segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Com prejuízo apontado pelo TCU nos empréstimos do BNDES para JBS, deputado quer convocar sócios do frigorífico

 
 
Do Portal PPS
  
Integrante da CPI do BNDES, o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) afirmou nesta segunda-feira (30) que vai protocolar, no colegiado, novo pedido de convocação dos sócios controladores do grupo JBS/Friboi.
  
De acordo com reportagem publicada pelo Jornal Folha de S.Paulo, o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social teria tido um prejuízo de quase R$ 1 bilhão com operações de empréstimos feitas com o JBS.
  
O jornal se baseia em auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Auditores encontraram indícios de que o apoio do banco estatal ao frigorífico pode ter lesado a instituição financeira em pelo menos R$ 847,7 milhões.
  
Entre 2006 e 2014, a JBS recebeu R$ 8,1 bilhões para comprar companhias no exterior e se tornar uma gigante no setor de carnes. Em troca, o banco se tornou sócio da empresa. A fatia acionária foi adquirida pela BNDESPAR.
  
“É imprescindível que tomemos o depoimento dos donos do JBS. Há fatos novos que precisamos esclarecer na CPI, como este apontado pelo Tribunal de Contas. Em outra oportunidade, os governistas blindaram os empresários desta companhia, algo que prejudicou os trabalhos do colegiado. Agora, temos a constatação de uma auditoria que reforça a necessidade de os sócios daquele grupo serem ouvidos no colegiado”, disse Jordy.
   
O deputado do PPS anunciou ainda que pedirá uma audiência com o ministro do TCU, Augusto Sherman, que foi relator da auditoria dos empréstimos ao JBS.
  
  
Foto: Robson Gonlçaves
  
  

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Projeto de Jordy obriga elaboração um Plano de Ação de Emergência para todas as barragens

  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) apresentou nesta quinta-feira, 26, projeto que altera a atual Lei da Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei n° 12.334/2010), para aprimorar os requisitos de elaboração e os critério para implantação do Plano de Ação de Emergência (PAE), em caso de tragédias como a que ocorreu em Mariana (MG), em que uma barragem de resíduos se rompeu, provocando danos praticamente insanáveis ao rio Doce e atingindo o litoral do Espírito Santo, naquele que talvez seja o maior crime ambiental já cometido no Brasil.
  
A iniciativa, de acordo com Jordy, teve boa acolhida entre os deputados responsáveis pela elaboração  do novo Código de Mineração, cuja tramitação, aliás, ganhou força após a tragédia de Mariana, que revelou a importância de se ter maior segurança nas barragens de resíduos minerais. "Esse projeto foi considerado o mais apropriado", disse Jordy sobre o tema. Por causa de Mariana, o novo Código de Mineração, que vinha sendo debatido há um ano e meio, ganhou importância ainda maior.
   
O projeto de Jordy estabelece que o órgão fiscalizador determinará a elaboração de um PAE para todas as barragens, independentemente da classificação de risco dessas construções. Esse PAE deverá conter todas as ações a serem executadas pelo empreendedor da barragem em caso de acidente, bem como identificará os agentes a serem notificados imediatamente a cada ocorrência.
  
O PAE terá que identificar e avaliar os riscos, definir hipóteses e cenários de possíveis acidentes, o mapeamento e caracterização das áreas vulneráveis, considerando o pior cenário identificado. O plano também deverá incluir procedimentos para identificação e notificação de mau funcionamento ou de condições potenciais de ruptura da barragem, procedimentos preventivos e corretivos a serem adotados em situações de emergência, com indicação do responsável pela ação, bem como o dimensionamento dos recursos humanos e de materiais necessários à resposta ao pior cenário identificado.
  
O plano também terá que incluir estratégia e meio de divulgação e alerta para as comunidades potencialmente afetadas em situação de emergência, com uso de sistema de alerta sonoro sempre que houver risco de dano a seres humanos e aos animais; e preparação das comunidades e autoridades locais para resposta rápida em caso de ocorrência de desastre.
  
O empreendedor, ou seja, o responsável pela barragem, terá que fazer a imediata implantação do PAE antes do início da operação da barragem, incluindo obras de adaptação, treinamento dos responsáveis e das populações afetadas, assim como a realização de simulações periódicas dos procedimentos previstos no PAE, trabalho a ser desenvolvido em conjunto com as prefeituras e defesa civil. O PAE também deve estar disponível na Internet, no empreendimento e nas prefeituras envolvidas, bem como ser encaminhado às autoridades competentes e aos organismos de defesa civil, e terá que ser revisado a cada cinco anos, ou quando for necessário, de acordo com a avaliação dos órgãos fiscalizadores, ou quando houver mudanças na estrutura do projeto.
  
Ocorrendo situação de emergência, será instalada Sala de Situação, responsável pelo encaminhamento das ações de emergência e pela comunicação transparente com a sociedade, com participação de representantes do empreendimento, da defesa civil, dos órgãos fiscalizadores da atividade e do meio ambiente, dos sindicatos dos trabalhadores, assim como dos municípios afetados.
Na justificativa do projeto, Jordy destaca que os recentes eventos ocorridos no município de Mariana demonstraram que a Lei de Segurança de Barragens necessita de melhorias que promovam maior confiança para as comunidades e garantia para os ambientes potencialmente impactados em caso de incidentes em barragens.
  
"O rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixa um passivo socioambiental de graves proporções e perdas irrecuperáveis. Sem dúvidas, o prejuízo poderia ser significativamente menor se houvesse um plano mais adequado para as providências a serem tomadas em caso de incidente de emergência", destacou Jordy. "Nesse texto, propomos que o PAE seja obrigatório para todas as barragens, independentemente de classificação de risco ou potencial de dano associado, uma vez que, havendo riscos de qualquer vulto, estes devem ser identificados, analisados e tratados na forma de um plano de ação", completa o deputado.
    
Comissão Externa
  
Jordy se reuniu nesta quinta-feira, 27, da discussão sobre propostas para alteração da Lei de segurança das barragens. Com parlamentares membros da Comissão Externa na Câmara, que acompanha as investigações do rompimento de barragens em Mariana (MG), Jordy debateu propostas de cunho socioambiental com o relator do novo Código de Mineração, deputado Leonardo Quintão (PMDB/MG).
    
Dentre as propostas apresentadas, está a que impõe às mineradoras  a responsabilidade pela mitigação e compensação dos seus impactos ambientais e pela prevenção de desastres ambientais; a exigência de garantias financeiras para execução do Plano de Fechamento de Mina, bem como a manutenção das garantias durante o tempo em que a mineradora explorar a mina, bem como a preferência pela contratação de mão de obra local e o uso de tecnologias de menor risco ambiental.
  
  

Saúde: Ministro recebe demandas do Pará

  
  
O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, recebeu uma comitiva de parlamentares e representantes do governo do Pará, nesta quarta-feira (25), para tratar de temas de interesse do Estado. A reunião, solicitada pelo deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), contou com a presença do Secretário Estadual de Saúde, Vitor Manoel Mateus; da presidente da Fundação Santa Casa de Misericórdia, Rosângela Monteiro; do chefe da representação do Pará em Brasília, Ophir Cavalcante Jr.; de Arthur Lobo, da Casa Civil e do deputado Nilson Pinto (PSDB/PA).
   
O secretário de Saúde, afirmou ao Ministro que o Pará é a 4ª unidade federativa que mais investe em saúde, e explanou as experiências do Estado, por exemplo, no combate à malária. Foram registrados 10 mil casos da doença em 2014 e e 7.700 neste ano, uma significativa redução de 30%, que contou com ações como a distribuição de 180 mil mosquiteiros impregnados com inseticida para a população. Vitor Mateus também relatou as Parceiras Públicos Privadas (PPP´S) realizadas pelo Estado no segmento e os estudos para a viabilização dos Consórcios Inter federativos de Saúde, onde o governo e prefeitos de uma região, poderão compor consórcio como uma associação pública, ou então como pessoa jurídica sem fins econômicos.
   
Segundo Arnaldo Jordy, o Pará vem cumprindo o dever de casa, com investimentos em alta e com a construção de ao menos um hospital por ano. O deputado levantou a questão para a readequação nas planilhas de custos do ministério, que define repasse de valores com padrões incompatíveis com a realidade e os custos amazônicos, “que não levam em conta as dimensões, as distâncias continentais e os problemas específicos da região”.
   
Jordy também afirmou que várias prefeituras aguardam a publicação de portarias de liberação de verbas, onde em alguns casos, obras de infraestrutura inclusive já foram executadas. “Num estado pobre como o Pará, a injustiça federativa penaliza ainda mais àqueles que pouco tem para investir. É quase uma punição”, completou o parlamentar paraense.
   
Rosângela Monteiro, cobrou do ministério a habilitação de serviços, de modo que a Santa Casa do Pará, um dos maiores hospitais materno-infantil do mundo em sua categoria, possa receber recursos. Ela apresentou e protocolou documentos que possibilitarão que o órgão inicie serviços de neurologia e neurocirurgia; que ofereça mais 22 leitos de UTI neonatal; que possibilite o início dos atendimentos de nefrologia e terapia renal pediátrica e que integre o Projeto Casa da Gestante.
     
O Ministro afirmou que reconhece as ações executadas no Pará na saúde, bem como as demandas necessárias. Porém, segundo ele, a saúde no país pode ter um corte de até R$ 7,5 bilhões no orçamento para 2016, devido à crise e queda na receita do governo. Ele reconhece que Estados mais carentes, como Pará, Maranhão e o seu Piauí, que apresentam menor renda per capita, “deveriam que ser os que mais recebem investimentos percentualmente para a saúde pública”.
    
  

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Jordy diz espera que PGR acolha pedido de afastamento de Cunha

  
  
Do Portal PPS
  
Vice-líder do PPS, o deputado Arnaldo Jordy (PA) afirmou que tem esperança de que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, acolha pedido feito por um grupo de deputados federais para que Eduardo Cunha (PMDB/RJ) seja afastado da Presidência da Câmara.

Líderes e deputados do PPS, PSDB, Rede, PSOL e PSB protocolaram nesta quarta-feira (25), no gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, documento em que defendem e apontam elementos para o afastamento do peemedebista da Presidência da Câmara. Jordy é um dos que assinaram a petição e também participou do protocolo na Procuradoria.
  
No documento, os parlamentares afirmam que Cunha tem usado o cargo para atrapalhar o andamento do processo contra ele no Conselho de Ética, onde é acusado de quebrar o decoro parlamentar ao afirmar, na CPI da Petrobras, que não tinha contas no exterior. Dias depois a Justiça da Suíça confirmou que Eduardo Cunha e parente tinham mais de R$ 20 milhões depositados no país. Os parlamentares citam ainda a demissão de diretores da Casa como exemplo de perseguições.
  
“O senhor Eduardo Cunha está, de forma acintosa, prejudicando os trabalhos na Casa que visam apurar, no Conselho, sua conduta ética. A situação no país é grave e tenho a esperança de que o PGR vai acolher nosso pedido de afastamento”, disse o deputado paraense.
    
   

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Para Jordy, prisão de Bumlai mostra que há muito o que se investigar no BNDES

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) disse nesta terça-feira (24) que a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, efetuada pela Polícia Federal, mostra que a CPI do BNDES tem muito ainda o que investigar em relação aos empréstimos concedidos pelo banco de fomento.
   
Os contratos de empréstimo do BNDES com empresas de Bumlai estão no alvo da nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça. Policiais federais estiveram na sede do banco e intimaram a presidência a entregar cópias dos contratos e seus processos de aprovação, realizados entre 2005 e 2012.
   
Serão investigados três empréstimos a duas empresas do pecuarista, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: São Fernando Açúcar e Álcool e São Fernando Energia, que somam R$ 518 milhões.
   
“Esta prisão afasta qualquer ilação feita por alguns aqui que não quiseram a convocação do senhor Bumlai. Alguns queriam dizer que era um requerimento gracioso, somente para satanizar o ex-presidente Lula e o próprio governo. A meu ver, esta prisão tem razão de ser à luz das investigações do Judiciário”, afirmou o parlamentar durante reunião do colegiado.
   
José Carlos Bumlai foi preso em Brasília, horas antes de ter que prestar depoimento à CPI do BNDES. A oitiva foi fruto de um requerimento de autoria de Arnaldo Jordy.
   
O juiz Sérgio Moro, responsável pelo mandado de prisão do pecuarista, chegou a se desculpar pelas circunstâncias da detenção de Bumlai e autorizou a ida do convocado à comissão parlamentar de inquérito na próxima terça-feira (1).
   
Jordy sugeriu ao presidente da comissão, deputado Marcos Rotta (PMDB/AM), que marque uma audiência entre os membros do colegiado e o juiz Moro para tratar das denúncias que se referem ao BNDES. O deputado do PPS também quer um encontro com o procurador geral da República, Rodrigo Janot, para também discutir o tema.
  
  

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Solicitado por Jordy, CPI do BNDES ouvirá José Carlos Bumlai na próxima semana

   
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES marcou para a próxima terça-feira (24) a reunião para ouvir o pecuarista José Carlos Bumlai. Amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele foi citado por delatores da Operação Lava Jato como tendo intermediado reuniões de Lula com empresários.
  
A convocação de Bumlai, aprovada pela CPI no último dia 12, foi proposta por cinco deputados, entre eles Arnaldo Jordy (PPS/PA). Em seu requerimento, ele cita notícia veiculada pela imprensa sobre um empréstimo supostamente irregular feito pelo BNDES a Bumlai para a construção da Usina São Fernando, no Mato Grosso do Sul. Essa usina estaria próxima da falência. A dívida de Bumlai com os bancos seria de R$ 1,2 bilhão, dos quais R$ 300 milhões seriam do BNDES e R$ 81 milhões do Banco do Brasil.
   
“A vinculação do senhor Bumlai às questões relativas a empréstimos irregulares ao que parece não se resume a contrato envolvendo o nome do BNDES, mas também a outros fatos que foram destaque na mídia nacional. A CPI avançará bastante se conseguir esclarecer boa parte das denúncias que fartamente circulam nos veículos de comunicação”, afirmou o vice-líder do PPS.
  
Na semana passada, o deputado Carlos Zarattini (PT/SP) apresentou questão de ordem para que a votação de requerimento que convocava o empresário fosse anulada. Segundo ele, os requerimentos foram aprovados depois que a Ordem do Dia do Plenário já tinha começado. O Regimento Interno da Câmara proíbe votações depois de iniciada a Ordem do Dia. 
  
Porém, o presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB/AM), manteve a convocação, justificando que a inclusão do requerimento de Arnaldo Jordy na pauta foi feita com a concordância do Plenário da comissão. “Em função da aprovação, todos os requerimentos relacionados ao mesmo assunto foram aprovados”, disse.
  
Além de Jordy, também pediram a convocação de Bumlai os deputados Augusto Coutinho (SD/PE), João Gualberto (PSDB/BA), Miguel Haddad (PSDB/SP) e Sergio Vidigal (PDT/ES).

A reunião está marcada para 14h30, em local a ser definido e será transmitida pela TV Câmara, através da Internet.
  
  
Com informações da Agência Câmara
  
  

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Jordy diz que Eduardo Cunha é um “déspota em declínio”

 
     
“A casa de Eduardo Cunha caiu”. A frase é do vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), para quem o presidente da Casa é um “déspota em declínio”. O parlamentar paraense avaliou que a manobra de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para atrapalhar o andamento dos trabalhos no Conselho de Ética foi um tiro no pé.
    
“Hoje o senhor Eduardo Cunha tentou sabotar a reunião do Conselho impedindo, inclusive, de liberar espaço físico para que seus membros pudessem deliberar. Não satisfeito com isto, resolveu fazer a mais longa sessão deliberativa de quinta-feira do parlamento, ou seja, um déspota que acha que os deputados e instituições da República são seus vassalos, mas isto não se consagrou”, afirmou o deputado do PPS.
   
Na avaliação do Arnaldo Jordy, o esvaziamento do plenário da Casa que foi promovido por deputados de nove partidos políticos (PMDB, PSol, Rede, PPS, DEM, PT, PSDB, PRB e PCdoB) é um ato histórico. Revoltados com a decisão do presidente em exercício da Câmara, Felipe Bornier (PSD/RJ), que minutos antes havia cancelado a sessão do Conselho de Ética, deputados passaram a deixar o plenário da Casa aos gritos de “vergonha!” e “fora, Cunha!”.
  
O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD/BA), chamou os parlamentares a se reunirem no plenário 9, para, assim que encerrada a ordem do dia, se iniciasse a sessão do colegiado destinada à leitura do relatório do deputado Fausto Pinato (PRB/SP) sobre a continuidade do processo de cassação de Cunha.
   
“Este 19 de novembro entra para história do país, entra para a história do parlamento, onde surge o grito de liberdade, a carta de alforria diante de um presidente déspota que faz tudo para favorecer seus mandatos e seus negócios”, finalizou o parlamentar paraense.
  
Linha de Frente
  
O PPS foi o primeiro partido a pedir a saída de Eduardo Cunha. Jordy foi autor de uma representação formal protocolada contra o Cunha na Corregedoria da Câmara, assim que seu nome começou a ser citado em delações da Operação Lava Jato e em investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento, assinado por 35 parlamentares de seis legendas, pede que a Câmara abra uma sindicância e apure a quebra de decoro.
  
Com informações do Portal PPS