quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Jordy: Uma reforma política que não reforma nada

   
Ao encaminhar, nesta quarta-feira (17), o voto dos deputados da bancada, de modo possibilitar mais discussões sobre a Reforma Eleitoral que se discute na Câmara Federal, o líder do PPS, Arnaldo Jordy (PA), afirmou que a proposta que se apresenta, não reforma coisa alguma e ainda piora o sistema de representação democrática. “O que está aí, constrange a maioria dos eleitores”, afirmou o deputado paraense, sobre, por exemplo, o fundo de 3,5 bilhões para custear as próximas eleições e o sistema de “distritão”, que fulmina a possibilidade de renovação do parlamento.
  
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Por: Assessoria Parlamentar
   
  

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Reforma eleitoral: Fundo bilionário e distritão não devem ser aprovados, afirma Jordy

   
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), comenta sobre a retomada das discussões, pela Câmara Federal, da tão necessária reforma política. O parlamentar considera que o atual modelo de eleições no país faliu e que as propostas de um fundo bilionário para o financiamento eleitoral e do modelo chamado de “distritão”, não devem ser aprovados por vários motivos. Saiba quais.
  
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Por: Assessoria Parlamentar
  
    

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

ARTIGO - Marajó: educação e pobreza

  
* Arnaldo Jordy 
  
Enquanto a corrupção sangra R$ 220 bilhões por ano dos cofres públicos, o Brasil segue precaríssimo em educação e saúde públicas de qualidade e afundado em problemas decorrentes da miséria, tais como a exploração sexual, a prostituição infantil, a violência e o desemprego. No Pará, temos uma região que é a expressão dessa realidade, de uma situação de abandono à própria sorte que perdura há séculos, o Marajó, cujo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de seus municípios escancara toda uma situação de carência da população e abandono.
    
Neste semestre passado percorri 12 dos 16 municípios do arquipélago, prestando contas do meu mandato, conversando com a população, prefeitos, entidades, entregando emendas parlamentares, e cada vez me convenço que são dois os maiores desafios imediatos para superar essa realidade de maneira emergencial: educação e ampliação dos programas sociais. 
  
O IDH, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), é uma medida resumida do progresso de uma determinada região em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O indicador criado pela ONU serve como contraponto ao Produto Interno Bruto (PIB), que mede a soma das riquezas de um determinado local, enquanto que o IDH serve para avaliação de como essa riqueza beneficia a população.
  
O índice vai de 0 a 1 e os locais com IDH abaixo de 0,499 têm sérios problemas em seu desenvolvimento humano; os que estão entre 0,500 e 0,799 têm desempenho mediano e apenas os que estão acima de 0,800 têm alto desenvolvimento. Em 2013, todos ficamos chocados com o fato de Melgaço, no Marajó, ter o menor IDH do país, 0,418, assim como 8 dos 16 municípios da arquipélago estavam entre os piores indicadores do Brasi em educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança de vida ao nascer) e renda (PIB per capita): Chaves, Anajás, Afuá, Curralinho, Breves, Portel, Bagre e Gurupá. No Atlas anterior, de 2010, Melgaço também havia sido o município paraense pior colocado, à frente apenas de outros seis municípios. Em 2010, metade da sua população de 24 mil habitantes era analfabeta e apenas 681 jovens frequentavam o ensino médio. O Pnud informa que a dimensão que mais contribuiu para o baixo IDH do município foi a educação, com índice de apenas 0,207, seguido da renda, com 0,454, enquanto a longevidade, que representa a expectativa de vida ao nascer, teve índice de 0,776. 
   
O Censo de 2010 constatou que o Marajó tinha 130 mil alunos matriculados no ensino fundamental, número que caia abruptamente para 16 mil alunos no ensino médio, enquanto apenas 1 mil alunos cursavam ensino técnico ou profissional. O sonho de uma universidade do Marajó ainda é distante, embora UFPA e UEPA tenham aumentado o número de vagas em seus campi avançados após mobilizações da sociedade das quais participei. O Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago de Marajó (PDTSAM), lançado por Lula em 2007, nunca saiu do papel.
   
O que fazer de imediato? É preciso urgentemente ampliar os programas sociais do governo, com um olhar diferenciado para o Marajó, ampliar a proteção à criança e ao adolescente e prover serviços básicos, como água potável, que ainda falta naquela região, definindo uma estratégia que possa superar de forma rápida essa situação. 
   
Definir também as bases de um ajuste curricular que possa atrair mais os alunos, agregando conteúdos que possam estimular sua participação, incentivar equipes pedagógicas em parceria com os pais e a comunidade, para o alcance de metas, definir o grau de colaboração entre os entes federativos (municípios, estados e a União, incluindo as duas universidades públicas, UFPA e UEPA), adequar essa estratégia em função da territorialidade, ou seja, pensar o território (que no Marajó destoa do restante do Brasil), com base em arranjos locais de desenvolvimento da educação, como previsto no Plano Nacional de Educação, em seu Artigo 7º, que estabelece que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios atuem em regime de colaboração, visando o alcance de metas e a implementação das estratégias que são objeto do PNE, como um maior investimento per capita em educação básica, incluindo transporte escolar e merenda.
   
Essas são algumas iniciativas, entre outras que poderão ser tomadas para reverter de forma emergencial situações degradantes causadas pela pobreza e a falta de perspectivas. Mas os governos devem adotar políticas públicas que não sejam meros paliativos, que mudem o cenário social no Marajó e de outras regiões onde a pobreza atrasa o futuro e empurra crianças e jovens para um turbilhão que os devora. Com educação e atenção integral, em algumas gerações haverá um aumento da renda da população e a melhoria dos indicadores de saúde que tanto nos envergonham.
  
  
* Arnaldo Jordy é deputado federal, líder do PPS na Câmara
  
  

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Após aprovação de financiamento bilionário para campanhas, líder do PPS defende fim do fundo partidário


     
Do Portal PPS
  
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), afirmou na tarde desta quinta-feira (10) que é um “escárnio” a aprovação de um fundo na ordem de R$ 3,6 bilhões para patrocinar campanhas eleitorais, conforme decidiu nesta madrugada a Comissão Especial da Reforma Política da Câmara dos Deputados.
  
O parlamentar disse que só faz sentido de este projeto ir adiante, se, por outro lado, o Congresso extinguir o fundo partidário.
  
“O povo não vai aceitar (o fundão). Ele vai sair caro para o momento em que vivemos. O ideal seria extinguir o fundo partidário. Até porque esta reforma teria como objetivo tornar as disputas eleitorais mais baratas. O que foi aprovado na comissão somente favorece os grandes partidos. É uma farra que beneficia as grandes legendas”, criticou o parlamentar.
  
A Comissão Especial ainda precisa analisar destaques à reforma política e, somente após esta fase, a matéria vai ao plenário. Como é uma proposta de emenda à Constituição, são necessários os votos de 308 deputados federais, em dois turnos de apreciação, antes de a proposta seguir para o Senado.
  
Distritão
  
Arnaldo Jordy também reiterou as críticas a outro item da reforma: o distritão. Pelo que foi aprovado, para as próximas eleições, em 2018, apenas os deputados e senadores mais votados em cada unidade da federação seriam eleitos. O sistema atual é chamado de proporcional – para ser eleito, o candidato conta com os seus votos e com aqueles dados ao partido ou à coligação.
  
“O que está se discutindo e propondo na reforma política nesta Casa é exatamente a oligarquização e a não renovação desse sistema que está absolutamente sem crédito diante das pessoas no Brasil”, disse.
  
  
Foto: Robson Gonçalves
    
  

Jordy lembra centenário de nascimento de João Saldanha

    
    
O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PPS/PA), registrou nesta quarta-feira (9), o centenário de nascimento de João Saldanha (1917-1990), considerado por ele “o mais discutido e brilhante técnico de futebol” da história do Brasil.
  
“Poderíamos até nos valer da expressão consagrada pelo saudoso Nelson Rodrigues, ao chamá-lo de a pátria em chuteiras numa das suas obras mais importantes, para imaginar o que ele representa para cada um de nós, tornando digna e justa essa homenagem ao grande e saudoso João Saldanha”, elogiou da tribuna da Câmara na noite desta quarta-feira (9).
  
Jordy lembrou, ainda, que o treinador entrou para a história não somente como uma personalidade marcante no futebol, mas também na cultura do país. “Ele não foi apenas um técnico apaixonado pelo futebol, mas também um militante político, membro inclusive do Partido Comunista Brasileiro. Ele foi perseguido e preso em 1964”, recordou o líder do PPS.
   
Reconhecimento aos técnicos
  
Jody também teve aprovado nesta quarta-feira, na Comissão de Esporte, seu relatório ao Projeto de Lei que institui premiação também para técnicos de atletas ou times nas competições esportivas oficiais. 
    
O parlamentar considerou que estender a premiação dos atletas e equipes premiadas em certames oficiais, é o óbvio reconhecimento que aos profissionais que são igualmente responsáveis pelo sucesso dos atletas, sendo a figura que dá o equilíbrio moral, psicológico, tendo um trabalho tão árduo quanto os orientados por eles . "É quem responde em grande parte pelo êxito daqueles que são premiados nos certames, que são os atletas", finalizou o deputado paraense.
  
A proposta, que segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), é de autoria dos deputados Marco Antônio Cabral (PMDB/RJ) e André Amaral (PMDB/PB).
   
  
Foto: Robson Gonçalves
  
  

Arnaldo Jordy critica fundo bilionário para bancar campanhas eleitorais

      
  
  
Do Portal PPS
  
O líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), foi à tribuna da Câmara nesta quarta-feira (09) para chamar a atenção para a crise da representação política do sistema partidário e eleitoral brasileiro. Jordy também criticou duramente pontos da proposta de reforma política em debate na Casa.
  
Em seu discurso, o parlamentar lembrou que nas últimas eleições quase um terço do eleitorado, ou seja, 47 milhões de eleitores, não foram às urnas. Segundo ele, isso serve de alerta. Além disso, avalia que com a crise política provocada pela Lava Jato e a “promiscuidade” de captura de representação política por empresas, se torna obrigatório a revisão do sistema político.
  
“O que está se discutindo e propondo na reforma política nesta Casa é exatamente a oligarquização, e a não renovação desse sistema que está absolutamente sem crédito diante das pessoas no Brasil”, reprovou.
  
O líder do PPS citou como exemplo a proposta de um fundo no valor de R$ 3,5 bilhões para financiar as campanhas eleitorais. Segundo ele, isso é um absurdo diante da situação econômica do país.
  
“Como é que vamos justificar à opinião pública que se gaste, além do fundo partidário, R$ 3,5 bilhões quando o Brasil dá demonstração de falência múltipla em vários setores, como na saúde, educação, ciência e tecnologia, entre outros”, lamentou Jordy
  
O parlamentar demonstrou indignação também ao citar o sistema “distritão” que está sendo discutido na Casa. Por esse sistema, são eleitos para o Legislativo os candidatos mais votados em uma determinada região.
  
“Nós não temos como cobrar fidelidade partidária, que é uma conquista pequena do sistema, porque vão se eleger os mais votados. Esse sistema só existe em três países do mundo. Ou seja, a civilização humana, o estado moderno democrático, não tem essa referência de representação. Portanto, fica aqui o nosso apelo e a posição clara PPS contra essa mudança para pior”, apontou
    
  
Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
  
  

Reforma política: Jordy afirma que Distritão vai piorar o sistema eleitoral

   
Líder do PPS na Câmara Federal, o deputado Arnaldo Jordy (PA), fez nesta quarta-feira (9), duras críticas ao chamado Distritão, proposta contida nos debates da reforma político-eleitoral, que tem ganhado apoio no parlamento. O deputado paraense declarou que a proposta piorará o sistema de representação popular, prejudicando as chances de renovação política, mantendo as atuais oligarquias, indo diretamente contra o desejo da sociedade. Jordy afirmou ainda que o PPS tem posição clara contra “esta mudança para pior”.
  
Confira no vídeo abaixo, ou caso seu navegador não o abra automaticamente, veja aqui https://youtu.be/8OIy3Lg8O2g
  
  
  
Por: Assessoria Parlamentar