segunda-feira, 6 de junho de 2011

Jordy diz que mudanças em Belo Monte mostram que governo estava errado


Fonte: Portal PPS
Por: William Passos

O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) disse que as alterações promovidas no projeto original da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, mostram que o governo federal estava errado na ideia inicial. As mudanças foram promovidas para que o IBAMA pudesse conceder licença de instalação do empreendimento.

“Alguns avanços ocorreram. O governo aumentou a vazão do rio em 40% e eliminou um dos dutos que iriam interditar a chamada volta grande do Xingu. Isso revela o estelionato que estava sendo praticado”, observou.

Jordy acrescentou que, se a “essa altura do campeonato” o governo cede, é porque ele estava absolutamente equivocado.

Pressão

O deputado do PPS reconhece que a pressão da sociedade organizada funcionou. Ele cita as diversas audiências públicas realizadas fora e dentro do Congresso Nacional, as ações do Ministério Público e a mobilização da imprensa para discutir os impactos da construção da usina.

“E o assunto não está encerrado. Continuaremos a questionar até que os pressupostos ambientais, de segurança e de compensação social sejam plenamente respeitados”, ressaltou.

O Ibama diz que as 40 condicionantes ambientais fixadas no ano passado foram satisfeitas pelo consórcio que tocará a obra de Belo Monte, mas o Ministério Público federal estuda entrar com nova ação, caso seja verificado que as irregularidades continuam.

MPF: região vai receber os impactos da obra sem estar preparada

Fonte: Ascom MPF/PA
http://www.prpa.mpf.gov.br/


Nova ação na Justiça Federal, a 11ª sobre Belo Monte, questiona o Ibama por conceder Licença de Instalação sem exigir ações prévias. 40% não foram cumpridas e há risco de caos social

O Ministério Público Federal ajuizou hoje a 11ª ação civil pública por problemas no licenciamento de Belo Monte. O processo pede a suspensão da Licença de Instalação concedida para o início das obras e aponta o descumprimento das condições prévias exigidas para preparar a região para os impactos. Segundo parecer técnico do próprio Ibama sobre as obras preparatórias, 40% das condicionantes não foram cumpridas pela Norte Energia S.A.

O parecer do Ibama demonstra, em 250 páginas, que as condicionantes de saúde, educação, saneamento, levantamentos das famílias atingidas e navegabilidade não foram cumpridas pelo empreendedor. Mais grave: o relatório aponta que o empreendedor informou várias obras para saúde e educação que a vistoria dos técnicos no início de maio constatou simplesmente não existirem. 

A falsidade nas informações apresentadas ao Ibama foi até objeto de notificação à Nesa. No Ofício 477/2011 o Coordenador Geral de Infraestrutura de Energia Elétrica e a Diretora de Licenciamento Ambiental notificam e destacam o contido no artigo 69-A da Lei 9.605/98 que trata, em síntese, de conduta criminosa de apresentar, no licenciamento ambiental, estudo, laudo ou relatório ambiental total ou parcialmente falso ou enganoso.

Mas o Ibama concedeu a licença mesmo assim, criando conceitos inexistentes na lei ambiental: condições “em cumprimento” ou “parcialmente atendidas”.  A Norte Energia não iniciou, por exemplo, as obras de saneamento na região onde ficarão os canteiros da obra, mas apresentou um projeto para concluí-las em março de 2012. Em vez de considerar a condicionante não atendida, o Ibama considerou que está “em cumprimento”.

O mesmo conceito foi aplicado para outra condicionante que o MPF considera fundamental, a que previa implantação de saneamento para controle da qualidade da água na cidade de Altamira. De acordo com o parecer técnico do Ibama, a condicionante só estará cumprida em 2014 e, por causa desse atraso, haverá contaminação e eutrofização – apodrecimento – das  águas dos igarapés que banham a cidade. Ainda assim, a condicionante foi considerada parcialmente atendida.

“A criação de conceitos tão flexíveis e elásticos para questões tão graves serve ao interesse apenas da NESA, que naturalmente busca apressar o início das obras sem precisar despender tantos recursos em ações preparatórias. Mas não serve em absoluto ao interesse da sociedade amazônica e brasileira, que esperavam ver um licenciamento rigoroso e exemplar para a obra que vai consumir o maior volume de recursos públicos dos últimos 30 anos”, diz o MPF na ação.

A ação cita um documento do Ibama, produzido em 2010 em resposta justamente a uma ação civil pública do MPF. Na época, o órgão disse à Justiça Federal:  “Ocorre que o investimento em infraestrutura, em resposta aos argumentos do Ministério Público Federal no estado do Pará, irá sim atender a população previamente à construção da usina, conforme previsto na Licença Prévia, e em caráter absolutamente novo para o licenciamento ambiental”

O documento prossegue: “estas medidas de infraestrutura são expressas como medidas antecipatórias, que determinam que o empreendedor será responsável pelo investimento nesta infraestrutura mesmo antes da emissão da licença de instalação, que permite o início das obras. O investimento se dará em relocação e readequação urbana, com a construção de moradias adequadas, de alvenaria, com sistema de drenagem pluvial, esgotamento sanitário e vias pavimentadas, em total oposição ao que ocorre agora. Isto é condicionante da licença prévia e caso o empreendedor não cumpra o Ibama tem a prerrogativa de cancelar a licença, antes mesmo de se iniciarem as obras da usina”.

Para o MPF, ao não cumprir suas próprias exigências para Belo Monte, o Ibama  atingiu o “limite da irresponsabilidade”. Eles citam os dados da região de Rondônia onde o Ibama também usou conceitos elásticos para permitir a instalação das usinas de Jirau e Santo Antônio: “além das violações trabalhistas que culminaram com a explosão do canteiro de obras de Jirau em março de 2011, em Porto Velho o índice de migração foi 22% maior que o previsto, os casos de estupro aumentaram em 208% e quase 200 crianças permanecem fora da escola apenas em uma das vilas”.

A situação em Altamira deverá ser ainda mais grave do que em Rondônia, por se tratar de região que registra conflitos fundiários e agrários há muitos anos. E por ser intensamente habitada por povos indígenas. As condicionantes relativas aos índios, que estavam previstas para serem cumpridas antes da Licença de Instalação, de acordo com um documento assinado pelo presidente da Funai, só serão cumpridas agora antes da Licença de Operação.

Para o MPF, tanto a Funai quanto o Ibama, que deveriam fiscalizar o cumprimento das condições impostas como prévias ao início da obra, preferiram facilitar a vida do empreendedor e adiar para a fase posterior as exigências que eram anteriores. “Se as ações preparatórias que eram obrigatórias na fase de Licença Prévia não foram exigidas, como acreditar que serão exigidas na fase de Instalação? Como acreditar no rigor do Ibama, se o Ibama jamais começa a mostrar rigor com o empreendedor?”, pergunta a ação judicial.

O processo tramita na 9ª Vara da Justiça Federal em Belém com o número 18026-35.2011.4.01.3900

Para acompanhar o processo: http://bit.ly/jYyTy9
Íntegra da 11ª Ação Civil Pública por problemas no licenciamento de Belo Monte: http://bit.ly/kpoXRt

Jordy fala à Voz do Brasil sobre assassinatos de ambientalistas no Pará

Fonte: Voz do Brasil/Rádio Câmara
Reportagem: Geórgia Moraes

Leia a matéria abaixo ou ouça a reportagem aqui (MP3) - https://rapidshare.com/files/3239434460/Jordy_VozBrazil_InvestigMortes20110527.mp3
LOC- Dois deputados já apresentaram requerimento para que a Câmara acompanhe as investigações sobre a morte de um casal de ambientalistas no Pará.

LOC- A repórter Geórgia Moraes, jornalista da Rádio Câmara, tem os detalhes sobre o caso e sobre a participação da Casa na apuração dos assassinatos.

Geórgia Moraes: Deputados querem acompanhar investigação do assassinato de ambientalistas no Pará. José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foram assassinados a tiros nesta semana. O casal denunciava, desde 2008, a extração irregular de madeira no Sudoeste paraense. Em novembro do ano passado, chegaram a denunciar que sofriam ameaças de morte. Dois requerimentos já foram apresentados para acompanhar o caso. Um do deputado Dr. Aluizio, do PV do Rio de Janeiro, propõe a criação de uma comissão externa e deve ser analisado pelo Plenário. Outro, do deputado Arnaldo Jordy, do PPS do Pará, propõe a criação de um grupo de trabalho da Comissão de Direitos Humanos. Arnaldo Jordy quer acompanhar a investigação dos assassinatos.

Arnaldo Jordy: Essa tragédia no Estado do Pará nós não podemos aceitar como uma coisa banal. O Pará há nove anos é campeão nacional de mortes por disputas por conflitos envolvendo terra, envolvendo interesse econômicos vinculados a ativos da natureza.

Geórgia Moraes: O deputado José Geraldo, do PT do Pará, esteve no enterro dos ambientalistas e falou de lá à Rádio Câmara.

Zé Geraldo: A motivação desse crime foi exatamente a falta de regularização fundiária e ambiental neste assentamento já que é uma das únicas reservas de florestas que tem no município e na medida que o Ibama, o órgão federal, não cumpriu sua função de fazer a fiscalização e enfrentar as empresas madeireiras que agem de forma ilegal acabou que as lideranças foram pro confronto interno. Então, há uma revolta, uma cobrança de que o governo federal assuma o papel de realmente fazer a regularização fundiária e ambiental dos assentamentos dessa região.

Geórgia Moraes: Os ambientalistas faziam parte do Conselho Nacional das Populações Extrativistas e da ONG fundada por Chico Mendes, também assassinado por denunciar conflitos de terra e exploração ilegal de madeira. O casal morava há 24 anos em Nova Ipixuna e desenvolvia um projeto de exploração sustentável da floresta com 500 famílias de extrativistas, que sobrevivem da venda de óleos vegetais e de frutas como o açaí e o cupuaçu. A presidente Dilma Rousseff determinou que a Polícia Federal acompanhe as investigações do crime. De Brasília, Geórgia Moraes.
 
 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Crimes na Amazônia: Jordy assumirá presidência de subcomissão permanente

A subcomissão permanente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos Deputados, que acompanhará os Crimes na Amazônia, terá como presidente o deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) e o deputado Domingos Dutra (PT/MA) como vice-presidente. A subcomissão tem como objetivo acompanhar as investigações ocorridas por conta dos conflitos agrários na região Amazônica, à luz dos recentes acontecimentos, onde lideranças ambientais e rurais foram assassinadas.

Soluções para o término do conflito também deverão ser apresentadas pelos parlamentares. Só no Pará, em 25 anos foram assassinadas 1.186 lideranças religiosas, ambientais e intelectuais, sendo que somente 2,3% destes crimes foram à julgamento.


Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
jordycamara23@gmail.com
(61) 3215-1376

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Conflitos no campo é o tema de debate na TV Brasil nesta quarta-feira


O deputado federal Arnaldo Jordy é um dos debatedores do Programa 3 a 1, apresentado pelo jornalista Luiz Carlos Azedo, e que será exibido hoje (01/06) às 22h na TV Brasil. Participam também como debatedores do programa, o deputado federal Carlos Magno (PP/RO) e Roberto Vizentin, secretário de Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.

Conheça o Programa 3 a 1 através do site http://tvbrasil.org.br/3a1. A TV Brasil é transmitida pela TV Cultura no Pará no canal 2.



Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
jordycamara23@gmail.com
(61) 3215-1376

Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara aprova comissão para acompanhamento de crimes na Amazônia


Em reunião nesta quarta-feira em Brasília/DF, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, aprovou requerimento do Deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) para formação de um grupo de parlamentares no intuito de acompanhar o processo investigatório dos assassinatos dos ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santos, ocorridos no último dia 24 na zona rural do município de Ipixuna, no Pará.

Em seu pronunciamento, o deputado paraense relatou a situação de tragédia que vive a Amazônia, onde só no Pará, em 25 anos foram assassinados 1.186 lideranças religiosas, ambientais e intelectuais. "Somente 2,3% destes casos foram a julgamento, demonstrando que o Estado brasileiro não está preparado para enfrentar a escalada deste tipo de crime, onde pistoleiros, grileiros e desmatadores, se sentem confortáveis para atuar, quase certos que não enfrentarão a justiça".

Por sugestão do deputado Domingos Dutra (PT/MA) a comissão deverá ser transformada em sub-comissão permanente, pois em sua opinião - e aceita pelos demais parlamentares -, é normal o clamor popular momentâneo para este tipo de crime, enquanto as manchetes nos jornais mantém a notícia em destaque, para logo após cair no esquecimento e retornarem os assassinatos. "É um terrível círculo vicioso" disse o deputado maranhense, que divide com Arnaldo Jordy, a vice-presidência da CDHM.

A Comissão terá seus membros definidos nos próximos dias, e quais parlamentares assumirão a presidência, vice-presidência e relatoria da mesma. Ela se somará a uma comissão externa da Câmara, anunciada hoje pelo presidente da Câmara, Deputado Marcos Maia (PT/RS) que acompanhará as investigações dos assassinatos na Amazônia e de uma comissão interministerial, anunciada no início da semana pelo governo federal.
 
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy
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Violência no campo: Jordy mostra que menos de 3% dos assassinos foram condenados

Da Assessoria de Imprensa da Liderança do PPS na Câmara dos Deputados


BRASÍLIA - Dos 1186 assassinatos envolvendo conflitos agrários e ocorridos entre 1985 e 2010 em todo o país, apenas 28 pessoas foram condenadas. Isso significa que a punição foi aplicada em apenas 2,3% dos casos.

Os dados foram apresentados pelo vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Arnaldo Jordy (PPS-PA), com base em relatórios apresentados pela Comissão da Pastoral da Terra (CPT).

A Justiça pouco foi feita para estes episódios em que as vítimas eram sem-terra, líderes agricultores, extrativistas e ambientalistas. De acordo com as informações apresentadas pelo parlamentar, apenas 91 julgamentos foram realizados nestes 25 anos, o que equivale a 7,6% do total de mortes registradas.

Além da Justiça brasileira, o deputado responsabiliza os órgãos de governo pela falta de aplicação de políticas públicas em suas devidas áreas, o que leva ao tensionamento no campo. Relata, por exemplo, que madeireiros ficam impunes após cometerem crimes ambientais, a reforma agrária não se concretiza e faltam condições ao homem que decide viver no campo ou do extrativismo sustentável da floresta. "Temos tristes estatísticas porque falta ao trabalhador tudo: proteção, escola para seus filhos, posto de saúde, assistência técnica para plantar e dignidade", disse Jordy.

O deputado voltou a cobrar segurança para os trabalhadores rurais. Relatou que, durante audiência pública realizada no final de 2008, o líder camponês Luiz Lopes cobrou dos presentes, naquele encontro, proteção pessoal porque seu nome constava numa lista "dos marcados para morrer". A segurança não foi concedida. Lopes foi assassinado durante emboscada em junho do ano seguinte. "Esse é mais um caso clássico em que o risco à vida de um trabalhador foi neglicenciado", finalizou.