Mostrando postagens com marcador Lula. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lula. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A Pátria em crise

   
* Arnaldo Jordy 
  
A passagem do dia 7 de setembro este ano foi marcada pelo grave momento de crise econômica e política vivida pelo Brasil. O país precisa urgentemente resgatar o sentimento de soberania duramente conquistada com o sangue derramado de milhões de brasileiros que lutaram pela Independência. No Pará, os cabanos se levantaram contra o opressor na defesa de um Brasil para os brasileiros. Hoje, a luta pela dignidade continua no urgente combate à corrupção, essa chaga que envergonha a maioria dos brasileiros, e pela construção de um projeto de país mais justo, desenvolvido, soberano e sustentável.
   
Felizmente, os fatos conspiraram para que um bandido que já deveria estar preso, Joesley Batista, entregasse inadvertidamente à Justiça as provas de sua própria corrupção para tentar manipular o Judiciário a seu favor, cooptando também um procurador federal, Marcelo Miller, e oferecendo provas importantes e válidas, sim, mas em troca de implodir o Supremo Tribunal Federal e a própria Lava Jato, tudo para escapar incólume de graves acusações e ainda, como ele mesmo disse, "fechar o caixão" da política brasileira, jogando a todos na vala comum da corrupção, enquanto ele se radicaria em outro país com suas empresas abastecidas com dinheiro público, certamente rindo da cara de todos nós.
  
Seu intento de botar os três poderes da República no chão, entretanto, não vingou, ainda que estejam sob graves suspeitas, como disse a presidente da Suprema Corte, Cármen Lúcia. Felizmente, ficou claro que o que houve foram insinuações e tentativas de chegar ao procurador-geral via Marcelo Miller, e aos ministros do Supremo via o advogado e ex-ministro José Eduardo Cardozo. Mas nenhuma acusação grave pesa contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nem contra qualquer ministro do Supremo. Joesley Batista, ao contrário do que pretendia, deverá perder os benefícios da delação premiada que fez e provavelmente pagará na cadeia pelos seus crimes, que começaram pelo uso do dinheiro público, via BNDES, nos governos petistas. Rodrigo Janot, aliás, com equilíbrio e firmeza mandou investigar a participação do ex-procurador federal Marcelo Miller no acordo fechado com Joesley Batista, medida indispensável para preservar o bom andamento da Lava Jato.
   
Na semana passada, a Procuradoria Geral da República fez a denúncia de todos os envolvidos do PP no Petrolão. Esta semana, foi a vez do chamado “quadrilhão” do PT, também envolvidos em desvios bilionários das Petrobras. Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff estão entre os denunciados pela PGR. Ambos são suspeitos de participar de organização criminosa que recebeu R$ 1,485 bilhão em propina para políticos do PT. Lula é apontado por Janot como líder e "grande idealizador" da organização criminosa. Somente Lula teria recebido R$ 230,8 milhões de propina entre 2004 e 2012 da Odebrecht, OAS e Schahin, com recursos desviados de contratos firmados com a Petrobras.
  
A situação de Lula e Dilma se agrava ainda mais com as denúncias feitas pelo ex-ministro Antônio Palocci, que deu depoimento contundente, detalhado e preciso à Lava Jato. Palocci foi um dos cinco quadros de maior peso nas estruturas de poder dos governos petistas, juntamente com Lula, Dilma, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro João Vaccari. Não se trata, portanto, de um depoimento qualquer. 
    
Assim como o PT não deve escapar ileso dos graves atos que cometeu durante seus 13 anos de governo, outros grandes partidos, PMDB, PP e figuras do PSDB, também devem responder pelos crimes que escandalizam a nação, como a cobrança direta de propina em dinheiro vivo entregue em malas. Os mais de R$ 51 milhões encontrados em um apartamento utilizado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima e os pagamentos feitos por Joesley Batista ao ex-deputado Rocha Loures e ao primo do senador Aécio Neves são provas de que de que ainda há muito para ser investigado. Geddel, segundo o áudio gravado por Joesley Batista com Temer, era seu homem de confiança, assim como da confiança do ex-deputado Eduardo Cunha. É difícil de acreditar que os R$ 51 milhões encontrados no apartamento eram apenas dele.
   
O que cabe agora é cobrar para que os criminosos e denunciados não tirem partido das tentativas de desmoralizar a Lava Jato para escapar incólumes. Afinal, é o que está ajudando a passar o Brasil a limpo. Essa deve ser a cobrança da sociedade brasileira em defesa da Pátria, que precisa da continuidade da operação. 
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
   

sexta-feira, 14 de julho de 2017

ARTIGO - O que vale é a Lava Jato

   
* Arnaldo Jordy
   
Vivemos nesta semana um momento grave da história do país. Pela primeira vez, temos um presidente da República denunciado criminalmente por corrupção passiva, Michel Temer, e um ex-presidente condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Em comum, entre ambos, está a tentativa de desqualificar a Lava Jato, com argumentos bem parecidos e falaciosos. É compreensível. A Lava Jato, que golpeou como nunca antes a corrupção e os crimes do colarinho branco, atingindo alguns dos empresários mais ricos do Brasil e políticos de todos os maiores partidos. 
   
Com a chegada à Câmara do pedido de admissão da investigação contra Temer no Supremo Tribunal Federal (STF), minha decisão não pode ser outra a não ser votar pela autorização da investigação. Assim como votei na Câmara dos Deputados pela admissão do processo contra a ex-presidente Dilma Rousseff, pelas pedaladas fiscais, que são apenas um aspecto do desgoverno que levou o país à crise atual, e tive o mesmo comportamento em relação à cassação de Eduardo Cunha, votarei para que o presidente Michel Temer também seja investigado pelo Supremo. Esta é apenas a primeira denúncia contra Temer oriunda da Procuradoria Geral da República. Haverá mais uma e talvez a terceira. 
   
Tanto Temer, quanto Lula dizem que o conteúdo das acusações que pesam contra eles são ilações. Temer afirma que não há provas de que a mala de dinheiro entregue pelos executivos da JBS a seu ex-assessor seria destinada a ele. Lula diz que não assinou o documento que transferia o apartamento no Guarujá para seu nome. Os indícios, as evidências, as delações são fortes e os eventos relacionados a eles fazem todo sentido e revelam a gravidade dos fatos.
   
Até o modus operandi de ambos os governos acossados por acusações de corrupção são semelhantes. Enquanto Temer liberou R$ 1,8 bilhão em emendas e trocou membros da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, para obter votos contra as denúncias, o governo de Dilma liberou mais de R$ 3 bilhões aos parlamentares entre maio e junho do ano passado para tentar evitar o impeachment, e também modificou a formação das comissões.
   
Outro esperneio que é comum a ambos os lados é a acusação de que estamos vivendo um estado de exceção, ou uma ditadura do Judiciário. Mais uma falácia. Está provado que a Lava Jato não tem preferências políticas. Todos os implicados estão sendo investigados e as sentenças serão dadas mais cedo ou mais tarde, como foi o caso da condenação a Lula. Tanto isso é verdade que praticamente todas as decisões são confirmadas pelo STF.
   
A Lava Jato chegou ao nível de reconhecimento atual sendo precisa e imparcial, como deve ser. Não foram inventados fatos ou argumentos. Existem provas que permitem a condenação de Lula. Da mesma forma, não se pode admitir que a Suprema Corte seja acusada de perseguir Temer, afinal, ela avalizou do ponto de vista jurídico a sua chegada ao poder, com o impeachment de Dilma.
   
Não se trata, é claro, de condenar Temer por antecipação. Estou apenas admitindo que os indícios são graves e que devem ser apurados. O julgamento será feito pela Suprema Corte. Na encruzilhada em que se encontra o Brasil, devemos ir até o fim no combate à corrupção, sem escolher o lado que deve ser investigado. A mesma balança deve ser usada para pesar os erros de A e B, para que haja credibilidade nas instituições da República.
   
Por isso, a sociedade deve repudiar qualquer tentativa de esvaziar a operação Lava Jato, conforme queixas de integrantes da força-tarefa, de que cortes orçamentários estariam sufocando a investigação. A base da Polícia Federal na Lava Jato em Curitiba já foi desmontada, provocando reclamações vindas de diversas frentes. É fundamental apoiar a Procuradoria-Geral da República, a Polícia Federal, a Receita Federal e todas as instituições que formam, juntamente com a Justiça Federal, a Lava Jato, investigação que chegou onde ninguém imaginava que chegaria, revolvendo as entranhas do poder e revelando o quanto o nosso sistema político-eleitora é ultrapassado e corrupto. Não é mais possível varrer a verdade para debaixo do tapete. A Lava Jato tem que continuar, as instituições têm que apurar as denúncias e a sociedade deve fazer o julgamento que é próprio da democracia, afinal, de quatro em quatro anos, o cidadão tem o direito de fazer seu juízo de valor sobre os governantes.
   
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Jordy: Michel Temer e Lula têm histórias semelhantes

  
O líder do PPS na Câmara Federal, deputado Arnaldo Jordy (PA) falou sobre o grave momento por que passa a República, onde o atual presidente, Michel Temer, e o ex-presidente Lula, de forma inédita, foram denunciados por corrupção passiva, tendo este último recebido do juiz Sérgio Moro, pena de mais de 9 anos de prisão. Jordy comenta ainda a simetria dos acusados em suas defesas, onde, por exemplo, atacam a operação Lava Jato, que está passando o país a limpo, combatendo a impunidade e a corrupção.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/Ma9j0hZA4pY
  
   
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

Para Jordy, Lula participava de esquema de corrupção e condenação era esperada

    
   
Do Portal PPS
   
O líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), classificou nesta quarta-feira (12) de “previsível e esperada” a decisão do juiz Sérgio Moro de condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão na ação penal que envolve o caso de compra e reforma de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral paulista. Para ele, a condenação vai acirrar a disputa política no país já que reforça o entendimento de que Lula participava de todo esquema de corrupção instalado nos governos do PT.
  
“Não é possível que o ex-presidente Lula não participasse, não soubesse e fosse totalmente alheio a tudo que se assistia de denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro, ou seja, dessa predação que foi praticada no Brasil nos governos do PT. Não é à toa que ele responde por cinco processos”, declarou Arnaldo Jordy.
  
O deputado ressaltou ainda que as decisões do juiz Sérgio Moro têm sido muito zelosas, criteriosas e jurídicas. “Eu creio que ele tomou uma decisão acertada. Todas as evidências apontam que de fato o tríplex pertencia a ele. É certo que Lula deve recorrer. Vamos aguardar a confirmação da sentença por outras instâncias da justiça brasileira, a mesma que hoje vêm atingindo outras esferas da República, que condenou outras pessoas de vários partidos”, completou.
  
Na sentença, o juiz Sérgio Moro afirma que ex-presidente recebeu R$ 2,25 milhões de propinas da empreiteira OAS, incluindo aí o tríplex do Guarujá, em troca do favorecimento da empresa no esquema de desvio de dinheiro da Petrobrás.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
    
  

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Jordy diz que foi frustrada tentativa do PT de politizar interrogatório de Lula

     
Do Portal PPS
  
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), classificou como frustrada a tentativa de o PT politizar o depoimento do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao juiz Sérgio Moro.
  
Segundo a Polícia Militar do Paraná, cerca de 5 mil pessoas foram a Curitiba, nesta quarta-feira, acompanhar o interrogatório do petista que é réu em cinco ações penais. Lula ficou frente a frente com Moro para falar do apartamento tríplex, que segundo as investigações, seria fruto de um pagamento de propina ao ex-presidente.
   
“Houve uma tentativa de politização do ato, mas por outro lado, houve uma mobilização frustrada para dar solidariedade ao senhor Lula que está denunciado em vários processos. Esta tentativa de politização teve como resposta o equilíbrio, o respeito, a civilidade deste jovem juiz que hoje representa milhões de brasileiros no desejo de combater a corrupção e a impunidade”, disse Jordy.
   
Para o líder do PPS, o interrogatório de alguém que já foi um dos mais populares presidentes do país “revelou a afirmação das instituições e do processo democrático brasileiro”.
   
Para Jordy, o ato de ontem dividiu-se em dois projetos.
   
“Foram dois projetos, duas concepções de país: de um lado, alguém que representa a maior crise gerada na história do Brasil, 13 milhões de desempregados e um processo de desindustrialização do parque nacional, além de toda a corrupção que esteve sob seu governo. E por outro lado, um jovem representando a Lava Jato que está passando o Brasil a limpo”, resumiu o parlamentar paraense.
   
Arnaldo Jordy acrescentou que a Justiça, hoje, conquistou um patamar em que “ninguém está abaixo ou acima da lei”.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Jordy critica suposto “pacto de sobrevivência” entre FHC, Lula e Temer


    
Do Portal PPS
   
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), criticou nesta segunda-feira (17) a articulação de um suposto pacto para salvar o PT, PSDB e PMDB e que estaria sendo construído pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e o presidente Michel Temer.
  
As três legendas são alvos da operação Lava Jato e poderiam chegar enfraquecidas às vésperas da eleição de 2018. Segundo relatou o jornal “Folha de S. Paulo”, na semana passada, o acordo evitaria que, em meio ao estrago causado pelas investigações contra estes partidos, surgisse uma força política capaz de tomar o espaço de poder que estas lideranças vem ocupando nas últimas décadas.
  
“Não cabe pacto que vá constranger a Lava Jato. A sociedade já é sócia no combate à corrupção. Não dá para varrer toda esta sujeira que está aí é jogar para debaixo do tapete. Isto não é cabível”, disse Jordy.
  
Ele defendeu que, em vez de um “pacto pela sobrevivência política”, as lideranças firmassem um acordo para melhorar a distribuição de renda, pela educação e pelo aumento do investimento social no Brasil.
  
Investigações
  
Arnaldo Jordy cobrou ainda que a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal deem a celeridade necessária para concluir as investigações, após a autorização de abertura de inquérito contra 108 alvos, entre ministros, deputados, governadores e senadores.
  
“Tem se falado em, no mínimo, dois anos até a formalização das denúncias no STF. A sociedade não vai aguardar este tempo todo”, opinou.
  
O líder do PPS também criticou a tentativa de o PT capturar entidades civis com a propina paga pela construtora Odebrecht à legenda. Citou ainda os movimentos do partido para repassar o dinheiro sujo à revista Carta Capital e a centrais sindicais.
  

Foto: Robson Gonçalves
  
  

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

ARTIGO - Eike tem razão, o Brasil precisa mudar

  
* Arnaldo Jordy 
    
A prisão do empresário Eike Batista, no começo desta semana, foi mais um capítulo de um nebuloso esquema que funcionou durante os governos de Lula e Dilma, cujos governos utilizaram o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para favorecer de maneira desproporcional e sem controle os aliados e amigos dos que estavam no poder na época. É o que vem à tona agora, nas investigações da Lava Jato e de um dos seus desdobramentos, a Operação Eficiência.
  
Esta revelou caudalosos desvios no Rio de Janeiro, patrocinados pelo então governado por Sérgio Cabral, hoje também preso, assim como Eike Batista. Enquanto isso o Rio de Janeiro está falido, sem condições de pagar os servidores públicos, que estão desesperados. Na quarta, houve confronto desses servidores com policiais, durante a votação de pacote de austeridade. Também se teve notícia, esta semana, de um policial militar que cometeu suicídio ao vivo, em uma rede social. Ele estava depressivo e um dos motivos seria a falta de salário para honrar seus compromissos. 
   
Vejam a situação desses policiais: eles não recebem seus devidos salários e são obrigados a reprimir os que protestam contra tal situação. Esses mesmos homens da polícia ainda são comumente assediados pelo crime organizado para que se corrompam, mas felizmente a grande maioria não se permite corromper. Essa é a situação causada pela corrupção no Rio de Janeiro de Eike e Cabral. Sem querer defender "linchamento virtual" ou humilhações públicas, mas os culpados têm que responder pelos seus crimes como manda a lei e de preferência, devolver aos cofres públicos o que foi subtraído em comissões e licitações fraudulentas.
  
Mais do que nunca temos que defender e valorizar a Lava Jato, garantir o seu avanço contra os políticos de todos os partidos que se beneficiaram de esquemas em prejuízo do erário. Segundo a Polícia Federal, Sérgio Cabral e Eike Batista lavaram 100 milhões de dólares no exterior. De acordo com O Globo, em seu primeiro depoimento à PF depois de ser preso, Eike confessou o pagamento de 16 milhões de dólares em propina a Sérgio Cabral. Eu disse dólares. Pela cotação atual, significa que Cabral recebeu quase 50 milhões de reais apenas de Eike Batista.
  
Fui o autor do pedido de convocação de Eike Batista para depor na CPI do BNDES, no ano passado, aquela que, por influência do governo Dilma e do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ainda fortes à época, acabou em "pizza", sem qualquer pedido de indiciamentos em seu relatório final. Nós, da oposição, fizemos então um relatório paralelo, no qual pedimos o indiciamento do então presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e de outros executivos do banco, em decorrência de indícios veementes de crimes de gestão temerária, crimes contra o sistema financeiro e improbidade administrativa. Concluímos que o banco fez antecipações injustificadas de recursos para que a Construtora Norberto Odebrecht construísse o metrô venezuelano.
  
Também pedimos o indiciamento do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, investigado pela Operação Acrônimo, da Polícia Federal, que supostamente recebeu dinheiro de empresas financiadas pelo BNDES, para abastecer a campanha eleitoral do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.
  
O relatório foi encaminhado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, juntamente com um pedido de aprofundamento das investigações sobre o empresário Eike Batista e suas empresas, beneficiadas por vultosos financiamentos do BNDES. Entre os casos suspeitos estão, além dos financiamentos para Eike Batista, benefícios concedidos ao grupo JBS/Friboi e para as empresas do consórcio responsável pela obra da usina de Belo Monte.
  
O caso de Eike Batista, no entanto, se torna agora o mais simbólico desse favorecimento aos amigos do poder, por causa da personalidade narcisista do empresário, que fez questão de ostentar ter a oitava riqueza do mundo, quando tudo o que tinha eram amigos influentes e uma grande lábia, além de campos com pouco petróleo. Por ocasião de seu depoimento à CPI do BNDES, pude dizer na sua frente que ele foi a maior fraude empresarial que o Brasil já teve, já que, aparentemente, sua oitava maior riqueza do mundo era apenas propaganda, parte de um ilusionismo que enganou a todos.
   
Agora, é esperar que os processos sigam seus cursos, seja na Justiça Federal, seja no Supremo Tribunal Federal, para que o máximo destes personagens notabilizados pela corrução, sejam punidos, e que possamos iniciar efetivamente um processo de superação da cultura predatória e saqueadora do bem público, revelado neste condomínio político-empresarial que está sendo desmontado.

Como o próprio Eike Batista reconheceu ao chegar ao Brasil para ser preso, na terça-feira, é preciso passar o Brasil a limpo.
  
 
* Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA
  
  

quarta-feira, 16 de março de 2016

Jordy: Lula usa Casa Civil para se refugiar da Justiça

 
  
Do Portal PPS
  
Para o vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser o novo ministro-chefe da Casa Civil serve apenas como manobra para tentar driblar as investigações que há contra ele na esfera comum da Justiça brasileira.

“É lamentável, é dantesca esta situação vivida no Brasil. Um ex-presidente da República agora se refugia da Justiça, ao se abrigar na Casa Civil. Aliás, esta pasta, pelo histórico, já teve como titulares nomes como Antônio Palocci, José Dirceu e Erenice Guerra. Um deles está preso e os outros estão sendo investigados, ou seja, estão na fila para serem condenados, assim como Lula”, lembrou Jordy.

O deputado do PPS acredita que o resultado pode não ser o esperado por Lula, PT e por Dilma, que tentam tirar o ex-presidente da mira do juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da operação Lava Jato, no âmbito da Justiça Federal. Ministros de Estado só podem ser processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Esta nomeação de Lula não ameniza sua situação. É cada vez mais constrangedora sua situação e as evidências, agora com a delação do senador Delcídio do Amaral, as implicações são grandes. E não creio que o Supremo Tribunal Federal vá negligenciar naquilo que vá fazer. E acho que vá faltar ministério para tanta gente no PT que está enrolada na justiça com corrupção”, acrescentou o deputado paraense.

Contra Lula há um pedido de prisão, elaborado pelo Ministério Público de São Paulo, mas que foi remetido para Curitiba e que deveria ser analisado por Sérgio Moro. Com a ida de Lula para o ministério de Dilma, o caso deve ser enviado para o STF.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
    
  

quinta-feira, 3 de março de 2016

Diante do lamaçal que vive a República, Jordy diz que só há uma saída: convocar nova eleição presidencial

  
Do Portal PPS
    
Nem Dilma, nem Temer. Fora Cunha e Fora Renan! Na avaliação do vice-líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy (PA), as revelações feitas pelo ex-líder do governo, senador Delcídio Amaral (PT/MS) mostram que os poderes Legislativo e Executivo vivem a sua maior crise, com destaque especial para a dupla Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, que devem ser destituídos de imediato dos cargos que ocupam.
    
De acordo com a revista IstoÉ, o senador descreveu a ação decisiva da presidente Dilma Rousseff para manter na estatal os diretores comprometidos com o esquema do Petrolão e demonstrou que, do Palácio do Planalto, a petista usou seu poder para evitar a punição de corruptos e corruptores, nomeando para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) um ministro que se comprometeu a votar pela soltura de empreiteiros já denunciados pela Lava Jato. 
   
Delcídio também afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha pleno conhecimento do propinoduto instalado na Petrobras e agiu direta e pessoalmente para barrar as investigações - inclusive sendo o mandante do pagamento de dinheiro para tentar comprar o silêncio de testemunhas.
  
“Na delação do Delcídio, temos o conhecimento de que a presidente da República e o ex-presidente Lula se uniram nesta conspiração para sufocar apurações de crimes. Este governo é uma farsa, uma fantasia. Com esta delação, vamos ver deputados, senadores, ministros que estiveram ou estão envolvidos em crimes. Paralelamente, estamos vendo empreiteiros dizendo que deram dinheiro ilícito para a campanha de Dilma e Temer. Então, a saída é tirar o que está aí e fazer uma nova eleição presidencial”, defendeu Jordy.
  
Para o vice-líder do PPS, ao povo deve ser dada a última palavra para decidir o que é melhor para o futuro do país. E esta medida deve vir por meio das urnas, já que os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, prestes a se tornar réu por corrupção no STF, e do Senado, Renan Calheiros, investigado também no âmbito da Lava Jato, não têm credibilidade para conduzir o processo no âmbito do Congresso Nacional.
  
“Não há como tirar a presidente para botar a quadrilha do PMDB na linha sucessória, pelo menos esta a que está de plantão. Cresce na opinião pública o sentimento de que devemos precipitar o processo eleitoral, diante do lamaçal em que o país está mergulhado”, acrescentou Jordy.
  
Economia
  
Ao comentar a notícia de que o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 3,8% em 2015 e que o país ruma à recessão mais longa de sua história, Arnaldo Jordy disse que o governo não dá o mínimo sinal de agir para a recuperação da economia.
  
“Também por este motivo temos que agilizar a agenda política do país. O governo Dilma vem batendo recordes na história da macroeconomia nacional: desemprego que chega a casa dos 10%, compromete quase 70% do seu PIB com o pagamento de juros da dívida pública e é campeã ao fazer a maior transferência de recursos para a agiotagem internacional. É um governo desastroso”, finalizou.
      
  

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Jordy diz a Mantega que equipe dele foi responsável por rombo nas contas públicas

    
Do Portal PPS
  
Integrante da CPI do BNDES, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) responsabilizou hoje (27) o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como um dos culpados pelo rombo das contas públicas na atualidade. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o déficit do Tesouro Nacional com subsídios dados pelo banco de fomento poderá alcançar os R$ 30 bilhões até 2016.
  
As críticas do parlamentar foram feitas durante oitiva de Mantega na CPI do BNDES. O petista, além de ministro, foi presidente da instituição financeira entre 2004 e 2006.
  
O volume de recursos repassados pelo Tesouro ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social saltou de R$ 40 bilhões para R$ 455 bilhões entre 2009 e 2015. 
  
Para Jordy, foi a partir da gestão de Mantega à frente do Ministério da Fazenda que a equipe econômica começou a conceder crédito barato para grupos econômicos que causaram grande impacto nas contas públicas.
   
“Repasses da equipe econômica comandada pelo senhor deram crédito barato para grupos econômicos por conta da crise (2007/2008). Desde então, o volume total de empréstimos do Tesouro para o banco saltou de R$ 40 bilhões para R$ 455 bilhões. Vários economistas apontam que o aumento dos repasses para o BNDES não se refletiu na taxa de crescimento dos investimentos. Isto alimentou um processo inflacionário”, disse o deputado do PPS.
  
E acrescentou, ao se referir diretamente ao depoente:
  
“Como se sente vossa senhoria sendo responsável por este rombo que o país vive hoje, que tem como uma das consequências este salto no valor repassado pelo tesouro para o BNDES?”, indagou.
  
Mantega defendeu a politica econômica adotada à época e diz que não saberia dizer quais seriam os impactos para o futuro do país caso a mesma não tivesse sido implementada.
  

Foto: Robson Gonçalves



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

CPI do BNDES ouve ex-ministro Guido Mantega nesta terça

    
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES ouve nesta terça-feira (27) o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do período de novembro de 2004 a março de 2006, Guido Mantega. O pedido para que o petista fosse ouvido é do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA). A comissão investiga contratos firmados pelo banco sobre os quais pairam indícios de irregularidades. 
  
“O senhor Mantega precisa esclarecer as denúncias relacionadas aos empréstimos subsidiados pelo BNDES para alguns grupos específicos e ainda sobre os empréstimos para exportação de serviços de engenharia”, justificou Jordy.
  
Ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, Mantega presidiu o BNDES durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva e sua convocação, segundo o vice-líder do PPS, baseia-se na necessidade de esclarecimentos em denúncias relacionadas a empréstimos subsidiados pelo BNDES e sobre os empréstimos para exportação de serviços de engenharia.
   
Também apresentaram requerimento para o depoimento os deputados Lucas Vergilio (SD-GO), Carlos Melles (DEM/MG), José Rocha (PR/BA) e Miguel Haddad (PSDB/SP). O depoimento está marcado para 14 horas, em plenário a definir no Anexo II da Câmara Federal, e contará com transmissão ao vivo da TV Câmara, através da rede Internet.
  
Com informações da Agência Câmara e Portal PPS
  
  

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Jordy quer ouvir usineiro amigo de Lula que pode causar prejuízo milionário ao BNDES

 
Do Portal PPS
   
O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy, protocolou hoje (22) na CPI do BNDES pedido de convocação do empresário José Carlos Bumlai, que controla a Usina São Fernando, em Mato Grosso do Sul. A Justiça do Mato Grosso do Sul deve decidir nas próximas semanas se decreta a falência da Usina que deve ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) R$ 300 milhões. O valor equivale a um quarto da dívida da São Fernando.
    
O pedido de falência foi solicitado pelo próprio BNDES e foi protocolado na 5ª Vara Cível de Mato Grosso do Sul no dia 3 de agosto. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, as parcelas em atraso com o BNDES somariam R$ 18 milhões. 
   
“Há muita explicação a ser dada por este empresário sobre as condições deste empréstimo e em que circunstâncias ele ocorreu. Talvez, estejamos diante de mais um negócio mal sucedido realizado pelo BNDES. Ou seja, o banco empresta milhões de reais de forma subsidiada e depois precisa recorrer ao expediente do pedido de falência para tentar solucionar o caso”, disse Arnaldo Jordy.
   
Bumlai, que também é criador de gado, foi mencionado na delação do lobista Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano. O delator declarou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu pelo menos duas vezes com o pecuarista José Carlos Bumlai e com João Carlos Ferraz, então presidente da Sete Brasil – companhia criada pela Petrobrás para construção de 28 navios-sondas no Brasil.
    
Segundo Fernando Baiano, os encontros ocorreram no Instituto Lula, em São Paulo, no primeiro semestre de 2011, e antecederam a cobrança de R$ 3 milhões por Bumlai para supostamente pagar uma dívida de imóvel de uma nora do ex-presidente.
   
Depois do BNDES, o maior credor da São Fernando é o Banco do Brasil, que tem a receber R$ 81 milhões da usina.