quarta-feira, 8 de junho de 2011

Jordy participou do Programa Expressão Nacional, na Tv Câmara


O deputado Arnaldo Jordy, juntamente com o deputado Domingos Dutra (PT/MA) - ambos vice-presidentes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal -, o Secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Carlos Mário Guedes , o Coordenador Nacional da Pastoral da Terra, Dirceu Fumagalli e o Presidente do Conselho das Populações Extrativistas, Manoel Cunha, participaram na noite desta terça-feira (07), do Programa Expressão Nacional, da TV Câmara, em Brasília, onde debateram sobre a violência no campo.


Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
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(61) 3215-1376
 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Comissão de Direitos Humanos da Câmara vai a Belém para acompanhar investigações de crimes no campo

Um grupo de parlamentares federais, membros da Comissão de Direitos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal, estará em Belém nesta quarta-feira (08), onde fará uma série de reuniões com autoridades e dirigentes de órgãos representativos da sociedade e do governo, para cobrar e acompanhar as investigações de crimes cometidos contra trabalhadores ruais e ambientalistas na Amazônia.

Os deputados Arnaldo Jordy (PPS/PA), Domingos Dutra (PT/MA) e Manuela D´Ávila (PCdoB/RS), que preside a CDHM, se encontrarão com o governador do Estado, Simão Jatene (PSDB) e logo a seguir estarão na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, para em seguida participarem de audiência na Superintendência da Polícia Federal no Pará.

A deputada Manuela D´Ávila, disse através de seu perfil no Twitter nesta terça-feira, que estuda um pedido de federalização destes crimes, respeitando a agenda de combate anunciado pelo governo para combater a violência na região. Para a deputada, o índice de resolução de homicídios no campo na Região Norte não ultrapassa 3%. “É a impunidade que estimula a continuidade desses delitos, os mandantes sabem que nunca são presos”, disse.

Para o deputado Arnaldo Jordy é importante que estes crimes sejam solucionados, para que a impunidade não continue a ser uma triste constante da região. Segundo o parlamentar, medidas paliativas, mais vistas como pirotecnia, por conta da comoção do momento, devem ser substituidas por ações de médio e longo prazo, como a regularização fundiária, o combate à especulação e à grilagem e à exploração irregular de recursos naturais na Amazônia e, particularmente, no Pará, investimentos mais responsáveis em políticas que possam fixar definitivamente o homem no campo.

Na quinta-feira (09) a Comissão estará em Marabá e em Ipixuna do Pará, ambas no sudoeste do estado, onde se reunirá com autoridades lideranças de trabalhadores rurais e ambientais, além de representantes da Comissão Pastoral da Terra, da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, do Comitê Dorothy Stang e da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará.

Só no estado do Pará, foram assassinadas 1.186 lideranças religiosas, ambientalistas e intelectuais nos últimos 25 anos, de acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra.

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Direitos Humanos: deputados vão ao Pará acompanhar investigações das mortes de camponeses

Da Rádio Câmara
Reportagem Geórgia Moraes

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Deputados da Comissão de Direitos Humanos vão ao Pará acompanhar investigações das mortes por conflitos agrários. Uma subcomissão permanente foi criada para se dedicar ao caso. O grupo será presidido pelos deputados Domingos Dutra, do PT do Maranhão, e Arnaldo Jordy, do PPS do Pará.

Na quarta e quinta-feira, os deputados terão audiências nos municípios de Belém, Marabá e Nova Ipixuna para acompanhar as investigações dos crimes contra trabalhadores rurais, em especial, o assassinato dos ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, ocorrido no dia 24 de maio na zona rural do município de Nova Ipixuna.

Domingos Dutra disse que o objetivo dessa iniciativa da Comissão de Direitos Humanos é manter o assunto na pauta.

"Daqui a pouco esse assunto foge da mídia, aparece uma outra tragédia, encoberta esta e nós só vamos abrir os olhos depois que morrerem mais quatro ou cinco que a mídia pauta, aí todo mundo se assanha, discursa, os ministros vão, mas depois a vida volta pro caos. E a nossa subcomissão, nós temos interesse de levantar os assassinatos dos últimos dez anos"

Em Belém, a subcomissão vai ao Tribunal de Justiça do Estado para acompanhar o andamento do processo sobre o caso. Em seguida, os deputados acompanhados de representantes de movimentos sociais seguem para Marabá, onde cumprem extensa agenda de audiências. Na quinta, o grupo vai a Nova Ipixuna e participa de eventos com representantes da Comissão Pastoral da Terra, da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, do Comitê Dorothy Stang e da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Pará.

Jordy participará hoje do Programa Expressão Nacional, que discutirá conflitos agrários

Os acampamentos agroextrativistas continuam provocando conflitos no campo. Nos últimos dias, quatro líderes foram assassinados no Norte do país. Eram pessoas que defendiam e lutavam pela preservação da Amazônia. Esse acontecimento trágico lembra outros assassinatos que aconteceram nas últimas décadas, como os de Chico Mendes e Dorothy Stang, e mostra a situação de violência no campo no País. Participam do debate os deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA) e Claudio Puty (PT-PA) e representantes da Pastoral da Terra. Você pode participar do debate enviando e-mail para expressaonacional@camara.gov.br ou ligando para 0800 619 619.

Acompanhe o Programa da TV Câmara ao vivo, às 21h30, pela Internet  http://www2.camara.gov.br/tv ou através da tv aberta ou fechada.

Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
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(61) 3215-1376

Jordy fala sobre a divisão do Pará à Voz do Brasil

Da Rádio Câmara
Reportagem Geórgia Moraes


LOC- O estado do Pará pode perder a maior parte de seu território a depender do resultado de plebiscito para criar mais duas unidades da Federação.

LOC- O Congresso Nacional autorizou consultas à população local para a possível criação dos estados do Tapajós e de Carajás.

LOC- A repórter Geórgia Moraes, jornalista da Rádio Câmara, tem mais informações sobre o plebiscito.

Geórgia Moraes: A população do Pará poderá opinar, ainda neste ano, sobre a divisão do Estado e a criação de duas novas unidades da federação: Tapajós e Carajás. Projeto que prevê a realização de plebiscito sobre a questão foi aprovado pelo Congresso. O Estado de Tapajós seria criado em uma área onde atualmente se situam 27 municípios na parte oeste do Pará. Carajás, por sua vez, ficaria no sul e sudeste do Estado, e reuniria 39 municípios. O deputado Giovanni Queiroz, do PDT do Pará, é um dos defensores da divisão do Estado. Ele cita exemplos desse tipo que na sua opinião deram certo.

Giovanni Queiroz: O exemplo do Tocantins e do Mato Grosso do Sul que foram os dois Estados mais recentemente criados e cujo sucesso foi extraordinário. Não só no ganho econômico, mas na inserção social, no ganho da população que ali estava e que pra lá migrou.

Geórgia Moraes: Já o deputado Arnaldo Jordy, do PPS do Pará, é contrário a ideia. Ele lembra que hoje o Pará apresenta um dos piores índices de desenvolvimento social do País.

Arnaldo Jordy: Quer dizer, nós vamos dividir exatamente a pobreza, nós vamos dividir a miséria, nós vamos dividir o subdesenvolvimento, e não creio que abrir mão da unidade política e territorial do Estado do Pará possa nos ajudar a romper essa fronteira da exclusão social e da marginalidade no processo de desenvolvimento nacional com um pacto federativo absolutamente disforme que não responde às necessidades regionais de forma equilibrada.

Geórgia Moraes: Pelo texto, o plebiscito deverá ser realizado em novembro, seis meses após a promulgação dos decretos legislativos. O Tribunal Regional do Pará, instruído pelo Tribunal Superior Eleitoral, será responsável pelo pleito. Dois meses após a proclamação do resultado do plebiscito, caso se aprove a criação de Tapajós e Carajás, a Assembleia Legislativa do Pará deverá submeter a medida aos deputados estaduais para então informar o resultado dessa consulta ao Congresso Nacional. De Brasília, Geórgia Moraes

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Jordy faz pronunciamento na Tribuna da Câmara sobre mortes de ambientalistas

Leia a seguir, pronunciamento do Deputado Arnaldo Jordy, na Tribuna da Câmara Federal, sobre o assassinanto de líderanças ambientais no Norte do Brasil - Em 31/05/2011.

Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
jordycamara23@gmail.com
(61) 3215-1376



Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nos últimos dias, assistimos mais uma vez a um enredo trágico no Estado do Pará, o assassinato de duas lideranças sindicais: Cláudio Ribeiro e sua esposa. Isso expressa o estado de impunidade e de ausência do Poder Público, em uma história que se repete e coloca o Estado do Pará há 9 anos consecutivos como campeão de mortes violentas por disputa de terra.

Assistimos, ontem e hoje, estarrecidos, mais uma vez, à pirotecnia sendo anunciada como medida paliativa de "solução" - entre aspas - para esse tipo de conflito e de tragédia, quando o então Presidente da República em exercício anuncia um gasto de 500 mil reais e a utilização da Força Nacional para ajudar o Governo do Estado a apurar e investigar os responsáveis por esses assassinatos, que já são quatro, três no Estado do Pará e um em Rondônia, nos últimos 10 dias.

Queria aqui fazer mais uma vez o alerta que já foi feito por outros companheiros tantas outras vezes da tribuna desta Casa mas que, infelizmente, não tem eco nas autoridades da República. Não estamos mais dispostos a assistir, a cada tempo, à reprodução desse enredo pranteando a lágrima e muitas vezes a dor de famílias, de órfãos de pessoas decentes, honradas, trabalhadores de mãos calejadas que lutam por direitos e que por isso pagam com a própria vida.

Deixo o meu repúdio, inicialmente, às propostas anunciadas pelo Presidente da República em exercício, por se tornarem evidentemente paliativas, para tentar dar momentânea satisfação à opinião pública sem enfrentar as causas estruturais - repito - desse enredo trágico que se repete recorrentemente a cada tempo e que precisa de medidas evidentemente mais sérias, mais contundentes, mais responsáveis.

Se eu fosse o Governador do Estado do Pará, Simão Jatene, sem que esse fosse um gesto de impertinência, agradeceria os recursos destinados, 500 mil reais, e os devolveria ao Presidente Michel Temer, porque talvez os próprios trabalhadores e algumas entidades, se fizessem uma pequena coleta, tivessem capacidade de arrecadar esse valor para tentar suprir aquilo que é o objeto do gasto, ofensivo ao Estado do Pará, oferecido pelo Presidente Michel Temer.

Para concluir, trago alguns dados dessa impunidade. Segundo os relatórios da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, da Comissão Pastoral da Terra - CPT e da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB, ocorreram quase 1.200 casos de assassinatos de lideranças, de assassinatos de religiosos e de políticos por razões semelhantes e apenas 91 julgamentos, dos quais 28 resultaram em condenações nos últimos 25 anos, de 1985 a 2010. Foram 2,3% de condenados em 1.186 casos com ocorrência registrada praticados contra essas lideranças.

Portanto, ao fazer este registro, aproveito para pedir efetivamente a presença do INCRA, do IBAMA e de investimentos mais estruturais na regularização fundiária; no combate à especulação, à grilagem e à exploração irregular de recursos naturais na Amazônia e, particularmente, no Pará; investimentos mais responsáveis em políticas que possam fixar definitivamente o homem no campo.

Sr. Presidente, que isso possa constar da pauta de soluções dessa agenda absolutamente indispensável para ser aplicada não apenas com medidas de segurança, ou aparentemente de segurança, diante dos corpos tombados.
Muito obrigado.

Deputados analisam os prós e contras da divisão do estado do Pará

Da Rádio Câmara
Reportagem Geórgia Moraes

A população do Pará poderá opinar, ainda neste ano, sobre a divisão do Estado e a criação de duas novas unidades da federação: Tapajós e Carajás. Projeto que prevê a realização de plebiscito sobre a questão foi aprovado pelo Congresso.

O Estado de Tapajós seria criado em uma área onde atualmente se situam 27 municípios na parte oeste do Pará. Carajás, por sua vez, ficaria no sul e sudeste do Estado, e reuniria 39 municípios.

O deputado Giovanni Queiroz, do PDT do Pará, é um dos defensores da divisão do Estado. Ele cita exemplos desse tipo que na sua opinião deram certo.

"O exemplo do Tocantins e do Mato Grosso do Sul que foram os dois Estados mais recentemente criados e cujo sucesso foi extraordinário. Não só no ganho econômico, mas na inserção social, no ganho da população que ali estava e que pra lá migrou"

Já o deputado Arnaldo Jordy, do PPS do Pará, é contrário a idéia. Ele lembra que hoje o Pará apresenta um dos piores índices de desenvolvimento social do país.

"Quer dizer, nós vamos dividir exatamente a pobreza, nós vamos dividir a miséria, nós vamos dividir o subdesenvolvimento, e não creio que abrir mão da unidade política e territorial do Estado do Pará possa nos ajudar a romper essa fronteira da exclusão social e da marginalidade no processo de desenvolvimento nacional com um pacto federativo absolutamente disforme que não responde às necessidades regionais de forma equilibrada"

Pelo texto, o plebiscito deverá ser realizado em novembro, seis meses após a promulgação dos decretos legislativos. O Tribunal Regional do Pará, instruído pelo Tribunal Superior Eleitoral, será responsável pelo pleito.

Dois meses após a proclamação do resultado do plebiscito, caso se aprove a criação de Tapajós e Carajás, a Assembleia Legislativa do Pará deverá submeter a medida aos deputados estaduais para então informar o resultado dessa consulta ao Congresso Nacional.