segunda-feira, 13 de junho de 2011

Militantes do PPS anunciam criação do Núcleo de Gênero Zuleika Alambert

Da Assessoria do PPS
 
Militantes e dirigentes do PPS anunciaram neste sábado a criação do Núcleo de Gênero Zuleika Alambert. O grupo não será órgão da Direção Nacional partido, que já tem em sua estrutura a Coordenação Nacional de Mulheres. O novo núcleo atuará nas discussões sobre genêro, enriquecendo o detabe dentro do partido.
 
São fundadoras do Núcleo: Abgail Páschoa (RJ); Almira Rodrigues (DF); Ciria Pimentel (PA); Cristina Magalhães (RJ); Elaine Marinho de Faria (DF); Elizabete Barreiros (DF); Cléia Schiavo (RJ); Guiomar Monteiro (AM); Irina Storni (DF); Jane Neves (PA); Maria José (MG); Neusa Cardoso de Melo (MG); Renata Cabrera (MS); Tereza Vitale (DF).
 
Núcleo de Gênero Zuleika Alambert
Núcleo Temático do PPS
  
 
Manifesto de Lançamento 
 
 
É com grande satisfação que ora criamos o Núcleo de Gênero Zuleika Alambert no Partido Popular Socialista. É um núcleo temático voltado para as questões de gênero – identidade, representação e participação de mulheres e de homens no partido e na sociedade brasileira. Enquanto núcleo temático, esta iniciativa aponta para novas formas de organização política, previstas estatutariamente. Este núcleo é pautado pela horizontalidade, cooperação e iniciativa política d@s que a ele se incorporem. O núcleo é aberto a filiad@s e simpatizantes e organiza-se por meio de grupos de trabalho e projetos políticos voltados para o partido, Estado e sociedade.
 
O Núcleo assume como legado as lutas e conquistas realizadas nas últimas décadas, tendo como marco a Resolução “A Condição da Mulher e a Luta para transformá-la: Visão e Política do PCB”, publicada em 1979, que teve em Zuleika Alambert sua formuladora e defensora maior. Esta resolução ganhou expressão por reconhecer uma condição específica das mulheres na sociedade brasileira e no mundo e por propor uma política partidária para o seu enfrentamento. Este documento constituiu um norte para as feministas do PPS e foi base para a criação da  “Plataforma Política das Mulheres do PPS”. Esta Plataforma foi originalmente aprovada no XIV Congresso Nacional do Partido, nos I e II Congressos Nacionais de Mulheres do PPS e nos I e II Encontros Eleitorais de Mulheres, constituindo-se como a orientação básica para as ações do Núcleo de Gênero.

O Núcleo constrói sua caminhada reconhecendo como iniciativas históricas fundamentais na luta feminista em âmbito partidário:
 
– a Comissão Nacional de Mulheres do PCB, criada em 1987, que promoveu o Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres, em 1989, o qual deu origem à proposta “Política para a Mulher”, parte integrante da Plataforma de Governo das candidaturas de Roberto Freire e Sérgio Arouca à Presidência e Vice-Presidência da República;
– a luta e vitória de militantes feministas cuja mobilização propiciou a aprovação no Estatuto do PPS, da indicação de preenchimento de uma cota mínima de trinta por cento de cada sexo, na composição das instâncias de direção partidária, em 1998, por ocasião do XII Congresso. A disposição, incorporada ao Estatuto só passou a vigorar no XIII Congresso, em 2002, com a eleição da nova direção partidária.
– a constituição de uma Assessoria Feminista, a partir de 2000, posteriormente nomeada de Grupo de Assessoria Feminista, que deu continuidade às reivindicações e abriu a discussão da Pauta sobre Igualdade de Gênero e Cidadania das Mulheres visando subsidiar as candidaturas do PPS às eleições de 2002;
– a realização do I Encontro de Mulheres do PPS, ocorrido em 2003, organizado por uma Comissão Nacional de Organização das Mulheres do PPS
– a Coordenação Nacional de Mulheres do PPS, criada estatutariamente, em março de 2004, por ocasião do XIV Congresso Nacional do Partido, em São Paulo. A partir de então, tem início uma política estruturada de organização das mulheres no PPS,
– a realização do I e II Congressos Nacionais de Mulheres do PPS, em março de 2006 e dezembro de 2007, por ocasião do XV e XVI Congressos Nacionais do PPS, realizados em Belo Horizonte-MG e Brasília, respectivamente, com a eleição da Coordenação Nacional de Mulheres
– a realização do I e II Encontros Eleitorais de Mulheres do PPS, realizados em agosto de 2009 e março de 2010, no Rio de Janeiro e Brasília, respectivamente, e que auxiliaram na preparação das pré-candidatas e dirigentes para as eleições nacionais e municipais.
 
Com o Núcleo ora criado, buscamos abrir frentes de trabalho político que contribuam para a transformação da vida de mulheres e de homens no sentido da afirmação de direitos e oportunidades igualitárias e que propiciem o pleno desenvolvimento de suas capacidades e potencialidades. Paralelamente, atuaremos no sentido da redução e eliminação de todas as formas de opressão e discriminação, de gênero, classe, raça/etnia, regional, orientação sexual e identidade de gênero, em múltiplos espaços sociais – casa, escola, trabalho, comunidade – mediante diversas formas políticas de atuação, partido, movimentos e organizações sociais. 
 
Ao longo de todo este tempo, o PPS, paulatinamente, foi incorporando o ideário feminista e a preocupação com a participação das mulheres na política e nos sentimos orgulhosas por termos participado de todo este processo. Consideramos que o Partido tem a contribuir para o desenvolvimento de uma cultura política mais igualitária e inclusiva e para a construção de uma nova sociedade em que mulheres e homens possam conviver de forma mais fraterna e menos desigual. O Brasil dispõe de uma legislação bastante avançada e de alguns instrumentos e mecanismos de afirmação de direitos das mulheres. No entanto, carece de efetivas políticas públicas para enfrentar e combater graves problemas como: a violência doméstica e urbana contra as mulheres, o comprometimento dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos de mulheres e de homens, a falta de equipamentos de educação infantil; a falta de capacitação profissional das mulheres, a precariedade do trabalho feminino e a falta de autonomia econômica das mulheres, a precariedade da seguridade social para as trabalhadoras, a vulnerabilidade ambiental.
   
Dentre os muitos desafios a serem enfrentados, destacamos um como fundamental: a subparticipação e sub-representação das mulheres na política. Entendemos que esta participação e representação são essenciais para a construção de um partido democrático, bem como para a construção de uma sociedade de justiça, igualdade e equidade social, com base na democracia e no diálogo amplo e fraterno.

Brasília, 10 de junho de 2011


Assinam este Manifesto como fundadoras do Núcleo:

Abgail Páschoa (RJ); Almira Rodrigues (DF); Ciria Pimentel (PA); Cristina Magalhães (RJ); Elaine Marinho de Faria (DF); Elizabete Barreiros (DF); Cléia Schiavo (RJ); Guiomar Monteiro (AM); Irina Storni (DF); Jane Neves (PA); Maria José (MG); Neusa Cardoso de Melo (MG); Renata Cabrera (MS); Tereza Vitale (DF).

PPS cria Núcleo Ambiental


Do Portal PPS
Foto: Acácio Pinheiro
Jordy diz o debate sobre o meio ambiente é essencial para a questão civilizatória
tem a ver com o próprio futuro da humanidade
O PPS tem de aprofundar a discussão em torno das questões ambientais no país. Com esse objetivo, foi criado, neste sábado, o Núcleo Ambiental, que terá a responsabilidade de discutir e apresentar propostas que norteiem a legenda e a bancada no Congresso Nacional sobre assuntos que tenham como norte o desenvolvimento sustentável.
 
“Este tópico é essencial para a questão civilizatória, que tem a ver com o próprio futuro da humanidade”, disse o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), um dos idealizadores do núcleo. O colegiado terá como uma das coordenadoras Soninha Francine, ex-vereadora e pré-candidata do partido à Prefeitura de São Paulo.
 
O colegiado conta com representantes de vários estados, dentre eles Anivaldo Miranda, superintendente do Meio Ambiente de Alagoas e membro do Comitê Hidrográfico do Rio São Francisco. "Acho que o PPS, finalmente, está encarando a discussão de um tema que é fundamental para definir nossa identidade político-ideológica como partido que deseja estar na vanguarda na luta pela sustentabilidade, pela economia descarbonizada do futuro e pelo aprofundamento da democracia econômica do Brasil”, afirmou Miranda, que também é dirigente do PPS de Alagoas.
 
Na reunião, o partido sinalizou ainda que no encaminhamento das futuras discussões sobre o Código Florestal, no Senado Federal, não concordará com os termos das emendas que anistiam os desmatadores, comprometem as áreas de proteção permanente e descentralizam para estados e municípios as decisões relativas ao uso das APPs.
 
A decisão do diretório nacional contrária aos termos da emenda 164, apresentada pelo PMDB, deverá ser debatida com a bancada federal do partido para a construção de um maior consenso em torno do Código Florestal.

Comissão fundadora

Soninha Francine
Anivaldo Miranda
Jorge Espeschit
cláudio Carraly
Lenise Menezes
Luis Antonio
Jane Monteiro Neves
Stoessel Ribeiro
Luiz Castro
Arnaldo Jordy
Círia Pimentel
Raquel Dias
Eduardo França
Marcílio Rodrigues
Cristina Magalhães
Cléia Salviano
Raul Jungmann
Abigail paschoa
Tereza vitale
William Passos
José Bernardino
Allyson Mikoski
Mário Terena
Athayde Nery
Maurício Costa

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Jordy discursa pelo Dia Mundial do Meio Ambiente

Leia o discurso do deputado Arnaldo Jordy, na Tribuna da Câmara Federal, no dia 7 de junho, por ocasião das comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, 5  de junho.


Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
jordycamara23@gmail.com
(61) 3215-1376


Sr. Presidente, Sras. e Srs. Congressistas, eis que chega a data reservada no calendário para a conscientização sobre a importância da preservação ambiental, dia 5 de junho. Mas será que temos tido motivos para comemorar? Será que estamos realmente comprometidos com a causa ambiental e com as gerações futuras? Entendo, Sr. Presidente, que o Dia Mundial do Meio Ambiente é propício para firmarmos compromissos.
 
Mais do que termos comprometimento com comemorações ou mesmo com ações simbólicas e imediatistas, esse é um bom momento para vislumbrarmos o desenvolvimento sustentável do nosso planeta, do nosso País. E ao falar em desenvolvimento sustentável, nobres colegas, não posso deixar de falar das contribuições que a Câmara tem dado ao meio ambiente, mas também tenho que abordar assuntos desagradáveis que integram a pauta ambiental.
 
Nesse sentido, caros Parlamentares, quero ressaltar os grandes projetos aprovados pelo Legislativo brasileiro e que hoje constituem leis que ora figuram como marco legal, ora são fundamentos importantes para a política ambiental do Brasil.
 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos constitui um instrumento poderoso e consciente da necessidade alarmante de proteção do meio ambiente para as presentes e futuras gerações, agasalhando também a dignidade da pessoa humana e do seu direito à sadia qualidade de vida.
 
O Fundo Nacional sobre Mudanças Climáticas é um instrumento garantidor de recursos para financiar projetos, estudos e empreendimentos para a adaptação aos efeitos da mudança climática, ou para sua mitigação.
 
Temos nas Comissões da Câmara dos Deputados, nobres colegas, grandes projetos em andamento e que merecem o nosso esforço não apenas para aperfeiçoá-los, mas também para votá-los com urgência. Entre esses projetos, destaco o que prevê a criação do Imposto de Renda Ecológico e o que estabelece a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, ambos creditando valores para a manutenção da floresta em pé. Outro que merece destaque é o projeto que trata da Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação - REDD, que consta da pauta de amanhã na Comissão de Meio Ambiente.
 
No cenário de emissões por desmatamento e degradação florestal, o Brasil é um ator-chave, pois já foi líder mundial em perda de florestas e, apesar do desmatamento na Amazônia ter apresentado queda, os números anuais ainda assustam pela dimensão.
 
Não se pode deixar de falar também no projeto de lei sobre biodiversidade, que aguarda a indicação de Líderes partidários para Comissão Especial criada para sua análise e deliberação, o que deve ser feito com celeridade para que esse tema de tamanha relevância seja regulamentado.
 
Hoje, Sr. Presidente, Sras e Srs. Congressistas, perdemos biodiversidade mil vezes mais do que perdíamos há 50 anos. E olhe que as economias dos países em desenvolvimento dependem da sua biodiversidade em cerca de 65% a 70%!
 
Essas são apenas algumas das propostas que tramitam na Câmara, e temos o compromisso de fazer com que sejam incorporadas à legislação brasileira. Entretanto, nobres colegas, nem tudo são flores. Há muitos dissabores em nossa atuação.
 
Vejamos a votação da Medida Provisória nº 458, aquela da regularização fundiária da Amazônia. Não há quem negue a necessidade e a importância de regularizar as terras ocupadas ilegalmente na Região Amazônica. Mas não é muito responsável iniciar uma regularização de quase 62% do território nacional sem antes estabelecer um pacto com a sociedade brasileira.
 
De um lado, a busca por facilidade e celeridade no processo, que sempre tem como efeito colateral a legitimidade do crime de grilagem. E mais: o estímulo a novas invasões. De outro lado, têm-se os esforços para colocar os posseiros na linha da legislação ambiental no campo. Isso nunca funciona.
Não preciso recorrer ao passado remoto para trazer lembranças ruins. Basta recordar a recente votação do Código Florestal brasileiro na Câmara. Vivenciamos uma enxurrada de negociações entre Governo, Relator da proposição e bancada ruralista, em que após termos recebido cinco textos diferentes, na hora da votação não sabíamos qual texto estávamos votando!
 
Ao final, o texto lido e aprovado pela Câmara dos Deputados - e que agora está no Senado Federal - continua muito aquém do que a sociedade brasileira espera de uma lei florestal para o século XXI. Ignora completamente os apontamentos feitos recentemente pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC e pela Academia Brasileira de Ciência - ABC. Legitima ilegalidades cometidas contra nossas florestas nas últimas décadas, misturando situações legítimas com outras que configuram crime ambiental e abre espaço para mais desmatamentos ao enfraquecer ou desvirtuar vários dos dispositivos da legislação atual, sem apresentar praticamente nada que indique um novo patamar de governança na conservação e no uso sustentável de nosso patrimônio florestal.
 
E a simples promessa de mudança do Código já traz reflexos maléficos para o meio ambiente. Novos relatórios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE apontam que 480 quilômetros quadrados de floresta no Estado do Mato Grosso foram desmatados durante as 8 semanas de março e abril de 2011. Isso é um aumento de cinco vezes em relação ao ano passado.
 
Fora da Câmara, temos visto os desmandos do Governo Federal para a construção a qualquer custo, em flagrante desrespeito à legislação ambiental e às comunidades tradicionais, da Hidrelétrica de Belo Monte, hoje considerada a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC. Após a pressão da sociedade organizada, do MPF, da imprensa e da Câmara, o Governo cedeu e promoveu alterações no projeto original, revelando o cinismo e o estelionato que vinha praticando. Ao promover alterações para que o IBAMA pudesse conceder licença de instalação do empreendimento, o Governo confirmou que estava totalmente equivocado na forma como vinha agindo.
 
Quero concluir dizendo que nós precisamos urgentemente nos esforçar para mudarmos a narrativa da nossa economia. O Brasil tem uma economia limpa ainda se comparado a outros países que têm suas economias carbonizadas pelo uso de combustível fóssil. O Brasil tem uma matriz energética limpa em 45%, uma matriz elétrica limpa em mais de 90%. Temos que continuar perseguindo esse caminho de uma matriz energética limpa e diversificada, que não precise utilizar fontes de energia perigosa, como é o caso da energia nuclear, mas devemos fazer isso respeitando nossa legislação ambiental. Nós precisamos ir na direção da história e não na contramão dela. 

 
Enfim, Sr. Presidente, quero registrar que, apesar dos grandes projetos aprovados pela Câmara, infelizmente, temos tido poucos motivos para comemorar o dia do meio ambiente. É hora de firmarmos compromissos com as futuras gerações, para que todo dia seja dia do meio ambiente neste Governo. Esse sim, como condutor das políticas nacionais, é quem deveria ter maior comprometimento com esta causa de incontestável relevância e não agir em desrespeito à legislação ambiental. E pelo que apresentei aqui, ainda estamos longe disso.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Debate no Programa Expressão Nacional, na TV Câmara

Clique nos links abaixo para ver os dois blocos do Programa Expressão Nacional, da TV Câmara, que foi ao ar no último dia 7 de junho, com a participação do deputado Arnaldo Jordy. O tema do programa foi a questão dos conflitos agrários no país.

Bloco 1

Bloco 2


Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
jordycamara23@gmail.com
(61) 3215-1376

Comissão discute medidas para conflitos agrários no Pará

Da Agência Câmara

Integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias se reuniram ontem com o governador do Pará, Simão Jatene, para discutir medidas para reduzir a violência no campo. Um das principais reivindicações foi a necessidade de assegurar isenção da justiça em julgamentos de casos que envolvam conflitos de terra. O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que propôs a visita da comissão ao estado, argumenta que o poder econômico e a pressão política muitas vezes influenciam as decisões do judiciário.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputada Manuela D’ávila (PCdoB-RS), que também foi ao Pará, defende a federalização desses crimes para que os julgamentos sejam agilizados. “Queremos investigação, punição dos culpados e também políticas estruturantes para conter esses crimes”.

Além de Arnaldo Jordy e Manuela D’Ávila, integrou a comitiva o deputado Domingos Dutra (PT-MA). A Comissão foi ao estado para acompanhar as investigações dos assassinatos de ambientalistas mortos no mês passado em Nova Ipixuna, no sudeste do estado.

Regularização fundiária

Os parlamentares também pediram o apoio do governador em ações para acelerar a regularização fundiária na Amazônia e fortalecer o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Outro pedido feito pelos deputados foi a implementação efetiva do programa Terra Legal.

O programa, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, vai regularizar a situação fundiária de 300 mil posseiros que ocupam terras públicas federais que não sejam reservas indígenas, florestas públicas, unidades de conservação, áreas de fronteira, marinha ou reservadas à administração militar.

Agenda de ações
Os deputados ainda cobraram do governador a definição de uma agenda de ações com medidas de curto, médio e longo prazo para conter a violência no campo. Simão Jatene disse que o Estado já vem desenvolvendo programas para prevenir e conter os conflitos agrários, a exemplo do programa “Município Verde”.

A comitiva também se encontrou com outras autoridades e representantes de movimentos sociais em uma reunião organizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Nesta quinta, os deputados Arnaldo Jordy e Domingos Dutra estarão em Marabá e Nova Ipixuna, onde se reúnem com a Comissão Pastoral da Terra e representantes de outras entidades.

Após a visita, os deputados vão elaborar um relatório com recomendações para esclarecer os assassinatos e prevenir novos casos que será entregue a autoridades dos três poderes.

Conflitos Fundiários foi tema da entrevista de Jordy ao Câmara Hoje

Os conflitos agrários e a violência rural no Norte do país: o deputado Arnaldo Jordy fala sobre a decisão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de acompanhar as investigações sobre o assassinato do casal de extrativistas, ocorrido há poucos dias no Pará, ao programa Câmara Hoje, em reportagem de Ana Chalub.




Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
jordycamara23@gmail.com
(61) 3215-1376

Comissão está no Pará para avaliar investigações

Do Amazônia Jornal

Deputados acompanham os trabalhos para encontrar
e punir os responsáveis por mortes no campo
Presidente da subcomissão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal que está no Pará para acompanhar as investigações dos assassinatos de José Cláudio e Maria do Espírito Santo da Silva, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) defendeu ontem a federalização das investigações dos crimes ocorridos em Nova Ipixuna no mês passado. A comissão se reuniu ontem à tarde, em Belém, com lideranças do movimento rural, na sede da OAB/PA. Segundo Manuela, não se trata de buscar culpas no governo estadual ou federal pelas mortes decorrentes de conflitos agrários no Pará, mas de evitar novas mortes e punir os criminosos. Os deputados federais Domingos Dutra (PT-MA) e Arnaldo Jordy (PPS-PA), integrantes da comissão, e o deputado estadual Edilson Moura (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alepa, participaram do encontro.

'A federalização é uma das ideias em debate e tem como objetivo encontrar e punir os responsáveis, assim como evitar novas mortes a partir de políticas estruturantes que poderão surgir a partir daí', explicou Manuela. 'Tivemos um ótimo encontro com o governador Simão Jatene (PSDB) e um diálogo produtivo em relação à implementação dessas políticas estruturantes e à busca de ações concretas', disse a parlamentar.

Domingos Dutra reforçou que o papel da comissão vai além de apenas receber informações sobre o que é investigado. 'Será possível que depois de mais de duas décadas sem Chico Mendes, sem Paulo Fontelles, sem João Batista, ainda não se tem uma lista desses pistoleiros que atuam no interior do Estado? É sabido que há fazendeiros e políticos envolvidos nesse crime organizado. O governo vai gastar bilhões e bilhões em Belo Monte, no trem bala de São Paulo. Precisa, sim, precisa. Mas antes tem que se investir em algo que acabe com o fato de que tem gente morrendo por briga de terra', declarou.

O deputado estadual Edilson Moura denunciou o clima de pânico onde houve os assassinatos de ambientalistas. 'Os movimentos não confiam nem na Polícia Civil e nem no Ibama, porque quando fazem as denúncias e as prisões ocorrem as próprias autoridades revelam aos acusados a autoria das denúncias. As lideranças precisam ser protegidas, não expostas', afirmou.

Casos impunes

Naldo Pantoja, líder do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), disse que o povo do campo se sente pouco representado. 'A estrutura do Estado deve se basear na democracia e no direito de todos. No entanto, chega o Ibama e diz que não pode ajudar. Chega a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e diz que não pode dar cobertura às pessoas ameaçadas', declarou ele, referindo-se à afirmação sobre o tema, feita pelo titular da pasta, José Acreano Brasil Jr., que se manifestou contra a federalização das investigações sob o argumento de que o Estado já está atuando.

Arnaldo Jordy informou que, além de cobrar explicações ao governo paraense quanto à falta de segurança no campo, a comissão também dialogará com a superintendência da Polícia Federal no Estado. 'Vamos a Marabá e a Ipixuna para apurar alguns fatos', informa.

O deputado Domingos Dutra também solicitou que se reabram os casos impunes. 'Queremos um retorno das investigações, para frear estes assassinatos no campo, que são crescentes. Estamos levantando dados dos últimos dez anos', assegura. Dutra afirma que, além do aspecto criminal, é preciso averiguar as políticas dos governos federal e estadual para combater a violência no campo.

Para Dutra, o governo é conivente com a impunidade. 'Que Estado é esse que não protege o homem do campo? Para entender esta ineficiência, precisamos saber qual o efetivo policial, se tem viaturas, qual o valor dos recursos destinados à segurança pública, e a quantas anda o serviço de inteligência, se é que ele funciona', disse.