segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Por iniciativa de Jordy, comissão da Câmara cria grupo de trabalho para discutir transgênicos

  
Do Portal PPS
Por
William Passos
 
Foi aprovado nesta quarta-feira (14) requerimento de autoria do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) que cria no âmbito da Comissão de Meio Ambiente grupo de trabalho destinado a analisar os impactos dos produtos geneticamente modificados sobre a saúde humana.
 
Entre outros objetivos, Jordy quer que o grupo de parlamentares busque ainda informações sobre os reflexos dos chamados transgênicos sobre meio ambiente e como anda a atuação dos órgãos governamentais diante da recente Lei de Biossegurança.
 
O deputado, que é vice-presidente da Comissão, justifica que, apesar de todas as pesquisas na área de transgenia, não existem ainda normas apropriadas para avaliar os efeitos dos transgênicos na saúde do consumidor e no meio ambiente.
 
“Há sérios indícios de que eles sejam prejudiciais. Os próprios médicos e cientistas ainda têm muitas dúvidas e divergências quanto aos riscos dessas espécies, não havendo um só estudo, no mundo inteiro, que prove que eles sejam seguros”, acrescenta Arnaldo Jordy, no documento que resultou na criação do grupo de trabalho.
 
O parlamentar do PPS diz reconhecer a importância da transgenia para a intensificação da produção de alimento, cuja demanda, explica ele, cresce em função do aumento exponencial da população mundial.
 
“Mesmo assim, percebe-se que ainda existem muitas dúvidas sobre essa tecnologia e pouco conhecimento sobre os efeitos dos transgênicos e seus derivados”, finaliza.
 
 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

MEIO AMBIENTE - Sustado decreto sobre distribuição de energia em unidades de conservação


Do Jornal Câmara
 
A Comissão de Meio Ambiente aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2602/10, do deputado Sarney Filho (PV-MA), que susta os efeitos de decreto que traz os procedimentos para autorizar e realizar estudos de aproveitamento de potenciais de energia hidráulica e sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica em unidades de conservação (Decreto 7.154/10).
 
O relator da proposta, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), concordou que o decreto fere a Política Nacional de Meio Ambiente (Lei 6.938/81) ao possibilitar a implantação de linhas de transmissão em Unidades de Conservação sem licenciamento ambiental. Essa lei diz que cabe ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) decidir sobre as regras de licenciamento ambiental, sendo que a Resolução Conama 237/97 diz que a transmissão de energia elétrica submete-se a licenciamento ambiental.
 
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário.
 
Incongruência - Para o deputado Arnaldo Jordy, o decreto não é congruente com a legislação ambiental, uma vez que “o objetivo básico das Unidades de Conservação de proteção integral, por lei, é preservar a natureza, o que significa mantê-la intocada, isenta o máximo possível de alterações por ação antrópica”. Jordy acrescentou que a legislação sobre meio ambiente preconiza a necessidade de licenças ambientais para qualquer empreendimento.
 
Segundo o deputado Sarney Filho, além de inconstitucional, o decreto fere o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc - Lei 9.985/00). “A realização de estudos sobre o potencial de energia hidráulica não consta em nenhum dispositivo da Lei do Snuc, relativamente a cada uma das categorias de unidades de conservação de proteção integral”, disse o deputado.
 
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Jordy faz pronunciamento na Tribuna da Câmara Federal sobre CPI do Tráfico de Pessoas


 
Brasília/DF - O Deputado Federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) realizou pronunciamento na tarde desta quarta-feira (14), no plenário da Câmara dos Deputados, onde relatou os andamentos dos trabalhos realizados à frente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o tráfico de pessoas no Brasil, a qual preside.
 
Em seu pronunciamento, Jordy foi aparteado por vários deputados, dentre os quais Carmen Zannoto (PPS/SC), Severino Ninho (PSB/PE), Luiz Couto (PT/PB) e Zé Geraldo (PT/PA), que elogiaram a seriedade desenvolvida pela CPI na investigação dos casos e em seu objetivo de melhorar a legislação brasileira quanto a este tipo de crime, ainda desconhecido pela maioria da população.

Ainda no pronunciamento, o deputado elogiou a postura do Ministro Eduardo Cardozo, da Justiça, que afirmou em evento para empresários que preferia a morte a ser preso em um presídio nacional, devido as condições precárias em que se encontram. O parlamentar paraense ainda elogiou o trabalho do Ministro Ayres Britto, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o parabenizou por sua aposentadoria, que acontece neste domingo, quanto completa 70 anos de idade.
 
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
jordycamara23@gmail.com
(61) 3215-1376 / 8276-7807
 
 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

CPI do Tráfico de Pessoas deve pedir quebra de sigilo bancário de casal acusado de aliciar mulheres na Bahia

 
Da Agência Brasil
Por Thais Leitão
 
 
Brasília – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas na Câmara dos Deputados deve pedir a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Carmem Kiechofer, de seu marido, Bernhard Michael Topschall, e das empresas do casal, informou o presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA). Eles são suspeitos de aliciar mães e intermediar a doação de crianças pobres no interior da Bahia.
   
Os dois foram convocados para prestar esclarecimentos na CPI em audiência na manhã de hoje (13), mas se negaram a responder à maior parte das perguntas feitas pelos parlamentares. Eles foram beneficiados por dois habeas corpus, concedidos ontem (12) pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Levandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que asseguraram o direito de permanecerem calados quando considerassem que as respostas aos questionamentos pudessem produzir provas contra eles.
  
Ao comentar a postura de Carmem de não responder à maioria das perguntas, o deputado Jordy disse considerá-la suspeita. Durante a audiência, ele chegou a dizer que o silêncio estava “ruidoso demais”. “Ela não se incriminou porque não disse nada, mas a sensação que fica é que ela tem muito a dizer. Só deixa essa lacuna quem está apavorada de falar alguma coisa. Ela é peça importante [para as investigações]“, disse.
 
Ao justificar o silêncio diante das perguntas, Carmem disse que é a “maior interessada nos esclarecimentos dos fatos” e reiterou que só se manifestará perante a Justiça da Bahia. Entre as poucas respostas que deu, a maioria sem ligação direta com as acusações, ela confirmou ser moradora do município de Pojuca, na Bahia, para onde se mudou há cerca de dois anos com o objetivo de montar uma empresa de processamento de tripa natural, atraída por incentivos fiscais. Ela confirmou, no entanto, que até o momento não conseguiu estabelecer o negócio.

Carmem nasceu em Porto Alegre (RS) e morou em Salvador, Abrantes e Lauro de Freitas, todos municípios na Bahia. Ela disse ser católica praticante e destacou: “só estou aqui porque acredito e confio em Deus”.
   
A ultima depoente, Maria Elizabete Abreu Rosa, ex-vereadora do município baiano de Encruzilhada, mais uma vez não compareceu à audiência e, segundo os parlamentares, não apresentou justificativa. Há duas semanas, quando também era aguardada para depor na CPI, apresentou atestado médico para explicar a ausência. Ela é suspeita de aliciar mães e intermediar adoções ilegais na Bahia.
  
Ao fim da audiência, a relatora da CPI, deputada Flávia Morais (PDT/GO), informou que Célia Maria de Oliveira Santos, escrivã na comarca de Canudos (BA) também será convidada a depor na comissão. Segundo a relatora, ela é suspeita de ter indicado as famílias de São Paulo que receberam a guarda provisória das crianças do município baiano de Santo Amaro, num processo ilegal de adoção.
  
Ela também lamentou o silêncio dos depoentes. “Lamentamos o não pronunciamento e percebemos, pelo medo e pela aflição dela [de Carmem] e a orientação constante dos seus advogados, que ela estava muito insegura, o que a coloca, já tendo sido indiciada pelo MP [Ministério Publico], como muito envolvida nesses acontecimentos”, disse.
  
 

Presidente da CPI diz que silêncio de acusada é “ruidoso”

   
   
Do Correio do Brasil - http://trunc.it/m7xza
 
O presidente da CPI do Tráfico de Pessoas, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), inconformado com o silêncio da deponte Carmem Kieckhofer Topschall , afirmou que, ao se recusar a responder a perguntas triviais, ela dava o direito à comissão de concluir que “quem cala consente”.
  
“O seu silêncio já está ruidoso demais. Isso está virando uma brincadeira de mau gosto, isto está virando um cinismo”, afirmou ele, quando ela se recusou a responder se já tinha ido à cidade de Monte Santo, que fica a 350 km de distância de Pojuca (Grande Salvador), onde mora.
 
Conforme depoimentos anteriores à comissão, Carmem intermediou adoções em Monte Santo. Ela está se recusando a responder a qualquer pergunta relacionada à investigação, com o argumento de que isso poderia prejudicar sua defesa em procedimento investigativo aberto pelo Ministério Público da Bahia.
 
A depoente disse que é a maior interessada no esclarecimento dos fatos, mas que o fará perante o Ministério Público baiano. Porém, ela respondeu a poucas perguntas não relacionadas à investigação, todas ligadas ao seu passado. Disse que nasceu em Porto Algre (RS) e que se mudou para a Bahia para abrir uma empresa de processamento de tripa bovina, em razão dos incentivos fiscais oferecidos a empresários pelo governo da Bahia.
 
Ela não quis responder nem sequer se seus filhos são adotados ou biológicos, o que deixou a deputada Carmen Zanotto (PPS/SC) “frustrada e revoltada”.
 
Carmem disse também que nunca havia sido convocada para depor na CPI. Disse que soube pelos jornais que havia uma ordem coercitiva para que depusesse. Jordy apresentou cópias dos ofícios de convocação, mas ela afirmou que nunca os recebeu.
 
O deputado Severino Ninho (PSB/PE) insistiu em saber se a empresária Carmem Kieckhofer Topschall responde a acusações de adoção ilegal também do Rio Grande do Sul, além da Bahia. Ela disse que, se isso está acontecendo, não é do seu conhecimento.
  
Reportagem – Wilson Silveira
Edição – Marcelo Westphalem
 
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CPI deverá ouvir na terça mulher acusada de intermediar adoções ilegais na Bahia

 
Da Agência Câmara
 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil tentará ouvir nesta terça-feira (13) a ex-vereadora Maria Elisabete de Abreu Rosa e Carmen Kiechofer Topschal, acusadas de agir no interior da Bahia para que crianças de lá sejam adotadas por famílias de outros estados. Também foi convidado a prestar depoimento o marido de Carmen, o alemão Bernhard Michael Topschall.
 
O presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), informou que já pediu à polícia a condução coercitiva de Carmen que, nos anos 90, se mudou para a Alemanha e voltou casada com Topschall. Carmen chegou a ser convocada pela comissão, mas não compareceu ao depoimento que estava marcado para a semana passada.
 
Um dos casos mais emblemáticos de tráfico ocorreu em Monte Santo, onde cinco crianças de uma mesma família foram tiradas da guarda dos pais por decisão do juiz Vitor Bizerra. As adoções teriam tido a intermediação de Carmen, que teria indicado os casais que obtiveram a guarda provisória desses meninos e meninas. A mãe das crianças, Silvânia Maria da Silva, disse que os filhos foram retirados à força de casa por ordem de Vitor Bizerra. O juiz foi ouvido pelos integrantes da CPI e negou que tenha agido por outros interesses que não o de propiciar o bem estar das crianças. Segundo Bizerra, elas estariam em situação de extremo risco de acordo com relatos do Conselho Tutelar local. Essas informações teriam embasado sua sentença.
 
Bizerra chegou a dizer que a imprensa criou uma "história fictícia" em relação à adoção dos cinco irmãos. Segundo a denúncia que chegou à CPI, as crianças foram adotadas em processo sumário, em 24 horas, sem chance de defesa dos pais. De acordo com o depoimento do juiz, ele não autorizou a adoção e sim a guarda provisória, que pode ser revogada a qualquer momento. Bizerra afirmou também que o processo correu por mais de um ano sem que os pais e nenhum outro membro da família mostrasse interesse em ficar com as crianças, que estavam "abandonadas à própria sorte, cuidando umas das outras".
 
Vitor Bizerra leu ainda trecho de depoimentos de um conselheiro tutelar e de um oficial de justiça segundo os quais os pais das crianças eram alcoólatras. Os relatos contidos no processo atestariam, segundo o juiz, também que a mãe era usuária de drogas e se prostituía, além de ter admitido que mantinha relações sexuais com o marido na frente dos filhos.
 
Segundo o juiz, o próprio Gerôncio Souza, que é pai de duas das cinco crianças, procurou o Conselho Tutelar para denunciar a mulher, Silvânia da Silva, por abandono dos filhos. Silvânia, por sua vez, disse ao Conselho Tutelar que o marido bebia muito e batia nela quando chegava em casa.
 
A CPI ouviu Silvânia em audiência na semana passada. Na reunião, ela contou que, em nenhum momento, foi ouvida, nem recebeu explicações sobre o processo.
 
Arnaldo Jordy disse considerar o depoimento de Carmen essencial para esclarecer o que está por trás da suspeita de adoções indevidas naquela região. "Qual o interesse desta senhora nisto? É por isso que já pedimos a condução coercitiva para ela ser ouvida pela CPI. As coisas até agora ainda estão muito estranhas envolvendo estas ações", justificou o parlamentar. Os depoimentos estão marcados para as 10 horas.
 
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Zero Hora: Jordy diz que depoimento de acusada de tráfico de crianças é essencial para CPI

 
Do Zero Hora 
   
Polícia Civil diz que irá rever os arquivos do caso

Os investigadores da 1ª DP de Cachoeirinha e do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) prometem revirar os arquivos e apurar possíveis elos entre a gaúcha sob suspeita na Bahia e o sumiço de Gabriel.
  
Depois de não comparecer a uma convocação da CPI do Tráfico de Pessoas na Câmara dos Deputados, Carmem Topschall teve a prisão preventiva solicitada e a determinação da sua "convocação coercitiva" a ser cumprida pela Polícia Federal até Brasília.
  
De acordo com o presidente da CPI, o deputado Arnaldo Jordy (PPS), do Pará, os interesses da comissão vão muito além dos casos revelados pelo Fantástico na Bahia.
  
– Conhecer o passado dessa mulher será fundamental. E vamos investigar isso, porque naqueles casos concretos da Bahia ela é peça-chave – afirmou ontem, por telefone, ao Diário Gaúcho.
  
Segundo o deputado, mesmo que a CPI ainda não tenha dados concretos sobre tráfico de crianças, a suspeita existe e ganha cada vez mais força.
  
– O depoimento dela é fundamental. Precisamos evitar que ela fuja ou saia do país – alertou o deputado.
  
O advogado Maurício Vasconcelos garante que a cliente continua em casa, em Pojuca, Região Metropolitana de Salvador, e que, até ontem, não havia recebido intimação judicial ou da Câmara dos Deputados.
  
 
 O desaparecimento
 
 
COMO FOI
 
 - Em 13 de novembro de 1999, Gabriel Guimarães Nogueira, cinco anos, deveria ter sido levado da casa da mãe, em Cachoeirinha, por uma tia para passar o feriado na casa da avó paterna, no bairro Passo do Hilário, em Gravataí.
- A tia disse que, ao acordar, não viu a criança e achou que a mãe ou outro parente havia passado na casa, pego Gabriel e o levado. Como a mãe tinha pouco contato com a ex-sogra, demorou a saber do ocorrido.
- O sumiço do menino só foi percebido e registrado na polícia no dia 16 de novembro.
- A investigação policial evoluiu pouco. Em 13 anos, não foi encontrado nenhum corpo ou pista concreta de que o menino esteja vivo – hoje, teria 18 anos.
 
 
O CASO CARMEM
 
 - Na década de 1990, Carmem Kieckhofer Topschall (foto), que morava no bairro Passo do Hilário, em Gravataí, mudou-se para a Alemanha e voltou casada com Bernhard Topschall.
- Nesse período, fez diversas viagens internacionais. Uma delas, em 1999.
- Em 2002, já de volta em definitivo e casada, Carmem teria entrado na Justiça pedindo a guarda de duas meninas, filhas de um parente seu de Gravataí. Queria levá-las para a Bahia, onde montaria um frigorífico, mas não conseguiu.
- Agora, Carmem é investigada pela Justiça baiana como principal intermediária de adoções suspeitas no Sertão. Seria peça-chave na retirada de crianças de famílias pobres em casos que se estenderam por toda a década passada.