segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Emenda de Jordy ao projeto do pré-sal reserva áreas estratégicas para a Petrobras

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) é o autor de uma emenda ao projeto para o modelo de exploração do pré-sal. A emenda de Jordy reserva para a Petrobras as três áreas com produção acima de 1 bilhão de barris, de um total de 30 áreas, resguardando a soberania e o interesse nacional. O pré-sal é o polígono com 150 mil quilômetros quadrados com as maiores reservas de petróleo já descobertas em território brasileiro.
  
Em vídeo, Jordy explica que a Petrobras deve ter a prerrogativa de escolher quais áreas são de seu interesse, e licitar as restantes para outras empresas, brasileiras e estrangeiras, que possam pagar royalties ao Brasil, que vive um momento de crise. Além disso, a estatal perdeu capacidade de investimento, em razão da “rapina” e da má gestão em governos anteriores. 

Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/PewSwywgvEk
    
  
    
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ARTIGO - A justiça que queremos?

  
* Arnaldo Jordy
    
Um estudo recente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que a Justiça brasileira levaria mais de três anos para zerar o estoque de processos pendentes. O dado é apenas ilustrativo, pois, para que isso acontecesse, seria preciso que nenhum processo novo fosse protocolado nesse período. Mas serve para revelar uma fotografia da situação difícil do Judiciário brasileiro, em sua missão de viabilizar justiça. São cerca de 75 milhões de processos que estão em tramitação nas diversas esferas de Justiça: federal, comum, militar e do trabalho.
   
Imaginemos que apenas 1% desses processos acumulados na área criminal fosse concluído de uma vez e todos os réus fossem sentenciados para a cadeia. Significa que o Sistema Penal receberia imediatamente 750 mil novos presos. Seria impraticável para uma estrutura que já se encontra inviabilizada pela superlotação. Dados do Ministério da Justiça apontam que no primeiro semestre de 2014, o número de pessoas privadas de liberdade ultrapassou a marca dos 600 mil, para um número de vagas em torno de 350 mil. 
  
No entanto, a sociedade clama contra a impunidade e quer ver os bandidos na cadeia. Como fazer para que essa sensação de impunidade seja solucionada com esses números? 
  
E mais. Diante do justo clamor da sociedade ante a corrupção, o STF determinou acertadamente o início do cumprimento da pena já no segundo grau de condenação. A medida foi pensada para combater a impunidade dos criminosos de colarinho branco, mas vale para todos, e isso tende aumentar a população carcerária. Por outro lado, no atual sistema, 40% desses presos são provisórios, ou seja, sem sentença condenatória, e muitos certamente não deveriam estar presos.
  
Outro aspecto, o agravamento das penas não parece ser solução. O jurista Luiz Flávio Gomes informa que o Código Penal Brasileiro já recebeu 195 agravações de pena, desde que foi criado, ou seja, determinou que mais crimes fossem punidos com tempo maior de prisão. Isso não parece ter contribuído para a diminuição da violência.
  
Outra contradição. Segundo levantamento feito pelo jornal "O Globo", cerca de 10 mil magistrados recebem salários acima do teto constitucional. Ou seja, três de cada quatro juízes brasileiros receberam remunerações acima do que prevê a Constituição nacional. São 10.765 juízes, desembargadores e ministros do Superior Tribunal de Justiça que tiveram vencimentos maiores do que R$ 33.763. Pela Constituição, esse deveria ser o maior valor pago aos servidores, incluídas "vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza". Ora, se os salários estão dentre os maiores, como explicar essa quantidade de processos acumulados? 
  
Será que todos estes valores que a sociedade despende para a manutenção do Judiciário têm justificativa pela efetiva prestação do serviço? Ou os juízes estão mesmo sobrecarregados para fazer a justiça a tempo e a hora? O sistema penal brasileiro está em xeque e nas últimas semanas, por causa das brutais rebeliões ocorridas em vários Estados brasileiros, a pressão por soluções imediatas tem crescido, a ponto da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF e do CNJ, realizar visitas surpresa em três unidades prisionais do Rio Grande do Norte. 
  
No quadro geral, detentos são mortos por vingança, funcionários e familiares de detentos feitos reféns, resgates e fugas cinematográficas praticadas por criminosos etc. A corrupção no sistema cresce de maneira ameaçadora e como se não fosse o bastante, a atuação das facções se ampliam dentro e fora dos presídios.
  
Esse conjunto de fatores demonstra que, mais que soluções pontuais, é imperativo que haja uma ampla reforma do sistema prisional, pois um sistema debilitado, ao contrário do que se propõe, tende a elevar consideravelmente a violência, em virtude da ausência de possibilidade de recuperação do condenado.
  
É necessário criar mecanismos nacionais e estaduais de controle social do sistema carcerário. Por isso, faz-se urgente garantir o fortalecimento das Defensorias Públicas, com a ampliação do número de defensores, além da instalação de sistemas que permitam o acompanhamento processual nas unidades prisionais, tornando mais céleres os julgamentos.
  
Contrariando a lógica do sistema de encarceramento em massa, o Estado deve incentivar a aplicação de penas alternativas para os casos que não ofendem a segurança social e do indivíduo. A educação e o trabalho dentro do sistema prisional devem ser vistos como dois dos principais instrumentos de reintegração, norteando políticas públicas de incentivo e oferta de trabalho digno. É importante auxiliar os egressos em sua inserção no mercado de trabalho e disponibilizar o adequado atendimento psicossocial a ele e seus familiares.
  
Somente um investimento sério e planejado em segurança, que ataque as causas estruturais da violência, seja um caminho para reduzir essa pressão que atinge a todos nós, que nos deixa inseguros até dentro de casa, e que faz com que surjam desejos de vingança e de resposta à violência com mais violência, agravando ainda mais a situação.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA
  
 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

PEC 241: Jordy votou contra por discordar de cortes na saúde e educação

  
A partir de 2017, o Brasil não poderá gastar mais do que arrecada, a não ser o equivalente à inflação do ano anterior. É o contrário do que acontecia no governo da Dilma, que deixou um déficit de R$ 170 bilhões, quebrou a responsabilidade fiscal e cometeu “pedaladas”, que resultaram em 13 milhões de desempregados.
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) é a favor do ajuste, mas votou CONTRA a PEC 241, por achar que não se pode penalizar a Saúde com perdas de até R$ 76 bilhões, e a Educação, que terá cortes de até R$ 52 bilhões até 2025. “A Saúde já está na UTI no Brasil, nos precisamos é de mais investimentos. Na Educação, o Brasil está em 83º lugar no IDEB [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] mundial, isso é uma vergonha”. Jordy defende cortes em outras áreas, como excessos no Judiciário, onde mais de 10 mil magistrados recebem acima do teto constitucional. 
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/JGzm9NCh-tQ
     
  
  
Por: Assessoria Parlamentar
   
  

Jordy diz que saúde e educação não podem ser penalizadas no ajuste fiscal

  
Do Portal PPS
    
O vice-líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy (PA), disse nesta quarta-feira (26) que o ajuste fiscal proposto pelo governo federal deveria ter excluído a saúde e a educação dos limites impostos pela PEC 241, cuja tramitação foi concluída na Casa nesta madrugada.
   
Jordy votou contra a matéria nos dois turnos em que ela tramitou na Câmara. O parlamentar disse ser favorável ao corte de gastos na esfera federal, mas acredita que a saúde e educação, nos moldes atuais, já sofrem com a carência de recursos. Ele culpou o governo do PT, que ocupou o Palácio do Planalto nos últimos 13 anos, pela desordem fiscal.
  
“O povo agora está ‘pagando o pato’ por conta dos gastos excessivos do governo passado. Eles foram feitos além da arrecadação. Sou a favor do ajuste fiscal, mas votei contra a PEC porque este ajuste não poderia escolher a saúde e educação para cortar investimentos. A saúde está na UTI. Precisamos é de mais investimentos. A educação, que coloca o Brasil em 83ª. posição no IDEB mundial, necessita de mais recursos. São duas áreas que foram penalizadas”, justificou o deputado.
   
Arnaldo Jordy destaca que a União pode tirar recursos de outras áreas e poupar a saúde e educação.
  
“Existem outras fontes para fazer o ajuste e poupar estas duas áreas. Por que não cortar os excessos no Judiciário? Mais de 10 mil magistrados estão ganhando acima do teto. Dias destes, a Câmara queria construir um shopping center. Então é porque tem dinheiro sobrando”, citou o parlamentar.
  
A PEC 241 segue agora para análise do Senado Federal.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

Deputado pede a CPI para ouvir Claudia Leitte sobre irregularidade na Lei Rouanet

  
Do Portal PPS
     
Integrante da CPI da Lei Rouanet na Câmara, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) apresentou requerimento em que solicita audiência pública para ouvir a cantora Claudia Leitte. O Ministério da Cultura exige que a artista devolva R$ 1,2 milhão aos cofres públicos e alega que sua produtora usou esta verba para uma turnê através da Lei Rouanet, mas não cumpriu regras legais de distribuição e venda de ingressos.

Instalada em 4 de outubro, a comissão parlamentar de inquérito investiga o uso irregular de recursos concedidos a projetos culturais oriundos a partir de benefícios fiscais da União.
  
No caso de Claudia Leitte, o Ministério identificou irregularidades nas contas do projeto que incluiu uma série de 12 shows entre maio, junho e julho de 2013 em Rio Branco (AC), Macapá (AP), Belém (PA), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), São Luiz (MA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Brasília (DF).
  
O Minc diz que a devolução dos recursos pela produtora Ciel, de Claudia Leitte, é devida “ao não atendimento das medidas de democratização de acesso pactuadas”.
  
“A audiência proposta é uma boa oportunidade para a cantora e seus produtores esclarecerem as constatações feitas por técnicos do Ministério da Cultura. A Lei Rouanet exige que seus beneficiários sigam regras rígidas para os incentivos fiscais concedidos”, justifica o deputado do PPS.
     
Pela Lei, aqueles que receberem verbas da Rouanet e tiverem suas contas finais reprovadas ficam inabilitados por três anos para receberem novos recursos.
   
O requerimento de Arnaldo Jordy ainda não tem data para ser apreciado.
   
  

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

ARTIGO - Fala, Cunha!

  
* Arnaldo Jordy
  
A prisão de Eduardo Cunha, considerado o segundo homem mais poderoso da República, há poucos meses atrás, faz bem ao Brasil, mas deixa parte da elite nacional sob tensão. No caso, mais de 50 políticos e cerca de 30 grandes empresários estão citados e investigados na Lava jato, inclusive vários nomes tradicionais da política, de diferentes partidos, incluindo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), e os ex-presidentes Luiz Inácio e Collor de Melo.
  
A ordem de prisão solicitada pelo Ministério Público Federal, que temia sua fuga para o exterior, já que possui passaporte italiano, foi decretada pelo juiz Sergio Moro, que já percebia a movimentação do ex-deputado, "embaraçando as investigações".
   
A tensão vai além dos arrolados na Lava Jato. Na Câmara dos Deputados, ontem, houve uma espécie de histeria coletiva, onde os aliados de Cunha, do Centrão, que o abandonaram quando da sua cassação e já se articulavam para fazer o sucessor de Rodrigo Maia (DEM/RJ), na presidência da casa, ficaram desnorteados com a possibilidade de serem citados por ele numa eventual delação. Reforçado pelo fato do mesmo já ter por diversas vezes ameaçado fazê-lo, aliás como fez o ex-líder do Senado, Delcídio Amaral.
   
Além disso, a prisão de Cunha tem um outro efeito político importante. É mais um golpe na desbotada tese de "golpe", bradada pelos defensores de Dilma. Ora, como pode, aquele que era considerado como o seu principal articulador, com a suposta conivência do Judiciário – leia-se o juiz Sergio Moro -, estar agora preso! 
  
A insistência na sustentação dessa narrativa falaciosa e já beirando o ridículo pelos petistas e seus aliados, ainda presente nas redes sociais, exigirá uma nova reflexão e argumentos esquemáticos programados por seus seguidores. Não faltam, inclusive, aqueles que chegam à patética e delirante alegação de dizer que a prisão de Eduardo Cunha é jogo combinado para justificar em seguida uma eventual prisão de Lula.
  
Eu, sinceramente espero que, na prisão, em seu cantinho solitário, Cunha reflita e cumpra a sua palavra quando afirmou, segundo o Estadão: "Preparem os capacetes porque vai chover canivete". Quanto mais o Brasil for passado a limpo, melhor para os brasileiros.
   
Para a sociedade, de forma geral, fica claro que ninguém está acima da Lei, mas também a de que muita coisa ainda tem de ser revelada. É sempre bom frisar que embora o impacto da Lava Jato seja grandioso e um exemplo de que é possível combater a impunidade, estamos longe de chegar ao fim da corrupção no Brasil, que circula ainda no submundo da política, das empresas e na cultura de nossa gente.
   
Apesar disso, contrariando análises mais simplistas, ou até cínicas, seu significado é enorme, pois demonstra de forma indiscutível que a sociedade brasileira vai se aperfeiçoando a partir da consolidação de suas instituições democráticas.
   
O parto de um novo Brasil é doloroso, mas vai se tornando irreversível e cada um deve fazer a sua parte. Muitos não aceitam que seus conceitos políticos estão ultrapassados. Sentem-se perseguidos, mas não percebem a velocidade do trem da História. O Brasil quer se modernizar, reduzir desigualdades e ultrapassar o patrimonialismo, que concede sempre um naco de poder aos amigos do rei.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal pelo PPS/PA
   
  

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Em CPI, Jordy cobra mais apoio para artistas da Amazônia

   
Em reunião da CPI da Lei Rouanet, na terça-feira, 18, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) reclamou da grande distorção na distribuição dos recursos, que vão, em sua maioria absoluta, para Rio e São Paulo, enquanto a região Norte fica praticamente sem nada. Principal instrumento de financiamento da cultura, a Lei Rouanet destinou ao setor quase R$ 1,3 bilhão em 2013, dos quais 75% exclusivamente para Rio e São Paulo.
  
A Amazônia toda recebeu menos de 0,5%. “Isto é um crime do ponto de vista do modelo federativo. O mínimo de simetria nós deveríamos que ter, para não agravar as desigualdades”, afirmou Jordy, diante da ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda. A CPI apura desvios no setor. Para Jordy, nada justifica tanto apoio a projetos de celebridades com carreiras consolidadas no mercado cultural, que cobram R$ 620 por ingresso, enquanto mestres do carimbo e artistas de outras manifestações populares ficam à míngua.
  
Confira o vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/D9TQzX62nf8 
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar