segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Jordy e Freire propõem audiências para debater situação migratória no Brasil

 
Do Portal PPS

Os deputados federais Arnaldo Jordy (PA) e Roberto Freire (SP) entraram com pedidos de audiência pública para que a Câmara dos Deputados discuta a situação dos imigrantes no Brasil. Os requerimentos foram protocolados na Comissão Especial criada com o objetivo de discutir um marco regulatório para o tema.
  
“Uma das questões mais relevantes para se debater no colegiado é a criminalização de imigrantes em situação irregular em virtude do foco imoderado no critério da legalidade, sem considerar aspectos relevantes do fenômeno da migração”, argumentam os autores das propostas que devem ser apreciadas na próxima reunião da comissão.
  
A ideia de Jordy e Freire é ouvir representantes de ONGs que acolhem pessoas vindas do exterior, defensores públicos, autoridades municipais, estaduais e federais e estudiosos do assunto.
  
Um dos requerimentos pede também que membros da comissão especial visitem e conheçam, em São Paulo, as atividades promovidas pela Missão Paz, pelo Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes, Cáritas e Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante.
  
“O que levou a pessoa a migrar? Que condições enfrentou para chegar aqui? Foi trazida por ‘coiotes’? Trata-se de uma vítima de tráfico humano?”, questionam os deputados do PPS em uma das justificativas para debater o tema.
   
O Projeto de Lei que resultou na formação da Comissão Especial para discutir um marco regulatório para a migração no país é de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP). Se aprovada nas comissões da Câmara, a proposta segue para apreciação do plenário.
   
  

CPI do BNDES ouve nesta terça ex-presidente da Camargo Corrêa

  
Da Agência Câmara 
  
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades nos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ouve nesta terça-feira (06) o ex-presidente da empresa Camargo Corrêa Dalton Avancini, condenado na operação Lava-Jato por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa.
   
Os deputados Arnaldo Jordy (PPS/PA) e Carlos Melles (DEM/MG) foram os autores dos requerimentos para realização da audiência pública. O objetivo é obter esclarecimentos sobre as denúncias de pagamento de propina que envolve a construção da usina Belo Monte, no Pará, financiada pelo BNDES.
   
Delator da Operação Lava Jato, o ex-presidente da Camargo Correa relatou que a empreiteira se comprometeu a pagar propina correspondente a R$ 20 milhões para atuar na construção da usina, segunda maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O empreendimento, previsto para ser concluído em janeiro de 2019, tem um investimento estimado em R$ 28,9 bilhões. 
 
A audiência pública será realizada às 14 horas, no Plenário 9 da Câmara Federal e será transmitida ao vivo pela Tv Câmara, pela Internet.
   
  



Provocado por Jordy, TCU confirma investigação ao BNDES e Belo Monte


Da Agência Estado 
 
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a realização de auditoria para investigar um termo aditivo firmado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a concessionária Norte Energia, dona da hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Pará. A decisão foi tomada pelos ministros da corte de contas, em sessão fechada realizada na quarta-feira, 30.
  
A informação foi confirmada pelo autor da solicitação ao TCU, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA). "A auditoria foi aprovada com base em minha Proposta de Fiscalização e Controle (PFC)", disse Jordy. O pedido do deputado foi feito com base em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 14 de abril, apontando que uma alteração contratual feita pelo BNDES no financiamento de R$ 22,5 bilhões firmado com Belo Monte pode ter livrado a Norte Energia de uma multa com potencial de chegar a R$ 75 milhões.
  
A possibilidade de multar a empresa deixou de existir porque o banco concordou em alterar as datas de execução de obras da usina. Ao mudar o cronograma original que exigia da empresa, as multas por atrasos desapareceram. O acordo entre o banco e a concessionária foi viabilizado com a assinatura de um termo aditivo firmado no fim do ano passado, no qual foram alteradas as datas de alguns "marcos físicos" da obra.
  
O objetivo do TCU é realizara fiscalização para apurar as motivações e as condições em que ocorreu o aditamento do contrato. Pelos termos originais, esses prazos poderiam ser alterados em até 120 dias, mas o BNDES decidiu prolongar algumas etapas da obra em mais de um ano.
  
Com isso, o desvio do Rio Xingu, por exemplo, que estava previsto para junho de 2014, foi reprogramado para agosto de 2015. O início do enchimento do reservatório, que tinha de ser realizado até dezembro de 2014, foi reprogramado para outubro deste ano. Paralelamente, o BNDES manteve ainda a possibilidade de prorrogar, por mais 120 dias, os novos prazos.
  
Pelas regras do próprio banco, se uma empresa descumpre compromissos assumidos em seus financiamentos, deve ser alvo de multa de 1% sobre o valor restante do financiamento, ou seja, sobre o montante que ainda não foi liberado. Na época da assinatura do termo aditivo, a Norte Energia havia recebido cerca de R$ 14,9 bilhões do BNDES, até setembro passado.
  
O alvo potencial da multa de 1%, portanto, seriam os R$ 7,6 bilhões que, à época, a empresa ainda tinha a receber.
  
Reconhecimento
  
O atraso de Belo Monte foi reconhecido pela Norte Energia no ano passado. O termo aditivo firmado com o BNDES traz, manuscrita, a data de 23 de outubro de 2014. No entanto, esse documento só passou a ter valor jurídico no último dia 23 de março deste ano, quando o banco e a empresa fizeram o reconhecimento de firmas de seus representantes e o registro do documento no 1.º Ofício do Registro de Títulos e Documentos da Cidade do Rio de Janeiro.
  
"Essa investigação agora aprovada pelo TCU é fundamental para esclarecer se houve alguma irregularidade. Essa investigação paralela à nossa CPI do BNDES pode nos ajudar muito a entender se há, e em que grau há, uma relação que subverta os procedimentos que devem pautar o banco", afirmou Arnaldo Jordy.
  
A Norte Energia declarou que não comentaria o assunto, porque a auditoria não foi confirmada à empresa pelo TCU. O tribunal, por regimento, não costuma avisar antecipadamente quais serão as suas auditorias.
  
Quando da publicação da reportagem em abril, a empresa informou que o aditivo ocorreu "estritamente dentro das normas e do planejamento do empreendimento". O BNDES afirmou, à época, que as cláusulas que tratam dos marcos físicos da hidrelétrica "são utilizadas como referências para o acompanhamento das obras" e que essas "podem ser repactuadas, como ocorre entre as demais instituições financeiras e seus clientes".
  
Depois de publicada a reportagem, o banco afirmou que o enfoque foi "equivocado" e que "o pedido foi feito dentro dos prazos exigidos pelo banco para analisar esse tipo de pleito".   
    
   

sábado, 3 de outubro de 2015

Padre Carlos é pré-candidato à Prefeitura de Barcarena

  
  
     
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) foi a Barcarena, na manhã desta sexta-feira, 2, para um momento histórico para o município: a filiação do vereador Padre Carlos ao PPS, para que possa concorrer à Prefeitura de Barcarena, representando as forças populares no município. Padre Carlos trocou o PT, partido que ajudou a fundar em Santa Catarina, em 1987, pelo PPS, incomodado pelos desvios éticos e programáticos do partido que ocupa atualmente o Governo Federal. 
    
Vereador desde 2012 em Barcarena, foi o primeiro parlamentar eleito pelo PT no município em 20 anos, e sempre foi um símbolo da defesa dos direitos humanos, dos movimentos populares e da honestidade e coerência na política.Na Câmara, o vereador Padre Carlos passou a denunciar os desmandos cometidos pela administração municipal, apoiada pelo PT, e que ignorou os compromissos populares que havia assumido na campanha. O padre Carlos denunciou irregularidades cometidas pela prefeitura. "O governo fracassou. Manteve as mesmas praticas políticas dos governos anteriores e até as aprimorou. Derrubou as poucas e sofridas conquistas dos trabalhadores e desacreditou o legislativo", denunciou em seu site pessoal.
  
Sobre o PT, o vereador Padre Carlos afirma: "Percebi que o Partido dos Trabalhadores não possui mais abertura nem espaço para o diálogo com suas bases e seus filiados dando mostras reiteradas de que não está interessado, ou não tem condições, de resgatar o programa para o qual foi criado, nem tampouco recompor os princípios perdidos." Sem conseguir convencer o PT a abandonar a base de sustentação do prefeito, o Padre Carlos migrou para o PPS, para poder manter seus princípios éticos originais, e foi saudado nesta sexta por Jordy. "É um momento histórico para Barcarena, a vinda do vereador Padre Carlos para o PPS para disputar as eleições municipais", ressaltou o deputado. Junto com o vereador, também aderiram ao PPS um grande número de jovens militantes envolvidos com as causas populares. Depois do ato de filiação, o Padre Carlos se reuniu com Juventude Popular Socialista (JPS).
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
  

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Jordy pede afastamento de Cunha da presidência da Câmara

  
Do Portal PPS
  
O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), afirmou nesta sexta-feira (2) que é insustentável a permanência de Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados. Com a confirmação da existência de pelo menos quatro contas bancárias secretas na Suíça – que são alvo de investigadores do ministério público suíço e da Procuradoria Geral da República (PGR), Jordy diz que o peemedebista precisa se afastar do cargo.
   
O parlamentar do PPS lembra que, em tese, houve quebra de decoro, já que Cunha negou, em depoimento à CPI da Petrobras, ter contas além daquelas que constam em sua prestação de dados feita na justiça eleitoral. Não há nenhuma menção do TRE sobre os tais registros bancários em território suíço.
   
Jordy cita ainda os quatro depoimentos de investigados da operação Lava Jato, realizados por meio de delação premiada, que acusam Eduardo Cunha de ser beneficiário de recursos financeiros oriundos de propina do esquema de corrupção ocorrido na Petrobras.
   
“Aqui expresso uma opinião pessoal, mas Eduardo Cunha precisa se afastar do cargo de presidente da Câmara até para preservar a imagem institucional da Casa. Ele sequer teve condições esta semana de responder questionamentos de seus pares sobre a confirmação das referidas contas no paraíso fiscal”, afirmou o deputado de oposição.
   
Arnaldo Jordy estuda ingressar, na próxima semana, com representação contra o peemedebista na própria Câmara para questionar a suposta quebra de decoro de Cunha. A infração às normas de decoro e ética podem levar o parlamentar à simples advertência escrita até a perda do seu mandato.
   
  

Metas de desmatamento do Brasil é extremamente tímida, afirma Jordy


  
  
Do Portal PPS 
    
A proposta do governo brasileiro de reduzir a zero até o ano de 2030 o desmatamento ilegal no país foi considerada “extremamente tímida” pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA). A meta deverá ser levada à Conferência da ONU para a Mudança do Clima (COP-21), que será realizada em dezembro, em Paris.
  
A opinião do parlamentar paraense foi dada durante um café da manhã organizado, nesta quarta-feira (30), pela Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara dos Deputados.
   
“A Europa já anunciou 60% de redução das emissões de poluentes até 2030 e aqui estamos limitados a redução até 2030 da extração ilegal de madeira na Amazônia. Precisamos de 15 anos para cumprir a lei. É o que está sendo anunciado. Isto é patético. É uma meta extremamente tímida”, comparou o deputado do PPS.
   
Para Jordy, o combate ao desmatamento, principalmente na região amazônica, precisa estar aliado a estratégias de elaboração de alternativas nos arranjos produtivos locais. Além disso, o deputado considera fundamental a liberação de investimentos para contratação de pessoal para fiscalização.

“No Pará, o Ibama tem apenas 16 agentes. Só com mais investimentos e contratação de pessoal podemos ter a possibilidade de sair desta meta tímida para alguma coisa mais ousada”, acrescentou Arnaldo Jordy.
  
  

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Jordy diz que CPI do BNDES pode "fechar as portas" depois de blindar Lula e JBS

  


Do Portal PPS
  
O vice-líder do PPS, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), acusou nesta quinta-feira a CPI do BNDES de blindar grupos econômicos e personagens do meio político. Para ele, se o colegiado continuar neste ritmo, “logo estará de portas fechadas”.
  
A crítica do parlamentar ocorreu minutos após a CPI decidir por 16 votos contrários e 11 favoráveis que não se deveria apreciar requerimento de sua autoria que pedia a convocação do ex-presidente Lula no colegiado para explicar denúncia de que ele teria feito lobby para a Construtora Odebrecht no exterior.
  
A avaliação da oposição é de que os governistas blindaram o petista que está sendo investigado pela Procuradoria da República no Distrito Federal. Os oposicionistas queriam aprovar o pedido de oitiva de Lula, ao apresentar requerimento para apreciação da proposta numa extra-pauta. Mas a estratégia foi barrada pela bancada governista. 
  
O governo também manobrou e conseguiu impedir a votação de uma proposta, de autoria da oposição, que solicitava a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre interesses de empresas brasileiras no exterior. “Depois da blindagem ao grupo JBS e ao ex-presidente Lula a CPI deve fechar as portas em tempo recorde”, afirmou o parlamentar paraense. 
  
Em votação realizada no início de setembro, a comissão parlamentar de inquérito, por maioria, rejeitou requerimento que também havia sido apresentado por Jordy. O deputado pedia a convocação dos sócios de um dos maiores frigoríficos do mundo, que é um dos principais tomadores de empréstimo do BNDES.
   
O banco concedeu financiamentos na ordem de R$ 8 bilhões ao grupo empresarial que pertence aos irmãos Wesley e Joesley Batista.