoimento contundente, detalhado e preciso à Lava Jato. Palocci foi um dos cinco quadros de maior peso nas estruturas de poder dos governos petistas, juntamente com Lula, Dilma, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro João Vaccari. Não se trata, portanto, de um depoimento qualquer. 
    
Assim como o PT não deve escapar ileso dos graves atos que cometeu durante seus 13 anos de governo, outros grandes partidos, PMDB, PP e figuras do PSDB, também devem responder pelos crimes que escandalizam a nação, como a cobrança direta de propina em dinheiro vivo entregue em malas. Os mais de R$ 51 milhões encontrados em um apartamento utilizado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima e os pagamentos feitos por Joesley Batista ao ex-deputado Rocha Loures e ao primo do senador Aécio Neves são provas de que de que ainda há muito para ser investigado. Geddel, segundo o áudio gravado por Joesley Batista com Temer, era seu homem de confiança, assim como da confiança do ex-deputado Eduardo Cunha. É difícil de acreditar que os R$ 51 milhões encontrados no apartamento eram apenas dele.
   
O que cabe agora é cobrar para que os criminosos e denunciados não tirem partido das tentativas de desmoralizar a Lava Jato para escapar incólumes. Afinal, é o que está ajudando a passar o Brasil a limpo. Essa deve ser a cobrança da sociedade brasileira em defesa da Pátria, que precisa da continuidade da operação. 
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
   

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

ARTIGO - Ameaças à Lava Jato

   
* Arnaldo Jordy 
   
De um momento para o outro, a agenda política do país reduziu o foco na operação Lava Jato, com suas revelações dos bastidores dos financiamentos de campanha e das trocas de favores entre partidos e empresas como Odebrecht e JBS. Bastou que a Câmara decidisse pelo adiamento do inquérito contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva para depois do término do mandato, para que fosse dada a largada aos conchavos e acordos visando a próxima eleição, em 2018, desta vez, no bojo de uma desejada reforma do sistema eleitoral que poderá gerar um monstrengo, como o "distritão", que parece será derrotado, ou retirar uma fortuna de R$ 3,6 bilhões do já combalido orçamento para financiar campanhas milionárias.
   
Alguns políticos flagrados pela Polícia Federal em pleno achaque, que se esperava estivessem alijados da política, já dão as cartas em seus partidos e se articulam para continuar no poder. Muito dos denunciados a Justiça esperam, com a reforma política, meios que facilitem suas reeleições, garantindo mais quatro anos de mandato e o benefício do foro privilegiado.
   
A este cenário de frisson pré-eleitoral se juntam ataques que visam desqualificar a maior operação contra a corrupção já realizada no Brasil. O Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral, faz ácidas críticas à operação e se posiciona contra as prisões preventivas, que considera exageradas. Na última semana, puxou para si a responsabilidade de libertar os empresários de ônibus do Rio de Janeiro presos na operação Ponto Final, um desdobramentos da Lava Jato, mesmo tendo reconhecidas ligações pessoais com os presos, o que levou a PGR a pedir sua suspeição nos julgamentos relacionados à essa operação.
   
Este mês, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), principal entidade representativa dos juízes brasileiros, fez duras críticas a Gilmar Mendes, a quem acusa de conspirar contra a Lava Jato. Ao mesmo tempo, são feitos cortes no orçamento da Polícia Federal que provocaram o encolhimento da força tarefa, com o fim do grupo de trabalho exclusivo da PF em Curitiba. Os integrantes desse grupo foram reinseridos na Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas, dando a sensação de desmonte, ainda que setores da PF afirmem o contrário.
   
Alguns dos ataques à Lava Jato são fogo amigo. Procuradores do Ministério Público Federal e delegados da Polícia Federal divergem na interpretação da lei sobre quem têm prerrogativas para firmar acordos de delação premiada. Mas essa divergência é antiga e o Supremo manteve a competência concorrente entre a PF e a Procuradoria. Isso não significa recuou ou divisão na Lava Jato, que continua ativa. Na semana passada, deflagrou a Operação Abate, que atingiu o ex-líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, que usou sua influência para interferir e obter propina na Petrobras, e esta semana, a Abate II, que atingiu o advogado Tiago Cedraz e o ex-deputado federal Sergio Tourinho Dantas, por envolvimento com os lobistas Jorge e Bruno Luz, já presos na Lava Jato, em cobrança de propinas na Petrobras, no mesmo esquema que envolveu Vaccarezza. As investigações de outros esquemas continuam firmes, como as de superfaturamento de 559 milhões nas obras do estádio Mané Garrincha, que levou à prisão dos ex-governadores do DF Agnello Queiroz e José Roberto Arruda.
    
As investigações continuam, portanto, a despeito dos ataques de Gilmar Mendes e sua insistência em soltar empresários de ônibus do Rio de Janeiro. O Supremo tem confirmado cerca de 80% dos pedidos de prisão feitos pela Lava Jato, apesar das tentativas de desqualificação por réus e condenados pela Lava Jato, como o ex-presidente Lula, que se aproveita do clima de instabilidade para atacar o juiz Sérgio Moro e acusá-lo de perseguição, numa tentativa de viabilizar sua candidatura com o discurso de vítima, fechando os olhos para os erros do seu governo e da sua sucessora, Dilma Rousseff, como se todos os problemas do Brasil tivessem começado a partir do impeachment. É preciso ter muita cegueira voluntária para acreditar nisso. Pior ainda, retoma a estratégia da aliança com setores do PMDB que também são investigados na Lava Jato e que estão denunciados ao Supremo, como Renan Calheiros. Somente a sociedade organizada pode exigir a continuação das investigações da Lava Jato e a punição dos culpados por essa prática que desvia R$ 220 bilhões ao ano dos cofres públicos. 
     
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara 
  
  

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Jordy elogia condenação da JBS por danos a trabalhadores no Pará

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), parabenizou nesta quinta-feira (13), a 2ª turma do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª região, em Belém, que condenou o Frigorífico JBS em Redenção (PA), dos irmãos Joesley e Wesley Batista, a pagar uma indenização no valor de R$ 5 milhões por dano moral coletivo. Segundo o parlamentar, a condenação é a de maior valor já fixado pelo Tribunal para condenar uma empresa no Pará. A sentença saiu em 28 de junho, após resultado de uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), em Marabá.
   
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/Dc63kXORBWY
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Jordy reafirma pedido para que Michel Temer renuncie à presidência

   
Na tribuna do Plenário, o líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), afirmou que a situação do país é grave, acentuada pelas as recentes denúncias de Joesley Batista (JBS) contra o presidente Michel Temer, que teria recebido propina em esquema de corrupção no governo do Partido dos Trabalhadores. Jordy reafirmou o pedido de renúncia feito pelo PPS ao presidente, de modo a possibilitar a reconstituição da normalidade democrática, afirmando ainda que o Brasil perde mais de R$ 200 bilhões ao ano com corrupção.
      
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/ekPJpSIht9c
   
    
   
Por: Assessoria Parlamentar
    
  

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Deputado Arnaldo Jordy articulou criação de CPI mista para investigar grupo JBS

   
O deputado Arnaldo Jordy foi (PPS/PA) um dos articuladores da criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para apurar irregularidades que envolvem o grupo JBS, inclusive as operações financeiras com o BNDES. Para o parlamentar paraense, “é inadmissível que os empresários Joesley e Wesley Batista tenham corrompido tantos agentes públicos, inclusive procuradores e juízes, e saírem sem nenhuma punição”.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/GQssjJE38xA
    
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

Delações explicam blindagem da JBS na CPI do BNDES, afirma Jordy

   
No plenário da Câmara, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) lembrou que a bancada do PPS foi quem propôs, em 2011, a CPI do BNDES (instalada em 2015), na qual o parlamentar foi autor de requerimento de convocação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, para prestar esclarecimentos sobre os suspeitos e duvidosos financiamentos obtidos, da ordem de 11 bilhões de reais do BNDES, e que agora, com as delações, fica explicado o porquê do requerimento não ter sido aprovado pela maioria dos deputados da Comissão. O parlamentar assinou esta semana, requerimento para abertura da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – Câmara e Senado) para investigação das atividades da JBS.
   
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/ILRYPuWS54Q
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

terça-feira, 30 de maio de 2017

Jordy diz que houve promiscuidade entre JBS e a República

   
    
Do Portal PPS
  
Ex-integrante da CPI do BNDES, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), afirmou, nesta terça-feira (30), que o Brasil continua estarrecido com as revelações feitas pelos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.
  
Durante discurso em plenário, Jordy lembrou que o PPS foi autor do pedido de CPI para investigar irregularidades nos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social a vários grupos econômicos, entre eles as empresas dos irmãos Batista.
  
Também mencionou que um requerimento, de sua autoria, que pedia a convocação de Joesley e Wesley foi derrotado “olimpicamente” na comissão parlamentar de inquérito, que funcionou na Casa até fevereiro de 2016.
  
“Estamos estarrecidos com as revelações feitas pela dupla criminosa Joesley e Wesley Batista e com as consequências desta delação premiadíssima a estes criminosos. Agora, estamos sabendo o porquê desta blindagem aos donos da JBS. As vozes do governo de plantão, à época, diziam que a convocação era politicagem e hoje o Brasil assusta com o volume de promiscuidade entre este grupo econômico e a República brasileira”, disse o parlamentar paraense.
  
Em depoimento a membros do Judiciário e do Ministério Público Federal, os delatores da JBS confessaram que houve pagamento de propina a 1.829 candidatos de 28 partidos.
    
  
Foto: Robson Gonçalves
 
 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

PPS decide deixar governo Temer

  
  
Nota à imprensa
  
Tendo em vista a divulgação do conteúdo da delação premiada de sócios da JBS envolvendo o presidente Michel Temer e a gravidade da denúncia, o PPS (Partido Popular Socialista) decidiu deixar o governo federal.
  
Neste sentido, o ministro da Cultura, Roberto Freire, entregou ao presidente Temer seu pedido de afastamento do cargo nesta quinta-feira (18).
  
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também é filiado ao partido, irá permanecer na função pela relevância de sua área de atuação de segurança do Estado brasileiro neste momento de crise e indefinições.
  
  
Brasília, 18 de maio de 2017.
  

Davi Zaia
Presidente do PPS
    
  

Sem renúncia, Jordy defende o afastamento de Michel Temer do governo

   
O líder do PPS , Arnaldo Jordy (PA), em pronunciamento, lamentou o momento grave pelo que passa o país, com a divulgação de gravações envolvendo o presidente da República, Michel Temer, em atos de corrupção, inclusive com autorização de investigação pelo Supremo Tribunal Federal. Jordy afirma que não havendo a renúncia, há os caminhos do julgamento da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou o impeachment. O parlamentar renovou sua confiança nas operações Lava Jato, que segundo ele, está passando o país a limpo, em benefício de toda população.
    
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/uAMKlh3Ts7o
  
   
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
 

Para Jordy, Michel Temer não tem mais condições de governar o país

   
O deputado Arnaldo Jordy, líder do PPS , considera que os atos de corrupção, revelados em áudios em delação premiada da JBS, praticados pelo presidente Michel Temer, são graves e incompatíveis com a função. Para o deputado paraense, não há mais condições do presidente continuar à frente dos destinos do Brasil e por isso, o PPS pediu sua renúncia do cargo. O partido saiu do governo para continuar a luta pelos interesses de toda população, tendo como guia a Constituição, de modo a restaurar a normalidade democrática.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/fW71EJoqB6M
    
   
    
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Barusco diz a Jordy que BNDES foi “figura chave” na Sette Brasil

    
  
Do Portal PPS
    
Em depoimento prestado nesta quinta-feira na CPI do BNDES, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, confirmou que o banco estatal tinha papel fundamental na vida financeira da Sette Brasil, empresa da qual foi sócio. A Sette foi criada para o fornecimento de sondas de exploração para a Petrobras.
  
A afirmação foi feita, nesta quinta-feira (3), após questionamento feito pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), que é membro da comissão parlamentar de inquérito.
  
“Eu negociava com os estaleiros e com a Petrobras discutindo as questões contratuais. Mas sobre esta questão financeira, eu falei que o principal financiador era o BNDES. Era uma figura chave. A grande parte do financiamento estava calcada nos recursos do BNDES. Quanto a instituição desembolsou? Eu não sei”, disse Barusco.
  
O depoente disse ainda que se encontrou em diversas ocasiões com o ex-ministro José Dirceu (PT), preso na operação Lava Jato e condenado no mensalão. Negou que tratasse de negócios com o petista. Disse que conversava sobre política com Dirceu.
  
Diante de algumas respostas que considerou evasivas, Jordy aumentou o tom sobre o depoente. “Ainda que esteja colaborando com a CPI ou com o Judiciário, o senhor é um criminoso, desviou recursos. Assim como é criminoso o senhor (José) Dirceu, o senhor (João) Vaccari e o senhor Delcídio (do Amaral). Alguns, inclusive, condenados e presos”, acrescentou o deputado do PPS.
  
Arnaldo Jordy voltou a afirmar que a tropa governista na CPI blindou o grupo JBS – um dos principais tomadores de empréstimos do BNDES. No início do mês passado, a CPI rejeitou convocar os sócios da companhia frigorífica.
  
“O grupo JBS foi protegido, foi blindado por interesses promíscuos em detrimento de outros que faliram. Pelo menos três grupos aqui disseram que o tratamento ao JBS foi diferente”, finalizou.
  
  

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Com prejuízo apontado pelo TCU nos empréstimos do BNDES para JBS, deputado quer convocar sócios do frigorífico

 
 
Do Portal PPS
  
Integrante da CPI do BNDES, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) afirmou nesta segunda-feira (30) que vai protocolar, no colegiado, novo pedido de convocação dos sócios controladores do grupo JBS/Friboi.
  
De acordo com reportagem publicada pelo Jornal Folha de S.Paulo, o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social teria tido um prejuízo de quase R$ 1 bilhão com operações de empréstimos feitas com o JBS.
  
O jornal se baseia em auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Auditores encontraram indícios de que o apoio do banco estatal ao frigorífico pode ter lesado a instituição financeira em pelo menos R$ 847,7 milhões.
  
Entre 2006 e 2014, a JBS recebeu R$ 8,1 bilhões para comprar companhias no exterior e se tornar uma gigante no setor de carnes. Em troca, o banco se tornou sócio da empresa. A fatia acionária foi adquirida pela BNDESPAR.
  
“É imprescindível que tomemos o depoimento dos donos do JBS. Há fatos novos que precisamos esclarecer na CPI, como este apontado pelo Tribunal de Contas. Em outra oportunidade, os governistas blindaram os empresários desta companhia, algo que prejudicou os trabalhos do colegiado. Agora, temos a constatação de uma auditoria que reforça a necessidade de os sócios daquele grupo serem ouvidos no colegiado”, disse Jordy.
   
O deputado do PPS anunciou ainda que pedirá uma audiência com o ministro do TCU, Augusto Sherman, que foi relator da auditoria dos empréstimos ao JBS.
  
  
Foto: Robson Gonlçaves
  
  

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Jordy diz que CPI do BNDES pode "fechar as portas" depois de blindar Lula e JBS

  


Do Portal PPS
  
O vice-líder do PPS, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), acusou nesta quinta-feira a CPI do BNDES de blindar grupos econômicos e personagens do meio político. Para ele, se o colegiado continuar neste ritmo, “logo estará de portas fechadas”.
  
A crítica do parlamentar ocorreu minutos após a CPI decidir por 16 votos contrários e 11 favoráveis que não se deveria apreciar requerimento de sua autoria que pedia a convocação do ex-presidente Lula no colegiado para explicar denúncia de que ele teria feito lobby para a Construtora Odebrecht no exterior.
  
A avaliação da oposição é de que os governistas blindaram o petista que está sendo investigado pela Procuradoria da República no Distrito Federal. Os oposicionistas queriam aprovar o pedido de oitiva de Lula, ao apresentar requerimento para apreciação da proposta numa extra-pauta. Mas a estratégia foi barrada pela bancada governista. 
  
O governo também manobrou e conseguiu impedir a votação de uma proposta, de autoria da oposição, que solicitava a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre interesses de empresas brasileiras no exterior. “Depois da blindagem ao grupo JBS e ao ex-presidente Lula a CPI deve fechar as portas em tempo recorde”, afirmou o parlamentar paraense. 
  
Em votação realizada no início de setembro, a comissão parlamentar de inquérito, por maioria, rejeitou requerimento que também havia sido apresentado por Jordy. O deputado pedia a convocação dos sócios de um dos maiores frigoríficos do mundo, que é um dos principais tomadores de empréstimo do BNDES.
   
O banco concedeu financiamentos na ordem de R$ 8 bilhões ao grupo empresarial que pertence aos irmãos Wesley e Joesley Batista.
   

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Jordy reapresentará requerimento para JBS na CPI do BNDES

     
Do Estadão 
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), afirmou nesta quarta-feira, 9 que irá reapresentar o requerimento de convocação à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dos irmãos Batista, principais acionistas da JBS, uma das empresas que mais doou dinheiro na última campanha eleitoral.
  
"O grupo JBS é poderoso e houve um acordo entre o PMDB e o PT para proteger a companhia", afirmou ele após reunião da comissão.
  
A convocação dos irmãos Batista foi a única rejeitada nesta tarde pelo plenário da CPI. O requerimento foi derrotado por 15 votos a 9 em votação nominal. Entre os 23 requerimentos votados na comissão, apenas os 3 que envolviam a JBS foram rejeitados.
  
Com o objetivo de preservar uma das maiores financiadoras de campanha do País, Jordy afirmou que alguns deputados da comissão solicitaram que ele retirasse seu requerimento que convocava os controladores da companhia. Dos 27 deputados membros da comissão 20 receberam doação da JBS na última campanha política.
  
O presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), disse que a CPI está ganhando corpo e preferiu "não diminuir a opção que os parlamentares fizeram de não aprovar a convocação dos irmãos Batista".
     
  

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

CPI do BNDES aprova convocação de Jordy para ouvir Mantega


   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) teve requerimentos de sua autoria aprovados na manhã desta quinta-feira, (27) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A comissão investiga contratos secretos firmados pelo banco sobre os quais pairam indícios de irregularidades. 
  
As propostas aprovadas são para convocação do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega e do secretário-executivo do Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, Ricardo Lião.
   
Ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, Mantega presidiu o BNDES de 2004 a 2006, durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva e sua convocação, segundo Jordy, baseia-se na necessidade de esclarecimentos em denúncias relacionadas a empréstimos subsidiados pelo BNDES e sobre os empréstimos para exportação de serviços de engenharia.
  
Além de Mantega, foram também convocados os ex-presidentes Eleazar de Carvalho (2002-2003), Carlos Lessa (2003-2004) e Demian Fiocca (2006-2007), além de quatro diretores do banco. 
  
Já Liáo deve esclarecer aos parlamentares o financiamento de US$ 692 milhões do BNDES para a Odebrecht executar obras do porto de Mariel, em Cuba, e o empréstimo R$ 3 milhões que a empreiteira fez à empresa de consultoria de projetos, Noronha Engenharia. 
    
Luciano Coutinho
    
A CPI também ouviu em depoimento, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que questionado por Arnaldo Jordy, afirmou que o banco não fez operações com o frigorífico JBS-Friboi nos últimos dois anos e não há nenhuma relação entre os desembolsos para a empresa com as doações de campanhas eleitorais feitas pelo grupo econômico.
  
Ele ressaltou que o último balanço mostra que o frigorífico possui uma dívida oriunda de crédito pequena, “abaixo de R$ 40 milhões”.
   
A JBS, maior exportadora de carne bovina do mundo, foi o maior financiador privado das eleições de 2014, com R$ 368 milhões distribuídos a diversos candidatos. O BNDES possui 24% de participação no capital da empresa. 
   
  
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-7807