quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Tráfico de pessoas. Vergonha


Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo


Poucas semanas antes de sua vinda ao Brasil, em julho passado, o papa Francisco esteve na ilha de Lampedusa, já próxima da África, no sul da Itália; ali aportam numerosos prófugos da miséria e da violência, procedentes da África e de outras partes do mundo, sonhando com a vida na Europa.
  
Muitos, de fato, nem conseguem chegar à terra firme e naufragam, ou são abandonados pelos modernos mercadores de escravos no meio do Mediterrâneo em barcos abarrotados e sem o mínimo respeito à sua dignidade. Isso, depois de terem pago caro a alguma organização criminosa pelo transporte e pela promessa de visto e emprego no lugar de destino. Milhares acabam morrendo e jogados ao mar, nada diferente do que acontecia durante séculos com os navios negreiros no período colonial.
 
O Papa jogou flores ao mar para lembrá-los; ao mesmo tempo, rezou pelos que pereceram e confortou sobreviventes; e denunciou o tráfico de pessoas como uma atividade ignóbil, uma vergonha para sociedades que se dizem civilizadas. Diante dessa questão, os governos muitas vezes ficam indiferentes ou sem ação. Francisco conclamou a todos à superação da “globalização da indiferença”.
 
Desde tempos imemoriais, o tráfico de pessoas era praticado amplamente e até aceito, geralmente, em vista do trabalho escravo. O Brasil conviveu por séculos com a escravidão de índios e africanos; estes últimos eram adquiridos, traficados e comercializados como “coisa” num mercado vergonhoso, mas florescente. Foram necessários séculos para que a escravidão fosse formalmente proibida e abolida. Um progresso civilizatório!
 
Mas o problema voltou, se é que já havia sido erradicado de maneira completa. A forma contemporânea de escravidão é bem mais difundida e grave do que se poderia imaginar e está sendo favorecida pela globalização das atividades econômicas ilegais e clandestinas. Hoje, como no passado, essa atividade criminosa envolve organizações e redes nacionais e internacionais, com altos ganhos a custos e riscos baixos para os traficantes.
 
O tráfico de pessoas é praticado em vista de vários âmbitos da economia, legais e ilegais, como a construção civil, a agricultura, o trabalho doméstico, o entretenimento, a exploração sexual e, mesmo, a adoção ou a comercialização de órgãos. As vítimas, geralmente, são atraídas por promessas de trabalho e emprego, boas condições de vida em outras cidades ou países. Com freqüência, o tráfico de pessoas está ligado ao fenômeno das migrações e à permanência ilegal e precária em algum país.
 
Capítulo especialmente doloroso representa o tráfico de crianças e adolescentes, praticado por redes que envolvem pequenas vítimas do mundo inteiro. Entidades não-governamentais, que acompanham esta questão, estimam que, na década de 1980, quase 20 mil crianças brasileiras foram levadas para a adoção no exterior; constataram-se numerosos processos fraudulentos nessas adoções. No Brasil, há denúncias de tráfico de crianças e adolescentes destinados à exploração sexual; e continua grande o contingente de crianças de 7 a 14 anos de idade exploradas no trabalho infantil.
 
Algumas características do tráfico humano já foram estudadas. Antes de tudo, ele envolve o crime organizado, com uma complexa estrutura que relaciona meios e fins para facilitar suas atividades; há aliciadores, fornecedores de documentos falsos e de assistência jurídica, transportadores, lavagem de dinheiro... Há rotas nacionais e transnacionais do tráfico de mulheres para a exploração sexual, de trabalhadores ilegais, de crianças, de órgãos. No Brasil, a Região Amazônica apresenta o maior número dessas rotas, seguida pelo Nordeste.
 
O tráfico de pessoas é abastecido por hábeis e convincentes aliciadores, que induzem suas vítimas e as envolvem numa rede, que lhes tira a autonomia e da qual dificilmente conseguem se libertar. Geralmente, há uma boa proposta de emprego e renda no aliciamento. Por ser um crime invisível e silencioso, seu enfrentamento é difícil; as vítimas geralmente não denunciam, uma vez que elas passam a viver em situação de risco e de constrangimento. Além da vulnerabilidade social e econômica, elas têm sua dignidade degradada.
 
Como enfrentar essa chaga social, que representa um verdadeiro retrocesso cultural e civilizatório? Apesar da gravidade do problema, apenas recentemente ele começou a ser enfrentado seriamente pela sociedade. A partir da segunda metade do século 20, a escravidão no âmbito do trabalho forçado imposto pelas guerras começou a ser debatida em fóruns internacionais, de modo especial na Organização Internacional do Trabalho e na ONU. Com o avanço da globalização, alastrou-se ainda mais o tráfico de pessoas, mas também a consciência sobre a necessidade de normas adequadas e eficazes para combater esse tipo de crime.
 
Em 1999, a ONU realizou a Convenção de Palermo, contra o crime organizado transnacional e seus protocolos estão em vigor desde 2003. O Brasil adotou essa Convenção em 2006; desde 2008 tem o seu próprio Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Há numerosas iniciativas de organizações da sociedade civil que se dedicam ao enfrentamento do tráfico de pessoas. A Igreja também tem suas pastorais voltadas para essa problemática.
 
Em 2014, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoverá, no período que precede a celebração da Páscoa, a Campanha da Fraternidade sobre o tema do tráfico de seres humanos. Será uma boa ocasião para uma tomada de consciência mais ampla sobre as dimensões e a gravidade do problema e para suscitar iniciativas e decisões para enfrentar essa vergonhosa chaga social em nosso País.
  
 
Artigo publicado em O Estado de São Paulo em 10.11.2013
 
  

terça-feira, 12 de novembro de 2013

CPI: Especialistas apresentam sugestões em seminário


 
Do Portal PPS
Por William Passos

 
Um encontro realizado nesta terça-feira (12) na Câmara dos Deputados, a pedido do presidente da CPI do Tráfico de Pessoas, Arnaldo Jordy (PPS-PA), trouxe inúmeras contribuições ao colegiado, que acaba de apresentar projeto de lei sobre o tema.
 
O seminário “Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas – Situações e Perspectivas” - debateu pontos da proposta que constitui parte do relatório parcial, que foi aprovado na semana passada pela comissão parlamentar de inquérito. Apesar da anuência dos deputados, o texto passará por alterações de mérito e de redação, antes de ir ao plenário da Câmara.
 
Jordy destacou que o projeto foi construído “a dezenas de mãos”, a partir da colaboração de instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério da Justiça, Conselho Nacional de Justiça, Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Ministério Público, dentre outras. “Recebemos aqui sugestões muito valiosas que enriquecem nosso debate e que serão consideradas para efeito de apreciação das propostas deste colegiado”, disse o presidente da comissão.
   
Entre as inovações registradas no texto da CPI está a tipificação de novas modalidades de tráfico de seres humanos como o aliciamento de modelos, atletas e trabalhadores. A Lei de Adoção, pelas mudanças sugeridas pelos deputados, também está mais “transparente”, segundo avaliação do colegiado.
 
O próprio secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, reconheceu os avanços da nova proposta de legislação. “Lá no ministério, esta CPI era prioritária para nós pela qualidade do trabalho que realiza e apresenta para nós, mas este relatório pode avançar mais”, disse.
 
O representante do governo federal sugeriu uma Lei Geral do Tráfico de Pessoas, com previsão inclusive de proteção e eventuais indenizações às vítimas.
  
Contribuição do MP
 
A procuradora da República, Raquel Branquinho, sugeriu o aperfeiçoamento da redação dos artigos 149 e 231 do projeto elaborado pela CPI. O primeiro trata das situações de tráfico para exploração de mão de obra em condições análogas à de escravidão. Já o 231 refere-se às situações que configuram recrutamento externo ou interno de pessoas e a imputação de penas para tais crimes.
 
O projeto da CPI prevê aumento de penas se o tráfico for cometido contra menor de 14 anos ou se for praticado por servidor público.
 
A psicóloga Anália Ribeiro também ressaltou o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara. “A seriedade e o compromisso desta CPI com o tema renova nossas esperanças em relação a este legislativo”, finalizou.
  
 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CPI promove seminário sobre enfrentamento ao tráfico de pessoas

   
A CPI do Tráfico de Pessoas promove nesta terça-feira (12) o seminário “Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil – Situação e Perspectivas”. O debate foi proposto pelos deputados Arnaldo Jordy (PPS/PA), presidente do colegiado, e Luiz Couto (PT/PB).
   
De acordo com Jordy, o tráfico de pessoas é dos mais graves problemas que atingem as pessoas em todo o mundo, é abastecido onde existem graves violações de direitos humanos em decorrência da pobreza extrema, da desigualdade social, racial, étnica e de gênero. “É importante que os membros da CPI do Tráfico Humano possam conhecer e discutir as perspectivas de enfrentamento e solução do problema”, avalia.
 
Couto destaca que mulheres, crianças e travestis, na sua maioria, são levados para fora do país ou para outros estados onde são prostituídos, violentados e vendidos. De acordo com o Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNTTP), 98% das vítimas do tráfico humano são mulheres e os outros 2% dividem-se entre crianças, adolescentes e travestis.

CPI investigou mais de 30 casos
 
Em 18 meses, a CPI do Tráfico de Pessoas, viajou a 13 estados, onde fez audiências públicas, oitivas e diligências. Cerca de 50 vítimas foram ouvidas pelos deputados federais em mais de 30 casos investigados.
 
No parecer final que será apresentado pela CPI em dezembro, estão propostas para alterações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Código Penal, Lei Pelé, Lei do tráfico de pessoas, regras sobre extração de órgãos humanos e Código de Processo Penal. As sugestões, que serão posteriormente votadas em forma de projetos por Câmara e Senado, foram fruto de 75 reuniões realizadas pela comissão parlamentar de inquérito em um ano e meio de atuação.

"Nossa legislação está obsoleta diante de um 'mercado' criminoso de tráfico de pessoas e que movimenta cerca de U$ 32 bilhões por ano. E o Brasil está entre os 10 países que mais se utiliza dessa prática. Precisamos reagir diante deste quadro”, defende Arnaldo Jordy.

Vinte e uma denúncias foram feitas diretamente à Comissão Parlamentar de Inquérito por meio de cartas, mensagens eletrônicas, telefone e durante as audiências realizadas no Distrito Federal e nas demais unidades da federação.
 
Casos notórios   
 
Entre casos de maior notoriedade analisados pela Câmara estão: o tráfico de crianças no interior da Bahia, a adoção irregular de menores no interior do Paraná e de Santa Catarina com ramificações nos EUA, o tráfico de mulheres de Salvador para Espanha, o tráfico de mulheres doméstico visando a prostituição em bordéis localizados próximos a usina de Belo Monte (PA), o aliciamento e tráfico de travestis nordestinos e do Norte para São Paulo e Rio de Janeiro.
   
Também foram investigados pela comissão o aliciamento e envio de modelos fotográficos brasileiras para a Índia, o tráfico de atletas mirins em escolas de futebol do interior de São Paulo e em Sergipe, o recrutamento de bolivianos para atuarem em empresas de confecções em território brasileiro e a venda de bebês por até R$ 50 mil por meio de redes sociais. Foi ainda realizada a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de nove pessoas entre suspeitos e indiciados por tráfico de pessoas.
  
Colaboração
 
Para realizar suas atividades de investigação e proposições legislativas, a CPI contou com importantes colaborações de instituições como Polícia Federal, Interpol, Banco Central, Receita Federal, Ordem dos Advogados do Brasil, Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça, Ministério da Justiça, Ministério das Relações Exteriores, Secretaria de Direitos Humanos e Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. Também colaboraram a Embaixada Americana, os Ministérios Públicos estaduais e diversas assembleias legislativas. A CPI do Tráfico de Pessoas tem prazo até 20 de dezembro de 2013 para apresentar o seu relatório final.
   
O Seminário será realizado a partir das 9h30, no Plenário 11. Confira a programação:
 
09:30 - Abertura
- Deputado Federal Rubens Bueno, Líder do Partido Popular Socialista - PPS
- Deputado Federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) – Presidente da CPI
- Deputado Federal Luiz Couto (PT/PB) – 1º Vice-Presidente da CPI
- Deputada Federal Flávia Morais (PDT/GO) – Relatora da CPI
 
10:30 - Palestras
- Dr. Paulo Abraão – Secretário Nacional de Justiça
- Dr. Jaeçson Dias – Advogado
- Drª Anália Ribeiro – Psicóloga
- Prof. Luiz Flávio Gomes – Diretor Presidente do Instituto Avante Brasil e do Instituto da Prevenção do Crime e da Violência;
- Srª Ariane Gontijo – Diretora do Programa de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estado de Minas Gerais.
 
 
Com informações do Portal PPS e da Agência Câmara
  
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-1376 / 8276-7807
  
 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

VÍDEO - Na TV Câmara, os deputados Arnaldo Jordy e Flávia Morais discutem tráfico de pessoas

   
Brasília/DF - De acordo com a Organização das Nações Unidas, o tráfico de pessoas no Brasil dá um lucro de 32 bilhões de dólares por ano. O tráfico abrange as mais diferentes formas de exploração do ser humano. Da exploração sexual, infelizmente bastante popular, podemos chegar ao tráfico de crianças para adoção, mas também à exploração de meninos em clubes de futebol.
 
De acordo com o Ministério da Justiça, entre 2005 e 2011, foram identificados 475 brasileiros como vítimas. O próprio ministério reconhece que não há dados precisos sobre esses crimes, o que torna ainda mais difícil seu combate.
 
Na Câmara dos Deputados, uma comissão parlamentar de inquérito se debruçou sobre esse universo pouco conhecido e está pronta para apresentar um retrato sobre essa situação no país. Os deputados Flávia Morais (PDT/GO) e Arnaldo Jordy (PPS/PA) discutiram o assunto no programa Brasil em Debate, da TV Câmara.
 
A entrevista foi ao ar nesta quarta-feira (06), Você pode conferir o vídeo da entrevista abaixo, ou caso seu navegador não consiga visualizar, no site da Câmara (http://trunc.it/pqvtw).

 
  
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-1376 / 8276-7807
 
 

Para ambientalistas, novo código de mineração significa retrocesso socioambiental

 
  
Brasília/DF - A Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara dos Deputados promoveu debate nesta quarta-feira (6) sobre os impactos do novo Código da Mineração (Projetos de Lei 37/11 e 5807/13) no meio ambiente. Ambientalistas convidados para a discussão reafirmaram que o projeto é um retrocesso do ponto de vista socioambiental. Eles disseram que o novo código se concentrou em questões econômicas da exploração mineral, embora admitam o papel economicamente estratégico da mineração, mas ressaltam que seu impacto socioambiental precisa ser efetivamente mitigado.

O representante do ISA - Instituto Socioambiental, Raul do Valle, defendeu que a proposta crie o zoneamento de áreas de mineração e a criação de um seguro ambiental. Ele afirmou que a proposta será votada sem o devido aprofundamento do debate. "O projeto foi feito durante quatro anos a portas fechadas no Executivo e agora veio para o Congresso com 90 dias para ser aprovado. Ele precisa ter debate aprofundado e, sobretudo, incluir a dimensão socioambiental, que é a grande ausente nesse projeto”, disse.
 
No novo código, as concessões de pesquisa e lavra terão um prazo de 40 anos, que poderá ser renovado a cada 20 anos. Para cada renovação, o detentor da concessão deverá provar um ritmo mínimo de exploração, o que pode significar ainda mais degradações ambientais.
 
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), membro da Frente Parlamentar e um dos propositores da reunião, afirmou que o código é feito sob medida para as grandes mineradoras, em detrimento das comunidades já impactadas pelo setor, que segundo ele “invariavelmente, causam um grande passivo ambiental sem a preocupação com o meio ambiente e com o ser humano”. O parlamentar chamou ainda a atenção para os cerca de 90 mil processos paralisados no DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral, à espera do novo código.
 
O relator do novo Código de Mineração, deputado Leonardo Quintão (PMDB/MG),que também participou do encontro, disse que projetos que representam investimentos de mais 70 bilhões de reais aguardam pela nova legislação. Quintão relatou que visitou vários estados e órgãos, como o DNPM, que afirmou estar sucateado. “Toda documentação relativa ao setor mineral do país pode ser perdida caso aconteça algo à sede do órgão”, alertou. O deputado mineiro também explanou sobre a nova agência regulamentadora que deverá ser criada com a aprovação do novo código.
 
Terras indígenas
 
Levantamento da Rede Brasileira de Justiça Ambiental mostra que, em alguns casos, até 90% dos atuais territórios indígenas estariam em risco devido à exploração mineral. Segundo a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), mais de cinco mil pedidos de lavra em terras indígenas já foram apresentados ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) por mineradoras que, para atuarem, precisam da regulamentação do PL 1.610/96, que dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas e está em análise no Congresso.
 
Comissão da Amazônia
 
O novo Código Mineral também foi debatido e criticado em audiência pública da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, na terça-feira (5). O deputado Arnaldo Jordy, proponente da reunião, debateu a proposta de legislação com representantes do Instituto Brasileiro de Mineração - Ibram, da Secretária adjunta de Indústria, Comércio e Mineração do Pará – Seicom, da Associação Brasileira de Pesquisa Mineral – ABPM e do Movimento Consciência Mineral - Não ao Apagão Mineral da Universidade de Brasília (UnB).
   
  
Com informações da Agência Câmara
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-1376 / 8276-7807
   
 

Jordy critica desistência do governo federal de ampliar ferrovia Norte-Sul

  
Do Portal PPS
Por William Passos

  
Da tribuna da Casa, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) protestou, nesta quarta-feira (6), contra decisão do governo federal que não irá mais licitar a ferrovia Açailândia-Barcarena, que constituiu a ampliação dos trilhos da Norte-Sul, em direção ao Porto de Vila do Conde (PA).
 
“Lamento o recebimento da informação de que a Presidência da República teria desistido desta licitação. Seria a Esperança para um escoamento mais eficiente tanto da produção mineral, quanto agrícola. O projeto do eixo paraense da Norte-Sul era apontado até então como prioridade para o governo”, disse Jordy.
    
O parlamentar paraense citou pesquisa da Confederação Nacional do Transporte de Rodovias de 2013 que aponta o estado do Pará como o detentor das piores rodovias do país para lamentar a postura do Palácio do Planalto.
 
Segundo o relato do deputado, o governo federal promoverá 14 leilões de trechos ferroviários, para onze mil quilômetros de novas linhas. Serão R$ 90 bilhões de investimentos. “Porém, mesmo com as garantidas dadas ao governo estadual para a prioridade do trecho que alcançará Barcarena, o Palácio do Planalto resolveu alterar a ordem do certame, sem explicações muito sólidas”, acrescentou Jordy.
 
Arnaldo Jordy justificou ainda que o seu Estado tem diversos motivos que justificam a ampliação da malha ferroviária. “Detentor de um dos maiores polos minerários do mundo, o Pará há muito aguarda pelas novas rotas, que serão utilizadas também para transporte de pessoas, produção agrícola e para a integração do Estado, que possui uma malha viária de apenas 10 mil quilômetros, sendo que boa parte está em estado péssimo, ruim ou regular”, afirmou.
 
O deputado do PPS disse que aguardará “uma posição oficial da presidente Dilma, para que a cronologia dos leilões ferroviários não seja realmente alterada, e que sejam mantidas as garantias já definidas”.
 
 

CONVITE - Seminário Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - Situação e Perspectivas

 
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-1376 / 8276-7807