segunda-feira, 6 de julho de 2015

Catadores do Aurá devem receber auxílio durante a transição para o aterro sanitário de Marituba


  
   
Os catadores de material reciclável que ficaram desamparados com o fechamento do lixão do Aurá e a transferência do material coletado em toda a Região Metropolitana para o novo aterro sanitário do bairro Santa Lúcia, em Marituba, deverão receber algum auxílio do poder público, até que sejam novamente incorporados à cadeia produtiva da reciclagem, já que ficaram sem qualquer renda e muitos estão passando fome. Essa foi uma das propostas apresentadas pelo deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), na audiência pública que reuniu centenas de pessoas na manhã de sexta-feira, 3, no salão paroquial da Matriz de Marituba.
  
A realização da audiência pública atendeu a requerimento apresentado por Jordy à Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, da qual o deputado faz parte, para discutir um assunto que é urgente para a Região Metropolitana. Além do desamparo a que foram relegados os catadores, são grandes as reclamações em Marituba sobre as consequências do novo aterro, que colocaria em risco rios e áreas de proteção ambiental.
   
Participaram da audiência o consultor em Engenharia Sanitária Ambiental Luiz Otávio Pereira, que já ocupou em diversas ocasiões a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) de Belém; o diretor do Departamento de Resíduos Sólidos da Sesan, Kleber Ramos, que representou o prefeito Zenaldo Coutinho; o prefeito de Marituba, Mário Biscaro; a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado Andréa Sampaio; o gerente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) Felipe Monteiro; o engenheiro e gerente de Meio Ambiente da Revita Engenharia, empresa que constituiu a Guamá Ambiental, responsável pela gestão do novo aterro sanitário de Marituba, Eleusis Di Creddo; o representante do conselho da Reserva de Vida Silvestre (Revis) de Marituba, André Nunes; o representante da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção Pará (OAB-PA), José Carlos Lima, além de centenas de interessados na questão.
   
A audiência teve vários momentos tensos, provocados pelas posições antagônicas em diversas situações. Catadores de Marituba, por exemplo, consideram positiva a instalação do aterro, por gerar renda para os que se dedicam à reciclagem no município. Já os catadores que trabalhavam no lixão do bairro do Aurá, em Ananindeua, ficaram sem fonte de renda e reclamam da falta de condições de sobrevivência. Moradores de Marituba também temem a degradação das condições ambientais no município, já que a área do aterro fica próxima a uma Revis, um tipo de reserva ambiental reconhecida por lei, por abrigar animais silvestres.
  
Para Jordy, é preciso levar em consideração "as vidas humanas que estão no polo passivo dessas soluções", e reforçou: "As minorias precisam ser observadas", referendo-se à situação dos catadores que ficaram desamparadas, a despeito da utilidade do aterro para a população de toda a RMB. Para o deputado, é trágico que existam até hoje gerações de pessoas vivendo do que recolhem no lixão, e mais trágico ainda que elas tenham perdido sua fonte de renda de uma hora para outra, sem que fosse apresentada alternativa. O deputado propôs uma solução semelhante à que foi adotada na transição de lixão para aterro sanitário em Gramacho, no Rio de Janeiro, em que os catadores receberam ajuda financeira até que fossem incorporados novamente à cadeia produtiva da reciclagem. 
    
Incorporar os catadores ao trabalho de reciclagem de lixo é uma das obrigações das prefeituras, previstas na Lei dos Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10), que obriga as prefeituras a fechar os lixões a céu aberto e instalar aterros sanitários. O prazo final de implantação da lei acaba de ser adiado pelo Congresso Nacional, já que, de 5.315 municípios brasileiros, só 776 já a cumpriram, segundo informou Jordy.
   
"Nessa transição houve auxílio pago pelo poder público, para que [os catadores do lixão de Gramacho, no Rio de Janeiro] pudessem manter a sua subsistência e evitar que houvesse pessoas chorando com fome. Faço apelo para que possamos encontrar uma solução. Qual a perspectiva que estamos dando? Como vão sobreviver? Esse é um ponto que precisamos cuidar, em uma coalizão. Pessoas estão cadastradas, precisamos encontrar um período de transição para que possam ter subsídios para sobreviver", disse o deputado, que espera uma solução até que os catadores sejam integrados à cadeia produtiva da reciclagem. "Mas esse é um problema metropolitano. Não pode ficar só na conta de um ou de outro", lembrou o deputado.
   
Alem disso, o deputado propôs que seja formada uma comissão, com representantes de todas as instituições presentes à audiência pública e das associações de catadores, para verificar in loco as condições do novo aterro sanitário. Há divergências, sobre a existência ou não de nascentes de rios no terreno do aterro. O engenheiro Eleusis Di Creddo afirma que não, enquanto que moradores do Abacatal garantem que sim. 
   
Outra proposta consensual obtida na audiência pública se refere ao acompanhamento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela empresa responsável pelo aterro sanitário com o Ministério Público do Estado (MPE). De acordo com o deputado, a fiscalização do TAC não pode ficar somente a cargo da empresa responsável pela sua execução. 
   
"Precisamos marcar com essas entidades todas, Prefeitura de Marituba, de Belém, de Ananindeua, Universidade, com todos que quiserem, para sentar em torno desse TAC, para saber se está sendo efetivamente obedecido", disse Jordy. Estabelecido pelo Ministério Público, o TAC tem força de sentença judicial e estabelece as obrigações da empresa na instalação do aterro sanitário.
    
Numa referência ao pleito da Prefeitura de Marituba, que pretende solicitar compensações por estar recebendo todo o lixo da RMB, o deputado Jordy também propôs que o bairro de Santa Lúcia, a comunidade quilombola do Abacatal e outras próximas de onde está sendo instalado o aterro também tenham compensações para eventuais prejuízos ambientais. "Acho legítimo que as áreas conjugadas ao projeto tenham ações preventivas e compensadoras pelos efeitos mais imediatos do projeto", disse Jordy.
     
Por Assessoria Parlamentar
  
   

Jordy convoca audiência para debater Código de Mineração

  
A Comissão de Minas e Energia, da Câmara Federal, promove debate nesta terça-feira (7), às 14h30, sobre os impactos ambientais, financeiros e sociais do novo Código de Mineração (Projeto de Lei 37/11). A proposta está sendo analisada por uma comissão especial da Câmara e o relator, deputado Leonardo Quintão (PMDB/MG), apresentou parecer pela aprovação, com substitutivo.
  
O texto de Quintão foi apresentado na legislatura passada, em abril de 2014, mas não chegou a ser votado. Em março deste ano, a comissão especial foi reinstalada, mantendo o deputado como relator.
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), que solicitou a audiência pública, defende a discussão de alguns pontos da proposta, como o repasse de parte da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) para os Estados e a exigência de aprovação pela Agência Nacional de Mineração (ANM) para que novas unidades de conservação, reservas indígenas e áreas quilombolas sejam criadas.
  
Jordy defende correções no texto para evitar a penalização de estados onde a mineração é atividade econômica principal, como Pará e Minas Gerais, por conta de perdas de receita com isenções para empresas mineradoras (Lei Kandir). Segundo o parlamentar, existe um paradoxo “da riqueza exponencial de um lado e do agravamento da pobreza e da miséria, com indicadores sociais trágicos, de outro” nas regiões de mineração.

Foram convidados para o debate: 
- representante do Ministério de Minas e Energia;
- Maria Amélia Enríquez, secretária-adjunta de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará;
- Rinaldo Mancin, diretor de Assuntos Ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram);
- Celso Luiz Garcia, diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral; e
- Darlan Airton Dias, coordenador do Grupo de Trabalho de Mineração do Ministério Público Federal.
  
A audiência será realizada no plenário 14. Confira a íntegra da proposta: PL-37/2011
  
Com informações da Agência Câmara
   
   

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Em audiência, Jordy critica paralisia dos Comitês de Bacia

    
  
Da Agência Câmara
Por Luiz Gustavo Xavier
  
A pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Sandra Steimetz defendeu, nesta quarta-feira (1), em audiência pública da Frente Parlamentar Ambientalista, que o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) defina regras mínimas para que estados e municípios possam regulamentar a gestão ambiental das Áreas de Preservação Permanente (APPs) de áreas urbanas.
  
Para Steimetz, a legislação ambiental brasileira possui vários conflitos de competência no âmbito dos estados e municípios. Segundo a pesquisadora, atualmente os municípios não têm capacidade de arcar com recursos e estruturas para cuidar de suas APPs e, por isso, é necessária a definição de parâmetros mínimos de sua atuação.
   
"Há uma necessidade pela segurança jurídica de ter uma regulamentação em nível federal, mas que remeta ao Conama ou a outro órgão mais técnico para que este defina parâmetros para a regulamentação em âmbito estadual e municipal para as APPs urbanas”, observou.
  
“E ainda existem no Congresso alguns projetos de lei que delegam a questão das APPs urbanas aos municípios, e a gente sabe que, por mais que isso fosse o ideal, eles não têm estrutura nem recursos para poder ter mais esse ônus para lidar”, acrescentou.
  
As APPs são regiões nas quais a vegetação deve ser mantida intacta para preservar os recursos hídricos, a biodiversidade, a fauna e a flora e, também, o bem-estar da população.
  
Marco legal
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) criticou o excesso de poder da gestão ambiental da União em detrimento dos demais entes federados. O parlamentar também propôs fortalecer os comitês de bacias hidrográficas, que, segundo ele, estão abandonados. “Os comitês não andam. É um estelionato. Não existe nada!”, afirmou.

O coordenador da Frente, deputado Sarney Filho (PV/MA) defendeu um marco legal para tratar dessa questão. “Às vezes, o município deseja fazer uma obra em área de preservação permanente, essa legislação entra em conflito com a legislação estadual, que entra em conflito com a legislação federal”, afirmou o parlamentar.
  
Os comitês de bacia hidrográfica são organismos colegiados que fazem parte do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Os membros que compõem o colegiado são escolhidos entre seus pares, sejam eles dos diversos setores usuários de água, das organizações da sociedade civil ou dos poderes públicos.
  
  

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Comissão de Turismo da Câmara Federal promove seminário em Belém

  
A Comissão de Turismo da Câmara Federal, em parceria com a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e a Associação Comercial do Pará (ACP), realizam o seminário “Questões que afetam o desenvolvimento do turismo no Pará”, que acontece nesta sexta-feira (3), às 14h, no Salão Nobre da ACP, na Av. Presidente Vargas, 158. O evento foi proposto pelos deputados federais do PPS, Arnaldo Jordy (PA) e Alex Manente (SP), que preside a Comissão.
    
Jordy será o mediador do painel “Políticas para o fortalecimento do turismo na Amazônia”. O espaço de debate será composto por duas palestras. A primeira com o tema “A Amazônia no contexto da Política Nacional do Turismo”, que será apresentada por um representante do Ministério do Turismo (Mtur), e a segunda sobre “O turismo no Pará e o Pacto Federativo”, que será a exposição feita pelo secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes.
    
O seminário em Belém dará sequência a um encontro realizado em Brasília (DF), com a presença de nove representantes da Setur e OS Pará 2000 com diretores dos dois órgãos federais de turismo. O objetivo principal foi promover uma troca de experiências e o alinhamento de ações em relação à atuação do MTur e Setur-PA.
    
“Em sua história, o turismo do Pará nunca teve um momento como este. Para sentar, dialogar e discutir, em particular, suas estratégias diretamente com Brasília e o Sebrae Nacional”, afirma Adenauer Góes.
  
A programação englobou debates sobre as diretrizes do Programa Nacional de Qualificação em Turismo (PNQT) e do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), das ações de incentivo a viagens e de competitividade e inovação no turismo, sobre estratégias de promoção turística do Brasil no exterior, além da apresentação dos mecanismos de financiamento e ações de captação e promoção de investimentos no turismo.
  
Para o seminário desta sexta, estão confirmadas as presenças de Maikenn Souza, coordenador Municipal de Turismo de Belém (Belemtur); José Osório Naves, representando o presidente da Confederação Nacional do Turismo (CNTur); Miguel Pantoja da Costa Júnior, gerente do escritório da Regional Metropolitana de Belém e Marajó do Sebrae; Edna Rocha, presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem (ABAV/PA); e Fábio Lúcio Costa, presidente da Associação Comercial do Pará (ACP/PA).
  
Com informações da Agência Pará de Notícias
    
  

Audiência proposta por Jordy verificará denúncias de aterro sanitário em Marituba

  
A pedido do Comitê de Cidadania e Resistência do Povo de Marituba, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, por iniciativa do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), promove audiência pública para debater junto com moradores, entidades civis organizadas e instituições governamentais, a instalação do Aterro Sanitário de Marituba.

O aterro está sendo preparado como solução para o encerramento das atividades do chamado “Lixão do Aurá”, e será localizado no bairro de Santa Lúcia, em Marituba, devendo receber 2 mil toneladas de lixo por dia de toda a Região Metropolitana de Belém, que engloba sete municípios. Os impactos sociais e ambientais estão sendo questionados, já que será despejado no local, lixo hospitalar, industrial e tóxico.

A comunidade denuncia de que, com a instalação do aterro, mananciais e rios estarão seriamente ameaçados. De acordo com a legislação, dentro de um raio de 3 Km do novo lixão, não devem haver hospitais, escolas, moradias, igrejas ou aeroportos. Porém, esta regra básica não estaria sendo observada.

“Infelizmente, recebemos denúncias de associações e comunidades, referentes ao aterro sanitário de Marituba, cuja implantação estaria desrespeitando as leis regulatórias, podendo trazendo riscos iminentes para a população da região, com a possibilidade de contaminação de recursos hídricos importantes”, declarou Arnaldo Jordy, que já presidiu a comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Todos os lixões do país devem ser fechados por conta da vigência da Lei de Resíduos Sólidos. Porém, para que os impactos ambientais sejam minimizados, os novos aterros devem obedecer a pressupostos técnicos e normas de mitigação de riscos.

O processo de licenciamento da obra em Marituba está sendo contestado pelo Ministério Público Estadual, que apontou a inviabilidade e a ilegalidade na instalação do aterro sanitário no local.

A audiência acontecerá nesta sexta-feira (3), a partir das 8h30, no salão Paroquial da Igreja do Menino Deus, na Praça Augusto Montenegro, em Marituba e será aberta a toda população.

Para o debate, participarão: Luiz Otávio Pereira, Consultor em Engenharia Sanitária Ambiental; Benedito Evilázio Biscaro, engenheiro sanitário e analista, representando o MPF - Ministério Público Federal no Pará, Andréa Sampaio, Promotora de Justiça do Ministério Público Estadual do Pará; Eleusis Bruder di Creddo, gerente de meio ambiente da Revita Engenharia; Mário Biscaro, prefeito de Marituba e representantes da Prefeitura de Belém e da Semas - Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará.
    
   
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-7807
   
  

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Conselheiros tutelares do Pará acompanham votação que barrou redução da maioridade penal


 
A sessão da Câmara dos Deputados na madrugada desta terça-feira (30), que derrubou a proposta de redução da maioridade penal no país de 18 para 16 anos foi acompanhada por Conselheiros Tutelares do Pará, que mais cedo estiveram presente no debate sobre o tema realizado na Comissão de Legislação Participativa, em audiência proposta pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), onde juristas e especialistas na área criticaram a proposta de emenda constutucional (PEC 171) derrotada em plenário.
   
Na audiência, estes profissionais que lidam diariamente com casos envolvendo violência contra menores, se pronunciaram contra a proposta, revelando a realidade verificada no Pará e vários outros Estados, onde crianças, jovens e adolescentes, tem pouco acesso à educação e saúde de qualidade, por exemplo.
   
Márcia Souza, do Conselho Tutelar de Marapanim, que afirmou “que quem conhece o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, quem o estuda, sabe a responsabilidade que Estados e Municípios tem para elaborar e aplicar políticas públicas eficazes para desenvolvimento de jovens e adolescentes. E nada disso é feito”.
   
Helenice Rocha, da Aconextel – Associação Estadual dos Conselheiros Tutelares do Pará reafirmou o prejuízo que a PEC171 traz para o futuro de crianças e adolescentes, pois para ela, lugar destes é na escola e não trabalhando ou em cadeias. “Nós que estamos na ponta, na convivência diária do sistema de garantia de crianças e adolescência, vivenciamos a punição real de que estes jovens estão submetidos diariamente - vítimas de aliciadores, de traficantes, e até da polícia -, onde a grande maioria destes nem consegue chegar viva aos 18 anos”, afirmou.
   
Conselheira Tutelar em Bragança (PA), Elisângela Ribeiro, relatou a situação precária das escolas, da falta de oportunidade dos jovens para viverem com dignidade nas periferias das grandes cidades e áreas interioranas. “A maioria de nossos adolescentes infratores, não conseguem nem cumprir as medidas socioeducativas determinadas, por não haver juízes nas comarcas. Muitos municípios sequer comarca têm”. Para ela, faltam promotores e defensores públicos e os conselhos tutelares trabalham de modo precário, e não são reconhecidos nem respeitados, inclusive por parte de autoridades estaduais e municipais, algo inconcebível.
   
Da audiência, participam como debatedores o desembargador Marco Antonio Marques da Silva, do Tribunal de Justiça de São Paulo; a defensora pública Bruna Rigo Leopoldi Nunes, da Defensoria do Estado de São Paulo, e o presidente da Comissão de Defesa de Crianças e Adolescentes da OAB-DF, Herbert Alencar Cunha, que são unânimes no apoio às alterações no ECA, como forma de punir crimes graves cometidos por menores de idade, bem como as melhorias nas garantias sociais, por parte dos governos, como creches e escolas em tempo integral.
   

Leia aqui como foi a audiência - http://trunc.it/r36v4
   
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-7807
  
  

Para Jordy, rejeição da PEC da maioridade traz ganhos à sociedade

  
Vice-líder do PPS na Câmara, o deputado federal Arnaldo Jordy (PA) afirmou nesta quarta-feira (1) que a sociedade brasileira é a maior vitoriosa com a rejeição pelo plenário da Casa à Proposta de Emenda à Constituição que prevê a redução da maioridade penal. Na noite da última terça-feira, a matéria deixou de ser aprovada por uma diferença de apenas 5 votos. Como altera a constituição, o texto precisava de, no mínimo, 308 votos favoráveis.
  
“Ganha a vida e ganham os jovens que são, na grande maioria das vezes, mais vítimas que algozes. A dívida do estado com boa parte da sua juventude é infinitamente maior do que um adolescente que pratica o crime, inclusive, quando há um requinte de creueldade, o que não deve ser perdoado. Inclusive que se altere o Estatuto do Adolescente para estes casos”, disse Jordy.
   
O deputado disse que está aberto ao debate sobre o aumento do tempo de internação de menores infratores que cometerem crimes contra a vida.
   
“Os que praticaram crimes contra vida são 2.730, no meio de 21 milhões de jovens e adolescentes que existem no Brasil. E para estes, é preciso, sim, um rigor maior, mas não podemos é generalizar na Constituição Federal a redução da maioridade penal”, explicou Jordy.
   
O parlamentar paraense observou que houve um amadurecimento do debate até a apreciação da PEC em plenário. Para ele, o placar da votação da noite desta terça-feira era algo que era inimaginável há algumas semanas.
  
“Todos os deputados que participaram deste debate cresceram. Muitos mudaram suas posições. E não tínhamos nenhuma expectativa de que este seria o resultado”, comemorou.
  
  
Por: Assessoria de Imprensa da Liderança do PPS