quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Comissão aprova requerimentos de Jordy para realização de debates sobre mineração e IDH


Foto: Robson Gonçalves

Jordy defendeu que seja criado um fundo para
municípios onde há atividade mineradora
 
Do Portal PPS
Por Valéria de Oliveira

   
A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia aprovou requerimento de autoria do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) que prevê a realização de audiência pública para discutir o Código de Mineração com representantes da comunidade acadêmica, do Instituto Brasileiro de Municípios Minerários e do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). O deputado Simplício Araújo (PPS/MA) se associou à iniciativa subscrevendo o requerimento.
 
Jordy disse que a Câmara já realizou audiência sobre o código, mas segmentos que ele considera muito importantes não foram chamados. “O debate desse tema tão complexo ficou um pouco interditado e o assunto é de extrema relevância para o Brasil e, especialmente, para os municípios mineradores”, argumentou.
   
Há dois anos o Parlamento aguardava o texto do novo marco para a mineração. O governo enviou o projeto com urgência constitucional há pouco mais de um mês mas, atendendo aos apelos dos parlamentares, retirou a exigência desse rito de tramitação acelerado. Jordy disse que deputados e senadores devem ter mais tempo para discutir o assunto.
 
Serão convidados para a audiência o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério das Minas e Energia, Carlos Nogueira da Costa Júnior; o diretor-presidente do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), José Fernando Coura; a secretária-adjunta de Indústria, Comércio e Mineração do Pará, Maria Amélia Rodrigues; representantes do CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), do DNPM, do Ministério Público Federal, do “Movimento Consciência Mineral – Não ao Apagão Mineral”, da Universidade de Brasília, além do presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Mineral, Elber Prado, sugerido por Simplício Araújo.
 
Fundo
   
Jordy defendeu, durante reunião da comissão, que seja criado um fundo para municípios onde há atividade mineradora, com a previsão de destinação de 20% dos recursos para o entorno dessas áreas atingidas pelo impacto nocivo da exploração. “O fundo estava previsto no projeto original do código e foi retirado, conforme me revelaram técnicos do Ministério das Minas e Energia. Não podemos aceitar que ele não seja criado”.
 
Segundo o parlamentar, existe um paradoxo “da riqueza exponencial de um lado e do agravamento da pobreza e da miséria, dos indicadores sociais trágicos, de outro” nas regiões de mineração.
 
Baixos IDHs da Amazônia
 
Outro requerimento de Jordy foi aprovado pela comissão nesta quarta-feira: o que trata da realização de uma mesa redonda sobre os baixos IDHs (Índices de Desenvolvimento Humano, levantados pela Organização das Nações Unidas) em regiões da Amazônia. Originalmente, o pedido era restrito ao arquipélago do Marajó (PA), mas intervenções de deputados de outros estados da Amazônia fizeram com que fossem incluídos debates sobre os índices de municípios do Maranhão e Amazonas. Simplício Araújo, que subscreveu este requerimento também, pediu que a comissão, além de ir ao Pará, estivesse ainda em Fernando Falcão (MA). Ficou decidido que uma primeira reunião será feita na Assembléia Legialativa do Pará, em Belém, no dia 2 de setembro. Outros dois debates se darão no Maranhão e no Amazonas, em datas a serem definidas. Haverá uma audiência final em Brasília, no plenário da comissão.
 
Jordy salientou que dos 16 municípios do Marajó, oito estão entre os 20 menores IDHs do país. “No município de Melgaço, o pior IDH do Brasil, metade da população é analfabeta, ou seja, nunca se sentou em um banco de escola”, afirmou o deputado. Ele observou, entretanto, que Marajó “é apenas uma pequena janela do processo de colonização que a Amazônia vive em relação ao modelo de desenvolvimento que poderia ser chamado de paulistocrata, que o país adotou desde os idos da década de 30 e do Estado Novo e que até hoje não foi revertido, apesar de esforços pontuais”.
 
O parlamentar paraense ressaltou ainda que o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do Pará “há 11 anos disputa a última e penúltima colocação no ranking do Brasil, e não se pode colocar essa tragédia no colo de um partido só porque tanto o PMDB quanto o PT e o PSDB têm responsabilidade nisso, pois governaram o estado no período. Cada um tem um pedacinho de lágrima rolada nessa dor, como diz o samba do poeta”. Para Jordy, é preciso ter uma visão de estado e corrigir as distorções de forma estrutural.
 
O deputado Simplício Araújo lembrou que 50 municípios do Maranhão estão entre os piores IDHs do país. “O governo do estado, nos últimos quatro anos, pediu emprestados R$ 6 bilhões com a justificativa de investimentos em nome da pobreza e da miséria, mas não se tem registro de ação oficial em prol da erradicação desses males”, disse.
   

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Jordy denuncia exploração de garimpeiros no plenário da Câmara

 
Foto: Robson Gonçalves

O regime de exploração e de trabalho degradante em Serra Pelada
continua o mesmo das décadas de 70 e de 80, denunciou Jordy
   
Do Portal PPS
Por Nadja Rocha

   
O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), em pronunciamento da tribuna, nesta terça-feira (20), denunciou o regime de exploração a que são submetidos os garimpeiros de Serra Pelada (PA) pela empresa Colossus Minerals, que há sete anos vem atuando na mineração.
 
Com um contrato autorizado pela Ministério das Minas e Energia, com a chancela do governo federal, a mineradora canadense, que tem parceria com a Coomigsp (Cooperativa Mista dos Garimpeiros de Serra Pelada), vem descumprindo o acordo firmado para exploração de ouro, paládio, nióbio e outros minerais em desfavor dos trabalhadores.
 
O contrato estabelece 51% para a Colossus e 49% de direitos da exploração para garimpeiros, mas hoje esses trabalhadores só recebem 25% do que foi acordado. “O regime de exploração e de trabalho degradante em Serra Pelada continua o mesmo das décadas de 70 e de 80”, denunciou Jordy.
 
O parlamentar informou que o Ministério Público está atuando na mineração para apurar as irregularidades no contrato, inclusive já afastou a antiga diretoria da cooperativa. O MP apura se há conluio entre a Colossus e a cooperativa para lesar os garimpeiros.
 
Arnaldo Jordy denunciou ainda as péssimas condições de trabalho em Serra Pelada. “Nada mudou nesses anos todos. Os garimpeiros de Serra Pelada continuam sendo aviltados nos seus mais elementares direitos”, definiu o parlamentar.
 
 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Comissão especial discute terrenos de marinha com ministra do Planejamento


Da Agência Câmara

A Comissão Especial de Terrenos de Marinha (PL 5627/13) realiza audiência pública na próxima quarta-feira (21) com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, e o advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Lucena Adams. A audiência será realizada às 14h30 em local a definir.
  
O autor do pedido de debate, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), argumenta que durante as últimas décadas vários municípios brasileiros cresceram ao longo da costa e possuem seu território em terrenos de marinha. Isto causa uma série de prejuízos aos cidadãos e aos próprios municípios. "O principal dano ao cidadão é a tributação exagerada. Aqueles que possuem imóveis situados em terrenos de marinha pagam o foro e a taxa de ocupação junto com o IPTU", ressalta.
 
Terrenos de marinha
 
Hoje existem cerca de 400 mil terrenos de marinha em todo o País, que geram por ano R$ 1 bilhão de receitas. Desses recursos, aproximadamente 90% são destinados à Secretaria de Patrimônio da União (SPU).
 
Tais terrenos foram definidos pela Constituição Federal como bens da União e por isso precisam de um regime patrimonial específico que regulamente a sua utilização.
 
Eles são áreas situadas na costa marítima, as que contornam as ilhas, as margens dos rios e das lagoas. Foram identificados a partir da média das marés altas do ano de 1831, tomando como referência o estado da costa brasileira naquele ano.
 
Enviado pelo governo, o projeto 5627/13 estabelece normas para o parcelamento em até 60 meses de dívidas resultantes da utilização de imóveis de propriedade da União. O projeto também reduz as multas para quem aderir ao parcelamento ou isenta do seu pagamento quem procurar fazer a quitação em 180 dias. Também prevê a extinção das dívidas com valor até R$ 10 mil.
 
Convidados
 
Além da ministra e o AGU, também foram convidados para o debate:
- o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado;
- o procurador-geral da República, Roberto Gurgel; e
- o procurador do Pará, Felício Pontes Júnior.

Debate técnico
 
Na próxima terça-feira (27), a comissão dará continuidade ao debate tendo como convidados especialistas técnicos. Foram convidados:
- o professor da Universidade do Rio Grande (Furg) Obéde Pereira de Lima;
- o consultor-técnico e jurídico da Companhia de Desenvolvimento da Área Metropolitana de Belém-PA Cândido Paraguassu Eleres;
- o pesquisador especialista em terrenos de marinha Gabriel Quintão Coimbra; e
- o especialista em direito portuário e terrenos de marinha o advogado Danilo Oliveira Rodrigues de Lima.
 
Essa audiência também está marcada para as 14h30, em local a definir.
 
 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Serra Pelada: debate sobre acordo de garimpeiros e mineradora acontece nesta sexta-feira

 
Brasília/DF - Uma audiência pública que acontece nesta sexta-feira (16) em Serra Pelada/PA, promovida pela Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia da Câmara Federal, dará continuidade ao debate de representantes de entidades dos garimpeiros e governamentais, sobre os termos do polêmico acordo firmado entre a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada - Coomigasp e a canadense Colossus Geologia, que trata da exploração do minério de ouro, de paládio e de platina.
 
Segundo o requerimento que deu origem a audiência, de autoria do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), o debate é fruto da relevância do tema para região, dada a existência do termo de ajustamento de conduta (TAC) e pela necessidade em se verificar se as cláusulas do TAC estão sendo corretamente cumpridas. Para o parlamentar paraense, “os garimpeiros estão sendo lesados pelo acordo firmado, daí a necessidade em se passar a limpo a questão e os debates para esclarecimentos à sociedade”, afirmou.
   
A reabertura no famoso garimpo, desativado em 1992, envolveu negociações com a Companhia Vale, que terminou por transferir à Coomigasp seus direitos de exploração de ouro e outros metais nobres em Serra Pelada. A Vale submeteu a proposta a seu conselho de administração, e em fevereiro de 2007 assinou um termo de anuência repassando à cooperativa de garimpeiros o direito de explorar a mina principal.
  
Uma concessão de fevereiro de 2007 permitiu à Coomigasp o direito de explorar a mina principal de Serra Pelada. Por meio de concorrência, a cooperativa aceitou a proposta da Colossus em que esta entraria com capital e tecnologia e a cooperativa cederia seus direitos sobre a mina. Inicialmente a mineradora teria participação de 51% e o compromisso de repassar à cooperativa prêmios baseados na reserva de ouro aceita e aprovada pelo DNPM.
 
Os garimpeiros insatisfeitos, questionam vários itens do Termo de Acordo de Conduta (TAC) firmado entre as partes, principalmente acerca da atual divisão sobre os lucros da produção. Pelo acordo, a Colossus detém 75% dos lucros e os garimpeiros 25%. Para tanto, várias audiências sobre o tema já foram realizadas, uma inclusive na Câmara Federal no ano passado, onde participaram mais de mil garimpeiros.
 
Foram convidados para a audiência, que terá início às 10h no auditório da Coomigasp, representantes do Ministério de Minas e Energia, do Ministério Público Federal, do Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, do sindicato dos garimpeiros, da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada – Coomigasp, da Assembleia Legislativa do Estado do Pará – ALEPA, da Ordem dos Advogados – OAB, da Organização das Cooperativas Brasileiras/PA, da Polícia Federal, do Governo do Estado do Pará e da Colossus Geologia.
 
Data: 16/08/13 – Sexta-feira
Local: Auditório da Coomisgasp – Rua da Cooperativa – Praça da Bandeira, 129 – Serra Pelada
Hora: 10h
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
jordycamara23@gmail.com
(61) 3215-1376 / 8276-7807
 
 

CPI do Tráfico de Pessoas quer comissão especial para regulamentar prostituição

   
   
Brasília/DF - A CPI do Tráfico de Pessoas vai entregar ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, um requerimento para a criação de uma comissão especial para analisar o projeto que regulamenta a profissão de prostituta, segundo o presidente da Comissão, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA).
 
Jordy afirmou que a discussão sobre a regulamentação é discutida na Câmara há mais de uma década e que o tema é pertinente aos trabalhos da CPI, já que a Comissão tem lidado com o problema. “Esse problema tem feito parte do cotidiano da CPI onde observamos meninas e mulheres capturadas nas mais diversas regiões do país para se prostituirem e acabam sendo vitimas do tráfico humano e submetidas a condições de escravidão”, disse.
   
O requerimento foi aprovado ao fim da audiência pública que reuniu representantes do governo, das prostitutas e pesquisadores para debater projeto (PL 4211/12) de autoria do deputado Jean Wyllys (Psol/RJ). O texto distingue a prostituição da exploração sexual. No caso de adultos, a exploração ocorreria em situações de ameaça ou violência.
 
Wyllys explica que a prostituição não é crime; mas as casas de prostituição, sim: "Enquanto a casa funcionar na ilegalidade, enquanto a casa funcionar na clandestinidade, as mulheres continuarão sendo exploradas lá dentro. Se regulamentar [a prostituição], isso não mais acontecerá." O projeto estabelece que a exploração ocorrerá se a casa de prostituição se apropriar de mais do que 50% do valor pago pelo cliente. A proposta regulamenta o trabalho autônomo e em cooperativas de prostituição.
 
Migração de prostitutas
 
O pesquisador Thaddeus Gregory Blanchette afirma que, no Brasil, as leis feitas a partir do Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) mantiveram o espírito original que pretendia abolir a prostituição. Os dispositivos que tratavam da migração de prostitutas não faziam distinção se a migração havia sido voluntária ou não.
 
O Protocolo de Palermo, assinado pelo Brasil em 2004, mudou isso e, segundo o pesquisador, a legislação brasileira precisa acompanhar esse espírito e parar com situações como a prisão de prostitutas que voluntariamente mudam de estado para trabalhar em casas específicas. "Isso não é atender vítimas; é prender membros de uma classe que sofre de uma estigmatização de seu trabalho", ressaltou Thaddeus Blanchete.
 
Reconhecida pelo Código de Ocupações
 
Os palestrantes salientaram que a prostituição já está reconhecida, desde 2002, no Código Brasileiro de Ocupações. O coordenador de Identificação e Registro profissional do Ministério do Trabalho, Francisco Gomes dos Santos, explica que a inclusão tem função meramente estatística. Segundo ele, o preconceito sobre a atividade era maior no passado. "Às vezes você tem subtítulos como manequim, esteticista, que não dá para que o Estado possa detectar o uso ou abuso, a exploração dessas pessoas dentro do contexto sexual”, observa Francisco dos Santos.
 
Ele destaca que, quando ocorrer o reconhecimento e a codificação, isso irá facilitar para que essas pessoas que exercem essa profissão possam se identificar como tal. “Dentro do que eu tenho de estatística, nós avançamos muito. Hoje já existe uma declaração [de que se é prostituta] muito maior do que nós tínhamos no passado."
 
Falsa exploração sexual
 
Segundo a relatora da CPI do Tráfico de Pessoas, deputada Flávia Morais (PDT/GO), a falta de regulamentação da prostituição faz com que vários casos sejam erroneamente tratados como de exploração sexual.
 
 
Com informações da Agência Câmara 
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
(61) 3215-1376 / 8276-7807
 
 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Comissão da Amazônia aprova audiências públicas propostas por Jordy

   
Do Portal PPS
Por Roberto Emerich

   
A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (14), três requerimentos de autoria do deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA). O parlamentar solicitou a realização de duas audiências públicas e de uma mesa redonda para debater assuntos pertinentes a região amazônica.
 
O primeiro requerimento aprovado, REQ 357/13, solicita a realização de audiência pública para debater questões relativas ao programa Bio Combustíveis em municípios do Pará. Jordy justificou o pedido afirmando que os agricultores da região denunciaram que o programa estaria comprometido com a demissão de funcionários, desassistência dos projetos implantados e o bloqueio de parcelas do Banco da Amazônia. Ainda segundo o deputado, existiriam indícios de mudanças na concepção do projeto que teria passado a não considerar os aspectos da inclusão social rural e, consequentemente, a exclusão dos agricultores familiares.
 
Já no segundo requerimento, REQ 365/13, Arnaldo Jordy pede a realização de uma segunda audiência pública. Dessa vez para discutir, com entidades governamentais, os impactos ambientais decorrentes da extração mineral na bacia hidrográfica do Tapajós. O deputado destacou que a finalidade é debater a questão das licenças ambientais e à lavra garimpeira concedida pelo governo do Pará e União para extração mineral no leito do rio Tapajós, assim como os impactos ambientais decorrentes da atividade.
   
A Comissão aprovou ainda o requerimento 367/13 que sugere a realização de Mesa Redonda no município paraense de Altamira para tratar do não cumprimento das condicionantes da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O parlamentar afirmou como justificativa as várias polêmicas envolvendo o empreendimento como o deslocamento de milhares de famílias e os graves danos ambientais.
 
As datas para a realização dos encontros ainda serão definidas pela Comissão.
  
 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Prostituição: CPI debate regulamentação

  
    
Do Portal PPS
Por Roberto Emerich

 
Brasília/DF - A CPI do Tráfico de Pessoas da Câmara realizou, nesta terça-feira (13), audiência pública para debater a regulamentação das atividades dos profissionais do sexo. Para o presidente da comissão, deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA), a reunião é importante para aprofundar o debate sobre o tema. Jordy destacou que o país precisa dar uma resposta a questão e lembrou que milhares de mulheres são vitimadas pelo tráfico humano por falta de lei que estabeleça regras para a prática da profissão.
   
Arnaldo Jordy afirmou que a discussão sobre a regulamentação é discutida na Câmara há mais de uma década. Ele lembrou que inicialmente, a proposta foi levantada pelo ex-deputado Fernando Gabeira (PV/RJ) e encampada, na legislatura atual, pelo deputado Jean Wyllys (Psol/RJ). Jordy ressaltou que o tema é pertinente aos trabalhos da CPI, já que a Comissão tem lidado com o problema. “Esse problema tem feito parte do cotidiano da CPI onde observamos meninas e mulheres capturadas nas mais diversas regiões do país para se prostituirem e acabam sendo vitimas do tráfico humano e submetidas a condições de escravidão”, disse.
   
O parlamentar defendeu que o Congresso Nacional aprofunde a discussão da regulamentação e aprecie a proposição no sentido de garantir condições mais humanas para as mulheres que querem atuar na atividade. “Seja do ponto de vista trabalhista ou de saúde pública, precisamos garantir condições mais humanas e dignas a essas pessoas que, por conta própria, escolheram a profissão”, destacou.
 
Jordy reconheceu que o tema é polêmico, com várias opiniões favoráveis e contrárias a medida. Apesar da complexidade, o deputado se mostrou favorável a regulamentação. “Essas mulheres não podem ser criminalizadas pelo que fazem. Acredito que o debate, independente das opiniões, não visa a criminalização da prostituição. Já que não debatemos a criminalização precisamos regulamentar. É necessário dar visibilidade a essa atividade e não podemos, hipocritamente, tratar isso no âmbito criminal”, alertou.