quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Morte de índios: PPS convoca ministros

 
Foi protocolado nesta quarta-feira (10) requerimento, assinado pelo deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), que solicita a realização de audiência pública destinada a discutir as denúncias sobre assassinatos de índios na região de fronteira entre o Brasil e o Peru.
 
No documento, o parlamentar pede o comparecimento dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardoso, e da Defesa, Celso Amorim. A preocupação é com uma possível matança dos índios brasileiros que vivem em áreas isoladas do Acre e que estaria sendo praticada por grupos paramilitares peruanos.
 
Jordy alega que o Acre abriga a maior população indígena em isolamento na Amazônia. Uma das tribos foi descoberta em 2008, quando funcionários da Fundação Nacional do Índio sobrevoaram a área. A imagem que mais chama a atenção deste distante encontro é a de dois índios apontando suas flechas para o avião da Funai.
 
“Estes povos são vistos como obstáculos da exploração pelos seringalistas e caucheiros (exploradores de caucho - arvore da qual se extraí um látex parecido com o da seringueira). Eles começaram a serem dizimados através das chamadas 'correrias'. Os índios sobreviventes fugiram para as zonas mais inacessíveis da mata, mas temos notícias da imprensa brasileira de que  a matança continua”, observa o deputado paraense, no documento.
 
Ameaças constantes
 
O parlamentar se baseia ainda nas denúncias de que, no mês passado, um grupo armado de aproximadamente 40 pessoas vindas do Peru teria invadido a Base de Vigilância Xinane, da Frente de Proteção Etonoambiental Envira, da Fundação Nacional do Índio (Funai).
 
A equipe que atua na Base é responsável por garantir a proteção territorial dos grupos de índios isolados que vivem na região do Acre fronteiriça com o território peruano.
 
A invasão foi alertada via rádio, no dia 11 do mesmo mês, por indígenas do povo Ashaninka que mora na aldeia Simpatia, localizada três horas de barco da Base. E, segundo relatos, a Polícia Federal só compareceu ao local uma semana depois.


Do Portal PPS

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Gabinete Dep. Arnaldo Jordy

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Executiva do PPS aprova indicação de técnico para ministro do TCU


Do Portal PPS
Por Diógenes Botelho

A Executiva Nacional do PPS aprovou nesta terça-feira a indicação do auditor Rosendo Severo para ocupar uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A sugestão, apresentada pelo líder da bancada, deputado federal Rubens Bueno, ganhou o apoio da direção nacional do partido, que considera que é preciso quebrar a tradição de escolha de ex-parlamentares para o cargo, dando um perfil mais técnico e menos político ao órgão.

Com o aval da Executiva, a bancada do PPS deve oficializar nos próximos dias o nome de Severo para a disputa. A eleição, que conta até agora com a pré-candidatura de cerca de 13 políticos, quase todos da base do governo, se dará em votação na Câmara dos Deputados.

“Já indicamos um técnico para o TCE (Tribunal de Contas do Estado) no Paraná e a recepção junto à sociedade foi ótima. Perdemos, mas o debate que se abriu foi muito bom. Nossa ideia é mudar essa tradição de colocar sempre um político do TCU, tornando o órgão mais técnico e menos político”, ressaltou Rubens Bueno.

Já o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), vice-líder da Minoria na Câmara, ressaltou que a indicação do partido para o TCU não é apenas para marcar posição. “Queremos sair das indicações clássicas, que muitas vezes não se pautam no interesse republicano, e mudar todo o sistema de escolha”, afirmou o parlamentar.

Nesse sentido, o partido já está colhendo assinaturas de apoio para uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que muda o sistema de indicação dos ministros do TCU, exigindo que eles sejam escolhidos por meio de concurso. “Além disso, já apresentamos uma PEC que muda o sistema de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)e também temos outra proposta que tira do presidente da República a prerrogativa de indicar o procurador-geral da República”, lembrou o líder do PPS.

Rosendo

Rosendo Severo tem 51 anos e foi escolhido para representar a categoria numa possível indicação numa eleição interna da União dos Auditores do Tribunal de Contas no início do ano. A associação procurava desde então um partido para ratificar seu nome para disputar a vaga, aberta com a aposentadoria de Ubiratan Aguiar. O próprio ex-ministro, que teve sua gestão a frente do TCU criticada pelo presidente Lula, tem simpatia pela ideia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Comemorações pelos 10 anos da Comissão de Legislação Participativa

A Comissão de Legislação Participativa está comemorando 10 anos de sua criação e para comemorar a ocasião, foi preparada uma série de acontecimentos na Câmara Federal. Confira o convite.



Saiba mais sobre a Comissão de Legislação Participativa, sua atuação, seus membros, clicando aqui - http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/clp


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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Para Jordy, corrupção virou endemia

 
Do Portal PPS
Por William Passos

As novas denúncias de que o Ministério da Agricultura seria um novo foco de corrupção foram classificadas pelo deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) como “mais uma bomba” no Governo Federal.

“(A corrupção) está virando uma endemia. Dilma terá que demitir mais, mais e mais. E o prejuízo causado, quem repara?”, questionou o parlamentar.

Jordy se refere às acusações feitas pelo ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o administrador Oscar Jucá Neto, na Revista Veja do último fim-de-semana. Segundo Jucá Neto, as irregularidades atingem o ministro Wagner Rossi. O ex-diretor chegou a dizer, na entrevista, que “a Conab é pior que o Dnit”, em termos de roubalheira.

O deputado do PPS considera que a “legislação dá brecha” para muitos dos desvios que vem ocorrendo na Esplanada dos Ministérios.

“É mais uma bomba no governo Dilma com desvios de recursos e superfaturamentos. Vem mais demissões? E daí?”, indaga o parlamentar, para quem a “faxina” nos órgãos envolvidos deve ser ampla e irrestrita.

 

Aprovada solicitação de audiência para discutir quedas no fornecimento de energia no PA

As constantes quedas no fornecimento de energia elétrica no Pará levaram o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) a pedir audiência pública para cobrar esclarecimentos do governo e da própria concessionária (Rede Celpa) sobre o problema que tem atormentado a população do Estado.

O requerimento de autoria do parlamentar, foi aprovado nesta quarta-feira, na Comissão de Minas e Energia da Câmara e pede que sejam convidados também representantes dos órgãos de defesa do cidadão.

Além das oscilações no abastecimento, Jordy quer explicações sobre as altas tarifas cobradas dos consumidores.

O deputado também convidará representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – órgão responsável por autorizar aumento para empresa de enérgica elétrica. Serão convidados ainda membros do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Nosso objetivo é discutir a qualidade da prestação destes serviços. Não tem sentido nos tornamos um dos maiores produtores de energia e ter a terceira tarifa mais cara, além de 20% da população sem acesso a luz elétrica”, observou o parlamentar. Segundo estimativas do deputado, os problemas com o fornecimento em seu estado se arrastam desde 2009.

Na justificativa do requerimento, Jordy relatou ainda que os consumidores, porém, nem sempre obtêm sucesso nas suas reclamações dirigidas à Celpa. "Na cidade de Curionópolis os moradores relatam interrupções de energia diárias, principalmente de madrugada. A concessionária quando procurada pela população não oferece explicação plausível", acrescentou ele.

A data da audiência, que terá como local a Câmara dos Deputados em Brasília/DF, será divulgada em breve e será franqueada a qualquer interessado na questão.


Com informações da assessoria do PPS

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Comissão aprova requerimento para audiência pública sobre o licenciamento de Belo Monte

  
Comissão de Minas e Energia
Foi aprovada na manhã desta quarta-feira (3), na Comissão de Minas e Energia, o requerimento n. 61/2011 proposto pelos deputados Wandenkolk Gonçalves (PSDB/PA) e Arnaldo Jordy (PPS/PA), para realização de Audiência Pública para debater o processo de liberação da licença de operação da hidrelétrica de Belo Monte, no Estado do Pará.

Vários órgãos e entidades devem ser convidados para a audiência, de modo a apresentarem suas considerações de como se procedeu em velocidade recorde a liberação para a construção do mega empreendimento na bacia do Rio Xingú e quais os impactos da obra na população daquela região do Estado.

Pelo requerimento serão convidados:

- Ubiratan Cazeta, Procurador-Chefe do Ministério Público Federal no Pará;
- Josias Matos de Araújo, Diretor-Presidente da Eletronorte;
- Carlos Nascimento, Presidente da Norte Energia;
- Johaness Eck, Coordenador do Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Xingú;
- Dom Erwin Kräutler, bispo da Prelazia de Altamira/PA e presidente do Conselho Indigenista Missioneiro – CIMI.

Em todo o país, a construção da usina de Belo Monte é alvo de debates, acusações e polêmicas, o que indica a necessidade de esclarecimentos de aspectos ainda obscuros no processo de liberação da licença de operação do empreendimento. A data da audiência, que acontecerá na Câmara dos Deputados, em Brasília/DF, será divulgada em breve.

Saiba mais sobre a questão da construção da hidrelétrica, fazendo a busca sobre o tema Belo Monte aqui no Blog..

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Gabinete Dep. Arnaldo Jordy

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Trabalho, saúde e segurança são prioridades da bancada do PPS no 2° semestre


Do Portal PPS
Por Diógenes Botelho
Com informações do gabinete em Brasília

A bancada do PPS entregou nesta terça-feira ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), uma lista com as prioridades do partido para votação no plenário da Casa durante o próximo semestre. A ampliação dos direitos de trabalhadores e aposentados, o aumento de recursos para a saúde e a melhoria da área de segurança, com a aprovação de um piso único para os policiais e bombeiros do país, são alguns dos temas levantados pela legenda.

Na lista, entregue pelo líder e vice-líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR) e deputado Arnaldo Jordy (PA), respectivamente, a bancada defende a aprovação do PLP 306/08, que regulamenta a emenda 29 ao estabelecer percentuais mínimos a serem aplicados pela União, estados e municípios na saúde. A estimativa é que, aprovado, o projeto garanta cerca de R$ 20 bilhões a mais para a área.

“Essa matéria vem arrastando há anos na Câmara e resta apenas a votação de um destaque da oposição que barra a criação de uma nova CPMF, batizada de CSS. Os brasileiros, que estão nas filas dos hospitais pelo Brasil afora, não podem esperar mais”, defende Rubens Bueno. Ainda na área da saúde, o partido defende a votação do PL 2.295/2000, que estabelece a jornada de trabalho dos enfermeiros em 30 horas. A matéria está pronta para análise no plenário.

Para o deputado Arnaldo Jordy, é inadmissível que em seis meses de legislatura, apenas proposições oriundas do executivo, como medidas provisórias e projetos em caráter de urgência tenham sido apreciados pela Câmara, sem que um único projeto sequer dos deputado tenha sido votado. "É uma ditadura do executivo que não devemos aceitar", afirma o parlamentar paraense, que defende a agenda apresentada como forma democrática de governança do país.

Conheça os principais pontos da agenda de prioridades, apresentadas pelo PPS:

40 horas

A redução da jornada de trabalho para todos os brasileiros também é uma das bandeiras do PPS. Por isso, o partido quer ver incluída na pauta da Câmara a PEC 231/95 que estabelece 40 horas semanais no país. “Essa é uma bandeira histórica do partido”, ressalta Rubens Bueno

Fim do fator previdenciário

A apreciação pelo plenário da Casa do PL 3.299/08 também é uma das prioridades do PPS. “Esse projeto é de suma importância para os aposentados, pois acaba com o fator previdenciário, um mecanismo que reduz em até 30% a aposentadoria dos brasileiros”, explica o líder do PPS. Na área do trabalho, o partido defende ainda a votação do PL 4.622/04, que dispõe sobre a organização e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho.

Piso dos policiais

A votação do piso salarial nacional para policiais e bombeiros é outro assunto que, na avaliação da bancada do PPS, precisa ser votado com urgência. A matéria está inclusa na PEC 446/09, que tramita com a PEC 300 apensada. Já foi votada em primeiro turno e aguarda apenas a segunda votação na Câmara antes de ser encaminhada ao Senado. “É uma questão de Justiça com os policiais. O salário melhor vai motivá-los e certamente terá reflexos na melhoria da segurança”, avalia Rubens Bueno.

Trabalho escravo

O partido defende também a votação da PEC 348/01, que permite ao estado expropriar terras onde for constatada a exploração de trabalho escravo. Com isso, a área seria destinada ao assentamento dos trabalhadores que estavam sendo vítimas de maus tratos. Para aprovação da matéria, falta apenas a votação em segundo turno. "Há nove anos o Pará é campeão consecutivo em trabalho escravo. O Brasil tem a sexta economia do planeta e mantém esse tipo de situação", argumenta Jordy. O estado do Pará é campeão em número de trabalhadores liberados de situações análogos à escravidão. Foram 1.522 pessoas em 2010.

Fim do voto secreto

Outra prioridade do partido é a votação da PEC 349/01, que abole o voto secreto na Câmara e do Senado. Ela já foi aprovada em primeiro turno na Casa. Aprovada em segunda votação, evitará, por exemplo, que deputados acusados de corrupção escapem da cassação com a proteção do sigilo do voto de seus colegas. “Queremos transparência total no Parlamento. Não há mais motivos para mantermos o voto secreto. Cada parlamentar precisa assumir suas posições”, diz Rubens Bueno.

Supersimples

Por último, a bancada do partido quer a votação do PLP 591/10. O projeto institui o Supersimples, que reajusta em 50% os limites de enquadramento das micro, pequenas e médias empresas nesse regime especial de tributação.

Definição da pauta

As propostas dos partidos foram recolhidas pelo presidente da Câmara que, na próxima semana, apresentará uma proposta da Casa para discussão com os líderes.