terça-feira, 18 de março de 2014

Revista Época destaca ação de Jordy para instalar CPI da Serra Pelada

 
De Revista Época
Por Marcelo Rocha

 
O deputado Arnaldo Jordy, do PPS do Pará, conseguiu as assinaturas necessárias para instalar a CPI de Serra Pelada. Um total de 191 deputados – 20 a mais do que a quantidade mínima exigida para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito – assinou o pedido de investigação, entregue à Mesa Diretora da Câmara. A proposta é apurar suspeitas de irregularidades envolvendo a Coomigasp, cooperativa que detém o direito de exploração do ouro e outros minérios remanescentes no garimpo de Serra Pelada, no Pará, e a Colossus, mineradora canadense escolhida pelos garimpeiros para realizar pesquisas e a extração mineral no local.
  
No ano passado, ÉPOCA publicou reportagem sobre essas suspeitas. A revista teve acesso a um relatório do Conselho de Controle das Atividades Financeiras, o Coaf, órgão ligado ao Ministério da Fazenda, que rastreou transações financeiras atípicas entre a cooperativa e a Colossus. Nos últimos anos, a Coomigasp recebeu mais de R$ 50 milhões da Colossus por força do contrato firmado entre elas em 2009. Com aval do governo brasileiro, a parceria foi a saída encontrada para a exploração do que resta no subsolo de Serra Pelada. Eram necessários milhões de reais em investimentos, despesas que os garimpeiros não tinham condições de arcar.
   
O Ministério Público investiga suspeitas de desvio desses recursos. As irregularidades são atribuídas a ex-dirigentes da Coomigasp ligados ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB/MA). Caberá à Mesa Diretora, presidida pelo também peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN), analisar se há fato determinado que justifique a investigação.
 
  

segunda-feira, 17 de março de 2014

Câmara aprova prioridade para mulheres em exames periciais

 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, na última quarta-feira (12), em caráter conclusivo, proposta que concede prioridade a vítimas de violência em condições de vulnerabilidade na realização de exame de corpo de delito. Pelo texto aprovado, serão beneficiadas mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência, especialmente quando se tratar de violência doméstica e familiar.
  
O projeto de lei (258/2011) apresentado pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) beneficiava diretamente as mulheres, e foi apensado ao substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família, que ampliou o direito para os demais grupos. A proposta altera o Código de Processo Penal (Decreto-Lei 3.689/41), que atualmente não prevê prioridades.
 
Dados divulgados pelo Instituto Sangari, informam que a cada duas horas uma mulher é assassinada, fazendo com que o Brasil ocupe a vergonhosa 12ª posição no ranking mundial de homicídios contra este gênero. E quase sempre são vítimas de seus maridos, companheiros, namorados ou de seus próprios pais, sendo que 40% estão na faixa dos 18 aos 30 anos de idade.
 
De acordo com o parlamentar paraense, a violência contra a mulher ganhou um importante instrumento de controle, com a instituição da Lei n.º 11.340, de 2006, conhecida também como Lei Maria da Penha. “A intenção de nossa proposta é a de fortalecer o enfrentamento, onde mesmo com uma legislação específica, milhares de mulheres ainda sofrem com a violência no país e necessitam de agilidade e presteza dos exames periciais, para elucidação de casos e a pronta aplicação da lei”, afirmou Arnaldo Jordy. A proposta segue agora para análise do Senado.
 
Com informações da Agência Câmara
 
 

quinta-feira, 13 de março de 2014

CNBB divulgará casos investigados pela CPI do Tráfico de Pessoas



Da Agência Câmara
Por Renata Tôrres
 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai ajudar a divulgar, nas igrejas católicas de todo o Brasil, os casos de tráfico de pessoas que chegaram à comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga esse tipo crime.
  
O objetivo da parceria é alertar os fiéis para o fato de que o tráfico de pessoas realmente existe, e fazer com que as famílias saibam se prevenir, evitando que se tornem vítimas do crime.
 
P ara firmar o apoio conjunto, integrantes da CPI do Tráfico de Pessoas reuniram-se em Brasília, nesta quarta-feira (12), com o presidente da CNBB, dom Raimundo Damasceno, e com o secretário-geral da entidade, dom Leonardo Steiner.
 
Dom Leonardo explicou que é necessário divulgar os casos de tráfico de pessoas. "Esses fatos, quando levados às comunidades, podem esclarecer muito. Muitas vezes, as pessoas acham que isso não é real. Quando nós levamos acontecimentos, fatos, testemunhos, ajuda muito. E a CPI tem recolhido muito material, muitos testemunhos", declarou.
 
Há um ano e meio a CPI investiga casos de tráfico de pessoas. O relatório final da comissão deve estar pronto até o final de abril. Nesta quarta-feira, os deputados entregaram aos bispos o relatório parcial, que já contém sugestões de mudanças nas leis para evitar e punir os casos de tráfico de pessoas.
 
A CPI vai propor alterações no Código de Processo Penal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei Pelé, entre outros pontos.
    
Sugestões
 
O presidente da CPI do Tráfico de Pessoas, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), espera que a CNBB analise o material e apresente sugestões aos deputados. "Lamentavelmente, o Brasil é um dos dez países com maior frequência dessa prática criminosa – um crime que movimenta mais de 30 bilhões de dólares no mundo por ano, vitimando mais de 10 milhões de pessoas”, ressaltou.
 
“Não é um problema tão episódico, não é um problema tão distante do que as pessoas imaginam. A importância da CNBB abraçar esse tema é porque a CNBB é uma organização que alcança a sociedade, muitas vezes onde os poderes constituídos não alcançam", disse o deputado.
 
Arnaldo Jordy destacou que o tráfico de pessoas atinge principalmente as pessoas mais fragilizadas da sociedade, seja do ponto de vista econômico, familiar ou socioafetivo.
 
O presidente da CPI e os bispos lembraram que, quando o tráfico de pessoas ocorre, seres humanos passam a ser tratados como mercadoria: crianças são adotadas ilegalmente; pessoas são raptadas para remoção de órgãos; mulheres são enganadas e obrigadas a prostituir-se; e trabalhadores são explorados em trabalho escravo.
 
Também participaram da reunião a relatora da CPI, deputada Flávia Morais (PDT/GO), e os deputados Luiz Couto (PT/PB) e Lilian Sá (Pros/RJ).
 
 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Tráfico de pessoas: CNBB quer aprovação de projetos de CPI presidida pelo PPS

  
 
Do Portal PPS
Por William Passos

   
Brasília/DF - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) trabalhará para que o Congresso Nacional aprove o conjunto de projetos de lei elaborado pela CPI do Tráfico de Pessoas da Câmara dos Deputados. A informação foi dada pelo presidente da CPI, Arnaldo Jordy (PPS/PA), logo após se reunir com o presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno, e com o secretário-geral da entidade, Leonardo Steiner.
 
Jordy e um grupo de parlamentares levaram à Conferência, nesta quarta-feira, documento com 25 propostas para alterar a legislação brasileira. Os anteprojetos são fruto de mais de 22 meses de atividade da CPI e fazem parte do relatório que deverá ser votado nas próximas semanas.
 
Esclarecer as pessoas sobre o tráfico humano é o alvo da Campanha da Fraternidade da CNBB em 2014. Segundo relatos de Jordy, a Conferência declarou apoio às propostas da CPI e afirmou que irá contribuir para aperfeiçoar os projetos de lei.
 
“Essa ação preventiva, por meio da campanha da fraternidade, é a mais exitosa que há, muito mais do que punir os responsáveis por esse ato criminoso, que vitima quase 11 milhões de pessoas por ano no mundo inteiro, movimentando um mercado de mais de 30 bilhões de dólares por ano também, e que o Brasil, lamentavelmente, está entre os dez países que mais praticam”, destacou Jordy.
   
O presidente da CPI destacou que a capilaridade da Igreja Católica permitirá que as mensagens de prevenção cheguem às mais remotas localidades.
 
Entre as propostas apresentadas à CNBB estão mudanças previstas no Código Penal, no Código de Processo Penal, na Lei de Migrações, no Estatuto da Criança e do Adolescente, na Lei dos Estrangeiros e na Lei Pelé.
 
“Esperamos que, o mais brevemente possível, nós possamos aprovar essas mudanças na legislação, no sentido de melhorar o enfrentamento do tráfico de pessoas, que atenta contra o princípio, o bem jurídico mais importante da sociedade que é a vida humana e que, lamentavelmente, ainda está preterida ao segundo plano”, defendeu Arnaldo Jordy.
  
 

Protocolado na Câmara Federal pedido de CPI para investigar garimpo de Serra Pelada

 
 
Brasília/DF - Os deputados Arnaldo Jordy (PPS/PA) e Domingos Dutra (SDD/MA) deram entrada nesta quarta-feira (12) na Câmara Federal, em um requerimento para instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar indícios de irregularidades e corrupção na gestão de contratos de exploração da mina de Serra Pelada, no Pará.

As denúncias constantes do requerimento derivam quase sete anos após o início do processo de retomada da mineração em Serra Pelada, envolvendo inclusive membros dos altos escalões governamentais, em uma história que envolve milhões de reais em ouro, platina e paládio presentes no subsolo paraense.

Uma concessão de fevereiro de 2007 permitiu à Coomigasp – Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada, o direito de explorar a mina principal de Serra Pelada. Por meio de concorrência, a cooperativa aceitou a proposta da canadense Colossus, a qual entraria com capital e tecnologia e a cooperativa cederia seus direitos sobre a mina. Inicialmente a mineradora teria participação de 51% e o compromisso de repassar à cooperativa, prêmios baseados na reserva de ouro aceita e aprovada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM.
Os garimpeiros questionam vários pontos de um Termo de Acordo de Conduta (TAC) firmado entre as partes, principalmente acerca da atual divisão dos lucros da produção. Pelo acordo, a empresa canadense desfrutaria de 75% dos lucros e os garimpeiros apenas 25%. Para as lideranças dos garimpeiros, houve má fé na formulação dos contratos e ausência de clareza para com os sindicalizados, que somam mais de 40 mil trabalhadores.

Várias diligências foram realizadas pelos parlamentares federais na sede da Coomigasp, em Curionópolis, no Pará, e igualmente foram realizadas audiências em Brasília, afim de esclarecer o porque dos garimpeiros não terem seus direitos respeitados, o que levantou a hipótese de má fé, contando com a anuência de dirigentes governamentais, como do Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, envolvido no caso desde quando era senador.

O Ministério Público do Pará também acusa a mineradora Colossus de fazer depósitos do dinheiro que teria sido extraviado nas contas de ex-diretores da Coomigasp e laranjas. Em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, o promotor Hélio Rubens Pinho Pereira, do MP do Pará, explicou o esquema investigado. "Nós percebemos que o dinheiro era canalizado primeiro para a conta de diretores e depois pulverizado para a conta de várias pessoas que não têm nenhuma conexão com a cooperativa: professores primários, camelôs, recebiam valores de até R$ 1 milhão nas suas contas. Além de haver saques na boca do caixa de até R$ 2 milhões, o que é indicativo bem claro de lavagem de dinheiro", afirmou.

Para Arnaldo Jordy, um dos requerente da CPI, “as denúncias de promiscuidade relatadas entre a Cooperativa e a Colossus são gravíssimas, podendo ser apenas a ponta do iceberg, e somente uma Comissão Parlamentar de Inquérito pode ter o poder de alcançar os verdadeiros corruptores", justificou o deputado do Pará. "Temos um contrato suspeito, de uma empresa suspeita, sem reconhecimento no mercado, irregularidades na gestão anterior da Coomigasp, dinheiro que não sabemos para onde foi, então, precisamos de uma CPI para investigar tudo e, principalmente, responder e dar respaldo legal aos trabalhadores que foram explorados e condenados por ações dessa empresa", completou o parlamentar.

O deputado Domingos Dutra foi mais enfático: “com a CPI eles vão ter que vir, nem que seja na vara!", em referência às autoridades que terão que se explicar perante o parlamento devido às inúmeras irregularidades denunciadas, sendo defensor da CPI, como o único caminho para se resolver o imbróglio.

Para o pedido de CPI era necessário o apoiamento de 171 de parlamentares, sendo que o requerimento para investigar as ações em Serra Pelada, recebeu as assinaturas de 198 deputados, o qual foi entregue no início desta tarde ao secretário geral da Câmara, Mozart Vianna.

Situação Atual

A Coomigasp, já sob nova gestão, opositora àquela que fechou contratos com a Colossus, está sob intervenção da Justiça. O atual interventor, Marcus Alexandre, que preside a Cooperativa, foi indicado pelo juiz substituto de Curionópolis, Danilo Alves Fernandes e a Colossus, em crise financeira, pela perda de investidores devido à enxurrada de denúncias, abriu falência e demitiu cerca de 400 funcionários. Ainda não se sabe como ou qual empresa doravante assumirá a exploração da mina.
 
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-1376 / 8276-7807
 
 

terça-feira, 11 de março de 2014

CPI da Câmara se une aos esforços da CNBB contra o tráfico de pessoas

 
Da Agência Câmara
Por Ana Raquel Macedo

 
Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga o tráfico de pessoas no Brasil encontram-se, nesta quarta-feira (12), com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
 
A comissão se une aos esforços da Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é "Fraternidade e Tráfico Humano". Segundo o presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), a capilaridade da Igreja Católica faz com que o alerta sobre o problema chegue a mais casas e comunidades pelo País.
 
"As igrejas em geral, não só a Igreja Católica, têm um grau de capilaridade na sociedade brasileira que é muito importante em campanhas dessa natureza, que dependem fundamentalmente da informação e da prevenção do que da ação punitiva do Estado", afirma o parlamentar.
 
32 bilhões de dólares
 
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o tráfico de pessoas movimenta anualmente 32 bilhões de dólares em todo o mundo. O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, destaca que a Campanha da Fraternidade pretende mostrar as diferentes faces dessa atividade criminosa.
 
"Sabemos que as pessoas são convidadas, especialmente, no meio mais pobre. Existem propostas de bons empregos e que, depois, na realidade não se concretizam e as pessoas são usadas, às vezes, para prostituição ou para trabalhos que não são dignos”, ressalta dom Leonardo.
 
“O primeiro objetivo nosso é discutir com as comunidades todas, não só as comunidades católicas, mas levar para as escolas, para todos os ambientes esta realidade, falar sobre essa realidade”, acrescenta o religioso. “Porque, se as comunidades, as famílias perceberem, deverão dar uma grande contribuição."
 
Dom Leonardo Steiner diz que a campanha também objetiva incentivar as denúncias e a reflexão sobre a reinserção social das pessoas resgatadas do tráfico.
 
Rotas do tráfico
 
No Brasil, segundo o 1º vice-presidente da CPI do Tráfico de Pessoas, deputado Luiz Couto (PT/PB), as principais rotas do tráfico estão no Norte e Nordeste.
 
"Na região Norte, são 76 rotas. No Nordeste, são 69. No Sudeste, são 35. No Centro-Oeste, são 33. E na região Sul, 28”, lista o deputado. Segundo ele, esses dados mostram que “essas rotas destinam-se, primeiro, ao tráfico para trabalho escravo; segundo, para exploração sexual, prostituição, pedofilia; terceiro, para venda de órgãos humanos. E a quarta é também a questão da adoção ilegal, que tem crescido muito."
  
 

quinta-feira, 6 de março de 2014

CPI do Tráfico de Pessoas levará propostas de mudança de Lei à CNBB

 
Do Portal PPS
PorWilliam Passos

 
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga o tráfico de pessoas, Arnaldo Jordy (PPS/PA), anunciou nesta quinta-feira (6) que entregará à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) o conjunto de projetos de Lei elaborado pelo colegiado, após quase dois de atividades do órgão.
 
As propostas fazem parte do relatório final da CPI que deve ser votado em breve na Casa. O documento será levado, na próxima semana, à CNBB, que lançou na última quarta-feira (5) a Campanha de 2014 com o tema “Fraternidade e Tráfico Humano”.
    
No total, a comissão propõe que se alterem 24 pontos da legislação atual para tornarem mais rígidas as regras contra o “comércio de seres humanos” – um mercado que movimenta mais de U$ 32 bilhões/ano no planeta. “A campanha da CNBB será mais um instrumento para alertar a sociedade de que este crime é mais recorrente do que se imagina. É de grande importância a iniciativa até porque a igreja tem presença onde o Estado não tem”, afirmou o presidente da CPI.
  
Arnaldo Jordy disse ainda que o Brasil não tem combatido o tráfico de pessoas eficazmente. “A impunidade ainda é muito grande, a estrutura administrativa é incipiente. A legislação também não abriga os preceitos, os conceitos e a tipificação previstos na Convenção de Palermo, que é o instrumento internacional mais moderno para este fim”, acrescenta o parlamentar.
 
Congresso
 
O presidente da CPI do Tráfico informou ainda que pretende se reunir com os presidentes da Câmara e do Senado para solicitar que eles incluam, de forma prioritária, os projetos da comissão na pauta das duas Casas.