quinta-feira, 5 de março de 2015

Fórum vai verificar denúncias de consumidores contra a Celpa


    
Por: Assessoria Parlamentar
    
Belém/PA - Depois de mais de quatro horas de debates acalorados, com intensa participação popular e também de parlamentares e representantes de instituições públicas e privadas ligadas à defesa da cidadania e dos direitos do consumidor, durante a audiência pública da Câmara dos Deputados que discutiu os problemas causados pela Celpa no Estado do Pará, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), autor do pedido de realização da audiência, conseguiu definir uma série de encaminhamentos para mudanças estruturais na relação da concessionária de energia elétrica com os paraenses. Mais de 500 pessoas participaram da audiência.
  
Ficou definida a formação de um fórum para encaminhar as propostas apresentadas, formado pelos parlamentares estaduais e federais presentes, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Procon, Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Estado do Pará (Fapespa), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sindicato dos Urbanitários do Pará, Ministério Público do Estado, Ministério Público Federal, Inmetro, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Instituto de Defesa da Cidadania (IDC) e Portal de Reclamações, para verificar a série de denúncias apresentadas por ocasião da audiência pública, pelos consumidores presentes, alguns bastante abalados com situações como multas e cobranças em valores muito acima de suas capacidades de pagamento.
 
A primeira reunião do Fórum já será na sexta-feira, 13 de março, com representante da Aneel que virá de Brasília a Belém para a reunião, na sede da OAB, já que, a Aneel não pôde participar da audiência e foi representada por seu delegado na Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon).
  
Entre as propostas apresentadas e recolhidas pelo deputado Jordy está a exclusão do Pará do regime de bandeiras tarifárias criado pela Aneel, para compensar o alto custo da geração termelétrica de outras regiões, e que penaliza também o Pará, que é gerador de energia hidrelétrica, mas não obtém com isso qualquer consequência positiva para os paraenses. A energia termelétrica é mais cara e encarece as tarifas em todo o País.
  
Jordy também se comprometeu a apresentar um pedido de instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados, para investigar o que muitos chamam de “caixa preta” do sistema elétrico nacional, que faz com que a energia no Brasil seja muito mais cara que em países vizinhos, e no Pará, custe mais que em outros estados brasileiros. A CPI federal será complementada por outra CPI que deverá ser instalada na Assembleia Legislativa.
  
O deputado federal pelo PPS também vai agendar uma audiência com o ministro das Minas e Energia e parlamentares da bancada paraense na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, para discutir os problemas relatados na audiência pública. Jordy também pretende solicitar outra audiência pública, para daqui a 60 dias, para prestar contas do que foi resolvido a partir da audiência desta quinta-feira, 5.
 
Entre os diversos questionamentos estão o custo do imposto na tarifa de energia, já que o ICMS, estadual, é alto e cobrado cumulativamente sobre o PIS-Cofins, que é federal, e juntos representam quase 30% do valor da tarifa. A empresa Celpa Equatorial, representada por vários diretores, foi defendida na audiência pelo diretor de Relações Institucionais Mauro Chaves, que disse que a empresa fica com apenas 18% do valor de cada conta de energia.

Compensações
  
Para o deputado, é preciso rever muitos pontos da relação do Pará com a Federação, para que o estado seja compensado por ser um grande gerador de energia. O deputado também questionou a Celpa sobre a forma com que os consumidores paraenses têm sido tratados, muitas vezes levados a assinar confissões de culpa por roubo de energia que não cometeram e penalizados com a cobrança de valores muito altos. “Se houve ação dolosa, que o cidadão seja penalizado de acordo com a lei brasileira, mas se não houve, ele não pode ser responsabilizado sobre algo que não fez”, disse o deputado.
  
O deputado também questionou a presença da Celpa dentro do Procon, que é parte do cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado anteriormente com o Ministério Público Estadual. Para o deputado, o Procon precisa ter independência para defender o consumidor, sem a interferência da concessionária.
   
  

quarta-feira, 4 de março de 2015

Jordy recebe demandas de prefeitos do Pará

  
Brasília/DF – O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) reuniu-se nesta quarta-feira (04) com a diretoria da Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás - AMATCarajás, tendo a frente seu presidente, Valbetanio Milhomem, prefeito de Bannach. Os representantes da maior entidade de prefeitos do Pará, que congrega 38 prefeitos do sul e sudeste do Estado, conversaram com o parlamentar sobre as dificuldades que estão enfrentam em suas administrações, principalmente em relação ao repasse de fundos constitucionais, como Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
  
Para os prefeitos, estes fundos estão defasados, e não levam em conta, por exemplo, as dificuldades dos prefeitos das regiões mais afastadas, como a Amazônica, onde os custos são mais elevados. Entre as pautas apresentadas, está a de reajuste no repasse do Fundeb, ante o aumento do piso salarial dos professores, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). 
  
De acordo com a legislação, a correção do piso dos professores reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente pelo Fundeb.
   
A Confederação Nacional de Municípios quer discutir com o MEC os critérios de reajuste do piso do magistério. Segundo a entidade, o aumento do piso nacional tem sido muito superior à inflação e ao crescimento das receitas municipais, o que foi reforçado pelos prefeitos paraenses na reunião.
    
Para Jordy, é inegável a necessidade da valorização profissional dos professores do país, passando pela melhor remuneração da classe. No entanto segundo ele, “é necessário que o Ministro e o governo federal digam como os prefeitos conseguirão financiar este aumento na folha, já que muitos estão de “pires na mão” e mal consequem equilibrar as contas municipais”. O parlamentar paraense afirmou que a questão passa por uma ampla discussão do pacto federativo, onde é necessária uma profunda revisão na forma em que as entidades federativas compartilham o bolo orçamentário.
  
Arnaldo Jordy, vice-líder do PPS, se comprometeu a discutir as preocupações apresentadas pelos prefeitos com a bancada do Pará, buscando meios de equacionar as demandas, bem como de levar as pautas ao Ministro da Educação, Cid Gomes, para o qual já requereu audiência.
  
   
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-3506 / 8276-7807
  
  

terça-feira, 3 de março de 2015

15 de Março: Dirigentes mobilizados

 
 
Do Portal PPS
  
Brasília/DF - Integrantes da Executiva Nacional do PPS e deputados federais do partido avaliaram nesta terça-feira, durante debate em Brasília sobre a conjuntura política e econômica nacional, que a crise que atinge o governo Dilma só tende a piorar nos próximos meses e que as manifestações marcadas para o dia 15 de março darão uma amostra da insatisfação popular com o estelionato eleitoral patrocinado pelo PT na última eleição.
  
Para o deputado federal Raul Jungmann (PPS/PE), o partido deve participar ativamente dessa mobilização contra os desmandos do Planalto. “Dia 15 eu vou para as ruas contra o petrolão, o ajuste fiscal e o estelionato eleitoral do PT. Não podemos deixar de participar das manifestações, mas não vamos levantar a bandeira do impeachment”, conclamou.
  
A dirigente Soninha Francine (SP) lembrou que o PPS já alertava, desde o governo Lula, que o Brasil estava tomando o caminho errado e que se nada fosse feito caminharíamos para uma grande crise. “Nós já alertávamos para o aumento da inflação e para o desemprego. Foi Lula que começou a não investir de forma eficiente em uma política séria para sustentar o desenvolvimento e aumentar o emprego”, afirmou.
  
O vice-líder do PPS na Câmara, deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), avaliou que a crise que atinge o país é muito maior do que o confronto entre a oposição e o governo. “Vivemos um hiato de representatividade. Um terço da população não votou em Aécio nem em Dilma. 40 milhões não votaram para presidente e 52 milhões não escolheram deputado e senador. É uma crise de representatividade jamais vista. É nossa missão construir um projeto estruturante para o Brasil que mude esse quadro. Até porque as manifestações, que trazem esse descontentamento com o meio político, serão cada vez mais expressivas”, disse.
  
Para o deputado federal Moses Rodrigues (PPS/CE), que integra a CPI da Petrobras, o partido acerta ao apoiar as manifestações. “Como partido, temos que avaliar em maior profundidade esta questão do impeachment. Creio que o protesto anti-Dilma marcado para o dia 15 é forte e vai exigir um posicionamento claro nosso”, disse.
    
Alertar a População
  
O secretário-geral do PPS, deputado estadual Davi Zaia (SP), lembrou que a missão do partido nos protestos deve ser alertar a população para os desmando do governo do PT. “O fundamental nesse momento é a critica ao quadro econômico e as medidas adotadas pelo governo. A questão do impeachment não deve ser tratada neste momento”, ponderou.
  
Já o dirigente Raimundo Benoni (MG) defendeu que o PPS afine sua sintonia com a sociedade. “É preciso perceber o que a sociedade espera de nós. Que o governo está ruim, todo mundo sabe. É preciso sintonizar o partido com o que quer a sociedade. Este governo é um governo que não pensa no Estado, pensa apenas em eleição”, afirmou.
  
Sérgio Camps de Moraes, do PPS do Rio Grande do Sul, avaliou que o país já vive uma crise institucional. “Temos a crise de um governo que acabou de ganhar a eleição, mas já perdeu a legitimidade”. Ele ainda defendeu que o trabalho da oposição brasileira deve ser contra o ex-presidente Lula. “Dilma já está perdida. É preciso desconstruir Lula. É ele que está por trás de toda essa corrupção. Essa é uma tarefa da oposição”, defendeu.
  
O ensinamento de Salomão
  
O tesoureiro nacional do PPS, Regis Cavalcante (AL), citou o último secretário-geral do PCB, Salomão Malina, para exemplificar a situação de descrédito com a política que atinge o Brasil e outros países. “Na abertura de nossas reuniões ele sempre dizia: Estamos vivendo uma profunda crise de um velho que sumiu e de um novo que não surgiu”, relembrou. Para ele, o PPS tem que aparecer nas ruas e defender esses movimentos populares que querem o novo. “O novo só se dá com ruptura”, destacou.
   
Já a presidente do PPS de Minas Gerais, Luzia Ferreira (MG), ressaltou que as redes sociais empoderaram a sociedade e deixaram mais clara a insatisfação dos brasileiros com seus representantes. “Temos uma crise de legitimidade imensa que atinge as instituições, os sindicatos e também os partidos. Por isso, nessas manifestações, precisamos levantar as questões do combate à corrupção e protestar contra o aumento da energia, do combustível, dos impostos, dos juros e o corte dos direitos trabalhistas. Enfim, mostrar que esse governo é resultado de um estelionato eleitoral”, afirmou.
  
Para o presidente do PPS do Rio Grande do Norte, Wober Júnior, o governo Dilma está complemente desorientado. “Pela primeira vez o PT está gravemente abalado. Nossa prioridade, nas manifestações, é denunciar a farsa que nos levou a essa crise econômica. Colocaram a Petrobras e o BNDES como financiadores dessa lambança toda. Isso iria explodir um dia e nós estamos avisando há muito tempo”, lembrou.
  
Coordenadora da Juventude Popular Socialista, Raquel Dias (CE), disse que percebe nas ruas uma revolta muito grande de quem votou em Dilma e agora se sente lesado. “As pessoas querem que ela saia porque se sentem humilhadas”, relatou.
  
Já o presidente do diretório municipal do PPS em São Paulo, Carlos Fernandes, foi enfático sobre a necessidade de o partido ir para as ruas no dia 15 de março. “Mas precisamos entender que o ato é de várias tribos. Se não entendermos isso não entenderemos nada. Alguns vão pedir impeachment, outros vão protestar contra o aumento do diesel e certos grupos levantarão temas que não concordamos, como a volta dos militares. Então, é preciso entender a diversidade do protesto”, alertou.
   
Foto: Robson Gonçalves
   

segunda-feira, 2 de março de 2015

Jordy afirma ser desnecessário gasto público com construção de prédio da Câmara


Brasília/DF - O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), disse nesta sexta-feira (27) que não concorda que os cofres públicos banquem a construção de um complexo de novos prédios para ampliar a estrutura física da Câmara Federal. O empreendimento deve custar R$ 1 bilhão.
   
Segundo reportagem da TV Globo, a intenção da direção da Casa é buscar parceria público-privada para erguer os novos edifícios, mas que se não houver convênio neste sentido, o dinheiro público irá custear o projeto. O tema deve ser analisado nas próximas reuniões da Mesa Diretora da Câmara.
   
“No momento em que os cortes de recursos públicos atingem todas as áreas, principalmente as sociais, não se pode imaginar o contribuinte bancando mais este gasto. Vamos acompanhar este processo atentamente. A atual situação econômica do Brasil exige de todos os Poderes muito esforço para economizar o dinheiro público”, defendeu Jordy.
  
Para o parlamentar paraense, o Legislativo não pode se distanciar do que pede a população brasileira, que é austeridade dos gestores públicos.
   
“Até porque quando se gasta demais acaba sobrando a conta para o pequeno e médio contribuinte com cortes em previdências, aumento de carga tributária, entre outras maldades”, finalizou Jordy. O governo acaba de acenar que irá fazer novos cortes que atingem os R$ 65 bilhões. Programas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) serão atingidos em cheio.
 
  

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Câmara aprova projeto que possibilita repressão ao tráfico de pessoas


  
Da Agência Câmara
Por Eduardo Piovesan
   
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (26), o Projeto de Lei 7370/14, que traz várias mudanças na legislação para coibir o tráfico nacional ou internacional de pessoas, como o acesso facilitado a dados de telefonia e internet. A matéria será analisada ainda pelo Senado.
  
O texto aprovado é um substitutivo da comissão especial que analisou este projeto, oriundo do Senado, e o PL 6934/13, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara sobre o Tráfico de Pessoas, cujos trabalhos se encerraram em maio do ano passado. O projeto do Senado também resultou de uma CPI com a mesma finalidade que atuou em 2011.
  
De acordo com o substitutivo aprovado, do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), o delegado de polícia ou o membro do Ministério Público poderão requisitar de quaisquer órgãos do poder público ou de empresas dados e informações cadastrais da vítima ou de suspeitos de crimes como o tráfico de pessoas, extorsão mediante sequestro e envio de criança ao exterior para adoção sem o trâmite legal.
  
Localização de vítimas
  
As empresas de transporte, por exemplo, deverão manter por cinco anos os dados de reservas e registros de viagens para acesso direto e permanente do membro do Ministério Público ou do delegado de polícia.
  
Igual prazo deve ser seguido pelas concessionárias de telefonia fixa ou móvel quanto aos números discados e atendidos em ligações locais, interurbanas e internacionais para investigar o crime de tráfico de pessoas.
   
Para fins de investigação criminal, o delegado ou o Ministério Público poderão requisitar às empresas de telecomunicações os meios técnicos adequados disponíveis para ajudar na localização da vítima ou dos suspeitos de um delito em curso (por meio da localização de celular, por exemplo).
  
Sobre este aspecto, o relator aceitou sugestões nas negociações em Plenário e especificou que o juiz terá 12 horas para expedir a autorização pedida pelo Ministério Público ou pelo delegado. Se ela não for expedida, essas autoridades poderão requisitar às empresas a colaboração imediata, comunicando ao juiz esse acesso.
  
A ideia é evitar possíveis demoras que poderiam impedir a polícia de localizar com agilidade a vítima ou o suspeito.
  
Quanto aos dados de conexão de acesso e de provedores de conteúdo, o acesso é igual ao disciplinado na lei do marco civil da internet (Lei 12.965/14).
    
Protocolo da ONU
  
As medidas da proposta se coadunam com o Protocolo de Palermo, da Organização das Nações Unidas (ONU), referência mundial para o combate ao tráfico de seres humanos.
  
Segundo o relator do projeto, todas as sugestões na comissão foram acolhidas e formam um importante avanço no combate a esse crime. “O tráfico de pessoas é o terceiro maior no mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas, movimentando bilhões todo ano”, lamentou Arnaldo Jordy.
    
  
Texto cria regras para vítimas
estrangeiras e adoções internacionais
  
O Projeto de Lei 7370/14 permite aos estrangeiros vítimas de tráfico de pessoas no território nacional requerer o reconhecimento dessa condição e a residência permanente se forem satisfeitos os trâmites aplicáveis à condição de refugiado segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).
  
O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) também é modificado para proteger essa faixa etária. A adoção internacional, por exemplo, somente poderá ser intermediada por organismos credenciados no Brasil, vedada a intermediação por pessoa física.
   
Nesse tipo de adoção, será obrigatória a intervenção das autoridades estadual e federal, sob pena de o processo ser considerado nulo.
  
Já os candidatos deverão ser de país signatário da Convenção de Haia, relativa à proteção das crianças e à cooperação em matéria de adoção internacional.
  
O adotante deverá ainda assinar termo de compromisso de que providenciará a aquisição da nova cidadania pelo adotado.
  
Após a adoção, os organismos credenciados para intermediá-la deverão enviar relatório semestral para as autoridades federal e estadual brasileiras durante os dois primeiros anos da adoção. Depois de cinco anos desse prazo, o relatório será enviado para o posto da rede consular brasileira no país do adotante.
   
Adoção no Brasil
    
Quanto à adoção no Brasil, o texto permite que ela ocorra por candidato domiciliado no País e não cadastrado previamente quando for formulada por pessoa indicada pelos pais de criança maior de três anos com a qual esta mantenha vínculos de afinidade e afetividade.
  
A consulta da criança ou do adolescente por equipe interprofissional ou por profissional qualificado passa a ser obrigatória e não mais “sempre que possível”.
     
  
Para garantir maior proteção,
proposta disciplina trabalho por adolescentes
      
Outro tema tratado pelo Projeto de Lei 7370/14 é o trabalho de crianças e adolescentes, que passa a ser proibido para menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos. Atualmente, a proibição recai para menores de 14 anos com a mesma exceção.
    
Nos casos de representações artísticas e de concursos de beleza, será permitida a participação remunerada de crianças e adolescentes menores de 16 anos apenas com alvará do juiz e condicionada a garantias como cumprimento da frequência escolar, condições dignas de trabalho e acompanhamento educacional, médico, odontológico e psicológico.
  
Trabalho doméstico
  
O substitutivo proíbe o trabalho doméstico para menores de 18 anos e disciplina o trabalho no exterior, que somente poderá ocorrer para o menor de 18 e maior de 16 anos com autorização dos pais e do juiz, ouvido o Ministério Público.
  
A contratação somente poderá ocorrer por empresa devidamente constituída, com garantia de assistência medica e hospitalar, seguro saúde e frequência a instituição de ensino regular.
  
Artistas, atletas e modelos
  
As contratações de menores de idade como atletas segue a regra geral, que exigirá registro da empresa ou entidade nos órgãos competentes.
  
Em relação aos contratos de modelo e manequim, além de eles só poderem ser feitos por pessoa jurídica com registro nos órgãos competentes, será proibido o agenciamento, e a empresa ficará responsável pelo cumprimento do contrato no exterior se o menor for lá trabalhar.
  
Será proibida a realização do contrato de risco, que impõe ao profissional contratado os prejuízos decorrentes da não execução contratual a que não deu causa.
  
Viagens
   
Quanto às viagens desacompanhadas sem autorização expressa do juiz, atualmente o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) prevê sua proibição para toda criança de até 12 anos incompletos. O texto aprovado especifica que a proibição será para menor de 14 anos.
  
O projeto institui também o Dia Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, a ser comemorado, anualmente, em 30 de julho.
  
  
Pena para tráfico de pessoas aumentará
   
O texto aprovado do Projeto de Lei 7370/14 cria uma nova tipologia para o tráfico de pessoas. Ela engloba a previsão existente no Código Penal para esse crime com finalidade de exploração sexual e outras, como adoção, trabalho análogo ao de escravo, remoção de órgãos, células, tecidos ou partes do corpo humano e submissão a qualquer tipo de servidão.
    
A pena aumentará de 2 a 6 anos de reclusão para 5 a 8 anos e multa. Novo agravante é acrescentado, aumentando a pena pela metade se a vítima tiver menos de 14 anos e se o crime for cometido por servidor público no exercício da função.
  
O texto prevê ainda a possibilidade de redução da pena de um a dois terços e cumprimento em regime aberto ou semiaberto no caso de o acusado aceitar as condições da delação premiada que permite identificar rotas do tráfico e localização e libertação de vítimas.
  
Cirurgias
  
Outro novo crime tipificado no Código Penal é o de realizar modificações corporais sem consentimento da vítima, por profissional não habilitado ou em condições que ofereça risco à saúde.
  
A pena, de reclusão de 3 a 5 anos, será aumentada pela metade se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro, se do fato resultar lesão corporal grave ou se a vítima tiver menos de 18 e mais de 14 anos.
  
O aumento é em dobro se, do fato, resultar morte; se o crime for praticado para fins de exploração sexual de vítima de tráfico humano; e se a vítima tem menos de 14 anos.
  
  
Projeto permite ao juiz decretar
sequestro de bens de acusados
  
Outra medida prevista no Projeto de Lei 7370/14, relacionada à fase de investigação, é a permissão para o juiz decretar, a pedido do Ministério Público ou de delegado, o sequestro de bens, direitos ou valores de investigado ou acusado se houver indícios suficientes da prática de tráfico de pessoas.
   
Será possível ainda a venda antecipada dos bens se estiverem sujeitos a qualquer grau de deterioração ou depreciação.
    
A repressão ao tráfico de pessoas poderá ocorrer por meio da formação de equipes conjuntas de investigação e da cooperação entre órgãos do sistema de Justiça e segurança, nacional e estrangeiros.
  
Atendimento à vítima
  
Já o atendimento à vítima direta ou indireta do tráfico de pessoas deve contemplar acolhimento em abrigo provisório, preservação da intimidade e da identidade e prevenção à revitimização no atendimento e nos procedimentos investigatórios e judiciais.
  
Cadastro de criminosos
  
Será criado ainda o Cadastro Nacional de Traficantes de Seres Humanos, que conterá os dados referentes às pessoas que cometerem esse tipo de crime. Esses dados poderão ser compartilhados com países signatários do Procotolo de Palermo.
  
   
(Fotos: Agência Câmara - Gustavo Lima)
  
  

Deputados do PPS explicam por que recusaram passagens para cônjuges


Do Portal PPS
 
Brasília/DF - O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), disse, nesta quinta-feira (26), que a concessão de passagem aérea a cônjuges de deputados está na contramão do sentimento da população brasileira nas ruas. Segundo ele, o momento é de arrocho fiscal, em que os direitos dos trabalhadores estão ameaçados pelo governo do PT.
  
A bancada do partido na Câmara decidiu, por unanimidade, abrir mão das passagens destinadas a esposas e maridos de parlamentares, conforme foi autorizado pela Mesa Diretora.
   
“Não tem sentido a Mesa autorizar que os parlamentares possam levar parentes para Brasília. Os deputados têm de fazer isso pagando de seu bolso, usando as milhagens que já recebem ou o próprio salário. Nada de onerar os contribuintes”, afirmou.
  
Jordy classificou ainda como sábia a decisão da bancada do PPS de não aceitar a “sinecura”.
  
O deputado Hisssa Abrahão (PPS/AM) argumentou que a concessão é uma vantagem indevida e desnecessária. "Os deputados já ganham o suficiente para bancar as viagens de suas esposas", disse.
  
Nota de Jungmann
  
O vice-líder da Minoria, deputado Raul Jungmann (PPS/PE) emitiu nota na qual afirma que pagará do próprio bolso, sempre, o deslocamento de seus familiares. No texto, o deputado ressalta que “como representante da vontade dos cidadãos e cidadãs do meu estado e do Brasil, não concordo com o privilégio e não posso aceitar que dinheiro público venha a pagar passagens de minha companheira ou filhos”.
  
A nota prossegue salientando que “a conquista da separação entre o que é nosso e aquilo que é de todos, deu origem à República - literalmente, rex publica, no latim, ou aquilo que não é privado, pois comum a todos”.
  
Sandro Alex e Carmen Zanotto
  
O deputado Sandro Alex (PPS/PR) disse que conceder passagens para as esposas dos parlamentares é criar mais privilégios, em detrimento da maior parte da população brasileira. “Somos radicalmente contrários a isso. É moralmente indefensável”, afirmou.
  
O parlamentar também reclamou da decisão “unilateral” da Mesa Diretora, que, segundo ele, não consultou os parlamentares.
  
Na avaliação da deputada Carmen Zanotto, a decisão da direção da Casa foi “infeliz”. Ela disse ainda que as passagens usadas por seu marido para vir a Brasília sempre foram compradas de forma parcelada. “Pagamos do nosso próprio bolso. E vamos continuar assim”.
  
Moses
  
O deputado Moses Rodrigues ressaltou que “o PPS é um partido decente, e tomaria a decisão de recusar esse privilégio independentemente do momento econômico que vive o país”.
  
Segundo o parlamentar, não são necessários recursos do governo federal para fazer frente a despesas com passagens de cônjuges de deputados. “Cada um de nós deve pagar as passagens do seu bolso”.
  
Moses disse que, desde que souberam da decisão da Mesa, os deputados do PPS, em plenário, resolveram que não iriam aceitar que a Casa arcasse com mais essa despesa. Reunidos na manhã desta quarta-feira (26) sacramentaram a decisão.
    
Jordy
    
Em vídeo, publicado na rede Internet, o deputado Arnaldo Jordy falou sobre a questão. Confira abaixo. Caso seu navegador não permita a visualização direta, confira aqui - https://www.youtube.com/watch?v=vFKLfe0INoE
   
    
    

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Lava Jato: Jordy quer informações de acordos de empreiteiras com CGU

  
Brasília/DF - O deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) protocolou nesta quarta-feira (26) na mesa da presidência da Câmara, requerimento de informação para o Ministro-Chefe da CGU - Controladoria Geral da União, Valdir Simão, sobre possíveis acordos de leniência com as empreiteiras investigadas na operação Lava Jato, suspeitas de formação de cartel para desvios milionários em contratos da Petrobrás.
  
O parlamentar paraense inquiriu no requerimento, se já houve algum pedido formal para o acordo e de quem partiu a proposta, bem como a viabilidade de tais acordos sem a regulamentação da Lei 12.846/13. Jordy questiona ainda se algum acordo de leniência já foi concluído e se isto pode afastar uma eventual declaração de inidoneidade das empresas investigadas.
  
Para Arnaldo Jordy, é um despropósito que tais acordos possam estar sendo realizados, devido à natureza e a gravidade das denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal, que se posicionou contra possíveis acordos. Entidades representativas de auditores de controle externo e procuradores de Tribunais de Contas também divulgaram nota pública afirmando que possíveis acordos não isentam as empreiteiras de punições na área penal.
  
Jordy afirmou que “o parlamento, em seu poder fiscalizatório garantido pela Constituição, deve verificar a procedência das informações referentes a estes acordos, e quais suas implicações para as investigações levadas a cabo pela Justiça Federal no sentido de extirpar uma bilionária rede de corrupção envolvendo multinacionais, políticos e partidos em uma das maiores empresas do mundo, que é a Petrobrás”.
  
Na imprensa, o presidente da Associação de Juízes Federais (Ajufe), Antonio César Bochenek declarou que acordos de leniência em discussão podem impedir a aplicação de penas pelo Judiciário e comprometer todo o trabalho do Ministério Público Federal e da Polícia Federal na Operação Lava Jato. O requerimento informação de número 74/2015, de acordo a Constituição, deve ser respondido em até 30 dias pela CGU.
   
  
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-5306 / 8276-7807