quarta-feira, 9 de outubro de 2013

CPI do Tráfico de Pessoas da Câmara Federal promove audiência em Curitiba

 
Brasília/DF – A Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados, que investiga o tráfico humano no Brasil realiza nesta quinta-feira (10) na Assembléia Legislativa do Paraná, audiência pública com o objetivo de investigar denúncias que envolvem ONGs com o tráfico internacional de crianças.
 
Em abril, a Polícia Federal, por determinação da CPI, apreendeu documentos e computadores na casa de Laudelino de Souza, representante da ONG Limiar, por suspeita de cobrança de taxas das famílias americanas interessadas em adotar as crianças brasileiras, o que de acordo com as leis internacionais, configura o tráfico de pessoas.
  
Segundo a CPI, a suspeita é de que Audelino e o presidente da Limiar Brasil, Ulisses Gonçalves da Costa, cobrassem até R$ 9 mil para intermediar a adoção de crianças brasileiras por famílias estrangeiras. Costa e Lino negam ter cometido qualquer irregularidade. Durante recente acareação promovida pela comissão parlamentar em Brasília, os dois garantiram que todos os processos adotivos de que Audelino participava eram acompanhados e autorizados pelo Tribunal de Justiça do Paraná.
 
Os membros da Comissão retornam à capital paranaense para mais oitivas sobre o caso, onde devem ser ouvidos parlamentares, juízes, promotores, representantes da secretaria de segurança do Paraná, da polícia civil e federal, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Conselho Tutelar e da Comissão Estadual Judiciária de Adoção. Segundo o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), presidente da Comissão, este é um dos casos mais complexos em apuração na CPI.
 
A audiência em Curitiba, que acontece a partir das 9 horas da manhã, na Assembléia Legislativa Estadual, é aberta à população, que poderá participar inclusive, com novas denúncias ou colaborando com informações sobre o caso que está sendo investigado.
 
Legislação defasada
 
A CPI pretende propor mudanças na legislação ao final dos trabalhos, previsto o início de 2014. Segundo Arnaldo Jordy, a legislação que trata sobre tráfico humano necessita ser atualizada. Pretende-se, com a mudança na legislação, que o tráfico de pessoas seja tipificado no Código Penal, o que não ocorre hoje. Segundo o parlamentar, o código praticamente só dá a tipificação de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual de mulheres.
  
Desde 2004, o Brasil é signatário do Protocolo de Palermo, que, além da exploração sexual, caracteriza como tráfico humano o aliciamento de pessoas para exploração da força de trabalho e remoção de órgãos.
   
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-1376 / 8276-7807
 
 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Facebook se defende em CPI sobre caso de anúncio de venda de bebê pela rede

   
  
Da Agência Câmara
Por Murilo Souza

  
O gerente de relações governamentais do Facebook no Brasil, Bruno Magrani, rebateu nesta terça-feira (8) críticas de que a empresa não estaria colaborando com as autoridades policiais na investigação de denúncias ligadas à compra e à venda de bebês por meio da rede social. Em audiência pública promovida pela CPI do Tráfico de Pessoas da Câmara, Magrani disse que o Facebook adota uma política de “tolerância zero” com o crime de tráfico de pessoas e tem como diretriz incentivar os usuários a denunciar práticas ilegais na rede social.
 
“A empresa mantém uma estrutura robusta para denunciar conteúdo ilegal, que inclui links em páginas do site do Facebook, sistemas que priorizam as denúncias mais sérias e uma equipe de analistas multilíngue disponível 24 horas por dia que responde a essas denúncias e encaminha para as autoridades policiais, se for necessário”, afirmou ele à comissão.
  
Mercado bilionário
 
A audiência foi proposta pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) para esclarecer denúncias de que o Facebook estaria sendo usado para facilitar o contato entre mães que gostariam de vender seus filhos e possíveis candidatos à negociação. A intenção, segundo o deputado, foi ouvir a empresa sobre a dificuldade enfrentada por autoridades policiais e judiciárias para conseguir o conteúdo das mensagens trocadas pelos envolvidos na negociação dos bebês.
  
“Esse mercado [de tráfico de pessoas] movimenta algo em torno de U$ 32 bilhões por ano e o Brasil está entre os 10 países que mais se utiliza dessa prática”, disse Jordy. O deputado acrescentou que redes sociais como o Facebook vêm sendo utilizadas para envolver um número maior de pessoas nas negociações.
  
“Precisamos coibir ou pelo menos ter mais facilidade para, quando identificadas práticas dessa natureza, garantir que essas empresas disponibilizem as informações para que os crimes sejam combatidos”, completou Jordy.
  
Informações insuficientes
 
Um dos casos investigados é o de uma jovem pernambucana de 19 anos que teria trocado mensagens em um grupo criado no Facebook, intitulado "Conversando sobre adoção de crianças e adolescentes", para anunciar a venda, por R$ 50 mil, da filha, nascida em maio deste ano.
  
Em resposta ao deputado, Magrani afirmou que a diretriz da empresa é sempre colaborar com as investigações. Segundo o representante do Facebook, no caso específico de Pernambuco as autoridades fizeram o pedido de informações enviando uma imagem com a captura da tela do computador e não com a url (endereço do perfil na internet).
  
“As autoridades policiais precisam estar familiarizadas com as informações técnicas que precisam enviar a empresas como o Facebook, para que seja possível localizar o conteúdo desejado”, disse Magrani, acrescentando que, quando chegaram informações mais completas, “a página já havia sido retirada pela pessoa que a criou”.
  
Marco civil
  
O gerente de relações governamentais do Facebook no Brasil defendeu ainda a aprovação, pelo Congresso, do projeto que cria um novo marco civil da internet. Para ele, o marco civil criaria ferramentas para auxiliar as autoridades nas investigações.
  
O projeto de um novo marco civil da internet, entre outros dispositivos, define como as autoridades podem requisitar informações às empresas de internet e também disciplina o período de guarda de registros (“logs”) de acesso à rede mundial de computadores.
 
Nova Legislação
 
A CPI deve propor mudanças na legislação de forma que a gestão das redes sociais, que possuem um grande alcance virtual, colabore a fim de evitar a ação dos criminosos. “A nossa legislação ainda é muito obsoleta, até porque são fenômenos muito novos esses. Mas é pretensão desta CPI oferecer uma legislação mais contemporânea, mais moderna, mais eficaz no enfretamento dessas redes criminosas, principalmente nessa questão do tráfico por adoção”, disse Arnaldo Jordy.
 
 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CPI do Tráfico de Pessoas ouve nesta terça-feira representante do Facebook sobre perfis que negociavam crianças


Brasília-DF – Nesta terça-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o tráfico de pessoas no Brasil, ouve representantes do popular site de relacionamentos Facebook, acerca da demora na entrega de dados para serem utilizados em investigações judiciais relacionadas a adoções ilegais de crianças.
  
O objetivo da audiência pública, que acontecerá na Câmara Federal, é o de apurar os detalhes do funcionamento de uma página na rede social que servia de instrumento para o tráfico de crianças. Desde o final de agosto deste ano, a Polícia Civil de Pernambuco investiga um suposto “comércio” de bebês que tinha como canal de oferta o Facebook.
  
Segundo a Polícia, as crianças eram oferecidas por preços entre R$ 7 mil e R$ 50 mil. A página teria sido criada no dia 3 de julho e continha imagens pirateadas de bebês desconhecidos. Quatro mulheres tentaram doar suas crianças, sendo que duas delas por dinheiro. O Ministério Público pernambucano também investiga o caso. A legislação brasileira proíbe a doação de crianças mediante oferta de pagamento de qualquer natureza.
  
De acordo com o parlamentar, a demora no repasse das informações atrapalha consideravelmente a solução de crimes como o de tráfico de seres humanos. O deputado destaca a importância da troca rápida de informações para a solução de crimes, citando a atuação da rede criminosa que negociava pela rede social a venda de crianças que acabou desencadeando na prisão de uma mãe, em Pernambuco.
   
 “Esperamos informações do Facebook para o envio às autoridades do conteúdo de todos os frequentadores desta página que negociava crianças. Assim, a polícia e o ministério público poderão fazer um mapeamento, trilhar o caminho do crime e chegar aos criminosos. O contato com as redes sociais é um verdadeiro tabu e as investigações brasileiras muitas vezes viram reféns dessas instituições. Por esse motivo apresentei o requerimento. Para tentarmos identificar o problema e achar uma solução para a troca rápida de dados”, disse. 
  
A audiência, aberta ao público, acontecerá no plenário 11, às 10h.
 
 

Câmara convoca CBF e Teixeira sobre suposto desvio de dinheiro

 
Do Portal MSN
   
O jornalista Jamil Chade, do O Estado de S.Paulo, revelou nesta sexta-feira que a Câmara dos Deputados convocou para uma audiência pública CBF, Ministério Público Federal, AND-BANK, Receita Federal e Ricardo Teixeira para prestar esclarecimentos sobre as denúncias de desvio de dinheiro de parte dos pagamentos de amistosos da seleção para contas em paraísos fiscais.
   
O próprio diário publicou, nos últimos meses, matérias que garantem que parte do cachê de partidas realizadas pelo Brasil desde novembro de 2006 foi direcionada a contas dos Estados Unidos registradas em nome de Sandro Rosell, atual presidente do Barcelona e representante da Uptrend Development.
 
O pagamento era feito pela ISE, que tem sede nas Ilhas Cayman e negociou com Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, os direitos sobre os amistosos da seleção até 2022.
 
O dinheiro, porém, era depositado no banco AND-BANK em Andorra, um paraíso fiscal europeu que permite o sigilo de contas bancárias e seu proprietários.
 
"Novas denúncias veiculadas pelo jornal Estado de São Paulo revelam um esquema de lavagem de dinheiro a partir de receitas oriundas de jogos e patrocínios da Seleção Brasileira de Futebol, no qual um terço das cotas de 24 jogos da Seleção Brasileira desde novembro de 2006 era direcionado para a Uptrend Development, empresa com sede nos Estados Unidos e comandada pelo atual presidente do Barcelona, Sandro Rosell. Sandro Rosell é amigo pessoal do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, que à época, dirigia a organização que organiza o esporte no país", aponta o requerimento mostrado por Jamil Chade e de autoria do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA).
    
"É igualmente preocupante que, depois de tantos escândalos nos quais o papel de protagonista é invariavelmente exercido por dirigentes pouco escrupulosos, os negócios da CBF e da Seleção continuem envolvidos em suspeitas. O país que está investindo tão pesadamente para realizar uma Copa do Mundo, deve contribuir para melhorar e não piorar sua imagem pública e não pode tolerar que a paixão nacional pelo futebol seja confundida com corrupção. O mínimo que se espera na véspera do certame a ser sediado pelo Brasil é que a denúncia seja apurada com celeridade e transparência", declarou.
 
 

Parlamentares apoiam projeto que destina mais recursos para a saúde

 
Da Agência Pará de Notícias
Por  Roberta Vilanova - Sespa
 
O Conselho Estadual de Saúde (CES) reuniu-se nesta sexta-feira (4) com parlamentares paraenses para solicitar apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular que visa a alterar a Lei Complementar nº 141, de 13 de dezembro de 2012, que define o que deve ser considerado gasto em saúde e fixa os percentuais mínimos de investimento na área pela União, Estados e municípios. O projeto também descreve como deve ser feita a aplicação dos recursos públicos.
 
A mudança representará um incremento de R$ 43 bilhões no orçamento da saúde, totalizando o montante de R$ 130 bilhões anuais, que garantirão ações e serviços de acesso universal à saúde pública, capacitação de pessoal, investimentos em rede física do Sistema Único de Saúde (SUS), produção, aquisição e distribuição de medicamentos e equipamentos com qualidade.
 
O Projeto de Lei de Iniciativa Popular é resultado do Movimento Saúde + 10, que mobilizou a sociedade por mais de um ano e coletou mais de 1,5 milhão de assinaturas de eleitores para que o projeto pudesse ser encaminhado ao Congresso Nacional, onde tramita com o número 321/ 2013.
 
O evento foi coordenado pelo presidente do CES, José de Ribamar Santos, e teve a presença do secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, e da diretora de Políticas de Atenção Integral à Saúde, Dione Cunha, além de conselheiros de Saúde. Embora o convite tenha sido feito a todos os deputados estaduais e federais e senadores paraenses, só compareceram o senador Flexa Ribeiro e os deputados federais Arnaldo Jordy e Miriquinho Batista.
 
Segundo Ribamar, o trabalho do Movimento Saúde + 10 continua para que o projeto de lei seja votado em caráter de urgência/ urgentíssima pelo Congresso. Ele explicou que a sensibilização dos parlamentares faz parte de uma agenda que corre o Brasil, sendo conduzida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e Conselhos Estaduais de Saúde, porque, atualmente, os Estados e municípios já são obrigados a aplicar 12% e 15% da receita bruta, respectivamente, em saúde, mas não há um índice definido de aplicação por parte da União.
 
“O conselho apoia o projeto, primeiro, porque o governo federal vem reduzindo os gastos com a saúde pública. Em 1995, repassou 11,72% da receita corrente bruta da União à saúde pública. Já em 2011, o percentual caiu para 7,3%. Por outro lado, a contribuição dos Estados e municípios vem aumentando a cada ano”, explicou o presidente do CES.
 
Ribamar pediu a Flexa Ribeiro e Jordy que mobilizem os demais parlamentares com esse objetivo. “Precisamos e esperamos contar com o apoio de vocês porque o Pará não pode e não deve ficar de fora dessa luta”, disse.
 
Investimentos – Helio Franco disse, que apesar de o Brasil ser a sexta economia do mundo, ainda aplica muito pouco em saúde se comparado com outros países, somente 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A Inglaterra, por exemplo, destina R$ 300 bilhões para uma população de 60 milhões de habitantes, enquanto o Brasil direciona R$ 80 bilhões para uma população de 200 milhões de habitantes. “Até 1993, 73% dos recursos aplicados em saúde eram federais, mas com o passar dos anos, foram caindo e hoje são de apenas 23%”, informou o secretário.
 
Além de mais recursos para a saúde, Helio Franco alertou que a Amazônia tem particularidades que precisam ser consideradas pelo Ministério da Saúde. Ele lembrou que 99% dos casos de malária são registrados no Pará, que também enfrenta endemias como doença de Chagas e leishmaniose, que não existem em outras regiões. “O Pará não é visto de forma diferenciada pelo Ministério da Saúde e governo federal”, criticou.
 
Em se tratando de média e alta complexidade, o governo do Estado é que tem investido mais recursos, pois dos R$ 959 milhões que vêm para o Estado (R$ 120 per capta ao ano), apenas R$ 200 milhões ficam com o governo estadual, a maior parte vai para os municípios, o que exige gastos do Tesouro do Estado para manutenção de serviços, como unidades de cuidados intermediários, por exemplo.
 
O secretário disse, ainda, que no Brasil existem dificuldades graves de gestão, nos níveis federal, estadual e, principalmente, municipal. “Então, não basta ter recursos, é preciso usar adequadamente, discutir as prioridades com os conselhos de saúde e população, ter plano e programação anual de saúde e decidir o que é importante do ponto de vista da prevenção, proteção, promoção, recuperação e reabilitação”, detalhou.
 
Apesar das dificuldades, conforme o secretário, o Pará está com taxa de mortalidade geral dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), com cinco óbitos por mil habitantes ao ano, das quais 20% são por causas externas, como os acidentes de motos, que têm feito muitas vítimas fatais no Pará.
 
Flexa Ribeiro e Jordy assumiram o compromisso de sensibilizar e mobilizar a bancada paraense no sentido de aprovar o PL o mais breve possível. O senador disse que a questão e suprapartidária. “Vamos deixar de lado a questão ideológica e trabalhar juntos pela causa, já que a situação atual tem sobrecarregado Estados e Municípios”, garantiu Flexa Ribeiro.
 
Além de declarar todo o seu apoio, Jordy sugeriu que seja feita uma pauta mínima para ser apresentada ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para que o Pará tenha um olhar diferenciado por parte do governo federal.
 
 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Jordy quer acabar com taxas abusivas para remarcação de voos

 
Do Portal PPS
Por William Passos

 
Projeto de Lei que tramita na Câmara dos Deputados pode por fim ao abuso praticado pelas companhias aéreas quando os passageiros precisam remarcar um voo.
    
De autoria do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), a proposta, que foi apresentada na semana passada, fixa limite na taxa cobrada pela alteração de horário ou data de viagem em transporte aéreo, nos casos em que ela é solicitada pelo consumidor.
   
Hoje, o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7565/1986) não impõe teto para este tipo de cobrança. A regra diz que os bilhetes têm validade de um ano a partir da data de sua emissão, mas não fixa valores para casos de alteração da viagem, a pedido do cliente.
 
O parlamentar cita abusos como os praticados pelas empresas quando se trata de bilhetes promocionais. Para remarcação de voo, algumas companhias chegam a cobrar multa de até 90% do valor da tarifa paga, o que faz o usuário praticamente perder a passagem.
 
Pelo projeto de lei, os empresários cobrarão, no máximo, taxa que corresponda a 15% da importância paga no ato da compra. “Sai ganhando o usuário, que passa a contar com um limitador objetivo e razoável para as taxas impostas pelo transportador”, destacou Arnaldo Jordy.
 
Apesar da imposição do limite no valor para remarcação, a alteração estará sujeita à disponibilidade de vagas na aeronave. O projeto entrará em tramitação nas comissões relativas ao assunto na Câmara.
 
  

terça-feira, 1 de outubro de 2013

CPI exige explicações da OAS e do Aeroporto de Guarulhos sobre tráfico de trabalhadores

  
    
Do Portal PPS
 
A Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara que investiga o tráfico de pessoas decidiu nesta terça-feira (1) enviar pedido de explicações à construtora OAS e à diretoria do GRU Airport – empresa que administra o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
  
Fiscalização do Ministério do Trabalho, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT), resgatou, na semana passada, 111 operários em condições análogas à escravidão no terminal aéreo que está sendo ampliado.
  
Os homens foram recrutados em diversos estados do Nordeste e estavam em alojamentos considerados irregulares pelos fiscais. Os nordestinos disseram à imprensa terem sido procurados em suas cidades por pessoas que se diziam estar a serviço da OAS.
  
Para o presidente da Comissão, Arnaldo Jordy (PPS/PA), os esclarecimentos são necessários já que são graves as acusações feitas por trabalhadores que se dizem lesados pela empreiteira. Na sessão da CPI desta terça-feira, foi reapresentada uma reportagem feita pelo programa Conexão Repórter, do SBT, em que os operários nordestinos apontam prepostos da OAS como os responsáveis pelo agenciamento, transporte e hospedagem deles em São Paulo.
  
“O vídeo e as declarações dadas são mais que suficientes para que esta CPI busque a verdade neste episódio que se repete, por isso, a necessidade de ouvir estes empresários”, justificou o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito.
   
Há ainda na CPI dois pedidos de convocação dos responsáveis pela obra de ampliação do aeroporto de Guarulhos, que devem ser votados em breve. Nos requerimentos são solicitadas as oitivas do presidente do GRU Airport – empresa que administra o terminal aéreo, Antonio Miguel; e do presidente da empreiteira OAS, Carlos Eduardo Barreto.