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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Jordy: prisão de Cunha é afirmação da democracia

  
A prisão do ex-deputado Eduardo Cunha é uma afirmação da democracia brasileira, do Poder Judiciário e todas as instituições que combatem a impunidade e a corrupção no País. A declaração é do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), que foi o primeiro a protocolar denúncia contra Eduardo Cunha.
  
"Não ficamos felizes pela prisão, mas pelo cumprimento da justiça e pela afirmação da democracia no Brasil", disse Jordy, que considera que não há mais autoridade que se possa dizer acima da lei, nem "colarinho branco" que possa escapar da Justiça. 
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/0SV7LrSnAHs
    
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

Prisão de Cunha: Brasil vive maturidade das suas instituições, diz Jordy

   
Do Portal PPS
     
O vice-líder do PPS na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PA), afirmou nesta quarta-feira (19) que o Brasil vive a maturidade de suas instituições, ao comentar a prisão de Eduardo Cunha, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento no esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato.
  
Jordy foi o primeiro deputado federal a pedir que a Corregedoria da Casa investigasse a conduta de Cunha, tão logo surgiram as primeiras denúncias contra o peemedebista. O parlamentar do PPS também assinou representação entregue à Procuradoria Geral da União (PGR), onde diversos partidos pediram
  
“Esta decisão da Justiça Federal mostra que nossas instituições estão maduras e que não decidem ao sabor de quem quer que seja, por mais poderosos que sejam os interesses daqueles que não querem que a investigação avance”, disse.
  
Arnaldo Jordy disse que, em hipótese alguma, esteja comemorando a prisão do ex-presidente da Câmara.
  
“O Brasil de hoje não suporta impunidade. E torço para que venha uma eventual delação de Eduardo Cunha e que se esclareçam todos os fatos e responsáveis que participaram deste grandioso esquema de corrupção envolvendo a Petrobras”, acrescentou.
  
Uma das principais acusações contra Cunha se transformou em denúncia que tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF). Diz respeito ao recebimento de 1,3 milhão de francos suíços (R$ 5,2 milhões) para viabilizar aquisição de um campo de petróleo em Benin (África), pela Petrobras, em 2011. A propina teria abastecido contas secretas na Suíça, usadas por Cunha e por sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz que também é ré na ação.
  
  
Foto: Robson Gonçalves