quarta-feira, 13 de maio de 2015

Para Jordy, Fies hoje é "pesadelo"

  
Para Jordy, Fies hoje é
 
Do Portal PPS
Por Luis Zanini

     
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) criticou, nesta terça-feira (13), o governo federal pelo descontrole sobre o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e alertou que o aumento autorizado de 6,41% no programa não está sendo observado pelas instituições de ensino superior privado.
  
“O Fies, que já representou a esperança de inclusão pelo caminho do conhecimento, do saber, da educação, da ciência, hoje passou a ser um pesadelo na vida dos jovens brasileiros”, disse, ao afirmar do plenário da Câmara que o reajuste está “gerando um impasse”.
    
Ele fez um apelo para que a Defensoria Pública da União ingresse com ação para garantir que o contrato de financiamento do Fies de todos os estudantes do ensino superior das escolas particulares do país seja pago depois da conclusão do curso.
 
Jordy cobrou ainda empenho do MEC (Ministério da Educação) e do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar), que gerenciam o programa, para a solução do problema. 
  
“Existem ainda os que fizeram o chamado pré-contrato, termo que formaliza a expectativa de direito a milhares de jovens de ingresso no programa, que precisa ser urgentemente resolvido”, disse, ao referir-se aos cerca de 178 mil alunos que iniciaram o pedido de crédito do Fies, mas o processo ficou “incompleto”, de acordo com o MEC.
  
“Lamentavelmente, um programa que era um sonho para muitas famílias e muitos jovens no Brasil, o Fies se transformou em um verdadeiro pesadelo”, reafirmou Jordy.
  
Segundo o MEC, em 2014 foram firmados 731.723 contratos pelo Fies contra 252.442 no primeiro semestre deste ano.
  
Debate
  
Arnaldo Jordy é autor em conjunto com o deputado Moses Rodrigues (PPS/CE) já provado nas Comissões de Educação e Amazônia e Integração Nacional, para realização de audiência pública como objetivo de discutir a situação do Fies e do Pronatec Rural, com representantes do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
   
  
Foto: Robson Gonçalves 
  

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Jordy media debate sobre Plano de Mineração do Estado

    
  
O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) participa na manhã desta sexta-feira (8) como moderardor do talk show “Plano de Mineração do Estado do Pará como Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável”, parte da programação da XII Feira da Indústria do Pará, que acontece no Hangar Centro de Convenções em Belém (PA), do qual ainda participam a Secretária Adjunta de Estado de Desenvolvimento Econômico Maria Amélia Enriquez, o Prefeito de Canaã de Carajás, Jeová Andrade e representantes da ONG TNC e da Votorantin Metais.

O Plano do governo do Estado traça perspectivas para o setor na região até 2030.

  

  

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Debatedores apresentam sugestões para melhorar gestão de clubes desportivos

   
   
Da Agência Câmara
   
Participantes de seminário no Congresso Nacional criticaram nesta quinta-feira (7) propostas em tramitação na Câmara e a MP do Futebol (671/15) e buscaram colher sugestões para aperfeiçoar essas propostas e a gestão dos clubes e federações.
  
O evento foi promovido pelas comissões do Esporte, da Câmara, e de Educação, do Senado, que ouviram representantes do Tribunal de Contas da União, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), dos clubes, jogadores do Bom Senso Futebol Clube, jornalistas e especialistas em Direito Desportivo.

O evento foi solicitado pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) que observa que as principais propostas que tramitam no Congresso são a MP do Futebol, que trata da renegociação das dívidas dos clubes e a gestão das entidades do esporte, e os projetos que criam a Lei de Responsabilidade Fiscal do Futebol ou Proforte (PLs 5201/13 e 6753/13), aprovados por comissão especial no ano passado e que estão prontos para serem analisado pelo Plenário.
  

Ao conceder os descontos e a possibilidade de parcelamento das dívidas das entidades esportivas, a MP exige uma série de contrapartidas dos clubes e até punições para o descumprimento do acordo, como a responsabilização de dirigentes por gestão temerária e até mesmo o rebaixamento dos clubes para uma divisão anterior. Estes pontos geraram polêmica, e foram apontadas pela Federação Internacional de Futebol – FIFA, como uma forma de intervenção estatal no esporte, gerando resistências e até mesmo uma possível ameaça de exclusão da seleção brasileira de competições internacionais.  
  
Insatisfação
   
Antes de ser editada, a MP 671/15 foi negociada entre governo e parlamentares. No entanto, o deputado Andres Sanchez (PT/SP) sintetizou a insatisfação dos que acham que o texto extrapolou na regulação do futebol. "Eu entendo que a MP que saiu do governo não traz o que foi acordado. Ela veio totalmente diferente, com coisas impossíveis de ser feitas”, destacou Sanchez.
  
“Poucos aqui são tão críticos em oposição à CBF como eu, mas é inadmissível o governo se meter na parte que não é dele. Na [proposta] do Congresso, também entendo que há muitas dificuldades para passar. É para se discutir o refinanciamento dos clubes e a punição técnica para descer de divisão", observa o parlamentar.
  
Inconstitucional
  
O professor de Direito Desportivo da Fundação Getúlio Vargas Pedro Trengrouse vê, inclusive, inconstitucionalidade na medida provisória, que, segundo ele, é relevante mas não cumpre o princípio da urgência. A MP permite o pagamento das dívidas em 120 ou 204 meses, desde que os clubes atendam uma série de contrapartidas.
  
Trengrouse lembra que, em negociações anteriores, o governo já prometeu arrecadar R$ 520 milhões de reais para os clubes que aderissem à loteria Timemania. O valor, que deveria ser usado no abatimento da dívida, nunca foi alcançado e ele teme que a nova renegociação proposta também não represente uma solução definitiva.
  
"Nessa Medida Provisória, se pede a confissão das dívidas dos clubes. Alguém se perguntou o por quê? É porque o governo não sabe quanto os clubes devem”, afirmou. “Se o governo tivesse cumprido a promessa de arrecadar com a Timemania o valor que prometeu inicialmente, não estaríamos aqui discutindo novamente a dívida dos clubes. Será que essa é uma solução definitiva?"
  
‘Costura complexa’
  
Relator da MP do Futebol e da proposta de responsabilidade fiscal do esporte, o deputado Otávio Leite (PSDB/RJ) admite que a solução virá do que chamou de "costura legislativa complexa".
  
Ele ressaltou que a principal virtude da medida provisória foi ter vencido a resistência do Ministério da Fazenda em admitir o refinanciamento das dívidas, sobretudo em tempos de ajuste fiscal. Leite disse estar atento para retirar do texto eventuais pontos que possam levar a posteriores questionamentos judiciais.
  
Crise
  
O deputado Deley (PTB/RJ) lembrou a situação de crise de vários clubes tradicionais - como os paulistas Guarani e Portuguesa e o carioca América - para afirmar que a prioridade da medida provisória deve ser mesmo a solução da dívida dos clubes.
  
Já o deputado Rogério Marinho (PSDB/RN) frisou que, apesar de vigente, muitos clubes ainda não aderiram ao programa de refinanciamento proposto na MP. "Foi um impulso do governo", disse. Marinho também defendeu um regime diferenciado de contratação para os jogadores de futebol, a fim de amenizar a situação dramática daqueles que não atuam em grandes clubes nem nas principais praças do esporte.
    
Confira a íntegra das propostas: PL-5201/2013 / PL-6753/2013 / MPV-671/2015
     
Fotos: Assessoria Parlamentar e Robson Gonçalves.
  
  

Jordy pede força tarefa contra exploração sexual de menores no Marajó

  

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal promoveu extenso debate nesta quarta-feira (6), visando encontrar soluções para as recorrentes denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes na região do Marajó, no Estado do Pará. A audiência foi proposta pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA).
  
Segundo o requerimento que deu origem à reunião, em 2014 foram abertos quatro inquéritos pela polícia civil do Pará para apurar denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes na região do Marajó (PA). Casos que fazem parte da Operação Upiara III, coordenada pela Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Pará, que no período de setembro de 2012 a novembro de 2014 visitou as localidades de Chaves, Afuá, Anajás, Breves, entre outras localidades do Marajó.
  
Mais recentemente, o país tomou conhecimento da existência dos chamados “meninos e meninas balseiras”, crianças e adolescentes que são exploradas sexualmente em balsas que cortam rios do arquipélago do Marajó, em troca de pequenas quantias ou “presentes”. O caso foi apresentado em documentário da TV Aparecida.
  
A representante da Comissão de Justiça e Paz da CNBB – Norte, Irmã Henriqueta Cavalcante, afirmou que se devem estabelecer eixos de enfrentamento no combate à exploração sexual de criancas e adolescentes e tráfico humano na região. “Estamos envidando esforços para dar visibilidade à situação destes jovens, conhecidos como meninos e meninas balseiras, que fazem do Rio Tajapuru seu espaço de vida e sobrevivência”, afirmou a religiosa. Ainda segundo ela, ”é muito triste e lamentável que as crianças desta região ribeirinha, entre os municípios de Breves e Melgaço, troquem a escola pela rotina nas balsas. Uma situação que ocorre há muitos anos. Não aguentamos mais ver presenciar este cenário e ter tolerância com a situacao", revelou, pedindo apoio para o clamor e desespero das criancas cuja infância se resume em subir de balsa em balsa, por um pacote de biscoito, um litro querosene ou diesel, dois reais e até por absolutamente nada.
  
Dom Azcona, bispo da Prelazia do Marajó, relatou em sua fala as situações de risco e ameaças de morte na luta em defesa dos moradores do arquipélago, principalmente para as famílias carentes e os jovens em situação de risco, ante o tráfico de drogas, exemplificou. Falou ainda sobre a carência de promores públicos e delegados nos municípios da região, algo que para ele, aumentam a sensação de impunidade dos criminosos, o que classificou como um crime de Estado. O religioso defendeu a federalização do Marajó, pois só desta forma, segundo ele, o arquipélago teria condições de chegar ao patamar de desenvolvimento do restante do país.
  
A delegada Simone Araújo, Diretora de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Pará, em seu relato afirmou que a maior parte das agressões acontece por membros das famílias destes jovens, seja como aliciantes ou autores. Em 10 anos de atendimentos no Pará, segundo ela, “só na capital Belém foram registrados mais de 16 mil ocorrências de criancas atendidas vítimas de violência sexual”. Para a delegada, esta realidade pode ser modificada com várias ações, entre elas a qualificação dos profissionais que prestam atendimento estes jovens, como os policiais, permitindo assim um atendimento mais um humanizado às vítimas, porém o desafio maior, sempre será o de evitar o crime, algo que, segundo a policial, pode ser feito com a informação e conscientização das famílias.
  
De acordo Izabela Jatene, secretária de Integração de Políticas Sociais do Pará, o país vivencia um aumento das denúncias de crimes contra crianças e adolescentes, pois as vítimas estão superando o medo de não mais se calar ou tolerar a violência. Para a secretária, a justiça precisa ser mais célere nos julgamentos de casos de crimes envolvendo crianças, pois “é a partir da efetiva punição, que outros casos deixarão de acontecer”. Ela defendeu ainda melhorias no sistema educacional e de garantia de direitos e a revisão do papel na região Amazônica no cenário nacional, ante os impactos sociais de grandes projetos, como o da hidrelétrica de Belo Monte.
  
A Defensora Pública Federal no Pará, Rita Oliveira Tomaz ressaltou que a região necessita do efetivo aparelhamento governamental, pois a Justiça Federal em Belém, por exemplo, está inacessível para a maioria da população, distante 12 horas de barco de algumas localidades do Marajó, com custo da passagem por pessoa de cerca de 200 reais.
  
Arnaldo Jordy reafirmou o problema dos grandes projetos, que estão e ainda serão instalados em toda Amazônia, que em geral, segundo o parlamentar, “não se transformam em desenvolvimento e riqueza para os habitantes, resultando apenas mazelas sociais, como observado em Altamira por conta da construção de Belo Monte, que teve todos os índices sociais degradados em face de um imenso fluxo migratório, sem os devidos investimentos estruturais”.
  
Segundo o deputado paraense, a região do Marajó necessita de uma força tarefa envolvendo os três níveis de governos para ao menos amenizar seus problemas. "Os municípios do Marajó e o estado do Pará, isoladamente, são insuficientes para resolver este problema. É preciso uma força tarefa que, eu sugiro, seja formada pelos governos federal, estadual e municipal, para que possamos encontrar soluções que, pelo menos, amenizem a gravidade da vulnerabilidade de crianças e adolescentes, no arquipélago."

Vários encaminhamentos foram apontados ao final da reunião, como uma audiência que deve ser realizada no Pará, de modo a se ter um aprofundamento das discussões e resolução dos problemas relatados. 
  
       
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-780
  


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Jordy defende ampliação do debate sobre maioridade para conscientizar a sociedade

   
  
Por: Assessoria Parlamentar
  
Belém/PA - O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) está empenhado em ampliar para toda a sociedade o debate sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Com esse objetivo, participou na manhã de segunda-feira, 4, do Fórum de Discussão sobre a Redução da Maioridade Penal, coordenado pela promotora Mônica Rei Moreira Freire, da Promotoria de Infância e Juventude, na sede do Ministério Público do Pará. 
    
Munido de números sobre o problema da violência no Brasil, Jordy reforçou que não será pelo encarceramento dos adolescentes em presídios que se garantirá maior segurança para a sociedade. Ao contrário, pois países com menos problemas sociais do que o Brasil, como Espanha e Alemanha, que haviam reduzido a idade penal, voltaram atrás, por constatar a ineficácia da medida. 
  
Jordy citou, por exemplo, que a reincidência entre os jovens que cumprem medidas socioeducativas, por infrações cometidas a partir dos 12 anos, é de 20%, enquanto que entre os adultos que vão para presídios, a reincidência é de 70%. Por isso, para o deputado, submeter os jovens ao regime penal irá significar abrir mão da possibilidade de reeducar e reinserir esses adolescentes em suas famílias e na sociedade, em troca de jogá-los nos braços do crime organizado, que domina as prisões.
  
O deputado citou números do Ministério da Justiça de 2013, segundo os quais, de 55 mil assassinatos, 38% têm como vítimas jovens em situação de risco, que são negros, jovens, das periferias urbanas, desempregados, muitos deles dependentes químicos, em situação de desajuste familiar e com baixa escolaridade, e questionou: “Quem está devendo mais nessa relação do estado e da sociedade brasileira com esses jovens?”. 
  
Jordy parabenizou o Ministério Público do Estado do Pará pelo debate, por analisar a questão da violência em sua conjuntura, com o objetivo de construir uma consciência mais cidadã, e revelou que é preciso convencer a maioria dos deputados e senadores a não reduzir o debate sobre a violência à mera decisão de encarcerar os adolescentes em presídios, sendo que 93% dos crimes cometidos por eles são contra o patrimônio, 7% são outros tipos de crimes e apenas 0,1% são crimes contra a vida, segundo números do Unicef divulgados recentemente.
  
O parlamentar reforçou que os adolescentes brasileiros são mais vítimas do que ameaças à sociedade, pois o Brasil é o segundo país no mundo que mais mata seus jovens, só atrás da Nigéria, e quase 40% dos assassinados cometidos no Brasil tem os jovens como vítimas, de acordo com o Ministério da Justiça.
  
Às crianças brasileiras, disse Jordy, muitas vezes falta casa, escola, creche e lazer. “Algumas delas, com 12 ou 13 anos de idade, como as meninas balseiras do Marajó, são entregues pela família aos tripulantes de uma embarcação em troca de um pacote de biscoito, em troca de meio litro de querosene, em troca de uma nota de dois reais, como a TV Aparecida recentemente mostrou em um documentário”. Outro dado revela que entre 2,2 milhões de jovens que fizeram a prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), 519 mil tiveram zero na redação, numa prova do atraso do Brasil na educação de seus jovens. “Somos o 73º país em desenvolvimento da educação no mundo, mas temos o 7º PIB mundial”, protestou Jordy, para citar números que mostram o passivo do Poder Público brasileiro em relação aos jovens.
  
“No Dia Mundial do Livro, que foi na semana passada, ficamos sabendo que um jovem no Brasil lê por ano a média de 0,8 livro. Na França a média é de 17 livros por ano. No Brasil, 6% da população de 22 milhões de jovens e adolescentes são dependentes químicos, inclusive de drogas lícitas, como o álcool. No mundo, a média é de 1,3%”, declarou Jordy, citando problemas relacionados aos jovens que devem ser enfrentados antes de se decidir que a solução é prender todos os jovens infratores em presídios. 
  
“Reputo da maior validade que não só o Ministério Público, mas que a gente possa reproduzir essa discussão quando for possível, no sentido de reverter essa correlação de forças favorável que é da sociedade e do Congresso”, disse Jordy, sobre o debate em torno da maioridade penal. O assunto também será tema de um debate na Unama, com a participação de Jordy e também de pessoas favoráveis à redução da maioridade penal, no próximo dia 30, provavelmente no Centur, em Belém.
   
  

terça-feira, 5 de maio de 2015

Comissão discute modernização da gestão das entidades desportivas

    
Da Agência Câmara
  
Brasília/DF - A Comissão do Esporte promove audiência pública, na quinta-feira (7), para debater as medidas e propostas para a modernização da gestão e a responsabilidade fiscal das entidades desportivas profissionais no Brasil.
  
O debate foi solicitado pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA). Ele observa que a chamada “MP do Futebol (671/15)” determina que as dívidas dos clubes que aderirem a proposta do governo deverão ser pagas de 2% a 6% nos primeiros 36 meses e, depois dessa fase, poderão ser quitadas de 120 a 240 meses.
  
O texto ainda prevê desconto para quem resolver quitar os débitos, com redução de encargos legais, juros e multas. Para o clube que resolver pagar a dívida em 120 meses, o desconto será de 100% nos encargos legais, 30% nos juros e 70% nas multas. As vantagens são menores para quem aderir o pagamento em 240 meses: 100% nos encargos, 25% dos juros e 60% das multas.
  
Ele observa que, ao conceder os descontos e a possibilidade de parcelamento das dívidas milionárias, a MP do Futebol exige uma série de contrapartidas dos clubes.
  
Para parcelar as dívidas com descontos, os clubes deverão promover auditorias e publicar suas contas regularmente; cumprir com regularidade os pagamentos de contribuições previdenciárias, trabalhistas e contratuais; não comprometer mais do que 70% da receita bruta com o departamento de futebol profissional; garantir investimento em categorias de base e no futebol feminino; não antecipar receitas de mandatos posteriores; respeitar as regras de transparência da Lei Pelé; e construir cronograma progressivo de déficits que deverão ser quitados até o ano de 2021.
  
“Essa matéria, como não poderia deixar de ser, é de estrito interesse desta comissão”, destaca Jordy. 
   
Convidados
  
Foram convidados para discutir o tema com os integrantes do colegiado:

- o auditor federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União Ismar Barbosa Cruz;
- o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo del Nero;
- o presidente do Clube de Regatas do Flamengo e Representante dos Clubes, Eduardo Bandeira de Mello;
- o representante do Bom Senso Futebol Clube, Paulo André;
- o professor de Direito Desportivo da Fundação Getulio Vargas e Coordenador Acadêmico do curso FIFA/FGV em Gestão Marketing e Direito no Esporte, Pedro Trengrouse; e
- o jornalista esportivo Juca Kfouri.
  
A audiência ocorrerá no plenário 4 do anexo II, a partir das 9 horas. Confira a íntegra da proposta: MPV-671/2015
   
  

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Comissão promove debate denúncias de exploração sexual de crianças no Pará

  
Da Agência Câmara
  
Brasília/DF - A Comissão de Direitos Humanos e Minorias debate nesta quarta-feira (6) a denúncia de violência sexual contra crianças e adolescentes na região do Marajó no Estado do Pará. O debate foi proposto pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA).
  
Segundo o parlamentar, em 2014 foram abertos quatro inquéritos pela polícia civil do Pará para apurar denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes na região do Marajó (PA).
  
Os casos fazem parte da Operação Upiara III, coordenada pela Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Pará, que no período de setembro de 2012 a novembro de 2014 visitou as localidades de Chaves, Afuá, Anajás, Breves, entre outras localidades do Marajó.
 
Para Arnaldo Jordy, é importante que os integrantes da Comissão possam dialogar com os representantes das instituições de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, para que se possam ser oferecidas sugestões preventivas e repressivas, contra os autores desses atos criminosos. “É um absurdo que em pleno período democrático, com o ECA – Estatuto da Criança e Adolescente em vigor, ainda tenhamos situações lamentáveis como as denunciadas. É preciso dar um basta nestas atrocidades que vitimam crianças e adolescentes”, afirmou o parlamentar.
  
Foram convidados: 
  
- o ministro da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas; 
- a defensora pública federal, Rita Cristina de Oliveira Tomaz; 
- o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/PA, Jarbas Vasconcelos; 
- a diretora de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Pará, delegada Simone Edoron Machado Araújo; 
- o coordenador de Planejamento e Desenvolvimento de Ações pela Paz - Pro paz, Jorge Bittencourt; 
- o bispo da Paróquia do Marajó, Dom José Ascona; e
- a representante da Comissão de Justiça e Paz, Irmã Henriqueta Cavalcanti.

O debate será realizado às 14 horas, no plenário 09 no anexo II.