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segunda-feira, 25 de junho de 2018

ARTIGO - Longe do ideal olímpico

   
* Arnaldo Jordy
   
Estamos em plena Copa do Mundo e as atenções se voltam para o futebol, esporte que é a paixão nacional e que proporciona momentos de festa e diversão, ainda que este ano o brasileiro tenha demorado a entrar no clima e muitos ainda continuem desconfiados da Seleção, talvez preocupados com a situação do país, o desemprego que continua em alta, a insegurança que é uma rotina e as incertezas do ano eleitoral.
   
Apesar de todos os problemas, continua notável o poder de mobilização do esporte no Brasil e mais cedo ou mais tarde, a depender do sucesso da Seleção, que joga hoje mais uma partida, a Nação tende a entrar no jogo e comemorar. É uma pena, no entanto, que a paixão pelo esporte seja predominantemente pelo futebol, quando poderíamos elevar o nome do Brasil lá fora em muitas outras modalidades, do atletismo à natação, aproveitando o imenso potencial da nossa população jovem.
  
O esporte em todo o mundo é uma ferramenta para a transformação social, pela inclusão e afirmação de jovens e até adultos. Fiz, como vice-presidente da Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, audiência pública na segunda-feira, 18, em Belém, para a elaboração do novo Plano Nacional do Desporto, que deverá ser a base a partir da qual pretendemos aumentar o acesso à prática e à cultura da educação física e do esporte na educação básica e promover o desenvolvimento integral de crianças, jovens e adultos. Atletas, treinadores, estudantes e profissionais da Educação Física contribuíram com sugestões em um debate proveitoso e qualificado para consolidar propostas que atendam às necessidades dos paraenses na área desportiva.

O objetivo é compensar o desequilíbrio que hoje existe entre as regiões, no qual os atletas da Amazônia acabam recebendo quase nenhum incentivo em comparação com os de outras regiões, e mais do que isso, os estudantes da educação básica não têm os equipamentos adequados para a prática esportiva. Na Amazônia, 67% das escolas não têm quadras do esporte, segundo dados do IBGE. A Comissão do Esporte constatou que mais da metade das escolas de ensino básico no País não conta com quadras esportivas para os alunos, segundo o Censo Escolar do Inep de 2014. Outro estudo, a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, de 2015, constatou que quase 65% dos alunos entre 13 e 17 anos têm apenas uma aula semanal de Educação Física, quando estudos realizados em outros países já constataram que o ideal é que os estudantes tenham 150 minutos de educação física por semana na grade curricular.
   
A Austrália, que tem o melhor rendimento per capita em medalhas olímpicas do mundo, tem 92% dos seus jovens praticando esporte, enquanto o Brasil, com 48 milhões de de jovens em idade de prática esportiva, tinha apenas 5 milhões de jovens no programa Atleta na Escola, que agora está suspenso. A diferença é brutal. A precariedade atual do ensino da educação física está sendo discutida na Base Nacional Curricular Comum, em articulação com o Plano Nacional do Desporto, para mudar esse cenário e assegurar pelo menos três aulas por semana aos alunos da educação básica; também que os alunos tenham acesso a quadras poliesportivas e as aulas sejam ministradas por profissionais com Licenciatura em Educação Física; e que sejam criado um programa nacional para abastecer regularmente as escolas com insumos e materiais esportivos para a prática de diversas modalidades, incluindo equipamentos adaptados para alunos com deficiência; e adaptação às realidades regionais na prática desportiva.
   
A meta final é aumentar o percentual da população a partir dos 15 anos que pratica esportes para pelo menos 60%, com ganhos consideráveis em saúde e qualidade de vida. Isso inclui a adaptação de espaços físicos das cidades com infraestrutura como parques públicos, praças, ciclovias e pistas para corrida e caminhada. Os municípios também deverão criar programas de atividade física em articulação com as áreas de saúde e assistência social, em parceria com a iniciativa privada.
   
Precisamos também promover o esporte de alto rendimento, para projetar o Brasil em um cenário mundial de excelência esportiva, destinando recursos das loterias para os atletas, porém, com rigorosa fiscalização para evitar os desvios que provocaram verdadeiros escândalos recentes. Esta semana, audiência na Comissão do Esporte da Câmara, em Brasília, discutiu os resultados encontrados em fiscalização do TCU, que apontam para indícios de corrupção em onze instituições do esporte amador, entre dez que foram investigadas. Confederações como a de Basquete, Voleibol e outras passaram pelo problema. Uma reformulação desses mecanismos de transferência de recursos e fiscalização é urgente, para que o esporte volte a crescer no Brasil.
   
Por fim, a Câmara dos Deputados não pode aceitar os efeitos da Medida Provisória 841, que, para atender a uma necessidade urgente, a destinação de recursos para a segurança pública, retirou R$ 100 milhões do esporte este ano, e deverá retirar R$ 500 milhões no ano que vem, do mesmo modo que a cultura irá perder R$ 66 milhões este ano e cerca de R$ 300 milhões no ano que vem, algo que é inaceitável por todos os motivos aqui colocados.
     
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal - PPS/PA
 
        

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Copa Verde: Jordy pleiteia maior premiação para clubes

    
  
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) participou, nesta quarta-feira (27), na Comissão do Esporte da Câmara Federal, de reunião onde a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fez a apresentação de seu projeto para a Copa Verde de 2018. 
   
A Copa Verde, competição que conta com a participação de 18 clubes das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, se tornou nos últimos anos uma vitrine de ações voltadas para o meio ambiente e a sustentabilidade.
   
Jordy considera que sustentabilidade no esporte é de extrema importância para toda sociedade, pois valoriza clubes e torcedores. O parlamentar sugeriu ainda ações junto às torcidas organizadas, o que poderá, segundo ele, “colaborar para a pacificação nos estádios”.
  
Foi discutida ainda na reunião, a forma de premiação dos clubes participantes, pois segundo os parlamentares, a premiação da Copa Verde, de R$ 810 mil, corresponde a apenas 4,4% do que é dividido entre os participantes da Copa do Nordeste, em torno de R$ 18,5 milhões.
   
“Pleiteamos uma premiação de ao menos 10% do pago aos clubes da Copa do Nordeste, além do pagamento dos custos de deslocamento dos clubes, pois as agremiações das regiões norte e centro-oeste, apesar de campeões de público, possuem um baixo poder econômico” concluiu Jordy.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

ARTIGO - Queremos Copa Verde sem discriminação

   
Arnaldo Jordy *
   
Estamos às vésperas do início de mais uma edição da Copa Verde, competição da Confederação Brasileira de Futebol que ganhou um significado especial desde que se tornou uma vitrine de ações voltadas para o meio ambiente e a sustentabilidade, ainda que a Conmebol, entidade que reúne as confederações dos países da América do Sul, tenha retirado o principal atrativo para os clubes em termos de competição, que era a vaga para a Copa Sul-Americana.
   
Para compensar, a CBF definiu que os vencedores da Copa Verde e da Copa do Nordeste entrarão direto nas oitavas de final da Copa do Brasil, direito que este ano coube ao Paysandu, campeão em 2016, e ao Santa Cruz, atual campeão da Copa do Nordeste. A atitude da Conmebol foi lamentável, pois mudou uma regra depois de decidida a competição.
   
Mas não vamos desistir da Copa Verde, que passa a ser considerada a primeira competição carbono zero do futebol mundial, a partir deste ano, com a ampliação das ações de sustentabilidade. Neste ponto, quero lembrar que tudo começou com uma ideia do jornalista de O Liberal Carlos Ferreira, que a apresentou a mim, durante uma audiência da Comissão de Esportes da Câmara dos Deputados, em Belém, em 2015. Por que não dar significado ao verde da copa e transformá-la em uma vitrine para a sustentabilidade, chamando a atenção do mundo para a Amazônia e para o futebol da região?
    
Acrescentei outras sugestões à ideia de Carlos Ferreira e a levei ao secretário-geral da CBF, Walter Feldman, ele próprio um ambientalista, que ficou absolutamente empolgado com a ideia, executada já em 2016, com enorme sucesso. Este ano, o Ministério do Meio Ambiente assinou protocolo para apoiar as ações de preservação ambiental da competição, que terá a participação de 18 clubes das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Do Pará, além de Remo e Paysandu, o Águia de Marabá também está na competição. Participei da assinatura do protocolo de intenções com o Ministério do Meio Ambiente, a 15 de fevereiro, em Brasília, com o ministro Sarney Filho, Walter Feldman, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, e o vice-presidente da CBF, Antônio Nunes.
   
Em 2016, a troca de ingressos por garrafas pet, em máquinas instaladas em locais de grande circulação, resultou em 13 mil ingressos trocados por quase duas toneladas de garrafas pet, encaminhadas para quatro cooperativas ligadas ao Movimento Nacional de Catadores de Resíduos. A troca só não foi efetuada em Belém por causa da grande demanda por ingressos das torcidas de Remo e Paysandu, clubes que precisam da renda dos jogos em dinheiro. Nos Estados do Acre e do Amapá, a oportunidade incentivou a ida aos estádios e foi adotada também em outros Estados e competições.
   
Este ano, as ações de sustentabilidade serão ampliadas. Os ingressos serão fabricados em papel com dez tipos de sementes brasileiras, que poderá ser plantado para dar origem a novas plantas; serão produzidos para os jogos copos eco, com escudos dos clubes e identificação visual da Copa Verde, que poderá ser comprado e levado como recordação ou devolvido em troca do mesmo valor que foi pago por ele, reduzindo o uso de descartáveis de plástico nos estádios; a terceira novidade é o lixo zero nos locais de jogos e arredores. Tudo será separado para reciclagem com métodos de coleta seletiva, em ação inspirada na torcida japonesa, durante a Copa do Mundo no Brasil, que recolhia todos o lixo dos locais dos jogos. 
   
Encaminhamos à CBF pedido para que a Copa Verde deste ano homenageie o médico e ambientalista Camilo Vianna, um pioneiro na defesa do meio ambiente na Amazônia, por sua grande contribuição, ao longo da vida, para a difusão das ideias que agora defendemos na Copa Verde.
   
Outra iniciativa de 2016 mantida este ano, diante do inegável sucesso, é o concurso de redação para estudantes da rede pública, algo com poder para difundir a educação ambiental para as próximas gerações e consolidar a mudança de consciência que queremos. No ano passado, a estudante do ensino médio na Escola Estadual Justo Chermont, em Belém, Oziane Rebeca Miranda da Costa, de 15 anos, ganhou passagens aéreas para ir com um acompanhante a Brasília, assistir à final da Copa Verde entre Gama e Paysandu. A estudante de Manaus Samara Martins ganhou o mesmo prêmio. Ambas viveram a experiência de conhecer a capital federal e certamente ampliar seu entusiasmo com o conhecimento, única forma que um jovem pobre tem de dar um salto na vida.
   
Simbolicamente, o clube que vencer a Copa Verde receberá, além do troféu tradicional, um troféu vivo, que é uma muda de árvore a ser plantada pelo clube. O torcedor mais apaixonado por títulos e troféus se perguntará o que representa tudo isso, diante do que foi tirado do vencedor, que é a possibilidade de disputar uma competição internacional? E mais, a premiação pela Copa Verde é muito inferior à da Copa do Nordeste.
  
Os clubes participantes da Copa Verde vão ratear entre si R$ 810 mil, o que corresponde a apenas 4,4% do que será dividido entre os participantes da Copa do Nordeste: R$ 18,520 milhões. Isso é um absurdo, uma discriminação odiosa que precisa ser revista pela CBF, que deveria levar em conta que Remo e Paysandu estão entre os dez maiores públicos e rendas dos últimos dez anos, mesmo não estando na série A do Campeonato Brasileiro. 
    
Contra essa disparidade, estive na quarta-feira, 22, na sede da CBF no Rio de Janeiro, acompanhado do secretário-geral Walter Feldmann e do vice-presidente Antônio Carlos Nunes, para solicitar à CBF que a premiação da Copa Verde passe para R$ 1,8 milhão, o que representa 10% do valor destinado para a Copa do Nordeste, considerando que o futebol da Amazônia deveria ser tão prestigiado quanto o do Nordeste, pela força imensa da sua torcida. Além disso, os custos da prática do futebol no Norte são os maiores do Brasil. A Copa Verde valoriza o futebol da Amazônia, pois suas ações terão visibilidade até mesmo internacional, pois as ideias que são apresentadas através dela certamente serão copiadas por outros países. Para isso, precisamos ter paciência e persistência para alcançar o resultado esperado, mas não devemos aceitar discriminação.
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal e líder da bancada do PPS na Câmara
   
  

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Jordy defende clubes do Norte e Nordeste na Copa Verde

 
Em pronunciamento na Câmara, o deputado Arnaldo Jordy falou sobre futebol paraense. Parabenizou o Clube do Remo pela eleição do ex-deputado federal Manoel Ribeiro para a presidência, e protestou contra a exclusão do Paysandu Sport Clube e do Santa Cruz, campeões, respectivamente, da Copa Verde e da Copa do Nordeste, de participação da Copa Sul-Americana de 2017.
  
“Simplesmente a Conmebol, depois do jogo jogado, depois da regra estabelecida, resolveu excluir esses dois clubes de disputar a Sul-Americana no ano que vem” disse Jordy, que anunciou que os dois clubes vão recorrer da decisão, que considerou escandalosa.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/INyVLJK1-s4
   
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Copa Verde prova que o futebol pode ser um instrumento de conscientização ambiental


   
O secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Walter Feldman, destacou em sessão da CPI do Futebol, na Câmara dos Deputados, o esforço do deputado federal Arnaldo Jordy em incluir ações de sustentabilidade e educação ambiental na realização da Copa Verde, que, em suas próximas edições, será ainda mais sustentável, fazendo jus ao nome e ajudando, ainda mais, a divulgar a importância da preservação da Amazônia.
   
“Essa mudança estruturante na Copa Verde se deve ao Arnaldo Jordy, deputado federal do Pará”, disse Feldman, que prometeu levar à Fifa o paradigma de como o futebol pode ser um instrumento de conscientização ambiental, “nesse momento dramático de aquecimento global”, afirmou o secretário.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/8orwkTGqEW4
  
  
  
  
   
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Ações de sustentabilidade da Copa Verde serão ampliadas

   
  
O sucesso das ações sociais e ambientais na Copa Verde de 2016 deverá ser ampliado para as próximas edições, com a entrada de novos patrocinadores e parceiros, e atingir também outras competições locais e nacionais, entre elas, o Campeonato Paraense. Um exemplo é a troca de garrafas pet por ingressos, uma ideia bem sucedida, que teve grande adesão dos torcedores do Acre, Amazonas e Mato Grosso do Sul, e que poderá ser utilizada também em outros Estados na Copa Verde do próximo ano e no Parazão de 2017. 
    
Os temas foram discutidos nesta quarta-feira, 25, em reunião de avaliação e apresentação de relatório da Copa Verde 2016, no Crowne Plaza, em Belém, com a participação do secretário-geral da CBF Walter Feldman, do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), do jornalista Carlos Ferreira – idealizadores e incentivadores da inclusão do conceito de sustentabilidade na Copa Verde -, do presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Adelson Torres, do diretor da FPF José Ângelo Miranda, e de representantes do Clube do Remo e do Paysandu Sport Clube.
    
O Remo foi representado pelo presidente, André Cavalcante, e o Paysandu pelo diretor Comercial, Gil Portela. Sobraram sugestões de aperfeiçoamento, não só das ações de sustentabilidade, quanto da competição em si e das ações de marketing e de mobilização envolvidas. Um grupo executivo será formado com representantes das instituições que participaram da reunião, para encaminhar propostas junto à CBF e ao Esporte Interativo, que tem os direitos da competição, para que se amplie os patrocínios, de modo a aumentar as cotas dos clubes.
   
Jordy sugeriu a ampliação do alcance do concurso de redação para estudantes de escolas públicas, que, este ano, levou uma estudante de Belém e outra de Manaus a Brasília, para a grande final da Copa Verde. Na primeira versão, 3,6 mil crianças fizeram redações. Além disso, 1,5 milhão de garrafas pet foram trocadas por 13.008 ingressos, o que representa quase duas toneladas de material reciclável recolhido; o envolvimento das torcidas organizadas em ações de cidadania, de modo a retirá-las da marginalidade; e a inclusão de cooperativas de catadores de material reciclável, justamente em um momento de crise envolvendo os catadores que ficaram sem ocupação após o fechamento do lixão do Aurá.
   
“Precisamos dar escala ao concurso de redação nas escolas; imagino que grande resultado seria estimular a garotada a chegar aí, na final da Copa Verde”, disse Jordy, sobre a empolgação das estudantes Oziane Costa, da Escola Estadual Justo Chermont, de Belém; e Samara Martins, da Escola Municipal Jarlece da Conceição Zaranza, de Manaus, que visitaram Brasília e estiveram na final da competição. Jordy lembrou que no último Enem, do qual participaram 6,2 milhões de estudantes, houve 570 mil zeros na redação, “quase 10% das provas”, daí a importância de se incentivar o concurso de redação.
    
Um relatório foi apresentado aos participantes da reunião, com destaque a adesão do Governo do Estado de São Paulo no esforço pela redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. Em acordo celebrado com a CBF, a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo irá fazer o plantio de 1.122 árvores nativas, o equivalente a 0,7 hectares, para compensar as emissões de CO2 (gás carbônico) feitas no curso da Copa Verde.
    
A novidade da sustentabilidade na Copa Verde será tema de um especial da TV Cultura de São Paulo, a ser exibido no dia 3 de maio, ao vivo, em São Paulo, das 12h às 13h. O secretário executivo da CBF, Walter Feldman, convidou Jordy a participar do programa.
  
  
Por; Assessoria Parlamentar
  
  

sábado, 19 de dezembro de 2015

Proposta amplia a Copa Verde e inclui ações voltadas ao meio ambiente

    
  
A nova Copa Verde, ampliada para inclusão de clubes pelo ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), deverá fazer jus ao nome, passando a incluir uma série de ações de cunho socioambiental, com novos patrocinadores interessados nessa vertente de marketing, e a participação de craques dos principais clubes da competição, tais como Remo e Paysandu, em ações de divulgação para o bem do ambiente. É o que propõe o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), que coordena o projeto e foi porta voz da apresentação à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), durante reunião na quinta-feira, 17.
  
Participaram da reunião representantes das Federações de Futebol do Pará, Amapá e Acre, o presidente do Paysandu Sport Clube, Alberto Maia; o diretor do Clube do Remo André Cavalcante; o presidente interino da CBF, o deputado Marcus Vicente, presidente interino da CBF, o vice-presidente Antônio Carlos Nunes, e o secretário-geral da entidade máxima do futebol brasileiro, Walter Feldman, um entusiasta dessa transformação da Copa Verde, cujo projeto, aliás, surgiu de uma ideia de um jornalista de O Liberal, o colunista de esportes Carlos Ferreira, em conversa com Jordy, durante audiência da Comissão de Esportes da Câmara dos Deputados em Belém, em agosto deste ano.
  
Catadores de material reciclável e até mesmo as torcidas organizadas, hoje relegadas à marginalidade, devem ser incluídas em atividades de cunho ambiental, bem como estudantes de escolas públicas, em ações de conscientização, como concurso de frases sobre o meio ambiente, para divulgação nos estádios.
  
"Queremos dar significado à Copa Verde", diz Jordy, sobre ações ambientais como a troca de ingressos por material reciclável, atividade que pode envolver tanto os catadores, quanto as torcidas organizadas, num incentivo à conscientização sobre a coleta seletiva de lixo. A opção de trocar, por exemplo, garrafas pet por ingressos, por atrair patrocinadores como a Coca-Cola, que poderia reaproveitar esse material reciclável, e reforçar sua presença na Amazônia em termos de marketing, já que possui fábrica e Manaus (AM), e tem no Pará um grande mercado consumidor.
  
Outras grandes empresas instaladas na região também poderão atender ao apelo de patrocinar uma Copa com as cores da Amazônia e voltada para a sustentabilidade. Com isso, a Copa Verde teria um incremento de sua receita, que hoje é ínfima se comparada com a Copa do Nordeste, por exemplo. Os ganhos dos clubes participantes da Copa Verde também seriam multiplicados em grandes ações de marketing ambiental, que ecoariam nas suas torcidas.
    
"Remo e Paysandu estão entre os clubes que mais dão renda em todo o Brasil com suas torcidas", considera Jordy, que considera no projeto a capitalização desse potencial em favor dos próprios clubes. O reforço da marca Copa Verde também seria aproveitado pelos clubes, com o licenciamento de produtos associados às marcas de Remo e Paysandu.
  
O projeto ainda será discutido com o poder público, e uma reunião com representantes dos governos dos Estados que estão na Copa Verde deverá ser realizada a 13 de janeiro. A ideia é reforçar o apoio institucional à Copa Verde, bem como ampliar ainda mais a competição, dos atuais 18 para até 24 clubes, tornando-a cada vez mais uma grande e rentável competição.
  
  
Por: Assessoria Parlamentar